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Livro: A GRANDE CAÇA (resumo)

Mensagem  Akin Lan Feng em Seg Dez 17, 2012 8:03 pm

relatos de um piloto de caça alemão (Heinz Knoke) da Segunda Grande Guerra, que sobreviveu ao final do conflito.
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24 de Maio de 1941
O estado de alerta começa às quatro horas da madrugada. O carro do chefe nos leva da pequena localidade de Middelkerke, onde estamos alojados, até o campo ainda invadido pela cerração.
Municionam as armas do meu avião. Ligo o motor, que ruge num ritmo igual.
-Todos os pilotos ao gabinete do chefe!
Rech anuncia o programa da jornada. A esquadrilha fará duas sortidas, em caça livre, sobre a costa sul da Inglaterra. Primeira decolagem às oito horas; segunda, perto das dezessete horas. No intervalo, a esquadrilha peranecerá em estado de pré-alerta, a fim de realizar qualquer missão imprevista de que possa vir a ser encarregada. A 4 esquadrilha, nossa vizinha de campo, manterá uma secção em estado de alerta reforçado (pilotos instalados em seus aviões, prontos para decolagem imediata).
Na primeira incursão, farei parte da 3 secção, comandada pelo ajudante-chefe Grünert, um berlinense fleugmatico, de ar sonso e tão pouco marcial quanto se possa imaginar. Tem sempre o aspecto de quem abafa um bocejo.
Recebidas as intruções, todo mundo se acomoda, para uma hora de sono, nas poltronas e espriguiçadeiras do mess. Isolado de todos, não consigo dormir. Algo comovido, saio para um passeio nas pistas, para olhar os aviões e inspecionar o céu. Alguns homens do pessoal de terra olham-me com ar divertido. Voltando ao mess, tento inutilmente interessar-me em alguma das revistas amontoadas sobre as mesas. Depois de umas dez missões, com certeza tambem poderei dormir. Como invejo os companheiros, que roncam tranquilamente!
Lá pelas sete horas, um ordenança traz, em dois cestos, um copioso desjejum. Sinto uma fome de lobo.
O tenente Rech veste seu colete salva-vida e anuncia:
-Decolagem dentro de dez minutos. Vamos!
Lá fora, o pessoal de terra retira os aviões de seus abrigos camuflados. Meu “zinco” está na extremidade oposta do campo, ao lado do de Grünert.
Sigo o ajudante-chefe que, com suas pernas curtas, ginga como um pato e boceja sem parar.
-Se houver luta, trate de ficar sempre ao meu lado, tenente. Caso contrário, se arriscará a ver suas bonitas calças novas queimadas por algum Spitfire.
São 7h 55m. Prendo os cintos, ajudado por um mecânico.
7h 58m. Sinto um medo terrível. O chefe levanta o braço. Ligo o motor. O mecânico fecha a capota do cockpit.
O motor arranca imediatamente. Uns após outros, os aviões rolam na pista. Um minuto depois, toda a esquadrilha já decolou.
Rech vira imediatamente para o mar. A visibilidade é má: espessa camada de nuvens plana a cento e cinqüenta metros, no Maximo. Em poucos segundos, a cerração já escondeu a costa aos nossos olhos. Meu avião é muito lento. Sou obrigado a acelerar para não ficar atrás.
Voamos reto na direção oeste, quase rentes às ondas. O mar esta calmo e deserto. Não se vê um só barco de pesca. O rádio mantemse em silêncio.
Emerge à nossa frente uma faixa acinzentada: é a costa inglesa. Cruzamo-la ao norte de Deal.
Rech nos leva ainda por alguns minutos para o interior do território inimigo, na direção de Canterbury. Depois, obriga-nos a seguir uma linha férrea. Nas aldeias, as pessoas se agrupam e erguem as cabeças para nos ver. Com aquela cerração, devem tomar-nos por Spitfires.
De súbito, à nossa esquerda, surgem os jatos alaranjados das traçadoras. Rech derrapa brutalmente e pica sobre um objetivo que nem sequer consigo advinhar. Seguindo-o, meu chefe de secção tambem mergulha e metralha uma vaga mancha cinzenta. Distingo, agora, uma posição de D.C.A: sacos de areia ao redor de um canhão de 20mm, em carreta quádrupla. Uma enfiada de balas passa bem na frente do nariz do meu avião. Desço bem baixo – ainda mais baixo -, até ficar rente às ondulações de um campo de aveia. Grünert, depois de rápida guinada de afastamento, ataca novamente. Armo as metralhadoras e acendo o colimador, num gesto nervoso. Ao meu redor, os colares das traçadoras vão-se cruzando cada vez mais, tecendo no céu acinzentado inquietadora rede.
Tenso, esgotado, esforçando-me em seguir as manobras rápidas de Grünert, só consigo colocar uma rajada. Espero, a cada instante, ver nuvens de Spitfires surgindo na cerração.
De súbito, o carrossel infernal se detém. A esquadrilha se reagrupa e toma o rumo leste. Atrás de nós, alguma coisa arde em chamas.
Ao norte da estrada que sobrevoamos encontram-se os campos de Ramsgate e de Nargate, bases da caça inglesa. Mas, nesta manhâ, os Spitfires e os Hurricanes com certeza estão ocupados alhures. Ainda bem, pois estou voando na cauda da formação, e, como se diz em minha terra natal, é sempre aos últimos que se agarram os cães. Sobretudo quando se trata de um novato, tão perturbado como eu!
Pousamos em Ostende às 9h 14m.
No relatório, Rech dirige-se a mim:
-Então, agradou-lhe? Atingiu alguma coisa?
-Não, meu tenente: nada.
-Ah! Como foi possivel!?
Baixo a cabeça envergonhado. Nunca me senti tão idiota.
-Nem sequer disparei – digolhe, corando.
Rech Poe-se a rir.
-Esta bem, esta bem; irá atirar da próxima vez. Voce aprenderá: o tempo é um ggrande mestre.
As 17h 5m decolamos para a segunda incursão do dia.
Dessa vez ninguém teve oportunidade de atirar. Voamos sobre a Mancha durante mais de uma hora, entre Folkestone e Douvres. Com esse tempo infame, os Tommies preferem ficar em casa. A cerração ainda é bastante espessa sobre a Inglaterra. Não se consegue ver a cinqüenta metros.
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22 de Junho de 1941
Quatro horas da madrugada.
Alerta geral. Na parte do campo reservada aos Stukas reina a mesma atividade febril.
Por todo a noite ouvi, ao longe, o desfilar de colunas de tanques e caminhões. A fronteira esta a poucos quilômetros apenas.
As 4h 30m, há uma conferência dos pilotos, no gabinete do chefe de esquadra.
O comandante lê a ordem do dia que o Führer dirige à Wehrmacht: a Alemanha ataca a União Soviética!
Decolamos às cinco horas.
Quatro aviões de nossa esquadrilha, entre eles o meu, o n6, estão equipados com lança-bombas.
Durante as ultimas semanas, participei de não sei quantos exercícios de bombardeio. Hoje, levo sob o ventre do meu bravo “Emilia” 104 bombas de dois quilos.
Sob nossas asas, intermináveis comboios rondam para o leste, através da planície monótona. Por sobre nós voam compactas formações de bombardeiros e, dos lados, enxames de irriquietos Stukas.
Nossa missão é atacar, a baixa altitude, o G.Q.G. de um exército soviético, cujas instalações se situam nos bosques a leste de Drouskieniki.
Dir-se-ia que, na Russia, todos estão dormindo.
Não há viva alma nas ruas do campo onde se acha esse estranho G.Q.G.
Pico sobre uma barraca e, com um golpe de punho, aciono o lança-bombas. Sinto que meu “zinco”, aliviado de sua carga, da um salto para a frente.
Quase simultaneamente, os outros aviões de minha secção largam suas bombas. Jatos de lama espirram de todos os lados. Por vários segundos, a fumaça e a poeira ocultam a terra.
Três barracas já estão em chamas. Varios caminhões, despojados de suas camuflagens pelas explosões, jazem tombados ou capotados, com as rodas para o ar.
Agora, os “Ivâs” já acordaram. O campo se assemelha a um formigueiro eventrado por violenta bengalada de algum transeunte a passeio. Soldados semivestidos espalham-se pelos bosques circundantes. Distingo vagamente algumas peças leves de D.C.A. Escolho uma delas, coloco-me de maneira a poder enquadra-la no meu colimador e aciono o gatilho das armas. Meu avião estremece – os dois canhões instalados nas asas e as metralhadoras da fuselagem vomitam aço por suas quatro bocas. Um homem, em ceroulas, tomba por detrás de sua peça.
Aponto meu “zinco” para outro canhão. Seus dois artilheiros, com sublime coragem, continuam a disparar. Seus obuses passam sobre a capota de meu avião, talvez a um metro.
Levado pelo meu impulso, ultrapasso o alvo; uma curva fechada, rente às arvores, e regresso disparando como um louco. Os russos estão deitados de bruços, atrás do anteparo blindado de seus canhões. Mas a tensão tornou-se insuportável para seus nervos. De súbito, erguem-se e em rápidos saltos se refugiam num pequeno bosque próximo.
Continuo atacando – já em minha quinta ou sexta passagem. Nossos bombardeiros regressaram, deixando o campo livre aos Stukas e aos Messerschmitt, que não se fazem de rogados para agir. Parecem uma nuvem de vespas enraivecidas, atirando-se contra sua presa. Agora, quase todas as barracas estão em chamas. Com um único obus, incendeio um caminhão, que tomba sobre outro veiculo, esmagando-o.
Ordem de reagrupar: regressamos à base. Às 5h 56m, a esquadrilha aterrissa em impecável formação.
No campo, reina uma atividade febril. O pessoal de terra reabastece apressadamente os aviões, remuniciona suas armas e enche os tanques. Os Stukas novamente decolam, para apoiarem as pontas avançadas de nossas unidades blindadas. Nós os seguimos.
Exatamente às 6h 30m, apenas quarenta minutos depois de nosso regresso à base, decolamos ainda uma vez. Já não precisamos perscrutar a paisagem para descobrir nosso objetivo. A espessa fumaça que sobe das barracas incendiadas é visível de longe.
Os russos se recompuseram. Sua D.C.A. nos acolhe com nutrido fogo. E são os mesmos colares de pérolas alaranjados que já vira subir em minha direção, dos campos da Inglaterra, que ressurgem.
Naquela época, não me sentia nada tranqüilo; agora, já me sinto um pouco melhor – não de todo bem, naturalmente...
Pico novamente sobre a D.C.A. Uma enfiada de bombas atinge em cheio um ninho de metralhadoras pesadas. Quando a enorme coluna de terra, de poeira e de fumaça dissipou-se, onde havia a trincheira circular só se pode ver gigantesca cratera: metralhadoras, sacos de areia, os soldados russos – tudo desapareceu.
Os “Ivâs” devem ter-se ocultado com seus veículos nos bosques que circundam o campo. Varremos sistematicamente a floresta com nossas armas de bordo. De vários pontos irremem chamas, provavelmente originarias de depósitos de combustível.
Atiro contra tudo que se move, e continuo atirando até ouvir os estalidos secos, informando-me que se esgotaram as munições. Isso tudo constitui, indubitavelmente, o melhor exercício para o desajeitado novato que sou.
Aterrissamos às 7h 20m. O pessoal de terra mais uma vez se movimenta em torno de nossos aviões. Ajudamo-lo, ao mesmo tempo em que vamos contando os episódios essenciais do ataque.
Num tempo recorde de vinte e dois minutos, ficamos prontos para partir. Não resta muita coisa das instalações do G.Q.G soviético. Despejamos bombas e obuses sobre os bosques onde ainda se escondem vários grupos de homens enlouquecidos. A D.C.A soviética, esmagada, pulverizada, aniquilada, já não reage mais.
Quando, cinqüenta minutos depois, voltamos ao nosso campo, admiramo-nos de ouvir a ordem do comandante, anunciando uma pausa. Em nossa excitação, nos esquecemos da hora do rancho.
À tarde, nossa formação é lançada numa operação diferente. Os reconhecimentos aéreos assinalaram, na estrada Grodno-Zytomia-Skidel-Szczuczyn, comboios soviéticos que fogem na direção do leste. Nossos destacamentos blindados os perseguem sem piedade, e nossa intervenção deve precipitar sua derrota.
Atingimos rapidamente Grodno. O centro da cidade esta totalmente congestionado. Em todas as ruas, unidades soviéticas tentam abrir caminho para o leste. Os Stukas se afastam de nós para atacar posições de artilharia nos bosques vizinhos.
É preciso a qualquer custo, impedir que o inimigo se reorganize, fustigalo incenssantemente, levalo de roldão, se ele tentar resistir.
Agora começo a compreender por que razão a ordem de ataque do Alto-Comando chegou tão depressa, de modo tão brutal. Por toda parte vêem-se poderosas concentrações de tropas e de material, do lado russo. Tem-se a nítida impressão de que o exercito vermelho se preparava para atacar. De qualquer forma, nosso Alto-Comando provavelmente se persuadira disso. O fulminante desfechar de nossa ofensiva suprime em definitivo essa ameaça.
Para todos nós, as imagens deste dia ficarão inesquecíveis. Ao longo da imensa fronteira, de norte a sul, nossas tropas progridem rapidamente.
Nossas pontas avançadas penetram num impulso irresistível no dispositivo inimigo a dentro. É manifesto que os russos foram surpreendidos, quando esperavam nos surpreender. Por toda parte, refluem em desordem.
Pelas estradas, nossos infantes erguem a cabeça e nos fazem sinais amigos. Sabem que a Luftwaffe vai fazer um trabalho preparatório de que logo se aproveitarão. Trabalho que, para dizer a verdade, é muito fácil. É impossível errar as massas compactas das unidades soviéticas em fuga.
Todos os golpes acertam no alvo. Nossas bombas, nossos obuses, as rajadas de nossas metralhadoras abrem claros sangrentos naquelas tropas desamparadas.
Às vinte horas, decolamos para a sexta incursão do dia. A caça-russa continua invisível. Estamos sozinhos no céu, que, pouco a pouco, a cerração glauca da noite vai invadindo.
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13 de Fevereiro de 1942
Às 10h 16m, alerta! Decolagem imediata!
Cinco minutos depois, a esquadrilha dá voltas sobre o campo coberto de neve e se escalona em formação de cobate.
Na Mancha, nossos navios sofrem incessantes ataques da aeronaval britânica. Os ingleses lançam seus últimos aviões-torpedeiros. Seus pilotos sabem que não conseguirão regressar à sua base com seus próprios recursos, e lutam com furiosa coragem.
Recebemos ordem para interceptar uma formação de Blenheim.
A visibilidade ainda é má. Nossos olhos literalmente trespassam a cerração. Lá embaixo, o mar esta agitadíssimo, num caos de vagalhões esverdeados, de cristas espumantes. Uma flotilha de draga-minas avança com dificuldade, de frente para o vento, limpando com seus aparelhos de detecção o caminho que nossos navios vão seguir.
Nosso chefe de esquadrilha lança dois foguetes luminosos para se dar a reconhecer. Com efeito, os dragadores têm ordem de atirar contra qualquer avião não identificado que se aproxime deles.
Sacudido por traiçoeiras rajadas, meu avião avança a poucos metros das vagas desencadeadas.
Nunca as águas da Mancha apresentaram esse matiz de verde, Glauco na base côncava dos vagalhões, fosforescente em toda a superfície deles, quando sobem.
A torre de controle assinala continuamente a posição do inimigo. A voz do controlador se torna mais fraca à medida que avançamos para o largo.
Já estamos voando há quinze minutos. Vamos encontrar a formação inglesa a qualquer momento.
Acendo o colimador e destravo as armas. Dez segundos depois, à direita, várias sombras emergem bruscamente da cerração.
São eles!
Imediatamente, num só movimento, todos nós damos uma guinada seca. Cada qual desejaria ser o primeiro a desencadear o combate.
A meu lado, o suboficial Wolf, meu chefe de secção, balança as asas. Volta seu rosto para mim e posso distinguir, através do plexiglass de nossas capotas, o brilho de seus dentes, descobertos num largo sorriso.
Os Blenheim são em numero de doze, como nós.
Isso significa um adversário, e talvez uma vitima, para cada um de nós.
O Tommy que vem na minha direção ainda não teve tempo de reagir, e já estou em posição de tiro, be alinhado em sua esteira. Quando percebe isso, cabreia e tenta refugiarse nas nuvens.
Parto em sua perseguição, enquadrando-o sempre no colimador. Fogo! Calmamente, comprimo os dois botões do manche. A cerca de oitenta metros à minha frente, as traçadoras que disparo penetram em sua asa esquerda, no flanco da fuselagem. Seu avião se inclina numa curva fechada, que imediatamente trato de imitar. Meus dedos continuam pressionando os botões de tiro. Bem no instante em que um jato de fagulhas espirra do motor esquerdo do inglês, ele entre em chandelle e se atira num recorte de nuvens.
Um enorme estrondo!
Estilhaços atravessam meu cockpit. Atrás de minha cabeça, um pouco a direita, há um grande buraco. Uma fração de segundo mais tarde, dois buracos bem menores pontuam minha asa esquerda.
O Blenheim, como que dependurado em sua hélice, parece flutuar nas nuvens. Vejo-o por um desvão, sombra estranhamente encolhida pela perspectiva diagonal. Mando-lhe ainda uma rápida rajada. Depois, fecha-se o desvão e tambem eu me vejo envolvido pela bruma.
De repente, dou-me conta de que a capota da cabina estremece como se fosse voar. Logo mais, sinto um cheiro de coisa queimada. Começo a não me sentir muito à vontade.
Prudentemente, reduzo o combustível e dou inicio a uma descida progressiva. Alguns segundos depois saio das nuvens e novamente torno a ver o mar.
Será que meu avião esta em chamas?
Volto-me, preocupado. Atrás, à direita, uma bala arrancou o dispositivo de fixação da capota.
O vidro traseiro rebentou. Sinto a sucção do ar em minhas costas.
Perdi de vista o meu Blenheim. Sei que ele recebeu duro castigo, mas com um pouco de sorte conseguirá chegar à costa inglesa, enquanto eu, pobre infeliz, ou ficarei assado dentro de meu avião, ou irei afogar-me naquele mar esverdeado.
O cheiro de queimado se torna cada vez mais intenso... Contudo, o motor funciona normalmente. Segundo as indicações do painel de bordo, tudo vai bem, tudo funciona em ordem. Por mais que abra os olhos e vire o pescoço de todos os lados, não consigo ver qualquer sinal de chamas. Mas então, de onde provém esse cheiro inquietante?
Perco preciosos segundos a soltar um rosário de pragas bem sentidas. Recomponho-me, depois, e numa ampla curva tomo o caminho de volta. Se mantiver um rumo de cem graus deverei alcançar a costa holandesa.
Tenho a impressão de estar completamente sozinho, isolado naquele universo, limitado pelo teto extremamente baixo e a massa agitada do mar.
Não vejo um só de meus companheiros, e o rádio permanece num obstinado silêncio.
Os minutos se arrastam vagarosos. São 11h 26m. Quer dizer que estou no ar há setenta minutos.
Pouco a pouco, o cheiro de queimado diminui.
Mas, por outro lado, a capota se desprende cada vez mais. Contanto que ela agüente mais quinze minutos... Segundo meus cálculos, a costa deverá surgir a qualquer momento. Infelizmente, não estou muito seguro sobre minha posição. E a confiança que deposito em minha bussola é algo limitada.
Sobressaltome ao ver acender-se a lâmpada vermelha que indica o limite de reserva do combustível. Se eu não aterrissar dentro de dez minutos, será a pane seca do motor... e o grande mergulho.
Por fim, a terra firme! Poucos segundos depois, novamente estou sobrevoando uma extensão de água. Não entendo mais nada. Essa bendita bussola...
Terra de novo. Será uma ilha? Não, não parece... Por detrás dos diques, vejo diversos lagos com margens mais ou menos indistintas. Solto um suspiro de alívio. Essa paisagem sem relevo é a Holanda setentrional.
Dois minutos depois aterrisso numa das imenssas pistas de Leeuwarden. O pessoal de terra acorre imediatamente. Meu avião está num estado lamentável. Nem sequer preciso empurrar a capota. Apenas toco nela, destaca-se e cai sobre a asa direita.
A fuselagem está com um rombo bem atrás do cockpit. O flanco direito apresenta vários buracos, com os bordos enegrecidos. Sem duvida, ai está a explicação daquele cheiro de coisa queimada.
Na sala dos relatórios, meus olhos batem nua folhinha. Estamos no dia 13!
Toda a vida detestei essa data, que traz a infelicidade.
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5 de Março de 1942
Súbita agitação na barraca central:
-O inglês está voltando!
Até o encarregado da central telefônica apaixonou-se por essa presa arisca.
Um pular de janela, uns vinte saltos na neve, e já estou no cockpit do meu “Emilia”. Decolo alguns segundos depois.
13h 02m. Com toda a potência de meu valente motor, ergome no céu límpido.
13h 10m. Coloco a máscara aos 5000 metros.
Meu Deus, como faz frio!
-Índio em César-Ida, Hanni sete zero!
-Victor! Victor! – respondo, batendo os dentes.
-Índio em César-Kurfürst.
Visto que o inglês está passeando a 7000 metros, vou subir até 8000, para ficar em posição vantajosa.
-Índio em Berta-Ludwig!
Exatamente como eu imaginava. Êle se dirige para a extremidade norte da baía, onde nossos navios estão ancorados.
Chego aos 8000 metros. Sistemáticamente, perscruto o céu virgem de nuvens. Logo mais, à minha esquerda, descubro um ponto negro que parece planar sobre um campo de neve. É meu Spitfire, sem dúvida alguma. Arrastando um curto filete de condensação, ele descreve uma curva para se aproximar de fjord. Chegando na vertical de seu objetivo, descreve duas voltas completas. Evidentemente, está fotografando.
Aproveito a ocasião para colocar-me sobre ele, que, absorvido pelo seu trabalho, não me vê. Segundos depois, toma o rumo oeste.
Abrindo ao máximo a admissão de combustível, destravo as armas e lhe caio em cima. Transformando os 1000 metros de altitude superior em velocidade suplementar, coloco-me atrás dele num piscar de olhos, e dessa vez a bom alcance. Aperto com violenta pressão o gatilho de meus canhões.
Como que atraídos por um ìmã, meus obuses mergulham em sua fuselagem. Clarões espasmódicos erguem-se por detrás de sua capota.
Surpreendido, o inglês se atira numa sucessão de curvas desesperadas. Mas não o largo mais. Com violentos golpes no pedal, consigo mantê-lo em meu colimador.
O inglês derrapa, mergulha, equilibra-se 500 metros mais abaixo. Agora seu avião deixa escapar um leve penacho de fumaça. Êle “desenha”, como costumamos dizer em nosso jargão de pilotos. O penacho se faz mais espesso... continuo disparando...
De repente, algo viscoso estala sobre a cabina. É óleo! Solto uma praga: o pára-brisa tornou-se opaco e já não consigo ver o Spitfire ferido, que talvez consiga escapar...
Por todos os demônios! E, no entanto, meu motor funciona normalmente e a pressão do óleo continua constante. Provavelmente, o liquido pegajoso que me priva de uma vitória certa provém dos radiadores furados do Spitfire. Guino ligeiramente à direita para observar o inglês pelas janelas laterais.
Ele se afasta cada vez mais lentamente, mas, de qualquer maneira, continua voando. O rasto de fumaça tornou-se imperceptível. Parece que ele conseguirá safar-se novamente.
Ainda estou amaldiçoando minha falta de sorte quando ouço nos fones uma voz brincalhona:
-Então, velhinho, ainda não conseguiu liquida-lo?
Meu amigo Dieter, oficialmente o tenente Gerard, sobe em minha direção e vem colocar-se à minha esquerda. Explico-lhe a situação.
-Não se preocupe. Vou acabar com ele! – grita-me o companheiro.
A toda velocidade, chega rapidamente na cauda do Spitfire avariado. Uma só rajada faz com que a asa direita do inglês se destaque. O avião se abate, girando como uma folha morta.
Experimento uma estranha sensação. No fundo, admiro aquêle piloto que cruzou o mar do Norte para vir passear sobre o fjord, sozinho, sob o nariz e as barbas de uma esquadrilha inteira. Ainda estará vivo? Se está, o que espera para saltar?
O Spitfire, bola de fogo a rodar sobre si mesmo, despenca-se na direção de um campo nevado.
Irá esmagar-se dentro de alguns segundos, transformando em massa o corpo do piloto.
Transtornado, ponho-me a gritar:
-Salte! Pelo amor de Deus, salte! Vamos!
Como se o infeliz pudesse ouvir-me! Tremo e sinto uma náusea acre subir-me à garganta...
Aquêle inglês é um soldado, como eu; um aviador que ama sua profissão, tambem como eu. Talvez, como eu, tenha uma esposa...
-Salte, meu velho! Vamos, salte depressa!
Então, vejo um corpo destacar-se das chamas, descrever uma cabriola e ficar, em seguida, balouçando sob uma corola branca, que o leva suavemente na direção da montanha.
Minha angustia cede lugar a uma completa alegria... Finalmente, pegamos nosso primeiro inglês!
Eu e Dieter dividimos a garrafa de conhaque.
Bebemos à saúde da caça, a mais nobre das armas, e à salvação do nosso Tommy. Depois, Dieter, levanta vôo numa “cegonha” provida de esquis, para ir procura-lo no fundo de um vale próximo.
Sinto-me feliz quando constato que o inglês é tão simpático quanto o imaginara: um rapaz bonachão, tenente da R.A.F Também ele precisa de um conhaque. E, ao saber que toda a garrafa lhe era destinada, dá um sorriso...
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6 de Março de 1942
Pela manhã, sem que ninguém esperasse, chega a ordem de regresso imediato à Alemanha. E em que momento! Ontem à noite, no mess, demos cabo de um respeitável número de garrafas e estamos todos com a cabeça mais ou menos no ar.
Quase ao meio-dia aterrisa uma esquadrilha de aviões de assalto, que deverá substituir-nos.
Decolamos com tempo excelente e tomamos rumo sul. À frente de nossa formação voa um bimotor Messerschmitt 110, equipado com dispositivo de pilotagem automática e com radar. Vamos fazer o trajeto até Oslo-Fornebu sem escala. É o percurso máximo para nossos aviões, cujos tanques possuem uma capacidade bastante limitada.
Mais uma vez admiro, sem enfadar-me, aquelas maravilhosas montanhas com suas gigantescas geleiras, suas profundas gargantas, seus penhascos cujas bases vão banhar-se no mar. Por vêses, distraio-me contando as inúmeras ilhotas rochosas que emergem a poucas centenas de metros da costa.
O motor do meu avião roda em regime de cruzeiro, deixando escapar seu canto tranqüilizador, mas também monótono.
O rádio continua mudo. Tenho que lutar contra a sensação de aturdimento que me domina.
Aquele maldito vinho que perturba a cabeça...
Sobrevoamos a cadeia selvagem de Röros.
Que magnífica beleza! Desde que, porém, não ocorra nenhuma pane... Não é nada tranqüilizadora a idéia de pousar naquelas encostas abruptas, ou de saltar de para-quedas para ir de encontro àquelas rochas.
Algo preocupado, observo que o mostrador do combustível faz das suas. Deve estar desregulado. Se funcionasse normalmente, eu já deveria ter consumido o triplo da quantidade de carburante acusada. Mas sei que o regime do meu motor é extremamente econômico. Preciso mandar substituir esse indicador...
Operando com uma só mão, tiro algumas fotografias, que pretendo mandar à Lilo. Sim, Lilo...
Há algumas semanas, ela se instalou em Tübingen, na casa de uma tia. Logo terá um bebê. Sei disso desde 10 de agosto do ano passado, portanto há oito meses. E pensar que não estarei ao seu lado quando nosso filho nascer! E só Deus sabe quando tornarei a ver minha mulher e quando poderei abraçar meu filho, pois está claro que será um filho...
Mais esta, agora! A lâmpada vermelha que indica o limite de segurança do tanque acaba de acender-se.
Mas não é possivel! Só faz trinta minutos que decolamos!
Arrancado de meu sonho, sinto um forte cheiro de gasolina. Que maravilha! Vou ser obrigado a aterrissar aqui, neste deserto de neve?
Advirto o capitão Losigkeit pelo rádio:
-Jumbo 1 chamando Jumbo 2. Jumbo 1, aqui Jumbo 2. Vazamento de combustível no tanque ou na alimentação. Reservatorio seco. Serei obrigado a aterrissar dentro de cinco minutos.
O “patrão” responde com todo seu repertório de pragas. Sei que ele não pode fazer nada por mim, e sofre por causa disso. Os companheiros me desejam boa sorte (empregando um termo bem menos acadêmico). Não podem atrasar-se. Também para eles cada minuto é precioso. Limpo a garganta:
-Jumbo 2 abandona a formação. Desligo!
Ao dize-lo, gostaria que minha voz estivesse mais firme...
Não tenho um segundo a perder. Preciso encontrar um lugar apropriado antes que o motor pare. E isso não será nada fácil.
As montanhas que agora sobrevôo erguem-se ainda até os 2000 metros. Vistos do alto, os campos de neve parecem perfeitamente lisos e planos.
Mas, ao descer, percebo que, na realidade, aquelas vastas extensões estão semeadas de blocos de granito e cortadas por numerosas fendas. Pousar nesse terreno acidentado equivaleria muito simplesmente a um suicídio.
Saltar de para-quedas? Nem pensar nisso. É impossível prever para onde seria levado, sem contar que não poderei errar através daquele caos nórdico sem meu casaco de couro, com gola de pele. Ora, esse abrigo está enfiado em algum lugar, no fundo do avião, e não conseguiria nunca pega-lo antes de saltar.
Já não sinto mais os efeitos do álcool. Estou absolutamente lúcido. Oxalá tal lucidez sirva para alguma coisa!
À minha frente, uma língua de geleira desce suavemente para um pequeno lago coberto por uma camada de gelo e neve. Que espessura terá essa camada? Poderá resistir?
Não tenho escolha. É preciso que ela resista!
Manobro para aterrissar, com os dentes cerrados. Se conseguir pousar o avião com toda a suavidade, bem no pé daquela faixa de geleira...
Cortar o combustível... baixar os flapes... descer o trem... Um choque moderado, as rodas tocam o solo, mergulham na neve, que espirra num jato cintilante. Há um estalido: deve ser o trem de pouso que cedeu. O avião desliza sobre o gelo sonoro por uma boa centena de metros. Por fim, se imobiliza. Abro a capota, salto sobre a asa e debruço-me para o interior do aparelho. Reergo-me cinco segundos depois, com o pesado capote no braço e a pasta cheia de papéis na mão. Sob o ventre de meu infeliz avião, o gelo estala e geme.
Precipito-me para a margem e, num salto, escalo uma rocha.
Como é bom sentir a velha terra firme sob os pés!
Ufa! Passei um bom calor! Minhas pernas bambeiam; e por muito que me esforce não consigo parar de pé, sendo obrigado a sentar-me na neve.
Lembro-me instintivamente dos inúmeros pilotos que se arrebentaram ao tentar uma aterrissagem forçada naquela região selvagem.
Consulto o relógio: são quinze horas. Dentro de uma hora os companheiros estarão pousando em Oslo e organizarão uma expedição de socorro. Sabem onde procurar-me, num raio de poucos quilômetros. Mas não poderão chegar antes de amanhã cedo.
Antes de aterrissar, notei uma garganta profundamente encravada, a oeste do pequeno lago, indo de norte para sul. Talvez vá ter em algum lugar. Depois de vestir o capote, ponho-me a caminho. A coisa é de chorar de raiva! Quinze minutos antes eu voava, livre e lépido como um pássaro, e agora me vejo forçado a patinhar penosamente na neve. Depois de uma eternidade – é o que representam quinhentos metros, quando cada passo se fica atolado até a cintura – chego à extremidade da garganta. Na vertente oposta, cerca de trezentos metros mais embaixo, passa uma estrada. Infelizmente, está deserta. De qualquer maneira, não conseguiria alcançá-la. Seria preciso que eu fosse um alpinista de primeira categoria para descer pelas paredes verticais que se despencam setecentos ou oitocentos metros de meus pés para baixo.
Retomo o caminho do lago, resignado. Meu avião repousa seu ventre sobre o gelo. Espero que a camada seja bastante sólida para suportar também o meu peso, além do dele. Se não quiser morrer de frio terei de passar a noite num abrigo, isto é, no cockpit.
Começo a sentir fome. Descubro dois pequenos tabletes de chocolate e alguns cigarros no fundo do bolso. Isso permitirá que eu me mantenha até amanhã.
O sol já está no ocaso. Abro meu pára-quedas e me envolvo em seus panos de sêda. Em seguida, me afundo no assento e fecho a capota.
Por sobre minha cabeça desfila um longo cortejo de nuvens prateadas. Pouco a pouco, adormeço.
Continuação: 7 de Março de 1942
Acordei varias vezes, e em cada uma delas dei uma volta em torno do avião, correndo, para reativar a circulação dos braços e das pernas entorpecidos pela posição forçada e inabitual. Decididamente o cockpit não oferece nenhum conforto.
Está nevando desde a meia-noite. Não há nada de parecido com a nevada da Alemanha, onde os flocos caem suavemente, como se dançassem.
Aqui, é uma massa cerrada, quase compacta. Esta manhã meu pobre Messerschmitt desapareceu sob o lençol úmido. Apenas a empenagem e uma pá da hélice são visíveis.
No momento – isto é, às oito horas da manhã – está nevando menos. Mas o suficiente, porém, para reduzir a visibilidade a cem metros, no máximo. Portanto, não há que esperar que o socorro chegue pelo ar. Mesmo que os companheiros enviem um grupo de esquiadores, não é certo que os salvadores consigam encontrar-me nesta paisagem caótica. Enfim, a única coisa que posso fazer é continuar esperando no mesmo lugar. Se tentasse chegar à civilização por meus próprios meios, com toda certeza me perderia.
Mastigo um pedaço de chocolate. Pouco depois, masco um cigarro, primeiro porque não fumo, e depois porque não tenho fósforos. Isso não é nada agradável, mas alivia a fome.
Permaneço no avião, onde, de qualquer forma, faz menos frio que lá fora. De quando em quando, saio para desentorpecer as pernas.
Tamborilando os dedos sobre o painel de bordo, constato que a instalação elétrica está intacta.
Aproveito-me disso para disparar algumas rajadas curtas com meus dois canhões. O eco das detonações repercute na distância. Deve-se ouvi-lo a vários quilômetros.
As horas se escoam com exasperante lentidão.
Masco outro cigarro, e logo mais um terceiro.
Talvez a nicotina adormeça meu estômago, que grita, faminto.
Cêrca de duas horas da tarde, o vento se torna repentinamente mais intenso e mais frio. A paisagem se faz cada vez mais sinistra. Disparo outras duas ou três rajadas, para chamar a atenção da coluna de socorro, se é que ela está a caminho. Quando a noite chegar, usarei as traçadoras, cujos jatos alaranjados devem ser vistos de longe.
A espera é interminável. A escuridão já começa a devorar a paisagem.
A sêda do pára-quedas é macia como um vestido de mulher. Pensamento encantador, muito poético; mas não consegue fazer-me esquecer que, já há várias horas, estou lamentavelmente tiritando de frio. O gosto ao mesmo tempo acre e adocicado do tabaco me provoca náuseas.
Como gostaria de dormir!...
Continuação: 8 de Março de 1942
Já é meio-dia. A neve não cessa de cair. Tenho a impressão que está menos frio.
De qualquer forma, eles não podem estar longe, agora. A cada quinza minutos ressoa o trovejar raivoso de meus canhões. Se não me ouvirem é porque são surdos!
Quase às 16 horas, dou um salto e esfrego os olhos. Teria sido um cão? Poucos segundos depois, um magnífico perdigueiro de pêlo ruivo e branco aproxima-se latindo. Atrás dele vem um tenente de caçadores alpinos, que me ajuda a sair do avião.
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Última edição por Akin Lan Feng em Seg Dez 17, 2012 8:52 pm, editado 2 vez(es)

Akin Lan Feng
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A GRANDE CAÇA Parte 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Seg Dez 17, 2012 8:04 pm

26 de Fevereiro de 1943
Faz um tempo excelente. Um céu límpido, onde deve ser bom passear.
Tudo continua em calma sobre Great Yarmouth.
Enrolados em seus cobertores, os pilotos, deitados à margem do campo, tomam seu primeiro banho de sol do ano. Os dois alto-falantes irradiam musica de dança. Trata-se de uma emissão oferecida aos soldados do Reich pelo posto inglês de Calais.
- Calais calling, Calais calling...
Na verdade, o posto deve situar-se em alguma parte da região de Douvres. Seu programa musical é nitidamente superior ao nosso. Mas quando o espíquer começa a debulhar sua propaganda anti-hitlerista, todos se põem a rir. Seus textos são bastante maus. Nesse campo, Göbbels ainda é o mais forte...
- Cale-se Tommy! Trate de tocar um Fox!
De repente a música pára.
- Atenção, atenção! Chefes de esquadrilha ao telefone!
Só tenho que estender a mão para apanhar o aparelho telefônico, que tive a boa idéia de trazer até aqui.
A divisão assinala novas concentrações aéreas no setor Dora-Dora. Mais uma vez os aviões inimigos se agrupam diante de Great Yarmouth para atacar o território alemão.
É dado o alerta às 10h 50m. Os americanos acompanharam a costa, na direção de Wilhelmshaven.
Às 10h 55m, decolagem imediata! Os cockpits se fecham. Os mecânicos saltam para as asas, para lançarem o dispositivo de arranque.
Todos prontos! Rolamos em grupos de três até a pista de partida. Segundos depois, a formação se destaca no céu.
Chamo a torre de controle. A comunicação é excelente. Tenho a impressão de conversar com alguém sentado ao meu lado.
Atingimos rápidamente 8000 metros de altitude.
- Grandes casebres em Adolfo-Paulette, Hanni oito zero. Permaneçam sobre o campo.
Descrevo uma ampla curva na direção norte.
Nossos motores deixam pequenos rastos de condensação no ar límpido.
Ali está o inimigo!
Um gigantesco Box, composto de uns trezentos quadrimotores, assemelhando-se a um monstruoso cacho que planasse em pleno sol. Magnífico e terrificante espetáculo!
Destravo maquinalmente as armas e ilumino o colimador. Os 2300 cavalos de meu motor roncam seu canto tranqüilizador.
A distância ainda é de vários quilômetros. Os aviões inimigos dirigem-se reto para o sul. Transmito minhas observações ao posto central de controle, que deve estar zumbindo como uma colméia.
Sorrio, comparando a agitação com a serenidade do céu azul.
Liguei a superpotência quase sem perceber.
Mais perto, sempre mais perto! Agora já distingo melhor os aviões. São na maioria Liberator, pássaros enormes, com os ventres cheios de bombas.
Escolho um deles ao acaso. Resolvi atacar de frente. O bombardeiro aumenta a olhos vistos.
Suavemente, apoio o dedo nos botões que desfecham o tiro. Os fios das traçadoras alaranjadas vêm ao meu encontro, passando em diagonal sobre meu avião. Mais impaciente que nós, o inimigo abriu fogo.
Por fim, estou a bom alcance. O recuo de meu canhão, atirando entre a hélice, e o das duas metralhadoras pesadas sacode violentamente o avião.
Minhas balas são mal colocadas. Registro apenas alguns impactos na asa direita do Liberator.
Passo por debaixo dele a toda velocidade, raspando-lhe o ventre. A deslocação de ar de suas quatro hélices sacodem-me com tanta violência que tenho a impressão de que minha empenagem ficou em pedaços. Emergindo atrás do gigante, cabreio brutalmente, numa curva estirada em altura, perseguido pelos jatos densos de suas metralhadoras traseiras.
A atmosfera, hoje, está particularmente saturada de ferro!
Trezentos quadrimotores representam quatro mil e oitocentas metralhadoras pesadas. Admitindo que somente um terço delas nos alveje simultaneamente, isso já constitui uma rêde terrível.
Depois de um 180graus a boa distância, ataco de novo, sempre frontalmente, mas um pouco mais baixo. Minhas armas cospem fogo sem interrupção. Dessa vez, as balas atingem em cheio seu alvo.
O grande bombardeiro se ilumina de explosões próximas. Os clarões correm ao longo de suas bordas de ataque.
Afasto-me com um pique moderado. Enquanto deslizo, volto a cabeça. O ventre do Liberator está em chamas. Descrevendo uma grande curva, abandona a formação e começa imediatamente a perder altura. Em suma, ele ainda pode ir longe, visto que estamos a 8000 metros.
O bombardeiro já está bem mais baixo que eu.
Avanço por trás para liquidá-lo, apesar do fogo nutrido que me acolhe. Com ambas as mãos firmes no manche, vejo meus obuses entrarem pela parte superior da fuselagem, furarem o posto de pilotagem e penetrarem a asa direita.
Agora, as chamas envolvem toda a asa. O motor interno parou, a hélice está em bandeira. Subitamente, a asa se destaca. O enorme destrôço cai como uma pedra, na vertical, girando desajeitadamente em torno de seu eixo longitudinal. Atrás dele, espesso penacho de fumaça desfia-se ao sopro do vento.
Um homem tenta sair pela enorme brecha do teto. No momento em que consegue pôr-se de fora, seu pára-quedas se incendeia. O infeliz descreve um duplo e perigoso salto, antes de cair pesadamente, como que à procura de seus companheiros que ficaram no féretro incandescente. A mil metros do solo o Liberator se desintegra numa violenta explosão. Seus destroços rubros terminam sua trajetória a duzentos ou trezentos metros do campo auxiliar de Zwischenahn, perto de uma fazenda incendiada por um tanque de combustível que foi projetado sôbre o teto.
Pico num mergulho mortal sobre o campo e, depois de uma curva bem em cima da hora, aterrisso na única pista. Deixo meu avião rolar na direção da fazenda, desligo o motor e salto em terra. Em alguns saltos, alcanço o pequeno grupo do pessoal de terra que se esforça por salvar os móveis, os animais, as ferramentas agrícolas. Felizmente, o carro de bombeiros já chegou e o jato de neve carbônica conseguirá salvar a casa de morada e a granja. Meio sufocado pela fumaça e com a roupa de vôo avermelhada pelas chamas, consigo agarrar pelas patas dianteiras um enlouquecido leitão, que teima em não deixar seu chiqueiro. Nunca poderia imaginar que um porco fosse capaz de tamanha resistência. Apesar de seus gritos lancinantes, arrasto-o para fora. Um minuto depois, o teto do chiqueiro nos teria esmagado a ambos.
A carcaça do Liberator caiu num descampado cercado. A explosão do aparelho atirou os homens da equipagem para fora. Os corpos inertes, com os membros retorcidos, jazem, todos juntos, entre os destroços fumegantes. Cem metros além, por detrás de um talude, encontramos o assento do piloto.
Nos galhos mais baixos de uma macieira, entre pedaços de plexiglass arrebentados, uma pequena boneca, mascote do bombardeiro, está miraculosamente intacta.
Aterrisso em nosso campo uma hora depois.
Meus homens me carregam sobre seus ombros até a barraca central.
Era meu primeiro quadrimotor abatido, minha 164 missão ofensiva e minha 1004 incursão. Há três anos, quase no mesmo dia, eu estava subindo pela primeira vez num avião de instrução. Meu Deus, como mudei!
A esquadrilha registra, para esta última incursão, cinco bombardeiros abatidos. Nossas perdas se reduzem a algumas asas danificadas. Excelente balanço. Meus pilotos exultam.
Apesar da alegria geral, não posso esquecer-me dos corpos mutilados dos aviadores americanos.
Quando chegará a nossa vez?
---
27 de Agosto de 1943
O médico extraiu os estilhaços que se tinham alojado no meu braço. Os ferimentos já estão fechados.
Desde uma semana, nossos “Gustavos” arrastam, além dos “cabos de frigideira”, tanques suplementares que devem aumentar nosso raio de ação.
Parece que nos vão engajar no centro da Alemanha, e até na Baviera.
Hoje às nove horas da manhã os alto-falantes anunciaram concentrações inimigas no famoso setor Dora-Dora. Isso já se torna fastidioso. Por que os americanos, de vez em quando, não se agrupam em outro setor do mapa?
Decolagem às 10h 30m. O tempo está coberto.
A 3000 metros, penetramos nas nuvens. Emergindo do outro lado, em pleno sol, descobrimos o inimigo, quase na nossa vertical, a mais ou menos 6000 metros. Os bombardeiros, em formação largamente escalonada, se dirigem diretamente para leste.
Tomando um rumo paralelo, subimos até seu nível.
Os tanques suplementares ainda estão pela metade quando dou ordem para que sejam largados.
É evidente que os inimigos temem nossas granadas. Enquanto manobramos para nos colocarmos em boa posição, a enorme falange divide-se em vários grupos de 30 a 40 aviões, que ficam continuamente mudando de direção. Tática bastante boa, que reduzirá consideravelmente o efeito de nossos ataques. É curioso que os táticos de além-Atlântico não tenham pensado nisso há mais tempo!
Escolhendo um Box ao acaso, reagrupo a esquadrilha e conduzo até 600 metros do objetivo. Depois, num perfeito movimento conjunto, lançamos as granadas.
Até então, nunca nossas bombas conseguiram tal resultado!
Meus dois projéteis atingem em cheio uma Fortaleza Voadora, que explode com suas bombas e já não passa de uma massa de chamas, de onde escapa uma chuva de destroços incandescentes.
Wennecker também atingiu um bombardeiro, que se incendeia e depois de uma queda brutal entra em parafuso.
Meu chefe de secção, o sargento Reinhard, coloca suas granadas a poucos metros de um Boeing.
Rudemente sacudido, o grande bombardeiro se afasta a bombordo e desaparece numa grande formação de nuvens.
Reinhard sai a persegui-lo. Bem colocado em sua esteira, dispara rajada sobre rajada para liquida-lo.
Maquinalmente, percorro com os olhos todo o horizonte. Que será aquilo? Por cima de nós, surgem estranhos filetes de condensação. São rastos duplos. Pouco a pouco, consigo distinguir os aviões que os provocam. São excepcionalmente rápidos.
Que coisa estranha! Sei que, do lado alemão, somente foram engajados Messerschmitt e FockeWulf.
Os aviões desconhecidos continuam voando continuamente sobre os quadrimotores. Se são nossos, que esperam para atacar?
Subindo em chandelle, entro naquele misterioso carrossel.
Santo Deus! São Lightning! Há várias dezenas deles. Assinalo imediatamente aos companheiros que os americanos trouxeram escolta.
Como não posso atacá-los sozinho, mergulho novamente sobre as Fortalezas Voadoras. Repentinamente, bem à minha frente, vejo passar quatro aviões que parecem cair do céu. Trazem a estrela branca das fôrças americanas e, nas asas, largas faixas, também brancas. Provavelmente são Thunderbolt. Um tipo de avião que ainda não encontramos. Sim, a coisa promete!
Saio a persegui-los sem hesitação. Êles descrevem uma curva cerrada, na direção de uma Fortaleza cujos dois motores externos estão parados. Na esteira do quadrimotor vai um Messerscmitt. Não resta dúvida: é Reinhard.
O imbecil só tem olhos para sua vítima. Nem sequer viu os caças que estão atrás dele!
Ponho-me a gritar:
- Reinhard, afastese! Dê o fora! Dois Thunderbolt em sua esteira!
Ele nem sequer responde. Teimoso como um burro, continua a disparar contra sua Fortaleza.
Mergulho de través sobre os caças inimigos.
O primeiro Thunderbolt já abriu fogo contra o idiota Reinhard, que continua perseguindo sua presa.
Depois de alguns segundos, chego em posição de tiro. À primeira rajada, o Thunderbolt pega fogo e, desgovernado, cai em redemoinho. Era um ou outro!
Subitamente, uma rajada de balas atinge meu “zinco”. Surpreendido, volto a cabeça. Cinquenta metros atrás de mim, um Thunderbolt ajusta seu tiro. Dois outros degringolam para ajudá-lo.
Empurro o manche com ambas as mãos, para lançar-me a toda velocidade nas nuvens que sobem em nossa direção.
Meu motor está em chamas. Um calor sufocante invade meu cockpit. A qualquer instante, vou ficar tostado dentro desta jaula.
Abro a capota, arranco a máscara de oxigênio, desamarro as correias que me retêm no assento.
Levantando as pernas, empurro com toda a fôrça o manche para a frente. O vento me apanha, carrega-me e me projeta no espaço. Um duplo salto mortal... um assobio nos ouvidos... suavemente, aciono a argola do pára-quedas. A abertura da corola faz com que as correias me entrem na carne. Violento safanão: depois da alucinante queda, tenho a impressão de estar flutuando imóvel no ar.
Lentamente, num movimento balanceado, desço para a terra. Apesar de tudo, um pára-quedas é bastante prático – desde que se abra.
Toco o solo às 11h 26m, por acaso uma belíssima planície. Trinta minutos atrás estava decolando. Entrementes, três aviões desapareceram do céu. Consolo-me da perda do meu ao pensar que o score dois a um, a meu favor, ainda é honroso.
Arndt, meu mecânico, faz uma cara engraçada ao ver que chego a pé, com o pára-quedas debaixo do braço.
- Nosso belo “Gustavo”... – murmura. Eu havia cuidado tão bem dele...
Ao fim da tarde já posso fazer o balanço da jornada, que não é nada brilhante. O suboficial Dolling está morto. Os ajudantes Raddatz e Johnny Fest – que tiveram tempo de saltar de pára-quedas - estão gravemente feridos. A 4 esquadrilha tem dois mortos e um ferido grave. O estado-maior, um morto. E a 6 esquadrilha perdeu nove de doze pilotos! E como os três sobreviventes tiveram de saltar, a sexta não viu nenhum de seus aviões regressar.
Na coluna do ativo, posso inscrever doze vitórias, seis delas obtidas pela minha esquadrilha.
Quanto a mim, pude elevar a minha lista a dezesseis aviões abatidos.
Nossas pesadas perdas se explicam pelo fato de a intervenção dos caças americanos nos ter surpreendido em plena ação. Até então, os bombardeiros eram escoltados tão raramente que nem sequer pensávamos em proteger nossa retaguarda.
Não obstante, obtivemos um belo êxito defensivo. O reide americano não atingiu seu objetivo.
Quase todos os quadrimotores foram obrigados a levar suas bombas de volta. Sómente uma pequena formação lançou as suas ao acaso, por entre um desvão de nuvens, sobre um burgo da Frísia oriental.
As bombas caíram sobre uma escola, matando cento e vinte crianças, um terço das crianças da pequena cidade!
Essa guerra é por demais atroz, excessivamente desumana!
---
29 de Abril de 1944
Três divisões de bombardeiros acabam de deixar a região de Great Yarmouth e se dirigem para o continente. Nossas unidades avançadas na Holanda assinalam que o inimigo dispõe de escolta numerosa.
Recebemos ordens de travar combate a qualquer preço com os caças inimigos, para permitir que vários grupos de FockeWulf interceptem as Fortalezas com o máximo de eficácia.
Via Amsterdan, Zuyderzée e Deventer, a armada americana alcança a fronteira alemã a oeste de Rheine. Às onze horas suas pontas avançadas sobrevoam o campo que nossos aviadores evacuaram provisioriamente.
Decolamos às 11h 04m, descrevemos uma larga curva para nos agruparmos e começamos a ganhar altura.
- Bombardeiros agora em Gustavo-Siegfried.
- Victor! Victor!...
Continuo a subir até os 9000 metros. O motor, especialmente adaptado para ar rarefeito, obedece com espantosa facilidade.
Às 11h 30m, distingo, a oeste, os rastos de condensação dos Lightning, que formam a vanguarda inimiga.
Minutos depois eles passam sob minhas asas, seguidos pelo interminável desfilar de bombardeiros. Enxames de Thunderbolt e de Mustang volteiam pelos lados, debaixo e por cima.
Nossos FockeWulf se lançam ao ataque!
Imediatamente derrapo sobre a asa e avanço contra um grupo de Lightning. Êles já nos viram e, lançados numa ampla viragem, vêm ao nosso encontro. Pouco além, no sul, uma massa de uns quarenta Thunderbolt também muda de rumo e se atira contra nós. Exatamente o que queríamos!
Colo durante alguns minutos na esteira de um Lightning, que ziguezagueia, derrapa, desce e torna a subir. Só de quando em quando consigo mandar-lhe uma saraivada de obuses. O animal sabe pilotar!
De súbito, um bando de Mustang executa uma passagem frontal, que corta minha trajetória. Suas traçadoras passam raspando minha capota. Cabreio meu “zinco” com ambas as mãos... Maldição! Só faltava essa! Olhando por sôbre os ombros, vejo que meu chefe de secção, encarregado de cobrir-me a retaguarda, seguiu-me fielmente e continua a me proteger.
Outro Lightning tem a idéia estúpida de vir passear sob o meu nariz. Dessa vez consigo acertar minhas rajadas. Espêssa fumaça escapa de seu motor direito...
Não posso explorar minha vantagem. Oito Thunderbolt colam-se à minha esteira. Suas balas me enquadram de perto.
Manifestamente, os pilotos americanos contra os quais estamos lutando são experimentados veteranos. Por muito que me debata e tente minha famosa chandelle em saca-rolhas, eles continuam firmes no meu rasto. Ainda bem que minhas manobras os impedem de fazer boa pontaria.
Mas eis que um dos americanos, levado por seu impulso, vem colocar-se à minha frente. Aperto os botões de fogo de meus canhões, mas ele já guinou para juntar-se aos companheiros, que continuam me alvejando por trás.
Apesar do frio glacial, estou banhado de suor.
Sinto o corpo dolorido como se tivesse levado uma surra de cacête. Ora sou lançado para a esquerda, ora para a direita, afundado no meu assento ou suspenso de cabeça para baixo, a ponto de sentir náusea.
Meu Deus! Como são longos estes minutos!
Entrementes, os FockeWulf fizeram um bom trabalho. Quase não tenho tempo de olhar em volta, mas ainda assim posso ver umas trinta Fortalezas que se abatem em chamas. Uma gôta no mar! Imperturbáveis, centenas de outras prosseguem sua rota para leste.
Daqui a pouco, os berlinenses irão sentir calor!
A luz vermelha do indicador de combustível acaba de acender. Meu tanque estará vazio dentro de dez minutos.
Brutalmente, dou uma guinada e mergulho para o solo. Os Thunderbolt me abandonam à minha sorte.
A mil metros, bem sobre as nuvens, equilibro lentamente o avião. Segundo meus cálculos, devo estar em algum lugar entre Brunswick e Hildesheim.
De repente, meu chefe de secção vira e se precipita para as nuvens. Volto-me, intrigado. Santo Deus! Um Thunderbolt me segue a poucos metros, seguido de outros sete que, provávelmente, aguardam a ocasião de intervir. Com terrível estrépito, suas rajadas penetram no meu pobre avião. A asa direita imediatamente se inflama.
Refugio-me nas nuvens, com uma guinada à esquerda. Distingo, de súbito, a silhueta de um Lightning. Mando-lhe uma rajada, de passagem, que incendeia sua empenagem.
E ali está a terra! Empurro a capota para saltar, enquanto ainda tenho altitude suficiente. Bem no momento em que vou me içar, uma saraivada de balas penetra em minha fuselagem, como se ela fosse manteiga. É um Thunderbolt, que ainda me persegue uns trinta metros. Ouço nitidamente o espoucar de suas metralhadoras.
Que situação! Se salto agora, a hélice do americano me transformará em salsicha. Por isso, abaixo-me no assento, cuja placa dorsal encaixa estóicamente as “ameixas”. A fuselagem e as asas estão terrivelmente esburacadas. Ao lado de meu pé direito, através de um robô com as bordas rasgadas, irrompem labaredas que vêm lamber-me a bota.
Bum! Um impacto direto esmigalha meu painel de bordo. Uma bala ricocheteia e me atinge na cabeça.
Não há nada a fazer! É o fim!
O motor pára. A velocidade diminui imediatamente. Meu adversário passa sobre mim. No lapso de alguns segundos, enquadra-se no meu visor. Abro fogo. Tremo da cabeça aos pés, sinto que meus nervos vão ceder a qualquer momento...
Tanto pior! Se estou perdido, o outro dará o grande salto juntamente comigo.
O Thunderbolt guina desesperadamente. Tarde demais! Já está em chamas. Sua capota se destaca e um corpo se ergue...
A terra sobe para mim, reta como um muro.
Atravesso em vôo rasante alguns campos, depois uma planície, sobre a qual colo o ventre do avião num brusco movimento de manche. Um jato de chamas me atinge o rosto, torrões de terra voam ao meu redor... um choque terrível, o avião desliza, patina e pára numa valeta. Quero erguer as mãos para proteger os olhos... um golpe terrível na cabeça... perco os sentidos...
Absolutamente não sei dizer como saí do braseiro.
Dores atrozes na cabeça não me permitem qualquer pensamento coordenado, mas apenas reflexos, os mais elementares. Titubeio, tropeço, caio, levanto-me, ansioso apenas por afastar-me daqueles destroços que vão explodir. Alguns obuses já estouram, e seus estilhaços passam zumbindo em meus ouvidos.
Enorme coluna de fumaça ergue-se dos escombros do meu avião, reta para o céu. Centenas de metros além, outro avião se consome. Deve ser o americano!
Minha cabeça, minha pobre cabeça! Caio de joelhos, apertando com ambas as mãos minhas têmporas, atrás das quais como que bate um frenético martelo. Depois, começo a vomitar, a exaurir-me, até que só me reste na boca o amargor repugnante da bílis.
Quando me recobro, vejo à minha frente uma espécie de armário espelhado, que me fixa com olhar vidrado. O americano, sem dúvida. Depois de um instante, senta-se no chão, ao meu lado.
Oferece-me um cigarro. Aceito, oferecendo-lhe em troca meu próprio maço. Êle se serve, acende meu cigarro e esboça um sorriso.
- É você o pilôto do Messerschmitt?
- Sim...
- Está ferido?
- Acho que estou.
- De qualquer modo, sua cabeça está sangrando.
Tem razão. Agora percebo que o sangue escorre pelo meu pescoço.
- Foi você que me abateu? – continua o americano.
- Sim, fui.
- É formidável! Seu avião queimava como uma tocha! É preciso ser duro para fazer aquilo!
Eu o julgava semimorto!
- Foi exatamente esse o seu erro.
Êle se põe a rir. Depois de algumas baforadas, continua:
- Certamente não sou sua primeira vitória, hem?
- Oh, não! É a vigésima sexta.
O americano me diz que, de sua parte, abateu dezessete aviões alemães. Deveria voltar dentro de alguns dias para os Estados Unidos, como instrutor.
- as que fazer? – diz ele, filosóficamente.
De qualquer maneira, isto não demorará muito agora.
Sinto que ele diz a verdade. Apesar dessa constatação desagradável, acho-o simpático. No fundo, estou contente por vê-lo com vida.
Depois de uma hora, vemos chegar um grupo de soldados das posições de D.C.A próximas, que avançam com os fuzis prontos para atirar. Encolerizo-me:
- Baixem as armas, seu bando de idiotas!
Tratem de me chamar padioleiros, que é melhor!
Eles me carregam até a estrada, onde um caminhão do exército está à espera. Nêle estão acomodados seis americanos, com ar aborrecido. Instalo-me o melhor que posso entre eles, ajudado pelo meu novo amigo.
À entrada do campo de Brunswick, despeço-me dele. Trocamos um demorado aperto de mão.
- Tudo de bom para você! – digo-lhe com sinceridade.
- All the Best, for you too!
Duas horas depois, o ajudante Barann vem buscar-me com um Arado. Comunica-me que o grupo não sofreu nenhuma perda, ao que retruco, melancólico:
- Exceto eu...
Á frente do meu gabinete, perco as fôrças e caio.
Levam-me para a cama e, pouco depois, à enfermaria.
Queimando de febre, começo a delirar.
---
28 de Agosto de 1944
O inimigo tenta cruzar o Sena, entre Vernon e Mantes. Os pontões lançados pela engenharia são protegidos dia e noite por nuvens de caças, numerosas peças de D.C.A. e incontáveis projetores.
Seis inúteis ataques contra eles nos custaram, ontem, doze aviões.
Estamos praticamente fora de combate.
Hoje pela manhã, sómente quatro aviões puderam decolar. Os mecânicos trabalharam para consertar outros dois. Às seis horas da manhã, o chefe de estado-maior do corpo me chama ao telefone, para passar-me uma descompustura:
- Você comunica quatro aviões disponíveis, mas ainda possui seis! Perdeu a razão? Parece que não se dá conta da gravidade da situação! Isso é sabotagem, está ouvindo? Sa-bo-ta-gem! Ordeno-lhe que engaje a totalidade de seus aviões!
Êle grita como um possesso. Desde a época longícua da caserna, nunca ninguém falou comigo nesse tom!
Quase não reprimo a cólera. Que sabem de nossos cuidados, de nossas preocupações, esses escalões agaloados, esses estrategistas de salão? Sabotagem? Na verdade é um bocado forte!
Mando preparar um dos aviões danificados.
Meu chefe de secção, o caporal-chefe Döring, fica com o outro.
Dois minutos antes da hora fixada para decolagem, saímos dos abrigos de camuflagens. Prudentemente, colocamo-nos contra o vento.
A “pista” é uma longa faixa de terra movediça.
Meu “zinco” acelera com dificuldade. Dá-me enorme trabalho arrancá-lo do solo.
Döring se impacienta muito cedo. O velho avião se ergue, mas, não tendo ainda a sustentação necessária, derrapa sobre a asa e vai abater-se em chamas ao lado de um pequeno bosque. Döring morre na hora.
Agora, a “esquadra” está reduzida a cinco aviões. Essa ordem do corpo é um verdadeiro assassinato!
Fico sabendo pelo rádio que as outras esquadras não podem nem sequer decolar, pois os caças-bombardeiros ingleses atacam incessantemente seus campos.
- Dirija-se a Siegfried-Gustavo! – ordena o controlador.
O setor do mapa corresponde à região de Tergnier, ao norte de Soissons. Trata-se de importante entroncamento ferroviário. Além do mais, é em Tergnier que o canal do Somme se liga ao Oise.
Sôbre esses objetivos vitais é que a 3 esquadra, do primeiro grupo de caça, vai sustentar seu último combate em céu francês. Combate de desespero, contra pelo menos sessenta Mustang e Thunderbolt.
Em poucos minutos, dos cinco aviões só restam dois. Agora, só estamos eu e meu segundo, o suboficial Ickes.
É o halali, é o cerco final! Somos alvejados de todos os lados ao mesmo tempo. Ickes, estóicamente, acompanha todas as minhas manobras. Meu “zinco”, fatigado, perde sensivelmente velocidade.
Não há nada a fazer para ludibriar o Mustang que se colou à minha esteira. Cabreio, num último esforço, numa curva ascendente, que surpreende o adversário. Levado por seu impulso, ele passa por debaixo de mim e vem, sozinho, colocar-se no meu visor. É minha vez de atirar!
Minha primeira rajada inceideia-lhe a empenagem. Depois, seu motor é presa das chamas e uma violenta guinada o projeta bem na minha trajetória. Vamos cair, ambos, confundidos num braseiro comum?
Terrível choque sacode meu avião, arrancando-lhe a asa direita, que voa no espaço. Numa fração de segundo, empurro a capota e me iço para fora.
Enorme língua de fogo amarelada não me atinge por questão de centímetros.
Dou comigo em pleno ar, suspenso ao pára-quedas. Em baixo, num descampado, o Mustang e o Messerschmitt formam uma só fogueira.
Por cima de mim, os pilotos americanos continuam sua ronda vertiginosa. Ainda não compreenderam que os últimos Messerschmitt desapareceram dos céus.
Toco a terra numa pequena clareira. Mas ignoro se me encontro aquém ou além de nossas linhas.
Depois de ter fumado um cigarro para acalmar as batidas descompassadas do meu coração, arranco as ombreiras e enfio no bolso minha Cruz de Ferro.
Com esta roupa de couro americano, minhas velhas e desbotadas calças e a camisa de sêda azul, quase não lembro a figura de um oficial alemão.
E como agi bem!
Quinze minutos depois, vejo quatro civis franceses surgirem do outro lado da clareira. Meus conhecimentos de francês são suficientes para compreender que estão a minha procura. Todos estão armados. São maquis!
Escorrego a mão sob a roupa, onde escondi meu revólver. Como os quatro rapazes começam a revistar as moitas, prefiro não brincar de esconde-esconde. Talvez achassem esse jogo um tanto sem graça...
Ergo-me e, calmamente, vou ao encontro deles.
Olham-me com preocupada surpresa. Quatro armas de fogo estão voltadas contra mim.
Agora, tratemos de desempenhar convenientemente nosso papel. Se eles perceberem que se trata de um alemão, são capazes de matar-me. Isso é quase certo, é mesmo tão certo como dois e dois são quatro.
Paro a cinco passos deles, fico imóvel e lhes digo, num tom jovial:
- Hello, boys!
Depois, procurando imitar o melhor possivel o sotaque americano, continuo:
- Podem ajudar-me a encontrar meus companheiros?
Visivelmente, o gelo está rompido. Meus “salvadores” me informam que há uma unidade blindada americana a apenas dois quilômetros. Mas é preciso abrir os olhos, pois ainda há muitos boches na região.
O maior dos quatro, um sujeito que me preocupa bastante, traz sob os braços uma metralhadora portátil alemã. É o mais quieto dêles. Terá desconfiado de alguma coisa?
Atravessamos um bosque fechado e chegamos a um talude de estrada de ferro. Be nesse momento, estala à nossa esquerda o espoucar nervoso de uma metralhadora alemã. Imediatamente, os três franceses que me precedem se lançam de bruços no chão. O rapaz da metralhadora fica de pé ao meu lado. Pergunto-lhe para onde vai aquela linha férrea.
- A Amiens.
Caramba! Estou bem longe das posições alemãs. Faz três dias, no mínimo, que os americanos entraram em Amiens.
A metralhadora silencia. Prudentemente, atravessamos o talude. Pouco ale, chegamos à margem de uma bela estrada. O grandalhão não se afasta um centímetro de mim. Em alguns saltos, seus amigos atravessam o espaço descoberto. Meu acompanhante faz-me um sinal para que o siga e, sem me esperar, salta também atrás dos companheiros. De súbito, pára e volta-se. Nossos olhos se encontram. Agora êle compreendeu. Preciso salvar-me – é minha última oportunidade.
Dou meia volta e corro para o bosque. O rapaz da metralhadora corre atrás de mim. Com o canto dos olhos, vejo-o erguer sua arma. No momento em que aperta o gatilho, atiro-me atrás de um pequeno monte de terra. Ao meu redor, as balas erguem gêiseres-miniaturas de terra.
Quando o francês baixa a cabeça para mudar o carregador, puxo o revólver. De um salto, ponho-me de pé e disparo. O homem cai, com um estertor.
Abaixo-me e recolho sua metralhadora.
Sinto muito, meu caro, mas era você ou eu...
Arquejante, corro para o bosque. Depois de alguns metros, escondo-me atrás de um tronco de árvore. Os outros franceses não me seguiram.
Quinze minutos depois, encontro um destacamento de tanques alemães. Ao cair da noite, estou novamente no meu campo.
Cêrca da meia-noite o comodoro me chama para comunicar que o inimigo realizou uma profunda penetração, na direção de Soissons. Suas pontas avançadas estão ao sul, a leste e ao norte de nosso campo.
Se não as detivermos em Laon, prenderão todas as unidades que ainda se encontram na região, como numa imensa armadilha.
É preciso partir imediatamente. Determino a transferência da esquadra para a região de Beaumont, na Bélgica, onde, alguns dias antes, mandei reconhecer um campo auxiliar. Oxalá nossos comboios consigam passar pelas malhas inimigas!
---
9 de Outubro de 1944
Desde hoje cedo sei que nunca mais voarei.
À meia-noite, recebera ordem de levar minha esquadra imediatamente para Anklam, no mar Báltico. Como três dias atrás fomos transferidos às pressas para a região de Viena, começo a imaginar se o grandes chefes ainda estão em seu juízo perfeito.
A rota prevista passa por Praga, Dresde e Berlim. O comboio fará o percurso num dia e meio.
Cada veículo deverá levar sua provisão de combustível, pois o reabastecimento em trânsito tornou-se bastante precário.
Às quatro horas da tarde, comemos num albergue mantido por um checo. Partimos meia hora depois. À saída da aldeia, violento solavanco me arranca o volante das mãos. Torno a agarra-lo, mas o veículo não mais me obedece. Chocamo-nos contra um muro, a oitenta por hora. Gerhardt é projetado através do pára-brisa e o motorista, sentado atrás, consegue sair e cai ao lado da capota arrebentada. Quanto a mim, preso debaixo do volante, com as pernas abertas, tento inutilmente sair. De repente, terrível choque nos sacode: outro veículo, desgovernado como o nosso, vem de encontro a ele.
Sinto uma dor atroz, fulminante, subindo ao longo das pernas. Redobro meus esforços e depois de um ou dois minutos de luta consigo sair pela porta semi-arrancada. Precisei quebrar o volante, cujo eixo quase me entrou peito a dentro.
Caído na valeta, tateio meu corpo. Cada movimento me arranca um grito de dor. A rótula esquerda e a articulação do quadril direito estão esmagadas...
Rastejando de costas, erguendo-me sobre os cotovelos, consigo subir até a estrada. Duas horas depois, uma unidade S.S. me encontra desfalecido.
Soube, mais tarde, que inúmeros outros veículos sofreram acidentes semelhantes. Provavelménte, sabotagem dos checos.
No hospital militar de praga, os médicos querem por fôrça amputar-me a perna esquerda. A pele já apresenta uma cor suspeita. Mas eu recus; obstinadamente, desesperadamente.
Por nada do mundo quero passar o resto da vida como um mutilado, um desses infelizes de que todos sentem pena.
Os médicos gastam duas horas para me recompor a rótula. Com ambas as pernas engessadas, fico num quarto cuja lotação é prevista para quatro pessoas, mas onde agora se apertam dez feridos graves.
Uma enfermeira traz minha pasta. Abro minha última garrafa de conhaque e em poucos minutos a esvazio até a última gota.
Esta noite não sentirei dores!
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23 de Dezembro de 1944
Superestimei minhas fôrças. Esta viagem vai liquidar-me. Às vezes, os viajantes acorrem em meu auxílio. Atenção meritória, principalmente neste momento, quando todos têm seu fardo de preocupações.
À meia-noite, um ônibus deixa-me, finalmente, em Jever. Um carro militar me leva – sim, exatamente, me leva para casa...
Reconheço no escuro a silhueta de Lilo, que corre ao meu encontro através do jardim coberto de neve. Nem sequer posso estreitá-la em meus braços, ocupados com as malditas muletas.
Abraço-a ternamente, desajeitadamente, e subimos devagarinho na direção de casa.
- Você caminha com tanta dificuldade! – murmurou Lilo, com a voz entrecortada pelas lágrimas.
Se eu soubesse que era tão grave...
Na lareira da sala crepita um fogo bom. Deixo-me cair numa poltrona. A partir de agora, vou começar a descansar de tudo: das fadigas da viagem, da guerra, dos dramas que vi. Só quero viver para minha família, para o meu lar.
Amanhã é Natal. Amanhã, Ingrid, minha filha de cachos loiros, vai assaltar-me com mil perguntas: por que fiquei tanto tempo ausente, por que os homens maus ainda fazem guerras, por que ando tão devagar...
Por que?... Por que?... POR QUE?...
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Akin Lan Feng
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Livro: OS 100 MAIORES LIDERES MILITARES DA HISTORIA (resumo)

Mensagem  Akin Lan Feng em Seg Dez 17, 2012 9:10 pm

ANTIGUIDADE:

LEÔNIDAS DE ESPARTA "nós os combateremos à sombra."
- 494 aC : Os persas debelam a revolta grega na Jônia.
- 492 : A esquadra persa invasora é afundada por uma tempestade.
- 490 : Os persas são vencidos em Maratona.
- 489 : Leônidas é coroado rei de Esparta.
- 480 : Batalha das Termópilas ; Leônidas morre.

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SUN TZU "conheça o inimigo e conheça a ti mesmo, e, assim, poderás lutar uma centena de batalhas sem ser derrotado."
- 400-330 aC
- Quarto século antes de Cristo: serve no exército do rei de Wu ; escreve A Arte da Guerra
- 760 dC : A Arte da Guerra é traduzido para o japonês.
- 1722 : Surge a edição francesa.
- 1782 : Nova edição francesa.
- 1782 : Nova edição francesa, que se acredita tenha sido lida por Napoleão.
- Usada por Mao Tsé-tung no controle da China pelo comunismo.
- Usadas pelo general Giap para derrotar os franceses e os norte-americanos na Indochina.

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ALEXANDRE, O GRANDE "meu filho, procure um reino que lhe faça justiça, pois a Macedônia é muito pequena" (Filipe II)
- 356 aC : Nasce Alexandre, filho de Filipe II da Macedônia.
- 340 : Assume o comando enquanto o pai ataca Bizâncio.
- 338 : Comanda o flanco esquerdo na Batalha de Queroneia.
- 336 : Sucede o pai assassinado.
- 334 : Batalha de Granico.
- 333 : Batalha de Iso.
- 332 : Ataca Tiro e toma o Egito, onde funda Alexandria como sua capital imperial.
- 331 : Batalha de Gaugamela.
330 : Recebe o titulo de "o Grande" e é chamado de "Senhor da Ásia".
- 326 : Batalha de Hidaspes.
- 323 : Morre na Babilônia quando retornava à Macedônia.

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ANÍBAL "ele jamais pediu aos outros que fizessem o que ele mesmo não poderia fazer e não faria." (cronista romano)
- 247 aC : Nasce em Cartago, no norte da África, filho de Amílcar Barca.
- 221 : Assume o comando das forças cartaginesas na Espanha.
- 218 : Cruza os Alpes.
- 217 : Derrota Caio Flamínio no lago Trasimeno.
- 216 : Inflige a maior derrota ao exercito romano em Canas.
- 204 : Forçado a bater em retirada da Itália depois de um ataque a Cartago.
- 202 : Derrotado por Cipião, o Africano, em Zama.
- 196 : Exilado na Síria.
- 195 : Escapa para Éfeso, a fim de auxiliar Antíoco a combater Roma.
- 190 : Antíoco é derrotado, e Aníbal foge.
- 183 : Comete suicídio para evitar ser capturado pelos romanos.

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CIPIÃO, O AFRICANO "na única ocasião em que Cipião e Aníbal se enfrentaram em batalha, Cipião venceu." (Bernard Montgomery)
- 236 aC : Nasce na Itália de familia patrícia.
- 218 : Resgata o pai no rio Ticino.
- 216 : Serve como tribuno militar em Canas, mas escapa do desastre.
- 209 : Desembarca na Espanha e conquista a Nova Cartago.
- 206 : Derrota o exercito cartaginês em Ilipa.
- 204 : Invade o norte da África.
- 202 : Derrota Aníbal na Batalha de Zama.
- 190 : Vai combater na Síria.
- 187 : Recolhe-se numa fazenda em Literno, na Itália.
- 183 : Morre em Literno.

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CAIO MÁRIO "contrário à lei e ao costume, ele aceitou em seu exército homens pobres sem propriedades."
- 157 aC : Nasce em Cereatas, perto de Arpino, na Itália.
- 134 : Luta na Guerra Numantina, na Espanha.
- 119 : Eleito tribuno.
- 108 : Luta no norte da África ; eleito cônsul ; toma o comando da África.
- 105 : Vence na África.
- 102 : Derrota os teutões na França.
- 101 : Derrota os cimbros no norte da África.
- 99 : Atende ao chamado do Senado para "salvar o Estado" ; vai para o exílio.
- 90-88 : Luta na Guerra Social ; exilado novamente.
- 87 : Volta à Roma ; captura a cidade.
- 86 : Eleito cônsul pela sétima vez ; morre.

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POMPEU - a carreira militar de Pompeu foi igual à de qualquer general de seu tempo, proporcionando-lhe três triunfos.
- 106 aC : Nasce em Roma, em 29 de setembro.
- 81 : Entra em Roma, em triunfo, depois de vitórias na Sicília e no Egito.
- 77 : Ajuda a expulsar Lépido da Itália.
- 76 : Combate na Espanha.
- 72 : Ajuda a esmagar a revolta dos escravos liderada por Espártaco.
- 70 : Eleito cônsul.
- 67 : Começa a campanha contra os piratas no Mediterrâneo.
- 66-62 : Reorganiza o Oriente Médio.
- 60 : Participa do Primeiro Triunvirato.
- 52 : Torna-se cônsul único.
- 49 : César atravessa o Rubicão, dando inicio à Guerra Civil.
- 48 : Derrotado em Farsália ; foge para o Egito, onde é assassinado.

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JÚLIO CÉSAR "vim, vi e venci."
- 100 aC : Nasce em 12 ou 13 de julho. (não se sabe ao certo)
- 59 : Forma o Primeiro Triunvirato.
- 58-51 : Conquista a Gália.
- 56 : Atravessa o Canal da Mancha.
- 49 : Atravessa o Rubicão, iniciando a Guerra Civil.
- 48 : Batalha de Farsália ; vai para o Egito e inicia um romance com Cleópatra.
- 47 : Batalha de Zela.
- 46 : Torna-se ditador de Roma.
- 44 : Assassinado nos Idos de Março (15 dia).
- 42 : Declarado um deus.

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MARCO AGRIPA - sem Agripa, é pouco provável que Augusto chegasse ao trono.
- 63 aC : Nasce.
- 44 : Alia-se a Otávio, filho adotivo de Júlio César, que havia sido assassinado.
- 43 : Torna-se tribuno da plebe ; processa o tiranicida Cássio in absentia.
- 41-40 : Luta contra Lúcio, irmão de Marco Antônio.
- 39-38 : Participa de campanhas na Aquitânia e ao longo do Reno.
- 37 : Eleito cônsul.
- 36 : Vence duas batalhas navais decisivas contra Sexto Pompeu.
- 35-34 : Combate na Dalmácia.
- 31 : Derrota Marco Antônio na Batalha de Ácio.
- 28-27 : Cônsul com Otávio, que se torna o imperador Augusto ; casa com a filha de Augusto e é visto como seu sucessor ; de Lesbos, administra o Império no Oriente.
- 19 : Finaliza o domínio da Espanha.
- 17 : Recebe novos poderes em Roma ; volta ao Oriente como vice-regente.
- 15 : Põe fim a uma rebelião no reino Bósforo.
- 13 : Viaja para acabar com os problemas na província da Panônia, na Europa Central.
- 12 : Morre em março.

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OTÁVIO AUGUSTO "ele sujeitou o mundo inteiro ao domínio do povo romano."
- 63 aC : Nasce em 23 de setembro, filho adotivo e sobrinho-neto de Júlio César.
- 51 : Pronuncia o discurso fúnebre de sua avó, Júlia, irmã de Júlio César.
- 46 : Acompanha César em seu desfile triunfal depois da vitória na Guerra Civil.
- 44 : Assassinato de César ; Otávio volta a Roma para assumir sua herança.
- 43 : Otávio, Marco Antônio e Lépido formam o Segundo Triunvirato.
- 42 : Júlio César é declarado um deus, e Otávio, portanto, torna-se filho de um deus ; vence as duas batalhas de Filipos contra Bruto e Cássio.
- 36 : Retira Lépido do poder, assumindo todo o Império do Ocidente.
- 31 : Vitória sobre Marco Antônio na Batalha de Ácio.
- 30 : Anexa o Egito.
- 27 : Adota o nome César Augusto.
- 20 : Assume o controle da Armênia.
- 17 : Promove os Jogos Seculares, a fim de purificar o povo romano.
- 16-15 : Cruza os Alpes, estendendo a fronteira até o Danúbio.
- 12 : Torna-se sacerdote máximo - "Pontifex Maximus".
- 9 : Amplia as fronteiras até o Elba.
- 6 dC : Anexa a Judeia.
- 14 : Morre em 19 de agosto.

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ARMÍNIO, O GERMANO "minha luta tem sido aberta, não traiçoeira, e contra homens, não contra mulheres..."
- 18 aC : Nasce, filho de Segimero, chefe dos queruscos.
- 9 dC : Batalha da Floresta de Teutoburgo.
- 15 : Enfrenta César Germânico.
- 16 : Sobrevive a um ataque romano em alta escala.
- 17 : Enfrenta Marobodus, rei dos marcomanos.
- 19 : Morre.

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CLÁUDIO - Cláudio assegurou que nenhum futuro imperador poderia governar sem o exército.
- 10 aC : Nasce na Gália em 1 de agosto.
- 37 dC : Cônsul durante o governo do seu primo, Calígula.
- 41 : Torna-se imperador.
- 41-42 : Anexa a Mauritânia.
- 43 : Invade a Bretanha ; anexa a Lícia.
- 44 : Torna a Judeia uma província.
- 46 : Anexa a Trácia.
- 47 : Pôe fim à revolta dos icenos, comandada pelo marido de Boudica, Prasutago.
- 49 : Anexa o norte da Palestina.
- 51 : Estabelece colônias na Germânia.
- 52 : Declínio do governo pró-romano na Armênia.
- 54 : Morre em 13 de outubro.

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TRAJANO "que tenha mais sorte do que Augusto e seja melhor do que Trajano!" (saudação usada na coroação dos novos imperadores romanos que se seguiram a Trajano)
- 53 dC : Nasce em 15 de setembro em Itálica, na Bética (Espanha).
- 70 : Indicado cônsul.
- 89 : Comanda as legiões na Espanha.
- 97 : Adotado pelo imperador Nerva ; feito governador da Alta Germânia.
- 98 : Torna-se imperador.
- 101-106 : Conquista a Dácia.
- 105-106 : Anexa o reino dos nabateus na Arábia.
- 113 ou 114 : Coloca novamente no poder o rei pró-romano da Armênia.
- 115 : Anexa a Alta Mesopotâmia.
- 117 : Escapa da morte em um terremoto em Antioquia ; morre em 8 ou 9 de agosto em Selinus, na atual Turquia.

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CONSTANTINO I "sob este sinal vencerás." (palavras que acompanharam a visão mística que Constantino teve da cruz)
- 272 dC : Nasce em 27 de fevereiro.
- 293 : Elevado a César na Primeira Tetrarquia.
- 306 : Proclamado imperador em York, em 25 de julho.
- 306-308 : Campanhas na fronteira germânica.
- 312 : Invade a Itália.
- 314-315 : Novas capanhas na fronteira germânica.
- 324 : Derrota Licínio, imperador do Oriente ; funda Constantinopla, onde os templos foram substituidos por igrejas cristãs.
- 332 : Combate os godos.
- 334 : Combate os sármatas.
- 336 : Combate na fronteira do Danúbio.
- 337 : Converteu-se ao cristianismo, e foi batizado ; morre em 22 de maio.

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ALARICO I "deixe-os com suas vidas."
- 370 dC : Nasce.
- 395 : Torna-se rei dos visigodos.
- 395-396 : Pilha a Grécia.
- 397 : Torna-se o senhor da Ilíria.
- 401 : Invade a Itália.
- 402 : Derrotado por Estilicão.
- 408 : Invade a Itália novamente e sitia Roma.
- 410 : Saqueia Roma ; morre devido a uma febre.

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FLÁVIO AÉCIO "o imperador decepou a sua mão direita com a esquerda." (cortesão que presenciou o seu assassinato.)
- 390 dC : Nasce em Durostorum, na Mésia Inferior (atual Bulgária).
- 423-425 : Apoia o usurpador João na Itália.
- 432 : Eleito cônsul pela primeira vez e torna-se o principal conselheiro do imperador Valentiniano III.
- 433 : Inicia a luta contra os rebeldes na Gália.
- 435-437 : Destrói o reino burgúndio em Worms.
- 437-439 : Detém os visigodos em Toulouse.
- 451 : Derrota Átila, o Huno, na Batalha dos Campos Catalúnicos.
- 454 : Morre esfaqueado por Valentiniano.

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ÁTILA, O HUNO "onde eu passar, a grama não crescerá novamente."
- 406 dC : Nasce.
- 434 : Torna-se rei dos hunos juntamente com seu irmão, Bleda.
- 441 : Ataca o Império do Oriente.
- 443 : Destrói Nis e Sófia ; conquista Filipópolis ; destrói as forças romanas no Oriente.
- 445 : Assassina Bleda.
- 447 : Ataca o Império do Oriente novamente ; detido nas Termópilas.
- 449 : Firma um tratado com Constantinopla.
- 451 : Invade a Gália, sendo derrotado por Flávio Aécio na Batalha dos Campos Catalúnicos.
- 452 : Invade a Itália ; saqueia as cidades do norte e depois se retira.
- 453 : Morre dormindo.

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BELISÁRIO - com apenas 8.000 homens, Belisário defendeu Roma contra uma força de mais de 50.000 godos.
- 505 dC : Nasce na Ilíria.
- 529 : Entra para a guarda imperial.
- 530 : Vitória sobre a Pérsia em Dara.
- 532 : Suprime uma insurreição em Constantinopla.
- 533-534 : Ataca os vândalos no norte da África e captura o seu rei.
- 535 : É mandado recuperar a Itália dos ostrogodos.
- 536 : Conquista Nápoles e Roma.
- 537-538 : Resiste ao cerco godo de Roma.
- 540 : Conquista Milão e Ravena ; aceita a rendição dos godos.
- 542 : Combate os persas novamente.
- 544 : Retorna para combater na Itália.
- 548 : Chamado novamente por Justiniano.
- 559 : Defende Constantinopla dos hunos.
- 565 : Morre em março.

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ALFREDO , O GRANDE "O nome de Alfredo viverá enquanto a humanidade respeitar o passado." (Inscrição na estátua de Alfredo, em Winchester.)
- 849 dC : Nasce em Berkshire.
- 871 : Sobe ao trono de Wessex e Mércia.
- 872 : Os dinamarqueses atacam a Mércia.
- 875 : Os dinamarqueses atacam Wessex.
- 877 : Os dinamarqueses começam a colonizar a Mércia.
- 878 : Derrota os dinamarqueses na Batalha de Edington.
- 880 : Os dinamarqueses se estabelecem na Ânglia Oriental.
- 886 : Captura Londes.
- 896 : A Dinamarca desiste da sua invasão.
- 899 : Morre em outubro.

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ATHELSTAN  "Rei dos ingleses, elevado pelo Todo-Poderoso... ao trono de todo o reino da Bretanha."
- 895 dC : Nasce.
- 924 : Sobe ao trono em 17 de julho.
- 925 : Coroado em Kingston-Upon-Thames.
- 934 : Devasta a Escócia.
- 937 : Vitorioso na Batalha de Brunanburh.
- 939 : Morre em 27 de outubro, em Gloucester.

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CANUTO I  "Deixem que todos saibam quão vazio e sem valia é o poder dos reis."
- 994 dC : Nasce.
- 1013 : Participa da invasão de seu pai à Inglaterra.
- 1016 : Torna-se rei da Inglaterra.
- 1019 : Torna-se rei da Dinamarca.
- 1027 : Assegura o seu reconhecimento pelos reis da Escócia ; visita Roma.
- 1028 : Torna-se rei da Noruega.
- 1035 : Morre em 12 de novembro, em Shaftesbury, Dorset.

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HAROLDO II  "Ofereço-lhe sete palmos da terra inglesa, ou mais, se ele for mais alto do que a maioria dos homens."
- 1020 dC : Nasce.
- 1044 : Torna-se conde da Ânglia Oriental.
- 1051 - Banido junto com o pai.
- 1052 : Invade a Inglaterra.
- 1053 : Torna-se conde de Wessex e Kent.
- 1063 : Subjuga Gales.
- 1066 : Coroado rei da Inglaterra em 6 de janeiro ; morto em 14 de outubro.

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CARLOS MARTEL - Carlos Martel -o "Martelo"preservou a Europa para a cristandade.
- 688 dC : Nasce.
- 714 : Assume o poder na Austrásia.
- 716 : Derrota os nêustrios em Amblève.
- 717 : Vitória em Vincy.
- 718 : Devasta a Saxônia.
- 719 : Vitória em Soissons.
- 720-730 : Restabelece a autoridade sobre o sul da Alemanha.
- 732 : Detém os muçulmanos em Poitiers.
- 737-738 : Campanhas pelo sudeste da França.
- 741 : Morre em 21 de outubro, em Quierzy.

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CARLOS MAGNO  - A fusão de culturas realizadas por Carlos Magno marca o início da civilização europeia moderna.
- 742 dC : Nasce em 2 de Abril em Aachen.
- 768 : Torna-se governante dos domínios francos com seu irmão.
- 771 : Torna-se governante único após a morte de seu irmão mais velho.
- 774 : Invade a Lombardia.
- 775-777 : Subjuga a Saxônia.
- 778 : Sitia Saragoça.
- 788 : Conquista a Baviera; campanhas na Hungria e na Áustria.
- 800 : Aclamado imperador em Roma.
- 804 : Finalmente reprime toda a resistência na Saxônia.
- 814 : Morre em 28 de janeiro, em Aachen.

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EL CID - El Cid Campeador: "O senhor que vence as batalhas."
- 1043 dC : Nasce em Vivar, perto de Burgos, em Castela.
- 1065 : Escolhido como porta-estandarte de Sancho, rei de Castela.
- 1066 : Campanhas com Sancho contra os mouros em Saragoça.
- 1067 : Une-se a Sancho na campanha bem-sucedida para conquistar o reino de Leão de seu irmão Alfonso.
1072 : Sancho é assassinado; o destronado Alfonso o sucede.
- 1074 : Contrai matrimônio dentro da dinastia real.
- 1079 : Derrota o exército granadino perto de Sevilha.
- 1081 : Lidera um ataque não-autorizado contra os mouros em Toledo.
- 1082 : Combate o rei mouro de Lérida.
- 1084 : Derrota o rei cristão de Aragão.
- 1090 : Derrota o conde de Barcelona em Tébar.
- 1092: Sitia Valência.
- 1094 : Conquista Valência para si.
- 1099 : Morre em 10 de julho, em Valência.

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SALADINO  "Prefiro ser conhecido pela habilidade e prudência a ser pela mera audácia."
- 1137/38 dC : Nasce em Tikrit, na Mesopotâmia.
- 1169 : Comanda as tropas sírias no Egito.
- 1171 : Assume o poder no Egito.
- 1174 : Controla a Síria e tenta unificá-la, assim como a Mesopotâmia, a Palestina e o Egito.
- 1187 : Derrota o exército dos cruzados em Hattin e conquista Jerusalém.
- 1191 : Derrotado por Ricardo I em Arsuf, mas o impede de dominar Jerusalém.
- 1193 : Morre em Damasco, em 4 de março.

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RICARDO I - Apesar de ser o rei mais conhecido da Inglaterra, Ricardo só passou seis meses no país.
- 1157 dC : Nasce em 8 de setembro, em Oxford.
- 1168 : Torna-se duque da Aquitânea.
- 1173-74 : Rebela-se contra o pai, Henrique II.
- 1189 : Coroado rei da Inglaterra.
- 1190 : Dirige-se para a Terra Santa; conquista Messina.
- 1191 : Chega à Terra Santa e conquista Acre; derrota Saladino em Arsuf.
- 1192 : Sela uma trégua com Saladino; naufraga perto de Veneza; aprisionado pelo Duque da Áustria.
- 1194 : Solto após o pagamento de resgate; retorna à Inglaterra; coroado rei pela segunda vez; retorna à Normandia.
- 1199 : Morre em Châlus.

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GENGHIS KHAN - Genghis consolidou seu domínio por meio da aniquilação em massa de qualquer um que se opusesse a ele.
- 1162 dC : Nasce na Mongólia.
- 1194 : Denominado "cã universal.
- 1202 : Derrota os tártaros.
- 1206 : Sai vitorioso de uma guerra civil.
- 1215 : Conquista Pequim.
- 1218 : Invade o oeste da China.
- 1220 : Saqueia Samarcanda.
- 1222 : Invade a Rússia.
1224 : Consolida seu domínio na Ásia Central.
- 1226 : Derrota uma rebelião na Batalha do Rio Amarelo.
- 1227 : Morre em 18 de agosto.

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ALEXANDRE III DA ESCÓCIA - Alexandre III repeliu com sucesso a última invasão viquingue à Escócia.
- 1241 dC : Nasce em 4 de setembro.
- 1249 : Coroado rei da Escócia.
- 1255 : Capturado por uma facção próingleses.
- 1262 : Chega à maioridade e assume o governo.
- 1263 : Repele a invasão do rei norueguês.
- 1286 : Apodera-se das ilhas Hébridas e da Ilha de Man; morre em 18 de março.

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EDUARDO I - As campanhas de Eduardo contra William Wallace lhe valeram o epíteto "Martelo dos Escoceses".
- 1239 dC : Nasce em 17 de junho, no Palácio de Westminter.
- 1255 : Não consegue subjugar a rebelião em Gales.
- 1264 : Derrotado na Batalha de Lewes.
- 1265 : Derrota Simão de Montfort; liberta o rei.
- 1271 : Une-se às Cruzadas.
- 1272 : Sobe ao trono após a morte de Henrique III, em 16 de novembro.
- 1274 : Coroado em 19 de agosto de 1274, na Abadia de Westminter.
- 1277 : Ataca Llywelyn em Gales.
- 1284 : Subjuga o principado de Gales.
- 1295 : Pões fim à última rebelião galesa.
- 1299 : Derrota William Walace na Batalha de Falkirk.
- 1307 : Morre em 7 de julho, em Burgh-on-Sands, Cumberland.

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EDUARDO III - A Batalha de Crécy é considerada por muitos historiadores o começo do fim da cavalaria.
- 1312 dC : Nasce em Windsor, em 13 de novembro.
- 1327 : Coroado rei, em 29 de janeiro ; combate os escoceses.
- 1330 : Executa Roger Mortimer.
- 1333 : Combate os escoceses novamente.
- 1340 : Assume o título de rei da França.
- 1346 : Desembarca na Normandia ; Derrota os franceses em Crécy, em 26 de agosto.
- 1347 : Conquista Calais.
- 1355 : Ataques na França e na Escócia.
- 1356 : Vitória em Poitiers ; a Escócia se rende.
- 1377 : Morre em 21 de junho, em Sheen, Surrey.

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EDUARDO, O PRÍNCIPE NEGRO "Coragem ; eu sirvo."
- 1330 dC : Nasceu em 15 de junho, em Woodstock, Oxfordshire.
- 1333 : Torna-se o conde de Chester.
- 1343 : Torna-se o príncipe de Gales.
- 1346 : Luta na Batalha de Crécy.
- 1356 : Derrota os franceses na Batalha de Poitiers.
- 1362 : Torna-se príncipe da Aquitânea.
- 1367 : Vence a Batalha de Nájera.
- 1371 : Retorna doente para a Inglaterra.
- 1376 : Morre em Westminter, em 8 de junho.

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TAMERLÃO "Como só há um Deus no Céu, tem que haver apenas um governante na Terra."
- 1336 dC : Nasce em Kish, perto da Samarcanda.
- 1366 : Conquista a Transoxiana.
- 1370 : Torna-se governante de Samarcanda ; declara-se descendente de Genghis Khan.
- 1380 : Subjuga o Turquestão.
- 1383 : Conquista Herat, na Pérsia.
- 1385 : Completa a conquista da Pérsia.
- 1391 : Invade a Rússia.
- 1394 : Completa a conquista do Iraque e da Ásia Central.
- 1395 : Ocupa Moscow.
- 1396 : Subjuga uma revolta na Pérsia.
- 1398 : Invade a Índia, destruindo Déli.
- 1401 : Derrota Mamluks ; ocupa Damasco ; destrói Bagdá.
- 1402 : Derrota os otomanos.
- 1404 : Começa a invadir a China.
- 1405 : Morre em 19 de fevereiro.

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HENRIQUE V "Nós, poucos; nós, poucos felizes; nós, bando de irmãos." (William Shakespeare, Henrique V, Ato IV, Cena III)
- 1387 dC : Nasce em 16 de setembro em Monmouth.
- 1399 : Torna-se príncipe de Gales.
1403-1408 : Luta contra rebeldes galeses.
1413 : Torna-se rei da Inglaterra, em 21 de março.
1414 : Reprime a revolta Lollard.
1415 : Entra em guerra com a França; conquista Harfleur em setembro; em 25 de outubro vence a Batalha de Agincourt.
1416 : Vence a Batalha do Sena.
1420 : Torna-se regente da França e herdeiro do trono.
1422 : Morre em 31 de agosto, em Bois de Vincennes, na França.

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GUSTAVO II DA SUÉCIA - Gustavo foi talvez o primeiro comandante a integrar a artilharia, infantaria e cavalaria.
- 1594 dC : Nasce em Estocolmo, em 9 de dezembro.
1611 : Comanda as forças suecas na Gotlândia Oriental; torna-se rei da Suécia, em 30 de outubro.
1613 : Sela a paz com a Dinamarca.
1617 : Sela a paz com a Rússia.
1619 : Conquista os portos da Livonia polonesa.
1629 : Firma uma trégua com a Polônia.
1630 : Entra na Guerra dos Trinta Anos.
1631 : Derrota as forças imperiais sob o comando de Graf von Tilly na Batalha de Breitenfeld.
1632 : Derrota Tilly novamente na Batalha do Rio Lech; morre na Batalha de Lucerna, na Saxônia, em 6 de novembro.

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OLIVER CROMWELL "Tenha fé em Deus e mantenha a pólvora seca."
- 1599 dC : Nasce em 25 de abril, em Huntingdon.
- 1628 : Eleito deputado por Huntingdon.
- 1642 : Começa a Guerra Civil; sitia o Castelo de Cambridge.
- 1643 : Derrota os realistas em Grantham, Burleigh House, Gainsborough e Winceby.
- 1644 : Vitorioso em Marston Moor.
- 1645 : Auxilia na reforma do exército; vitorioso em Naseby.
- 1648 : Derrota os escoceses na Batalha de Preston.
- 1649-1650 : Campanhas na Irlanda.
- 1650 : Derrota Carlos II em Dunbar e Worcester.
- 1653 : Torna-se Lorde Protetor da Inglaterra.
- 1654 : Põe fim à primeira Guerra Anglo-Holandesa.
- 1655 : Toma a Jamaica da Espanha.
- 1658 : Morre em 3 de setembro.
- 1661 : É exumado e enforcado.

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SIR THOMAS FAIRFAX "Ele tem juízo demais para estar aqui." (Anne Fairfax, durante o julgamento do rei Carlos I, em janeiro de 1649)
- 1612 dC : Nasce em Denton, Yorkshire, em 17 de janeiro.
- 1629-1631 : Combate os espanhóis na Holanda.
- 1639 : Entra nas Guerras dos Bispos contra os escoceses.
- 1640 : Torna-se cavaleiro.
- 1643 : Conquista Leeds e Wakefield; derrotado em Adwalton Moor; vitorioso em Winceby.
- 1644 : Vitorioso em Nantwish e Marston Moor; ferido no Castelo de Helmsley.
- 1645 : Cria o Novo Exército Modelo; vitorioso em Naseby e Langport.
- 1647 : Esmaga os realistas novamente em Maidstone e Colchester.
- 1648 : Recusa-se a condenar o rei.
- 1650 : Renuncia ao posto de comandante em chefe.
- 1658 : Restaura o governo parlamentar depois da morte de Cromwell.
- 1660 : Convida Carlos II a retornar.
- 1661 : Retira-se da vida pública.
- 1671 : Morre em Nun Appleton, Yorkshire, em 12 de novembro.

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PRÍNCIPE RUPERT - Cientista e artista, o príncipe Rupert é mais lembrado como um realista impetuoso.
- 1619 dC : Nasce em Praga.
- 1620 : Sua família foge para a República Holandesa.
- 1636 : Visita Carlos I na Inglaterra.
- 1637 : Combate as forças imperiais na Guerra dos Trinta Anos.
- 1638 : Capturado e aprisionado durante três anos.
- 1642 : Viaja para a Inglaterra; começa a Guerra Civil; luta na Batalha de Edgehill.
- 1643 : Vitorioso na Batalha de Chalgrove Field; conquista Bristol; derrotado em Marston Moor.
- 1644 : Nomeado comandante em chefe do exército do rei.
- 1645 : Derrotado na Batalha de Naseby; cede Bristol.
- 1646 : Banido da Inglaterra.
- 1648 : Comanda a esquadra realista que persegue os navios mercantes ingleses.
- 1651-1653 : Torna-se pirata no Caribe.
- 1653 : Une-se a Carlos II na França.
- 1660 : Retorna à Inglaterra depois da Restauração.
- 1665-1667 : Combate na Segunda Guerra Anglo-Holandesa.
- 1670 : Nomeado primeiro diretor da Hudson´s Bay Company.
- 1672-1674 : Combate na Terceira Guerra Anglo-Holandesa.
1682 : Morre em 29 de novembro, em Londres.

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GUILHERME DE ORANGE "Só há uma maneira de ter certeza de jamais ver a ruína de meu país: morrerei na última trincheira."
- 1650 dC : Nasce em 14 de novembro, em Haia.
- 1672 : Torna-se stadholder ou vice-rei; combate a invasão dos franceses por terra e dos ingleses no mar.
- 1677 : Casa-se com Maria, filha do rei Jaime II da Inglaterra.
- 1678 : Sela a paz.
- 1686 : Forma a Liga Antifrancesa de Augsburg.
- 1688 : Desembarca sem resistência em Brixham.
- 1689 : Assume o trono junto com Maria; declara guerra à França.
- 1690 : Vitorioso na Batalha do Boyne.
- 1692 : Massacre em Glen Coe.
- 1702 : Morre em 19 de março, em Londres.

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JOHN CHURCHILL, DUQUE DE MARLBOROUGH "Marlborough tem bons motivos para ser chamado de o maior soldado da Inglaterra." (Professor Richard Holmes)
- 1650 dC : Nasce em 26 de maio, em Ashe, Devon.
- 1667 : Indicado para a infantaria de guarda.
- 1668 : Combate em Tanger.
- 1672 : Destaca-se na Batalha de Maastricht; promovido a coronel.
- 1685 : Derrota o duque de Monmouth; torna-se comandante em chefe de Jaime II.
- 1688 : Passa para o lado de Guilherme de Orange, que o torna conde de Marlborough.
- 1692 : Preso na Torre de Londres.
- 1702 : Comanda as forças inglesas na Guerra de Sucessão Espanhola; conquista Kaiserswerth; tornase o duque de Marlborough.
- 1704 : Vitorioso na Batalha de Blenheim.
- 1706 : Vitorioso em Ramillies.
- 1708 : Vitorioso em Oudenaarde; conquista Lille.
- 1709 : Vitorioso em Malplaquet.
- 1722 : Morre em 16 de junho, em Windsor.

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CARLOS XII DA SUÉCIA  O resultado permanente da Guerra do Norte foi o fim da Suécia como uma grande potência.
- 1682 dC : Nasce em 17 de junho, em Estocolmo.
- 1697 : Coroado rei da Suécia.
- 1700 : Começa a Grande Guerra do Norte.
- 1702 : Derrota os russos em Narva.
- 1703 : Derrota os poloneses em Poltosk.
- 1706 : Derrota os poloneses em Fronstadt.
- 1708 : Derrota os russos em Holowczyn.
- 1709 : Derrotado em Poltava; foge para o território controlado pelos turcos.
- 1714 : Retorna à Pomerânia sueca.
- 1718 : Morre em 30 de novembro, em Fredrikshald, Noruega.

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JOHN CAMPBELL, DUQUE DE ARGYLL "Não posso ter uma opinião pior sobre alguém do que sobre o duque de Argyll." *John Churchill, duque de Marlborough)
- 1678 dC : Nasce em 10 de outubro, em Petersham, Surrey.
- 1694 : Recebe o comando de um regimento de infantaria.
- 1702 : Destaca-se no cerco de Kaiserswerth.
- 1703 : Sucede o pai como duque de Argyll.
- 1705 : Promove a união com a Inglaterra no Parlamento escocês.
- 1706 : Une-se à segunda campanha de Marlborough na Guerra da Sucessão Espanhola.
- 1708 : Vitorioso na Batalha de Oudenaarde.
- 1709 : Destaca-se na Batalha de Malplaquet.
- 1711 : Atua como comandante em chefe na Espanha.
1715 : Atua como comandante em chefe durante a rebelião jacobita.
- 1740 : Dispensado de suas funções.
- 1743 : Morre em 4 de outubro, em Petersham.

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CARLOS STUART, O JOVEM PRETENDENTE "Pelo rei Jaime e por nenhuma união com a Inglaterra."
- 1720 dC : Nasce em 31 de dezembro, em Roma.
- 1744 : Une-se à malsucedida tentativa francesa de invadir a Inglaterra.
- 1745 : Chega à Escócia e dá início à revolta das Highlands; conquista Edimburgo; vitorioso na Batalha de Prestonpans; avança para a Inglaterra.
- 1746 : Derrotado em Culloden; foge para a França.
- 1766 : Com a morte de seu pai, declara-se Carlos III.
- 1788 : Morre em 31 de janeiro, em Roma.

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WILLIAM AUGUSTUS, DUQUE DE CUMBERLAND "Sem piedade."
- 1721 dC : Nasce William Augustus em 15 de abril, em Londres.
- 1726 : Torna-se duque de Cumberland.
- 1745 : Torna-se comandante das forças aliadas na Guerra da Sucessão Austríaca; derrotado na Batalha de Fontenoy; começa a rebelião jacobita.
- 1746 : Derrota Carlos Stuart em Culloden.
- 1747 : Derrotado nas batalhas de Lauffeld e Hastenbeck.
- 1765 : Morre em 31 de outubro, em Londres.

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LORDE NELSON "Nenhum capitão erra muito se colocar seu navio bordo com bordo ao do inimigo."
- 1758 : Nasce em 29 de setembro.
- 1770 : Alista-se na Marinha Real com 12 anos de idade.
- 1779 : Recebe o comando da fragata Hinchinbrook.
- 1787 : Casa-se com Frances Nishet.
- 1797 : Batalha do cabo de São Vicente; Nelson é promovido a contra-almirante.
- 1798 : Batalha do Nilo.
- 1799 : Conhece Lady Hamilton.
- 1801 : Batalha de Copenhague.
- 1803 : Nomeado comandante em chefe no Mediterrâneo.
- 1805 : Batalha de Trafalgar, em 21 de outubro; Nelson é fatalmente ferido e morre durante a batalha a bordo da sua nau capitânia HMS Victory.

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SIR JOHN MOORE "Penso que não teríamos vencido sem ele." (Duque de Wellington a respeito de Sir John Moore, 1809)
- 1761 dC : Nasce em 13 de novembro, em Glasgow.
- 1776 : Designado para o 51º Regimento de Infantaria.
- 1794-1795 : Combate na Córsega; comanda uma brigada.
- 1798 : Serve nas Índias Ocidentais e na Irlanda.
- 1799 : Ferido na Batalha de Alkmaar, na Holanda.
- 1800 : Ferido em Alexandria; comanda uma divisão.
1808 : Serve na Espanha; lidera a retirada para La Coluna.
- 1809 : Derrota os franceses em La Coluna; morre durante uma batalha em 16 de janeiro.

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ARTHUR WELLESLEY, DUQUE DE WELLINGTON "Nada, exceto uma batalha perdida, pode ser tão melancólico quanto uma batalha vencida."
- 1769 dC : Nasce em 1 de maio, em Dublin.
- 1787 : Designado para o 73º Regimento de Infantaria.
- 1794 : Ascende ao comando do 33º Regimento de Infantaria.
- 1794-1795 : Combate pela primeira vez em Flandres.
- 1799 : Derrota o sultão de Misore.
- 1803 : Vitorioso em Assaye.
- 1808- 1814 : Série de vitórias na Guerra Peninsular.
- 1815 : Derrota Napoleão na Batalha de Waterloo.
- 1828-1830 : Primeiro-ministro.
1852 : Morre em 14 de setembro no Castelo de Walmer, em Kent.

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NAPOLEÃO BONAPARTE "O poder é minha amante."
- 1769 dC : Nasce em 15 de agosto em Ajáccio, na Córsega.
- 1793 : Destaca-se no cerco de Toulon.
- 1795 : Reprime a rebelião monarquista em Paris com uma "baforada de canhão".
- 1796-1797 : Vitória sobre os austríacos na campanha italiana.
- 1798 : Invade o Egito.
- 1799 : Chega ao poder com um golpe de Estado e torna-se o primeiro cônsul da França.
- 1800 : Derrota os austríacos em Marengo.
- 1804 : Coroa a si próprio imperador.
- 1805 : Derrota os austríacos e os russos em Ulm e Austerlitz.
- 1806 : Derrota os prussianos em Jena.
- 1807 : Derrota os russos em Friedland, dividindo o continente europeu; invade Portugal, dando iníco à Guerra Peninsular.
- 1812 : Invade a Rússia; vitória em Borodino; o Grande exército é arrasado pelo inverno.
- 1813 : Derrotado pelas forças aliadas em Leipzig.
- 1814 : Abdica; exilado na ilha de Elba.
- 1815 : Retorna à França; derrotado em Waterloo; exilado na ilha de Santa Helena.
- 1821 : Morre em 5 de maio.

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MICHEL NEY "O mais bravo dos bravos." (Napoleão a respeito de Ney)
- 1769 dC : Nasce em 10 de janeiro, em Saarlouis, na Alsácia.
- 1788 : Entra para os hussardos.
- 1796 : Promovido a general de brigada; ferido pela primeira vez.
- 1800 : Promovido a general de divisão; vitorioso em Hohenlinden.
1802 : Invade a Suíça.
- 1804 : Promovido a marechal do império.
- 1805 : Consegue a vitória em Elchingen, permitindo à Napoleão derrotar os exércitos austro-russos em Austerlitz.
- 1807 : Vitórias em Jena, Eilau e Friedland.
- 1808 : Torna-se duque de Elchingen.
- 1808-1811 : Combate na Espanha e em Portugal.
- 1812 : Combate em Borodino; torna-se príncipe de la Moskowa; lidera a retaguarda durante a retirada de Moscou.
- 1813 : Combate por Napoleão na Alemanha.
- 1814 :Diz a Napoleão que ele deve abdicar; jura aliança aos Bourbon.
- 1815 : Muda de lado após Napoleão voltar da ilha de Elba; combate em Waterloo; é executado em 7 de dezembro, em Paris.

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LORDE HOWARD DE EFFINGHAM "General de exército e comandante em chefe da marinha e do exército preparados contra a Espanha."
- 1536 dC : Nasce.
- 1569 : Ajuda a reprimir a rebelião dos lordes católicos.
- 1573 : Torna-se lorde Howard de Effingham.
- 1585 : Torna-se o lorde do Almirantado.
- 1588 : Comanda a esquadra inglesa contra a Armada espanhola.
- 1596 : Comanda o ataque a Cádiz.
- 1597 : Torna-se conde de Nottingham.
- 1599 : Torna-se lorde general de exército da Inglaterra.
- 1601 : Ajuda a reprimir a rebelião de Essex.
- 1624 : Morre em 14 de dezembro, perto de Croydon, em Surrey.

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Akin Lan Feng
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