Um pouco sobre: (Diversos Temas)

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Um pouco sobre: (Diversos Temas)

Mensagem  Akin Lan Feng em Qui Abr 17, 2014 4:10 pm

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Última edição por Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:33 pm, editado 1 vez(es)

Akin Lan Feng
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RUNAS

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:31 pm

(Um resumo histórico das Runas , do Livro: MISTÉRIOS NÓRDICOS Deuses. Runas. Magias. Rituais – de Mirella Faur )

Runas = As Runas são considerados padrões energéticos que vibram e reluzem sobre os fios de Wyrd. (Wyrd = Destino Pessoal. Tem base nas ações e opções pessoais, e nas influências planetárias e espirituais. Pode-se imagina-lo como uma imensa teia de fios sutis, que se estende através do tempo e do espaço. A palavra tem relação com a alemã Werden ( Vir-a-ser ), e ao termo arcaico saxão Wirt, ou Wirtel (fuso, instrumento utilizado para fiar). Na mitologia nórdica, a constelação de Órion era chamada de “o fuso da deusa Frigga”, que fiava o fio cósmico e o passava para as Nornes, que teciam com ele o Wyrd de cada pessoa. Tudo acontece dentro da teia de Wyrd: seus fios interligam os eventos, os objetos, os seres, os pensamentos, as emoções e as ações. Tudo o que é feito reverbera ao longo dos fios de Wyrd e afeta todo o resto. Por isso, qualquer ação dos homens tem retorno, como influência positiva ou negativa, e sua sorte ou infortúnio são criados em função do teor energético que os originou)
O conhecimento das Runas permite que se descubra os efeitos e as influências do Wyrd individual e dos meios para se viver em sintonia com seu fluxo, de modo a evitar circunstâncias prejudiciais e ter atitudes e ações equilibradas e benéficas. Não se sabe ao certo quando surgiram. Seu nome, Ru: “Algo misterioso”, em norueguês arcaico Run significa “Segredo”, e a palavra Runa em alemão antigo significa “Sussurro” ou “Sussurro Misterioso”. Ainda que tenham sido classificadas como um Alfabeto, representam, na verdade, um complexo sistema espiritual pelo qual sacerdotes e xamãs ensinam seus mistérios. Mitologicamente, as runas são associadas ao deus Odin que, no entanto, não as inventou, mas obteve-as por meio de um sacrifício voluntário, uma auto-imolação semelhante às iniciações xamãnicas, oferecendo-se a si mesmo, empalado e suspenso na Árvore do Mundo, por nove dias e nove noites. Das origens históricas das Runas, quatro são mais relevantes: a latina, a grega, a etrusca e a nativa. (A suástica é relacionada às runas por estar sempre gravada junto a elas, em inscrições sobre pedras e em estelas funerárias. A palavra swastika é de origem sânscrita e significa “tudo está bem”. Acredita-se que ela seja uma variante da roda solar.) Existem também teorias de runólogos alemães.
Do ponto de vista histórico e exotérico, as runas são um sistema fonético e gráfico usado até o século XIV na Suécia, até o XVII na Islândia e até o XIX nas regiões remotas da Noruega. Apesar do seu uso continuo, esse sistema sofreu várias modificações. Do ponto de vista esotérico, as runas não são somente um alfabeto, embora também possam ser usadas para transcrever palavras de outras línguas. Essa característica é muito importante já que possibilita o uso das runas na magia talismânica e nos selos de nomes próprios. As runas consistem numa “metalinguagem”, ou seja, num sistema simbólico complexo que permite a transmissão de outros significados, além dos normalmente expressos por uma língua. Os locais aonde mais foram encontradas são: os Sítios Arqueológicos do Sul da Noruega e da Suécia, nos pântanos da Dinamarca, e também na Polônia, Hungria, Romênia, Iugoslávia, Rússia e Escandinávia. As runas eram gravadas em uma grande variedade de objetos: armas, fíbulas (espécie de broche), amuletos, ferramentas, anéis, chifres para beber, pulseiras, medalhões. A maioria tinha funções mágicas, visando atrair a sorte, afastar o mal, consagrar ambientes, possibilitar o intercambio com os espíritos ancestrais e pedir ajuda ou proteção das divindades.

O primeiro sistema rúnico conhecido é o Alfabeto Futhark: composto de 24 Runas ; Dividida em 3 Famílias de 8 (chamadas Aettir). ; Supõe-se que seu surgimento tenha ocorrido em torno de 200 ac.

No início do sec VII surgiu um novo sistema rúnico denominado Futhark Novo, uma variação do original. O surgimento desse novo alfabeto se desenvolveu na Escandinávia, de onde se espalhou para outros países. São 16 Runas ; Divididas em 3 Famílias ( A primeira com 6 runas e as outras duas com 5 cada. ) Devido ao numero reduzido de runas, nesse alfabeto cada uma delas corresponde a dois ou mais sons.

No litoral do Mar do Norte ( consituida pela atual Holanda e pelo Oeste da Alemanha ), havia desde 650 dc um novo dialeto que modificou algumas pronuncias, acrescentou sons e duas runas, que foi denominado Futhork. Ao ser levado por imigrantes para o leste da Inglaterra, as diferenças fonéticas e a ampliação do vocabulário exo e esotérico introduziram novos caracteres ao Futhork original dando origem a um sistema mais complexo, de 29 simbolos, denominado Futhork Anglofrísio, ou Anglo-Saxão.

Por volta de 800 dc, no norte da atual Inglaterra e ao sul da Escócia ( que formavam então o Reino da Northumbria ), foi criado o sistema com o maior número de caracteres – 33 – chamado de Alfabeto de Northumbria: Dividido em 4 Grupos com 8 Símbolos cada e mais um central. Esse alfabeto revela os intercâmbios e influências recíprocas entre os mestres rúnicos e os bardos celtas.

Uma versão mais simples surgiu em torno de 850 dc, e ficou conhecido como a Série Rök, ou a “Série de Runas de Traços Curtos”.

No século X foi criado a Escrita Hälsinge. Nessa versão foram eliminadas os traços verticais e as letras passaram a ser escritas entre duas linhas, separadas por sinais de pontuação, como usados na estenografia. Foram encontradas poucas inscrições com esse tipo de escrita, o que indica uso local, apenas para assuntos profanos e comerciais.

No período entre 1050 e 1450, surgiram as Runas Medievais, cuja modificação posteriormente levou à criação do Alfabeto Gótico, utilizado até o sec XVIII, principalmente em cartas e manuscritos de conteúdo tanto religioso quanto profano.

As Runas também eram utilizadas no lugar dos números nos antigos calendários escandinavos, chamados Clog Almanaks ou Runestocks, confeccionados tradicionalmente em madeira. Para possibilitar a anotação dos ciclos solares e lunares – que exigiam dezenove números – o Futhark Novo foi acrescido de mais três runas, com uma gama de sons também maior.
Ainda que os Druidas Irlandeses tivessem seu próprio alfabeto – o Ogham – eles também utilizavam os sistemas rúnicos, em especial o dinamarquês, o sueco e as runas marcadas com pontos.
Apesar de sua utilização na Escandinávia por todo o período Viking (800-1100 dc) os alfabetos rúnicos mencionados não são “símbolos vikings”, pois tem uma origem anterior, muito mais antiga, servindo como portais de percepção para a expansão da consciência humana.
Existem também outros caracteres rúnicos antigos que foram pouco utilizados e quase totalmente esquecidos. Eles não pertencem a nenhum sistema específico. Seus nomes e conceitos relacionam-se a antigas divindades nórdicas. Esses caracteres foram usados na Idade Média, para cura e proteção mágica, e acreditava-se, na época, em seu uso ritualístico, e na invocação dessas divindades. Por isso, alguns estudiosos defendem a existência de um sistema mais amplo e complexo de Runas, com 38 caracteres, ou runas.
Além dos alfabetos citados também existem runas pontilhadas, interligadas, ramificadas ou em ziguezague, que não fazem parte de um sistema organizado. Elas são apenas adaptações criptográficas dos sistemas anteriores, criadas para ocultar ou dificultar a compreensão das mensagens, que poderiam ser lidas somente por aqueles que conheciam seu código secreto.
Quatro Sistemas Runicos são mais considerados fiéis às verdades tradicionais: Futhark Antigo ; Futhark Novo, Futhork Anglo-Saxão ; Alfabeto de Northumbria

Existem outros sistemas rúnicos criados mais recentemente, como o Sistema Armanen, criado por Guido Von List, com 18 caracteres, tem um complexo embasamento folosófico e mágico, e é na verdade uma extensão do Futhark Novo. O sistema armânico foi, e continua sendo amplamente usado pelos magos e runólogos alemães, é baseado na estrutura hexagonal dos cristais, e na forma e simbologia da Runa Hagalaz ( também serviu como base para a criação de uma organização oculta denominada Armanen Orden.). Popularizado por Karl Spiesberger, Siegfrid Kummer e Edred Thorsson, ele serviu de base para a criação das Posturas Rúnicas, a chamada: Ioga Teutônica ( uma serie de posturas chamadas Stödhur, que expressam fisicamente o traçado das runas, de modo a canalizar seu poder a vida do praticante.)

Taufr : Talismãs Rúnicos. Em forma de medalhas ou placas metálicas, não perderam sua popularidade, e continuaram a ser usadas até o período medieval, apesar das proibições cristãs.
Além do uso sagrado ou mágico das Runas, elas também eram utilizadas de modo profano, em mensagens inscritas em varetas de madeira: Runakefli ; Ou manuscritos, como o famoso Codex Regius, do século XIV.
O conhecimento rúnico foi preservado na prática mágica do Galdr: sons mântricos que correspondem às runas, cujo conhecimento era transmitido pelos xamãs aos seus discípulos.

O movimento reformista que deu inicio ao protestantismo ( em 1527 na Suécia, e em 1536 na Noruega ), desencadeou uma onda de intolerância, sucedida pela perseguição às antigas praticas e crenças. Por fim, o alfabeto rúnico foi oficialmente substituído pelo latino; seu uso, inicialmente desaconselhado, terminou por ser definitivamente proibido. Na Islândia, no entanto, o povo continuou usando as runas abertamente para fins mágicos até o século XVII, quando a igreja instaurou a pena de morte para qualquer um que fizesse uso delas. Mesmo assim, a magia rúnica islandesa sobreviveu na clandestinidade, e nesse pais se encontram ainda registros valiosos dessa arte, ocultos nas lendas e nos cultos populares. Por toda a Idade das Trevas, os tribunais da inquisição condenaram à fogueira aqueles que fizessem uso das runas ou em cujos pertences elas fossem encontradas. Todavia, as runas subsistiram nos emblemas e brasões dos artesãos e comerciantes. Os antigos símbolos continuaram a ser utilizados para marcar animais, carroças, barcos e moinhos; desenhados com o arado na terra antes do plantio; pintados ou entalhados nas vigas das casas; tecidos nas tapeçarias; gravados em vidros, metais e joias; e usados para decorar cruzes e pedras funerárias. Muitos desses símbolos eram de origem rúnica; outros foram desenvolvidos a partir deles. Para a decoração e proteção das casas, empregavam-se as chamadas Hof Und Haus Marks, combinações de runas com ideogramas de ferramentas e objetos, como chaves, escadas, flechas, relógios e moinhos. Nessa época, cada família tinha um emblema, que distinguia o fundador da dinastia e seus descendentes. Esses emblemas familiares ou pessoais eram criados livremente, ainda que se procurasse utilizar símbolos sagrados para imbuir de significados mágicos o entrelaçamento de traços e formas. Foram encontrados, em inúmeras casas antigas da Alemanha, da Suíça e da Suécia, caracteres rúnicos camuflados no cruzamento de vigas e nos desenhos dos pisos. (Também datam dessa época as Mandalas Germanicas, pintadas em cores vivas sobre discos de madeira e cerâmica, e colocadas nas casas para proteção ou utilizadas como amuletos. Essas mandalas baseavam-se em um padrão hexagonal, como a estrela, ou a cruz de seis braços, chamada Sechszeichen (símbolo sêxtuplo). No século XVII, emigrantes alemães levaram essa tradição medieval para os Estados Unidos – mais especificamente para a Pensilvânia – onde ela ficou conhecida como Hexencraft (magia, feitiçaria). Essa arte sobrevive até os dias de hoje, em objetos de carâmica ou motivos decorativos, conhecido e utilizado apenas pelos neopagãos. )

O primeiro sinal de um despertar rúnico, depois de sua proibição e aparente esquecimento, ocorreu no século XVI, na Suécia. Por intermédio das obras de Johannes Bureus, os adeptos de uma corrente ideológica conhecida como Storgoticism (o culto da mitologia gótica) passaram a estudar a aplicar os conhecimentos rúnicos, ainda que dentro do cabalismo cristão. Perseguido pela igreja cristã, aos poucos o movimento foi declinando. O alfabeto rúnico, no entanto, apesar da perseguição, conseguiu sobreviver clandestinamente até os séculos XVIII e XIX, nas praticas de grupos fechados, em localidades remotas da Suécia, da Noruega e da Islândia. No século XIX, paralelamente ao surgimento do espiritismo, do ocultismo e da teosofia, nasceu um movimento neo-romantico com um crescente interesse pelas antigas crenças e valores germânicos. Foi assim que emergiu, na Alemanha e na Austria, o “Movimento Teutônico”, cujo propósito era levar a sociedade de volta as suas raízes pré-cristãs, reavivando a mitologia e a ética germânicas. O representante mais importante desse movimento foi Guido Von List (1848-1919)
Na década de 30 do século XX, membros de uma sociedade secreta chamada Thurle deu às runas uma conotação nacionalista, fato que atraiu a atenção dos dirigentes do Partido Nazista Alemão. Hitler, obcecado pela ideia da supremacia da raça ariana, escolheu o relâmpago de Thor como emblema da juventude hitlerista, a runa Sigel duplicada para ser o símbolo da Gestapo e, finalmente, para usar como estandarte, inverteu e inclinou a suástica. No período de sua ditadura, os estudos esotéricos eram permitidos e encorajados, mas apenas se oferecessem meios mágicos para enaltecer a ideologia nazista, o anti-semitismo e o culto à personalidade de Hitler. Depois do fim da guerra, a associação negativa das runas e dos antigos símbolos sagrados teutônicos com o nazismo desencadeou uma onda de pavor e negação, relegando novamente ao ostracismo o uso e as praticas rúnicas. Foram necessários alguns anos para que alguns escritores e estudiosos ousassem tocar novamente nesse assunto, considerado tabu. Em 1955, Karl Spiesberger publicou dois livros nos quais o estudo das runas recebeu uma interpretação universalista, sem nuances nacionalistas. Em 1969, Adolf e Sigrun Schleipfer reativaram a Armanen Orden, orientando sua atividade para o estudo do misticismo alemão e magia rúnica. A partir de 1970, o interesse pelo simbolismo e uso mágico das runas ultrapassou as fronteiras da Alemanha, e alcançou a Inglaterra e os Estados Unidos. Foram criados vários grupos de cultos Odinistas e jornais das assembleias religiosas Asatrú passaram a ser publicados. Asatrú foi aceita como a religião oficial na Islândia e passou a ser reconhecida como a continuação da antiga tradição étnica dos povos nativos do norte da Europa. Uma das organizações mais importantes na divulgação e no ensinamento das praticas mágicas é a Rune Gild, fundada e dirigida por Edred Thorsson, cujos numerosos livros são responsáveis pela revelação dos mistérios rúnicos e a expansão do seu uso esotérico. Outros grupos também tem divulgado as praticas rúnicas e informações mitológicas. O grupo Hrafnar, dirigido pela escritora e pesquisadora Diana Paxson e sediado em San Francisco, nos Estados Unidos, é reconhecido pela remodelação e divulgação da pratica xamânica: Seidhr (transe profético), antigamente reservada apenas às sacerdotisas e aos xamãs do norte europeu, mas atualmente divulgada nas celebrações e encontros da comunidade neopagã norte-americana.

Petróglifos Pré-históricos de Hallristinger = Nota-se semelhança com as Runas. Essa escrita consiste em símbolos pictográficos de significado religioso, como figuras variadas de círculos, rodas solares, suásticas, espirais, triângulos invertidos, árvores, mãos espalmadas, marcas de pés, barcos e ondas – símbolos atribuídos aos cultos neolíticos da Deusa Mãe e da adoração ao Sol ( considerado pelos povos nórdicos uma divindade feminina ). Alguns autores afirmam que esses petróglifos teriam sido a origem de uma linguagem simbólica e mágica utilizada pelos xamãs do período neolítico. O povo etrusco, um dos herdeiros dessa tradição, teria adaptado os símbolos e os incorporado à sua linguagem escrita, ensinada também aos seus vizinhos, as tribos teutônicas.

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XINTOÍSMO

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:39 pm

XINTOÍSMO

"O mundo material é governado pelo mundo espiritual."

Não tem um fundador conhecido. A própria religião é chamada de “via dos deuses”, ou, Kami no Michi. Esta crença é particularmente japonesa, e se baseia em que o mundo natural é governado por seres espirituais, os Kami. Não se sabe se os Jomon, uma cultura pré-histórica que viveu entre 11.000ac – 300ac tinham alguma associação com o Xintoísmo. Os Jomon eram semi-nômades, coletores, pescadores, não conheciam a escrita, e produziam as Dogu, figuras femininas estilizadas, com busto e quadris largos. Com o inicio da cultura Yayoi, plantadores de arroz cuja terra de origem pode ter sido em algum lugar no sudeste da Ásia, ou no sul da China, e que existiu entre 300ac – 300 dc, já existiam similaridades com o Xintoísmo em rituais, como os associados a semeadura e a colheita parecidos com os rituais Xintoístas do arroz de hoje em dia. E também nos cultos a fertilidade, as joias chamadas Magatama, e os espelhos cerimoniais, e espadas sagradas, que tem significado na mitologia xintoísta e fazem parte das insígnias imperiais ate hoje. O xintoísmo arcaico parece que se desenvolveu no começo da fase final da pré-história japonesa, o Kofun, ou Era Tumulus. Este sistema de crença era intensamente local, e concentrava-se no poder espiritual inerente as características topográficas próximas, como montanhas e cachoeiras, e nos ancestrais divinos dos clãs. Os Ujigami são as divindades tutelares associadas aos primeiros clãs (ujis). Qualquer avaliação no papel desempenhado pela religião no Japão antigo, ou moderno, deve levar em conta certos aspectos fundamentais da cultura japonesa. Um dos mais importantes destes aspectos é a subordinação do individuo ao grupo, que tem como epítome uma expressão japonesa: “o prego que se sobressair será martelado”. Muitos estudiosos acreditam que esse ethos tem suas raízes na forte cooperação entre o processo decisório coletivo necessário ao cultivo do arroz. Essa cooperação social e a ausência de um individualismo foram características do xintoísmo desde seu começo. Embora exista evidencia de contato com a China antes de 250 dc, o Wei Chib é o relato mais antigo do Japão, e uma crônica chinesa.
Uma Historia do Reino de Wei, 297 dc
A população de Wa (Japão) mora no meio do oceano nas ilhas montanhosas ao sudeste da [prefeitura de] Tai-fang. Anteriormente essa população compreendia mais de cem comunidades. Durante a dinastia Han, mensageiros de [Wa] apareciam na corte; hoje, trinta dessas comunidades se comunicam conosco através de mensageiros e escribas. O pais de Wa é quente e ameno. Tanto no inverno quanto no verão as pessoas se alimentam de legumes crus e andam descalças. Elas tem [ou moram em] casas; o pai e a mãe, os mais velhos e os mais jovens dormem separados. Eles untam seu corpo com pigmentos rosa e escarlate, como os chineses usam pó. Serve a comida em bandejas de bambu ou de madeira e comem com as mãos. Quando uma pessoa morre, preparam um caixão único, sem uma cobertura externa. Cobrem as sepulturas com terra para fazer um monte. Quando a morte ocorre, observa-se luto durante mais de dez dias e nesse período não se come carne. Os parentes do morto choram e se lamentam enquanto seus amigos cantam, dançam e bebem. Quando o enterro termina, todos os membros da família entram na água para se limparem em um banho de purificação.

Na medida em que o clã Yamato (Sol), durante o inicio do século VI, ganhou influencia sobre os demais clãs, seu antepassado divino, a deusa do Sol Amaterasu tornou-se predominante. Em meados do século VI dc, o budismo, o taoísmo, e o confucionismo chegaram ao Japão. Especialmente o budismo misturou-se com o xintoísmo, e algumas divindades budistas passaram a ser adoradas como kami xintoístas. Mesmo assimilando elementos de uma outra cultura, o xintoísmo continuou a ser uma crença especialmente japonesa. A ascensão do clã Yamato lançou as bases para um culto Imperial no Japão, que durou até começar a era do Xogunato [sec XVII (17) a XIX(19)]. Durante a era do xogunato o imperador tinha um papel simbólico. Em 1868 a restauração Meiji devolveu o poder ao Imperador, que subiu ao trono em 1867, e em 1871 o xintoísmo foi declarado a religião estatal. A palavra xinto, ou shinto, vem desse período. É uma combinação do chinês shen (espírito) e dao (“via”). Uma ironia já que os patrocinadores desse ressurgimento eram contra os chineses. O xintoísmo estatal terminou abruptamente com o final da segunda guerra mundial em 1945. Como resultado, o xintoísmo voltou a ser aquilo que tinha sido durante a maior parte de sua historia ; uma coleção vagamente organizada de jinjas (santuários). Os textos japoneses mais antigos, o Kojiki e o Nihonshoki descrevem como o mundo foi criado pelas divindades celestiais Izanagi e Izanami. Depois de um começo que pareceu não dar certo, o par original deu à luz um grupo de kami, inclusive a deusa Amaterasu, cujo descendente, Jimmu Tenno, veio a ser o primeiro Imperador do Japão. Alguns kami são entidades benignas, muitos importados do budismo e do taoísmo, e outros, são espíritos vingativos responsáveis por uma ampla variedade de problemas mortais. Na tradição japonesa, a maioria dos espíritos maus, ou oni (demônios) são invisíveis, embora exista também a crença de que alguns são gigantes, de varias cores, com chifres, e as vezes três olhos. Acredita-se também que outros são espíritos animais que tem a capacidade de possuir uma pessoa, e nesse caso precisam ser exorcizados. Entre esses, um dos mais temidos é o espírito da raposa. Muitas entidades podem as vezes carregar um significado tanto bom quanto ruim, dependendo das circunstancias. A raposa é também associada junto a divindade do arroz, e os tengu podem ser guardiões benignos de kami. Em partes do Japão rural, especialmente no norte, onde costumes e crenças antigas muitas vezes permanecem, os yamabushi (“guerreiros da montanha”) são procurados para exorcizar esses espíritos. Outra variedade de espírito mau é o obake (“fantasma”). Acredita-se que essas entidades podem causar um mau considerável, mas podem ser afugentadas com rituais apropriadamente respeitosos. Em todos os casos, os infortúnios infligidos pelos oni são considerados uma perturbação temporária da ordem natural das coisas. Os espíritos dos antepassados formam outra categoria de kami. No xintoísmo acredita-se que a alma de uma pessoa se transforma em um kami após a morte de seu “anfitrião” mortal, e os kami dos antepassados de uma família são venerados em templos domiciliares. Alguns kami ancestrais, tais como o espírito do Imperador Meiji (que reinou de 1867 a 1912) e de outros governantes, podem se tornar alvo de cultos mais difundidos. O Templo de Meiji é o santuário xintoísta mais importante em Toquio. O templo xintoísta considerado mais importante é o da deusa Amaterasu em Ise, e em seguida o templo do deus Okuninushi. Os kami mais conhecidos são os da era conhecida como “Era dos Deuses”, em que as divindades estavam em atividade na Planicie de Junco (Terra) antes de estabelecer o governo de seus descendentes mortais, os Imperadores, e depois retirar-se para o reino celestial. Os kami celestiais da era dos deuses são os amatsukami, e os kami terrestres são os kumitsukami. Entre os kami mais populares estão:
Amaterasu (“a pessoa que faz os céus brilharem”)
Susano, irmão de Amaterasu
Okuninushi, deus guardião do Japão e de seus imperadores
Inari, deus do arroz e da prosperidade geral para todo pais
Shitifukujin, os sete deuses da sorte, cada um personificando uma caraterística ou condição desejável.
Hashiman, deus guerreiro baseado no Imperador semi-lendário Ojin.
Tenjin ("Pessoa Celestial"), historicamente um sábio chamado Sugawara no Michizane. (845-903dc)
O espirito do Imperador Meiji (1867-1912)
O espirito de Yeyasu, o primeiro Xogun Tokugawa


(fonte: “conhecendo o XINTOISMO” de C. Scott Littleton)


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TAOÍSMO

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:41 pm

Textos retirados de diversas fontes da internet.

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O Dào (Tao)
Dào (Tao) é, ao mesmo tempo, o caminho, o caminhante e o ato de caminhar. Filosoficamente, pode ser interpretado como o Absoluto.

O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como caminho de auto-transformação e elevação espiritual.

Os meios para o retorno ao Dào (Tao) englobam as artes (Shù), a lei (Fa) e o caminho (Dào (Tao)). As artes procuram restaurar o equilíbrio das energias da pessoa através de conhecimentos de saúde, de oráculos, de destino, de leitura da natureza ou do homem. O Fa é o conjunto de métodos místicos que restauram a ordem, a organização, a lei interior e exterior através da força espiritual. E o Dào (Tao), como meio, tem na meditação o caminho espiritual por excelência.

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O Taoísmo é uma tradição espiritual milenar de origem chinesa, desenvolvida e praticada por inúmeros mestres ao longo dos tempos.

Por ter uma origem muito antiga, o Taoísmo apresenta muitas ramificações. Seus conhecimentos, manifestados através de várias Escolas Taoístas, poderiam, de modo geral, ser classificados segundo cinco vertentes:



a primeira delas se chama-se Dān Ding, que significa literalmente Caldeirão e Elixir; é a que nós chamamos no Ocidente de Escola da Alquimia;




a segunda chama-se Fú Lù, Fú significa literalmente Correspondência, e Lù quer dizer Ordenar. Ou seja, é a Escola da Correspondência e da Ordenação, referindo-se à Escola Ritualística e da Lei Cósmica;




a terceira chama-se Jīng Dian, que literalmente significa Textos Clássicos. São escolas que enfatizam mais os estudos clássicos, podem ser chamadas de Escolas Filosóficas ou Escolas de Estudos filosóficos do Taoísmo;




a quarta chama-se Jī Shàn, que significa Acumulação da Bondade: aplica os conhecimentos taoístas em benefício da sociedade, da pessoa, da vida; é a escola voltada para a doação e para as práticas taoístas na vida quotidiana;




e a última chama-se Zhān Yuàn, que significa Oráculos e Experiências, ou seja, Yi Jing (I Ching), Astrologia, Artes Marciais, Acupuntura, incluindo conhecimentos de cura através da ervas da medicina Taoísta e diversos trabalhos energéticos.

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A palavra Taoísmo (ou Daoísmo) é geralmente empregada para traduzir dois termos chineses distintos, "Daojiao" (道教) (py Dàojiào, W-G Tao-chiao), que se refere aos "ensinamentos ou à religião do Dao", e "Daojia", que se refere à (道家) "escola do Tao (ou Dao)", a uma linha de pensamento da filosofia chinesa.

Assim, o termo Taoísmo tem mais de um sentido no ocidente, pode referir-se a:

Uma escola de pensamento filosófico chinês que se baseia nos textos do Tao Te Ching atribuídos a Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse.
Um movimento religioso chinês com origem em Zhang Daoling no final da Dinastia Han que se estrutura em seitas como a Zhengyi ("Ortodoxa") e Quanzhen ("realidade completa").
As manifestações da tradição religiosa chinesa, de caráter popular, que integram elementos da religião Taoísta, do Confucionismo e do Budismo.

Índice
1 O Tao do Taoísmo
1.1 Taoísmo e Confucionismo
2 Origens do Taoísmo
3 Filosofia Taoísta
3.1 Wu Wei
4 A religião Taoísta
5 Influências no Budismo Zen
6 Taoísmo fora da China
7 Taoísmo no Brasil


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O Tao do Taoísmo

O ideograma Tao (ou Dao) (道) pode ser traduzido como "caminho", mas assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa.

Traduzido literalmente, significa "o ensinamento do Tao". No contexto taoísta, 'Tao' pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem.

Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história - algumas vezes nomeado como o "grande Tao" - ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar - a ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc.

Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como "céu", e às vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural.

Tanto o "caminho da natureza" quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas") parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo - portanto pode ser visto como um príncípio eficiente de "vazio" que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo.

Os textos acima, são uma tradução dentro do pensamento e postura ocidental, pois a base do TAO é que uma vez tentado explicar ou interpretar o TAO deixa de ser TAO. Ou seja o TAO é o universo "criador" que tudo contém, não pode ser pensado ou idealizado pela criatura, pois como se ensina na Matemática: a parte e o todo (a parte está no todo mas a parte não é o todo).

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Taoísmo e Confucionismo

O taoísmo é uma tradição que dialogando com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos.

O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e práticas culturais. Manifesta o anarquismo - defendendo essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada. Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie natural. Seguimos todos por processos de aquisição de diferentes normas e orientações da sociedade, e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas formas naturais de ser.

Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo moral tao, o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista referente a deveres morais, coesão social e responsabilidades governamentais, mesmo que o pensamento de Confúcio inclua valores taoístas e o inverso também ocorra, como se pode observar lendo os Analetos de Confúcio.

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Origens do Taoísmo

Tradicionalmente, o Taoísmo é atribuído a três fontes principais:

O mais antigo, o mítico "Imperador Amarelo";
o mais famoso, o livro de aforismos místicos, o Dao De Jing (Tao Te Ching), supostamente escrito por Lao Zi (Lao Tse), que, segundo a tradição, foi um contemporâneo mais velho de Confúcio;
e o terceiro, os trabalhos do filósofo Zhuang Zi (Chuang Tse).
Outros livros ampliaram o Taoísmo, como o True Classic of Perfect Emptiness, de Lie Zi; e a compilação Huainanzi.
Além destes, o antigo I Ching, O Livro Das Mutações, é tido como uma fonte extra do taoísmo, assim como práticas de divinação da China antiga.

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Filosofia Taoísta

Do Caminho surge um (aquele que está consciente), de cuja consciência por sua vez surge o conceito de dois (yin e yang), dos quais o número três está implícito (céu, terra e humanidade); produzindo finalmente por extensão a totalidade do mundo como o conhecemos, as dez mil coisas, através da harmonia das Wuxing. O Caminho enquanto passa pelos cinco elementos do Wuxing é também visto como circular, agindo sobre si mesmo através da mudança para simular um ciclo de vida e morte nas dez mil coisas do universo fenomênico.
Aja de acordo com a natureza, e com sutileza em lugar de força.
A perspectiva correta será encontrada pela atividade mental da pessoa, até chegar a uma fonte mais profunda que guie sua interação pessoal com o universo (veja 'wu wei' abaixo). O desejo obstrui a habilidade pessoal de entender O Caminho (veja também karma), moderar o desejo gera contentamento. Os taoístas acreditam que quando um desejo é satisfeito, outro, mais ambicioso, brota para substitui-lo. Em essência, a maioria dos taoístas sente que a vida deve ser apreciada como ela é, em lugar forçá-la a ser o que não é. Idealmente, não se deve desejar nada, "nem mesmo não desejar".
Unidade: ao perceber que todas as coisas (inclusive nós mesmos) são interdependentes e constantemente redefinidas pela mudança das circunstâncias, passamos a ver todas as coisas como elas são, e a nós mesmos como apenas uma parte do momento presente. Esta compreensão da unidade nos leva a uma apreciação dos fatos da vida e do nosso lugar neles como simples momentos miraculosos que "apenas são".
Dualismo, a oposição e combinação dos dois princípios básicos Yin e Yang do universo, é uma grande parte da filosofia básica. Algumas das associações comuns com Yang e Yin, respectivamente, são: masculino e feminino, luz e sombra, ativo e passivo, movimento e quietude. Os taoístas acreditam que nenhum dos dois é mais importante ou melhor que o outro, na verdade, nenhum pode existir sem o outro, porque eles são aspectos equiparados do todo. São em última análise uma distinção artificial baseada em nossa percepção das dez mil coisas, portanto é só nossa percepção delas que realmente muda. Ver taiji.

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Wu Wei

Ver artigo principal: Wu Wei
Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No entanto, isto não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia descreve uma prática de se realizar coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma ilustração; uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.

O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no "design" humano, perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.

Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela pratica uma vida de acordo com o que acredita, "remando contr a maré". Ao deixar sua crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento social que acredita.

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A religião Taoísta

Embora Lao Zi nunca tenha pregado nenhuma religião no Tao Te King e se tenha sempre mantido no terreno filosófico e moral, cerca de mil anos depois da sua morte formou-se um corpo de doutrinas e de práticas religiosas e culturais que constituíram a religião taoista. A religião taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com empréstimos de ideias e práticas culturais do budismo, com a introdução de vários deuses, deusas e génios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.

Tentativas de alcançar maior longevidade eram um tema frequente na magia e alquimia taoístas, com vários feitiços e poções, ainda existentes, com esse propósito.

Muitas versões antigas da Medicina Tradicional Chinesa foram enraizadas no pensamento taoísta, e a medicina chinesa moderna bem como as artes marciais chinesas são ainda de várias formas baseadas em conceitos taoístas, como o Tao, o Qi, e o balanço entre o yin e o yang (Ver Yin yang).

Com o tempo, a absoluta liberdade dos seguidores do taoísmo pareceu ameaçadora à autoridade de alguns governantes, que incentivaram o crescimento de seitas mais comprometidas com as tradições confucionistas. Uma escola taoísta foi formada ao fim da dinastia Han, por Zhang Daoling.

Muitas seitas evoluíram através dos anos, mas a maioria traça suas origens a Zhan Daoling, e grande parte dos templos taoístas modernos pertence a uma ou outra dessas seitas.

As escolas taoístas incorporam panteões inteiros de divindades, incluindo Lao Zi, Zhang Daoling, o Imperador Amarelo, o Imperador Jade, Lei Gong (O Deus do Trovão) e outros.

As duas maiores escolas taoístas da atualidade são a Seita Zhengyi (evoluída de uma seita fundada por Zhang Daoling) e o Taoísmo Quanzhen (fundado por Wang Chongyang).

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Influências no Budismo Zen

O Budismo Chan, que se desenvolveu como um escola distinta na China medieval, reflectiu fortes influências da filosofia chinesa e, em particular, do Taoísmo. Com o tempo, o Chan acabou se estabelecendo na Coréia, onde recebeu o nome Seon. Haviam monges que chegavam de outros países da Ásia para estudar o Chan, e a escola foi se espalhando pelos países vizinhos. No Vietname, recebeu o nome Thien, e, no Japão, ficou conhecida como Zen. Através da história, essas escolas cresceram de maneira independente, tendo desenvolvido identidades próprias e características bastante diferentes umas das outras. Na China, elementos do taoísmo se combinaram com elementos do Budismo e do Confucionismo na forma do Neo-Confucionismo.

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Taoísmo fora da China

A filosofia taoísta é praticada em várias formas, em outros países além da China. Kouk Sun Do na Coréia é uma dessas variações.

A filosofia taoísta encontrou muitos seguidores ao redor do mundo. Genghis Khan era simpático à filosofia taoísta, e durante as primeiras décadas de dominação mongol, o taoísmo viu um período de expansão, entre os séculos XIII e XIV. Devido a isso, muitas escolas taoístas tradicionais mantém centros de ensino em vários países ao redor do mundo.

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Taoísmo no Brasil

No Brasil, existem vários ramos ligados ao Taoísmo, tanto o religioso (Taochiao) quanto o filosófico (Taochia). Uma das vertentes religiosas mais importantes é representada pela Sociedade Taoísta do Brasil. A Sociedade Taoísta do Brasil foi instituída no Rio de Janeiro/RJ, em 15 de janeiro de 1991 com o objetivo de difundir o ensinamento do Taoísmo em todas as suas formas de expressão - religiosa, filosófica, científica e cultural - e contribuir para o aperfeiçoamento espiritual dos freqüentadores.

O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como caminho de auto-transformação e elevação espiritual.

A Sociedade Taoísta do Brasil foi fundada por Wu Jyh Cherng (1958-2004), sacerdote taoísta Kao Kon Fa Shi (Alto Ofício, Mestre da Lei). Mestre Cherng escreveu diversos livros sobre artes taoístas e traduziu o Tao Te Ching, o livro do Caminho e da Virtude, o Yi Jing (I-Ching), o livro das Mutações e entre outros clássicos do taoísmo.

Em março de 2002 inaugurou a sede de São Paulo, um espaço adequado para a prática e estudo do Taoísmo, suas artes e sabedoria, e onde se tem palestras abertas ao público, rituais, meditação e diversos cursos. Entre as atividades de São Paulo, enfatiza-se as práticas de Meditação, Yi Jing (I Ching), Feng Shui, Astrologia Chinesa (Zi Wei Dou Shu), Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan), e Qi Gong (Chi Kun), e o atendimento de acupuntura e massagem.

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Daoísmo (Taoísmo)

Os antigos chineses, conhecedores das leis da natureza, observaram que em cada fenômeno, desde o desenvolvimento de uma célula até a formação de galáxias, estava envolvido o mesmo processo de criação. Concluíram que, vindo da mesma origem, tudo está conectado. Essa essência misteriosa foi chamada de Dao (Tao), o Caminho.


Tudo é manifestação do Dao, portanto não podemos compreendê-lo racionalmente, apenas senti-lo no estado profundo de silêncio interior. O Dao tem como manifestação o Qì (energia vital), que forma o Universo. Da onda mais sutil à matéria mais densa, tudo é Qì, apenas variando na sua vibração. O Qì tem dois aspectos ou pólos: Yin e Yang. Tudo foi formado a partir da interação entre Yin e Yang, as duas forças opostas e complementares que representam o feminino e masculino, o escuro e o claro, o fraco e o forte, etc. Nada existe sem o seu oposto, pois em cada pólo está contida a semente do outro pólo.

Foi observado ainda que Yin e Yang estão em constante mutação, sempre se transformando um no outro em um ciclo ordenado. Esse ciclo foi dividido em cinco fases, sendo representado por: água (repouso, yin), madeira (exteriorização, yang surgindo no yin), fogo (elevação, yang), terra (transformação), metal (interiorização, yin surgindo do yang). Cada fenômeno do universo pode ser classificado de acordo com os cinco elementos, como as estações do ano, os sabores, as cores, nossas emoções, etc. Do estudo da interação entre essas forças para haver o equilíbrio, vieram as artes taoístas como a Medicina Chinesa, Feng Shui, I Ching, artes-marciais, pintura, etc. Nota-se então que no cultivo do Dao, o sagrado, o científico e as artes andam lado a lado, sempre com o propósito da realização do Caminho Uno.

Muitos ficam na dúvida se o Taoísmo é uma filosofia, uma religião ou seja o que for. É fato que houve uma classificação em termos de Taoísmo religioso (Dào jiào 道教) e Taoísmo filosófico (Dào jiā 道家). No entanto, considero mais apropriado pensar no Taoísmo como uma arte: a de fluir com a vida. Ele é livre, cada um entende como bem quiser os seus ensinamentos. Muitas pessoas das mais variadas religiões adotam-no em suas vidas sem qualquer dilema. Alguns perguntam como o Taoísmo encara Deus, como vê Jesus, como lida com outras religiões, etc. Claro, são indagações pertinentes para se ter idéia de uma doutrina, mas o Taoísmo não comporta tais questionamentos. O Dao remete à liberdade. Dogmas e conceitos vêm do homem, não do Dao. O Dao é infinito, ele é a potência de todas as coisas. Não se questiona o Dao, somente a si mesmo. As dúvidas do homem são o reflexo das respostas em sua própria mente. O Dao nos abriga em seu vazio, nós é que criamos mentalmente as dúvidas e incertezas.

Para quem deseja conhecer mais, a principal obra taoísta é o Dao De Jing (Tao Te Ching), escrito por Lao Zi. É um livro relativamente curto, com 81 versos, expondo de forma poética a visão desse grande Mestre. Há outras obras interessantes para estudo, mas o principal não é o conhecimento intelectual, e sim a prática do Dao no dia-a-dia, integrando o nosso ser ao fluxo natural. Com simplicidade e naturalidade, nos conscientizamos de que o Dao não está distante - é a nossa própria natureza. Não precisamos procurar, basta abandonarmos as idéias que nos separam dele e nos fundirmos à nossa origem.

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CABALA pt 1

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:48 pm

A CABALA DRACONIANA ( Do Livro: A Cabala Draconiana, de Adriano Camargo Monteiro ; EDITORA MADRAS )



Décima Sephira e sua Qlipha


( Malkuth – Lilith )




MALKUTH


Malkuth significa “Reino”. Seus nomes divinos são Adonai Melekh, que quer dizer “Senhor Rei”, e Adonai há Aretz, que significa “Senhor da Terra”. É o reino dos Elementos e da matéria densa e de seu envoltório energético, sendo o plano físico-etérico da manifestação, ou o reino dos fenômenos físicos visíveis e invisíveis. Em Malkuth, todos os seres se encarnam fisicamente e é onde temos o plano de ação da consciência sensorial humana que abrange os cinco sentidos físicos e, raramente, em conjunto com o sexto sentido psíquico desenvolvido que atua na consciência humana. No cabalismo prático, é o arcanjo Sandalphon, quem preside o “aterramento” da consciência físico-sensorial humana e de suas forças espirituais, após a visão e o contato do Sagrado Anjo Guardião, entre outras operações mágicas. É no plano físico de Malkuth que se completa e se conclui toda operação mágica com as energias e forças infundidas nas formas materiais. O impulso evolutivo da consciência no plano material está também sob a regência do Arcanjo Sandalphon, o “Arcanjo Negro”, que trabalha para o cumprimento ou realização kármica nessa Esfera terrestre e dirige as forças que estruturam as formas de vida. Ele é o senhor da Esfera dos Elementos, e do conjunto das partículas conscientes dos átomos – o coro dos Ashim. A atividade atômica da matéria físico-etérica está sob seu poder, bem como a irradiação energética do organismo geológico planetário como um todo, infundindo suas influencias em todos os seres vivos que vivem nele. A biosfera físico-eterica assim formada, com uma integração com a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera, renova então a vida da Terra, em um ciclo continuo de “reciclagem vital” entre Gaia (a Terra vivente) e todos os organismos vivos que a habitam e fazem parte dela. A Esfera da Terra (Malkuth) também chama-se Esfera dos Elementos (Cholem há Yesodoth) e é o plano da matéria animada pelas energias de todas as outras Sephiroth, em maior ou menor grau, por forças etéricas, astrais e espirituais entretecidas e organizadas. Malkuth é o receptáculo último do universo manifestado e onde tudo se torna mais denso e materialmente complicado, porém mantendo-se o equilíbrio natural de todos os Elementos. Esse mesmo equilíbrio o homem deve buscar em si mesmo, pois os quatro Elementos estão manifestados psicomentalmente e fisicamente, e também expressos de maneira evidente nos quatro temperamentos e humores: o Elemento Ar infunde o temperamento nervoso, que manifesta a rapidez de raciocínio, a astúcia, a benevolência, a impetuosidade, e seu humor é a bile amarela que predispõe à expansão da consciência, ao pensamento sintético e pode ainda elevar a inteligência; o Elemento Fogo infunde o temperamento sanguíneo-colérico, que manifesta a inteligência, a exaltação jovial, a violência e a ira (quando em desequilíbrio), e o humor é o sangue que gera energia, entusiasmo, vontade e coragem para o crescimento, o impulso para a evolução sem medos ou receios; o Elemento Água infunde o temperamento linfático-fleumatico, que predispõe à lentidão, passividade, timidez, serenidade, e seu humor é a fleuma que proporciona sentimentos elevados e fluidez emocional isenta de sentimentalismo grosseiro e volúvel, conduzindo a uma percepção maior da evolução interior e da sensibilidade da alma; e o Elemento Terra infunde o tipo ou temperamento bilioso-melancólico que gera a melancolia criativa – algo muito diferente da nociva depressão -, seriedade, reflexão, estudo, compreensão profunda, introspecção, estabilidade psicológica, e seu humor é a bile preta que torna a melancolia consciente, pois o indivíduo em evolução conhece o próprio caminho a ser seguido e sente uma nostalgia e uma sutil sensação de saber suas próprias origens espirituais.


Os quatro Elementos são também representados pelos quatro tattwas hindus, Vayu (Ar), Tejas (Fogo), Apas (Água) e Prithvi (Terra). As vibrações dos tattwas se manifestam em Malkuth e no ser humano de diversas maneiras e são as correntes ocultas das estações do ano que ocorrem no planeta Terra: Vayu é a origem da primavera; Tejas, o verão; Apas, outono; e Prithvi, inverno. O ser humano encarnado em Malkuth tem um corpo denso e grosseiro, no qual estão contidos os Elementos, porém tal corpo, no humano superior deve ser perfeito, sadio, forte e resistente, bem formado, auto-regenerativo e livre de qualquer enfermidade. A observação de certos preceitos, virtudes e boa conduta de vida física, cultural, moral e espiritual contribuirão para a saúde geral e para a preservação físico-mental do templo vivo do espírito que é o corpo humano de Malkuth.


Alguns trabalhos da Esfera de Malkuth são: o estudo dos cristais e da geomancia, culto às forças da natureza, ritos ctônicos, a criação e confecção de pantáculos e sua energização, a prática de asanas (posições corporais para concentração, meditação e fluxo adequado de energia). Virtudes como o discernimento, o equilíbrio interior entre seus elementos psíquicos, o autodomínio, auto-observação e a eliminação de vícios indesejáveis, como a inércia e a depravação, e o descontrole em todos os seus aspectos.
O número de Malkuth é 10, representando a totalidade do universo manifestado e sua conclusão na matéria densa. O um é a Unidade, sendo Malkuth uma unidade múltipla e completa que recebe o influxo de todas as outras Esferas; é o objetivo final e concretizado da Criação, o produto final da evolução cósmica que retornará ao Zero Absoluto, à Origem. Dez representa o curso completo de toda a Força que se estabiliza, que se transforma novamente para se concluir em níveis mais elevados; é um (1) ciclo (0) de manifestação e evolução espiritual. Em Malkuth estão todos os dez do Tarô, expressando um poder completo e estabelecido, desenvolvido até o fim, levando até as últimas consequências o bem ou o mal, em seu respectivo naipe (espadas, bastões, copas, ou discos). O dez de paus ou bastões indica opressão e dor no plano material, crueldade, egoísmo e injustiças; o dez de copas expressa o completo sucesso na vida como um todo, êxito duradouro e prazer, porém levando a uma auto-ilusão na vida física e à negligência; o dez de espadas expressa a ruína total de todas as coisas materiais, o fracasso, a destruição e a morte física; e o dez de discos representa grande riqueza material que chega a causar dificuldades e problemas na vida. As quatro cores que representam os quatro Elementos de Malkuth estão divididas na Esfera da Árvore da Vida: amarelo (Ar); castanho-avermelhado (Fogo); verde-oliva (Água); e preto (Terra). Para a Esfera da Terra ou dos Elementos (cholem há Yesodoth, em hebraico), são convergidas também todas as forças astrológicas (Mazloth, a Esfera do Zodiaco), manifestações do poder cósmico que influencia toda a existência, a vida orgânica e inorgânica.



Arquétipos de Malkuth: Deuses terrestres da riqueza, da fertilidade, da terra, as vezes do submundo e da morte. Tais como:


Gaia, ou Géia (a deusa grega da Terra)


Réia (a deusa grega titânica da Terra, preside a matéria e suas leis, é a mãe de Deméter)


Deméter (a deusa grega da agricultura e da fertilidade da Terra, é a mãe de Perséfone)


Cibéle (a deusa romana equivalente a Réia)


Ceres (a deusa romana equivalente a Deméter)


Pã (o deus-fauno grego da natureza e da fertilidade)


Plutus (o deus grego da riqueza material e da terra)


Hathor (a deusa egípcia da terra e dos prazeres, também associada a Netzach)


Seb ou Geb (o deus egípcio do globo terrestre, do submundo e da morte)


Lakshmi (a deusa hindu da riqueza da Terra, da natureza e da prosperidade, também relacionada à Esfera de Vênus-Netzach)


Gefion (a deusa escandinava da fertilidade da Terra)


Druantia (a deusa celta da fertilidade, da natureza e da Terra)


Ki (a deusa sumeriana da matéria, da Terra e da fertilidade)




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LILITH



Malkuth também é o grande “filtro” excretor do universo através do qual as impurezas, os excrementos e o lixo do universo manifestado devem passar, depositando-se assim nas “conchas” qliphóticas, o caos infernal e pestilento onde toda escória é desintegrada. Lilith é o nome da concha qliphótica – ou Qlipha – de Malkuth, e significa “Noturna”, “Fornicária”. Lilith é também o arquidemônio da Esfera lunar de Yesod, pois a Terra e o plano astral são muito próximos e se influenciam intimamente.



O arquidemônio dessa Qlipha é Nahemah, fêmea de beleza diabólica, demônio do fingimento e do falso amor que ilude. É irmã de Lilith e personifica os impulsos sexuais promíscuos, a obsessão pelos prazeres sensoriais do sexo a todo custo e a negligência, o descaso e o desamor maternal. Segundo a Mitologia, Lilith teria sido a primeira esposa de Adão, mas quando soube que deveria ser submissa a ele, inclusive sexualmente, ela se recusou a ser sua esposa, partindo do Éden para a região do Mar Vermelho, lugar tido como habitação de demônios, e lá se uniu a Samael. Ela é a porta para o trevoso e perigoso plano das entidades diabólicas criadas pela depravação e violência sexuais de toda espécie e grau. O poder da “fornicária” e “noturna” Lilith é manifestado explicitamente na face da Terra e por isso devemos saber discernir as coisas. Os abortos sanguinários, a rejeição afetiva agressiva e a violência, especialmente doméstica, também geram alta carga de energia extremamente perniciosa, obsessora e infernal que alimenta e nutre essa Qlipha, e que, por sua vez, é captada e absorvida conscientemente pelos habitantes de tal plano e inconscientemente pelos indivíduos atrasados, ignorantes e de índole malévola da superfície da Terra. É a Esfera dos traidores e dos criminosos passionais, dos promíscuos e pervertidos sexuais, dos pedófilos, dos estupradores e dos sádicos. Nessa Esfera ainda permanecem os cadáveres etéricos e astrais dos mortos presos à Terra devido aos fortes desejos bestiais, carnais, e materiais. O egoísmo extremo e a inconsciência com obscurecimento gerado pelo estado degenerado tornam tais indivíduos cativos de seus próprios demônios, submersos nas profundezas dessa infra-dimensão abominável. A Qlipha litiana é um verdadeiro esgoto de excrementos cósmicos e psíquicos, o receptáculo de todo e qualquer elemento corrompido, foco de forças infernais e pestilentas remanescentes de elementos degradados destruídos na Terra, dos despojos de conflitos materialistas. É o deposito das sementes degeneradas que não crescem, não evoluem e que se obstinam a permanecer, a existir e manter suas formas densas. É o apego obsessivo pela vida material que torna esses seres degrados em obstinados, escravizados, presos à Terra e ao materialismo. Uma vida condicionada pelos ditames do materialismo limita a evolução e enfraquece o ser humano que teme a morte e que pensa apenas haver matéria desprovida de qualquer elemento divino e espiritual. Mas matéria é energia; o pensamento é energia; o espírito é energia. O que difere é a vibração energética e seu grau de densidade. Na Qlipha da Terra estão as egrégoras da grosseria material, dos valores invertidos, do materialismo capitalista sem controle e das aparências ilusórias.



Arquétipos de Lilith: A maioria dos arquétipos qliphóticos da Terra são os deuses e deusas do submundo, do frio, das trevas, da morte como uma fase da vida, e também da crueldade. Alguns estão também associados às influencias de Saturno.



Perséfone (a deusa grega do inferno, senhora do mundo subterrâneo, da terra estéril e fria, tendo sido raptada por Hades, tornou-se sua esposa)



Prosérpina (a deusa romana equivalente a Perséfone)



Néftis (a deusa egípcia do submundo, da morte e da desintegração da vida sob a terra)



Osíris (o deus egípcio do submundo e juiz dos mortos, deus da vida, da morte, da ressurreição e da transformação da natureza, considerado um “deus negro”, é também associado ao Sol)



Hel (a deusa escandinava da terra, do inferno, da morte, da dor e da vida gestante nas trevas)



Ereshkigal (a deusa sumeriana do submundo, das trevas e dos mortos, rainha do inferno e senhora da Terra)


Cailleach (a deusa celta anciã da morte, das trevas e da terra, rege o inverno e a germinação da vida no interior frio e escuro da terra)


Macha (a deusa celta da morte e do sofrimento, a “rainha corvo” do submundo, rege a geração e o parto doloroso)


Banshee (deusa celta anciã do submundo, anuncia a morte próxima em suas aparições)


Coatlicue ou Tonantzin (a deusa asteca da Terra, da escuridão, do inverno, da dor e da morte)


Hades (o deus grego do submundo, das trevas, da morte e do frio, também associado a a Kether/Thaumiel)


Plutão ou Dis (o deus romano equivalente a Hades)


Anunnakis (os deuses sumerianos da Terra e do submundo, guardiões dos ossos e dos mortos)


Mictlantecuhtli (o deus-esqueleto asteca, senhor do submundo das trevas e da morte)


Cihuateteo (as deusas astecas esqueléticas e vampirescas das trevas, da morte e do submundo, regem o parto fatal, roubam bebês, e nos homens provocam loucura)


Belial (o demônio hebreu da matéria, da terra e da carne, aprisiona as pessoas fracas e ignorantes nos desejos materiais mais densos)


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Alguns Símbolos de Malkuth/Lilith: Alguns símbolos utilizados nos trabalhos de Malkuth/Lilith são o crânio, o tambor, a cruz grega dentro do círculo e o altar negro de cubo duplo. O crânio, ou a caveira simboliza a terra, os ossos da terra (as rochas), a transitoriedade da vida física e, ao mesmo tempo, a essência imortal da existência através das transformações e dos ciclos naturais e cósmicos da vida, bem como os poderes dos “mortos” autoconscientes e dos ancestrais. O tambor é também um símbolo da Terra, do ritmo cósmico primordial da criação e da destruição, do pulsar de todas as formas de vida, dos instintos primitivos e das forças maternais da natureza. A cruz grega - a cruz de braços iguais – dentro do círculo é um símbolo dos quatro Elementos que interagem entre si no continuo processo da Criação macrocósmica e microcósmica. O altar merece uma atenção maior porque é um símbolo concreto, muito importante, utilizado na pratica cerimonial, além de nos dar um exemplo de geometria sagrada simples. O altar negro de cubo duplo representa a matéria que dá suporte para as forças espirituais se manifestarem no mundo físico e expressa a totalidade da Árvore cabalística e suas forças convergidas para a Terra; é o trabalho (mágico) completado. O altar com cubo duplo (um cubo sobre o outro) representa todas as Esferas, menos a Malkuth/Lilith que é representada pela própria Terra e o solo do templo cerimonial.





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Nona Sephira e sua Qlipha


( Yesod – Gamaliel )






YESOD



Yesod significa “Alicerce”, e seu nome divino é Shaddai El Chai, que quer dizer “Deus Vivo Todo-Poderoso”. É a base e a estrutura do mundo material ou físico, onde as forças geram os “moldes” de toda existência. É como um útero cósmico que gera e preserva toda a vida em seu desenvolvimento até que venha à luz material. Esse desenvolvimento da semente, do feto e de seu corpo sutil no útero materno é dirigido por Gabriel, a “Força de Deus”, o Arcanjo de Yesod, além de reger o sono e os sonhos e suas mensagens oníricas ou astrais. É em Yesod que está a base do DNA dos seres que estão para nascer no mundo físico e cujas formas astrais finais são purificadas pelo Coro dos Kerubim, as “Criaturas Vivas Sagradas”. Essa Esfera pode ser chamada de “Esfera lunar”. Sendo uma esfera de geração e reprodução das formas de vida, é também a Esfera do sexo e de toda sua fisiologia e atividade, é o centro reprodutivo físico-astral da vida, bem como o centro instintivo da autopreservação. Yesod é também a luz astral cujo fluxo e refluxo traz e leva a vida e a morte de tudo sobre a Terra de Malkuth. É também onde ocorrem as atividades oníricas, os sonhos lúcidos ou não, para onde vão as almas daqueles que já desencarnaram e onde vivem os seres elementais mais inteligentes. Do ponto de vista psicológico, é a consciência psíquica do ser humano e, em termos junguianos, seu inconsciente pessoal. Esse é o receptáculo de todos os elementos psíquicos rejeitados, reprimidos ou simplesmente relegados ao esquecimento, tais como todos os tipos de conflitos, lembranças, emoções, e pensamentos indesejáveis. Muitos dos elementos psíquicos retidos no inconsciente pessoal, que se tornaram manias ou obsessões, constituem os complexos pessoais que se apoderam da pessoa extremamente sensibilizada e muito suscetível a tudo o que diz respeito aos seus vícios e obsessões, tornando-a, no mínimo, uma pessoa psicótica, ou fanática quando ao extremo. Em Yesod também está o inconsciente coletivo, quer dizer, a mente grupal astral constituída de elementos psíquicos extremamente primitivos da raça humana e pré-humana. Trazidos à tona de maneira muito diluída e limitada, esses elementos se manifestam como predisposições, complexos, fobias, instintos e hábitos, heranças de um passado racial muito remoto no processo evolutivo de geração em geração. Essas manifestações é que determinarão um padrão de comportamento e hábitos desde o nascimento do indivíduo, mas que poderá ser modificado caso tenha-se consciência e vontade. A energia de Yesod é psicomentalmente plástica e maleável e pode ser utilizada magicamente para fins determinados. Portanto é aqui que entra o conhecimento prático da magia que servirá para o autoconhecimento e maior compreensão dos processos interiores da evolução e da natureza nesse nível astral. Pode-se também começar a trabalhar com a energia serpentina chamada Kundalini. No exercício prático dessa esfera lunar – como pode ser chamada a Sephira Yesod – o indivíduo pode liberar a autoconsciência, já previamente mais desenvolvida do que a consciência habitual e corriqueira, para funcionar no corpo astral e, consequentemente, no nível de Yesod. O corpo astral é o veículo da consciência psíquica e fonte das emoções que tomam forma no plano astral. Esse corpo energético emocional (chamado também de corpo de desejo) é o alicerce e molde exato do corpo físico que, quando abandonado pela autoconsciência, torna-se uma casca vazia, um cadáver astral passível de ser animado por qualquer inteligência maligna ou não, ou entidade astral. Abandonado como um corpo qualquer sem vida, esse cadáver astral é a sombra inerte do corpo físico. É assim que, no processo evolutivo, os corpos vão sendo abandonados para que a autoconsciência se liberte e se eleve de plano em plano, de grau em grau. Nos indivíduos mais cultos, educados, evoluídos e conscientes psicomentalmente, esse corpo astral – que é chamado também de perispírito, eidolon, linga-sharira, kama-rupa, doppelganger, nephesh – é ativo, leve, mais sutil e bem definido. Nos indivíduos grosseiros, atrasados, degenerados, temerários e extremamente impulsivos e de fortes instintos inconscientes, muito apegados aos desejos inferiores e mundanos, esse corpo é mais denso, lento, obscuro e de baixas vibrações, ficando assim coberto de escórias astrais e psicomentais criadas pelo próprio indivíduo.




Aspectos da energia de Yesod podem fluir para o indivíduo por meio de trabalhos de divinação, por meio dos sonhos lúcidos, pelo aprimoramento psicológico deliberado e “limpeza” interior, pelo estudo da psicologia oculta e do magnetismo e realizando exercícios de projeção astral ou projeção da consciência. Como um exercício prévio para se trabalhar com as forças de Yesod, o indivíduo deve adquirir as virtudes da humildade, independência psicológica e pureza interior, pois estas são exigidas se se quiser a Iniciação e o conhecimento de caráter evolutivo nesse nível. A preguiça, a ociosidade, o ciúme e a luxuria devem ser eliminados, pois atrasam a evolução, e um ser de consciência embotada em tais vícios não terá acesso à Iniciação de Yesod e acabará sendo prisioneiro da “concha” da Esfera.




O número de Yesod é 9, pois é a nona Esfera desde a primeira Kether. Nove é o número do instinto e da reprodução sexual e expressa o curso evolutivo do homem. Em yesod, estão todos os nove arcanos menores do Tarô, que indicam um poder intenso, em seu respectivo naipe, capaz de realizar obras para o nem ou para o mal. O nove de paus é poder, saúde e conflitos no sucesso com incertezas sobre o futuro; o nove de copas é sucesso e prazer, inclusive prazer sensual, satisfação e alegria; o nove de espadas expressa desespero e crueldade, enfermidades e sofrimento; o nove de discos indica ganho material, herança e prosperidade. A cor de Yesod é a violeta, cor do misticismo, do psiquismo e da espiritualidade. Astrologicamente Yesod é a Lua (Levanah, em hebraico) e rege o signo de Câncer que infunde o instinto de maternidade e o instinto de preservação e nutrição em todo ser vivo. Câncer expressa uma força expansiva que preenche o Cosmos com a vida e suas formas de manifestação. No plano do mundo físico, os oceanos, mares, rios e fontes, praias desertas, pântanos, cachoeiras e cataratas, bosques, campos e colinas, os lugares desertos e tranquilos, os lares familiares e as grandes maternidades, são lugares e regiões onde predominam a influência yesódica da Lua.




Arquetipos de Yesod: Os arquétipos mitológicos lunares são as deusas da feitiçaria, da noite, da maternidade, da feminilidade, das águas. São muitos, e aqui temos alguns exemplos.




Ártemis (a virgem deusa grega da Lua, a deusa caçadora e selvagem)




Diana (a deusa romana da Lua, equivalente a Ártemis)




Circe (a semideusa grega e feiticeira luxuriosa e sensual)



Ísis (a deusa egípcia da magia, da família, do lar e protetora das crianças)



Bast ou Bastet (a deusa-gato egípcia do Mistério, da maternidade, da saúde e regente dos ciclos menstruais)



Tara (a deusa hindu do misticismo, da compaixão e da sabedoria)



Freya (a deusa escandinava da profecia, da beleza e da paixão romântica)



Cerridwen (a deusa celta da Lua, preside a fertilidade, a Iniciação e a inspiração poética)



Arianrhod (a deusa celta da Lua cheia, a “Roda de Prata”, rege a gestação e os ciclos femininos)



Chalchihuitlicue (a deusa asteca das águas, protetora das mulheres, rege o nascimento e o batismo e causa os dilúvios)



Coyochauqui (a deusa feiticeira asteca)



Ayizam (a loa vodu, deusa da Lua, sacerdotisa e musa inspiradora)



Hinenuitepo (a deusa maori da noite, dos espíritos e do submundo)



Kuan-Yin (a deusa chinesa da misericórdia, da vida, preside o nascimento e a união dos casais)







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GAMALIEL


Gamaliel é a Qlipha da Esfera de Yesod e significa “Obscenos”. A imagem cabalística é a de um minotauro obsceno, simbolizando a bestialidade sexual e os instintos. Na mitologia grega, o minotauro é um homem com cabeça de touro, resultado da copula entre um touro sagrado e Pasífae, mulher de Minos, rei de Creta.

Lilith é o arquidemônio regente. Lilith é a Lua negra, o aspecto sombrio do desejo sexual, a fêmea fatal no subconsciente feminino, o lado noturno da cópula; ela é a Noite (Nox, em latim; Nyx, em grego; Layil, em hebraico). É também a Lua de Sangue, ou seja, o processo fisiológico de ovulação e menstruação periódica, o que causa uma forte alteração psíquica na mulher, perturbando-a, tornando-a relativamente agressiva. O sangue menstrual é o sangue qliphótico lunar do ovulo não fecundado, do óvulo morto, um processo natural atávico que pode ser alegorizado pelo arquétipo litiano. (Lilith é uma vampira que odeia bebês e mulheres gravidas) Lilith expressa, de fato, a feminilidade primitiva e selvagem com todos os seus fenômenos fisiológicos e psíquicos, bem como o prazer sexual obsessivo, muitas vezes sem a intenção de gravidez. Provavelmente Lilith tem sua origem na Suméria, onde esse arquétipo era conhecido como Lilitu. O arquétipo de Lilith se desenvolveu, e ela veio a ser considerada um demônio da noite e mãe de todas as súcubos vampiras que atacam homens, alimentam-se de sangue e assassinam bebês e mulheres grávidas, considerados todos como descendência de Adão e Eva que merecem sua vingança. Ela também “adota” todos os filhos de sua irmã Nahemah para devorá-los.



No mais profundo desse terrível plano, temos os sonhos sombrios, as trevas astrais, a feitiçaria do astral inferior e a força cega e negativa da corrente astral, chamada também de Ob (a corrente positiva chama-se Od). O ser embotado nessa região inferior permanece em um estado de inconsciência astral onde tem visões turvas e sinistras, onde seus instintos animalescos tomam formas aterrorizantes e obscenas, sedentos para se esgotarem em incessantes cópulas, e onde vampiros de forte instinto bestial, larvas astrais e horrendos e ferozes elementais inferiores se movem livremente, tornando esse mundo um verdadeiro pesadelo abominável. Muitos vivem imersos nas emanações viciosas do alcoolismo, das paixões mais grosseiras e da matéria em putrefação, especialmente carne e sangue. Gamaliel é também o círculo infra-dimensional – mais próximo à Terra - que produz imagens deformadas e corrompidas que geram degradação e malefícios. É o círculo das sombras e cascões do corpo astral humano que se tornam espectros pútridos que podem ser reutilizados e animados por outras entidades que habitam esse plano.



Esses cascões astrais com resquícios grosseiros de consciência sensorial e manipulados por outras entidades desse plano astral inferior (Qlipha de Yesod) aparecem às vezes em sessões espíritas e invadem a guarda da pessoa passiva e desprotegida, sendo assim vítima deliberada das obsessões desses cadáveres astrais. Os lampejos de inteligência e consciência que essas entidades astrais ou “espíritos” apresentam são os registros no corpo astral de todos os pensamentos, sentimentos, desejos e ações, isentos de autoconsciência do indivíduo que desencarnou. Assim são criadas duplicações “mecanóides” com a matéria psíquica dos participantes de alguma sessão espirita que contactam tal corpo astral em natural abandono. Mas há exceções em que a manifestação é realmente do recém-falecido. Entretanto, os constantes apelos e chamados aos desencarnados podem atrasar seu caminho e processo de aperfeiçoamento e desligamento deste plano para a continuidade da existência post mortem, além de perturbar seu corpo astral ainda não abandonado. (Na antiga Grécia, já se praticava o que é hoje conhecido como espiritismo moderno, além da necromancia propriamente dite, visando o contato com os espíritos dos mortos mediante certos procedimentos. Os xamãs e feiticeiros de diversos povos também possuíam, e possuem, os dons conhecidos hoje como mediúnicos para se comunicar com os espíritos, mas muitos feiticeiros tinham a capacidade de ir até os espíritos, em vez de chama-los para o nosso plano material.). O estudo da psiquwe (ou alma) é influenciado por Yesod, entretanto, muito da psicologia, acadêmica tradicional deixa a desejar, o que a torna uma ciência desvirtuada e associada aqui à Qlipha da Lua. A Psicologia muitas vezes provoca uma perda de identidade e da centralização do indivíduo, que fica confuso em um mar de padrões comportamentais degradados que estão em voga e que são considerados “normais” devido as insistentes apologias em quase todas as mídias de massa. A ação das Qliphoth é muitas vezes imperceptível para a maioria dos indivíduos inconscientes que pensam que estão muito conscientes de si mesmos e do mundo. Lamentável condição também permanecerá após a morte física, e a pessoa assim adentrará no Rio Letes, o lento e silencioso rio do esquecimento, para que retorne posteriormente a uma nova encarnação, sem as lembranças do passado.




Arquétipos de Gamaliel: Os arquétipos qliphóticos lunares, são em geral, as deusas do “lado escuro da Lua”, deusas das florestas selvagens, deusas feiticeiras e tenebrosas, e vampiras voluptuosas.

Hécate (adeusa grega da feitiçaria, da noite e dos espectros fantasmagóricos, preside a gestação, o parto e o fluxo de sangue menstrual)



Karina (a deusa demoníaca árabe, vampira-súcubo que provoca sonhos depravados nos homens de vontade e caráter fracos, causa o aborto e a discórdia entre os casais)



Empusa ou Lâmia (vampira grega sensual que seduz os homens para sugar-lhes o sangue, e se alimenta também de bebês)



Dakini (a deusa sinistra hindu que se alimenta de sangue e carne humanos)



Khado (a deusa tibetana equivalente a Dakini)



Lilith tem similaridades com a Lamia grega e com muitas outras deusas tenebrosas, como a Kali hindu (também associada a Saturno), a Hel escandinava, a Néftis egípcia, algumas que também estão associadas à Esfera da Terra e de Saturno. Os arquétipos litianos também aparecem bastante nos contos de fadas populares ocidentais, como as feiticeiras malvadas.



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Símbolos de Yesod/Gamaliel: a meia-lua, o caldeirão, a taça, o ovo e os perfumes. A meia-lua é o próprio símbolo da Lua e do plano astral, indicando receptividade e o inconsciente. O caldeirão representa o útero onde se dá a gestação da vida. É o receptáculo das influências astrais aproveitadas na magia ou na feitiçaria, bem das águas da Terra. O caldeirão simboliza a fusão da água, da terra, do fogo e do ar, e com esses elementos ele pode ser utilizado. A taça partilha de alguns significados do caldeirão e representa também a vagina no contexto mágico e ritualístico. O ovo representa a criação latente e os poderes latentes e criadores do magista; também partilha do simbolismo do caldeirão e da taça. Os perfumes são os símbolos do plano astral (e da mente também) que é mais sutil do que a matéria densa do plano físico, e sua fumaça sugere elevação espiritual e o véu do Além e seus mistérios que estão em nós mesmos.









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Oitava Sephira e Sua Qlipha


( Hod – Samael )





HOD

Hod significa “Esplendor” ou “Gloria”, seu nome divino é Elohim Tzabaoth, ou “Deuses das Hostes”. É o plano mental inferior, o plano organizacional das ideias divinas sob a direção do Arcanjo Mikhael, a “Semelhança de Deus”, cujo poder organiza o coro dos Beni Elohim, os “Filhos dos Deuses”. Estes são a expressão das energias e formas astro-mentais finalizadas, organizadas, definidas e vivas, animadas com as forças da natureza. Mikhael rege o desenvolvimento da mente criadora intelectual e todos os seus processos no universo manifestado, e protege a raça humana, especialmente os magistas iniciantes, guiando também suas almas através do plano mental inferior, o plano mais sutil, mais rarefeito, da Grande Ilusão que é a Manifestação. Ele também é o Senhor da Magia e criador e transmissor das fórmulas mágicas nas mentes dos Iniciados, assim como Hermes, Mercúrio e Thoth transmitem o conhecimento, a ciência e a sabedoria mágica ao homem e o instruem no caminho evolutivo para libertar-se de Maya. A Esfera de Mercurio, Hod, é o mundo racional puro, fonte do pensamento humano, da razão e da formulação dos conceitos, é o plano que contém a essência das operações numéricas, da palavra e de todos os símbolos. Portanto, entendemos que em Hod está a origem de nossa mente concreta, racional e é de onde flui a energia que estimula a inteligência e todo desenvolvimento científico no mundo manifestado. O influxo mental de Hod-Mercurio desce e se manifesta como avançado entendimento intelectual no cérebro, o órgão físico da inteligência, apenas naqueles que estão preparados para isso, naqueles que estão receptivos naturalmente em virtude de seu próprio grau evolutivo ou de consciência esclarecida. Pessoas assim são capazes de descobrir a verdade, ou verdades, por si mesmas, possuem inquietudes e sede por conhecimentos. Tal é a capacidade heurística, ou seja, a arte de descobrir, solucionar problemas criativa e racionalmente, inovar, inventar, de maneira rápida e sem esforço excessivo. Psicologicamente, Hod desenvolve a persona, que é a “máscara” usada no dia-a-dia. É uma imagem projetada para si mesmo, e principalmente para a sociedade, uma “fachada” com a finalidade de causar impressões favoráveis, ou, às vezes, desfavoráveis. Os indivíduos em seu meio social e familiar raramente se comportam como gostariam, dizendo o que gostariam e fazendo o que gostariam, então usam essa máscara de conformidade e falsidade que é vista pelo mundo, de maneira até mecânica e inconsciente. É uma falsa projeção que não corresponde, muitas vezes, à verdadeira intenção e sentimento do indivíduo, mas sim uma manifestação de fingimento, uma auto-ilusão de sí mesmo para ser aceita no meio em que vive e beneficiar-se. Configura-se então um aspecto mercuriano da falsidade, da mentira e do engodo que se manifesta no ser humano, ou seja, um aspecto Qlipha Samael. Trabalhar com a Esfera de Hod para o autoconhecimento e evolução requer um polimento da personalidade encarnada por meio do exercício da prudência em todos os aspectos da vida, da sinceridade e honestidade, principalmente consigo mesmo, e a busca pelo conhecimento amplo e pela sabedoria e a prática da imaginação criativa, ou seja, a criação de perfeitas imagens mentais pelo esforço da vontade. Com o corpo mental – ou manas inferior – bem desenvolvido, o Iniciante pode chegar a ter a experiência direta da mente criadora e intelectual e de seu funcionamento, uma visão e compreensão do que está por detrás da Criação visível, podendo ver a própria mente. O corpo intelectual no plano mundano é o veículo da inteligência, do pensamento e da razão, assim como das impressões e percepções cerebrais e das atividades do sistema nervoso, e que se une ao corpo astral para poder se manifestar e atuar no corpo denso de Malkuth, formando assim a tríade inferior do ser humano composta por corpo físico, corpo astral e corpo mental inferior, ou sensação, emoção e razão. Esse corpo mental é mais ativo e bem definido nos seres humanos mais inteligentes e evoluídos, e fraco e obscurecido nos indivíduos atrasados e ignorantes que não tem interesse em crescer psicomentalmente e evoluir espiritualmente. O indivíduo trabalhando em Hod pode desenvolver positivamente muito mais seu intelecto e exercer o discernimento, o raciocínio cientifico consciente e ser capaz de se expressar perfeita e devidamente. Deve aprender também a desenvolver práticas cerimoniais em geral, o poder da autocultura, da telepatia, assimilar o conhecimento das línguas e das ciências e aprender a criar e elaborar talismãs. É recomendável ainda o estudo da Radiestesia, do Tarô e das Runas, da Alquimia, do Hermetismo e da Cabala Mágica, bem como técnicas de respiração (pranayamas) e mantras (vibração sonora vocal).



O número de Hod é 8. Símbolo do circuito mágico polarizado, o plano mental e o plano astral, bem como a energia positiva e negativa. Representa ainda as duas serpentes enroladas no bastão ou caduceu de Mercúrio. Oito é o número da mente, da ordem, do equilíbrio e da prudência. Todos os oito do Tarô estão em Hod e são energias que geram resultados imediatos, porém transitórios. O oito de paus expressa rapidez; o oito de copas indica desinteresse por tudo, insatisfação e abandono do sucesso conquistado; o oito de espadas é a força reduzida devido à dispersão e indecisão, produzindo instabilidade e restrição; o oito de discos é prudência e atenção demasiada em detalhes insignificantes e minúcias, gerando restrição e limitação. A cor da Sephira Hod é laranja, a cor do intelecto, da inteligência e da autoconfiança, estimula a mente e fortalece o corpo mental, produzindo alegria e otimismo. Hod é astrologicamente o planeta Mercurio (Kokab, em hebraico) e rege os signos astrológicos de Gêmeos e Virgem. A energia de Gêmeos manifesta-se como atividade do intelecto, como movimento do pensamento e do raciocínio prático que capacita o indivíduo a se expressar, comunicar, assimilar e reter informação. Virgem é a inteligência de Gêmeos manifestada na vida prática, trazida para o mundo material. É a semente da evolução da inteligência e da consciência que germina nas trevas da matéria e vem à luz como pensamento e ideias. Aqui no nosso mundo podemos encontrar a energia mercuriana de Hod em profusão em certos lugares tais como laboratórios, bibliotecas, livrarias, escolas, escritórios, mercados, feiras, perfumarias, ruas metropolitanas em geral, nas grandes fazendas e nos campos cultivados.



Arquétipos de Hod: São os deuses da magia, do êxtase mental, do conhecimento, das ciências, das letras, da comunicação, dos negócios, do comércio. Alguns dos mais importantes abaixo.



Hermes (o deus grego do conhecimento, da literatura, da ciência, regente do comercio e também dos ladrões astutos, é mensageiro dos outros deuses e conduz o magista aos sonhos lúcidos e às viagens das almas nos planos sutis)



Dionísio (o deus grego do vinho e da embriaguez espiritual e do êxtase)



Mercúrio (o deus romano equivalente a Hermes)


Baco (o deus romano equivalente a Dionísio)


Thoth (o deus egípcio com cabeça de íbis, regente da magia e das ciências, inventor e comunicador da escrita ao homem, é secretário no Salão dos Mortos)


Anúbis (o deus-chacal egípcio, guia das almas no Além após o julgamento e embalsamador dos mortos)


Imhotep (o deus egípcio criador da medicina, autor dos papiros médicos e arquiteto da pirâmide em degraus, a pirâmide de Djoser)


Ganesha (o deus-elefante hindu da sabedoria, das ciências, das letras, rege os negócios importantes e elimina os obstáculos)


Sarasvati (a deusa hindu da escrita e do conhecimento esotérico)


Hanuman (o deus-macaco hindu do conhecimento secreto, da astúcia, da liderança e da lealdade)


Odin (o deus escandinavo das Runas – o alfabeto secreto – do conhecimento, da magia, da sabedoria e da guerra)


Ogmio (o deus celta da escrita, da sabedoria e das artes, criou o alfabeto ogham baseado nas árvores sagradas)


Taliesin (o deus celta da escrita e da poesia, bardo e mago druida)


Nabu (o deus sumeriano da escrita, mensageiro dos outros deuses, e senhor da sabedoria secreta)


Legba (a loa vodu da profecia, da escrita, tradutor dos idiomas dos espíritos, deus da comunicação e mensageiro dos deuses e dos homens)


Fu-Xi (o deus chinês das ciências, das letras, do conhecimento, da cultura, criador dos trigramas e do baguá e instrutor da humanidade)



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SAMAEL

As forças qliphóticas de Hod manifestam-se como falsidades, desonestidade, inveja. Esses vícios fluem na Qlipha de Mercúrio chamada Samael, o “Mentiroso”, o “Veneno de Deus”, o “Prestidigitador”.

Seu arquidemônio é Adramelekh (deus assírio), o espírito do intelecto pervertido e grande conselheiro dos espíritos infernais. A influência de Adramelekh pode causar obsessão pelo conhecimento sem a devida compreensão, e conduzir o indivíduo, prisioneiro em seu labirinto intelectual, à quase loucura, que ás vezes pode confundir-se com genialidade. A Qlipha de Samael manifesta o mundo das satisfações e das sensações mentais mais grosseiras, da fraude e da perdição intelectuais, causa desolação e a queda da Criação. É o círculo infernal da mentira, da trapaça, da desonra, da infâmia e da decepção, repleto de formas mentais que se reproduzem e se intensificam cada vez que o ser humano compartilha de tais pensamentos e atos medíocres, resultando assim em um entorpecimento mental e atraso evolutivo, tornando o indivíduo desonesto, mentiroso e invejoso, incapaz de se corrigir, pois essas vibrações infernais constantes tornam-se poderosas demais e o envolvem de maneira completa. A influencia qliphótica mercuriana é extremamente forte nas mídias de massa, e aí podemos ver a conspiração de Samael (a mentira que ilude escraviza) que tem como objetivo dominar o povo. Informações tendenciosas e sensacionalismo-populacho, manipulando cada indivíduo de uma sociedade de rebanho, estão gerando as mais diversas enfermidades e desequilíbrios psicomentais e psicossomáticos. Samael sendo o lado qliphótico e tenebroso da ciência, seu poder como um “mentiroso” é percebido no materialismo científico do engodo e da escravidão, pois a ciência ainda não tem as respostas mais importantes e reais para a evolução do homem. O que a ciência é incapaz de provar é relegado à categoria de simples utopia, pejorativamente. Ou cria “soluções” igualmente sem base real e verdadeira para mostrar ao mundo como uma verdade científica, porém especulativa ou conspirativa, e dizendo que isso ou aquilo pode ser “teoricamente” concebível e possível. A ciência materialista que com extremo lucro financeiro supera sua utilidade de sempre servir à humanidade. Seu progresso se restringe a interesses isolados, e a enganação se instala em um mundo cheio de falsidade e medo por não haver soluções para uma vida complicada. O “Veneno de Deus” também volta-se contra a extrema materialidade da ciência insensível e o planeta rebela-se por meio de catástrofes e epidemias insolúveis, e provocando o fracasso de experiências cientificas. Esta Qlipha também caracteriza a obsessão cientifica desprovida de consciência.


Arquétipos de Samael: Alguns abaixo.


Apollyon (o demônio grego da mentira e das fraudes, também associado à Sephira Tiphareth)


Abaddon (o demônio hebreu equivalente à Apollyon)


Deggial ou Al Dajjal (o demônio árabe gigante e cego de um olho, demônio da falsa profecia, o “impostor” que irá perverter e encaminhar a humanidade a humanidade por meio de suas palavras cativantes)


Ahriman ou Angra Maynu (o demônio persa da mentira, das fraudes, da ignorância, da ilusão e da desordem)


Pazuzu (o demônio sumeriano dos ventos que uivam no deserto, voa espalhando pestes, pragas e causando a morte)


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Alguns símbolos da Esfera Hod/Samael: O caduceu, a varinha, a pluma, os rolos de papiros e a lemniscata. Sobre o caduceu já tratamos em capítulos anteriores. A varinha é um símbolo da magia e do elemento Ar, utilizada para traçar signos no ar juntamente com as vibrações de palavras pertinentes. A pluma é outro símbolo do Ar e da escrita, pois a mente, ou o intelecto, produz a palavra que é vibrada no ar, assim como o próprio pensamento e o raciocínio rápido são “elementos aéreos”. Os papiros são o símbolo do conhecimento arcaico e secreto, que contêm as palavras, os signos e as fórmulas da magia tanto da Mão Direita quanto da Mão Esquerda; os livros, revistas e jornais, são o desenvolvimento do papiro e hoje se prestam a registrar informações e conhecimentos úteis e construtivos ou inúteis, descartáveis e perniciosos. A lemniscata é o oito horizontal, símbolo gráfico do infinito e dos ciclos realizados em polaridade no Universo e na Natureza.



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Sétima Sephira e sua Qlipha


( Netzach – A´Arab Zaraq )





NETZACH




Netzach significa “Vitória” e é o plano causal manásico. “Manásico” é um termo adjetivado da palavra sânscrita manas que é equivalente ao termo “mental”. É o plano das causas formadoras das existências futuras, o plano mental superior. É o centro de emanação das energias da beleza e do amor que são infundidas no universo material, fazendo tudo se desenvolver e crescer harmoniosamente. A força de Netzach também faz brotar o poder criativo e criador nos seres racionais e irracionais. Seu nome divino é Jehovah Tzabaoth, o “Senhor dos Exércitos”, e sua inteligência é o Arcanjo Haniel, a “Graça de Deus”, cujo poder faz manifestar a força do amor universal, fraternal e, especialmente, o amor conjugal entre homem e mulher, e o amor abstrato da natureza existente entre todas as formas de vida que se unem em polaridade para criar ou procriar. Haniel é o Senhor da Harmonia e o Guardião que zela pelos reinos da natureza, inter-relacionando-os e harmonizando-os. A força da natureza com todos os seus reinos é a expressão do Coro dos Elohim, os “Deuses”, os “Regentes da Natureza”, que são mente-grupo da Criação, como um exército que funciona sob determinada ordem e de maneira sincronizada executando uma operação ou atividade em comum. Essa força anímica e criativa manifesta-se por meio das formas exteriores e mais densas no universo natural, gera os fenômenos naturais e é a causa de todos os sons da natureza manifesta. Esses Elohim são conhecidos como Gandharvas na Índia, e são os deuses da música, dos sons naturais e do conhecimento que revelam ao homem. Os Elohim (Devas, em sânscrito) são os deuses de Deus, a manifestação de uma miríade de seres que atuam no Universo e na Natureza, assim como os seres humanos são também deuses (e demônios) em potencial influenciando o mundo. Toda essa interação cósmica entre seres e forças é vista pelo Hinduísmo como o verdadeiro amor transcendental que está subjacente a todas as coisas. É o amor pela verdade sob muitas formas, muitos deuses, muitos caminhos. Essa busca pelo deus interno, pela consciência espiritual dentro do próprio indivíduo e pela verdade é um objetivo do Hinduísmo, assim como é a meta de diversas doutrinas especialmente orientais e também da luciferosofia ou luciferianismo. As várias modalidades de yoga do Hinduísmo servem ao buscador de si mesmo e da verdade. Yoga significa “união”, a união com o deus interno que pode ser atingida por meio de suas diversas modalidades: bhakti yoga (amor e devoção ao deus interior); mantra yoga (a vibração da palavra de poder para alterar a consciência); jnana yoga (a busca do conhecimento e a união pelo amor cósmico); carma yoga (a ação consciente para gerar reações psico-mentais e “controlar” o carma); raja yoga (a prática do controle da mente, da concentração que conduz à meditação0; hatha yoga (o domínio sobre o corpo físico e as funções fisiológicas, o controle sobre a respiração); tantra yoga (o culto ao feminino e união sexual sacralizada). Os tantras são tratados sobre regras e rituais esotéricos e sexuais de adoração ao feminino (Shakti). A palavra tantra, traduzindo livremente, significa “instrumento de ritual” ou “instrumento de desenvolvimento”. No Hinduísmo, assim como no luciferianismo, o tantra yoga é uma via focalizada na utilização do sexo (maithuna) para a expansão da consciência e aquisição de conhecimento (vidya, jnana). A mulher é um elemento importante e necessário para a realização da Obra. Ela é Shakti, a parceira e o poder do mago na magia sexual (tantra yoga com cerimonial) que visa à união das forças opostas para gerar força e energia psico-física e iluminação espiritual. Esse é o Caminho da Mão Esquerda (Dark Spirituality), que preza pelo aspecto feminino da Criação em seus diversos graus de manifestação. É a união (yoga) entre Shiva e Kali, quer dizer, aspectos de Set e Néftis, Lúcifer e Vênus, Samael e Lilith, Hades e Perséfone, Odin e Frigga, etc.




Netzach é a esfera venusiana, e sua “vitória” se dá por meio do amor de Vênus em todas as suas formas naturais e sob a lei hermética do gênero e da polaridade criadora, os princípios harmonizadores da vida. O amor de Netzach é mais do que mera atração e relação sexual, é uma interação dos pares de opostos com suas forças vitais e mentais equilibrantes e o estímulo criador e a inspiração criativa que advém dessa interação sutil, suprindo e completando assim a alma humana. Netzach é um centro de força criadora, estimulante, ativa e que possibilita o contato com as forças dos reinos elementais da natureza. A Sephira de Vênus pode também ser considerada o Devachan – palavra ou termo sânscrito/tibetano que significa “Morada dos Deuses” – ou Swarga, o “Céu” hindu, onde reina a felicidade divina e as mais puras e belas aspirações e ideais da alma como realizações objetivas da mente superior. É o paraíso celestial de cada ser em seu avanço espiritual com todas as suas causas que irão moldar sua existência. Em Netzach os desejos mundanos e medíocres são transcendidos e então não se deseja mais nada. O Iniciado que atinge Netzach já pode funcionar em seu corpo causal manásico, ou corpo luciférico, como pode ser chamado. Esse corpo reflete a consciência causal da evolução individual e proporciona um alto poder de intuição e discernimento. É o veículo da mente superior (Manas) unida à alma espiritual (Buddhi, Logos Solar), constituindo um casamento ou união que assimila perfeitamente o resultado de todas as experiências evolutivas do humano superior. E são esses resultados que se tornam as causas (carma) que irão determinar a futura existência e o próximo grau evolutivo do indivíduo. Esse corpo causal é luminoso, forte e potente no ser humano mais evoluído, auto-suficiente espiritualmente, autoconsciente, auto-indulgente, auto-responsável e de mente livre, e muito desenvolvido no Iniciado avançado. O ser humano superior na Esfera de Netzach experimenta a consciência luciférica, ou seja, a união da mente (Manas) com a alma (Budhhi) que constitui a Luz de Lúcifer. Lúcifer como “Portador de Luz” é o verdadeiro salvador da humanidade, pois sua luz é a sabedoria que leva ao Conhecimento do Bem e do Mal (Otz Daath) que conduz o indivíduo à evolução. Lúcifer é Vênus e é Christo, é Mente e Alma, é emoção e ação, é a “Estrela da Manhã”, ou seja, a Alvorada da Existência, assim como Vênus é a preciosa esmeralda encrustada no espaço negro. Ele é a inteligência e a consciência que desceu na humanidade, elevando-a acima da animalidade até então existente na raça em seus primórdios. Lúcifer, ou Heylel – o “Brilho de Deus” -, é o tentador que instiga o indivíduo a progredir e evoluir espiritualmente, que desperta suas inquietudes interiores e o livra da ignorância. Lúcifer-Vênus é o impulso criador e criativo no ser humano livre e rebelde espiritualmente.




O indivíduo pode ter algum contato com as forças venusianas de Netzach por meio das artes e das emoções elevadas, pois é a Esfera de onde provém a inspiração e a criatividade artísticas, e pode experimentar a visão da beleza do universo, uma experiência direta do amor como força criadora e causal da vida em seus diversos aspectos e níveis. O desenvolvimento do amor fraternal, o crescimento e harmonia da união conjugal, o exercício da criatividade e a manifestação da arte inspirada pelo processo evolutivo, a conscientização dos mais elevados ideais, a aquisição de cultura, a compreensão da filosofia e das artes em geral, o estudo do herbalismo e da natureza e o desenvolvimento do sentido espiritual de justiça e equilíbrio, são recomendações como trabalhos de potencial venusiano.




O elemento venusiano psicológica e estrutural da personalidade é a anima, o aspecto feminino da psique, ou alma, é a deusa Vênus. É a “imagem” feminina ideal e perfeita para o homem, quer dizer, é um arquétipo feminino no inconsciente masculino criado pelo seu ideal e pelas muitas experiências com o sexo feminino no passado racial. O registro inconsciente dessas experiências pode determinar, para os homens, as condições das relações deles com as mulheres. Muitas vezes essa “imagem” é distorcida, e as relações com o feminino são também desequilibradas. A anima é o aspecto feminino interno do homem, devendo equilibrar-se dentro de si mesmo, sem comprometer sua masculinidade natural. Parte do trabalho preliminar de Netzach é tornar-se consciente da anima, no caso do indivíduo masculino, e compreender a importância do feminino para a evolução espiritual. Não falamos aqui de questões meramente sexuais e sim de polaridades naturais sem perversão. O homem, assim como a mulher, autêntico deve desenvolver o amor pela vontade de amar e o desprendimento para se permitir ser tocado por sua natureza oposta como virtudes necessárias para a Iniciação à Esfera de Netzach. O indivíduo desequilibrado, vicioso, ignorante, que abusa da força venusiana, é conduzido pela lei natural do carma à Qlipha correspondente. Luxúria, impudor e apego aos prazeres fugazes são os vícios que atrasam a evolução e torturam o néscio na Esfera qliphotica de Ar´Arab Zaraq, porém o Iniciado evoluído e consciente apenas assimila e transmuta suas energias, aprende com o lado negro da Sephira sem se perder.



O símbolo numérico de Netzach é 7 (sete), o número da organização, da ordem universal, da união do ternário (espírito) com o quaternário (matéria) no próprio homem. Sete simboliza o veículo humano em seu caminho espiritual. É o número do esoterismo e do misticismo autênticos, expressa as forças da natureza, da paz e quietude e da justiça. Representa ainda a busca silenciosa e solitária do indivíduo para atingir sua perfeição. Todos os sete do Tarô refletem as energias de Vênus-Netzach e expressam forças superiores ao plano material, mas que devem ser controladas por alguém que esteja capacitado. O sete de paus representa o valor e a coragem que podem conduzir à vitória, porém existe a incerteza quanto ao resultado final, mas sua influência é vital e dinâmica; o sete de copas indica ilusão e sucesso ilusório resultantes das emoções descontroladas e da fraqueza de caráter que conduzem ao egoísmo grosseiro, ao envaidecimento e à auto-ilusão por promessas fúteis de amor; o sete de espadas expressa o equilíbrio vacilante e precário, o esforço instável e a desconfiança; e o sete de discos indica decepção devido às distrações do amor cego, ou melhor, da paixão vulgar. Verde é a cor venusiana dessa Sephira. É a cor da natureza, da harmonia, da fraternidade, dos ideais, do crescimento, da fertilidade, da criatividade e da juventude, combate o cansaço mental e restabelece a cura, a juventude do ser e o equilíbrio. Astrológica e astronomicamente, Netzach relaciona-se com o planeta Vênus (Nogah, em hebraico), que é o planeta mais brilhante do sistema solar devido ao seu albedo em torno de 79%. Ou seja, o poder de refletir a luz do Sol é muito grande, e por isso Vênus é chamado de estrela, ou Lúcifer, o “Portador da Luz”, a Estrela da Manhã e da Tarde. Vênus rege Touro e Libra. Touro é a vontade firme que não vacila, mas sua ação é lenta porém obstinada, até que o objetivo seja alcançado e a Obra concluída. A força de Libra busca equilibrar a emoção e a razão e unir harmoniosamente a arte e a ciência nos processos mentais, emocionais e evolutivos do ser humano. Na vida mundana, os ares venusianos podem ser sentidos e observados em certos lugares, tais como museus de arte, escolas de arte, salas de concerto, grandes hotéis, restaurantes, lugares de beleza e volúpia, jardins, fontes, parques ecológicos e zoológicos, e na natureza em geral.



Arquétipos de Netzach: Deusas da beleza, do amor, dos prazeres, da natureza, deuses das artes, do conhecimento, da liberdade.



Afrodite (a deusa grega do amor, da vida, do desejo e da beleza)



Urânia (a deusa grega do amor celestial e divino, um aspecto de Afrodite)



Nínfia (a deusa grega do amor conjugal, do casamento e dos enamorados, outro aspecto de Afrodite)



Hera (a deusa grega do matrimonio, da natureza e do paraíso, protetora das mulheres)



Palas-Atena (a deusa grega da justiça, da sabedoria, das artes e do artesanato)



As Musas (as deusas gregas inspiradoras dos artistas e poetas)



As Hespérides (as três ninfas gregas que guardam a árvore das maçãs de ouro)



Eros (o deus grego do amor, do desejo sexual e da natureza, filho de Afrodite)



Prometeu (o deus grego titânico da liberdade, do amor filantrópico, do livre-arbítrio e da sabedoria, doou o fogo do Olimpo à raça humana)



Lúcifer (o deus romano do amor filantrópico, da beleza, do conhecimento, da luz e da liberdade, possibilitou o acesso do ser humano ao Conhecimento)



Melek Taus (o deus-pavão árabe-yezide da sabedoria e da liberdade, deus criador do universo manifestado)



Vênus (a deusa romana equivalente a Afrodite)



Juno (a deusa romana equivalente a Hera)



Minerva (a deusa romana equivalente a Atena)



Cupido (o deus romano equivalente a Eros)



Hathor (a deusa-vaca egípcia do amor, da alegria, do paraíso, dos prazeres e das artes)



Maat (a deusa egípcia alada da verdade e da justiça)



Lakshmi (a deusa hindu da sabedoria, da beleza, do amor e da riqueza)



Kama ou Ananga (o deus hindu do amor sexual, do desejo, do prazer e da juventude)



Gandharvas (os deuses hindus da sabedoria, da música, dos sons da natureza e do desejo, são muito afeiçoados às mulheres da Terra)



Frigga (adeusa escandinava do amor, do casamento, do desejo, da sabedoria, da riqueza e da primavera)



Iduna (a deusa escandinava do amor inocente, da beleza, da natureza e guardiã das maçãs da vida eterna)



Druantia (a deusa celta do amor, da natureza e da sabedoria)



Oenghus (o deus celta do amor, da inocência e da juventude)



Inanna ou Ishtar (a deusa babilônica do amor, do casamento, dos prazeres e da guerra)



Astarte ou Astaroth (a deusa fenícia equivalente a Ishtar)



Xochiquetzal (a deusa asteca da beleza, do amor, do sensualismo, das flores e das artes)



Mama Coca (a deusa inca do amor, do desejo sexual, da euforia e da coca)



Erzulie (loa vodu do amor, do desejo sexual, da fertilidade e da riqueza)





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A´ARAB ZARAQ

A´Arab Zaraq quer dizer “Corvos da Disppersão”, “Corvos da Morte”. É o lado sombrio de Vênus e onde se opera a magia luciferiana obscura e se pratica o misticismo erótico e sensual da Mão Esquerda. Seu arquidemônio é Baal, o deus fenício da fertilidade e da sabedoria, a personificação das forças mais inferiores e primitivas da natureza, considerado esposo da deusa Astarte. Mas o nome Baal também se refere a qualquer e vários espíritos e demônios cuja adoração e culto se faz por meio de imagens e ídolos. Baal significa “senhor” e “esposo”, e os próprios hebreus/judeus possivelmente também o cultuavam mediante sacrifícios humanos e ritos violentos e asquerosos. É chamado de Bel pelos babilônios e Ammon pelos egípcios. Contudo, nomes são apenas nomes que servem para identificar aspectos de forças qualificadas e egrégoras já consolidadas por determinados povos e cultos. Essa Qlipha é também o mundo dos desejos e de todas as coisas prazerosas e seu deleite que aprisionam e viciam de maneira patológica o ignorante fraco e escravo. Então, o prazer torna-se dor nesse círculo infernal de incessantes festins luxuriosos e bestiais, de glutonarias, bebedeiras, cobiça, ganância e o consequente remorso corrosivo. A Iniciação de Vênus pode ser corrosiva para aqueles que fracassam e se iludem mesmo sem saber, e eles são derrotados em meio à própria miséria, banidos do paraíso celestial, com suas escórias viciantes dispersas na Qlipha venusiana. Porém, o indivíduo consciente não se perde em meio às influencias qliphóticas, porque ele próprio “dispersou” as escórias de seu caminho, e a morte fazendo dos Corvos seus aliados, pois eles não mais o afetam. Na Alquimia, o corvo representa a putrefação, o negrume dos elementos indesejáveis da psique que dispersa ou transmuta em consciência clara e sabedoria. O corvo é a morte ou passagem para outra fase de existência em outro nível, é a dispersão da vida no tempo e no processo de putrefação da morte. A morte ou dissolução no grande mar universal e caótico é o retorno dos elementos essenciais à fonte original causal. A água do caos faz a dissolução: o corvo de Noé é tragado pela chuva, mas quando a chuva cessa, uma pomba retorna e se vê um arco-íris no céu. Ou, em outras palavras, as águas do dilúvio (as forças naturais e astrais da dissolução) lavam o negrume e dispersam os restos mortais psico-físicos, deixando livre a essência espiritual (a pomba, ave de Vênus) que retorna pela “ponte de arco-íris” Bifrost à sua fonte original, a Esfera de Netzach. Em magia sexual, A´Arab Zaraq é a dispersão do ego no ápice do êxtase, a morte temporária da consciência comum e ordinária que dá lugar à experiência espiritual e à expansão do amor cósmico. A´Arab Zaraq é também a fonte de inspiração da arte sombria (dar kart), bizarra, sensual, do surrealismo trevoso, da música sinistra que atrai as mentes inquietas.



Arquétipos de A´Arab Zaraq: São aqueles do desejo descontrolado, dos vícios sexuais.



Hetaíra (a deusa grega do sexo e da promiscuidade)



Pandemos (a deusa grega da paixão descontrolada e do desejo sexual impulsivo)



Pandora (a semideusa grega da beleza e da curiosidade, abriu a caixa que continha todos os vícios e males da humanidade, ficando apenas a esperança no fundo)



Príapo (o deus grego do apetite sexual insaciável e da proliferação da natureza)



Sekhmet (a deusa-leoa egípcia das paixões, do desejo sexual impulsivo, da raiva passional, das bebidas alcoólicas e da guerra, também associada a Marte)



Fulla (a deusa escandinava da vaidade exagerada e da futilidade)



Asmodeus (o deus persa/hebreu da fornicação e do desejo sexual descontrolado, é também o arquidemônio de Marte)



Tzinteotl (a deusa asteca do desejo sexual, da promiscuidade, da prostituição e da luxúria)



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Alguns Símbolos da Esfera Netzach/A´Arab Zaraq:



Os símbolos das Esferas de Vênus são a rosa (com espinhos), a pomba, o espelho, a concha, a lâmpada e a cruz ansata. A rosa é a flor sagrada de Vênus e simboliza o amor, a pureza, a alma humana e a vontade; com os espinhos caracteriza o aspecto qliphótico de purgação das impurezas, dos elementos indesejáveis da existência e o esforço doloroso para se atingir os planos mais elevados. A pomba é a ave sagrada de Vênus e simboliza o espírito e a paz de espírito, a tranquilidade ataráxica. O espelho é símbolo da beleza e da feldade, representa a Terra como um reflexo das Esferas cabalísticas e o ser humano como reflexo dos deuses e demônios; representa uma “porta mágica” para outros planos ou estados de consciência. É associado também à Esfera de Daath, o “Conhecimento”. A concha representa a vagina, o útero gerador, o desejo e o aspecto feminino da natureza, pois Vênus-Afrodite nasceu de uma concha, em meio à espuma do mar, fecundada com o sangue do falo de Urano, o pai dos Titãs. A lâmpada é a luz de Lúcifer (o “Gênio da Lâmpada”), e representa a inteligência, as ideias que iluminam a vida, a consciência e a autoconsciência nos planos sephiróticos e qliphóticos; simboliza o próprio planeta Vênus com seu brilho matutino e vespertino. A cruz ansata é um símbolo da vida eterna e do caminho a ser seguido pela alma em busca do deus interno; representa o amor venusiano, pois é o próprio glifo astrológico de Vênus.







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Akin Lan Feng
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CABALA pt 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:50 pm

Sexta Sephira e sua Qlipha


( Tiphareth – Thagiriron )




TIIPHARETH


Tiphareth é a Esfera Solar e seu nome significa “Beleza”. A Beleza aqui diz respeito ao equilíbrio perfeito entre proporções harmoniosas em todos os aspectos da Árvore da Vida, pois Tiphareth é o centro do universo manifestado e o rege dentro de leis harmônicas universais. Em seu nível puramente espiritual é chamada pelo nome divino de Jehovah Aloah Va Daath, que quer dizer “Senhor Deus no Conhecimento”, traduzindo livremente. A sexta Sephira é o plano búddhico, o plano de unificação entre todas as Sephiroth; é a Esfera central da Manifestação para onde todas as forças e poderes são convergidos, equilibrando todas as forças cósmicas.


A Luz e o calor vital do universo equilibrado são sustentados pelo Arcanjo Rafael, a “Medicina de Deus”, que também é o Senhor da Cura que elimina os males da humanidade doente por meio da purificação pelo Fogo Sagrado, ou seja, o calor e a luz solares que irradiam vitalidade a todos os seres e restabelecem a saúde física, emocional e mental. Entretanto, o indivíduo embrutecido pelo excesso de álcool, carnes e gorduras – principalmente industrializadas -, etc., não gozam de perfeita saúde física nem mental, e não usufruem da alta vitalidade emanada do poder solar que é absorvida pelo corpo humano através do duplo etérico. Rafael rege ainda as leis cósmicas sobre o espirito do ser humano, é o Guardião do Templo e seus Mistérios e Sacerdote do Sagrado Matrimônio entre todas as coisas vivas, principalmente a união entre o homem e a mulher que compartilham o mesmo caminho de evolução espiritual e os mesmos objetivos, pois tal casamento verdadeiro e sincero acelera o crescimento de ambos. Sob a regência de Rafael está também o Coro dos Malakim, os “Mensageiros”, os “Reis” divinos, os princípios espirituais essenciais das forças elementais da natureza, e somente o indivíduo iniciado em Tiphareth, ou o Adepto Menor, pode contactar e controlar as forças elementais com absoluta segurança, porque é preciso se harmonizar, conhecer e compreender a essência espiritual das forças elementais, dos Reis ou Malakim. O Adepto Menor, que adentrou na Esfera ou Plano Solar, que rasgou o Véu de Paroketh (o Véu do Templo), adquire consciência de seu Eu Superior, ou Logos individual, cujas forças elementais estão intimamente relacionadas em sua constituição espiritual. Do ponto de vista de Sephira Kether, Tiphareth é o Filho (Logos Solar); do ponto de vista de Malkuth, Tiphareth é o Rei (Deus) que transmuta a energia em matéria e matéria em energia, ou transforma a força em forma e a forma em força, dependendo do aspecto em que se encara esse processo: ou da evolução cósmica para o mundo manifestado, ou da evolução espiritual individual para a fonte da Criação. Sob este ponto de vista da transmutação, Tiphareth é o deus sacrificado na cruz. Tiphareth é o redentor, pois redime, ou transmuta as forças inferiores em superiores, mais puras e sutilizadas, equilibrando-as, seja no universo material seja na consciência individual. Assim, o Filho, Tiphareth, mostra o Pai, Deus-Mãe (Kether), na própria consciência do Iniciado. A compreensão dessa questão é de extrema importância. Não devemos entender o sacrifício como uma perda dolorosa de algo que estávamos apegados. Nada é perdido, e um sacrifício é simplesmente a transformação de alguma coisa em outra coisa, seja lá o que for. Os Mistérios da Crucificação dizem mais respeito aos processos cósmicos e espirituais do que a uma tortura física ou moral. Para que possa haver evolução, o que devemos realmente crucificar é a nossa personalidade mundana e transitória, “perde-la” para uma força superior, transcender as limitações físicas e sensoriais e penetrar na consciência crística de nosso Eu Superior ou Sagrado Anjo Guardião, pois este só surge para aqueles que o busca. O esforço de integrar e harmonizar as partes constitutivas elementais da totalidade do Ser é que é o verdadeiro padecimento espiritual; a outra fase é o cruzamento do Abismo onde está a Sephira “invisível” Daath. A Grande Iniciação de Tiphareth forma no Adepto o corpo búdhhico, ou corpo logóico, no qual se manifesta a consciência do Eu Superior ou Individualidade. É a alma espiritual, unidade e núcleo evolutivo através das encarnações. A experiência mística é uma visão da essência espiritual do Cosmos e sua plena compreensão de maneira espiritualmente intuitiva. Enquanto encarnado em um corpo de carne, tal experiência é como um relâmpago extremamente luminoso que nos desperta para um mundo superior. Transcendendo a consciência psíquica de Yesod-Lua, o Adepto concentra uma alta carga de força emocional superior e a exalta até a explosão luminosa. Essa explosão deve durar apenas alguns segundos porque, caso contrário, ”queimaria” o sistema nervoso físico-astral de seu corpo em Malkuth, o mundo material, podendo gerar as psico-patologias dos místicos religiosos e suas aberrações emocionais e comportamentais. Após o êxtase místico e sobrenatural na medida certa, o indivíduo muda radicalmente sua vida, permanecendo consciente das verdades espirituais, com sua mente expandida e com sua personalidade capacitada para viver sabiamente na atual encarnação. Esta é a verdadeira iluminação, que, para ser benéfica, deve partilhar da escuridão a qual a luz ilumina, proporcionando-nos a visão e a consciência das coisas criadas nas dimensões em que existimos. Assim, a Esfera Solar de Tiphareth é o plano da individualidade consciente perfeita – o Eu Superior ou Daimon – unida ao Cosmos e a tudo o que ele contém, espiritualmente. É a primeira Grande Iniciação para a continuidade da evolução humana. É a morada do Logos Solar imortal, um mundo de pureza, de harmonia e beleza. É um centro de força espiritual radiante que estimula o ser humano buscador a evoluir. Trata-se de um nível inacessível e impossível de se atingir na condição e nos planos inferiores, os quais a maioria dos seres se acorrentam e se acotovelam. A individualidade aqui não deve ser mal interpretada. O Eu Superior é a Individualidade que peregrina através das encarnações, assimilando experiências e conhecimentos. O individualismo é diferente. É a introspecção, a centralização do indivíduo em si mesmo, buscando sua preservação e a de seus interesses no mundo, sem prejudicar outros gratuitamente. Não se envolve em problemas alheios e evita causar problemas desnecessários, preferindo cuidar de seus assuntos com interesse. Uma pessoa individualista reconhece sua própria importância e valor e trabalha pela própria evolução, compartilha seus ideais, seus conhecimentos, sua cultura, etc., somente com aqueles que tem afinidade e se interessam pelas mesmas coisas. O egoísmo também é diferente do individualismo, já que o egoísta busca a centralização de tudo e de todos para si, busca a atenção externa e as coisas que deseja obcecadamente, porém sem compartilhar nada, nem mesmo com aqueles que tem afinidades e simpatia. O egoísmo é uma manifestação qliphótica do individualismo, que só visa acumulo, muitas vezes em detrimento de outros que não tem nada a ver com seu desequilíbrio.


Um trabalho de vontade prévio para se entrar em sintonia com a Esfera de Tiphareth é o exercício das virtudes da devoção à busca, do discernimento religioso, uma atitude convicta acerca da vida espiritual e a intuição. Tiphareth também requer um trabalho de expansão e iluminação gradativas da consciência, a concentração e a meditação. O adepto pode realizar rituais de teurgia para aquisição de poder espiritual, curas, praticar exercícios de criatividade e manifestação da arte inspirada pela intuição divina, estudar astrologia oculta, a musicoterapia, a cromoterapia, o Tarô, a teologia esotérica e a medicina holística.


O número de Tipharet é 6 (seis), o número do equilíbrio, das proporções perfeitas, o número do macrocosmos e do ser humano perfeito cristificado. É o número de Adam Kadmon, o homem arquetípico, o Christo. Reflete a beleza, a paz, a paz, a harmonia e a fraternidade. Todos os seis do Tarô estão em Tiphareth. Em geral, representam sucesso após um esforço. O seis de paus expressa um grande êxito depois de um grande esforço ou luta; o seis de copas representa o prazer em seu início; o seis de espadas indica um sucesso merecido após dificuldades; e o seis de discos indica sucesso material e nos negócios mundanos. Como Tiphareth é a Esfera do Sol, sua cor é o amarelo (dourado). É a cor do Logos Solar e da Luz solar. É quente, estimulante mental e intelectual, cor da alegria, do otimismo e da inteligência, reflete confiança, nobreza e sabedoria espiritual. Na Astrologia, Tiphareth é o Sol (Shemesh, em hebraico), e rege o signo de Leão. A manifestação superior de Leão é a consciência espiritual centralizada ou individualizada, o Logos central da totalidade humana que impulsiona para a evolução. É o poder da intuição que vem do coração, o centro solar homem. Na Terra, a influência majestosa de Tiphareth pode ser observada nos grandes palácios, grandes teatros, grandes salas de concerto, grandes catedrais, lugares amplos e iluminados, nas grandes florestas e montanhas.


Arquétipos de Tiphareth: mitologicamente, os deuses de Tiphareth são deuses da beleza, da luz, da força, da cura, das artes, da inteligência, etc.


Apolo (o deus grego do Sol, da beleza, da inteligência, da cura, da verdade, da poesia e da música)


Hélios (o deus grego do Sol e da luz, que cruza o céu em seu carro flamejante)


Febo (o deus romano equivalente a Apolo)


Hércules (o semideus greco-romano da sabedoria e da força)


Amon Rá ou Atum (o deus-gavião egípcio do Sol, da luz, da força, da justiça, da verdade, considerado o primeiro faraó divino)


Osíris (o deus egípcio da vida, da morte, da ressurreição e do sacrifício)


Hórus (o deus-falcão egípcio do Sol, do fogo e da força, também relacionado a Marte)


Surya (o deus hindu do Sol, da luz e da sabedoria espiritual)


Vishnu ou Harê (o deus hindu da força, da inteligência, da abundância, da luz e do conhecimento, sustentador da vida e da Criação)


Balder (o deus escandinavo do Sol, da luz, da alegria, da beleza e da cura)


Belenos (o deus celta do Sol, da luz, do fogo, da cura e das ciências)


Lugh (o deus celta da luz, da fertilidade, da profecia, da medicina, ida música, da poesia e da ourivesaria)


Shammash ou Uddu (o deus sumeriano do Sol, do fogo, da vida, da verdade e do conhecimento)


Quetzalcoatl ou Kukulkan (o deus maia/asteca do Sol, dos ventos, do conhecimento secreto, da inteligência, trouxe para o mundo a árvore do cacau, o xocoatl, que é alimento dos deuses)


Inti (o deus inca do Sol, da luz, da vida, da profecia, do conhecimento secreto e das artes)




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THAGIRIRON


A ignorância sobre os aspectos da evolução e o desconhecimento do Christo interno individual (que tem seus deuses correspondentes) geram uma grande parte de enfermidades da alma, tais como a tristeza profunda, a confusão mental permanente, a acídia – que é uma preguiça e desolação espirituais -, o estresse, a dissociação psicomental, o apego irracional a personalidade vulgar e às coisas fúteis da vida. Além das enfermidades da alma já citadas, o orgulho exaltado, o egocentrismo irracional, a arrogância e a presunção conduzem o indivíduo à Esfera qliphótica do Sol: Thagiriron, o Sol Negro, os “Litigiadores”, os “Ardentes Instigadores”, que se combatem entre si, causam o caos, as revoltas, os lamentos e toda fealdade no mundo. É um estado no qual o corpo búddhico é completamente obscurecido ou separado dos princípios inferiores (corpo mental inferior de Hod e corpo astral de Yesod), tornando-se o ser humano extremamente ignorante, vazio, grosseiro e bestial. O Eu Superior é desligado da personalidade encarnada, deixando está sem seu elemento espiritual central diretor e organizador. O indivíduo é então arremessado no mundo dos miseráveis prazeres da ostentação, do envaidecimento extremo, do egoísmo infundado e do egocentrismo. Padece inconsciente nesse terrível círculo infernal de conflitos, desperdícios, esbanjamentos, ganância, avareza, mediocridade e hipocrisia, em um caos de forças confusas.


Belphegor é o arquidemônio da Qlipha do Sol Negro, o deus dos moabitas e amonitas (idólatras descendentes de Moab e Amon, os filhos do incesto de Ló com suas filhas). Belphegor induz os humanos fracos ao mal por meio do conhecimento e das descobertas para conquistar poder e glória mundanos, semeia a discórdia por meio das riquezas e é a personificação da misantropia extrema e destrutiva. Belphegor, às vezes, exigia excrementos como oferendas em seus cultos em troca de riqueza para os seus adoradores. Eis aí um exemplo de “redenção” qliphótica, ou transmutação na qual merda vira ouro. Tal é o toque de Midas, que transforma tudo em ouro. Entretanto, esse toque da ganancia não é suficiente para uma existência sabia e sadia, pois a vida é mais do que apenas riqueza material em excesso, e quando tudo se transforma em ouro, pode-se começar a morrer de fome e sede da mesma maneira que o rei Midas. O ouro (metal solar) é considerado um elemento puro, símbolo do princípio espiritual, incorruptível, que pode até promover a saúde. O ouro também representa dinheiro, poder, riqueza, porém com o risco de conduzir os homens fracos à ganancia violenta, à idolatria capitalista e consumista, à vaidade inútil e à corrupção que é escória humana, excremento psico-sociológico. O excremento é dejeto, resíduo contaminante, matéria que causa doenças. E as doenças, por sua vez, geram riquezas para uma minoria de gananciosos. As doenças são um grande negócio para a conspiração farmacêutica assim como a misantropia extrema de Belphegor é um “recurso eficaz” para manter a grande massa de pessoas ignorantes no ciclo da doença e dos medicamentos caros que enriquecem a indústria da medicina, onde só deve faltar o anuncio “Precisa-se de pacientes” colocado nas portas de seus estabelecimentos, salas, consultórios. Tal conspiração com sua rede mundial parece visar primordialmente ao lucro extremo e não à saúde real das pessoas, induzindo os mentalmente fracos e crédulos à hipocondria e à escravidão de seus corpos e mentes nesse ciclo vicioso da enfermidade. É claro que remediar (ou melhor, envenenar) longamente é muito mais lucrativo do que prevenir... E, paradoxalmente, as pessoas parecem gostar de ir ao médico, parecem demonstrar uma espécie de orgulho da necessidade de precisar de tal ou qual medicamento. Os “Litigiadores” e os “Ardentes Instigadores”, Thagiriron, podemos ver manifestados nos dirigentes e “fieis” das grandes religiões patriarcais do mundo e suas ramificações modernas. São instituições organizadas para dominar a massa e instigar o ódio a tudo o que não faça parte de sua doutrina religiosa artificiosa e superficial. Exemplos de guerras e perseguições pseudo-religiosas simplesmente por não existir o respeito ao livre-arbítrio de cada um, exemplos até abomináveis, temos muitos no decorrer da história. São religiões proibitivas do livre-pensar, interessadas principalmente em aumentar o seu poder e sua riqueza material. Aliás, não devemos nos esquecer de que o famoso Jesus histórico e bíblico não parecia ostentar opulência nem luxo e permanecia humilde, em todos os aspectos, aparentemente, durante toda a sua vida, e ainda assim foi crucificado devido a um “litígio” religioso. Entretanto, podemos ver atualmente na crescente onda do culto cristita da nova era, fiéis com pose de gente pura que se creem os “bichinhos de Deus”, reformados, passivos e salvos, e consideram todas as outras pessoas do mundo não-evangélicos como indignos, perdidos, pecadores, seguidores do Diabo. Essas religiões pseudo-cristãs certamente contribuíram para reforçar ainda mais o materialismo embotador, a ganancia pessoal e o exacerbado capitalismo “em nome de Jesus”, que degradam a civilização moderna ocidental. Buscam se isentar da responsabilidade de todos os seus maus atos e pensamentos e do mal do mundo, culpando o Diabo por tudo, o pobre Diabo que deve ser exorcizado aos berros. Baseado nisso, as igrejas e suas “atividades religiosas” parecem mais um verdadeiro “show de horror” e de mau gosto, porém muito atraente aos novos “clientes” que provavelmente se converterão. Não é difícil hoje em dia qualquer um abrir uma nova igreja na esquina e lucrar muito com a ingenuidade e fé cega dos outros, já que as igrejas estão isentas de impostos. Com uma igreja em mãos, é fácil adotar técnicas de estelionato, charlatanismo, lavagem cerebral subliminar e uma evidente, e às vezes agressiva, intolerância religiosa, para seduzir as mentes limitadas, sofridas, condicionadas e gananciosas. O significado do Christo cósmico (assim como de Satã) desapareceu, e o que se cultua hoje é apenas um ídolo externo, um rótulo pseudo-religioso estampado em adesivos, chaveiros, camisetas e diversos outros produtos comerciais, em um culto capitalista e mundial que, na verdade, adoro o deus Mammon sob a máscara de Jesus, no melhor estilo “pague para entrar, reze para sair”. Entretanto existem aqueles que apenas preferem manter uma aparência, um verniz religioso e piedosamente moralista, vivendo covardemente na escória de sua própria degradação, cometendo os mesmos pecados que condenam nos outros, ou seja, verdadeiros diabos que rezam o terço – ou pelo menos fingem rezar. Por outro lado, infelizmente, há também muitos espiritualistas moderninhos que se creem muito “da luz”, aqueles que tem horror em falar sobre assuntos que não sejam única e exclusivamente “da luz”, “só luz”, “luz total”. Tal é a cegueira que essa luz pode causar naqueles exotéricos. Se vivêssemos sem um mínimo de sombra no mundo e no universo, certamente não enxergaríamos nada (pois nada existiria) em meio a tal luz ofuscante o que seria o mesmo que estar em meio às trevas totais.


Arquétipos de Thagiriron:


Quimera (deus grego do fogo destruidor, do conhecimento ilusório, da confusão e da morte, monstro hibrido do conhecimento mal aplicado com intenções maléficas, relacionado também a Daath)


Khepra (o deus-escaravelho do Sol “noturno”, do submundo, da morte e da ressurreição)


Beelzebub (antigo deus da cura e da profecia, posteriormente transformado em demônio da discórdia, do litígio, da perseguição, causador da ruina dos reis; é outro nome de Baal)


Apollyon (deus grego da morte e da putrefação do Sol Negro, causador de pragas e enfermidades)


Zu ou Anzu (monstro sumeriano, deus do destino e das fatalidades da vida)



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Alguns Símbolos da Esfera Tiphareth/Thagiriron:


Alguns símbolos utilizados nos trabalhos solares são a cruz latina invertida, o mastro, o candelabro, os chifres, o círculo com o ponto e o outa (o olho-de-Hórus)


A cruz latina invertida é o símbolo do sacrifício espiritual, da transmutação de algo inferior para algo superior e a união dos opostos na própria alma; é a espada apontada para cima e o falo gerador, a força masculina e positiva do universo manifestado e da individualidade. O mastro é um símbolo fálico da fertilidade, da vida e da ascensão. O candelabro representa a luz e o fogo solares, a iluminação espiritual e a presença de Eu Superior nos trabalhos ocultos. Os chifres são um símbolo da inteligência expandida e da compreensão espiritual, representando também a autoridade, o poder e a força, e jamais se deve considera-lo um atributo diabólico. Estão associados também às Esferas de Marte (Geburah), Júpiter (Chesed) e Saturno (Binah). O círculo com o ponto no centro representa o próprio Sol e o Eu Superior inserido na totalidade do universo, como o centro da evolução individual; é a Criação manifestada no Cosmos com a Luz que brilha nas Trevas. O outa ou udjat, o olho-de-Hórus, simboliza a visão espiritual do iniciado e a própria visão da Lei na manifestação de todas as coisas. O olho também está associado a Shiva e a Set, os destruidores da ilusão e do universo quando este chegar ao fim de seu ciclo evolutivo. Entretanto, esse olho destruidor não é exatamente um “olho solar”.




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Quinta Sephira e sua Qlipha


( Geburah – Golachab )




GEBURAH


Geburah, a “Severidade”, é o grande plano da Justiça Superior e Executiva. Sua “Severidade” é a expressão da Lei Superior do Carma que se manifesta em tudo e em todos os níveis de existência no universo. Geburah é a sede da Lei da Ação e Reação, terrível àqueles que a ignoram. Seu poder divino chama-se Elohim Gibor, os “Deuses Poderosos”, e age também por meio de seu Arcanjo Khamael, cujo nome significa “Punição de Deus”. Mas esta não é uma punição vulgar como a entendemos. O poder de Khamael é responsável pela disciplina e justiça em todos os níveis da Manifestação. Ele provoca medo nas criaturas ignorantes e temerárias e causa a destruição de tudo o que é desequilibrado e inútil, removendo os empecilhos e obstáculos do processo de evolução humana e cósmica. Khamael é o Senhor da Vingança, mas protege os fracos e injustiçados e “pune” pela ação do Carma aqueles que violam a Lei. Khamael age na natureza por meio de suas “Serpentes de Fogo”, o Coro dos Seraphim, o Fogo espiritual destruidor e criador que promove a purificação, inclusive da alma humana. A Esfera de Marte – como é conhecida – é o plano átmico, o mundo de Atman, palavra sânscrita que significa “Espírito”. Nessa Esfera, o Eu Superior está no controle da totalidade humana e a rege por meio da disciplina e da vontade; é a ponta superior do pentagrama sagrado. O Adepto, ainda encarnado, é plenamente consciente desse Espírito interior e tem absoluto controle sobre si mesmo, quando é iniciado em Geburah após sofrer em seu caminho evolutivo. O poder dessa Sephira pode ser considerado um mal necessário que ensina e educa por meio da destruição e da dor, pois “o que não mata nos torna mais fortes”, como já dizia Nietzche. O Iniciado em Geburah é um Adepto Maior e funciona no corpo átmico, o corpo sutil da pura percepção metafísica, purificado de todo obscurecimento, de toda densidade ilusória, deixando transparecer todo o poder da mônada imortal. O corpo átmico é o veículo de manifestação que integra e assimila todas as experiências da mônada autoconsciente, ou Eu Superior, o Daimon, e reflete um estado de consciência espiritual puramente objetivo. O resultado é a percepção da crua realidade do universo baseado na geometria sagrada e na matemática superior em que não há qualquer tipo de intelectualismo ou hipótese cientificista. E para o Adepto Maior, nesse nível cósmico, é concedido o poder de “negociar” seu Carma com a Hierarquia Divina, pois ele atinge a consciência kármica superior; é o Carma dos Grandes Mestres Iniciados. Ele vivencia a experiência do Poder e adquire o Poder com a capacidade de manipulá-lo corretamente sob o domínio da vontade, não mais estando submisso ao Poder. Em Geburah as duras Leis do universo e da natureza são executadas, e com sua força purificadora destrói e elimina tudo o que é desnecessário, inútil e imprestável na Manifestação, uma destruição constante do temporal e do transitório que já cumpriram suas funções, buscando sempre o equilíbrio indispensável. Embora a Sephira marciana seja o plano da pura realidade cósmica, da matemática do universo, do verdadeiro e cru realismo científico espiritual sem a densa ilusão de nosso plano material, podemos observar uma perversão dessas energias na Terra e na raça humana em lento processo evolutivo.


O ser humano em evolução pode assimilar a energia essencial de Geburah-Marte por meio de alguns procedimentos. O indivíduo superior deve adquirir coragem, força de caráter, disciplina, autoridade, senso de realismo – sem pessimismo ou otimismo -, honestidade e uma franqueza pungente e aguda. Trabalha para a expansão da consciência, para adquirir força e ímpeto controlado, exercer o senso de justiça impessoal, executar obras de destruição e eliminação do imprestável e do inútil, desenvolver a compreensão da justiça e da punição e o domínio sobre a vingança e a ira, estudar a lei kármica, a geometria e a matemática sagradas, se possível. A psicologia marciana é refletida no ser humano por meio do animus, o aspecto masculino da psique, o ideal masculino no inconsciente da mulher. Assim como a anima no homem, o animus foi criado, na linhagem ancestral da raça, a partir das experiências das mulheres com os homens. As relações com o sexo masculino no decorrer da história humana e feminina foram se consolidando por meio dessas experiências. Sem que se comprometa sua feminilidade natural, a mulher deve trabalhar esse aspecto marciano, esse lado masculino de sua psique, equilibrando-o internamente com sua natureza feminina. Assim, uma mulher pode também manifestar atitudes de força, energia e fúria, quando necessário, sem que se pareça masculinizada. Um trabalho preliminar de Geburah, para a mulher, consiste em se conscientizar do animus, compreender que doçura e ímpeto agressivo podem se equilibrar e se manifestar conforme a necessidade ou vontade. É importante que a mulher entenda a questão da polaridade natural e o circuito energético vitalizante e essencialmente complementar entre o masculino e o feminino, e saiba buscar o homem ideal para ser seu companheiro em sua vida, em todos os aspectos e em seu caminho espiritual.


O número de Geburah é 5 (cinco), o número do homem constituído pelos cinco Elementos, simbolizado pelo pentagrama cuja ponta superior é o Espírito ou Eu Superior. É o número da justiça e do Carma, da coragem, da ação, da força impetuosa, do progresso, da liberdade e da impulsividade sexual. Expressa inovação, firmeza de caráter, disciplina e decisão. Os cinco do Tarô estão em Geburah, a Esfera de Marte, e indicam dificuldades, conflitos e lutas. O cinco de paus expressa um fluxo de força que gera luta; o cinco de copas indica perda emocional e perda de algum prazer muito apreciado; o cinco de espadas é derrota, perda total e fracasso; e o cinco de discos indica dificuldades materiais, perda de renda e falta de dinheiro. A cor marciana de Geburah é o vermelho, a cor do sangue, do fogo e do ferro, da vida e da morte. Expressa uma energia direcionada e impetuosa, violenta, estimulante. Também reflete a coragem, a força de vontade, a ambição e a cobiça, a paixão e o impulso sexual. Geburah é o planeta Marte (Madim, em hebraico) e rege os signos astrológicos de Áries e Escorpião. Áries manifesta-se como luz das ideias inovadoras do espirito, é o “veiculo” da visão consciente da realidade cósmica; expressa força, iniciativa, impetuosidade e firmeza. A energia de Escorpião manifesta-se como desejo de procriar, de se reproduzir; expressa também a destruição útil e a dissolução da Morte natural de tudo aquilo que foi criado, a transformação e transição de estados, condições e energias. Podemos também observar a influência e atividade de Marte, positiva e negativamente, em vários lugares no mundo. Campos de guerra, academias militares, arenas, prisões, abatedouros, cutelarias, caldeirarias, forjarias, siderúrgicas e metalúrgicas, indústrias em geral, especialmente a indústria armamentista, salas de cirurgias, vulcões e a maioria dos lugares consagrados ao fogo, ao ferro e ao sangue, são alguns dos exemplos das manifestações do poder de Geburah no mundo material.


Arquétipos de Geburah:


Encontramos os deuses da guerra, do fogo, da força e da violência.


Ares (o deus grego da guerra, da violência e da força)


Hefesto (o deus grego do fogo, dos vulcões e dos metais, trabalha em suas forjarias nos vulcões e fabrica as armas dos deuses olímpicos)


Nêmesis (a deusa grega da justiça. Da ordem, do carma e do castigo)


Marte (o deus romano equivalente a Ares)


Vulcano (o deus romano equivalente a Hefesto)


Bellona (a deusa romana da guerra, companheira de Marte nas batalhas)


Menthu (o deus-falcão egípcio da guerra, da vitória, das artes marciais, da força e da virilidade)


Sekhmet (a deusa-leoa egípcia da guerra, da destruição, da ira, da vingança e das bebidas fortes)


Skanda (o deus hindu da guerra e do fogo, é também chefe militar dos guerreiros celestes)


Agni (o deus hindu do fogo, do calor e do carma)


Tyr ou Tiw (o deus escandinavo da guerra, da vitória, da justiça e da lealdade)


Muspel (o deus gigante escandinavo do fogo benéfico do mundo)


Teutatis (o deus celta da guerra, das armas e da destruição)


Goibniu ou Govannon (o deus celta do fogo e dos metais, forjou todas as armas do povo Tuatha de Dannan)


Cuchulainn (o semideus celta guerreiro e violento, de força sobrenatural)


Morrigan (a deusa celta da guerra, da destruição e da feitiçaria)


Nergal (o deus sumeriano do fogo, da guerra, da destruição e das armas)


Kingu (o deus sumeriano da guerra e do destino (carma), de cujo sangue foi criada a humanidade)


Huitzilopochtli (o deus-colibri asteca do fogo, da guerra e senhor dos guerreiros que foram mortos em batalha)


Xipe Totec (o deus asteca dos ferreiros, da morte e da vida, é o “Senhor dos Esfolados”, que fez um esfolamento do próprio corpo para alimentar a humanidade)



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GOLACHAB


Evolução requer equilíbrio, e uma aparente virtude em excesso pode atrasar ou estagnar todo o trabalho. A disciplina é uma grande virtude de Geburah, porém quando em excesso ela se torna escravidão, e na guerra motivada por puro egoísmo e ódio, seus combatentes cegamente “disciplinados” são meros “bonecos do sistema”, passíveis de serem substituídos por outros, marionetes manipuladas por promessas ilusórias, servindo vontades geralmente perversas. As manifestações gratuitas de crueldade, ódio, ira, tirania e destruição inútil atrasam a evolução, embotam a consciência e conduzem ao inflamado círculo infernal marciano: Golachab, cujo significado é “Incendiários”, os destruidores até daquilo que é útil e necessário. O ódio impetuoso, a vingança caprichosa e egoísta, a inveja, a traição, a discórdia, a dor e a violência destrutiva incendeiam e consomem seus perpetradores, cada vez mais imersos no magma qliphótico. É um plano e estado nos quais a mente está escravizada ao grosseiro cientificismo destrutivo e maléfico, aos desejos impetuosos, aos impulsos animalescos de destruição e dominação irracionais, à tortura e ao desespero crescentes. O arquidemônio de Golachab é Asmodeus (demônio persa), o perverso espírito dos impulsos animalescos descontrolados, espírito tentador fornicário de paixões baixas e destrutivas e do assassino passional. É considerado o construtor (não o arquiteto) do Templo de Salomão, construindo-o sem a utilização de nenhuma ferramenta. Os “Incendiários” são vistos hoje em dia na própria evolução da ciência tecnológica de guerra, embora seja também um termo metafórico sugerindo os ímpetos de uma humanidade desumana cheia de ódio e desejo de possuir e matar. O progresso lamentável da engenharia bélica nos deu excelentes presentes explosivos, armas e bombas incendiárias de alto poder destrutivo em pequena e larga escala, utilizadas ampla e horrivelmente. A Guerra Santa de hoje, altamente equipada para assassinar, destrói cegamente em nome de ideais espúrios, mas também sustenta a indústria armamentista que depende das guerras. A conspiração armamentista lucra com as guerras planejadas em um círculo vicioso e desgraçado de destruição, reconstrução, mais destruição, outra reconstrução... Essas guerras são meros jogos que visam à posse alheia, à dominação e ao lucro extremo. Assim, o poder de Golachab é claramente manifesto no mundo. Infelizmente, a Guerra Santa e a Jihad devem ser o resultado da conspiração armamentista e da má intepretação de livros sagrados, um entendimento equivocado, ou conveniente. A “submissão” (islam) a uma suposta vontade de um Deus patriarcal levou muitos fiéis ao equivoco da Guerra Santa e dos maus tratos com as mulheres. O significado de luta e esforço espirituais da Jihad agora é pretexto para violências, guerras, terrorismo, assassinatos e suicídios. A Santa Inquisição, e as perseguições religiosas agressivas e desrespeitosas que ainda persistem são também evidentes demonstrações das forças maléficas da Qlipha de Marte. O terrível poder qliphótico, que corre no sangue de indivíduos degradados e receptivos, fatalmente criou o monoteísmo distorcido, o patriarcalismo com seu Deus autoritário, opressor, iracundo e caprichoso. E os indivíduos de mente fraca e estreita que se submetem a tal poder são verdadeiros escravos de Golachab, de corpo e alma, e certamente não estão cumprindo a vontade de nenhum Deus que se preze. Toda essa perversão de Marte constitui a Qlipha Golachab, incluindo o mau uso da ciência. A ciência materialista ortodoxa novamente se complica por falta de uma consciência mais expandida e mais espiritualizada para uma utilização mais harmoniosa da tecnologia. O conhecimento de Geburah apenas se manifesta em uma porcentagem pequena no mundo científico. Pequena e muito deturpada, materializada e limitada em suas aplicações para a evolução mental e espiritual da raça humana. A ciência tecnológica é de fato avançada e moderna, mas podemos perceber também a vida tornou-se artificial e mecanicista demais e a sociedade adoeceu sem saber, atrofiou-se com as “facilidades” da tecnologia, chegando mesmo a perecer uma sociedade de aleijados psicomentais e espirituais. Os humanos se iludiram muito pelo maquinismo tecnológico e se desumanizaram, estão sendo substituídos por máquinas, causando assim um grande problema socioeconômico e uma grosseria no comportamento humano, desmantelando seu caráter. O preço a se pagar por tal desatino cientificista é a dor e a opressão marcianas da densa tecnologia que evolui, mas que também faz involuir a humanidade, que se torna escrava inconsciente e mecanóide do ferro e de sua era tenebrosa. E as influências marcianas mais densas são facilmente percebidas nos confins mais fechados, sombrios, ruidosos e muitas vezes quentes das indústrias metalúrgicas, químicas e farmacêuticas, de altos riscos ambientais. Mas é claro que não é só isso. Obviamente a tecnologia tem sua utilidade, mas é menor se comparada aos graves problemas causados à mente humana, à saúde, à economia e ao mundo natural. E é inegável o fato de que existe uma guerra tecnológica e uma grande disseminação da degradação, da discórdia e do mal deliberado por meios informatizados. A ciência deveria evoluir juntamente com a espiritualização da consciência humana. Mas não é o que ocorre. Parece mesmo que o que mais temos é um excesso de tecnologia para aborrecer e prejudicar. Há um grande desequilíbrio, e os poderes de Geburah é que se encarregarão de ajustá-lo.


Arquétipos de Geburah:


Os arquétipos qliphóticos de Marte.


Erínias (as deusas punitivas da vingança e do ódio, violadoras das leis morais)


Keres (as deusas gregas bestiais da morte violenta nos campos de guerra, estão sempre lutando entre si e se alimentam do sangue das vítimas)


Éris (a deusa grega da discórdia, da confusão, do ódio e da morte violenta)


Fúrias (as deusas romanas equivalentes às Erínias)


Discórdia (a deusa romana equivalente a Éris)


Surtur (o deus escandinavo do fogo e da destruição, rei dos filhos malignos de Muspel, o gigante do fogo)


Loki (o deus escandinavo do fogo, do caos e da destruição, é inteligente, astuto e calculista)


Fenris (o lobo escandinavo da fúria, da violência e da destruição)


Gibil (o deus sumeriano do fogo, do sangue, da morte e da destruição)


Samael (o anjo hebreu da morte, da destruição e das paixões violentas)


Azazel (o demônio hebreu da guerra, das armas e das paixões violentas, regente das injustiças no mundo dos homens)


Pele (a deusa polinésia dos vulcões, do fogo, das paixões violentas, da vingança e da guerra)


Andras (o demônio goético da discórdia, dos crimes de guerra e da morte violenta)


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Alguns Símbolos da Esfera Geburah/Golachab:


Alguns símbolos de Marte utilizados na Cabala são a espada, o açoite, a corrente, a rosa de cinco pétalas e o pentagrama. A espada representa destruição, a eliminação do inútil e desnecessário, a justiça e também a morte violenta; serve para banir e invocar, é um símbolo de divisão e análise, do raciocínio e da mente. O açoite simboliza a severidade da Lei e da Ordem, a dor das ações kármicas e do ascetismo iniciático. A corrente partilha de alguns significados do açoite. A rosa de cinco pétalas é o espírito renascido após os padecimentos da vida e do carma doloroso criado no passado. O pentagrama é um símbolo cabalístico da magia e também um antigo símbolo pagão, representando os quatro Elementos e o Espírito; de ponta cabeça expressa as forças cósmicas descendo para a Terra, sendo atraídas para o magista, e não o Diabo.




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Quarta Sephira e sua Qlipha


( Chesed – Gha´Agsheklah )




CHESED


Chesed é “Misericórdia”. Seu outro nome é Gedulah, “Grandeza”. A quarta Sephira é o plano nirvanico, ou brahmânico, o plano no qual o abstrato começa a se concretizar nas ideias arquetípicas espirituais. É a Consciência Abstrata essencial do universo que organiza, que idealiza a Criação, é o Demiurgo (Ialdabaoth) que molda a Matéria divina e a distribui no universo. Isso constitui o processo criativo da Manifestação já planejada com todas as ideias “arquitetônicas” divinas e suas Leis organizadas. O Demiurgo Arquiteto de Chesed faz com que o universo se desenvolva continuamente e harmoniosamente em todas as direções, expandindo-se. O nome divino da Esfera de Júpiter, como é chamada Chesed, é El, e significa “Deus”. Seu Arcanjo é Tzadkiel, a “Justiça de Deus”, é a força da justiça legislativa cósmica, com domínio supremo sobre a Criação e sobre tudo no universo manifestado. Tdzadkiel é o Grande Senhor da Benevolência e proporciona calma, certeza e segurança espirituais. O Coro dos Chasmalim, que significa “Seres Brilhantes”, é o princípio abstrato da Criação, o divino ideal arquetípico que impulsiona e expande a criação das formas da natureza, e está sob a regência de Tzadkiel. Chesed é o plano do Grande Arquiteto, o “Artíficie” do Universo, no qual o Adepto funciona em seu corpo nirvânico, ou corpo átmico superior, em um profundo estado místico de absorção no Cosmos e com a visão da verdade e do amor do Criador, Brahma. O Iniciado vive a experiência do amor, da misericórdia e da grandeza que criam, preservam e expandem o universo manifestado, com a visão pura das divinas ideias arquetípicas e “arquitetônicas” da Mente Divina. O corpo nirvânico possibilita a Adepto vivenciar sua consciência em toda a sua plenitude, livre de tudo o que é inútil, liberto da roda viciosa da vida, nascimento, morte e reencarnação, o ciclo que gera carma. Portanto, aqui a mônada individual autoconsciente está livre do carma evolutivo e do sofrimento involutivo nos planos inferiores da natureza; o Adepto está “isento” do carma, livre da Roda do Samsara. Não há qualquer obrigação divina ou necessidade evolutiva de se reencarnar, se for sua vontade, pois tal processo já se tornou completamente sem valor ou significado para si mesmo. No nível inferior do universo, quer dizer, o mundo humano comum e corrente, Chesed tem sua influência no todo da personalidade humana por meio do ego. Este é o elemento da psique mais consciente, organizado com seus pensamentos, lembranças e memórias, emoções, as percepções do mundo, etc., filtrados e selecionados conforme a conveniência pessoal e o grau evolutivo da atual encarnação, com seus desatinos, idiossincrasias, qualidades, etc., peculiares da personalidade. O ego é também o controlador da mente ordinária, da consciência de vigília, mesmo que as pessoas não saibam. O indivíduo mais consciente de seus processos psicológicos, de suas ações e reações, dos sentimentos bons ou ruins, simpatias e antipatias, pode desenvolver virtudes que o farão evoluir mais rapidamente e ficar mais receptivo às influências de Chesed-Júpiter. Temperança, caridade, justiça e misericórdia praticadas com consciência e discernimento elevam o ego mais próximo da sua essência espiritual. Além de desenvolver as virtudes jupiterianas, o ser humano que quer evoluir deve ainda exercer o senso de justiça impessoal e de equidade, estudar o caráter, desenvolver a ordem, o senso de honra, realizar trabalhos para a aquisição de paz interior e satisfação espiritual, realizar obras de caridade com certo discernimento, fazer trabalhos para a prosperidade, organizar métodos de estudo de educação esotérica, adquirir poder e força física de maneira equilibrada com o desenvolvimento espiritual, sem obsessão ou fanatismo.


O número de Chesed-Júpiter é 4 (quatro), o número da base sólida e racional da Criação. É o número da esfinge (que contém em si os quatro Elementos), do espaço terrestre, dos quatro quadrantes e dos quatro pilares do conhecimento humano (Ciência, Religião, Filosofia e Arte). Expressa a estabilidade e a Obra realizada; é a chave dos segredos da natureza. Quatro também é o número da pirâmide com seus quatro lados, que simbolizam as energias elementais descendentes que fluem para o universo manifestado, expandindo-se e espalhando-se até a base material, sendo seu ápice a própria Divindade da qual essas forças emanam. Todos os quatro do Tarô estão na quarta Sephira, Chesed, e geralmente representam a realização de algo, a conclusão de qualquer trabalho ou ação. O quatro de paus representa trabalho perfeito e concluído; o quatro de copas expressa prazer excessivo, sucesso com alguma ansiedade; o quatro de espadas é descanso após a luta; e o quatro de discos representa poder material, sucesso material imediato e ordem. A cor de Esfera de Chesed é o azul, a cor do céu imenso, limpo e claro. Reflete elevação espiritual, amor, lealdade, alegria e os grandes ideais. Irradia paz e uma sensação de expansão e amplitude. Astrologicamente, o planeta Júpiter (Tzedeq, em hebraico) rege os signos de Peixes e Sagitário. Peixes manifesta-se como atividade expansiva, como multiplicação da vida e crescimento, como livre expansão da alma manifesta na Criação. Sagitário manifesta-se como poder de união, de fusão, de ligação entre mente divina e a intuição no Eu Superior ou na mônada individual autoconsciente. No nosso mundo terráqueo podemos ver as influências jupiterianas de Chesed em palácios, grandes castelos, imponentes catedrais, metrópoles, grandes e majestosos teatros, tribunais, bancos, restaurantes finos, grandes cordilheiras, montanhas enormes e verdes.


Arquétipos de Chesed:


Em Chesed temos os arquétipos paternais e patriarcais e os deuses da riqueza e da bondade, da justiça, da ordem, da força.


Zeus (o deus grego do céu e do trovão, da ordem e da justiça, criador generoso e bondoso)


Plutus (o deus grego da abundância e das riquezas materiais, portador da cornucópia da riqueza e da fartura)


Júpiter ou Jove (o deus romano equivalente a Zeus)


Ptah (o deus egípcio bondoso e generoso, criador e preservador, deus da sabedoria e da vida)


Amon ou Amen (o deus-carneiro egípcio da verdade, da justiça, da força e da vida, criador e preservador do mundo, um aspecto do deus Ptah)


Khnum ou Chnoufis (o deus-carneiro egípcio criador, artíficie modelador do universo, outro aspecto de Ptah)


Indra (o deus hindu do trovão e do céu, criador generoso, preservador da vida e protetor da humanidade, é um aspecto de Brahma)


Brahma (o deus hindu do céu, criador e sustentador do universo)


Thor (o deus escandinavo do céu, do trovão, do raio e da coragem, deus da prosperidade e das riquezas e protetor da humanidade)


Taranis (o deus celta do trovão e do céu, criador e sustentador da vida)


Dagda (o deus celta da sabedoria, da riqueza e da prosperidade, com seu caldeirão sem fundo provê alimento e fartura para todos os seres)


Marduk ou Bel (o deus sumeriano do céu, do trovão, da riqueza e da fartura, deus criador e sustentador do mundo e protetor da humanidade)


Tlaloc (o deus asteca do céu, do trovão e das chuvas, criador e preservador do mundo, provedor de sucesso e abundância)


Tangaroa (o deus maori do céu, do trovão e dos mares, criador generoso, deus da vida e da riqueza, deus supremo de todos os seres)


Tupã ou Caramuru (o deus tupi do céu, do trovão, criador e sustentador do mundo e de todas as criaturas)



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GHA´AGSHEKLAH


Expressam os vícios e desequilíbrios de Júpiter, que se manifestam em muitos indivíduos receptivos. Os indivíduos perversamente egoístas são seres muito desequilibrados nos quais predominam os vícios da Sephira jupiteriana. A hipocrisia é um tipo de egoísmo comum predominante nas grandes religiões de massa e entre seus seguidores, até mesmo entre aqueles não-praticantes. É um descarado fingimento de virtudes, devoção religiosa e moralismo inútil. Os hipócritas se escoram no pedestal de um falso Deus criado à imagem e semelhança deles mesmos e se eximem de qualquer responsabilidade quanto aos seus atos, condenando nos outros o que eles mesmos gostariam muito de fazer, ou realmente fazem às escondidas. Para os hipócritas, tudo “é a vontade de Deus” (quando não é do Diabo), crendo-se sempre muito fiéis, corretos e bondosos. Mas um hipócrita no comando de alguma organização ou instituição se torna ainda um tirano. Sua hipocrisia pode se manter em segurança e ele se pões a fazer coisas que sempre gostaria, mas proíbe, julga e condena seus seguidores ou subordinados. A bondosa e equilibrada autoridade de Chesed torna-se opressora, vaidosa e gananciosa, e o tirano apenas quer sua vontade cumprida, seja lá como for, cometendo o maior de todos os atos de desrespeito, com violência e crueldade: a violação do livre-arbítrio e do livre pensar. Por outro lado, a cega obediência a uma autoridade déspota transforma o ser humano em escravo temerário e passivo, um fanático incapaz de ver por detrás das aparências, de avançar em busca da verdade e da sabedoria, incapaz de pensar por si mesmo e de questionar, acomodando-se simplesmente à condição miseravelmente imposta por seu algoz ditador. O mesmo acontece com a misericórdia excessiva que torna o indivíduo covarde, fraco, sem autoridade sobre si mesmo e sem discernimento. Tais vícios e defeitos são manifestações evidentes da Qlipha de Chesed, o lado sinistro da Sephira: Gha`Agsheklah. Gha´Agsheklah significa “Transgressores”, “Perturbadores”, e são as forças que causam estagnação, passividade diante de problemas que devem ser resolvidos, passividade e inação diante do mal, da corrupção e da perversidade. Nessa Qlipha, o indivíduo degradado permanece em um estado no qual sua consciência está obscurecida pela escória kármica criada por sua própria mente grosseira e atrasada ao longo de muitas encarnações. Ele é um “transgressor” e “perturbador” porque transgrediu as Leis da evolução da consciência e vive em meio aos demônios “perturbadores” que ele mesmo criou. O amor verdadeiro de Chesed se torna sentimentalismo passivo e indolente, e a misericórdia que deveria trazer paz de espírito se transforma em atos de covardia e permissividade em uns e indulgência hipócrita em outros. A Esfera qliphótica de Júpiter é o círculo infernal da opressão, da tirania, do poder patriarcal abusivo, da escravidão dos covardes, do fanatismo, da hipocrisia, da gula e da ostentação, em que reina a anarquia, a desordem e a perdição. Gha´Agsheklah é o centro do abuso patriarcal político e religioso. De fato, a religião, a política e a ciência são praticamente idênticas em seus procedimentos para “solucionar” (ou criar) problemas de várias ordens. A política faz e desfaz, cria leis e proibições inúteis ou desfavoráveis, mas favorece a si mesma, conforme sua conveniência e capricho; a ciência igualmente cria novas teorias e conceitos, mas ignoram outros, encaixando forçosamente as coisas em seus padrões intocáveis, nomeia e elege planetas, mas rebaixa outros, tudo conforme sua conveniência; e a religião cria novos santos e dogmas e amaldiçoa outros, determina o que é de Deus e o que é do Diabo, também conforme sua conveniência. E, assim, o mundo se complica e os seres humanos são feitos marionetes do sistema. Sob o fluxo livre e fácil da força dessa Qlipha, as grandes religiões patriarcais tornaram-se grandes e lucrativos negócios financeiros, além de, até certo ponto, exercerem alguma autoridade política. Seus dirigentes velhacos gananciosamente sempre querendo mais e mais, escravizaram os seus fiéis de mente estreita que pagam por salvação, e exige-lhes somas em dinheiro para “a Gloria de Deus”. O cifrão foi adotado como o principal símbolo da religião judaico-cristã, um símbolo fortíssimo apenas para as transações financeiras dos falsos religiosos que perderam o verdadeiro sentido espiritual. A religião patriarcal judaica muitas vezes parece condicionada dentro de proibições, regras ultrapassadas e obrigações fortemente materiais. Não busca a experiência metafísica do espírito, a expansão real da consciência; seu misticismo procura se ater ao estudo teórico e intelectual da Torá e de outros livros. Assim, as “ovelhas” das grandes religiões de massa vivem em grande pompa e vaidade, mas, infelizmente, sem a verdadeira espiritualidade de Chesed. Chesed também rege a prosperidade, a abundância e a fartura. Sua Qlipha representa os excessos de pólos opostos: o esbanjamento e o desperdício, e a miséria e a fome. A fome, se não for sanada devidamente pode levar o indivíduo à gula incurável quando tiver a oportunidade para tal. O vício da gula é digno de nota, pois seu poder sempre causa problemas físicos e psicológicos, muitas vezes de difícil solução, fazendo com que o escravo da boca morra lentamente. E como é natural, após o “prazer” vem a dor. E as pessoas ainda vivem resmungando depois de cometerem seus desatinos e excessos. Apesar da fome em muitos lugares do mundo, há uma infinidade dos mais variados produtos alimentícios no mundo e um grande desperdício. A indústria alimentícia parece lutar para contra nossos estômagos e paladares. Os alimentos naturais e livres de químicas são os mais caros, enquanto uma avalanche de produtos industrializados com todo tipo de aditivo insalubre cerca as pessoas por todos os lados. Contudo, as pessoas buscam se intoxicar com o excesso de tais alimentos que são muito atrativos e saborosos devido aos produtos químicos. A própria sociedade conspira contra si mesma quando se ilude com os infinitos comerciais surreais da TV; as pessoas não sabem que são elas mesmas os “sócios” que financiam a insalubridade alimentícia. Assim, a enfermidade se instala e as pessoas não entendem por que estão doentes. Os efeitos são cumulativos e só após um certo período é que se faz sentir os sintomas. Então, as pessoas se “envolvem” com a indústria farmacêutica porque a indústria alimentícia já as “encaminhou”. Enfim, pode ser apenas mais uma conspiração entre tantas outras que visam ao domínio e ao lucro extremo a qualquer preço. Com a abundância qliphótica de Júpiter, ou seja, com o aumento da quantidade de alimentos industrializados e aditivados, a riqueza cresce nos bolsos de uma minoria que realmente não se importa com a saúde de ninguém. Como Chesed é a Esfera da riqueza, da abundância, da prosperidade, do conforte, do bem-estar, sua Qlipha influencia o ser humano fraco por meio das maravilhas materiais do mundo, iludindo-o e tornando-o um foco de desperdício energético e material, sempre muito ansioso para ser visto e notado em sua ostentação vazia e desnecessária, envaidecendo-se miseravelmente em sua existência perdulária e impulsiva, sem inteligência ou consciência, sem força de caráter, sem compreensão, sem evolução. Podemos observar na face da Terra todas essas manifestações inferiores instigadas pelo arquidemônio dessa Qlipha: Astaroth (o mesmo nome da deusa fenícia), o espírito da ostentação, da indolência e da vaidade ilusória, grande tesoureiro do inferno e regente das ciências acadêmicas mal aplicadas.


Arquétipos de Gha´Agsheklah:


Mammon (o deus fenício da riqueza, da opulência, da avareza financeira e da ganância)


Zagam (o deus hebreu da farsa, da falsificação e das fraudes financeiras e políticas)


Limos (o demônio grego da miséria, da fome e da escassez)


Behemoth (o demônio hebreu dos prazeres dos prazeres animalescos do paladar, da glutonaria, da obesidade e do desperdício)


Tântalo (o semideus grego da gula e da fome, roubou o néctar dos deuses e foi condenado a um suplício para sofrer a fome e a sede)


Minotauro (o deus grego da opressão e da gula insaciável, uma besta com cabeça de touro que se alimenta de carne humana, encarcerado em um labirinto)


Fraude (a deusa romana da fraude, das farsas e da ilusão das aparências)


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Alguns Símbolos da Esfera Chesed/Gha´Agsheklah:


Alguns símbolos de Júpiter são: a suástica, o cajado ou o cetro, o orbe e a pirâmide. A suástica é uma cruz muito mais antiga do que o nazismo, e representa o movimento de expansão ou contração do universo; é um símbolo da boa sorte, da alegria e da saúde. O cajado e o cetro simbolizam a autoridade e sabedoria espirituais do iniciado e o poder do magista, assim como é a muleta do sábio ancião no fim de sua existência; pode também ser usado como instrumento de autoritarismo e opressão. O orbe é o globo do mundo representando o poder e o domínio sobre as forças materiais e sobre si mesmo. Sobre a pirâmide muito se tem falado, porém não vamos nos estender em discussões polêmicas. Para os nossos propósitos neste estudo, basta dizer que a pirâmide expressa as forças cósmicas expandindo-se e “descendo” para a Terra (e tem também essa finalidade), e simboliza os Mistérios, a Iniciação e o próprio universo – ou seja, a Obra concluída – constituído pelos quatro Elementos (metafisicamente) regidos pelo Espírito Arquiteto.




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A Esfera Não-Numerada


( Daath )


Daath significa “Conhecimento” e é considerada uma Sephira – e também uma Qlipha – “invisível”, não aparecendo na maioria das ilustrações da Árvore da Vida. Quando aparece, é representada por detrás do Caminho da Grande Sacerdotisa, no Pilar do Equilíbrio, de forma sutil e não numerada. Pode ser considerada o Trigésimo Terceiro Caminho da Árvore da Vida e da Morte, pois está além dos 32 Caminhos conhecidos. Daath não possui nome divino, Arcanjo ou Coro Angélico, e surge, no processo da Criação, das energias de Chokmah, a Sephira 2, e Binah, a Sephira 3, que estão no Triângulo Superior da Árvore, além do Véu do Abismo, onde se situa Daath. É o conhecimento que deverá se tornar Sabedoria (Chokmah) por meio da compreensão (Binah). É o Conhecimento do Abismo Cósmico, o Conhecimento do Bem e do Mal, que é o segredo da Criação manifesta. Estar em Daath e permanecer isento de compreensão ainda ilude e aprisiona, mesmo que imperceptivelmente, na cela da falsa teologia, da falsa deificação de si mesmo, pois Daath contém todo o conhecimento cru do universo manifestado, a Ilusão do real como uma amálgama de todas as Sephiroth e Qliphoth, uma dimensão de loucura dispersa para todos os lados. Para Daath, são convergidas todas as Sephiroth e todas as Qliphoth, do mesmo modo que para Tiphareth (Jehovah Aloah Va Daath) são convergidas as forças das Sephiroth. Sob esse prisma, Daath é a porta para o lado reverso da Árvore, o universo B, é um portal entre as “duas” Árvores, que na verdade são uma: a árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (Otz Daath). Daath é a própria semente que contém a Árvore do Conhecimento, que contém o universo; é a semente da planta que é néctar ou veneno. Seguindo tal raciocínio, a semente é como um holograma, contendo em si o todo, a informação do todo e qualquer parte do todo. Assim, Daath é o grande holograma do universo A e do universo B, ou seja, sephirótico e qliphótico. Trata-se de um plano de transição do universo “real” (Ilusão) para o potencial (Real) na Árvore Sephirótica, onde o tempo não existe. O Iniciado só conseguirá realizar essa transição se tiver uma vontade verdadeira e forte e todos os seus elementos em perfeito equilíbrio e completamente purificado das escórias de suas encarnações na Terra, pois ele deverá ter uma visão extremamente clara e capaz de distinguir a Realidade da confusão ilusória. Poderá “filtrar” toda a energia de Daath com discernimento espiritual e não ser vítima do conhecimento falso, da distorção e da insanidade. Daath é a ponte pênsil que liga ao supremo plano espiritual, mas também é o calabouço do condenado que sempre vacila, pois o indivíduo não preparado se perderá desesperadamente na corrente caótica, ficando cativo em seu labirinto insano e tendo sua consciência devorada pelo arquidemônio enochiano Choronzon, o senhor da dispersão e do conhecimento falso e confuso, o senhor de Daath. A influência de Choronzon no mundo causa a confusão da grande massa de força humana fragmentada que se dispersa, voltando-se depois contra cada indivíduo que então se perde e se desorienta na vida, em vez de uma concentração para o progresso de cada um e da vida no planeta. Estudando Daath, a conclusão a que se pode chegar é que toda a existência manifesta abaixo do Abismo Cósmico (abaixo de Daath), a matéria-energia, o tempo-espaço, são ilusões criadas pela Mente Divina. É como um jogo, uma brincadeira que pode até parecer de mau gosto, se formos refletir bem. Mas deveríamos aprender a “brincar”, já que somos também ilusão em um universo de ilusão cujo objetivo final é o despertar da consciência espiritual e nossa retirada vitoriosa desse jogo aparentemente (e realmente) perigoso e assustador. Para se cruzar Daath, é preciso que o indivíduo seja perfeitamente resolvido psicologicamente e que possua todas as virtudes morais e espirituais possíveis, e uma das mais difíceis dessas virtudes é o total desapego. Trata-se de uma fase do caminho espiritual extremamente crítica e delicada, em que todas as dúvidas e medos já deveriam estar eliminados definitivamente. Apesar de ser uma “falsa” Sephira ou uma Sephira sem número, ou uma não-Sephira e não-Qlipha, pode-se atribuir a essa Esfera o número 11 (onze). Onze é o número da Magia e das transformações e, consequentemente, da Ilusão. Expressa a dualidade da Manifestação e a Árvore dupla, pois 1+1 = 2, ou seja, a Árvore Sephirótica (10) mais uma (1), que por sua vez possui mais uma Árvore (10) que possui mais uma (1)... e assim por diante, em um ciclo dual alternante que se completa (10) e recomeça (1); é como um sistema de código binário. Onze é o número das dez Sephiroth mais uma Sephira falsa, e das dez Qliphoth mais a Qlipha falsa: Daath.


A cor de Daath é um cinza-prata violáceo meio indefinido, porque o falso conhecimento é cinza, indefinido, uma mistura de luz e trevas, branco e preto, bem e mal, alegria e desespero, prazer e dor, alegria e trevas, paz e sombras, branco e mal, bem e dor, desespero e deus, prazer e demônio, amor e mal, branco e ódio, amor e ódio, desejo e discórdia (Eros e Éris, o amor erótico e a discórdia que muitas vezes se origina no desejo), etc. Enfim, um verdadeiro caos. Daath é representada astronomicamente e astrologicamente pelo sistema estelar binário de Sírius (Sothis ou Sopdet), da constelação do Cão Maior, que no Egito antigo era simbolizada graficamente por um triângulo isósceles e uma estrela estilizada. Está a oito anos-luz e é uma estrela dupla, Sírius A e Sírius B, sendo esta última chamada também de Po-Tolo pela primitiva tribo africana dogon que já a conhecia em detalhes muito antes de ser descoberta por meio de potentes telescópios em 1862. Segundo os dogons, esse e outros conhecimentos foram trazidos por seres alienígenas chamados nommos, conhecidos como homens-peixes. No Egito, Sothis era vista ao amanhecer juntamente com o Sol e a inundação do rio Nilo, marcando assim o início do ano egípcio com o forte calor do verão. Sírius significa “brilhante” (do latim sirius e do grego seirios), e era também a grande estrela da Iniciação e dos Mistérios. Eis aqui um fato para reflexão à luz da analogia simbólica. O planeta Urano também passou a ser uma representação astrológica de Daath, após sua descoberta no século XVIII. Urano é co-regente de Aquário e sua força é revolucionária e caótica, é energia destrutiva para os despreparados e conformados, pois sua força quebra tabus e impele à evolução drasticamente de maneira perturbadora e com determinação. Mudanças fortes e às vezes súbitas, ocorrem no indivíduo e no mundo por meio da influência de Urano, mesmo que tal mudança cause catástrofes e destrua a ordem estabelecida.
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Arquétipos de Daath:


Urano (o deus grego Urano é um correspondente mitológico de Daath. )


Janus (o deus romano que possui dois rostos opostos, olhando para lados contrários. Janus é o deus da dualidade, que olha para o passado e para o futuro ao mesmo tempo, que busca conhecer tudo, seja bom ou mau. Janus é a “porta” para a vida e para a morte, para a lucidez e para a loucura, para o bem e para o mal.)


Set (o deus egípcio Set, também associado a Sephira Binah.)


Éris


Eros


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Alguns Símbolos de Daath:


Alguns dos símbolos mais interessantes e significativos de Daath são o calabouço, a cela de hospício, a casa maluca, o labirinto, o cubo mágico, a semente, o holograma, o espelho (de Alice), a toca do coelho, a cabeça de Janus, o relógio mecânico, a “oficina do Diabo”, o palhaço, a máquina do tempo, a caixa de Pandora, o código binário, o cérebro, o disco rígido do computador, a torre de Babel, o navio fantasma. Além dos símbolos citados (alguns principais) e das atribuições astrológicas e astronômicas, podemos considerar todos os símbolos possíveis para Daath, os antigos e os modernos, os sagrados e os profanos, os concretos e os abstratos, infinitamente, bem como (paradoxalmente) desconsiderar qualquer símbolo também. Pelo que precede, Daath pode ser considerada como o centro principal da magia do caos ou caoísmo, que é um sistema não muito sistemático no qual cada magista faz seu próprio sistema. Na magia do caos o mais importante é a experiência individual (como em qualquer outro sistema ocultista), a busca pelos estados alterados de consciência, o desenvolvimento pessoal e a responsabilidade ou irresponsabilidade pelos seus seus resultados. Crenças são adotadas ou criadas à vontade como meios de se atingir determinados fins ou objetivos, podendo ser abandonadas ou substituídas por outras. O magista caótico visa alterar sua própria “realidade” e utiliza tudo o que possa ser útil e funcional para o seu sistema pessoal, como, por exemplo, magia cabalística, xamanismo, magia enochiana, tantrismo, Necronomicon, doutrinas religiosas, magia goética, mitologia, psicologia junguiana, radiônica, tarô, neurologia, fisiologia, biologia, mecânica quântica, ciência acadêmica em geral, plantas enteógenas e psicoativos sintéticos, sigilização, ufologia, música atonal, rock progressivo, filosofia, artes, literatura, poesia, fantasia, ficção científica, teorias, hipóteses, etc. Enfim, tudo pode ser adaptado e utilizado no sistema caótico no qual não há mestres, gurus ou professores, a não ser que o magista queira. Assim como a magia do caos, Daath é um verdadeiro pandemônio que influencia a vida na Terra e as civilizações. Na humanidade, a influência de Daath pode gerar insanidade ou criar gênios encarnados.

Akin Lan Feng
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CABALA pt 3

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:51 pm

Terceira Sephira e sua Qlipha


( Binah – Satariel )



BINAH


A terceira Sephira cabalística, ou Esfera de emanação divina, é Binah, situada no Triângulo Superior da Árvore. Binah significa “Compreenção” e é o plano paranirvânico, está além do assim chamado Nirvana. É o plano da Raiz da Matéria (ou Mulaprakriti, em sânscrito), um plano muito abstrato, próximo do Absoluto. Binah é a Matriz Primordial do universo, o Útero divino que contém tudo o que foi, é e será; é o Receptáculo da Essência Eterna e de toda Matéria, um abstrato Caos homogêneo e original. Por ser muito elevada e abstrata, apenas é possível descrever Binah em termos abstratos sugestivos. É o plano da Não-Substância ainda não modelada, é a Raiz da Substância contida, restringida, ainda não manifestada. Binah é a origem do Cosmos, o Grande Mar de Vida e Morte do universo. Sendo a origem primordial da Matéria, Binah é a doadora da vida, mas ao mesmo tempo é doadora da morte, pois ela limita o fluxo de força para acondicionar a vida na forma, ou seja “aprisionar” o espírito na matéria, no universo manifestado; Binah é o Espirito Santo que desce à Manifestação. Assim como a yoni ou vagina – o principal símbolo de Binah – dá a vida no mundo material, ela também dá a morte para a existência espiritual que encarna na matéria “amarga” e dolorosa que, por sua vez, também morre para libertar o espírito.


O nome divino da Esfera de Binah é Jehovah Elohim, que quer dizer “Senhor Deus” ou “Deuses do Senhor”, e seu Arcanjo é Tzaphkiel, a “Contemplação de Deus”. Tzaphkiel é a força mais primitiva de involução cósmica e humana nos planos da forma, no processo de materialização da Vida. Mas é também responsável pela espiritualização pura do ser humano que a busca por meio da compreensão espiritual e da contemplação do Puro Espírito. Em sua manifestação mais inferior, quer dizer, mais próximo do homem encarnado na Terra, o Arcanjo Tzaphkiel é o criador dos rituais secretos e esotéricos transmitidos aos Adeptos, e é o Senhor do Templo. O Coro Angélico dos Aralim também está sob a regência de Tzaphkiel. Aralim significa “Tronos”, é o princípio espiritual da estrutura básica da Matéria Primordial amorfa na qual a Força primitiva dinâmica de Chokmah tem seu fundamento e fixação para se desenvolver na forma manifesta que será moldada e organizada por Chesed. Pode-se dizer que como trono, Binah entrona Chesed, que é a Sephira seguinte na Árvore e que molda o universo a partir da Matéria-Energia pré-existente em Binah. Na Esfera de Saturno, como é chamada Binah, o Adepto vive um estado místico de absorção na fonte espiritual amorfa de toda a Matéria, e experimenta uma consciência espiritual de mais alto grau na qual compreende a Realidade Absoluta da causa de toda Existência e o próprio fim da Existência, do Tempo e do Espaço. Ele experimenta a visão da dor espiritual suprema e o Mistério da dor, que o conduz a uma compreensão da Matéria Primordial que gera o universo manifestado no plano da forma e o sofrimento e a morte inerentes à própria existência. Em Binah Não há corpo sutil humano ou veículo de manifestação cósmica, mas apenas o espírito individual e amorfo, conscientemente imerso na Raiz do Universo, sem qualquer veículo para velar e obscurecer sua pureza, pois a fonte da Vida e da Vida e da Matéria é pura, e somente a Matéria é maculada em seus níveis mais densos na Criação. Aqui, a mônada está livre e autoconsciente junto de sua Mãe. Binah, ou Marah, outro título da terceira Sephira, está no topo do Pilar da Severidade, e como poder de restringir e condicionar a força do Puro Espírito ela é severa, pois a vida na forma materializada vê sua morte no horizonte. No nascimento já está implícita a morte; a morte da forma, a destruição da própria matéria, seja ela qual for, para que a essência espiritual retorne à sua Origem no Absoluto. Portanto, no processo de densificação do universo, que se condicionará à forma, estão implícitas a dor e a morte, porque a matéria é finita e sofre modificações, e a dor apenas existe nos planos mais densos e para aqueles que tem consciência da dor. Sob o ponto de vista da morte e da dor, que deveriam ser entendidas como algo transcendental, Binah é considerada levianamente como o mal. Sendo a forma e limitação o oposto da força e fluidez, Binah é o par oposto de Chokmah. Binah também é Saturno, o Senhor da Forma e da restrição; Binah é Satã, o “opositor”, Criador e Senhor da Matéria, porém entendidos de maneira muito vulgar e anti-espiritual pelas massas humanas. Satan possivelmente tenha se derivado das palavras sânscritas satata e sanatana, que significam “eterno”, “permanente”, um dos títulos de Shiva (equivalente ao deus egípcio Set), o que faz sentido nesses níveis elevados da manifestação espiritual em Binah e além. Independentemente disso, o bem e o mal surgiram e fazem parte de um único Todo, o Absoluto, seja de forma latente ou manifesta. Aqui, a compreensão (Binah) nos mostra o devido significado das coisas; a compreensão interior, espiritual e verdadeira, e não uma mera racionalização do intelecto-ordinário que transforma o indivíduo em um tolo. Satã-Saturno, assim como Binah, é o criador original da raça humana material com todos os seus instintos naturais, com sua fisiologia e com suas forças subconscientes, e um satanista que se considera autêntico entende isso. Satã-Saturno-Set-Shiva-Shaitan é a fonte da compreensão para o livre-arbítrio e responsabilidade que nos livram da ignorância para que possamos buscar o conhecimento de nossa própria totalidade individual. Mas a teologia considera esse livre-arbítrio uma heresia.


O indivíduo pode sentir algo do poder de Binah por meio de sua vontade exercendo o raciocínio frio, estudando a filosofia oculta e a tanatologia esotérica, executando trabalhos para aquisição de conhecimento e compreensão, exercícios de concentração, trabalhos de asceticismo e reclusão, obras de destruição e morte (espiritual e psicológica), rituais de trevas e invocações das forças trevosas primordiais do cosmos, com consciência e discernimento. Psicologicamente, as trevas incubadoras e criadoras de Binah-Saturno se refletem na psique do indivíduo por meio da, assim chamada, sombra, uma amálgama de todos os instintos primitivos, o terrível e caótico subconsciente. A sombra é a fonte de grande poder criativo e da sabedoria mais profunda da existência, e por isso não deve ser reprimida e sim utilizada para a expansão da consciência e para a evolução individual. É também o mais poderoso, o mais influente e o mais perigoso dos elementos da psique humana e deve ser subjugado e assimilado conscientemente pelo Eu Superior de Tiphareth. Em termos alquímicos, é o Chumbo dos Sábios, a matéria-prima da consciência humana, energia densa, metal pesado que é transmutado no ouro da consciência. Em certo estágio da evolução da consciência, o humano superior já adquiriu as virtudes do silêncio e da seriedade, o que certamente é muito difícil para muita gente. No silêncio está a seriedade, e a concentração para conduzir o crescimento pessoal por meio do estudo, da observação e da continuidade de propósitos no caminho espiritual.
A Sephira Binah tem como expressão numérica o 3 (três), número da criação, conservação e destruição de tudo o que existe. As tríades e trindades são reflexos de Binah, como a unidade ternária espiritual e genética – pai, mãe e filho. O três tem sua representação no processo de inspiração, retenção e expiração; na dimensão do tempo (passado, presente e futuro); nas formas tridimensionais; no ternário atômico (prótons, elétrons e nêutrons), etc. Três é ainda o número da estabilidade, da responsabilidade, da paciência, da inteligência e da seriedade. No Tarô, todos os três têm correspondência com Binah. Representam algo que foi iniciado, a realização de uma ação: o três de paus expressa uma força que foi estabelecida, que pode gerar orgulho e arrogância; o três de copas indica abundância e fartura, etc.; o três de espadas é infortúnio, dor e infelicidade; e o três de discos expressa trabalho material, negócios e disciplina material. A vibração cromática de Binah é o preto, cor primordial das Trevas da criação e destruição, do Grande Útero do universo, do oculto e do espaço cósmico. Poucas pessoas entendem que sem o preto a luz não pode se manifestar, não pode ser visível; sem o contraste de luz e sombras não enxergaríamos nada. O preto também expressa a força da Matéria e da Tradição Mágica, sugere e reflete severidade, respeito e estabilidade psicomental e material, relaxa e descansa os olhos. Entretanto, não é exatamente uma cor e sim ausência de luz, ou seja, ausência de todas as cores. Astrologicamente, a força de Binah está no planeta Saturno (Shabbathai, em hebraico) e sua influência é mais evidente nos signos de Capricórnio e Aquário. Capricórnio expressa as alturas espirituais e a alegria da caminhada iniciática, de volta à Raiz de Tudo. Aquário é a manifestação da profunda inteligência cósmica e da compreensão acerca da origem da existência de tudo no Grande Mar Universal. A sutil manifestação de Saturno-Binah em nosso mundo físico pode ser vista de maneira distribuída em vários lugares, tais como museus de antiguidades, cemitérios, mausoléus, sítios arqueológicos, ruínas, grutas subterrâneas e cavernas, desertos durante a noite, vales rochosos, montanhas solitárias, as profundas águas abissais, qualquer lugar obscuro, silencioso, triste ou relativamente angustiante e assustador.


Arquétipos de Binah:


São os deuses mais antigos, severos, deuses primordiais da sabedoria trevosa, deuses de dor e da morte, deuses terríveis e agressivos, divindades das sombras e do frio. Também podem partilhar das características de Malkuth.


Kronos (o deus grego líder dos titãs, deus antigo do tempo, da morte e da agricultura, devorava seus filhos para não ser destronado)


Tânatos (o deus grego da morte, do frio e das trevas)


Moiras (as deusas gregas primitivas da vida e da morte: Cloto, a “Fiandeira”, que gira o fuso da vida – Láquesis, a “Medidora”, que mede o fio da vida com sua vara – Átropos, a “Inevitável”, que corta o fio com sua tesoura ; regem o destino dos homens e dos deuses)


Saturno (o deus romano equivalente a Kronos)


Parcas (as deusas romanas equivalentes às Moiras)


Sobek ou Sevekh (o deus-crocodilo egípcio das inundações do Nilo, da agricultura, do tempo, da vida e da morte)


Taurt ou Taoer (a deusa-hipopótamo egípcia da Matéria e da Terra, a grande mãe do mundo)


Shiva (o deus hindu da morte, da vida e do tempo, destrói o universo e a Ilusão com a abertura de seu terceiro olho)


Durga ou Gola (a deusa hindu “inacessível”, a origem da Raiz da Matéria e da Ilusão, é um aspecto de Kali)


Ymir (o gigante deus escandinavo do Caos e da Matéria, de cujo corpo foi criado o universo por Odin)


Nornas (as deusas escandinavas da vida e da morte, que vivem sob a árvore Yggdrasil, tecendo o destino dos homens e dos deuses, são as três irmãs, Urd, Verdanti e Skuld)


Tiuamat ou Tehom (a deusa-dragão sumeriana das Águas Primevas, mãe do universo, criadora e destruidora da Raiz da Matéria, seu corpo deu origem ao mundo e ao céu que foram criados por Marduk)


Absu ou Apsu (o deus sumeriano das Águas Abissais do Espaço e de toda Sabedoria, é esposo de Tiamat)


Tezcatlipoca (o deus asteca das trevas, da morte, da matéria e da sabedoria, irmão do deus Quetzalcoatl)


Shaitan ou Iblis (o deus árabe equivalente a Satã)


Po (a deusa polinésia da morte e da vida, das trevas e da Terra, a mãe do Universo)




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SATARIEL


Os vícios da Sephira Binah manifestam-se em sua Qlipha chamada Satariel, que significa “Ocultadores”. O arquidemônio é Lucifuge (demônio romano), “aquele que foge da luz”, espírito ocultador e destruidor dos deuses e de tudo o que é sagrado e divino, causador de deformidades e aberrações da natureza. Satariel é um plano e estado no qual a consciência está ocultada e obscurecida pela completa ignorância. Aqui o silêncio dá lugar a uma espécie de avareza do espírito caracterizada pela retenção excessiva até do que é necessário, ou seja, pela negação do essencial. Isso é algo muito diferente de saber guardar segredo, pois a capacidade silenciar incrementa o magnetismo pessoal e desenvolve a vontade e poder sobre si mesmo. Mesmo que não exista realmente um segredo iniciático em determinados casos, a pessoa é testada quanto a sua lealdade, honradez respeito e poder de vontade. Em Satariel, a ignorância causa o sofrimento incompreensível e o medo irracional do desconhecido, das trevas e da Morte, impossibilitando o entendimento existencial. É o círculo infernal da ignorância, da dissimulação, da falsidade, da blasfêmia, do ascetismo fraudulento, do desrespeito e do materialismo cético. Os “Ocultadors” qliphóticos, as cabeças negras e chifrudas com seus olhos medonhos atrás de véus, derramam sua influência no mundo onde podemos ver seus resultados em todas as religiões que manipulam a fé das massas, que ocultam o conhecimento e a verdade, iludindo a multidão inconsciente que permanece estagnada e acomodada com a farsa de Deus e do Diabo fincada em cada rebanho. Nos Ocultadores, no nosso mundo, dissimulam, propagam a ignorância, difamam tudo o que não se encaixa em seus dogmas e regras e segregam as mentes inteligentes e revolucionarias para que não se “desviem” a manada; criam uma outra Inquisição, moderna, sutil, que é ocultada sob uma falsa moral religiosa e sob os costumes sociais condicionados. Ocultadores são também todos aqueles que fingem, que mentem, que enganam para tirar vantagens de inocentes e ignorantes. Assim são as grandes religiões monoteístas que inventam desgraças onde não deveriam existir, que inventam pecados, proibições e marionetes patéticas como o Diabo dogmático. Tudo bem pronto para ser engolido sem reclamação. Infelizmente, a fé cega, limitada e ignorante em um Deus e um Diabo pessoais que estão sempre em guerra, torna o ser humano indolente, negligente, preguiçoso e espiritualmente imaturo, já que para ele todas as regras morais, sociais e religiosas já foram determinadas, escolhidas e “receitadas” antecipadamente, deixando assim que o devoto acomodado apenas creia, tenha “fé”. Pensar e agir por si mesmo é muito mais difícil, requer inteligência, discernimento, responsabilidade e inquietudes espirituais. Assim, os tolos da fé cega crêem em um Satã que combate Deus e que quer a ruína dos fiéis. Mas se crêem é porque têm fé. Logo, sua fé é, na verdade, dividida entre Deus e Satã, do mesmo modo que estes dois supostamente dividem o domínio do mundo. Entretanto, tudo é culpa de Satã, ou do Diabo, e os fiéis nunca têm culpa de nada, nunca se responsabilizam por seus atos, pensamentos e desejos, por piores que sejam. O pobre Satã carrega toda a culpa das ações arbitrárias da humanidade doente. Sem Satã e seus sequazes, a quem os tolos hipócritas irão culpar pelos males do mundo e de suas vidas? Afinal, o Satã dogmático e caricatural é o principal sustentáculo da cristandade. Por outro lado, existem os declarados (pseudo) satanistas, equivocados, que podem ser comparados àqueles aos quais eles pretendem se opor e agredir. Também “pecaram” em compreender o significado de Satã e corromperam sua imagem do mesmo modo que seus detratores, colocando-o simplesmente em uma condição material, mundana, sem características espirituais e metafísicas, como uma imagem de seus próprios adoradores de mente limitada. Essas pessoas cultuam o mesmo Satã que a teologia amaldiçoa. Qual a suposta superioridade de um ou de outro? Ambos estão equivocados lamentavelmente. As pessoas devem compreender que Satã é Deus. É uma única e mesma força polarizada para criar e manter o equilíbrio cósmico, não podendo jamais um existir sem o outro, pois a luz só pode ser percebida sobre o fundo negro das trevas. Satã é, de fato, o “Adversário”, o opositor que combate a fé cega instituída, os dogmas perniciosos e ultrapassados e a ilusão forjada pelos proprietários da fé. Não tem nada a ver com coisas diabólicas.



Arquétipos de Satariel:


Alguns arquétipos qliphóticos saturninos.


Caronte (o deus grego do inferno, velho barqueiro grotesco, avarento e cruel, que conduz as almas condenadas)


Euronymous (o demônio grego da morte e do inferno, rege a putrefação orgânica e se alimenta de carniça)


Gréias (as deusas gregas da senilidade e da decrepitude, irmãs muito antigas que já nasceram velhas, banguelas e cegas, mas que compartilham um único olho móvel como uma bola de cristal)


Kali (a deusa negra hindu da morte, da destruição e do tempo, de aparência macabra e sanguinária, é um aspecto de Shakti ou Poder de Shiva)


Ravana (o gigante deus hindu do tormento, da morte e das metamorfoses, senhor dos rakshasas, antigos seres malignos antropófagos que frequentam cemitérios e atormentam o homem)


Mara (o demônio budista da ilusão e escravidão materiais, dos vícios, da morte e da destruição)


Carrefour ou Kalfou (o loa vodu das trevas, da destruição, da morte e das encruzilhadas, perigoso senhor dos espíritos sinistros, influencia o ser humano fraco e rege a feiticeira tenebrosa)


Baron Samedhi (o loa vodu dos mortos, dos cemitérios e das encruzilhadas, rege a morte, as trevas e a fertilidade, é obsceno e guarda o conhecimento ancestral dos mortos)


Ghoul (o demônio árabe do deserto, da noite e da morte, monstro vampiresco semelhante a uma hiena, que devora os viajantes do deserto e viola túmulos para se alimentar de carniça.)


Supay (o deus inca da dor, da morte e do inferno)


Camazotz (o deus-morcego das trevas, da morte e da iniciação oculta e trevosa no inferno)


Jasha (o demônio-morcego japonês do rancor e do ódio femininos)


Anhanguera (o deus tupi ancião da morte, da noite e do terror)

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Alguns Símbolos da Esfera Binah/Satariel:


Os símbolos saturninos utilizados na Cabala Draconiana são: a vagina (ou yoni, em sânscrito), o caldeirão, a taça, o triângulo invertido, o túmulo, o sarcófago, a foice, a túnica negra, o crânio e o tambor. O caldeirão e a taça, também abordados na Sephira Yesod, representam aqui o Grande Útero primordial, a fonte de toda a Matéria cósmica. A taça é também Ginnungagap, a Grande Taça da Ilusão dos escandinávios, o Mar do Caos do Espaço Primordial de onde provém toda a Matéria e a Vida; é a vagina da Grande Mãe, Binah. O triângulo invertido é o símbolo equivalente à vagina, ao útero e à taça, além de ser o glifo alquímico da Água ou do Grande Mar. O túmulo e o sarcófago simbolizam, obviamente, a morte ou melhor, a transformação e o retorno à origem primitiva da matéria. São símbolos femininos, já que a morte neste mundo significa renascimento em outro. A foice é outro símbolo de morte e transformação, de passagem e do tempo de todas as coisas. A túnica negra representa o ocultamento, a introspecção e o silêncio. É usada nos trabalhos cabalísticos cerimoniais e na magia de modo geral como um sinal de recolhimento, isolamento da vida mundana e cotidiana. Indica a ideia de segredo e sagrado, de seriedade e concentração no trabalho. O crânio e o tambor são também abordados na Sephira Malkuth. Esses símbolos se associam tanto à Terra quanto à Esfera de Saturno.



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Segunda Sephira e sua Qlipha


( Chokmah – Ghogiel )



CHOKMAH


Chokmah significa “Sabedoria” e seu nome divino é Jah ou Jehovah, o “Senhor”, “Deus”. É a força masculina mais elevada e pura do Cosmos, a primeira manifestação do polo positivo, um poder dinâmico, impetuoso, incontido, representado pelo falo ou linga, o órgão sexual masculino. Mas isso é apenas uma representação, pois não devemos entender essa referência sexual em termos de sensação física ou erótica, mas sim como um fluxo e corrente de energia cósmica positiva. Essa energia será convertida em negativa, gerando a terceira Sephira, Binah, e aí ficará “retida” para que tenha início a formação do universo que se manifestará em níveis de densidade, funcionando sempre em polaridade criadora. Chokmah é o Pai Divino em seu nível mais abstrato e o impulso criador e fecundante do que virá a ser o universo manifestado e material. É um centro de energia dinâmica em ebulição, energia ativa e estimulante em movimento. Chokmah é o plano anupadaka, termo sânscrito que significa “sem pais”, quer dizer, aquele que existe por si mesmo como uma atividade, uma fluidez e desdobramento da Sephira Kether, um fluxo de força de pré-manifestação. Talvez seja relativamente difícil de conceber essas ideias em nossas mentes, mas não há outra maneira de descrever a natureza dessa Sephira. Em Chokmah não há veículo de manifestação ou corpo sutil, pois é um plano ou estado de consciência em que a energia espiritual é pura, amorfa e em movimento. Entretanto, o Iniciado em Chokmah torna-se um Mago verdadeiro e completo, Iluminado, com visão e discernimento espirituais, conhecendo o segredo da polaridade cósmica e o significado espiritual do sexo e da alternância da polaridade nos planos de manifestação. Chokmah é a Esfera do Arcanjo Ratziel, o “Segredo de Deus”, o Arcanjo do Mistério, o Guardião da Sabedoria, a Inteligência diretora da força que impulsiona as descobertas que contribuem para a evolução da humanidade. Ratziel dirige a Roda da Criação, ou seja, o Coro dos Auphanim, mantendo-a em movimento perpétuo, gerando a força, a energia, que flui para criar a forma. Os Auphanim são as inteligências ou anjos das estrelas que animam as constelações, especialmente a roda zodiacal. Psicologicamente, todo Iniciado na Sephira Chokmah deve estar completamente livre das repressões e imune às dissociações psico-patológicas, deve estar com todas as partes da natureza humana e espiritual equilibradas e desobstruídas para que possa fluir essa corrente de força de Chokmah. Essa força é atraída para baixo, para o Adepto, por meio do Tetragrammaton, ou o nome de quatro letras – YHVH (Yod, Heh, Vau, Heh, Jehovah) – para ascender novamente e ser orientada conforme sua vontade. É um trabalho de extrema devoção à Grande Obra, à própria evolução, e sem essa virtude não é possível atingir essas alturas do Espírito.


O número da Sephira Chokmah é 2 (dois), porque Chokmah é o desdobramento da primeira Sephira Kether. Dois é o número da polaridade, dos pares de opostos que regem todo o universo manifestado cujo Pai é o polo positivo da Mãe para qual toda a força de Chokmah é direcionada. Os dois do Tarô estão em Chokmah e expressam o início e o desdobramento de algo. O dois de paus é domínio e poder estável; o dois de copas expressa a força da fluidez e da harmonia entre os opostos em todos os níveis; o dois de espadas representa o equilíbrio das forças, o fim de uma luta e a restauração da paz; e o dois de discos é a expressão dos pares de opostos no plano mais denso e suas mudanças de maneira equilibrada na matéria e nas coisas mundanas. Na Árvore da Vida, a cor de Chokmah é cinza para representar e simbolizar a Luz velada da Unidade, a luz de Keether densificando-se sutilmente em Chokmah. Astrologicamente, Chokmah é a Esfera do Zodíaco (Mazloth, em hebraico), as forças cósmicas que são “filtradas” pelas constelações zodiacais e que se qualificam para influenciar toda a Existência. Essas constelações constituem a Roda do Zodíaco, que é representada graficamente por uma roda com 12 raios. Netuno, após sua descoberta no século XIX, passou também a representar a força dessa segunda Sephira e é co-regente do signo de Peixes. A força netuniana é dinâmica e tempestuosa, sutil e elevada, representa a sabedoria a ser alcançada por todo aquele que está preparado, mas também impulsiona o indivíduo despreparado e não muito evoluído a cometer atos rebeldes e irracionais cujos resultados ele não terá controle.


Arquétipos de Chokmah:


Deuses que tem correspondência com o planeta Netuno, são os deuses masculinos da sabedoria oculta e dos oceanos (entendidos aqui como o Espaço e seu fluxo de força cósmica positiva).


Poseidon (o deus grego rebelde e impetuoso dos oceanos e das tempestades, que preside a fertilidade masculina e a sabedoria oculta)


Netuno (o equivalente deus romano)


Varuna (o equivalente deus hindu)


Niord (o equivalente deus escandinavo)


Ea (o equivalente deus babilônio)


Dagon (o equivalente deus caldeu/hebreu)


Paikea (o equivalente deus maori)


Igigi (o equivalente deus sumeriano, o deus do espaço e das estrelas).



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GHOGIEL


A Qlipha de Chokmah é Ghogiel, os “Estorvadores”, e aqui o indivíduo débil será impedido de avançar em sua evolução, terá obstáculos e será confinado em vez de fluir na força positiva de Chokmah. Seu Arquidemônio é Beelzebub (deus fenício), traduzido como “Senhor das Moscas” ou “Senhor dos Escaravelhos”. É o deus da perseguição e dos obstáculos, que provoca a queda dos reis patriarcais, mas já foi considerado um deus bom, curador, guia das almas e deus dos oráculos. Assim como Jehovah, Baal-Zebud é o “Senhor”, e seu aspecto opressor e estorvador se assemelha com o Jeová de certos fanáticos que distorcem ainda mais o que já está distorcido: os textos bíblicos. Eis aí um verdadeiro estorvo para a liberdade e para a evolução psicomental e espiritual; mais uma influência qliphótica entre tantas. A Bíblia é certamente uma coisa polêmica. Contudo, as pessoas gostam de coisas polêmicas. O “estorvo” de Ghogiel também é manifestado pelas dificuldades inerentes à própria existência mundana e material, os obstáculos e empecilhos que visam barrar lamentavelmente o impulso de vida da maior parcela do mundo com problemas de toda ordem, inclusive os conflitos irracionais e egoístas entre os sexos. O desperdício de energia e suas fontes naturais é outra ação do poder estorvador de Ghogiel, que mina a Terra e nos deixa à mercê de uma falência planetária. Há a alternativa da energia atômica, mas o ser humano ainda não está preparado para usá-la com perfeita segurança, ainda não tem completo domínio sobre essa força extremamente contaminante e perigosa, ficando essa alternativa energética e suas consequências catastróficas sob os domínios qliphóticos de Ghogiel, a força sinistra da Segunda Sephira.


Arquétipos de Ghogiel:


Para além das Esferas de Binah e Satariel na Árvore do Conhecimento, há poucos arquétipos mitológicos que as representam. Chokmah é uma Sephira muito elevada e sutil, energia pura e livre, e sua Qlipha, Ghogiel, chega a representar um sutil entrave para as forças cósmicas e humanas, que pode ser percebido e transcendido. Entretanto podemos associar o Jeová bíblico como seu arquétipo qliphótico, sendo caprichoso, egoísta, ciumento, acusador e repressor.


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Alguns Símbolos de Chokmah/Ghogiel:


Os símbolos utilizados aqui são o cetro e o falo. O cetro é também abordado na Sephira Chesed (Júpiter), que é um desdobramento imediato de Chokmah no Pilar da Misericórdia. O falo (ou linga, em sânscrito) simboliza o princípio masculino abstrato, primordial e espiritual do universo, é a força masculina impetuosa, o fluxo de energia livre em direção ao Receptáculo feminino para gerar a Vida; tem correspondência com o cetro e o cajado.



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Primeira Sephira e sua Qlipha


( Kether – Thaumiel )



KETHER


Kether é a primeira Sephira da Árvore da Vida e quer dizer “Coroa”. Seu nome divino é “Eheieh”, que significa “Eu Serei”, indicando que Kether é a origem de tudo o que será. É a coroa de toda a Criação e a partícula espiritual, a centelha divina pura que coroa o homem. É o plano adi, o “primeiro”, o plano supremo e primordial do Deus Desconhecido, o qual devemos buscar, porque a vida, a matéria – seja lá em que nível de densidade – e nossa personalidade, são efêmeras e transitórias. Apenas nossa centelha divina, que deve se tornar autoconsciente, é imortal. É o plano do Amorfo, do Puro ser Desconhecido, da Existência latente. De Kether tudo surgiu e é para onde tudo retornará, para onde todo o universo manifestado se recolherá após uma evolução cósmica. Mas há uma inteligência em Kether e esta é o Arcanjo Metatron, o “Príncipe das Faces”, que leva a influência do Puro Ser para a manifestação, possibilitando à matéria “aterrar” o Espírito Puro e condiciona-lo na forma, ou seja, conduz o Iniciado até a presença do Supremo Deus, que é a essência de todos os Deuses. A fonte dos Elementos em seu aspecto mais puro e espiritual é o Coro Angélico dos Chaioth ha Qadosh, as “Criaturas Vivas e Sagradas”. Esses Elementos atingem o ápice da materialidade e da atividade na Esfera de Malkuth. A fusão desses Elementos em Kether e sua expansão no processo de Criação tem representação na famosa cruz suástica ou cruz gamada. Assim como Chokmah, tentar falar de Kether de forma objetiva nos leva a ideias aparentemente inconcebíveis em nossas mentes ainda em evolução na matéria densa. Kether é a Unidade Indiferenciada na qual não existe qualquer manifestação dos pares de opostos. É um plano e um estado cósmico de latência das forças positivas e negativas que criam o universo. Kether é uma Sephira indefinível que contém o potencial de toda a Criação visível e invisível. Isso pode ser visto no símbolo taoísta do Yin e Yang, que mostra os dois princípios opostos do Universo contidos um no outro. O taoísmo representa a “natureza” de Kether, que é essa interação latente dos opostos. O Caminho (Tao) do Espírito Divino é a manifestação que só é possível por meio das forças opostas para criar. Portanto, o Tao é o curso da Energia Cósmica Primordial despertada de sua latência (Kether, Yin/Yang); do Tao, ou Kether, surge a consciência divina que funciona em polaridade, “descendo” os níveis de densidade e criando o universo e o mundo em que vivemos. O Taoísmo ensina que em essência a vida deve ser simples, assim como é a essência de Kether; ensina que todos os seres fazem parte da Unidade, que são partículas espirituais do Absoluto. O Tao busca essa reintegração e harmonização com o Espírito Supremo, ou Energia, que sustenta toda a Criação e pode elevar a consciência humana, especialmente do Iniciado. Em Kether, o Iniciado, com plena capacidade de êxito na Grande Obra, sente a eternidade em sua consciência e uma sensação indescritível de que é imortal, compreende profundamente a transitoriedade das coisas, uma compreensão que está além do pensamento humano. Aquele que atinge Kether une-se ao Deus de si mesmo – implicitamente masculino e feminino, mas latente – e torna-se pura autoconsciência espiritual sem qualquer tipo de forma ou veículo de manifestação limitante e condicionante, sem qualquer resquício de matéria, apenas o aprendizado e a sabedoria da evolução.


Kether é a Unidade perfeita e original; logo, é expressa pelo número 1 (um). O um é o ponto, o centro, o princípio, a origem da multiplicidade cósmica, divide-se em dois, meio masculino meio feminino, em uma operação de divisão-somatória, com o surgimento do primeiro par de opostos, as Sephiroth Chokmah e Binah. Todos os ases do Tarô são expressos em Kether, expressões da força primordial e primária dos Elementos. O ás de paus é o Puro Espírito em si mesmo, a origem de tudo; o ás de copas indica o princípio do desdobramento do Puro Espírito e seu direcionamento; o ás de espadas é a força tornada consciente e invocada para o bem ou para o mal; e o ás de discos expressa a força espiritual materializando-se e proporcionando o desfrute das coisas materiais. A cor de Kether é o branco, a cor que não é uma cor e sim a soma de todas as cores, as quais estão invisíveis assim como todas as Sephiroth estão em Kether como sementes ou embriões latentes. O branco reflete todas as cores porque possui todas as cores ou energias, formando a pura luz branca, portanto é a cor da pureza e do Puro Espírito de Kether. Astronomicamente, Plutão representa Kether. Foi descoberto no século XX e sua orbita define o limite extremo de nosso sistema. Não há um consenso quanto a sua qualificação como um planeta, sendo até mesmo considerado um corpo alheio ao sistema solar e que foi capturado pela orbita de Netuno (tal é sua característica trans-planetária, assim como Kether). Sua energia é renovadora, rege o surgimento da vida e seu desaparecimento na morte ou absorção cósmica. É co-regente de Escorpião e rege as mudanças radicais em grande escala, e conduz à Realidade Suprema e à evolução espiritual em seu ápice, com todas as transformações necessárias, nos processos da vida e morte, destruição e renovação.



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THAUMIEL


O Iniciado incapaz de agir no mundo físico e de aprender suas lições adentra inevitavelmente na Qlipha de Kether: Thaumiel, os “Gêmeos de Deus”, as “Forças Combatentes”. Moloch é seu arquidemônio (o deus fenício), o semeador de pestes e o senhor dos sacrifícios de crianças. Mas Moloch nada mais é do que Melek, o “Rei” das Qliphoth. Em Thaumiel, a consciência se desorganiza e se confunde em um lamaçal de incoerências (como em Daath, que está no mesmo Pilar Central que Kether/Thaumiel). A individualidade não adquire coesão, não se diferencia do caos qliphótico e é aniquilada, tornando quase inútil a existência do indivíduo espiritualmente incapacitado que é vítima dessas “Forças Combatentes”, desse caos amorfo. Os “Gêmeos de Deus” são todos os sofrimentos desnecessários no mundo devido à ignorância e à ausência de uma certeza interior da existência de um Poder Supremo acima da Criação e em nós mesmos, pois somos parte desse poder. As “Forças Combatentes” da estupidez – ou teimosia na ignorância – é que impossibilitam a paz de espírito na humanidade que se recusa a aprender a viver e despertar para uma vida superior.


Arquétipos de Thaumiel:


Na mitologia, podemos citar o deus grego Hades e o deus Romano Plutão, ambos também referidos na Esfera Malkuth/Lilith, que é Kether em um arco inferior.


Brahman (deus hindu, o Princípio Espiritual do Universo, o Absoluto, a essência de Brahma)


Aditi (deusa hindu, a Deusa Imanifesta do Espaço Infinito)


Nuit ou Nu (a deusa egípcia equivalente a Aditi, associada também ao Véu de Ain Soph Aur)



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Alguns Símbolos de Kether/Thaumiel:


Os símbolos cabalísticos são, o ponto, a suástica e a coroa. O Ponto é a Primordial Latência Espiritual que irá se diferenciar e expandir; é a origem de Tudo, o Princípio Imanifesto do Universo. A Suástica, também tratada em Chesed, aqui é o primeiro movimento (Primum Mobile) originando-se do ponto para dar início à Criação. A Coroa simboliza o Princípio Espiritual Absoluto, o Rei do Universo em toda a sua abrangência, assim como é a consciência espiritual totalizada do ser humano.

Akin Lan Feng
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CHACRAS

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:52 pm

7 CHACRAS : (Do Livro: O Livro Completo Dos Chacras - Liberte o Poder Positivo , De: Ambika Wauters)



CHACRA BÁSICO:


Localização: No períneo, na base da coluna


Cor: Vermelho


Atividades: Atrai energia do núcleo da Terra; Estimula impulsos agressivos relacionados à sobrevivência; Ancora o nosso espírito em nossa existência.


Experiência Sensorial: Olfato


Elemento: Terra


Metal: Chumbo


Nota Musical: C


Cristais: Rubi ; Jaspe-Sanguíneo ; Hematita


Planta: Sálvia


Óleos Essenciais: Canela ; Alho ; Sândalo


Idade de Ressonância: Da concepção aos 7


Arquétipos Positivos: A Mãe : Cuidadoso ; Autossuficiente ; Responsável


Arquétipos Negativos: A Vítima : Falta de Energia ; Falta de Poder ; Falta de Força Vital


Energia Física: Glândulas Adrenais : A Função “luta ou fuga” dos rins estar ativada.


Energias Emocionais: Agressão ; Raiva ; Violência ; Ciúmes


Energias Mentais: Atitudes de separação, exclusividade, território, pertencimento, seu direito ao seu próprio espaço.


Forma: Visualize um grande Cubo Vermelho na base de sua coluna


Inteligência do Chacra: Administrativo


Associação Astrológica: Capricórnio


Aspectos do Sistema Solar: Terra e Saturno


Animal Mitológico: Elefante Branco Com Sete Trombas


Qualidades: Paciência ; Estrutura ; Estabilidade, Segurança ; Capacidade de Manifestar Seus Sonhos


Questões da vida: Valorizar o material como sagrado ; Encontrar confiança ao invés de desespero ; Perseverar


Atitudes Positivas: Afirmam uma crença espiritual na bondade da vida. Implicam em confiança e em uma sensação de acolhimento, e nos dizem que há amor, apoio e cuidado para atravessarmos períodos difíceis e desafiadores. Isso pode não vir da forma que pensamos precisar, mas, ao ficarmos quietos e tranquilos, conseguimos sentir isso na natureza, na bondade de estranhos e de muitas formas gentis e carinhosas. Fique tranquilo, não faça nada. Deixe a bondade chegar.


Atitudes Negativas: Tem a ver com desespero e vitimismo. Elas podem gerar sentimentos de violência e ódio, e estes emergem quando nossa vida está ameaçada e nos sentimos oprimidos. Podemos ter pensamentos como “Não vale a pena”; “Quero morrer”; “A vida é insuportável desse jeito”. Eles atestam uma dissociação maligna da vida e a falta da confiança em sua bondade inata.


Atividades Físicas: Ioga ; Qualquer movimento que ative as pernas e os pés ; Qualquer forma de atividade que seja estruturada, física e que demande presença


Atividades Espirituais: Perceber a beleza e a perfeição do mundo natural


Tipo de Música: Tambor


Associação com Partes do Corpo: Rins, Sangue, Sistema Esquelético


Problemas Físicos: Condições que afetam os pés, joelhos e quadris, incluindo artrite, pedras nos rins, osteoporose, problemas ósseos e doenças autoimunes


Locais na Terra: Os índios preservam suas terras sagradas, as terras sagradas de todas as pessoas indígenas


Presença Angelical: Arcanjo Miguel, líder dos exércitos celestiais contra as forças do mal


Lição Espiritual: Serviço





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CHACRA SACRAL:


Localização: 5 cm abaixo do umbigo e 5 cm em direção à pelve


Cor: Laranja


Atividades: Promove nossa habilidade de aproveitar a vida de modos físicos; Governa nosso bem-estar, nosso sentimento de merecimento de uma boa vida e nossa capacidade de desenvolver um senso de abundância.


Experiência Sensorial: Paladar


Elemento: Água


Metal: Estanho


Nota Musical: D


Cristais: Olho de Tigre ; Cornalina ; Ônix


Planta: Jasmin


Óleos Essenciais: Jasmin ; Néroli ; Flor de Laranjeira


Idade de Ressonância: 7-14


Arquétipos Positivos: O Imperador/A Imperatriz : Prazer ; Abundância ; Contentamento


Arquétipos Negativos: O Mártir ; Crítico ; Ácido ; Condenativo


Energia Física: Ovários /Testículos : Órgãos reprodutivos que controlam o desenvolvimento sexual.


Energias Emocionais: Prazer ; Sentir-se Bem ; Merecimento ; Alegria ; Sentir-se Mal ; Inveja ; Não Cuidar De Seu Corpo Físico


Energias Mentais: Atitudes de ser e ter o suficiente, saber que você merece a vida que diz querer, prazer e bem-estar, ter uma boa saúde.


Forma: Imagine uma grande Pirâmide Laranja em seu abdome inferior


Inteligência do Chacra: Sensação de prazer


Associação Astrológica: Câncer e Escorpião


Aspectos do Sistema Solar: Júpiter


Animal Mitológico: Um Monstro Marinho Faminto, Esperando Para Ser Alimentado


Qualidades: Bem-estar ; Sexualidade ; Sensualidade ; Prazer ; Abundância


Questões da vida: Saber que o que você é e o que você faz é suficiente ; Descansar ; Comer ; Exercitar-se ; Divertir-se e ter o dinheiro suficiente ; Não relacionar autovalor ao que você faz ou tem ; Criar limites saudáveis para proteger sua força vital


Atitudes Positivas: Desenvolver uma visão saudável em relação ao nosso corpo, respeitando sua necessidade de descanso, recreação, contato e expressão, ajuda-nos a transformar atitudes negativas em atitudes saudáveis. Encontrar o equilíbrio entre trabalho e tranquilidade, prosperidade e caridade, estimular o corpo e faze-lo descansar nos ensina sobre limites. Nutrir o corpo com ternura e cuidado cria a possibilidade de termos tranquilidade e reforça o nosso direito ao prazer.


Atitudes Negativas: Tendem a estar relacionadas com nosso merecimento a uma vida boa. Se sentimos que não temos o direito de nos sentirmos bem ou de ter prazeres simples, somos infelizes e miseráveis. Também faremos os outros se sentirem culpados por não melhorarem a nossa vida. Essas atitudes negativas corroem nossa energia e limitam nossa força vital. Elas despertam atitudes severas e piedosas, enquanto servem para eliminar de nós a tranquilidade, a alegria e o prazer.


Atividades Físicas: Ioga ; Dança ; Natação ; Caminhada


Atividades Espirituais: Meditação ; Celibato ; Jejum


Tipo de Música: Dança Latina


Associação com Partes do Corpo: Órgãos Sexuais, Bexiga, Útero na mulher, Próstata no homem


Problemas Físicos: Nas mulheres a disfunção do chacra sacral pode gerar endometriose, assim como esterilidade, cólicas menstruais crônicas, fibroides e problemas com os ovários e o colo do útero. Nos homens, a disfunção pode gerar problemas na próstata, infertilidade, disfunção sexual e dor no nervo ciático.


Locais na Terra: Brasil


Presença Angelical: Arcanjo Metatron


Lição Espiritual: Paz e Sabedoria





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CHACRA DO PLEXO SOLAR:


Localização: Diretamente abaixo do externo e ao redor do estômago


Cor: Amarelo


Atividades: Está relacionado com autovalor, confiança, autoestima e liberdade de escolha; Reflete como nos vemos e exercita nosso poder inato.


Experiência Sensorial: Visão


Elemento: Fogo


Metal: Ferro ; Ouro


Nota Musical: E


Cristais: Topázio ; Âmbar ; Citrina


Planta: Cravo


Óleos Essenciais: Limão ; Toranja ; Junípero


Idade de Ressonância: 14-21


Arquétipos Positivos: O Guerreiro : Confidente ; Criativo ; Corajoso


Arquétipos Negativos : A Criada ; Necessitado ; Busca Aprovação ; Sem Poder


Energia Física: Pâncreas : Órgão que processa o açúcar. Também controla a digestão de alimentos.


Energias Emocionais: Autovalor ; Confiança ; Poder ; Escolhas Claras Para Sí


Energias Mentais: Atitudes de bem-estar para consigo mesmo e saber de seu valor, conectando-se ao seu poder pessoal, que vem de um senso de individualidade declarado.


Forma: Visualize um grande Globo Dourado que se expande a partir de seu umbigo


Inteligência do Chacra: Conhecimento instintivo


Associação Astrológica: Áries e Leão


Aspectos do Sistema Solar: Marte e Sol


Animal Mitológico: Leão


Qualidades: Autovalor ; Autoestima ; Confiança ; Poder Pessoal ; Liberdade de Escolha


Questões da vida: Desenvolver um ego forte e resiliente ; Saber que você é valioso simplesmente por existir


Atitudes Positivas: Respeitar o “eu” permite que uma abundância de respeito, gentileza e bondade surja em nosso caminho. Quando reconhecemos a riqueza de nosso ser, buscamos situações e pessoas que nos honrem como indivíduos e afirmem o nosso valor. Cultivar um sentimento de valor pode parecer estranho no início. Comece a fazer pequenas mudanças com acréscimos em como você se percebe. Permita que a verdade de sua experiência o mantenha equilibrado, para que você não se torne inflado nem esvaziado.


Atitudes Negativas: Sempre que negamos nosso valor essencial, perdemos nosso poder e esvaziamos esse chacra. A base do chacra do plexo solar é a aceitação de nosso valor intrínseco como alguém com direitos individuais. Eles se relacionam com o respeito e o valor de nosso ser. Se as coisas não vão bem ou não, isso não afeta o nosso senso de valor. Ele não é negociável nem determinado por eventos externos. Atitudes negativas que anulam nossa identidade nos provam de amor, bondade e respeito. Elas nos diminuem, deixando-nos ser manipulados e explorados.


Atividades Físicas: Esportes ; Competições ; Qi Gong ; Caminhada ; Ciclismo


Atividades Espirituais: Programas de liderança ; Psicoterapia ; Artes Cênicas ; Apreciação da Solidão


Tipo de Música: Marchas


Associação com Partes do Corpo: Estômago , Fígado, Vesícula Biliar, Pâncreas, Intestino Delgado, Músculos


Problemas Físicos: Indigestão, acidez estomacal, úlceras, hepatite, pedras na vesícula, pancreatite (inflamação do pâncreas), e diabetes


Locais na Terra: Estados Unidos da América


Presença Angelical: Arcanjo Uriel, regente do Sol


Lição Espiritual: Amor humano e divino





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CHACRA CARDÍACO:


Localização: Meio do peito


Cor: Verde


Atividades: Mantém a força vital ativa; Promove o amor em nossas vidas; Protege o coração de dores emocionais; Considerado a sede da divindade em nós.


Experiência Sensorial: Tato


Elemento: Ar


Metal: Cobre ; Ouro


Nota Musical: F


Cristais: Quartzo Rosa ; Diamante ; Peridoto


Planta: Dedaleira ; Rosa ; Cravo ; Lírio


Óleos Essenciais: Rosa ; Cravo ; Lírio-do-vale


Idade de Ressonância: 28-35


Arquétipos Positivos: O Amante : Generosidade ; Abertura ; Amorosidade ; Boa Vontade


Arquétipos Negativos: O Ator/A Atriz : Amor Condicional ; Ligação Por Convenção


Energia Física: Timo : Constróis uma imunidade forte contra dores e doenças.


Energias Emocionais: Ser Capaz De Amar E Ter Compaixão Por Si E Pelos Outros


Energias Mentais: Atitudes de felicidade, alegria, prazer, saber o que alegra seu coração, abraçar a vida.


Forma: Visualize uma Lua Verde crescente em toda a parte superior do peito


Inteligência do Chacra: Lembrar o bem


Associação Astrológica: Libra e Touro


Aspectos do Sistema Solar: Vênus e Sol


Animal Mitológico: Cervo


Qualidades: Unidade ; Irmandade ; Amor ; Paz ; Pureza ; Inocência


Questões da vida: Deixar o amor ser o centro de sua vida


Atitudes Positivas: Permitir que o amor seja o centro de nossa vida nos ajuda a atravessar períodos difíceis e desafiadores. Eles mantém nosso espírito aberto e nosso coração vivo. Amar quem somos, o que fazemos, e como as coisas são eleva o espírito e cura o coração. Saber que somos amor é parte da essência de nosso ser. Isso nos ajuda a criar uma atitude positiva e generosa em relação aos outros e cura feridas de dor, perda ou separação. O amor é a maior dádiva que podemos nos dar. Ele nos torna completos.


Atitudes Negativas: O medo de dar e receber amor impede que a saúde, a alegria e a bondade entrem em nossa vida. O medo é o oposto do amor. Ele impede que o coração se alegre, corrói o espírito. Evitar fazer o que nos dá prazer e sofrer por perdas enfraquece o coração. Não fazer o que amamos prova o coração de seu principal objetivo, que é amar.


Atividades Físicas: Ioga ; Massagem ; Toque de cura ; Caminhada ; Dança


Atividades Espirituais: Aprender a amar a si mesmo primeiro, e depois os outros ; Oração ; Cura ; Canto ; Esforço com alegria


Tipo de Música: Coro


Associação com Partes do Corpo: Pericárdio, Coração, Pulmões, Circulação


Problemas Físicos: Arteriosclerose, angina, infarto do miocárdio, arritmia cardíaca, estenose cardíaca e pulmonar, pneumonia, bronquite crônica e tuberculose


Locais na Terra: Espanha


Presença Angelical: Arcanjo Rafael


Lição Espiritual: Irmandade e Amor





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CHACRA LARÍNGEO:


Localização: Parte interna e externa da garganta


Cor: Azul


Atividades: Direciona a força da vida para a criatividade, autoexpressão, verdade e integridade; Controla nossa habilidade de nos comunicarmos com clareza.


Experiência Sensorial: Audição


Elemento: Éteres, nos quais todas as coisas estão contidas


Metal: Mercúrio


Nota Musical: G


Cristais: Turquesa ; Ágata Azul ; Água Marinha


Planta: Gardênia


Óleos Essenciais: Camomila azul ; Gardênia ; Ylang Ylang


Idade de Ressonância: 35-42


Arquétipos Positivos: O Comunicador : Franco ; Confiável ; Aberto


Arquétipos Negativos: A Criança Silenciosa : Comunicação Suprimida ; Emoções Não Expressas


Energia Física: Tireoide : Controla o metabolismo e afeta o desenvolvimento físico e mental.


Energias Emocionais: Liberar Sentimentos Pela Autoexpressão, Incluindo Chorar, Gritar, Rir E Dizer Que Não Está Feliz


Energias Mentais: Ter um senso que expressa sua verdade é sua chave para a individualidade. Falar a verdade, não fofocar, não mentir nem exagerar.


Forma: Visualize uma Pirâmide Turquesa invertida suspensa em sua mandíbula


Inteligência do Chacra: Vontade e expressão


Associação Astrológica: Gêmeos e Virgem


Aspectos do Sistema Solar: Mercúrio


Animal Mitológico: Gavião


Qualidades: Vontade ; Comunicação ; Criatividade ; Autenticidade ; Integridade


Questões da vida: Aproveitar sua vontade ; Expressar sua verdade suprema ; Viver criativamente


Atitudes Positivas: Honrar a verdade e comunica-la a partir de um ponto de integridade é o que nos torna adultos responsáveis. Quando sabemos que temos algo a dizer e que vale a pena expressa-lo, fazemos a diferença. Expandimos o chacra laríngeo e abrimos nosso campo energético quando compartilhamos nossa verdade. É valido saber quais são os momentos e as formas para expressar nossa verdade a fim de que os outros possam nos responder.


Atitudes Negativas: O medo de expressar nossa verdade bloqueia e limita nossa energia. Se sentimos que não temos o direito de falar ou que ninguém quer nos ouvir, deprimimos nossa força vital e negamos a preciosa dádiva da comunicação. Mentir, abusar de substancias e fofocar são três coisas que prejudicam a preciosa fibra do chacra laríngeo. Elas nos distanciam de nossa bondade natural. Quando mentimos, fofocamos ou entupimos nosso corpo com drogas, perdemos a credibilidade e o respeito.


Atividades Físicas: Técnica de Alexander ; Ioga ; Alinhamento Osteopático da coluna ; Terapia craniossacral ; Teatro e dança ; Qi Gong ; Tai Chi


Atividades Espirituais: Canto religioso ; Retiros silenciosos ; Jejum ; Ioga ; Oração ; Meditação ; Canto ; Manter um diário ; Oratória em público ; Dar testemunhos


Tipo de Música: Ópera


Associação com Partes do Corpo: Garganta, Boca, Dentes, Mandíbula, Orelhas


Problemas Físicos: Dor de garganta, laringite, surdez, cárie dentária, problemas gengivais, síndrome da articulação temporomandibular e problemas cervicais


Locais na Terra: Itália


Presença Angelical: Arcanjo Gabriel, que traz a palavra de Deus


Lição Espiritual:





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CHACRA FRONTAL:


Localização: Entre as sobrancelhas


Cor: Anil ou Índigo


Atividades: Centro de nossa inteligência inata; Prospera na sabedoria destilada de nossas perdas e dores; Busca significado, verdade e liberdade.


Experiência Sensorial: Conhecimento atento/Intuição atenta


Elemento: O Cosmos


Metal: Prata


Nota Musical: A


Cristais: Safira ; Lápis-Lazúli ; Tanzanita


Planta: Amendoeira em flor


Óleos Essenciais: Cânfora ; Ervilha-de-cheiro ; Heliótropo


Idade de Ressonância: 35-42


Arquétipos Positivos: A Pessoa Sábia : Flexibilidade ; Humor ; Cultivo da Sabedoria


Arquétipos Negativos: O Intelectual : Racional ; Fatual ; Rígido ; Seco


Energia Física: Glândula Pituitária : Influencia os hormônios do metabolismo, do crescimento e outros, incluindo aqueles relacionados ao parto.


Energias Emocionais: Permitir A Si Mesmo Experimentar Seus Sentimentos, Escolher Quando É Apropriado Expressá-los


Energias Mentais: Atitudes autoafirmativas, de aceitação, inclusivas. Desenvolver a compreensão de limitações próprias e dos outros, cultivar a gratidão.


Forma: Visualize uma Estrela de Cinco Pontas Azul Índigo entre suas sobrancelhas


Inteligência do Chacra: Controle e sabedoria


Associação Astrológica: Sagitário e Peixes


Aspectos do Sistema Solar: A Lua


Animal Mitológico: Falcão


Qualidades: Sabedoria ; Discernimento ; Imaginação ; Intuição ; Conhecimento


Questões da vida: Concentrar-se em sua inteligência ; Saber quem e o que você é para seu bem maior e satisfação máxima, para destilar a sabedoria de suas experiências de vida boas ou difíceis ; Escolher a vida , a saúde, a alegria e a realização em todos os aspectos de sua vida


Atitudes Positivas: A crença quintessencial de que merecemos ter prosperidade torna a mente saudável e completa. Aceitar o melhor de nós mesmos nos ajuda a formar limites definidos para que um ataque não consiga nos diminuir. Reconhecer nosso valor nos revela quem e o que estão a favor de nosso bem maior. Amar a nós mesmos nos permite cultivar o senso de humor e torna o nosso caminho mais alegre, além de abrir nosso campo energético.


Atitudes Negativas: Todas as ideias negativas se originam da crença de que não somos o suficiente de que não somos amáveis ou não merecemos ter a vida que dizemos querer. Quando nos identificamos com a falta de merecimento, não honramos nossa verdadeira luz. Quando somos sempre cínicos, ansiosos e negativos, nos tornamos feios e velhos. Sermos convencidos e estarmos separados de nosso verdadeiro eu nos levam ao egoísmo e ao narcisismo. Essas atitudes se desenvolvem quando sentimos que não somos “o suficiente” e precisamos ser “mais” aos olhos dos outros. A autoimportância limita nossa verdade e vitalidade.


Atividades Físicas: Ioga ; Tai Chi ; Qi Gong ; Exercícios do Método Bates


Atividades Espirituais: Pensar claramente sobre a vida, ler livros ou ver filmes enriquecedores e positivos, refletir, contemplar, meditar e usar criativamente sua imaginação para visualizar a vida que você diz querer


Tipo de Música: Clássica


Associação com Partes do Corpo: Olhos, Seios da Face, Base do Crânio, Lobos Temporais


Problemas Físicos: Associados a inteligência e estupidez, afetividade fraca, e trabalho excessivo, enxaqueca, cegueira e outros problemas nos olhos como glaucoma e catarata, tumores cerebrais e derrames cerebrais


Locais na Terra: Peru e Montanhas Rochosas


Presença Angelical: Shekhinah, mais conhecida como a face feminina de Deus


Lição Espiritual: Afastamento e Intuição





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CHACRA CORONÁRIO:


Localização: Parte superior do crânio


Cor: Violeta


Atividades: Centro de alegria, beleza e espiritualidade; Permite que aprofundemos nossa conexão com a fonte de nosso ser; Influencia ciclos internos, como sono e felicidade.


Experiência Sensorial: Êxtase


Elemento: O Cosmos


Metal: Platina


Nota Musical: B


Cristais: Ametista ; Alexandrita


Planta: Flor de Lótus


Óleos Essenciais: Violeta ; Lavanda ; Lótus ; Elemi


Idade de Ressonância: 42-49


Arquétipos Positivos: O Guru : Cultivo da Graça ; Alegria ; Gratidão ; Consciência da Intervenção Divina


Arquétipos Negativos: O Egoísta : Arrogância ; Autoabsorção ; Inflexibilidade


Energia Física: Glândula Pineal : Produz melatonina e regula o nosso relógio biológico.


Energias Emocionais: Querer Cultivar A Alegria E Entregar-se Ao Que Ela É


Energias Mentais: Desenvolver princípios holísticos e universais de aceitação, respeito, e saber que nunca fazemos nada sem a ajuda de uma força superior.


Forma: Visualize um Solidéu Violeta no topo de sua cabeça


Inteligência do Chacra: Compreensão espiritual


Associação Astrológica: Aquário


Aspectos do Sistema Solar: O Universo


Animal Mitológico: Águia


Qualidades: Graça ; Beleza ; Serenidade ; Unidade Com Tudo O Que Existe


Questões da vida: Realização abnegada de sua conexão indelével com o todo maior da vida ; Criação de um contexto espiritual vital e resiliente para acolher suas experiências de vida


Atitudes Positivas: Abrangem o senso de gratidão pela vida e a humildade pela bondade. Quando percebemos que Deus nos ama, protege e guia, ancoramos nossa consciência em uma realidade baseada na fé, e não na ansiedade. Nossa vida cotidiana se torna infundida com espírito e graça, e deixamos passar irritações insignificantes que nos causam mágoas. A consciência espiritual aprofunda nossa vida, dando-nos significado e um senso de propósito maior.


Atitudes Negativas: A crença mais egoísta é a de que estamos fazendo tudo sozinhos. Essa crença fortalece o ego e lhe dá licença para que explore e manipule. Então, não reconhecemos um poder superior além de nosso limitado eu. Essa atitude favorece a arrogância, o falso orgulho e um ego cheio de si que vive sob a pretensão de que é invencível e inconquistável. Ela isola a pessoa do contato com a humanidade e mantém o coração fechado para o amor e a cura.


Atividades Físicas: Nenhuma - Quietude


Atividades Espirituais: Oração, meditação, reflexão


Tipo de Música: Ragas Indianos


Associação com Partes do Corpo: Parte Superior do Crânio, Córtex Cerebral, Pele


Problemas Físicos: Problemas com o aprendizado, a percepção e o entendimento espiritual. Epilepsia, daltonismo, alcoolismo, desordens nervosas, neurose, e insônia.


Locais na Terra: Índia


Presença Angelical: A Luz de Cristo


Lição Espiritual: Estar Em Contato Com A Fonte

Akin Lan Feng
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ASTROLOGIA E HORÓSCOPO pt 1

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:55 pm

DO LIVRO: A BÍBLIA DA ASTROLOGIA , O Guia Definitivo do Zodíaco – De: Judy Hall ( EDITORA PENSAMENTO )




A Estrutura Geocêntrica:


A astrologia é geocêntrica, o que significa que põe a Terra no centro do nosso universo. Sabemos que a Terra gira em torno do Sol, mas os astrólogos traçam seus mapas como se o Sol, a Lua e os planetas se movessem em torno da Terra – que é o que parece acontecer quando se vê o céu aqui da Terra. Os mapas astrológicos são apresentados em forma de círculo porque mostram também a parte oculta do céu, abaixo do horizonte.


Círculos Astrológicos:


O traçado dos mapas astrológicos tem como base uma série de círculos que se cruzam. Embora sejam invisíveis, esses círculos podem ser traçados matematicamente. O caminho circular que o Sol faz a cada ano é chamado eclíptica. O círculo imaginário que circunda a Terra e marca o seu centro é o Equador. O nome dado à projeção no espaço do Equador terrestre é “Equador Celeste”. Um quarto círculo é formado pela grande roda de estrelas, agrupadas em constelações que parecem estar no caminho que o Sol percorre anualmente em torno da Terra. Esse vasto círculo, dividido em 12 áreas iguais, é o zodíaco.


O Grande Ano:


Como a atração gravitacional exercida pelo Sol e pela Lua é desigual, o giro da Terra não é uniforme. Como um pião, ela descreve um amplo movimento oscilante, executando uma lenta precessão. Um ponto imaginário feito no topo da Terra descreveria um círculo. O tempo em que os polos da Terra levam para completar uma rotação em torno desse círculo é conhecido como Grande Ano – um período de mais ou menos 25.800 anos, como em geral se entende.


Ao longo de cada Grande Ano, a medida que a Terra faz sua lenta rotação, os pontos de cruzamento do Sol se deslocam levemente com relação às estrelas ao fundo, de maneira que o Sol parece se aproximar da constelação vizinha. Esse fenômeno é conhecido como “precessão dos equinócios”. Em termos astrológicos, o Grande Ano é dividido em 12 “meses”, ou eras, com cerca de 2.000 anos cada um. A cada nova era, o Sol parece surgir numa nova constelação, ou signo do zodíaco, no equinócio vernal(da primavera). Então, ao longo do Grande Ano, o equinócio vernal percorrerá todos os signos do zodíaco. É na constelação de Peixes que o Sol tem nascido nos últimos 2000 anos. De acordo com as características desse signo, a Era de Peixes tem sido marcada pela religião e por sociedades que compartilham um sistema de crenças. Os astrólogos acreditam que a era que está se iniciando agora, a Era de Aquário, será uma era humanitária em que homens e mulheres farão de tudo para viver com liberdade, igualdade, paz e fraternidade.


Os Solstícios e os Equinócios:


Quando o Sol, visto da nossa perspectiva, faz sua viagem anual em torno da Terra, ele parece cruzar duas vezes o Equador – sul-norte para o hemisfério norte ; e norte-sul para o hemisfério sul. Esses pontos de cruzamento são o que os astrônomos chamam de equinócios.


21 de Junho – Solstício de Verão : Sol sobre o Trópico de Câncer


21 de Dezembro : Solstício de Inverno – Sol sobre o Trópico de Capricórnio


21 de Março : Equinócio da Primavera – Sol sobre o Equador


21 de Setembro : Equinócio de Outono – Sol sobre o Equador





Os astrólogos reconhecem que o universo não é estático e que os céus sobre nós estão em constante movimento. No entanto, em vez de redesenhar o zodíaco, eles preferem usá-lo como foi desenhado no início da pratica da astrologia. De acordo com esse zodíaco original, o equinócio vernal ocorre sempre no ponto que os astrólogos chamam de 0º de Áries. O Sol astrológico, simbólico, continua então seu caminho, movendo-se no sentido anti-horário através das constelações, para terminar o ano no signo de Peixes.


Os Nodos:


Os Nodos são pontos abstratos no espaço, com base nos pontos em que os planetas cruzam a eclíptica, o trajeto anual do Sol. Embora todos os planetas tenham Nodos, a maioria dos astrólogos usa apenas os Nodos Lunares, pontos de força na órbita mensal da Lua em torno da Terra e áreas de eclipse.





O Zodiaco:


O zodíaco é o caminho que o Sol parece percorrer pelo céu. Ele é dividido em doze signos que representam o total da experiência humana: cada um indica um tipo básico de personalidade, ligado à posição do Sol no nascimento. Cada signo tem seu lado positivo, construtivo, e o seu lado negativo, destrutivo. Os aspectos sombrios de um signo refletem o lado escuro do signo oposto a ele no zodíaco. Touro e Escorpião, por exemplo, compartilham uma sombra ciumenta, enquanto a tendência de Gêmeos de omitir a verdade é o lado desonesto de Sagitário. É a sintonia com o lado positivo e construtivo do mapa que permite a evolução pessoal e o crescimento da alma. O zodíaco não é simplesmente o caminho celestial do Sol – é uma viagem através da experiência humana. Representa a jornada da alma desde a concepção e a infância até a velhice.


Em Áries, no início da viagem, a alma chega à encarnação e assume um ego. É onde começa o “eu” – a consciência de si mesmo. Em touro, o Sol adquire substancia, tornando-se um corpo físico. Gêmeos é o ponto em que a alma procura se comunicar com os outros e se expressar. No quarto signo, Câncer, o instinto predominante é cuidar dos outros, enquanto em Leão, o quinto signo e o líder natural do zodíaco, a alma luta para brilhar e para ser reconhecida. Virgem condensa o desejo de ser útil aos outros seres humanos e a rotina diária. No meio do zodíaco, no signo de Libra, a alma está pronta para iniciar um relacionamento, para se encontrar no outro. É aí que ela aprende a ceder e a se adaptar. Em Escorpião, a alma começa a reconhecer o próprio poder criativo e regenerativo. No momento em que alcança Sagitário, a alma está em busca de significado. Em Capricórnio, o impulso é em direção a uma sociedade estável e, no humanitário Aquário, o impulso é para o bem de todos. Quando a alma atinge Peixes, seu desejo é se fundir à unidade de onde partiu – ou fugir do ciclo eterno.


O Sol leva cerca de um ano para percorrer o zodíaco, ficando uns 30 dias em cada signo. As datas exatas de entrada e saída diferem de um ano para outro devido ao ajuste cíclico que cria anos bissextos. A progressão do Sol em torno do zodíaco afeta a estrutura do mapa. O Sol sempre surge no horizonte ao romper do dia, mas o signo em que isso parece acontecer depende da época do ano. Isso explica porque o Ascendente – o signo que estava “surgindo” no horizonte no momento do nascimento de alguém –e diferente na primavera e no verão, mesmo que a hora do dia seja a mesma.







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ÁRIES O CARNEIRO




Glifo: O Glifo, ou o símbolo, de Áries se baseia nos chifres do carneiro, simbolizando a natureza assertiva e impetuosa do signo e a capacidade a ele associada de enfrentar desafios de cabeça.




Datas: 2- de março – 19 de abril




Regente: Marte




Casa natural: Primeira




Qualidade: Cardeal




Elemento: Fogo




Polaridade: Positiva




Exaltação: Sol




Queda: Saturno




Detrimento: Vênus




Palavras-chave: Auto-expressão, asserção, impetuosidade, urgência, iniciativa, coragem, agressividade, impulso, paixão, egoísmo, liderança, egotismo, irascível, temerário, instinto de sobrevivência.









Correspondências Tradicionais=




Estação: Primavera




Dia: Terça-feira




Número: 9




Fisiologia: Cabeça e rosto, glândulas supra-renais




Pedras de nascimento: Rubi, diamente




Cristais: Ametista, água-marinha, aventurina, pedra-do-sangue, cornalina, citrino, ágata-de-fogo, granada, pirita, jadeíta, jaspe, kunzita, magnetita, turmalina rosa, espinélio laranja, espinélio, topázio




Associações: Eletricidade, coisas afiadas, metais, raiva, sátira




Metal: Ferro




Cores: Vermelho, branco




Animais: Dragão, carneiro, tigre




Alimentos: Alimentos apimentados, condimentados e de gosto forte, qualquer coisa vermelha, alho, cebola, alcaparra, mostarda, pimenta de Caiena




Ervas: Cardo mariano, lúpulo, urtiga, bardana, genciana, pimenta de Caiena, giesta, madressilva, trevo-dos-prados, gotu kola, fo ti, sassafrás, labaça, erva-de-São-João, milefólio, alho, alecrim




Árvores: Espinheiro, azevinho, castanheiro, hamamélis, abeto vermelho, árvores e arbustos com espinhos




Plantas: Urtiga, gerânio, cardo, madressilva, labaça, samambaia, mostarda, língua-de-vaca, anêmona, briônia




Lugares: Inglaterra, Alemanha, Israel, França (especialmente a Borgonha), Itália (especialmente Florença, Nápoles e Pádua), Polônia (especialmente Cracóvia), América do Norte (especialmente Las Vegas e Brunswick), todas as capitais, lugares com instalações esportivas, lugares antes ocupados por carneiros, bois, cervos, ladrões, fornos de cal ou obras de alvenaria, terras recém-cultivadas, regiões arenosas e montanhosas, construções com pé-direito alto e acabamento elaborado, estábulos














Aparência=




Magro e ativo, Áries irradia energia e autoconfiança. O rosto é muitas vezes corado e o cabelo também pode ter um tom avermelhado. Uma das características do rosto ariano que mais chama a atenção são as sobrancelhas em forma de “chifre de carneiro”, que se encontram no meio de uma testa caracteristicamente forte. O gosto para se vestir tende ao casual-elegante ou ao esportivo.









Personalidade=




É impossível ignorar Áries. Trata-se de uma personalidade assertiva e idealista, impulsionada por um ego poderoso. Nela, a sutileza não tem papel algum. O que você vê – e ouve – é o que existe e Áries sempre fala o que pensa. Obstinado e dinâmico, o carneiro abre caminho com os chifres. O objetivo é vencer e não competir: é isso que torna tudo tão empolgante. Líder natural, Áries acredita que está sempre certo. Combine isso a uma natureza independente e terá uma personalidade que prefere lidar com as coisas sem ajuda. Não é um jogador de equipe. Quando as coisas dão errado – o que é sempre um risco quando se avança de cabeça – Áries bebe do poço do otimismo eterno e vai em frente.









Mente=




Áries tem a mente ágil e adora desafios. Inovador serial, Áries consegue dar atenção total ao momento. Mais impulsivo do que racional, as suas decisões tendem a ser de improviso, mas astutas. Os detalhes ficam à margem: os outros que se preocupem com eles. É uma mente inquieta, que se entedia facilmente e gosta de avançar depressa. Áries tem um bom senso de humor, que se expressa em observações satíricas. Raramente lhe faltam palavras e pode apelar para o sarcasmo e para trocadilhos sádicos. É rápido na resposta quando alguém deixa alguma coisa a desejar.









Emoções=




Embora não tenha propensão à introspecção e nem à melancolia, Áries tem uma ingenuidade infantil que o torna surpreendentemente vulnerável. Quando se inflama, o temperamento de carneiro flameja espetacularmente, sem aviso, e logo desaparece. Com uma tendência a ser centrado em si mesmo, Áries raramente mostra empatia. Mas quando toma conhecimento de uma situação, Áries luta de todo o coração pelos desprivilegiados.









Forças=




Áries é um pioneiro corajoso e empreendedor, que valoriza a liberdade e a discussão franca. É uma pessoa generosa e entusiasmada, que faz com que as coisas aconteçam. Apaixonado, Áries se joga com tudo no trabalho e na diversão. Os problemas são enfrentados de cabeça erguida, com a ideia de encontrar soluções inovadoras.









Fraquezas=




Áries pode ser manipulador e não muito honesto. Eternamente inquieto, falta-lhe perseverança: quer tudo agora. Projetos e pessoas podem ser abandonados no meio do caminho. A personalidade ariana pode ser excessivamente egoísta. Quando correr riscos se transforma em obsessão, Áries não tem escrúpulos em arriscar a segurança dos outros.









Sombra=




A sombra de Áries reúne as tendências vacilantes do seu signo oposto, Libra, levando à procrastinação. Como Libra, a sombra tem dificuldade para dizer não. Há uma atitude “tudo por uma vida tranquila” que promete muito, mas realiza pouco.









Karma=




O karma ariano vem do egoísmo e do egocentrismo do passado. A incapacidade de levar em conta as necessidades dos outros e a insensibilidade aos seus sentimentos criam os desafios kármicos da vida presente: liderança sem opressão e consciência de si mesmo sem absorção em si mesmo.









Gostos=




Barulho, excitação, perigo, sexo, sátira.









Aversões=




Paz e quietude, monotonia, hipocrisia, injustiça.









Dinheiro=




Áries gasta à vontade e muitas vezes por impulso. Inclinado a correr riscos, salvaguardas como seguros e poupanças pouca atração exercem. Os arianos são amantes da emoção e do jogo. Quando investem no mercado de ações e commodities, é só pela oportunidade de ganhar um monte de dinheiro na hora.









Como pai ou mãe=




Jovem de coração, Áries gosta de brincadeiras de criança, especialmente se a criança em questão tiver uma natureza aventureira. O seu jeito de ser pai (ou mãe) é mais amigável do que rígido. Esse tipo de pai tem mais dificuldade com crianças introspectivas, que preferem a solidão.









Como criança=




O jovem Áries é enérgico, insistente, excitável, exaltado – e propenso a acidentes. Destemida, essa criança pode correr riscos de tirar o folego dos outros. São comuns os machucados na cabeça. Uma criança de Áries odeia brincar sozinha e exige estímulos constantes. É feliz num ambiente educacional ativo, aprendendo por meio da ação e da competição. Quando está infeliz e aborrecida, ou não é o centro das atenções, a criança de Áries expressa a sua indignação por meio de crises de agressividade e mau humor.









Profissão=




Áries aprecia qualquer situação que demande forte liderança e capacidade de empreendedora. No seu caso, as melhores profissões são: oficial do exército, açougueiro, metalúrgico, cirurgião, satirista, empresário, piloto de corridas, piloto de testes, bombeiro, vendedor, negociante, agente de seguros, supervisor, eletricista, psicólogo, explorador, herbalista ou naturopata, designer e ator. Trabalhar por conta própria é adequado à natureza independente do signo. Numa empresa, Áries prefere ser o chefe.









Atividades de lazer=




Avesso a qualquer ideia de descanso e recuperação, Áries fica feliz em atividade, de preferência intensa. Bicicleta e corrida são bons testes para a resistência de Áries, enquanto o montanhismo oferece o procurado perigo. Corridas de motocicleta, rally, esportes perigosos, artes marciais e paintball também são apropriados. Mesmo sem ser por natureza um jogador um jogador de equipe, Áries gosta de hockey, rugby e boxe. Ir a festas também é um passatempo que ele adora. A afinidade do signo com coisas afiadas faz da arte de entalhar madeira uma boa atividade para momentos mais calmos.









Boas idéias para presentes=




Um carro de alto desempenho ou acessórios de primeira linha cativam o ego de Áries, enquanto o título de um clube ou um fim de semana de aventuras agradam pela atividade que oferecem. Os arianos gostam também de ferramentas potentes, roupas com design exclusivo, rosas vermelhas, roupas esportivas e presentes personalizados de todos os tipos.









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TOURO




Glifo: Os chifres e a cabeça do touro formam o glifo desse signo, indicando força e determinação.




Datas: 20 de abril – 20 de maio




Regente: Vênus




Casa natural: Segunda




Qualidade: Fixa




Elemento: Mutável




Polaridade: Negativa




Exaltação: Lua




Queda: Urano




Detrimento: Marte/Plutão




Palavras-chave: Persistência, materialismo, firmeza, produtividade, praticidade, eficácia, segurança, estabilidade, sensualidade, obstinação, possessivo, rotina, paciente, lento, hedonista, auto-indulgente









Correspondências Tradicionais=




Estação: Final da Primavera




Dia: Sexta-feira




Número: 6




Fisiologia: Garganta, pescoço, glândula tireóide, cordas vocais e ouvidos




Pedra de nascimento: Esmeralda




Cristais: Topázio, água-marinha, azurita, espinélio negro, pedra boji, diamante, esmeralda, cianita, kunzita, lápis-lazuli, malaquita, quartzo rosa, rodonita, safira, selenita, olho-de-tigre, turmalina, variscita




Associações: Natureza, cantar, prosperidade e posses




Metal: Cobre




Cores: Verde, rosa, azul-claro, branco com limão




Animais: Vaca, elefante




Alimentos: Maçã, espinafre, beterraba, trigo e outros cereais, uva, pêra, aspargo, alcachofra, banana-da-terra




Ervas: Salva, tomilho, tanaceto, potentilha, alcaçuz, olmo vermelho, vara dourada, uva ursina, feno-grego, menta, ligústica




Árvores: Figueira, amendoeira, ameixeira, freixo, cipreste, macieira, murta




Plantas: Rosa, papoula, violeta, dedaleira, videira, lírio, margarida, musgo, dente-de-leão, narciso, lírio-do-vale, espora, linhaça




Lugares: Chipre; Irã; Ilhas Gregas; Suíça; Turquia; Irlanda (especialmente Dublin); Alemanha (especialmente Leipzig); Itália (especialmente Mântua, Parma e Palermo); América do Norte (especialmente St. Louis); hotéis de luxo; qualquer lugar quente, confortável e luxuoso, com comida excelente; campos suavemente ondulados; estábulos; porões e ambientes baixos; lojas de móveis









Aparência=




Touro tem, como características, cabeça grande, pescoço curto e ombros fortes sobre um tronco sólido, que afina em direção aos pés, plantados firmemente no chão. Os olhos são grandes e admiráveis sob a testa ampla; o cabelo tende a ser grosso e escuro. Os lábios podem ser grossos e carnudos. O taurino se veste confortavelmente, mas com sensualidade.









Personalidade=




A determinação é uma característica-chave da personalidade taurina, assim como a inflexibilidade e a aversão ao risco. Rotina e segurança são essenciais, tanto que Touro pode ficar preso a elas. Extremamente confiável, a devoção ao dever e a lealdade são as qualidades pessoais que Touro mais valoriza, o que faz dele um excelente membro de equipe. É uma personalidade tenaz, que aborda até mesmo a mais mundana das tarefas com diligencia e paciência. Um caráter tão estóico e conformista não tende a causar confusão. Touro pode mostrar uma incrível resistência sob pressão, seguindo ao mesmo tempo a convenção extrema. Mas há um lado muito mais leve nessa personalidade. A paixão pela música, pelas artes e pelas boas coisas boas da vida é tipicamente taurina. Com essa personalidade auto-indulgente, o taurino está sempre em busca do prazer e aproveita ao máximo a sua sensualidade.









Mente=




Touro tem a mente lenta e deliberada, sem deixar de ser inteligente. Pensa os problemas do princípio ao fim, prestando muita atenção aos detalhes, chegando a soluções que são sempre práticas e muitas vezes criativas. Levando a imaginação em rédeas curtas, o taurino trabalha com os dados recebidos por meio dos sentidos e rejeita intuições “ilógicas” ou “irracionais”. Depois de chegar a uma decisão, Touro raramente reconsidera. Para alguém com opiniões tão firmes, embora nem sempre as expresse, Touro tem um medo surpreendente de ser julgado, especialmente na área intelectual. É difícil para o Touro ver o mundo de qualquer ponto de vista que não seja o seu, o que muitas vezes se traduz em intolerância.









Emoções=




Provenientes de uma esmagadora necessidade de segurança, as emoções que prevalecem num taurino são a possessividade e o ciúme. Esse signo não abre mão de nada com facilidade. Além dos bens materiais, quer ter as pessoas também. Um temperamento furioso se esconde atrás do exterior tipicamente calmo, pronto a irromper caso o seu senso de propriedade seja ameaçado. Apesar da lentidão inicial, a sua fúria leva muito tempo para se aquietar. O ressentimento penetra profundamente na psique do Touro.









Forças=




O confiável Touro tem muita integridade pessoal. Com bom senso em abundância, esse signo industrioso é excelente para planejar e organizar. Leva sempre as coisas até o fim, sejam quais forem os obstáculos do caminho. Complementando esse aspecto prático, Touro conta com criatividade terrena e capacidade artística.









Fraquezas=




Incapaz de perceber diferentes pontos de vistas, Touro muitas vezes constrói opiniões intocáveis. Recusa-se a correr riscos e a experimentar coisas novas. Touro pode ser excessivamente possessivo com pessoas e pertences. Essa personalidade pode também mostrar auto-indulgência e uma atitude de ostentação na busca pelas coisas boas da vida.









Sombra=




A sombra taurina incorpora o lado desagradável de Escorpião. O mau humor venenoso, a inveja, o ciúme e o ressentimento alimentam uma raiva subjacente. Rancoroso, Touro nunca esquece e acha impossível perdoar.









Karma=




O karma taurino vem do apego esmagador às posses materiais e da tendência a buscar segurança em coisas externas. O desafio kármico é aprender a abrir mão das coisas em busca de segurança interior, que é eterna e indestrutível.









Gostos=




Conforto de qualquer tipo, incluindo boa comida, boa companhia, sexo, luxo e shopping-terapia de boa qualidade.









Aversões=




Mudança, incerteza; ser apressado por alguém; sentir frio, fome ou desconforto.









Dinheiro=




Touro acumula dinheiro no banco pela segurança, mas também gasta em itens luxuosos, de boa qualidade. O taurino guarda o dinheiro a sete chaves e tem tudo no seguro. Sem nunca embarcar em esquemas para ficar rico depressa, Touro investe só depois de uma pesquisa cuidadosa.









Como pai ou mãe=




Touro é um pai consciencioso, favorecendo a disciplina e a rotina. Os filhos de um taurino usufruem de um ambiente altamente estruturado. Há pouco espaço para a espontaneidade, mas a criatividade prática é estimulada.









Como criança=




A típica criança taurina precisa de uma rotina diária previsível e de uma educação prática que estimule o corpo e os sentidos. Costuma ter um “cobertor de segurança” ou um item muito estimado, que faz com que se sinta segura. Em geral com medo de se aventurar no mundo, essa criança precisa de um estímulo suave. As confrontações frente a frente tendem a levar a crises de mau humor ou à recusa obstinada a se mover e, por isso, é melhor evita-las.









Profissão=




O interesse pela comida faz de Touro um excelente crítico de restaurantes ou gerente ou dono de restaurante. Muitas vezes, a profunda ligação do signo com a terra encontra expressão no trabalho de paisagista, horticultor, agricultor orgânico agrimensor, construtor, arquiteto ou agente imobiliário. Touro pode ser também cantor ou músico, negociante de arte ou antiguidades, artista que tenha como veículo o corpo, joalheiro ou artesão. O confiável Touro pode ser um excelente funcionário do governo, administrador, financista, banqueiro, corretor de investimentos ou gerente de escritório.









Atividades de lazer=




Oferecer jantares é um passatempo apreciado pelo taurino. Dada a forte conexão com a terra, o paisagismo, a renovação de ambientes, a marcenaria e a escultura são boas válvulas de escape, assim como a pintura. O amor pelo lar se manifesta no prazer de cozinhar, colecionar obras de arte e antiguidades, decorar interiores, costurar e fazer tapeçarias. Yoga, dança, luta, judô, futebol e caminhadas são boas escolhas para o taurino quando a questão é se exercitar.









Boas idéias para presentes=




Chegado à ostentação, Touro aprecia um relógio de ouro, uma refeição gourmet ou acessórios com um bom design. Chocolates de alta qualidade, loções e óleos aromáticos caros, lingerie de seda e pijamas de cetim são boas opções para esse signo sensual. A aparência externa significa muito e, por isso, os presentes têm que ter uma apresentação atraente.










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GÊMEOS


Glifo: O algarismo romano II representa a dualidade da natureza de Gêmeos.


Datas: 21 de maio – 20 de junho


Regente: Mercúrio


Casa natural: Terceira


Qualidade: Mutável


Elemento: Ar


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nodo Norte


Queda: Nodo Sul


Detrimento: Júpiter


Palavras-chave: Comunicativo, multifacetado, adaptabilidade, dualidade, duplicidade, versatilidade, curiosidade, sociabilidade, superficialidade, astúcia, sagacidade, duas caras, caprichoso, inquieto, inconstante, simetria.





Correspondências Tradicionais=


Estação: Começo do verão


Dia: Quarta-feira


Número: 5


Fisiologia: Sistemas nervoso e respiratório, mãos e braços, timo


Pedras de nascimento: Turmalina, ágata


Cristais: Apatita, apofilita, água-marinha, espinélio azul, calcita, crisocola, crisoprásio, citrino, ágata dendrítica, obsidiana verde, turmalina verde, safira, serpentina, quartzo turmalinado e rutilado, olho-de-tigre, topázio, variscita, ulexita, zoisita


Associações: Instrumentos de escrita


Metal: Mercúrio


Cores: Amarelo, preto, branco com pontos vermelhos


Animais: Pega, pássaros pequenos, papagaio, macaco, borboleta


Alimentos: Nozes, sementes, vegetais que crescem acima do chão (exceto repolho)


Ervas: Unha-de-cavalo, verbasco, marroio-branco, erva-santa, hissopo, ênula-campana, erva-cidreira, skullcap, salsa, ulmária, alcarávia, manjerona, semente de anis


Árvores: Árvores que dão fritas oleaginosas, especialmente avelã


Plantas: Lírio-do-vale, lavanda, lobélia, samambaia, mil-folhas, madressilva, tanaceto, grama-da-praia, garança, linhaça


Lugares: Armênia, Sardenha, Bélgica, América do Norte (especialmente Nova York e San Francisco), Inglaterra (especialmente Londres), Itália (especialmente Lombardia), Espanha (especialmente Córdoba), Alemanha (especialmente Nuremberg), centro de cidades, colinas, montanhas e locais áridos, cofres, baús e arcas, casas de espetáculos, salas de jantar, estabelecimentos educacionais





Aparência=


De aparência jovem, Gêmeos é resistente e enérgico, com braços longos e finos e pernas que nunca se aquietam. Os olhos, penetrantes como os de um pássaro, ficam sobre sobrancelhas afiladas, num rosto estreito, com cabelos finos e claros. A cabeça geralmente se inclina para o lado, numa interrogação. Gêmeos se veste de um jeito peculiarmente elegante, sendo que os homens preferem uma aparência professoral.


Personalidade=


Gêmeos é a dupla personalidade original. Brilhante, comunicativo e charmoso, de um momento para o outro o geminiano pode ficar amuado e amargo. É uma personalidade essencialmente sociável e a mais faladora de todos os signos. Gêmeos tem um toque infantil em seu caráter, recusando-se a envelhecer. Adora truques e quebra-cabeças e é um inveterado pregador de peças. Sempre ocupado, Gêmeos costuma ter mais de um emprego. Esse signo muda de opinião diariamente e nunca admite que está errado. Há uma falta de foco em Gêmeos que arruína qualquer esperança de um estilo de vida consistente. Gêmeos está sempre em busca de um novo estímulo. Tem muitas ideias, que lhe vêm rapidamente, mas nem sempre tem a perseverança necessária para realiza-las.





Mente=


Gêmeos insiste em comentar o mundo, à medida que o percebe. Com habilidades verbais altamente desenvolvidas, essa mente esvoaça como uma borboleta, processando instantaneamente informações de muitas fontes e saltando para conclusões que são comunicadas a quem quiser ouvir. Gêmeos sabe um pouco sobre tudo, mas não tem concentração para focalizar uma só coisa por muito tempo. Convincente, Gêmeos não hesita em torcer a verdade para chegar ao resultado pretendido. Essa mente manipula e pode convencer os outros de que preto é branco. Para vencer uma batalha verbal, a sua agilidade mental e o gosto por trocadilhos podem degenerar em sarcasmo.





Emoções=


Gêmeos não fica à vontade com as emoções e lhe falta flexibilidade emocional. Esse signo cerebral prefere dissecar os sentimentos de outras pessoas, mas tem pouca empatia ou sensibilidade. Racionalizando habilmente as suas emoções até anula-las, Gêmeos usa a conversa como forma de esconder o sentimento genuíno. O esgotamento emocional pode levar à depressão profunda.





Forças=


A mente versátil é o maior bem de Gêmeos. As ideias chovem e o geminiano realiza múltiplas tarefas naturalmente.





Fraquezas=


Gêmeos tem dificuldade para saber qual é exatamente a verdade e está sempre modificando as suas histórias sem nem perceber. Fatos inconvenientes tendem a ser descartados, especialmente quando há uma oportunidade para manipular. Com duas caras, Gêmeos adora fofocar e acha impossível guardar um segredo.





Sombra=


A inconfiabilidade de Gêmeos aparece abertamente de vez em quando. É o vigarista, o artista da trapaça que persuade os outros de que alguma coisa é um bom negócio. Em geral, é motivado pelo tédio, reagindo também à estupidez ou à sensação de ter saído esnobado.





Karma=


No domínio de Gêmeos, o karma gira em torno de inverdades ou esquemas nefandos. A negatividade passada envolve fofocas, calúnias, informações falsas, traição e engano deliberado. O desafio kármico da vida presente é identificar a verdade e se ater a ela.





Gostos=


Tudo o que tem a ver com palavras: livros, teatro, jornalismo, Internet; jogos e quebra-cabeças.





Aversões=


Paz e quietude, sensação de tédio ou solidão, pessoas que não ouvem ou que tem opiniões rígidas.





Dinheiro=


Dinheiro no banco não é importante. Esse signo cheio de recursos sempre consegue levantar um dinheirinho quando é preciso, mesmo que por meios questionáveis. Os esquemas de enriquecimento rápido e as trapaças financeiras são invenções de Gêmeos. Essa personalidade não pensa duas vezes antes de pedir dinheiro emprestado aos amigos ou de lhes emprestar dinheiro, não se importando com as dívidas no cartão de crédito. Jogador natural e investidor astuto, Gêmeos faz apostas – e ganha.





Como pai ou mãe=


Embora dispostos a brincar, pais de Gêmeos tratam os filhos como pequenos adultos. Quando se trata de disciplina, tentam argumentar. Uma criança retraída ou introvertida deixa Gêmeos atrapalhado.





Como criança=


Curiosa e comunicativa, a criança de Gêmeos precisa de um ambiente intelectualmente estimulante, logo a partir do nascimento. Gêmeos precisa saber. O jovem Gêmeos pega uma coisa e a desmonta para ver como funciona, lê todos os livros da biblioteca, surfa na Internet sem que ninguém lhe tenha ensinado e ouve música em volume alto enquanto faz a lição de casa. Embora Gêmeos seja feliz como filho único, os amigos são muito importantes. Quando não há nenhum, um amigo invisível serve. O maior problema dessa criança é ficar quieta e prestar atenção. Um geminiano entediado pode partir rapidamente para um comportamento destrutivo.





Profissão=


Gêmeos é claramente compatível com qualquer coisa que envolva multitarefas e comunicação, podendo ser um bom jornalista, comentador de rádio ou professor. Gêmeos pode ser também um excelente navegador, engenheiro civil, assistente pessoal ou vendedor livros. Eloquente que é, pode trabalhar como representante de vendas, agente de viagem ou de propaganda, demonstrador, relações públicas ou especialista em comunicação.





Atividades de lazer=


A preferência por atividades que envolvam outras pessoas e um convite para festa é sempre bem recebido. Quando Gêmeos fica quieto, é para ver um filme ou consertar um relógio. Quanto à atividade física, as primeiras escolhas são t´ai chi, yoga e esportes de raquete. Tocar teclado ou um instrumento de sopro numa banda também é um bom passatempo para Gêmeos, enquanto escrever, falar outras línguas e lidar com o computador mantém a sua mente ocupada. Gêmeos pode ser um comprador compulsivo.





Boas ideias para presentes=


Gêmeos gosta de brinquedos tecnológicos, especialmente os mais modernos equipamentos de comunicação. Joias também agradam, assim como livros e entradas para o teatro.




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CÂNCER O CARANGUEJO




Glifo: As patas do caranguejo simbolizam a natureza apegada e fiel desse signo, mas o glifo faz também uma alusão aos seios, que alimentam e aconchegam.




Datas: 21 de junho – 22 de julho




Regente: Lua




Casa natural: Quarta




Qualidade: Cardeal




Elemento: Água




Polaridade: Negativa




Exaltação: Júpiter




Queda: Marte




Detrimento: Saturno




Palavras-chave: Nutrição, emocionalidade, defensividade, simpatia, vulnerabilidade, apego, tenacidade, ambição, melancólico, protetor, suscetível, gregário, astuto, inseguro, nostalgia, sentimental, manipulador









Correspondências Tradicionais=




Estação: Meio do verão




Dia: Segunda-feira




Número: 2




Fisiologia: Seios, mamilos, sistema linfático, órgãos reprodutores femininos, trato alimentar




Pedras de nascimento: Pedra-da-lua, pérola




Cristais: Âmbar, berilo, espinélio marrom, cornalina, calcita, calcedônia, crisoprásio, esmeralda, pedra-da-lua, opala, turmalina rosa, rodonita, rubi, ágata-musgo, ágata-de-fogo, ágata dendrítica




Associações: O passado, o lar




Metal: Prata, cobre




Cores: Branco, cinza-enfumaçado, verde, ferrugem, iridescência




Animais: Caranguejo, sapo




Alimentos: Frutos do mar, alface, cogumelos, pepino, abóbora, melão, figo, leite, alimentos aquosos, repolho, papaia




Ervas: Hortelã-pimenta, hortelã, verbena, estragão, hissopo




Árvores: Amieiro, salgueiro, acanto, árvores ricas em seiva




Plantas: Convólvulo, rosa branca, lótus, lírio d´água, junco, flores silvestres, drósera, cravo-de-defunto, morrião-dos-passarinhos, madressilva, eritrônio




Lugares: Canadá, Escócia, Ilhas Maurícias, Países Baixos (especialmente Amsterdã), Itália (especialmente Veneza), Turquia (especialmente Istambul), cidade de Nova York, qualquer lugar tranquilo perto da água, todas as águas navegáveis, especialmente grandes rios e o mar, casas perto da água, lagos, poços, fossos, nascentes, terrenos pantanosos, adegas e lavanderias









Aparência=




O canceriano típico tem o rosto redondo e pálido e cabelo castanho-claro. O corpo tende a ser curto e sólido e com seios fartos no caso das mulheres. Olhos pálidos e lacrimosos olham timidamente para o lado sob pálpebras abaixadas. A postura característica é de proteção, com as mãos cruzadas sobre o diafragma. Câncer escolhe roupas confortáveis e caseiras. Quando gosta de uma roupa, costuma usá-la até que, literalmente, caia aos pedaços.









Personalidade=




O grande cultivador do zodíaco, Câncer nunca é direto nem se põe em evidência, sendo fácil ignorá-lo. O que está sob a casca do caranguejo fica bem escondido e é de difícil acesso. Intimamente ligado às fases da Lua, Câncer oscila, podendo ser gentil, carinhoso e compassivo ou então duro, irritadiço e cheio de autopiedade. Há um choque evidente entre a parte ambiciosa e extrovertida do signo e o aspecto suave e sensível, que precisa desesperadamente de aprovação. Câncer quer fazer parte de um grupo, mas também deseja o sucesso e está pronto a se indispor com as pessoas para atingi-lo. O lar é de vital importância para Câncer. Qualquer rompimento em casa provoca uma angústia emocional que afeta todas as outras partes da sua vida. Mudar de casa é um grande trauma. Sentimental e nostálgico, Câncer guarda tudo do passado. O que os outros vêem como tranqueira, Câncer considera essencial para a sua segurança e para os seus sentimentos.









Mente=




Câncer raramente vai direto ao ponto e muitas vezes se vê dominado pela emoção, de modo que os processos de pensamento podem ser irracionais, embora orientados pela segurança. Acontecimentos e amores do passado também têm muito peso nas decisões intelectuais. Embora a mente canceriana trabalhe melhor com a intuição à solta, as decisões tomadas dessa forma pedem uma avaliação lógica num momento posterior, já que podem ter sido influenciadas por necessidades emocionais ou pelos sentimentos dos outros.









Emoções=




Câncer põe tudo de lado pelo desejo de proteger e cuidar. Sendo tão afinado com os sentimentos e necessidades dos outros, é difícil para essa personalidade se afastar e definir a própria posição. É um signo que muitas vezes se vê sobrecarregado e tende a mudanças de humor. Mal-entendidos e ressentimentos surgem facilmente numa paisagem agudamente emocional, na qual tudo é avaliado à luz de experiências anteriores. Quando se vê ameaçada, o que muitas vezes acontece, essa personalidade vulnerável e reservada se retrai para um ambiente protegido como um útero, no qual as emoções possam ser processadas e compreendidas.









Forças=




Altamente intuitivo a respeito das necessidades dos outros, Câncer é muito afetivo e ferozmente protetor. Há ocasiões em que esse signo solícito parece ser o assistente social do resto do zodíaco. Na esfera profissional, a sagacidade da mente canceriana, combinada a uma excelente memória, muitas vezes se traduz em perspicácia para negócios.









Fraquezas=




As fraquezas vêm da suscetibilidade emocional. Quando vulnerável, Câncer se torna ciumento e possessivo, agarrando-se a tudo que represente segurança.









Sombra=




O lado sombrio de Câncer vem do forte controle emocional que esse signo gostaria de ter sobre as coisas – e sobre as pessoas. É uma sombra manhosa, nascida da insegurança pessoal.









Karma=




Câncer vive sobrecarregado por situações ou relacionamentos do passado, que se recusa a liberar. Há muitas questões de co-dependência e de “amor sufocante” que merecem atenção. O karma positivo está muitas vezes associado aos cuidados que Câncer oferece. O desafio para esse signo é descobrir uma maneira de cuidar de si mesmo sem depender do apoio emocional dos outros.









Gostos=




Lar, tudo o que tem a ver com água, itens de valor sentimental, boa comida.









Aversões=




Notoriedade, independência emocional nos outros.









Dinheiro=




Esse signo orientado à segurança sente-se desprotegido se não tiver um bom pé-de-meia. Muitas vezes acusado de mesquinharia, Câncer é generoso com quem ama. Como tem faro para negócios e raramente confia nos outros, esse signo cuida em geral dos próprios assuntos financeiros. Os investimentos são analisados com cuidado.









Como pai ou mãe=




Transbordante de sentimento maternal, Câncer é carinhoso e solicito com os filhos, proporcionando-lhes um ambiente com muito amor. No extremo, esse amor pode ser possessivo, prejudicando o desenvolvimento da auto-suficiência. O pai ou a mãe de Câncer fica com o coração na mão quando a criança é um pouquinho ousada e se enfurece quando essa criança é ameaçada por algum perigo, real ou imaginário.









Como criança=




O canceriano jovem precisa de um ambiente estável e protetor, em que possa aprender, e da constante demonstração do amor dos pais. É uma criança afetuosa, que prefere ficar perto dos pais. Muito incentivo é necessário para ajudar o jovem canceriano a alçar vôo.









Profissão=




Os cancerianos e cancerianas podem ser excelentes assistentes sociais, berçaristas, babás, parteiras, acompanhantes, diretores de recursos humanos, administradores de condomínio, professores de pré-escola ou enfermeiros. A ligação com a comida é bem aproveitada em profissões como hotelier, caterer ou chef. Já a ligação com a casa sugere um bom designer ou decorador de interiores. Como esse signo fico feliz na água ou perto dela, pode trabalhar como construtor de barcos, pescador ou marinheiro. Pode também ser um bom vendedor de antiguidades, curador de museu, negociante ou historiador.









Atividades de lazer=




Com forte ênfase em atividades domésticas, é típico de Câncer bordar, fazer tricô, colecionar antiguidades, visitar brechós e cozinhar para os amigos. A forte afinidade de Câncer com a água se manifesta em atividades como velejar, pescar e nadar. A joalheria artesanal é um bom hobby, assim como a fotografia. Um dos esportes preferidos é a luta-livre. Esse signo de coração gentil também encontra tempo para trabalhar de caridade.









Boas ideias para presentes=




Câncer valoriza qualquer coisa que venha do passado. Então, uma antiguidade ou uma ida ao cinema para ver um filme antigo são excelentes ideias. Joias de prata, pérolas ou florzinhas brancas e cheirosas são apreciadas, assim como uma fotografia da família.










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LEÃO




Glifo: O símbolo de Leão é a juba. O Rei dos Animais simboliza a natureza real do signo.




Datas: 23 de julho – 22 de agosto




Regente: Sol




Casa natural: Quinta




Qualidade: Fixo




Elemento: Fogo




Polaridade: Positiva




Exaltação: Netuno




Queda: Nenhum




Detrimento: Urano




Palavras-chave: Persistência, real, orgulho, entusiasmo, autoconfiança, generosidade, teimoso, brincalhão, turbulento, vaidade, drama, benevolente, dominante, digno, pomposo, protetor









Correspondências Tradicionais=




Estação: Fim do verão




Dia: Domingo




Número: 1




Fisiologia: Coração, coluna, base das costas




Pedras de nascimento: Olho-de-gato, rubi




Cristais: Olho-de-tigre, âmbar, pedra boji, cornalina, crisocola, citrino, damburita, esmeralda, ágata-de-fogo, granada, berilo dourado, turmalina verde e rosa, kunzita, larimar, moscovita, ônix, calcita laranja, petalita, pirolusita, quartzo, obsidiana vermelha, rodocrosita, topázio, turquesa, espinélio amarelo




Associações: Vinho




Metal: Ouro




Cores: Laranja, amarelo-dourado, vermelho, verde




Animais: Leão, gato doméstico, lince




Alimentos: Salsa, alimentos ricos, carne, nozes, mel, espinafre, couve galega, agrião




Ervas: Eufrásia, erva-doce, erva-de-São-João, borragem, agripalma, açafrão, alecrim, arruda, anis, camomila




Árvores: Árvores cítricas, cedro, loureiro, palmeira, nogueira




Plantas: Flor de maracujá, quelidônia, girassol, cravo-de-defunto, narciso silvestre, lavanda, lírio amarelo, papoula, visco




Lugares: Itália (especialmente Roma), França (especialmente a Riviera), República Checa (especialmente Praga), Turquia, Sul do Iraque, Líbano, Boêmia, Índia (especialmente Mumbai), América do Norte ( especialmente Chicago ou Filadélfia), resorts exclusivos, selvas, bosques e florestas, desertos e lugares inacessíveis, qualquer lugar perto do fogo ou de uma fornalha, castelos









Aparência=




Leão nunca passa despercebido. É uma personalidade dramática, que gosta de causar impacto. De altura acima da média, o corpo é generoso e bem formado. A postura é imponente e autoritária, ou brincalhona e travessa, dependendo do humor. Os olhos leoninos são ousados e convidativos. O cabelo é arrumado para impressionar e as roupas são caras e elegantes.









Personalidade=




Leão faz muita pose. Com magnanimidade de espírito e amor contagiante pela vida, o lugar de Leão é no centro do palco e ele exige adulação como se fosse um direito. O signo é um regente natural, posto na Terra para governar outros, gostem ou não. Felizmente, Leão tem uma natureza tão charmosa que a maioria das pessoas perdoa essa intromissão na sua vida. Déspota megalomaníaco ou benevolente, há em Leão alguma coisa exuberante e infantil, mesmo quando é mandão e dominador. Leão acredita que é especial e fará de tudo para obter esse tratamento especial. Nesse tipo de personalidade, há muito orgulho em jogo. Os outros muitas vezes se curvam sem pensar diante de Leão. Ninguém gosta de ofende-lo. Um Leão irritado é capaz de congelar o ambiente e paralisar com o olhar – e fica difícil convence-lo a desistir do bote.









Mente=




É praticamente impossível fazer com que Leão mude de opinião sobre o que quer que seja. Geralmente bombástico, esse signo pensa em linhas retas. As opiniões que Leão formulou na juventude continuam as mesmas na velhice. Os processos de pensamento são lentos e ponderados – e às vezes pomposos. O Leão pode achar que deu toda a atenção a um assunto, só que muitas vezes os detalhes são esquecidos e as conclusões tendem a ser baseadas na intuição e não nos fatos. Mas Leão faz bonito e angaria poder graças a influências incontestáveis.









Emoções=




O orgulho é a mais forte das emoções de Leão. A face externa desse signo nunca deixa de mostrar confiança e joie de vivre. Mas a situação pode ser diferente por dentro. Quando Leão tem uma forte confiança em si mesmo, coisas incríveis podem acontecer, mas se essa confiança for abalada, Leão leva um longo tempo para se recuperar. Os outros às vezes se aproveitam de Leão, que é ingênuo e confiante, achando que todos têm altos padrões de integridade e lealdade. Cercado pela equipe certa, Leão é poderoso e criativo.









Forças=




A calorosa benevolência de Leão e a sua boa índole podem levar a luz do Sol para a vida dos outros. É um espírito altamente criativo.









Fraquezas=




O Leão tende a querer mandar nos outros. Como quer sempre fazer bonito, o signo pode ser vulnerável a falsos elogios. Esnobismo, orgulho e arrogância arruínam esse signo, assim como a inclinação pela boa vida.









Sombra=




A tendência desse signo para organizar os outros pode se transformar num desejo compulsivo de controle. O lado sombrio de Leão procura explorar a fraqueza dos outros.









Karma=




Autocrático e inflexível, Leão precisa reconhecer a responsabilidade que vem junto com o poder. O desafio kármico é se tornar pessoalmente dotado de poder em vez de exercer poder sobre os outros.









Gostos=




Aplausos, compras, boa comida, vinho, as artes, a ópera, qualquer coisa com paixão e vivacidade.









Aversões=




Frustrações, ser motivo de riso, gente tímida e apagada, controle orçamentário.









Dinheiro=




Leão é um gastador e muitas vezes vive muito acima dos seus meios. O dinheiro simplesmente escorre entre os seus dedos dourados. Não que Leão se importe, já que tem o apoio dos outros e uma capacidade inata de gerar muito dinheiro. Mas, mesmo sem dinheiro, esse signo é generoso e mantém um estilo de vida ostentoso.









Como pai ou mãe=




Como pai ou mãe, Leão é afetuoso, brincalhão e criativo. Este tipo de pai ou de mãe se orgulha de proporcionar de tudo aos filhos, que são incentivados a explorar criativamente o mundo. Espera que os filhos se saiam excepcionalmente bem, seguindo o modelo leonino.









Como criança=




Essa é a criança de ouro, que se destaca na multidão e que tem sempre uma corte de admiradores, o que pode deixa-lo mimado demais. Ela precisa de um ambiente escolar em que possa brilhar, com oportunidades para dançar e atuar. A disciplina é importante para manter sob controle esse ego em desenvolvimento. Quando contrariada, logo se transforma numa prima-dona.









Profissão=




Leão é naturalmente ator, dançarino, produtor ou apresentador de televisão, modelo, estrela do rock, esportista ou desenhista de moda. Esse signo pode ser também um excelente vitrinista, engenheiro de calefação, ourives ou negociante de ouro. Sente-se bem também exercendo autoridade como juiz, orientador de jovens, professor, político, presidente ou advogado. Como o signo tem uma forte ligação com diversão e lazer, profissões como psicodramatista ou gerente de centro de lazer também são apropriadas. E dada a ligação com o coração, muitos Leões se tornam cardiologistas ou cirurgiões cardíacos.









Atividades de lazer=




Leão combina indolência com energia: não gosta muito de esportes que exigem esforço, mas gosta de ser visto numa academia da moda. As atividades aeróbicas mantêm a boa forma de Leão, assim como a dança. Esportes de equipe não muito puxados são aceitáveis, contanto que Leão seja o capitão. Sendo um ator natural, Leão é excelente em grupos amadores de teatro, gostando de debater qualquer coisa que envolva representação. Comer fora é sempre um prazer. O lado criativo de Leão se revela em hobbies artísticos e trabalhar para uma boa causa aquece o seu coração. Com um interesse surpreendente em estratégia, Leão gosta de jogos de tabuleiro.









Boas ideias para presentes=




Leão adora tudo o que é vistoso e ostentoso, e de preferência caro. Um camarote na ópera é uma boa ideia, ou uma suíte num hotel. Cashmere e ouro também levam nota alta, assim como um retrato de Leão numa moldura adornada.










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VIRGEM A DONZELA



Glifo: O glifo de Virgem representa uma donzela segurando espigas de milho, símbolo da natureza produtiva do signo.




Datas: 23 de agosto – 22 de setembro





Regente: Mercúrio





Casa natural: Sexta



Qualidade: Mutável



Elemento: Terra



Polaridade: Negativa



Exaltação: Mercúrio



Queda: Vênus/Netuno



Detrimento: Júpiter/Netuno



Palavras-chave: Serviço, discriminação, análise, eficiência, perfeccionismo, consciencioso, pureza, fertilidade, meticuloso, submisso, modesto, eficiente, detalhista, pedante, tacanho.







Correspondências Tradicionais=



Estação: Começo do outono



Dia: Quarta-feira



Número: 5



Fisiologia: Abdome, intestinos, baço, sistema nervoso central



Pedras de nascimento: Peridoto, sárdonix



Cristais: Amazonita, âmbar, topázio azul, dioptásio, cornalina, crisocola, citrino, granada, magnetita, pedra-da-lua, ágata-musgo, opala, obsidiana púrpura, rubelita, quartzo rutilado, safira, sodalita, sugelita, smithsonita, okenita



Associações: Colheita



Metal: Mercúrio, cobre



Cores: Azul-marinho, cinza-escuro, marrom, verde, preto, qualquer coisa com salpicos ou bolinhas



Animais: Rato, insetos, gato, abelhas



Alimentos: Endívia, painço, milho, trigo, cevada, aveia, centeio, arroz, batata, cenoura, nabo, rutabaga, banana-da-terra, todos os vegetais que crescem sob a terra, nozes, amoras, erva-doce



Ervas: Escutelária-da-virgínia, endro, valeriana



Árvores: Árvores de frutas oleaginosas, sabugueiro, castanheiro-da-índia



Plantas: Florzinhas de cores brilhantes, botão-de-ouro, lavanda, escutelária-da-virgínia, miosótis, áster, glória-da-manhã, mimosa, linhaça



Lugares: Suíça, Mediterrâneo oriental, França (especialmente Paris e Lyon), Grécia (especialmente Creta), Turquia, Alemanha (especialmente Heidelburg), América do Norte 9especialmente Boston), bibliotecas, armários, estâncias de cura, leiterias, milharais, silos e fábricas de malte, celeiros, qualquer lugar arado ou cultivado







Aparência=



Virgem está quase sempre impecável, irradiando eficiência. O corpo é esguio, os gestos econômicos e os cabelos em ordem. A postura é atenta, pronta para servir. Muitos virginianos usam uniformes, de um tipo ou de outro. Quando não está de uniforme, Virgem opta por roupas funcionais, que não saem da moda. As cores são combinadas e coordenadas.







Personalidade=



Quieta e reservada, a personalidade de Virgem é extremamente eficiente. Virgem sempre tem tudo sob controle. O fato de todos os outros signos contarem com isso pode fazer de Virgem um workaholic. Abnegado e com o instinto de servir, acha difícil não ceder. Virgem gosta de ver tudo certo e isso tem um preço. A personalidade desse signo pode ser crítica demais, não tolerando erros. A preocupação excessiva pode levar à exaustão nervosa. Virgem personifica um forte conflito entre a sensualidade natural de um fértil signo da terra e o desejo inato de pureza. Parte da personalidade virginiana é sempre intocada e pura. O outro aspecto da donzela é voluptuoso e fecundo. Quando as inibições diminuem, essa personalidade revela uma inclinação aos prazeres da carne que pode levar depois a uma crise de consciência.







Mente=



Regido pelo planeta Mercúrio, Virgem é um signo intelectual. É uma personalidade que tende ao conhecimento especializado, com uma clareza mental que poucos signos têm. Mas há também nesse signo um pouco de pedantismo tacanho. Virgem age com cautela, preferindo categorizar, analisar e organizar em vez de mostrar uma visão mais ampla. Diante de um problema, o instinto de Virgem é dividi-lo em pequenas partes, geralmente em detrimento do todo. Cronicamente preocupado, esse signo pode mostrar considerável tensão nervosa, o que perturba a concentração e gera disfunções no corpo.







Emoções=



Para Virgem, as emoções são desagradavelmente confusas. Como tem a perfeição como meta e um profundo medo do fracasso, Virgem prefere não se arriscar a descobrir imperfeições interiores. Para esse signo, as emoções podem ficar seriamente confusas, ainda mais quando o forte impulso sexual entra em conflito com o alto nível de exigência. A única saída para Virgem é analisar o sentimento até acabar com ele.







Forças=



A eficiência de Virgem é lendária. Esse signo é agraciado com integridade, criatividade prática, senso comum, confiabilidade e olho para detalhes, Embora quieto e reservado, esse signo está sempre pronto a ajudar os outros.







Fraquezas=



No extremo, a obsessão por detalhes faz com que Virgem sucumba ao pedantismo e à falta de visão. A tendência a ser crítico e cheio de razão, combinada a metas inatingíveis, impede que Virgem consiga atingir os padrões de perfeição que lhe aumentariam a auto-estima e lhe tirariam as dúvidas a respeito de si mesmo.







Sombra=



A sombra pudica de Virgem foge de qualquer coisa “doentia” e, no entanto, pode ter uma profunda atração por voyeurismo ou pornografia. Reprimida essa atração, resta-lhe a suspeita furtiva de que sabe mais do que qualquer um.







Karma=



Levada longe demais, a personalidade de Virgem pode facilmente descambar para o servilismo. Esse signo tem que aprender a servir de coração e com verdadeira humildade, sem buscar reconhecimento nem recompensa. O desafio kármico é usar o julgamento e o discernimento sem se tornar crítico demais e nem pedante.







Gostos=



Fazer listas, limpeza e ordem, artes e artesanato.







Aversões=



Bagunça, sujeira, desorganização, comportamento despudorado nos outros, barulho.







Dinheiro=



Econômico, Virgem planeja com cuidado o orçamento e raramente gasta dinheiro em frivolidades, preferindo pesquisar preços em busca do mais barato. Vivendo modestamente e gastando menos do que ganha, Virgem sempre tem dinheiro no banco. Esse signo sabe exatamente para onde vai o dinheiro. Paga as contas em dia e tem horror a dívidas. O planejamento financeiro é importante para esse signo cauteloso e os investimentos que escolhe são os que têm crescimento lento mas garantido.







Como pai ou mãe=



O pai ou a mãe desse signo cuida muito dos filhos e planeja cuidadosamente o seu futuro. Estabelece padrões bem altos e toma medidas sérias quando o filho não consegue ficar à altura deles – mas só porque quer de coração o melhor para o filho.







Como criança=



Meticuloso e organizado desde muito jovem, Virgem sempre sabe onde estão as suas coisas. Essa criança gosta de experiências práticas e de um aprendizado cuidadosamente planejado. Embora raramente se suje, ela pode se beneficiar pessoalmente de contato com o solo. A jardinagem é uma atividade apreciada, assim como trabalhos manuais.







Profissão=



Graças a sua forte ligação com saúde e higiene, Virgem trabalha muitas vezes como profissional de saúde, higiene ou limpeza, farmacêutico, enfermeiro, dietista ou nutricionista. A eficiência do signo faz dele um excelente assistente pessoal, cientista, inspetor, analista, redator, crítico, pesquisador, revisor, bibliotecário, treinador de empresa ou estatístico. Virgem pode também encontrar satisfação como artesão, jardineiro, ajudante de loja, professor, linguista, consultor ou professor de yoga.







Atividades de lazer=



Os jogos de equipe atraem Virgem, assim como clubes esportivos, yoga, caminhadas e passeios de bicicleta. Muitos virginianos são excelentes artesãos, escolhendo hobbies como marcenaria, entalhes em madeira, bordado e modelagem. Consertar aparelhos elétricos também é um passatempo apreciado. Para exercitar a mente, Virgem muitas vezes estuda por prazer ou faz trabalho de caridade. A forma precisa e eficiente desse signo abordar a vida é espelhada no xadrez e no computador.







Boas ideias para presentes=



O título de um clube ou a assinatura de uma revista são presentes adequados. Produtos que ajudam a relaxar e óleos de banho também são uma boa escolha, assim como alguma coisa ligada ao passatempo preferido.








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Akin Lan Feng
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ASTROLOGIA E HORÓSCOPO pt 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:55 pm

LIBRA A BALANÇA




Glifo: Símbolo da natureza essencialmente justa do signo, a inanimada balança da Justiça representa a tendência de Libra para “pesar as coisas” antes de agir.




Datas: 23 de setembro – 22 de outubro




Regente: Vênus




Casa natural: Sétima




Qualidade: Cardeal




Elemento: Ar




Polaridade: Negativa




Exaltação: Saturno




Queda: Sol




Detrimento: Marte




Palavras-chave: Relacionamento, harmonia, parceria, cooperação, diplomacia, conciliação, perfeccionismo, indecisão, compromisso, insinceridade, julgamento, adaptação, vacilante, frívolo, pacífico, adequado, estético, determinado









Correspondências Tradicionais=




Estação: Meio do outono




Dia: Sexta-feira




Número: 6




Fisiologia: Rins, região lombar, sistema endócrino




Pedras de nascimento: Safira, opala




Cristais: Ametrina, apofilita, água-marinha, aventurina, pedra-do-sangue, quiastolita, crisólita, espinélio verde, turmalina verde, jade, kunzita, láiz-lazuli, lepidolita, obsidiana mogno, pedra-da-lua, peridoto, prehnita, pedra-do-sol, topázio




Associações: Vinho, música




Metal: Cobre




Cores: Azul-claro, rosa, preto, carmesim escuro, âmbar, amarelo-limão




Animais: Todos os animais pequenos, pombas, cisnes, lagartos e pequenos répteis




Alimentos: Agrião, morango, leite, mel, frutas, trigo, alcachofra, aspargo, temperos




Ervas: Amor-de-hortelão, poejo, tomilho, matricária, erva-dos-gatos, potentilha, angélica, uva-ursina, bardana, cabelo de milho, salsa, gaultéria, folhas de buchu




Árvores: Freixo, plátano, figueira, álamo, lilás, zimbro




Plantas: Todas as flores azuis, malva, rosas opulentas, videira, melissa, violeta, limão, amor-perfeito, prímula, dália, margarida, rosa centifólia




Lugares: Argentina, Burma, China, Tibete, Viena e região alpina da Áustria, Portugal (especialmente Lisboa), França (especialmente Arles), grandes navios cruzeiros, celeiros, moinhos, telheiros, a encosta das colinas, o topo das montanhas e qualquer lugar com ar puro e limpo, áreas áridas, arenosas ou pedregosas, onde antes se praticava a falcoaria, câmaras internas, sótãos









Aparência=




Com seu jeito sossegado, Libra tem uma boa aparência – mas vive se olhando no espelho só para ter certeza. Tem um rosto atraente, com boa estrutura óssea e o olhar claro. O cabelo de Libra é tipicamente longo e ondulado, o corpo é curvilíneo e a estatura tende a ser baixa. Esse signo prefere tecidos luxuosos, sempre de olho na combinação de cores. Mas se Libra se vestisse com pano de saco, o efeito ainda seria agradável.









Personalidade=




Em geral, Libra é considerado o signo mais equilibrado o zodíaco, mas nem sempre é esse o caso. Libra é uma personalidade vacilante que pode mudar de um extremo ao outro ou ficar em cima do muro. Esse tipo sociável, extrovertido e charmoso tem necessidade de agradar os outros e prefere a harmonia à verdade, sendo capaz de mentir e manipular para manter a vida do jeito que gosta. Libra é capaz de se adaptar, de se ajustar e de ceder para deixar todo mundo feliz, mas no fundo o libriano é forte. Um relacionamento é essencial para Libra, que se sente incompleto quando está só. Essa personalidade faz de tudo para atrair um parceiro.









Mente=




Libra tem a mente ágil, capaz de abstrações e de julgamentos perspicazes. Os librianos mostram muita habilidade para planejamento e estratégia. Essa mente gosta também do calor de um debate – talvez pela oportunidade de liberar a agressividade contida. A fraqueza mental de Libra é a indecisão, nascida da tendência a enxergar todos os lados de uma questão – e a ficar em cima do muro. Qualquer pressão para que tome uma decisão é sentida como stress. Libra quer fazer tudo certo – e ser justo. No esforço para agradar todo mundo, esse signo faz uma verdadeira ginástica mental, acrescentando uma ou duas mentirinhas para não ferir os sentimentos de ninguém. Mas quando as mentiras começam a crescer como bola de neve e o artifício fica complexo demais, Libra se cansa e abre o jogo.









Emoções=




Idealmente, esse signo evitaria todas as emoções, com a exceção do amor romântico. Libra deseja profundamente uma relação, o que pode levar a emoções intensas. Em geral, esse signo não sofre com ciúme, mas qualquer ameaça ao relacionamento pode despertar insegurança e sentimentos de inadequação.









Forças=




Esse signo tem um excelente poder de negociação e mediação. Com personalidade delicada e diplomática. Libra acalma as coisas e acha o meio termo. Libra também tem bom gosto inato e capacidade para criar uma atmosfera harmoniosa, seja qual for o ambiente.









Fraquezas=




Em busca da perfeição, Libra omite impropriedades e encobre os problemas. A necessidade de ter um relacionamento pode ser tão aguda que as concessões se acumulam, acabando por levar à insatisfação. A indecisão e a tendência à preguiça sugerem que Libra pode acabar não cumprindo o que promete.









Sombra=




Para um signo tão pacífico, Libra tem uma sombra surpreendentemente egoísta, incorporando os traços mais detestáveis de Áries. Absorvido em si mesmo e obstinado, é como se toda a preocupação com o bem-estar dos outros que Libra normalmente exibe se invertesse. Essa sombra mente e engana para atingir os seus próprios fins egoístas.









Karma=




Para os librianos, o karma gira em torno de relacionamentos e da tendência a se adaptar em detrimento de si mesmo. A indecisão e uma relação relaxada com a verdade são outras áreas que merecem exame. Para Libra, o desafio kármico é ser aberto e verdadeiro nos relacionamentos futuros, de modo que as necessidades de ambas as partes sejam atendidas.









Gostos=




Paz e harmonia, um ambiente agradável, as artes.









Aversões=




Confusões, discussões, diferenças de opinião.









Dinheiro=




Embora Libra faça meticulosos planos financeiros, pode ainda assim contrair grandes dívidas por causa do seu amor pela boa vida. Felizmente, tem capacidade para ganhar o suficiente para pagar as suas dívidas. Os investimentos são cuidadosamente pesquisados e planejados com vistas à segurança a longo prazo – quando Libra se dá a esse trabalho. Sempre generoso e disposto a gastar com luxo e qualidade, esse signo adora fazer compras e não consegue resistir a uma pechincha.









Como pai ou mãe=




O pai ou mãe de Libra gosta de brincar com os filhos, contanto que a brincadeira não envolva confrontação. É um pai ou uma mãe que disciplina com afabilidade e não com regras estritas. No entanto, o desejo de perfeição desse signo pode levar a padrões severos, principalmente no que diz respeito a trabalho acadêmico.









Como criança=




Como criança, Libra aprende rapidamente para agradar as pessoas e mediar disputas. Essa criança cativante precisa ser conduzida gentilmente pela vida. Como a sua prioridade são as pessoas, ela aprende melhor num ambiente sociável, com ênfase na cooperação e não na competição, onde o amor pelo aprendizado e pelas artes seja incentivado.









Profissão=




O gosto excelente de Libra e o seu amor pela estética apontam para profissões como designer de interiores, artista gráfico, consultor de imagens, esteticista, estilista, consultor de compras, negociante de arte ou qualquer coisa no ramo musical. Com a aparência que tem, Libra pode ser modelo. A tendência à diplomacia e a justiça sugere que o libriano pode ser juiz ou advogado, diplomata, trabalhador social, conciliador, consultor administrativo, funcionário de agência de encontros, avaliador ou vendedor de imóveis. Libra pode também encontrar satisfação profissional como veterinário, cabelereiro, terapeuta sexual ou atendente de vôo.









Atividades de lazer=




Libra prefere esportes praticados em dupla, como tênis ou dança. T´ai chi e natação também são boas opções. Libra gosta de desenhar e confeccionar roupas bonitas, além de cuidar da casa e do jardim. Atividades calmas como pintar, fotografar, ler e ouvir música são apropriadas. Exposições de arte, cinema, concertos e casas noturnas também oferecem a esse signo sociável oportunidades de se extravasar.









Boas ideias para presentes=




Libra tem bom gosto, é avesso a presentes baratos ou sem graça. Diante de padrões exigentes, o presente mais seguro pode ser um “vale-presente” de algum lugar realmente exclusivo.





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ESCORPIÃO

Glifo: O ferrão no rabo do escorpião é sugerido pelo glifo farpado. A flecha sugere também a natureza transcendente do signo.

Datas: 23 de outubro – 21 de novembro

Regentes: Marte e Plutão

Casa natural: Oitava

Qualidade: Fixa

Elemento: Água

Polaridade: Negativa

Exaltação: Urano

Queda: Lua

Detrimento: Vênus

Palavras-chave: Transformação, intensidade, mestria, magnetismo, penetração, poder, sexualidade, segredos, destruição, misterioso, desconfiado, oculto, trauma, autodestruição, vingativo, ressentimento, controle



Correspondências Tradicionais=

Estação: Meio do outono

Dia: Terça-feira

Número: 9

Fisiologia: Genitais, órgãos reprodutores, bexiga, uretra, reto

Pedras de nascimento: Topázio, turquesa

Cristais: Malaquita, lágrima-de-apache, água-marinha, berilo, pedra boji, caroíta, dioptásio, esmeralda, granada, turmalina verde, diamante de Herkimer, kunzita, pedra-da-lua, obsidiana, espinélio-vermelho, rodocrosita, rubi, hidenita, variscita

Associações: Sexo, morte, nascimento e renascimento

Metal: Ferro, plutônio

Cores: Vermelho-profundo, castanho, preto, marrom

Animais: Escorpião, águia, cobra, lagarto, invertebrados

Alimentos: Feijão, cebola, alho-porró, carne, temperos, alimentos de gosto marcante

Ervas: Marroio-branco, folhas de sarça, cardo mariano, cocleária, linária comum, absinto, salsaparrilha, black cohosh, blue cohosh, aloe vera, cáscara sagrada, noveleiro, dong quai, ginseng, poejo, folhas de framboesa, sene, palmito-serra, falso-unicórnio

Árvores: Árvores densas, abrunheiro, bramble, rododendro, vidoeiro, estramônio

Plantas: Flores vermelhas, açucena, lírio, acônito, crisântemo, cravo, rododendro, madressilva, genciana, urze, mostarda-dos-campos

Lugares: Tibete, Noruega, África do Sul, Marrocos, Uruguai, Síria, América do Norte (especialmente Cincinnati e Washington DC), ilhas desertas, qualquer lugar perto da água, incluindo poças, pântanos, charcos e brejos barrentos





Aparência=

Inescrutável e de olhar intenso, Escorpião tem olhos escuros e pensativos. O corpo é forte, sutilmente magnético e o olhar não revela nada. O cabelo e a pele são geralmente escuros. Roupas bem cortadas e com estilo forte dão brilho à aparência marcante.



Personalidade=

É difícil conhecer o carismático escorpião, que prefere continuar assim. O ar reservado de Escorpião só aumenta só aumenta o seu perigoso charme. É uma personalidade altamente intuitiva que compreende muito bem os outros, descobrindo instintivamente os sentimentos que tentam esconder. Com um esmagador desejo de poder, Escorpião não hesita em usar o conhecimento que lhe vem através da intuição para manipular as pessoas. Esse signo vai aonde os outros signos têm medo de ir, quebrando todos os tabus. No entanto, é uma personalidade resistente às mudanças, que levou a resistência passiva a uma forma de arte. É raro essa pessoa dizer não diretamente, mesmo que lucrasse com isso. Do mesmo modo, a proverbial ferroada no rabo indica que esse signo pode ser autodestrutivo. Mas, em geral, Escorpião não sabe por que se comportou desse modo.



Mente=

Escorpião tem a mente astuta e vai diretamente ao centro do problema. Combinando lógica com intuição, o Escorpião é um excelente estrategista, que pode praticamente hipnotizar os outros para que façam o que ele quer. Os padrões de pensamento e as opiniões tendem a ser rígidos e invariáveis. Poucos conseguem mudar o modo de pensar de um Escorpião. Escorpião pode ser implacavelmente autocrítico, especialmente quando tenta entender a motivação. É uma personalidade desconfiada que guarda mágoas passadas e permite que pensamentos de vingança se desenvolvam. Tudo é julgado à luz do sofrimento passado, especialmente no nível emocional. Escorpião demora para confiar e, caso seja traído, não perdoa e nem esquece.



Emoções=

As emoções de Escorpião ficam muito bem escondidas, o que as torna ainda mais intensas. É uma personalidade com emoções muito poderosas, relacionadas em geral com amor e ciúme. Quando Escorpião cai vitima dessas emoções, a razão sai pela janela. Escorpião pode sofrer com sentimentos de inadequação, o que é mascarado com a sua maneira arrogante. Sempre com medo de ser traído ou abandonado, o comportamento insensível desse signo e as suas manobras de poder podem provocar justamente essa reação.



Forças=

Escorpião tem enorme tenacidade e resistência. Esse signo perspicaz pode penetrar nas profundezas da outra pessoa.



Fraquezas=

Compulsivo e obsessivo, Escorpião é uma alma suscetível que busca controle total sobre os outros. A sua ferroada é letal, mas Escorpião pode ser intensamente masoquista.



Sombra=

A sombra de Escorpião é venenosa e cheia de rancor. Reúne todos os ressentimentos do signo, combinando-os com a obstinação que compartilha com o seu signo oposto, Touro. Fortemente atraída pela autodestruição, essa sombra cai facilmente em práticas masoquistas e sádicas.



Karma=

Essa personalidade tem problemas relacionados ao uso, abuso e mau uso do poder. Para Escorpião, o desafio kármico é descobrir o tesouro escondido nos acontecimentos traumáticos do passado. A própria sobrevivência de Escorpião faz parte desse tesouro, assim como a força que desenvolveu como resultado do desafio.



Gostos=

Qualquer coisa misteriosa, clandestina ou que seja tabu; o erótico e o exótico; esportes perigosos; planejar vingança.



Aversões=

Exposição pessoal, mudança.



Dinheiro=

Escorpião está sempre no controle e tem uma atitude “o que é meu é meu” quando se trata de dinheiro, embora não seja necessariamente mesquinho. O instinto de autopreservação desse signo se revela nas finanças bem organizadas, visando conservar a riqueza. Ao mesmo tempo, Escorpião é um gastador liberal e gosta de fazer investimentos arriscados, sabendo intuitivamente que são um bom negócio.



Como pai ou mãe=

Escorpião leva as responsabilidades paternas ou maternas muito a sério, estabelecendo desde cedo uma rotina metódica. É um disciplinador com ideias fixas sobre a criação dos filhos. Empenha-se também em promover o interesse pelas maravilhas do mundo natural, incentivando os filhos a correr riscos na exploração do ambiente.



Como criança=

Quieta e intensa, essa criança reservada vive em geral num mundo interior de fantasia. É uma personalidade sensível, facilmente magoada e intensamente ciumenta. Sob pressão, o jovem Escorpião pode dar ferroadas sem provocação aparente. Essa criança tem também traços de crueldade, que se manifestam em atividades como arrancar pernas de insetos. O estímulo de um ambiente intelectualmente desafiador, em que Escorpião possa investigar o funcionamento do universo, muito fará para reduzir o dano.



Profissão=

Ligado a tudo o que é oculto e encoberto, Escorpião pode trabalhar como médico, cientista, investigador, detetive particular, funcionário de asilo, psiquiatra, agente de pesquisa, psicólogo, hipnoterapeuta, agente funerário ou corretor de seguros. As ligações do signo com sexo e medicina levam Escorpião a profissões como ginecologista, parteira e terapeuta sexual. O perfil de Escorpião é adequado também para designer de armas nucleares, tripulante de submarino, mergulhador, policial, praticante de medicina complementar, açougueiro, pessoa de negócios ou profissional de um departamento de águas e esgotos.



Atividades de lazer=

Escorpião é especialmente atraído pelo oculto: metafísica, mistérios e magia de todos os tipos. Esse signo regido por Marte gosta também de artes marciais, de malhar e de correr. O perigo que o signo busca pode ser encontrado em corridas de moto, exploração de cavernas ou leitura de romances de suspense. Bares e casas noturnas são boas diversões para ele. Como a água é uma forte atração, mergulho e snorkeling são atividades apropriadas. Essa personalidade intensa é também atenta ao aperfeiçoamento pessoal e estuda por prazer, podendo desenvolver obsessão por computador.



Boas ideias para presentes=

Como Escorpião é um excelente detetive, um bom jogo de mistério pode ser a resposta. Um livro sobre enigmas ocultos também é uma boa ideia. Lingerie exótica e roupas de couro são apreciadas pelos dois sexos.








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SAGITÁRIO O ARQUEIRO


Glifo: A flecha voando no ar simboliza a busca que move esse signo; o centauro sugere a natureza dual que reúne instinto e intelecto.


Datas: 22 de novembro – 21 de dezembro


Regente: Júpiter


Casa natural: Nona


Qualidade: Mutável


Elemento: Fogo


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nodo Sul


Queda: Nodo Norte


Detrimento: Mercúrio


Palavras-chave: Buscador, busca, investigação, aventura, espontaneidade, otimismo, indelicadeza, filosofia, liberdade, descuidado, idealista, extravagante, jovial, amante da liberdade, exagero, inquietação





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Quinta-feira


Número: 3


Fisiologia: Nervo ciático, quadris e coxas, glândula pituitária


Pedras de nascimento: Topázio, turquesa


Cristais: Azurita, ágata rendada azul, calcedônia, caroíta, espinélio azul-escuro, dioptásio, granada, obsidiana de brilho dourado, labradorita, lápis-lazúli, malaquita, obsidiana-floco-de-neve, turmalina rosa, rubi, quartzo enfumaçado, espinélio, sodalita, sugilita, wulfenita, okenita


Associações: Cavalos, arqueirismo, viagem, livros


Metal: Estanho


Cores: Púrpura, azul-real-escuro, amarelo, verde


Animais: Cavalo, veado, animais com cascos, animais de caça


Alimentos: Aspargo, tomate, comidas étnicas, groselha, uva sultanina, amora, uva-do-monte, grapefruit, chicória, vegetais com bulbos


Ervas: Dente-de-leão, mandrágora, inhame silvestre, agrimônia, trevo vermelho, bardana, matricária, borragem


Árvores: Limoeiro, amoreira, freixo, carvalho, vidoeiro, castanheira


Plantas: Craveiro, betônia, malva, narciso, vara dourada, cavalinha


Lugares: China, Índia, Espanha, Austrália (especialmente Sidney), África do Sul, Arábia, Madagáscar, Alemanha (especialmente Stuttgart), Itália 9especialmente Toscana), Toronto, qualquer lugar estrangeiro, estábulos, casas grandes, campos, colinas e lugares altos, quartos com lareira





Aparência=


Sagitário irradia entusiasmo. O cabelo é tipicamente castanho, o rosto longo e equino, a pele saudável e às vezes corada. O corpo é alongado e atlético, pelo menos até a meia-idade. A aparência não é nada estudada. Muitos sagitarianos simplesmente vestem o que está à mão.





Personalidade=


Jovial e barulhento, é uma personalidade sociável que precisa do estimulo de amigos, de rostos e lugares diferentes. Amante da liberdade, Sagitário acumula mapas e folhetos de viagens “para o caso de precisar”. Esse signo está sempre pronto para viajar, mas não é de fazer reservas com antecedência. Sagitário prefere resolver no último minuto. Espera encontrar respostas e satisfação em terras distantes, revelando uma tendência a viver no que pode ser e não no que é. Brusco e muitas vezes indelicado, Sagitário tem o hábito infeliz de dizer aos outros como viver, embora raramente viva segundo os mesmos princípios. É uma personalidade causticamente honesta, que não liga para nuances. Sagitário pode agir impulsivamente, soltando a flecha sem ter um alvo definido. Para o arqueiro, qualquer ação é melhor do que nenhuma. Assim, age primeiro e pensa depois.





Mente=


A mente sagitariana é filosófica e pouco prática, preferindo as ideias à sua aplicação. Mas Sagitário gosta de resolver problemas e chegar a conclusões nada convencionais, mas que funcionam. É um eterno estudante, que faz todas as perguntas e busca o sentido da vida. Não há nada de que essa mente inventiva goste mais do que um debate aprofundado. Sagitário é basicamente um signo honesto, mas pode exagerar ou enfeitar criativamente a verdade caso a realidade não seja muito emocionante. Quando entediado, maltratado ou negligenciado, Sagitário usa a linguagem como arma. E consegue magoar mais ainda quando ataca sem dó com a verdade nua e crua.





Emoções=


Se fosse possível, Sagitário nunca pensaria em emoções e certamente não as teria. As emoções de Sagitário tendem a ser pouco profundas. O otimismo e o entusiasmo estão constantemente presentes. Sagitário nunca tem vontade de explorar qualquer sensação subjacente de inadequação ou dúvida.





Forças=


Sagitário traz um enorme entusiasmo a qualquer projeto e é altamente criativo. Esse signo é excelente para desencadear e agarrar oportunidades, contando com senso de aventura e uma imaginação altamente desenvolvida. Quando percebe que alguém está em dificuldades, Sagitário sempre luta pelo menos favorecido.





Fraquezas=


A busca de liberdade que move essa personalidade pode fazer de Sagitário um signo pouco digno de confiança. Sempre com pressa, Sagitário pode negligenciar deveres e responsabilidades, deixando os “detalhes” de lado. É um signo sem tato, que muitas vezes ofende.





Sombra=


A sombra de Sagitário compartilha com Gêmeos a capacidade de dissimulação. Mentiroso consumado, o sagitariano promete muitas coisas e depois simplesmente esquece, na busca por outras experiências. A falta de sinceridade permeia cada aspecto da vida. Presunçosa e rebelde, a sombra sagitariana quer ser notada – e amada. Sob pressão, a natural falta de tato do signo assume uma feição maldosa e mordaz.





Karma=


Sagitário explora muitos sistemas de crenças durante a sua eterna busca de significado. O desafio kármico é distinguir o que é verdade e viver de acordo com isso.





Gostos=


Viagem, liberdade, espaços abertos, companhia de bons amigos.





Aversões=


Rotina, sentir-se amarrado.





Dinheiro=


Extravagante, Sagitário gosta de dinheiro quando tem, e contrai dívidas enormes quando não tem. Mas sempre aparece uma solução. Os problemas são frequentes porque Sagitário nunca olha os extratos do banco e pode ser ingenuamente crédulo quando lhe pedem dinheiro emprestado. Jogador por natureza, tende a deixar o planejamento financeiro ao acaso, crédulo que é, pode entrar em esquemas para ficar rico depressa.





Como pai ou mãe=


Aventureiro, Sagitário gosta que os filhos viajem como parte da sua educação, que explorem o mundo e que não evitem os riscos. Como é mais um amigo e um cúmplice do que um pai ou uma mãe, a disciplina tende a ser deixada ao acaso e a rotina é vista como algo a ser evitado.





Como criança=


A criança sagitariana nasce fazendo perguntas. Alegre e entusiasmada, essa criança precisa estar sempre em atividade e raramente fica quieta. Em geral é honesta mas, se for pega numa travessura, inventa uma versão diferente da verdade. Essa criança aventureira fica feliz num ambiente educacional que favoreça a auto-expressão. Bichos de estimação podem despertar um senso de responsabilidade que de outra maneira não se desenvolveria.





Profissão=


Sagitário se dá melhor em profissões que ofereçam algum grau de liberdade e estímulo intelectual. Guia de viagens, piloto, filósofo, tutor, palestrante, professor, advogado, psicoterapeuta, intérprete, relações públicas, vendedor de livros, escritor ou editor são boas opções para esse signo, assim como guru, sacerdote ou consultor de feng shui. Esportivo, o sagitariano pode dirigir uma academia ou trabalhar como treinador pessoal. Os mais aventureiros podem se dar bem como croupier.





Atividades de lazer=


Um sagitariano típico gosta de esportes como caminhada, acampamento, snow boarding, surfing, arqueirismo, voleibol, basquete, mounting biking e hipismo. Fora do esporte, Sagitário pode encontrar satisfação no estudo de línguas, religiões, filosofia, sociologia ou antropologia. Ler, escrever e ir a festas e baladas satisfazem todos os aspectos do signo.





Boas ideias para presentes=


Qualquer coisa ligada a viagens faz Sagitário feliz. Um convite para uma corrida de cavalos pode satisfazer o jogador que mora no coração desse signo.








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CAPRICÓRNIO A CABRA


Glifo: Estabilidade e conformidade são as qualidades de Capricórnio, simbolizadas pela mítica cabra do mar, que saiu das águas do inconsciente para trazer a civilização para a humanidade.


Datas: 22 de dezembro – 20 de janeiro


Regente: Saturno


Casa natural: Décima


Qualidade: Cardeal


Elemento: Terra


Polaridade: Negativa


Exaltação: Marte


Queda: Júpiter


Detrimento: Lua


Palavras-chave: Consolidação, autoridade, autoritarismo, disciplina, conservação, cautela, responsabilidade, dever, consistência, bode expiatório, sociedade, pessimismo, prudente, paciente, convencional, tacanho, empedernido.





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Sábado


Número: 8


Fisiologia: Joelho, pele e ossos


Pedras de nascimento: Azeviche, granada


Cristais: Turquesa, ônix, âmbar, azurita, cornalina, fluorita, turmalina verde e preta, labradorita, magnetita, malaquita, peridoto, quartzo, rubi, quartzo enfumaçado, anabergita, aragonita, galena


Associações: Lei, administração


Metal: Chumbo, platina


Cores: Verde muito escuro, marrom-escuro, cinza, preto, ferrugem, índigo


Animais: Bode, cabra e todos os animais com casco fendido, urso, morcego


Alimentos: Cebola, carne, castanhas salgadas, batata, beterraba, cevada, malte, alimentos com amido, marmelo, espinafre


Ervas: Confrei, salsaparrilha, gualtéria, arruda, olmo, tuia, bolsa-de-pastor, fumaria, tomilho, meimendro


Árvores: Pinheiro, salgueiro, olmo, cicuta, álamo, camélia, marmeleiro-do-japão, teixo, faia preta, azevinho, carvalho branco


Plantas: Amor-perfeito, hera, papoula vermelha e negra, heléboro, cravo, cavalinha


Lugares: Afeganistão, México, Macedônia, Ilhas Orkney e Shetland, Grécia, a antiga Iugoslávia, Bélgica (especialmente Bruxelas), Inglaterra (especialmente Oxford), montanhas, colinas e lugares altos, áridos e rochosos, lugares baixos e escuros, pedreiras, armazéns, apriscos, umbrais, abrigo para ferramentas e antigas pilhas de lenha, terras não cultivadas e com espinheiros





Aparência=


O capricorniano típico tem o corpo magro, alongado e ossudo, assim como o rosto, as mãos e os pés. A postura cheia de dignidade, é autoritária. A cor dos cabelos tende para o cinza ou para o preto, a pele é muitas vezes pálida e a expressão facial pode ser severa. Preferindo cores escuras e conservadoras, Capricórnio gosta de estar sempre elegante, mesmo quando veste roupas casuais.





Personalidade=


Capricórnio é um tradicionalista que usa muita energia para resistir à mudança. Esse tipo de personalidade reflete o conflito desse signo: apesar de ser ativo e regido por Saturno, tem polaridade negativa, essencialmente passiva. As qualidades saturnianas - disciplina, força, resistência e ambição – colidem com a receptividade própria de um signo negativo. Assim, Capricórnio perde a espontaneidade e a alegria de viver, vestindo o manto pesado do dever e da responsabilidade. Em geral, a maturidade é um período muito mais feliz para Capricórnio do que a juventude. Depois que essa personalidade prova a sua eficácia no mundo material, conquistando sucesso e status, as qualidades mais suaves e intuitivas de Capricórnio podem emergir. É possível então que Capricórnio manifeste o desejo de explorar o domínio espiritual ou de ajudar a sociedade.





Mente=


Capricórnio tem a mente astuta, conseguindo traçar estratégias a longo prazo. Controladora e orientada às metas, essa mente mapeia um rígido caminho para o futuro. Embora seja inteligente e prático, raramente Capricórnio pensa fora dos padrões. Ema certa tacanhice é inevitável quando a convenção é seguida com tanta determinação. O status quo predomina definitivamente nessa esfera do zodíaco.





Emoções=


Essa personalidade não é destituída de emoções, mas a capacidade de expressa-las é bloqueada pelas energias de Saturno. Sob a fachada confiante, Capricórnio muitas vezes se vê sozinho e preterido, incapaz de expressar calor e afeição. Juiz severo, esse signo se permite sentir apenas o que deve sentir. Capricórnio avalia o sucesso pelas conquistas no mundo material e não em termos de desenvolvimento pessoal. Assim, o capricorniano pode ter profundos sentimentos de inadequação, ocultos sob a vontade de vencer e provar o seu valor.





Forças=


Abençoado com uma paciência infinita, Capricórnio se sobressai diante de tarefas difíceis. Esse signo tem também talento para organizar, assimilar conhecimento, enxergar detalhes e ver coisas como elas são. A tendência a levar a vida muito a sério é mitigada por um senso de humor sarcástico.





Fraquezas=


Capricórnio é fanático por controle e muitas vezes julga as pessoas de acordo com a posição que têm ou com o que podem fazer para ajudá-lo a galgar a escada social ou profissional. Essa personalidade controladora vê o mundo em termos muito rígidos, impondo infindáveis regras do tipo “deve e não deve” a si mesma e aos outros.





Sombra=


Tendência a criticar demais, tacanhice, pessimismo e rigidez definem a sombra de Capricórnio. A insatisfação interior gera necessidade de validação e sucesso no mundo exterior.





Karma=


Capricórnio se atém cegamente às tradições da religião e da sociedade. Para essa pessoa, o desafio kármico é descobrir a própria voz interior e permitir que ela dirija a sua vida, além de integrar o espiritual à realidade material cotidiana.





Gostos=


Certeza, ordem, regras e regulamentos.





Aversões=


Confusão, ineficácia, rebeldes.





Dinheiro=


Capricórnio tem um respeito inato por dinheiro e nunca gasta em besteiras. As compras são de excelente qualidade, feitas para durar. Esse signo cauteloso planeja com cuidado o futuro financeiro: cedo na vida já começa a poupar e a pensar num plano de aposentadoria. Só investe depois de cuidadosas considerações e de consultar um especialista. Capricórnio nunca corre um risco.





Como pai ou mãe=


Capricórnio leva muito a sério a responsabilidade de educar os filhos, estabelecendo regras severas. E espera que os filhos aceitem e sigam o seu código de comportamento: agir com responsabilidade e sensatez o tempo todo. Esse pai – ou mãe – autoritário, que tem dificuldade de mostrar afeto, pode parecer frio para a criança, especialmente porque esta será valorizada em termos do que consegue realizar.





Como criança=


Essa criança é mais velha do que a sua idade. Muitas crianças de Capricórnio sentem como se carregassem um fardo ou como se, cedo na vida, já tivessem algum tipo de dever. Um ambiente educacional ordeiro e convencional é o mais indicado para esse signo, desde que tenha lugar também para a competição e o desafio.





Profissão=


Capricórnio é ambicioso e fortemente associado à burocracia e ao governo. Assim, o trabalho como CEO, alto funcionário público, administrador de benefícios, político ou oficial da lei, é indicado para essa personalidade, que pode ser também um bom empreendedor, gerente de banco, professor ou planejador. A ligação desse signo com o sistema ósseo pode fazer dele um bom quiroprático, ortopedista, osteopata ou dentista. Como gosta de estrutura, Capricórnio pode ser também arquiteto, agrimensor, construtor, matemático, engenheiro, biógrafo ou geólogo. Depois de se aposentar, Capricórnio muitas vezes passa a trabalhar como magistrado ou consultor – às vezes como voluntário.





Atividades de lazer=


Escaladas ou caminhadas por regiões montanhosas são ótimas atividades para Capricórnio, que se sente em casa nesse ambiente. A natureza resistente do signo pode fazer dele um bom maratonista, enquanto o gosto pela estrutura pode encontrar expressão na dança, no yoga ou no golfe. Os hobbies incluem genealogia, história local, jardinagem, cerâmica, escultura e bricolagem. Em geral, Capricórnio gosta de ler, especialmente biografias e não-ficção histórica. Visitar museus ou fazer serviços comunitários também são bons passatempos, assim como sair para comer fora. Muitos capricornianos são entusiastas dos bons vinhos.





Boas ideias para presentes=


Capricórnio valoriza presentes que combinem utilidade e qualidade. Brinquedos de executivo, uma bela pasta de couro ou uma garrafa de vinho do porto agradariam aos homens, enquanto a mulher capricorniana tende a apreciar joias antigas ou perfumes clássicos.





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AQUÁRIO O AGUADEIRO


Glifo: As ondas do glifo de Aquário simbolizam a união da intuição e da razão no humanitarismo.


Datas: 21 de janeiro – 18 de fevereiro


Regentes: Saturno e Urano


Casa natural: Décima primeira


Qualidade: Fixa


Elemento: Ar


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nenhum


Queda: Netuno


Detrimento: Sol


Palavras-chave: Humanidade, desapego, imparcialidade, evolução, rebeldia, razão, excentricidade, idealismo, fraternidade, objetivo, errático, gregário, científico, progressista, excêntrico





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Sábado


Número: 4


Fisiologia: Canelas e tornozelos, sistema circulatório, glândula pineal


Pedras de nascimento: Água marinha, ametista


Cristais: Âmbar, angelita, celestita azul, obsidiana azul, pedra boji, crisoprásio, fluorita, labradorita, magnetita, pedra-da-lua, atacamita


Associações: Eletricidade, computadores, caos, teoria


Metal: Chumbo, urânio, alumínio, platina


Cores: Azul-céu, azul-elétrico, turquesa


Animais: Pavão e pássaros grandes, que voam longe


Alimentos: Pimentão, pimenta, alimentos com sabor pronunciado, alimentos naturais


Ervas: Raiz-de-cobra, abrótano, freixo-espinhosos, camomila, erva-de-gato


Árvores: A maioria das árvores frutíferas, sabugueiro, olíbano, mirra, sorveira, freixo-da-montanha


Plantas: Orquídeas, chuva-de-ouro, mandrágora, galanto, flor de maracujá, solidéu-de-baical, cipripédio, valeriana, lúpulo


Lugares: Polônia, Croácia, Escandinávia, Rússia (especialmente Sibéria), América do Norte (especialmente Los Angeles), Etiópia, a rota hippie, locais montanhosos e acidentados, lugares para maquinaria, pedreiras, vinhedos, poços, solo recentemente cultivado, nascentes e canais, salas de cirurgia e de leitura





Aparência=


Aquário é um tipo inquieto, com o corpo rijo e resistente e o cabelo grosso e forte. A má formação dos dentes é uma característica. Quanto ao estilo pessoal, a intenção é surpreender, mas não necessariamente chocar. As roupas são arrojadas: peças de alta moda se misturam a peças baratas mas chiques, e a acessórios do exército.





Personalidade=


Essa é uma personalidade peculiar, que se manifesta de maneiras diferentes, dependendo de que regente, Saturno ou Urano, é mais forte. Ao mesmo tempo idealista e não convencional, diferente e petulante, imprevisível e caótico, rebelde e teimoso, genial e desajustado, Aquário pode ser intenso, original e inventivo. O modelo aquariano guarda um traço perfeccionismo que exige ordem. O fanatismo e a intolerância se escondem bem abaixo do desejo sincero de ajudar o mundo. Desejando ardentemente a mudança e a revolução quando jovem, Aquário pode descobrir uma maneira de se rebelar ou de seguir determinados ideais e depois se ater a ela pelo resto da vida. É o “velho hippie” que ainda vive do mesmo jeito ou o anarquista que não se dá conta de que a revolução acabou. Mas Aquário pode ser um dos grandes agentes da mudança social.





Mente=


A intuição e a inteligência se misturam nesse signo. Embora siga processos lógicos de pensamento, a mente aquariana é aberta a acontecimentos inesperados, a lampejos de percepção que podem leva-la muito além do pensamento estabelecido. A combinação resulta numa mente brilhante, que beira a genialidade. Mas, como muitas vezes acontece com os gênios, a originalidade e a visão da mente aquariana costumam ser mal compreendidas. Aquário quer apenas justiça e igualdade. Só que isso implica em mudança, em se libertar da convenção e explodir o status quo. Idealista e perfeccionista, Aquário pode se fixar num determinado ideal e numa visão de como as coisas deveriam ser. É como se essa visão fosse uma moldura que Aquário põe em volta de tudo e de todos. Quem não se encaixar é descartado, mas nunca a visão idealizada.





Emoções=


Tradicionalmente visto como um signo imparcial e distante, Aquário tem na verdade emoções caóticas e necessidades emocionais conflitantes. Deseja rotina e estabilidade mas pode se sentir sufocado numa relação estável. Quando o aspecto perfeccionista do signo entra em cena, o aquariano acha deplorável essa confusão de emoções. Assim, tem um enorme problema com a intimidade, preferindo permanecer distante.





Forças=


Fortemente motivado pela consciência social, Aquário compreende o que o mundo precisará daqui a 20 anos e inicia a mudança. Sem Aquário, não haveria evolução.





Fraquezas=


Aquário tende a seguir modismos e pode ficar preso a uma rotina de excentricidades. No outro extremo do signo, o desejo de mudança pode prejudicar o resto, de modo a jogar fora o bebê com a água do banho.





Sombra=


Como tem dois regentes poderosos, a sombra de Aquário pode ser dominada por um ou por outro. A sombra saturniana é fria, rígida e reprovadora. Perfeccionista, precisa ter o controle sobre tudo, mesmo que seja por meio da anarquia. A outra sombra, dominada por Urano, é pouco convencional e faz coisas só para ser diferente. Às vezes psicótica, essa sombra aspira à anarquia a à aniquilação.





Karma=


No caso de Aquário, o karma se refere a revoltas passadas e a conflitos com a autoridade. O desafio kármico é guardar o melhor do passado, abrir mão do resto e evoluir com flexibilidade.





Gostos=


Caos, mudança, tecnologia inovadora, a moda do próximo ano.





Aversões=


Conformismo estúpido, regras e regulamentos, rotina, a moda da semana passada.





Dinheiro=


Com Saturno forte, Aquário nunca joga fora um extrato bancário sem primeiro examina-lo. Essa pessoa sabe exatamente quanto tem. A personalidade regida por Urano reina sobre o caos financeiro, alimentado por dívidas crescentes e excêntricos esquemas de negócios. Uma invenção brilhante, nascida do desejo de ajudar a humanidade, pode fazer a fortuna de Aquário. Neste caso, os lucros seriam divididos com os outros. Qualquer investimento ou qualquer esquema para ficar rico depressa tem que ser rigorosamente ético.





Como pai ou mãe=


Na melhor das hipóteses, é um pai – ou mãe – imprevisível e, na pior das hipóteses, instável. É um pai – ou mãe – que experimenta todos os novos métodos de educação dos filhos e insiste em fazê-los seguir um programa nutricional da moda, que promete favorecer a genialidade. A intenção é boa, mas a argumentação pode ser falha. No lado positivo, Aquário sempre aceita a individualidade e a humanidade dos filhos.





Como criança=


Aquário já nasce diferente. Qualquer tentativa de descrever essa personalidade em formação vai parecer falsa. Em geral, a criança aquariana age como catalisador do seu ambiente, mas se beneficia de uma rotina estável. O cenário educacional mais apropriado é o não convencional, no qual a experimentação e a invenção são incentivadas e a ciência é deus.





Profissão=


A intenção é ajudar a humanidade a avançar. Assim, o aquariano pode ser cientista, físico quântico, analista de sistemas, engenheiro eletrônico, sociólogo, antropólogo, trabalhador social ou voluntario. Aquário da também um bom astrônomo, ecologista, astronauta, terapeuta cognitivo ou inventor. Como esse signo vive no futuro, ele pode ser corretor no mercado de futuros e, surpreendentemente, arqueólogo, com Saturno como co-regente.





Atividades de lazer=


Aquário gosta de esportes de raquete, gosta de correr, de esquiar, de dançar, de socializar e, é claro, de protestar. Muitos aquarianos têm hobbies incomuns, como astronomia ou observação de OVNIS´s, confecção de velas ou restauração de carros antigos. Esse signo gosta também de estudar a ligação mente-corpo-espírito e medicina complementar. A maioria dos aquarianos tem afinidade com o computador. Todos eles encontram satisfação na política ou em obras humanitárias. Quanto à leitura, a ficção científica é o gênero preferido, fora os quadrinhos, que são devorados.





Boas ideias para presentes=


Aquário gosta de qualquer coisa diferente. Novidades tecnológicas agradam, assim como uma assinatura para um website incomum. Além de cristais ou qualquer coisa ligada à Nova Era, Aquário gosta também de comida orgânica, vinho ou produtos naturais.




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PEIXES


Glifo: Dois peixes nadam em direções opostas mas ligados no centro, representando a natureza fluida e hesitante de Peixes.


Datas: 19 de fevereiro – 19 de março


Regente: Júpiter e Netuno


Casa natural: Décima Segunda


Qualidade: Mutável


Elemento: Água


Polaridade: Negativa


Exaltação: Vênus


Queda: Mercúrio


Detrimento: Mercúrio


Palavras-chave: Compassivo, impressionável, receptivo, hesitação, imaginação, maleável, misticismo, união transcendente, sonhador, confusão, evasivo, retraído





Correspondências Tradicionais=


Estação: Começa da primavera


Dia: Quinta-feira


Número: 7


Fisiologia: Pés, sistema linfático, glândula pituitária


Pedras de nascimento: Ametista, pedra-da-lua


Cristais: Pedra-do-sangue, água-marinha, berilo, ágata rendada azul, calcita, crisoprásio, fluorita, labradorita, turquesa, smithsonita, pedra-do-sol


Associações: Drama, dependência


Metal: Estanho


Cores: Verde-mar, branco puro, malva, púrpura, violeta, prata


Animais: Peixe, golfinho e mamíferos marinhos


Alimentos: Figo, frutas em geral, legumes que contém muita água


Ervas: Açafrão-da-terra, mirra, equinácia, eufrásia, Artemísia vulgar, kava kava, musgo-da-irlanda, angélica


Árvores: Salgueiro, figueira, aveleira, chaparral


Plantas: Lírio d´água, algas marinhas, samambaias, musgos, prímula da noite, íris, orquídea, violeta


Lugares: Portugal (especialmente Lisboa), o Saara, Escandinávia, França (especialmente a Normandia), Espanha (especialmente Sevilha), América do Norte (especialmente Vermont e Hollywood), Alexandria, Varsóvia, Jerusalém, lugares com muita água (especialmente pântanos), o mar, nascentes, lagoas com peixes e lugares onde vivem aves aquáticas, rodas d´água, casas perto da água, poços ou lugar onde ficam as bombas d´água, represas, fossos, antigos eremitérios





Aparência=


Os piscianos são caracterizados pelos seus belos olhos: lagos hipnóticos onde se afogar. O olhar é em geral distraído, como se estivesse voltado para outros mundos. O rosto costuma ser pálido, mas expressivo e sedutor. O corpo pode ser carnudo, mas transpira atração sexual. A postura é lânguida, como se a qualquer momento o corpo fosse sair flutuando. As roupas são fluidas e românticas.





Personalidade=


A personalidade de Peixes é tipicamente vaga e sem foco. Com limites permeáveis, Peixes não tem certeza onde ele termina e onde começa o outro. Essa personalidade age como uma esponja psíquica, captando os sentimentos e as impressões à sua volta. Gentil, Peixes jamais magoaria alguém de propósito, mas essa personalidade pouco assertiva pode achar difícil dizer não. Peixes muitas vezes se pões no papel de vítima e prima pelo comportamento passivo-agressivo. Em vez de desagradar alguém abertamente, essa personalidade pode assumir tarefas sem a intenção de realiza-las ou fazer promessas que vai quebrar logo depois. Como os peixes do glifo, Peixes é puxado em duas direções diferentes. Um lado dessa personalidade é a bondade personificada, o outro é passivamente manipulador. Oscilando entre os dois, não é à toa que Peixes tem dificuldade para lidar com a realidade cotidiana.





Mente=


A mente pisciana é irracional e intuitiva – ou ilusória e enganadora. Quando nada a impede de fluir à vontade, penetra nos domínios do místico e do transcendente. Peixes busca a união com o divino e, plugado nas energias universais, tem acesso a fontes de informação incomuns. Peixes pode se fundir mentalmente a outra pessoa e saber exatamente como é estar na sua pele.





Emoções=


Para Peixes, a emoção sustenta praticamente tudo na vida. É uma personalidade fluida que reage a qualquer estímulo emocional, sem discriminação. Correntes interiores de sentimento arrastam Peixes para lá e para cá. Em geral, Peixes não tem ideia do que realmente sente porque absorve com facilidade os sentimentos e as impressões psíquicas dos outros. Peixes é um ingênuo, caindo facilmente em histórias de infortúnios alheios. Nenhum outro signo tem tanta tendência à culpa quanto este. Como se culpa e se flagela, Peixes chafurda na ansiedade, pensando em todos os que sofrem e em todos os que deixa na mão.





Força=


Na sua melhor forma, Peixes é o mais intuitivo e empático signo do zodíaco, com enormes recursos de imaginação e compaixão.





Fraquezas=


Peixes acha muito difícil lidar com a dura realidade do mundo, Quando a confusão se instala, este tipo manipulador tem dificuldade para distinguir entre verdade e realidade e quebra as suas promessas.





Sombra=


A sombra pisciana é um mártir, sentindo-se sobrecarregado e usado. Essa persona é criada pela dificuldade de perceber quando é o momento de parar de fazer de tudo pelos outros. Um traço importante da sombra de Peixes é a culpa e o consequente impulso à expiação e à auto-imolação.





Karma=


Na esfera pisciana, o karma gira em torno da tendência do signo a fazer papel de salvador ou de vítima, aceitando uma indenização em vez de uma sintonização. O desafio kármico é aprender a exercer a empatia sem assumir as dores do outro.





Gostos=


Qualquer coisa romântica, artística e mística; música, teatro e artes em geral; o mar





Aversões=


Detalhes, limitações de tempo, realidade; dizer a verdade quando isso vai ferir alguém.





Dinheiro=


O dinheiro vem e vai. Esse signo pouco prático não tem tempo para orçamentos ou provisões para o futuro. Os detalhes são negligenciados, os extratos bancários não são examinados e o desastre financeiro espreita a cada esquina. Signo muito generoso, Peixes sempre se deixa levar por histórias tristes. Assim, há quem o engane para lhe tirar dinheiro.





Como pai ou mãe=


O pai – ou a mãe – de Peixes vê os filhos como uma extensão de si mesmo, sem se dar conta de que a experiência de vida da criança é diferente. Sensível e carinhoso no trato com os filhos, incentiva a prática artística e dá oportunidades para a criança brincar, embora não favoreça a individualidade. A disciplina é difícil para Peixes e os limites têm o habito de estar sempre mudando, tornando a vida difícil para qualquer criança que não seja também de um signo da água, com alta dose de empatia. O estilo emotivo no trato com os filhos pode oprimi-los.





Como criança=


A criança de Peixes sonha acordada. Essa mente ativa floresce em ambientes educacionais que priorizam a arte e a imaginação, com métodos suaves de disciplina. Como é uma criança de coração mole, que chora com facilidade e não suporta a dor, nem em si mesma e nem nos outros, uma atmosfera pouco harmoniosa pode causar muitos problemas.





Profissão=


Esse signo fica feliz em funções artísticas, como ator, dançarino, poeta, escritor de ficção, fotógrafo ou animador. Uma certa propensão a dependências pode ser resolvida de maneira positiva num trabalho com dependentes de álcool ou drogas, em que o pisciano pode atuar como terapeuta, hipnoterapeuta, psiquiatra, enfermeiro ou médico. Peixes gosta do lado místico da vida e, assim pode ser um bom leitor de tarô, sacerdote, curador intuitivo, astrólogo ou ilusionista. A ligação do signo com os pés faz de Peixes um excelente quiropodista ou podologista. A ligação com o mar sugere um organizador de cruzeiros, marinheiro ou peixeiro.





Atividades de lazer=


Peixes gosta de qualquer coisa ligada à água, como nadar, velejar, pescar ou fazer cruzeiros. Como personalidade artística, Peixes gosta também de literatura, poesia, balé, teatro, fotografia e pintura. Outras atividades incluem o yoga, a dança e caminhadas solitárias. Esse signo é muitas vezes fã de cinema. A maioria dos piscianos gosta de metafísica, jantares românticos e magia de todos os tipos.





Boas ideias para presentes=


Peixes adora qualquer coisa romântica: velas, cristais e perfumes são bem vindos. Como o pisciano também gosta de um toque de luxo, uma garrafa de champanhe é um bom presente. Sapatos feitos à mão sempre agradam esse signo ligado aos pés.

Akin Lan Feng
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