Um pouco sobre: (Diversos Temas)

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Um pouco sobre: (Diversos Temas)

Mensagem  Akin Lan Feng em Qui Abr 17, 2014 4:10 pm

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Última edição por Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:33 pm, editado 1 vez(es)

Akin Lan Feng
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RUNAS

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:31 pm

(Um resumo histórico das Runas , do Livro: MISTÉRIOS NÓRDICOS Deuses. Runas. Magias. Rituais – de Mirella Faur )

Runas = As Runas são considerados padrões energéticos que vibram e reluzem sobre os fios de Wyrd. (Wyrd = Destino Pessoal. Tem base nas ações e opções pessoais, e nas influências planetárias e espirituais. Pode-se imagina-lo como uma imensa teia de fios sutis, que se estende através do tempo e do espaço. A palavra tem relação com a alemã Werden ( Vir-a-ser ), e ao termo arcaico saxão Wirt, ou Wirtel (fuso, instrumento utilizado para fiar). Na mitologia nórdica, a constelação de Órion era chamada de “o fuso da deusa Frigga”, que fiava o fio cósmico e o passava para as Nornes, que teciam com ele o Wyrd de cada pessoa. Tudo acontece dentro da teia de Wyrd: seus fios interligam os eventos, os objetos, os seres, os pensamentos, as emoções e as ações. Tudo o que é feito reverbera ao longo dos fios de Wyrd e afeta todo o resto. Por isso, qualquer ação dos homens tem retorno, como influência positiva ou negativa, e sua sorte ou infortúnio são criados em função do teor energético que os originou)
O conhecimento das Runas permite que se descubra os efeitos e as influências do Wyrd individual e dos meios para se viver em sintonia com seu fluxo, de modo a evitar circunstâncias prejudiciais e ter atitudes e ações equilibradas e benéficas. Não se sabe ao certo quando surgiram. Seu nome, Ru: “Algo misterioso”, em norueguês arcaico Run significa “Segredo”, e a palavra Runa em alemão antigo significa “Sussurro” ou “Sussurro Misterioso”. Ainda que tenham sido classificadas como um Alfabeto, representam, na verdade, um complexo sistema espiritual pelo qual sacerdotes e xamãs ensinam seus mistérios. Mitologicamente, as runas são associadas ao deus Odin que, no entanto, não as inventou, mas obteve-as por meio de um sacrifício voluntário, uma auto-imolação semelhante às iniciações xamãnicas, oferecendo-se a si mesmo, empalado e suspenso na Árvore do Mundo, por nove dias e nove noites. Das origens históricas das Runas, quatro são mais relevantes: a latina, a grega, a etrusca e a nativa. (A suástica é relacionada às runas por estar sempre gravada junto a elas, em inscrições sobre pedras e em estelas funerárias. A palavra swastika é de origem sânscrita e significa “tudo está bem”. Acredita-se que ela seja uma variante da roda solar.) Existem também teorias de runólogos alemães.
Do ponto de vista histórico e exotérico, as runas são um sistema fonético e gráfico usado até o século XIV na Suécia, até o XVII na Islândia e até o XIX nas regiões remotas da Noruega. Apesar do seu uso continuo, esse sistema sofreu várias modificações. Do ponto de vista esotérico, as runas não são somente um alfabeto, embora também possam ser usadas para transcrever palavras de outras línguas. Essa característica é muito importante já que possibilita o uso das runas na magia talismânica e nos selos de nomes próprios. As runas consistem numa “metalinguagem”, ou seja, num sistema simbólico complexo que permite a transmissão de outros significados, além dos normalmente expressos por uma língua. Os locais aonde mais foram encontradas são: os Sítios Arqueológicos do Sul da Noruega e da Suécia, nos pântanos da Dinamarca, e também na Polônia, Hungria, Romênia, Iugoslávia, Rússia e Escandinávia. As runas eram gravadas em uma grande variedade de objetos: armas, fíbulas (espécie de broche), amuletos, ferramentas, anéis, chifres para beber, pulseiras, medalhões. A maioria tinha funções mágicas, visando atrair a sorte, afastar o mal, consagrar ambientes, possibilitar o intercambio com os espíritos ancestrais e pedir ajuda ou proteção das divindades.

O primeiro sistema rúnico conhecido é o Alfabeto Futhark: composto de 24 Runas ; Dividida em 3 Famílias de 8 (chamadas Aettir). ; Supõe-se que seu surgimento tenha ocorrido em torno de 200 ac.

No início do sec VII surgiu um novo sistema rúnico denominado Futhark Novo, uma variação do original. O surgimento desse novo alfabeto se desenvolveu na Escandinávia, de onde se espalhou para outros países. São 16 Runas ; Divididas em 3 Famílias ( A primeira com 6 runas e as outras duas com 5 cada. ) Devido ao numero reduzido de runas, nesse alfabeto cada uma delas corresponde a dois ou mais sons.

No litoral do Mar do Norte ( consituida pela atual Holanda e pelo Oeste da Alemanha ), havia desde 650 dc um novo dialeto que modificou algumas pronuncias, acrescentou sons e duas runas, que foi denominado Futhork. Ao ser levado por imigrantes para o leste da Inglaterra, as diferenças fonéticas e a ampliação do vocabulário exo e esotérico introduziram novos caracteres ao Futhork original dando origem a um sistema mais complexo, de 29 simbolos, denominado Futhork Anglofrísio, ou Anglo-Saxão.

Por volta de 800 dc, no norte da atual Inglaterra e ao sul da Escócia ( que formavam então o Reino da Northumbria ), foi criado o sistema com o maior número de caracteres – 33 – chamado de Alfabeto de Northumbria: Dividido em 4 Grupos com 8 Símbolos cada e mais um central. Esse alfabeto revela os intercâmbios e influências recíprocas entre os mestres rúnicos e os bardos celtas.

Uma versão mais simples surgiu em torno de 850 dc, e ficou conhecido como a Série Rök, ou a “Série de Runas de Traços Curtos”.

No século X foi criado a Escrita Hälsinge. Nessa versão foram eliminadas os traços verticais e as letras passaram a ser escritas entre duas linhas, separadas por sinais de pontuação, como usados na estenografia. Foram encontradas poucas inscrições com esse tipo de escrita, o que indica uso local, apenas para assuntos profanos e comerciais.

No período entre 1050 e 1450, surgiram as Runas Medievais, cuja modificação posteriormente levou à criação do Alfabeto Gótico, utilizado até o sec XVIII, principalmente em cartas e manuscritos de conteúdo tanto religioso quanto profano.

As Runas também eram utilizadas no lugar dos números nos antigos calendários escandinavos, chamados Clog Almanaks ou Runestocks, confeccionados tradicionalmente em madeira. Para possibilitar a anotação dos ciclos solares e lunares – que exigiam dezenove números – o Futhark Novo foi acrescido de mais três runas, com uma gama de sons também maior.
Ainda que os Druidas Irlandeses tivessem seu próprio alfabeto – o Ogham – eles também utilizavam os sistemas rúnicos, em especial o dinamarquês, o sueco e as runas marcadas com pontos.
Apesar de sua utilização na Escandinávia por todo o período Viking (800-1100 dc) os alfabetos rúnicos mencionados não são “símbolos vikings”, pois tem uma origem anterior, muito mais antiga, servindo como portais de percepção para a expansão da consciência humana.
Existem também outros caracteres rúnicos antigos que foram pouco utilizados e quase totalmente esquecidos. Eles não pertencem a nenhum sistema específico. Seus nomes e conceitos relacionam-se a antigas divindades nórdicas. Esses caracteres foram usados na Idade Média, para cura e proteção mágica, e acreditava-se, na época, em seu uso ritualístico, e na invocação dessas divindades. Por isso, alguns estudiosos defendem a existência de um sistema mais amplo e complexo de Runas, com 38 caracteres, ou runas.
Além dos alfabetos citados também existem runas pontilhadas, interligadas, ramificadas ou em ziguezague, que não fazem parte de um sistema organizado. Elas são apenas adaptações criptográficas dos sistemas anteriores, criadas para ocultar ou dificultar a compreensão das mensagens, que poderiam ser lidas somente por aqueles que conheciam seu código secreto.
Quatro Sistemas Runicos são mais considerados fiéis às verdades tradicionais: Futhark Antigo ; Futhark Novo, Futhork Anglo-Saxão ; Alfabeto de Northumbria

Existem outros sistemas rúnicos criados mais recentemente, como o Sistema Armanen, criado por Guido Von List, com 18 caracteres, tem um complexo embasamento folosófico e mágico, e é na verdade uma extensão do Futhark Novo. O sistema armânico foi, e continua sendo amplamente usado pelos magos e runólogos alemães, é baseado na estrutura hexagonal dos cristais, e na forma e simbologia da Runa Hagalaz ( também serviu como base para a criação de uma organização oculta denominada Armanen Orden.). Popularizado por Karl Spiesberger, Siegfrid Kummer e Edred Thorsson, ele serviu de base para a criação das Posturas Rúnicas, a chamada: Ioga Teutônica ( uma serie de posturas chamadas Stödhur, que expressam fisicamente o traçado das runas, de modo a canalizar seu poder a vida do praticante.)

Taufr : Talismãs Rúnicos. Em forma de medalhas ou placas metálicas, não perderam sua popularidade, e continuaram a ser usadas até o período medieval, apesar das proibições cristãs.
Além do uso sagrado ou mágico das Runas, elas também eram utilizadas de modo profano, em mensagens inscritas em varetas de madeira: Runakefli ; Ou manuscritos, como o famoso Codex Regius, do século XIV.
O conhecimento rúnico foi preservado na prática mágica do Galdr: sons mântricos que correspondem às runas, cujo conhecimento era transmitido pelos xamãs aos seus discípulos.

O movimento reformista que deu inicio ao protestantismo ( em 1527 na Suécia, e em 1536 na Noruega ), desencadeou uma onda de intolerância, sucedida pela perseguição às antigas praticas e crenças. Por fim, o alfabeto rúnico foi oficialmente substituído pelo latino; seu uso, inicialmente desaconselhado, terminou por ser definitivamente proibido. Na Islândia, no entanto, o povo continuou usando as runas abertamente para fins mágicos até o século XVII, quando a igreja instaurou a pena de morte para qualquer um que fizesse uso delas. Mesmo assim, a magia rúnica islandesa sobreviveu na clandestinidade, e nesse pais se encontram ainda registros valiosos dessa arte, ocultos nas lendas e nos cultos populares. Por toda a Idade das Trevas, os tribunais da inquisição condenaram à fogueira aqueles que fizessem uso das runas ou em cujos pertences elas fossem encontradas. Todavia, as runas subsistiram nos emblemas e brasões dos artesãos e comerciantes. Os antigos símbolos continuaram a ser utilizados para marcar animais, carroças, barcos e moinhos; desenhados com o arado na terra antes do plantio; pintados ou entalhados nas vigas das casas; tecidos nas tapeçarias; gravados em vidros, metais e joias; e usados para decorar cruzes e pedras funerárias. Muitos desses símbolos eram de origem rúnica; outros foram desenvolvidos a partir deles. Para a decoração e proteção das casas, empregavam-se as chamadas Hof Und Haus Marks, combinações de runas com ideogramas de ferramentas e objetos, como chaves, escadas, flechas, relógios e moinhos. Nessa época, cada família tinha um emblema, que distinguia o fundador da dinastia e seus descendentes. Esses emblemas familiares ou pessoais eram criados livremente, ainda que se procurasse utilizar símbolos sagrados para imbuir de significados mágicos o entrelaçamento de traços e formas. Foram encontrados, em inúmeras casas antigas da Alemanha, da Suíça e da Suécia, caracteres rúnicos camuflados no cruzamento de vigas e nos desenhos dos pisos. (Também datam dessa época as Mandalas Germanicas, pintadas em cores vivas sobre discos de madeira e cerâmica, e colocadas nas casas para proteção ou utilizadas como amuletos. Essas mandalas baseavam-se em um padrão hexagonal, como a estrela, ou a cruz de seis braços, chamada Sechszeichen (símbolo sêxtuplo). No século XVII, emigrantes alemães levaram essa tradição medieval para os Estados Unidos – mais especificamente para a Pensilvânia – onde ela ficou conhecida como Hexencraft (magia, feitiçaria). Essa arte sobrevive até os dias de hoje, em objetos de carâmica ou motivos decorativos, conhecido e utilizado apenas pelos neopagãos. )

O primeiro sinal de um despertar rúnico, depois de sua proibição e aparente esquecimento, ocorreu no século XVI, na Suécia. Por intermédio das obras de Johannes Bureus, os adeptos de uma corrente ideológica conhecida como Storgoticism (o culto da mitologia gótica) passaram a estudar a aplicar os conhecimentos rúnicos, ainda que dentro do cabalismo cristão. Perseguido pela igreja cristã, aos poucos o movimento foi declinando. O alfabeto rúnico, no entanto, apesar da perseguição, conseguiu sobreviver clandestinamente até os séculos XVIII e XIX, nas praticas de grupos fechados, em localidades remotas da Suécia, da Noruega e da Islândia. No século XIX, paralelamente ao surgimento do espiritismo, do ocultismo e da teosofia, nasceu um movimento neo-romantico com um crescente interesse pelas antigas crenças e valores germânicos. Foi assim que emergiu, na Alemanha e na Austria, o “Movimento Teutônico”, cujo propósito era levar a sociedade de volta as suas raízes pré-cristãs, reavivando a mitologia e a ética germânicas. O representante mais importante desse movimento foi Guido Von List (1848-1919)
Na década de 30 do século XX, membros de uma sociedade secreta chamada Thurle deu às runas uma conotação nacionalista, fato que atraiu a atenção dos dirigentes do Partido Nazista Alemão. Hitler, obcecado pela ideia da supremacia da raça ariana, escolheu o relâmpago de Thor como emblema da juventude hitlerista, a runa Sigel duplicada para ser o símbolo da Gestapo e, finalmente, para usar como estandarte, inverteu e inclinou a suástica. No período de sua ditadura, os estudos esotéricos eram permitidos e encorajados, mas apenas se oferecessem meios mágicos para enaltecer a ideologia nazista, o anti-semitismo e o culto à personalidade de Hitler. Depois do fim da guerra, a associação negativa das runas e dos antigos símbolos sagrados teutônicos com o nazismo desencadeou uma onda de pavor e negação, relegando novamente ao ostracismo o uso e as praticas rúnicas. Foram necessários alguns anos para que alguns escritores e estudiosos ousassem tocar novamente nesse assunto, considerado tabu. Em 1955, Karl Spiesberger publicou dois livros nos quais o estudo das runas recebeu uma interpretação universalista, sem nuances nacionalistas. Em 1969, Adolf e Sigrun Schleipfer reativaram a Armanen Orden, orientando sua atividade para o estudo do misticismo alemão e magia rúnica. A partir de 1970, o interesse pelo simbolismo e uso mágico das runas ultrapassou as fronteiras da Alemanha, e alcançou a Inglaterra e os Estados Unidos. Foram criados vários grupos de cultos Odinistas e jornais das assembleias religiosas Asatrú passaram a ser publicados. Asatrú foi aceita como a religião oficial na Islândia e passou a ser reconhecida como a continuação da antiga tradição étnica dos povos nativos do norte da Europa. Uma das organizações mais importantes na divulgação e no ensinamento das praticas mágicas é a Rune Gild, fundada e dirigida por Edred Thorsson, cujos numerosos livros são responsáveis pela revelação dos mistérios rúnicos e a expansão do seu uso esotérico. Outros grupos também tem divulgado as praticas rúnicas e informações mitológicas. O grupo Hrafnar, dirigido pela escritora e pesquisadora Diana Paxson e sediado em San Francisco, nos Estados Unidos, é reconhecido pela remodelação e divulgação da pratica xamânica: Seidhr (transe profético), antigamente reservada apenas às sacerdotisas e aos xamãs do norte europeu, mas atualmente divulgada nas celebrações e encontros da comunidade neopagã norte-americana.

Petróglifos Pré-históricos de Hallristinger = Nota-se semelhança com as Runas. Essa escrita consiste em símbolos pictográficos de significado religioso, como figuras variadas de círculos, rodas solares, suásticas, espirais, triângulos invertidos, árvores, mãos espalmadas, marcas de pés, barcos e ondas – símbolos atribuídos aos cultos neolíticos da Deusa Mãe e da adoração ao Sol ( considerado pelos povos nórdicos uma divindade feminina ). Alguns autores afirmam que esses petróglifos teriam sido a origem de uma linguagem simbólica e mágica utilizada pelos xamãs do período neolítico. O povo etrusco, um dos herdeiros dessa tradição, teria adaptado os símbolos e os incorporado à sua linguagem escrita, ensinada também aos seus vizinhos, as tribos teutônicas.

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XINTOÍSMO

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:39 pm

XINTOÍSMO

"O mundo material é governado pelo mundo espiritual."

Não tem um fundador conhecido. A própria religião é chamada de “via dos deuses”, ou, Kami no Michi. Esta crença é particularmente japonesa, e se baseia em que o mundo natural é governado por seres espirituais, os Kami. Não se sabe se os Jomon, uma cultura pré-histórica que viveu entre 11.000ac – 300ac tinham alguma associação com o Xintoísmo. Os Jomon eram semi-nômades, coletores, pescadores, não conheciam a escrita, e produziam as Dogu, figuras femininas estilizadas, com busto e quadris largos. Com o inicio da cultura Yayoi, plantadores de arroz cuja terra de origem pode ter sido em algum lugar no sudeste da Ásia, ou no sul da China, e que existiu entre 300ac – 300 dc, já existiam similaridades com o Xintoísmo em rituais, como os associados a semeadura e a colheita parecidos com os rituais Xintoístas do arroz de hoje em dia. E também nos cultos a fertilidade, as joias chamadas Magatama, e os espelhos cerimoniais, e espadas sagradas, que tem significado na mitologia xintoísta e fazem parte das insígnias imperiais ate hoje. O xintoísmo arcaico parece que se desenvolveu no começo da fase final da pré-história japonesa, o Kofun, ou Era Tumulus. Este sistema de crença era intensamente local, e concentrava-se no poder espiritual inerente as características topográficas próximas, como montanhas e cachoeiras, e nos ancestrais divinos dos clãs. Os Ujigami são as divindades tutelares associadas aos primeiros clãs (ujis). Qualquer avaliação no papel desempenhado pela religião no Japão antigo, ou moderno, deve levar em conta certos aspectos fundamentais da cultura japonesa. Um dos mais importantes destes aspectos é a subordinação do individuo ao grupo, que tem como epítome uma expressão japonesa: “o prego que se sobressair será martelado”. Muitos estudiosos acreditam que esse ethos tem suas raízes na forte cooperação entre o processo decisório coletivo necessário ao cultivo do arroz. Essa cooperação social e a ausência de um individualismo foram características do xintoísmo desde seu começo. Embora exista evidencia de contato com a China antes de 250 dc, o Wei Chib é o relato mais antigo do Japão, e uma crônica chinesa.
Uma Historia do Reino de Wei, 297 dc
A população de Wa (Japão) mora no meio do oceano nas ilhas montanhosas ao sudeste da [prefeitura de] Tai-fang. Anteriormente essa população compreendia mais de cem comunidades. Durante a dinastia Han, mensageiros de [Wa] apareciam na corte; hoje, trinta dessas comunidades se comunicam conosco através de mensageiros e escribas. O pais de Wa é quente e ameno. Tanto no inverno quanto no verão as pessoas se alimentam de legumes crus e andam descalças. Elas tem [ou moram em] casas; o pai e a mãe, os mais velhos e os mais jovens dormem separados. Eles untam seu corpo com pigmentos rosa e escarlate, como os chineses usam pó. Serve a comida em bandejas de bambu ou de madeira e comem com as mãos. Quando uma pessoa morre, preparam um caixão único, sem uma cobertura externa. Cobrem as sepulturas com terra para fazer um monte. Quando a morte ocorre, observa-se luto durante mais de dez dias e nesse período não se come carne. Os parentes do morto choram e se lamentam enquanto seus amigos cantam, dançam e bebem. Quando o enterro termina, todos os membros da família entram na água para se limparem em um banho de purificação.

Na medida em que o clã Yamato (Sol), durante o inicio do século VI, ganhou influencia sobre os demais clãs, seu antepassado divino, a deusa do Sol Amaterasu tornou-se predominante. Em meados do século VI dc, o budismo, o taoísmo, e o confucionismo chegaram ao Japão. Especialmente o budismo misturou-se com o xintoísmo, e algumas divindades budistas passaram a ser adoradas como kami xintoístas. Mesmo assimilando elementos de uma outra cultura, o xintoísmo continuou a ser uma crença especialmente japonesa. A ascensão do clã Yamato lançou as bases para um culto Imperial no Japão, que durou até começar a era do Xogunato [sec XVII (17) a XIX(19)]. Durante a era do xogunato o imperador tinha um papel simbólico. Em 1868 a restauração Meiji devolveu o poder ao Imperador, que subiu ao trono em 1867, e em 1871 o xintoísmo foi declarado a religião estatal. A palavra xinto, ou shinto, vem desse período. É uma combinação do chinês shen (espírito) e dao (“via”). Uma ironia já que os patrocinadores desse ressurgimento eram contra os chineses. O xintoísmo estatal terminou abruptamente com o final da segunda guerra mundial em 1945. Como resultado, o xintoísmo voltou a ser aquilo que tinha sido durante a maior parte de sua historia ; uma coleção vagamente organizada de jinjas (santuários). Os textos japoneses mais antigos, o Kojiki e o Nihonshoki descrevem como o mundo foi criado pelas divindades celestiais Izanagi e Izanami. Depois de um começo que pareceu não dar certo, o par original deu à luz um grupo de kami, inclusive a deusa Amaterasu, cujo descendente, Jimmu Tenno, veio a ser o primeiro Imperador do Japão. Alguns kami são entidades benignas, muitos importados do budismo e do taoísmo, e outros, são espíritos vingativos responsáveis por uma ampla variedade de problemas mortais. Na tradição japonesa, a maioria dos espíritos maus, ou oni (demônios) são invisíveis, embora exista também a crença de que alguns são gigantes, de varias cores, com chifres, e as vezes três olhos. Acredita-se também que outros são espíritos animais que tem a capacidade de possuir uma pessoa, e nesse caso precisam ser exorcizados. Entre esses, um dos mais temidos é o espírito da raposa. Muitas entidades podem as vezes carregar um significado tanto bom quanto ruim, dependendo das circunstancias. A raposa é também associada junto a divindade do arroz, e os tengu podem ser guardiões benignos de kami. Em partes do Japão rural, especialmente no norte, onde costumes e crenças antigas muitas vezes permanecem, os yamabushi (“guerreiros da montanha”) são procurados para exorcizar esses espíritos. Outra variedade de espírito mau é o obake (“fantasma”). Acredita-se que essas entidades podem causar um mau considerável, mas podem ser afugentadas com rituais apropriadamente respeitosos. Em todos os casos, os infortúnios infligidos pelos oni são considerados uma perturbação temporária da ordem natural das coisas. Os espíritos dos antepassados formam outra categoria de kami. No xintoísmo acredita-se que a alma de uma pessoa se transforma em um kami após a morte de seu “anfitrião” mortal, e os kami dos antepassados de uma família são venerados em templos domiciliares. Alguns kami ancestrais, tais como o espírito do Imperador Meiji (que reinou de 1867 a 1912) e de outros governantes, podem se tornar alvo de cultos mais difundidos. O Templo de Meiji é o santuário xintoísta mais importante em Toquio. O templo xintoísta considerado mais importante é o da deusa Amaterasu em Ise, e em seguida o templo do deus Okuninushi. Os kami mais conhecidos são os da era conhecida como “Era dos Deuses”, em que as divindades estavam em atividade na Planicie de Junco (Terra) antes de estabelecer o governo de seus descendentes mortais, os Imperadores, e depois retirar-se para o reino celestial. Os kami celestiais da era dos deuses são os amatsukami, e os kami terrestres são os kumitsukami. Entre os kami mais populares estão:
Amaterasu (“a pessoa que faz os céus brilharem”)
Susano, irmão de Amaterasu
Okuninushi, deus guardião do Japão e de seus imperadores
Inari, deus do arroz e da prosperidade geral para todo pais
Shitifukujin, os sete deuses da sorte, cada um personificando uma caraterística ou condição desejável.
Hashiman, deus guerreiro baseado no Imperador semi-lendário Ojin.
Tenjin ("Pessoa Celestial"), historicamente um sábio chamado Sugawara no Michizane. (845-903dc)
O espirito do Imperador Meiji (1867-1912)
O espirito de Yeyasu, o primeiro Xogun Tokugawa


(fonte: “conhecendo o XINTOISMO” de C. Scott Littleton)


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TAOÍSMO

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:41 pm

Textos retirados de diversas fontes da internet.

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O Dào (Tao)
Dào (Tao) é, ao mesmo tempo, o caminho, o caminhante e o ato de caminhar. Filosoficamente, pode ser interpretado como o Absoluto.

O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como caminho de auto-transformação e elevação espiritual.

Os meios para o retorno ao Dào (Tao) englobam as artes (Shù), a lei (Fa) e o caminho (Dào (Tao)). As artes procuram restaurar o equilíbrio das energias da pessoa através de conhecimentos de saúde, de oráculos, de destino, de leitura da natureza ou do homem. O Fa é o conjunto de métodos místicos que restauram a ordem, a organização, a lei interior e exterior através da força espiritual. E o Dào (Tao), como meio, tem na meditação o caminho espiritual por excelência.

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O Taoísmo é uma tradição espiritual milenar de origem chinesa, desenvolvida e praticada por inúmeros mestres ao longo dos tempos.

Por ter uma origem muito antiga, o Taoísmo apresenta muitas ramificações. Seus conhecimentos, manifestados através de várias Escolas Taoístas, poderiam, de modo geral, ser classificados segundo cinco vertentes:



a primeira delas se chama-se Dān Ding, que significa literalmente Caldeirão e Elixir; é a que nós chamamos no Ocidente de Escola da Alquimia;




a segunda chama-se Fú Lù, Fú significa literalmente Correspondência, e Lù quer dizer Ordenar. Ou seja, é a Escola da Correspondência e da Ordenação, referindo-se à Escola Ritualística e da Lei Cósmica;




a terceira chama-se Jīng Dian, que literalmente significa Textos Clássicos. São escolas que enfatizam mais os estudos clássicos, podem ser chamadas de Escolas Filosóficas ou Escolas de Estudos filosóficos do Taoísmo;




a quarta chama-se Jī Shàn, que significa Acumulação da Bondade: aplica os conhecimentos taoístas em benefício da sociedade, da pessoa, da vida; é a escola voltada para a doação e para as práticas taoístas na vida quotidiana;




e a última chama-se Zhān Yuàn, que significa Oráculos e Experiências, ou seja, Yi Jing (I Ching), Astrologia, Artes Marciais, Acupuntura, incluindo conhecimentos de cura através da ervas da medicina Taoísta e diversos trabalhos energéticos.

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A palavra Taoísmo (ou Daoísmo) é geralmente empregada para traduzir dois termos chineses distintos, "Daojiao" (道教) (py Dàojiào, W-G Tao-chiao), que se refere aos "ensinamentos ou à religião do Dao", e "Daojia", que se refere à (道家) "escola do Tao (ou Dao)", a uma linha de pensamento da filosofia chinesa.

Assim, o termo Taoísmo tem mais de um sentido no ocidente, pode referir-se a:

Uma escola de pensamento filosófico chinês que se baseia nos textos do Tao Te Ching atribuídos a Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse.
Um movimento religioso chinês com origem em Zhang Daoling no final da Dinastia Han que se estrutura em seitas como a Zhengyi ("Ortodoxa") e Quanzhen ("realidade completa").
As manifestações da tradição religiosa chinesa, de caráter popular, que integram elementos da religião Taoísta, do Confucionismo e do Budismo.

Índice
1 O Tao do Taoísmo
1.1 Taoísmo e Confucionismo
2 Origens do Taoísmo
3 Filosofia Taoísta
3.1 Wu Wei
4 A religião Taoísta
5 Influências no Budismo Zen
6 Taoísmo fora da China
7 Taoísmo no Brasil


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O Tao do Taoísmo

O ideograma Tao (ou Dao) (道) pode ser traduzido como "caminho", mas assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa.

Traduzido literalmente, significa "o ensinamento do Tao". No contexto taoísta, 'Tao' pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem.

Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história - algumas vezes nomeado como o "grande Tao" - ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar - a ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc.

Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como "céu", e às vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural.

Tanto o "caminho da natureza" quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas") parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo - portanto pode ser visto como um príncípio eficiente de "vazio" que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo.

Os textos acima, são uma tradução dentro do pensamento e postura ocidental, pois a base do TAO é que uma vez tentado explicar ou interpretar o TAO deixa de ser TAO. Ou seja o TAO é o universo "criador" que tudo contém, não pode ser pensado ou idealizado pela criatura, pois como se ensina na Matemática: a parte e o todo (a parte está no todo mas a parte não é o todo).

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Taoísmo e Confucionismo

O taoísmo é uma tradição que dialogando com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos.

O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e práticas culturais. Manifesta o anarquismo - defendendo essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada. Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie natural. Seguimos todos por processos de aquisição de diferentes normas e orientações da sociedade, e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas formas naturais de ser.

Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo moral tao, o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista referente a deveres morais, coesão social e responsabilidades governamentais, mesmo que o pensamento de Confúcio inclua valores taoístas e o inverso também ocorra, como se pode observar lendo os Analetos de Confúcio.

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Origens do Taoísmo

Tradicionalmente, o Taoísmo é atribuído a três fontes principais:

O mais antigo, o mítico "Imperador Amarelo";
o mais famoso, o livro de aforismos místicos, o Dao De Jing (Tao Te Ching), supostamente escrito por Lao Zi (Lao Tse), que, segundo a tradição, foi um contemporâneo mais velho de Confúcio;
e o terceiro, os trabalhos do filósofo Zhuang Zi (Chuang Tse).
Outros livros ampliaram o Taoísmo, como o True Classic of Perfect Emptiness, de Lie Zi; e a compilação Huainanzi.
Além destes, o antigo I Ching, O Livro Das Mutações, é tido como uma fonte extra do taoísmo, assim como práticas de divinação da China antiga.

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Filosofia Taoísta

Do Caminho surge um (aquele que está consciente), de cuja consciência por sua vez surge o conceito de dois (yin e yang), dos quais o número três está implícito (céu, terra e humanidade); produzindo finalmente por extensão a totalidade do mundo como o conhecemos, as dez mil coisas, através da harmonia das Wuxing. O Caminho enquanto passa pelos cinco elementos do Wuxing é também visto como circular, agindo sobre si mesmo através da mudança para simular um ciclo de vida e morte nas dez mil coisas do universo fenomênico.
Aja de acordo com a natureza, e com sutileza em lugar de força.
A perspectiva correta será encontrada pela atividade mental da pessoa, até chegar a uma fonte mais profunda que guie sua interação pessoal com o universo (veja 'wu wei' abaixo). O desejo obstrui a habilidade pessoal de entender O Caminho (veja também karma), moderar o desejo gera contentamento. Os taoístas acreditam que quando um desejo é satisfeito, outro, mais ambicioso, brota para substitui-lo. Em essência, a maioria dos taoístas sente que a vida deve ser apreciada como ela é, em lugar forçá-la a ser o que não é. Idealmente, não se deve desejar nada, "nem mesmo não desejar".
Unidade: ao perceber que todas as coisas (inclusive nós mesmos) são interdependentes e constantemente redefinidas pela mudança das circunstâncias, passamos a ver todas as coisas como elas são, e a nós mesmos como apenas uma parte do momento presente. Esta compreensão da unidade nos leva a uma apreciação dos fatos da vida e do nosso lugar neles como simples momentos miraculosos que "apenas são".
Dualismo, a oposição e combinação dos dois princípios básicos Yin e Yang do universo, é uma grande parte da filosofia básica. Algumas das associações comuns com Yang e Yin, respectivamente, são: masculino e feminino, luz e sombra, ativo e passivo, movimento e quietude. Os taoístas acreditam que nenhum dos dois é mais importante ou melhor que o outro, na verdade, nenhum pode existir sem o outro, porque eles são aspectos equiparados do todo. São em última análise uma distinção artificial baseada em nossa percepção das dez mil coisas, portanto é só nossa percepção delas que realmente muda. Ver taiji.

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Wu Wei

Ver artigo principal: Wu Wei
Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No entanto, isto não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia descreve uma prática de se realizar coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma ilustração; uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.

O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no "design" humano, perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.

Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela pratica uma vida de acordo com o que acredita, "remando contr a maré". Ao deixar sua crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento social que acredita.

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A religião Taoísta

Embora Lao Zi nunca tenha pregado nenhuma religião no Tao Te King e se tenha sempre mantido no terreno filosófico e moral, cerca de mil anos depois da sua morte formou-se um corpo de doutrinas e de práticas religiosas e culturais que constituíram a religião taoista. A religião taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com empréstimos de ideias e práticas culturais do budismo, com a introdução de vários deuses, deusas e génios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.

Tentativas de alcançar maior longevidade eram um tema frequente na magia e alquimia taoístas, com vários feitiços e poções, ainda existentes, com esse propósito.

Muitas versões antigas da Medicina Tradicional Chinesa foram enraizadas no pensamento taoísta, e a medicina chinesa moderna bem como as artes marciais chinesas são ainda de várias formas baseadas em conceitos taoístas, como o Tao, o Qi, e o balanço entre o yin e o yang (Ver Yin yang).

Com o tempo, a absoluta liberdade dos seguidores do taoísmo pareceu ameaçadora à autoridade de alguns governantes, que incentivaram o crescimento de seitas mais comprometidas com as tradições confucionistas. Uma escola taoísta foi formada ao fim da dinastia Han, por Zhang Daoling.

Muitas seitas evoluíram através dos anos, mas a maioria traça suas origens a Zhan Daoling, e grande parte dos templos taoístas modernos pertence a uma ou outra dessas seitas.

As escolas taoístas incorporam panteões inteiros de divindades, incluindo Lao Zi, Zhang Daoling, o Imperador Amarelo, o Imperador Jade, Lei Gong (O Deus do Trovão) e outros.

As duas maiores escolas taoístas da atualidade são a Seita Zhengyi (evoluída de uma seita fundada por Zhang Daoling) e o Taoísmo Quanzhen (fundado por Wang Chongyang).

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Influências no Budismo Zen

O Budismo Chan, que se desenvolveu como um escola distinta na China medieval, reflectiu fortes influências da filosofia chinesa e, em particular, do Taoísmo. Com o tempo, o Chan acabou se estabelecendo na Coréia, onde recebeu o nome Seon. Haviam monges que chegavam de outros países da Ásia para estudar o Chan, e a escola foi se espalhando pelos países vizinhos. No Vietname, recebeu o nome Thien, e, no Japão, ficou conhecida como Zen. Através da história, essas escolas cresceram de maneira independente, tendo desenvolvido identidades próprias e características bastante diferentes umas das outras. Na China, elementos do taoísmo se combinaram com elementos do Budismo e do Confucionismo na forma do Neo-Confucionismo.

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Taoísmo fora da China

A filosofia taoísta é praticada em várias formas, em outros países além da China. Kouk Sun Do na Coréia é uma dessas variações.

A filosofia taoísta encontrou muitos seguidores ao redor do mundo. Genghis Khan era simpático à filosofia taoísta, e durante as primeiras décadas de dominação mongol, o taoísmo viu um período de expansão, entre os séculos XIII e XIV. Devido a isso, muitas escolas taoístas tradicionais mantém centros de ensino em vários países ao redor do mundo.

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Taoísmo no Brasil

No Brasil, existem vários ramos ligados ao Taoísmo, tanto o religioso (Taochiao) quanto o filosófico (Taochia). Uma das vertentes religiosas mais importantes é representada pela Sociedade Taoísta do Brasil. A Sociedade Taoísta do Brasil foi instituída no Rio de Janeiro/RJ, em 15 de janeiro de 1991 com o objetivo de difundir o ensinamento do Taoísmo em todas as suas formas de expressão - religiosa, filosófica, científica e cultural - e contribuir para o aperfeiçoamento espiritual dos freqüentadores.

O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como caminho de auto-transformação e elevação espiritual.

A Sociedade Taoísta do Brasil foi fundada por Wu Jyh Cherng (1958-2004), sacerdote taoísta Kao Kon Fa Shi (Alto Ofício, Mestre da Lei). Mestre Cherng escreveu diversos livros sobre artes taoístas e traduziu o Tao Te Ching, o livro do Caminho e da Virtude, o Yi Jing (I-Ching), o livro das Mutações e entre outros clássicos do taoísmo.

Em março de 2002 inaugurou a sede de São Paulo, um espaço adequado para a prática e estudo do Taoísmo, suas artes e sabedoria, e onde se tem palestras abertas ao público, rituais, meditação e diversos cursos. Entre as atividades de São Paulo, enfatiza-se as práticas de Meditação, Yi Jing (I Ching), Feng Shui, Astrologia Chinesa (Zi Wei Dou Shu), Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan), e Qi Gong (Chi Kun), e o atendimento de acupuntura e massagem.

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Daoísmo (Taoísmo)

Os antigos chineses, conhecedores das leis da natureza, observaram que em cada fenômeno, desde o desenvolvimento de uma célula até a formação de galáxias, estava envolvido o mesmo processo de criação. Concluíram que, vindo da mesma origem, tudo está conectado. Essa essência misteriosa foi chamada de Dao (Tao), o Caminho.


Tudo é manifestação do Dao, portanto não podemos compreendê-lo racionalmente, apenas senti-lo no estado profundo de silêncio interior. O Dao tem como manifestação o Qì (energia vital), que forma o Universo. Da onda mais sutil à matéria mais densa, tudo é Qì, apenas variando na sua vibração. O Qì tem dois aspectos ou pólos: Yin e Yang. Tudo foi formado a partir da interação entre Yin e Yang, as duas forças opostas e complementares que representam o feminino e masculino, o escuro e o claro, o fraco e o forte, etc. Nada existe sem o seu oposto, pois em cada pólo está contida a semente do outro pólo.

Foi observado ainda que Yin e Yang estão em constante mutação, sempre se transformando um no outro em um ciclo ordenado. Esse ciclo foi dividido em cinco fases, sendo representado por: água (repouso, yin), madeira (exteriorização, yang surgindo no yin), fogo (elevação, yang), terra (transformação), metal (interiorização, yin surgindo do yang). Cada fenômeno do universo pode ser classificado de acordo com os cinco elementos, como as estações do ano, os sabores, as cores, nossas emoções, etc. Do estudo da interação entre essas forças para haver o equilíbrio, vieram as artes taoístas como a Medicina Chinesa, Feng Shui, I Ching, artes-marciais, pintura, etc. Nota-se então que no cultivo do Dao, o sagrado, o científico e as artes andam lado a lado, sempre com o propósito da realização do Caminho Uno.

Muitos ficam na dúvida se o Taoísmo é uma filosofia, uma religião ou seja o que for. É fato que houve uma classificação em termos de Taoísmo religioso (Dào jiào 道教) e Taoísmo filosófico (Dào jiā 道家). No entanto, considero mais apropriado pensar no Taoísmo como uma arte: a de fluir com a vida. Ele é livre, cada um entende como bem quiser os seus ensinamentos. Muitas pessoas das mais variadas religiões adotam-no em suas vidas sem qualquer dilema. Alguns perguntam como o Taoísmo encara Deus, como vê Jesus, como lida com outras religiões, etc. Claro, são indagações pertinentes para se ter idéia de uma doutrina, mas o Taoísmo não comporta tais questionamentos. O Dao remete à liberdade. Dogmas e conceitos vêm do homem, não do Dao. O Dao é infinito, ele é a potência de todas as coisas. Não se questiona o Dao, somente a si mesmo. As dúvidas do homem são o reflexo das respostas em sua própria mente. O Dao nos abriga em seu vazio, nós é que criamos mentalmente as dúvidas e incertezas.

Para quem deseja conhecer mais, a principal obra taoísta é o Dao De Jing (Tao Te Ching), escrito por Lao Zi. É um livro relativamente curto, com 81 versos, expondo de forma poética a visão desse grande Mestre. Há outras obras interessantes para estudo, mas o principal não é o conhecimento intelectual, e sim a prática do Dao no dia-a-dia, integrando o nosso ser ao fluxo natural. Com simplicidade e naturalidade, nos conscientizamos de que o Dao não está distante - é a nossa própria natureza. Não precisamos procurar, basta abandonarmos as idéias que nos separam dele e nos fundirmos à nossa origem.

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CABALA pt 1

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:48 pm

A CABALA DRACONIANA ( Do Livro: A Cabala Draconiana, de Adriano Camargo Monteiro ; EDITORA MADRAS )



Décima Sephira e sua Qlipha


( Malkuth – Lilith )




MALKUTH


Malkuth significa “Reino”. Seus nomes divinos são Adonai Melekh, que quer dizer “Senhor Rei”, e Adonai há Aretz, que significa “Senhor da Terra”. É o reino dos Elementos e da matéria densa e de seu envoltório energético, sendo o plano físico-etérico da manifestação, ou o reino dos fenômenos físicos visíveis e invisíveis. Em Malkuth, todos os seres se encarnam fisicamente e é onde temos o plano de ação da consciência sensorial humana que abrange os cinco sentidos físicos e, raramente, em conjunto com o sexto sentido psíquico desenvolvido que atua na consciência humana. No cabalismo prático, é o arcanjo Sandalphon, quem preside o “aterramento” da consciência físico-sensorial humana e de suas forças espirituais, após a visão e o contato do Sagrado Anjo Guardião, entre outras operações mágicas. É no plano físico de Malkuth que se completa e se conclui toda operação mágica com as energias e forças infundidas nas formas materiais. O impulso evolutivo da consciência no plano material está também sob a regência do Arcanjo Sandalphon, o “Arcanjo Negro”, que trabalha para o cumprimento ou realização kármica nessa Esfera terrestre e dirige as forças que estruturam as formas de vida. Ele é o senhor da Esfera dos Elementos, e do conjunto das partículas conscientes dos átomos – o coro dos Ashim. A atividade atômica da matéria físico-etérica está sob seu poder, bem como a irradiação energética do organismo geológico planetário como um todo, infundindo suas influencias em todos os seres vivos que vivem nele. A biosfera físico-eterica assim formada, com uma integração com a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera, renova então a vida da Terra, em um ciclo continuo de “reciclagem vital” entre Gaia (a Terra vivente) e todos os organismos vivos que a habitam e fazem parte dela. A Esfera da Terra (Malkuth) também chama-se Esfera dos Elementos (Cholem há Yesodoth) e é o plano da matéria animada pelas energias de todas as outras Sephiroth, em maior ou menor grau, por forças etéricas, astrais e espirituais entretecidas e organizadas. Malkuth é o receptáculo último do universo manifestado e onde tudo se torna mais denso e materialmente complicado, porém mantendo-se o equilíbrio natural de todos os Elementos. Esse mesmo equilíbrio o homem deve buscar em si mesmo, pois os quatro Elementos estão manifestados psicomentalmente e fisicamente, e também expressos de maneira evidente nos quatro temperamentos e humores: o Elemento Ar infunde o temperamento nervoso, que manifesta a rapidez de raciocínio, a astúcia, a benevolência, a impetuosidade, e seu humor é a bile amarela que predispõe à expansão da consciência, ao pensamento sintético e pode ainda elevar a inteligência; o Elemento Fogo infunde o temperamento sanguíneo-colérico, que manifesta a inteligência, a exaltação jovial, a violência e a ira (quando em desequilíbrio), e o humor é o sangue que gera energia, entusiasmo, vontade e coragem para o crescimento, o impulso para a evolução sem medos ou receios; o Elemento Água infunde o temperamento linfático-fleumatico, que predispõe à lentidão, passividade, timidez, serenidade, e seu humor é a fleuma que proporciona sentimentos elevados e fluidez emocional isenta de sentimentalismo grosseiro e volúvel, conduzindo a uma percepção maior da evolução interior e da sensibilidade da alma; e o Elemento Terra infunde o tipo ou temperamento bilioso-melancólico que gera a melancolia criativa – algo muito diferente da nociva depressão -, seriedade, reflexão, estudo, compreensão profunda, introspecção, estabilidade psicológica, e seu humor é a bile preta que torna a melancolia consciente, pois o indivíduo em evolução conhece o próprio caminho a ser seguido e sente uma nostalgia e uma sutil sensação de saber suas próprias origens espirituais.


Os quatro Elementos são também representados pelos quatro tattwas hindus, Vayu (Ar), Tejas (Fogo), Apas (Água) e Prithvi (Terra). As vibrações dos tattwas se manifestam em Malkuth e no ser humano de diversas maneiras e são as correntes ocultas das estações do ano que ocorrem no planeta Terra: Vayu é a origem da primavera; Tejas, o verão; Apas, outono; e Prithvi, inverno. O ser humano encarnado em Malkuth tem um corpo denso e grosseiro, no qual estão contidos os Elementos, porém tal corpo, no humano superior deve ser perfeito, sadio, forte e resistente, bem formado, auto-regenerativo e livre de qualquer enfermidade. A observação de certos preceitos, virtudes e boa conduta de vida física, cultural, moral e espiritual contribuirão para a saúde geral e para a preservação físico-mental do templo vivo do espírito que é o corpo humano de Malkuth.


Alguns trabalhos da Esfera de Malkuth são: o estudo dos cristais e da geomancia, culto às forças da natureza, ritos ctônicos, a criação e confecção de pantáculos e sua energização, a prática de asanas (posições corporais para concentração, meditação e fluxo adequado de energia). Virtudes como o discernimento, o equilíbrio interior entre seus elementos psíquicos, o autodomínio, auto-observação e a eliminação de vícios indesejáveis, como a inércia e a depravação, e o descontrole em todos os seus aspectos.
O número de Malkuth é 10, representando a totalidade do universo manifestado e sua conclusão na matéria densa. O um é a Unidade, sendo Malkuth uma unidade múltipla e completa que recebe o influxo de todas as outras Esferas; é o objetivo final e concretizado da Criação, o produto final da evolução cósmica que retornará ao Zero Absoluto, à Origem. Dez representa o curso completo de toda a Força que se estabiliza, que se transforma novamente para se concluir em níveis mais elevados; é um (1) ciclo (0) de manifestação e evolução espiritual. Em Malkuth estão todos os dez do Tarô, expressando um poder completo e estabelecido, desenvolvido até o fim, levando até as últimas consequências o bem ou o mal, em seu respectivo naipe (espadas, bastões, copas, ou discos). O dez de paus ou bastões indica opressão e dor no plano material, crueldade, egoísmo e injustiças; o dez de copas expressa o completo sucesso na vida como um todo, êxito duradouro e prazer, porém levando a uma auto-ilusão na vida física e à negligência; o dez de espadas expressa a ruína total de todas as coisas materiais, o fracasso, a destruição e a morte física; e o dez de discos representa grande riqueza material que chega a causar dificuldades e problemas na vida. As quatro cores que representam os quatro Elementos de Malkuth estão divididas na Esfera da Árvore da Vida: amarelo (Ar); castanho-avermelhado (Fogo); verde-oliva (Água); e preto (Terra). Para a Esfera da Terra ou dos Elementos (cholem há Yesodoth, em hebraico), são convergidas também todas as forças astrológicas (Mazloth, a Esfera do Zodiaco), manifestações do poder cósmico que influencia toda a existência, a vida orgânica e inorgânica.



Arquétipos de Malkuth: Deuses terrestres da riqueza, da fertilidade, da terra, as vezes do submundo e da morte. Tais como:


Gaia, ou Géia (a deusa grega da Terra)


Réia (a deusa grega titânica da Terra, preside a matéria e suas leis, é a mãe de Deméter)


Deméter (a deusa grega da agricultura e da fertilidade da Terra, é a mãe de Perséfone)


Cibéle (a deusa romana equivalente a Réia)


Ceres (a deusa romana equivalente a Deméter)


Pã (o deus-fauno grego da natureza e da fertilidade)


Plutus (o deus grego da riqueza material e da terra)


Hathor (a deusa egípcia da terra e dos prazeres, também associada a Netzach)


Seb ou Geb (o deus egípcio do globo terrestre, do submundo e da morte)


Lakshmi (a deusa hindu da riqueza da Terra, da natureza e da prosperidade, também relacionada à Esfera de Vênus-Netzach)


Gefion (a deusa escandinava da fertilidade da Terra)


Druantia (a deusa celta da fertilidade, da natureza e da Terra)


Ki (a deusa sumeriana da matéria, da Terra e da fertilidade)




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LILITH



Malkuth também é o grande “filtro” excretor do universo através do qual as impurezas, os excrementos e o lixo do universo manifestado devem passar, depositando-se assim nas “conchas” qliphóticas, o caos infernal e pestilento onde toda escória é desintegrada. Lilith é o nome da concha qliphótica – ou Qlipha – de Malkuth, e significa “Noturna”, “Fornicária”. Lilith é também o arquidemônio da Esfera lunar de Yesod, pois a Terra e o plano astral são muito próximos e se influenciam intimamente.



O arquidemônio dessa Qlipha é Nahemah, fêmea de beleza diabólica, demônio do fingimento e do falso amor que ilude. É irmã de Lilith e personifica os impulsos sexuais promíscuos, a obsessão pelos prazeres sensoriais do sexo a todo custo e a negligência, o descaso e o desamor maternal. Segundo a Mitologia, Lilith teria sido a primeira esposa de Adão, mas quando soube que deveria ser submissa a ele, inclusive sexualmente, ela se recusou a ser sua esposa, partindo do Éden para a região do Mar Vermelho, lugar tido como habitação de demônios, e lá se uniu a Samael. Ela é a porta para o trevoso e perigoso plano das entidades diabólicas criadas pela depravação e violência sexuais de toda espécie e grau. O poder da “fornicária” e “noturna” Lilith é manifestado explicitamente na face da Terra e por isso devemos saber discernir as coisas. Os abortos sanguinários, a rejeição afetiva agressiva e a violência, especialmente doméstica, também geram alta carga de energia extremamente perniciosa, obsessora e infernal que alimenta e nutre essa Qlipha, e que, por sua vez, é captada e absorvida conscientemente pelos habitantes de tal plano e inconscientemente pelos indivíduos atrasados, ignorantes e de índole malévola da superfície da Terra. É a Esfera dos traidores e dos criminosos passionais, dos promíscuos e pervertidos sexuais, dos pedófilos, dos estupradores e dos sádicos. Nessa Esfera ainda permanecem os cadáveres etéricos e astrais dos mortos presos à Terra devido aos fortes desejos bestiais, carnais, e materiais. O egoísmo extremo e a inconsciência com obscurecimento gerado pelo estado degenerado tornam tais indivíduos cativos de seus próprios demônios, submersos nas profundezas dessa infra-dimensão abominável. A Qlipha litiana é um verdadeiro esgoto de excrementos cósmicos e psíquicos, o receptáculo de todo e qualquer elemento corrompido, foco de forças infernais e pestilentas remanescentes de elementos degradados destruídos na Terra, dos despojos de conflitos materialistas. É o deposito das sementes degeneradas que não crescem, não evoluem e que se obstinam a permanecer, a existir e manter suas formas densas. É o apego obsessivo pela vida material que torna esses seres degrados em obstinados, escravizados, presos à Terra e ao materialismo. Uma vida condicionada pelos ditames do materialismo limita a evolução e enfraquece o ser humano que teme a morte e que pensa apenas haver matéria desprovida de qualquer elemento divino e espiritual. Mas matéria é energia; o pensamento é energia; o espírito é energia. O que difere é a vibração energética e seu grau de densidade. Na Qlipha da Terra estão as egrégoras da grosseria material, dos valores invertidos, do materialismo capitalista sem controle e das aparências ilusórias.



Arquétipos de Lilith: A maioria dos arquétipos qliphóticos da Terra são os deuses e deusas do submundo, do frio, das trevas, da morte como uma fase da vida, e também da crueldade. Alguns estão também associados às influencias de Saturno.



Perséfone (a deusa grega do inferno, senhora do mundo subterrâneo, da terra estéril e fria, tendo sido raptada por Hades, tornou-se sua esposa)



Prosérpina (a deusa romana equivalente a Perséfone)



Néftis (a deusa egípcia do submundo, da morte e da desintegração da vida sob a terra)



Osíris (o deus egípcio do submundo e juiz dos mortos, deus da vida, da morte, da ressurreição e da transformação da natureza, considerado um “deus negro”, é também associado ao Sol)



Hel (a deusa escandinava da terra, do inferno, da morte, da dor e da vida gestante nas trevas)



Ereshkigal (a deusa sumeriana do submundo, das trevas e dos mortos, rainha do inferno e senhora da Terra)


Cailleach (a deusa celta anciã da morte, das trevas e da terra, rege o inverno e a germinação da vida no interior frio e escuro da terra)


Macha (a deusa celta da morte e do sofrimento, a “rainha corvo” do submundo, rege a geração e o parto doloroso)


Banshee (deusa celta anciã do submundo, anuncia a morte próxima em suas aparições)


Coatlicue ou Tonantzin (a deusa asteca da Terra, da escuridão, do inverno, da dor e da morte)


Hades (o deus grego do submundo, das trevas, da morte e do frio, também associado a a Kether/Thaumiel)


Plutão ou Dis (o deus romano equivalente a Hades)


Anunnakis (os deuses sumerianos da Terra e do submundo, guardiões dos ossos e dos mortos)


Mictlantecuhtli (o deus-esqueleto asteca, senhor do submundo das trevas e da morte)


Cihuateteo (as deusas astecas esqueléticas e vampirescas das trevas, da morte e do submundo, regem o parto fatal, roubam bebês, e nos homens provocam loucura)


Belial (o demônio hebreu da matéria, da terra e da carne, aprisiona as pessoas fracas e ignorantes nos desejos materiais mais densos)


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Alguns Símbolos de Malkuth/Lilith: Alguns símbolos utilizados nos trabalhos de Malkuth/Lilith são o crânio, o tambor, a cruz grega dentro do círculo e o altar negro de cubo duplo. O crânio, ou a caveira simboliza a terra, os ossos da terra (as rochas), a transitoriedade da vida física e, ao mesmo tempo, a essência imortal da existência através das transformações e dos ciclos naturais e cósmicos da vida, bem como os poderes dos “mortos” autoconscientes e dos ancestrais. O tambor é também um símbolo da Terra, do ritmo cósmico primordial da criação e da destruição, do pulsar de todas as formas de vida, dos instintos primitivos e das forças maternais da natureza. A cruz grega - a cruz de braços iguais – dentro do círculo é um símbolo dos quatro Elementos que interagem entre si no continuo processo da Criação macrocósmica e microcósmica. O altar merece uma atenção maior porque é um símbolo concreto, muito importante, utilizado na pratica cerimonial, além de nos dar um exemplo de geometria sagrada simples. O altar negro de cubo duplo representa a matéria que dá suporte para as forças espirituais se manifestarem no mundo físico e expressa a totalidade da Árvore cabalística e suas forças convergidas para a Terra; é o trabalho (mágico) completado. O altar com cubo duplo (um cubo sobre o outro) representa todas as Esferas, menos a Malkuth/Lilith que é representada pela própria Terra e o solo do templo cerimonial.





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Nona Sephira e sua Qlipha


( Yesod – Gamaliel )






YESOD



Yesod significa “Alicerce”, e seu nome divino é Shaddai El Chai, que quer dizer “Deus Vivo Todo-Poderoso”. É a base e a estrutura do mundo material ou físico, onde as forças geram os “moldes” de toda existência. É como um útero cósmico que gera e preserva toda a vida em seu desenvolvimento até que venha à luz material. Esse desenvolvimento da semente, do feto e de seu corpo sutil no útero materno é dirigido por Gabriel, a “Força de Deus”, o Arcanjo de Yesod, além de reger o sono e os sonhos e suas mensagens oníricas ou astrais. É em Yesod que está a base do DNA dos seres que estão para nascer no mundo físico e cujas formas astrais finais são purificadas pelo Coro dos Kerubim, as “Criaturas Vivas Sagradas”. Essa Esfera pode ser chamada de “Esfera lunar”. Sendo uma esfera de geração e reprodução das formas de vida, é também a Esfera do sexo e de toda sua fisiologia e atividade, é o centro reprodutivo físico-astral da vida, bem como o centro instintivo da autopreservação. Yesod é também a luz astral cujo fluxo e refluxo traz e leva a vida e a morte de tudo sobre a Terra de Malkuth. É também onde ocorrem as atividades oníricas, os sonhos lúcidos ou não, para onde vão as almas daqueles que já desencarnaram e onde vivem os seres elementais mais inteligentes. Do ponto de vista psicológico, é a consciência psíquica do ser humano e, em termos junguianos, seu inconsciente pessoal. Esse é o receptáculo de todos os elementos psíquicos rejeitados, reprimidos ou simplesmente relegados ao esquecimento, tais como todos os tipos de conflitos, lembranças, emoções, e pensamentos indesejáveis. Muitos dos elementos psíquicos retidos no inconsciente pessoal, que se tornaram manias ou obsessões, constituem os complexos pessoais que se apoderam da pessoa extremamente sensibilizada e muito suscetível a tudo o que diz respeito aos seus vícios e obsessões, tornando-a, no mínimo, uma pessoa psicótica, ou fanática quando ao extremo. Em Yesod também está o inconsciente coletivo, quer dizer, a mente grupal astral constituída de elementos psíquicos extremamente primitivos da raça humana e pré-humana. Trazidos à tona de maneira muito diluída e limitada, esses elementos se manifestam como predisposições, complexos, fobias, instintos e hábitos, heranças de um passado racial muito remoto no processo evolutivo de geração em geração. Essas manifestações é que determinarão um padrão de comportamento e hábitos desde o nascimento do indivíduo, mas que poderá ser modificado caso tenha-se consciência e vontade. A energia de Yesod é psicomentalmente plástica e maleável e pode ser utilizada magicamente para fins determinados. Portanto é aqui que entra o conhecimento prático da magia que servirá para o autoconhecimento e maior compreensão dos processos interiores da evolução e da natureza nesse nível astral. Pode-se também começar a trabalhar com a energia serpentina chamada Kundalini. No exercício prático dessa esfera lunar – como pode ser chamada a Sephira Yesod – o indivíduo pode liberar a autoconsciência, já previamente mais desenvolvida do que a consciência habitual e corriqueira, para funcionar no corpo astral e, consequentemente, no nível de Yesod. O corpo astral é o veículo da consciência psíquica e fonte das emoções que tomam forma no plano astral. Esse corpo energético emocional (chamado também de corpo de desejo) é o alicerce e molde exato do corpo físico que, quando abandonado pela autoconsciência, torna-se uma casca vazia, um cadáver astral passível de ser animado por qualquer inteligência maligna ou não, ou entidade astral. Abandonado como um corpo qualquer sem vida, esse cadáver astral é a sombra inerte do corpo físico. É assim que, no processo evolutivo, os corpos vão sendo abandonados para que a autoconsciência se liberte e se eleve de plano em plano, de grau em grau. Nos indivíduos mais cultos, educados, evoluídos e conscientes psicomentalmente, esse corpo astral – que é chamado também de perispírito, eidolon, linga-sharira, kama-rupa, doppelganger, nephesh – é ativo, leve, mais sutil e bem definido. Nos indivíduos grosseiros, atrasados, degenerados, temerários e extremamente impulsivos e de fortes instintos inconscientes, muito apegados aos desejos inferiores e mundanos, esse corpo é mais denso, lento, obscuro e de baixas vibrações, ficando assim coberto de escórias astrais e psicomentais criadas pelo próprio indivíduo.




Aspectos da energia de Yesod podem fluir para o indivíduo por meio de trabalhos de divinação, por meio dos sonhos lúcidos, pelo aprimoramento psicológico deliberado e “limpeza” interior, pelo estudo da psicologia oculta e do magnetismo e realizando exercícios de projeção astral ou projeção da consciência. Como um exercício prévio para se trabalhar com as forças de Yesod, o indivíduo deve adquirir as virtudes da humildade, independência psicológica e pureza interior, pois estas são exigidas se se quiser a Iniciação e o conhecimento de caráter evolutivo nesse nível. A preguiça, a ociosidade, o ciúme e a luxuria devem ser eliminados, pois atrasam a evolução, e um ser de consciência embotada em tais vícios não terá acesso à Iniciação de Yesod e acabará sendo prisioneiro da “concha” da Esfera.




O número de Yesod é 9, pois é a nona Esfera desde a primeira Kether. Nove é o número do instinto e da reprodução sexual e expressa o curso evolutivo do homem. Em yesod, estão todos os nove arcanos menores do Tarô, que indicam um poder intenso, em seu respectivo naipe, capaz de realizar obras para o nem ou para o mal. O nove de paus é poder, saúde e conflitos no sucesso com incertezas sobre o futuro; o nove de copas é sucesso e prazer, inclusive prazer sensual, satisfação e alegria; o nove de espadas expressa desespero e crueldade, enfermidades e sofrimento; o nove de discos indica ganho material, herança e prosperidade. A cor de Yesod é a violeta, cor do misticismo, do psiquismo e da espiritualidade. Astrologicamente Yesod é a Lua (Levanah, em hebraico) e rege o signo de Câncer que infunde o instinto de maternidade e o instinto de preservação e nutrição em todo ser vivo. Câncer expressa uma força expansiva que preenche o Cosmos com a vida e suas formas de manifestação. No plano do mundo físico, os oceanos, mares, rios e fontes, praias desertas, pântanos, cachoeiras e cataratas, bosques, campos e colinas, os lugares desertos e tranquilos, os lares familiares e as grandes maternidades, são lugares e regiões onde predominam a influência yesódica da Lua.




Arquetipos de Yesod: Os arquétipos mitológicos lunares são as deusas da feitiçaria, da noite, da maternidade, da feminilidade, das águas. São muitos, e aqui temos alguns exemplos.




Ártemis (a virgem deusa grega da Lua, a deusa caçadora e selvagem)




Diana (a deusa romana da Lua, equivalente a Ártemis)




Circe (a semideusa grega e feiticeira luxuriosa e sensual)



Ísis (a deusa egípcia da magia, da família, do lar e protetora das crianças)



Bast ou Bastet (a deusa-gato egípcia do Mistério, da maternidade, da saúde e regente dos ciclos menstruais)



Tara (a deusa hindu do misticismo, da compaixão e da sabedoria)



Freya (a deusa escandinava da profecia, da beleza e da paixão romântica)



Cerridwen (a deusa celta da Lua, preside a fertilidade, a Iniciação e a inspiração poética)



Arianrhod (a deusa celta da Lua cheia, a “Roda de Prata”, rege a gestação e os ciclos femininos)



Chalchihuitlicue (a deusa asteca das águas, protetora das mulheres, rege o nascimento e o batismo e causa os dilúvios)



Coyochauqui (a deusa feiticeira asteca)



Ayizam (a loa vodu, deusa da Lua, sacerdotisa e musa inspiradora)



Hinenuitepo (a deusa maori da noite, dos espíritos e do submundo)



Kuan-Yin (a deusa chinesa da misericórdia, da vida, preside o nascimento e a união dos casais)







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GAMALIEL


Gamaliel é a Qlipha da Esfera de Yesod e significa “Obscenos”. A imagem cabalística é a de um minotauro obsceno, simbolizando a bestialidade sexual e os instintos. Na mitologia grega, o minotauro é um homem com cabeça de touro, resultado da copula entre um touro sagrado e Pasífae, mulher de Minos, rei de Creta.

Lilith é o arquidemônio regente. Lilith é a Lua negra, o aspecto sombrio do desejo sexual, a fêmea fatal no subconsciente feminino, o lado noturno da cópula; ela é a Noite (Nox, em latim; Nyx, em grego; Layil, em hebraico). É também a Lua de Sangue, ou seja, o processo fisiológico de ovulação e menstruação periódica, o que causa uma forte alteração psíquica na mulher, perturbando-a, tornando-a relativamente agressiva. O sangue menstrual é o sangue qliphótico lunar do ovulo não fecundado, do óvulo morto, um processo natural atávico que pode ser alegorizado pelo arquétipo litiano. (Lilith é uma vampira que odeia bebês e mulheres gravidas) Lilith expressa, de fato, a feminilidade primitiva e selvagem com todos os seus fenômenos fisiológicos e psíquicos, bem como o prazer sexual obsessivo, muitas vezes sem a intenção de gravidez. Provavelmente Lilith tem sua origem na Suméria, onde esse arquétipo era conhecido como Lilitu. O arquétipo de Lilith se desenvolveu, e ela veio a ser considerada um demônio da noite e mãe de todas as súcubos vampiras que atacam homens, alimentam-se de sangue e assassinam bebês e mulheres grávidas, considerados todos como descendência de Adão e Eva que merecem sua vingança. Ela também “adota” todos os filhos de sua irmã Nahemah para devorá-los.



No mais profundo desse terrível plano, temos os sonhos sombrios, as trevas astrais, a feitiçaria do astral inferior e a força cega e negativa da corrente astral, chamada também de Ob (a corrente positiva chama-se Od). O ser embotado nessa região inferior permanece em um estado de inconsciência astral onde tem visões turvas e sinistras, onde seus instintos animalescos tomam formas aterrorizantes e obscenas, sedentos para se esgotarem em incessantes cópulas, e onde vampiros de forte instinto bestial, larvas astrais e horrendos e ferozes elementais inferiores se movem livremente, tornando esse mundo um verdadeiro pesadelo abominável. Muitos vivem imersos nas emanações viciosas do alcoolismo, das paixões mais grosseiras e da matéria em putrefação, especialmente carne e sangue. Gamaliel é também o círculo infra-dimensional – mais próximo à Terra - que produz imagens deformadas e corrompidas que geram degradação e malefícios. É o círculo das sombras e cascões do corpo astral humano que se tornam espectros pútridos que podem ser reutilizados e animados por outras entidades que habitam esse plano.



Esses cascões astrais com resquícios grosseiros de consciência sensorial e manipulados por outras entidades desse plano astral inferior (Qlipha de Yesod) aparecem às vezes em sessões espíritas e invadem a guarda da pessoa passiva e desprotegida, sendo assim vítima deliberada das obsessões desses cadáveres astrais. Os lampejos de inteligência e consciência que essas entidades astrais ou “espíritos” apresentam são os registros no corpo astral de todos os pensamentos, sentimentos, desejos e ações, isentos de autoconsciência do indivíduo que desencarnou. Assim são criadas duplicações “mecanóides” com a matéria psíquica dos participantes de alguma sessão espirita que contactam tal corpo astral em natural abandono. Mas há exceções em que a manifestação é realmente do recém-falecido. Entretanto, os constantes apelos e chamados aos desencarnados podem atrasar seu caminho e processo de aperfeiçoamento e desligamento deste plano para a continuidade da existência post mortem, além de perturbar seu corpo astral ainda não abandonado. (Na antiga Grécia, já se praticava o que é hoje conhecido como espiritismo moderno, além da necromancia propriamente dite, visando o contato com os espíritos dos mortos mediante certos procedimentos. Os xamãs e feiticeiros de diversos povos também possuíam, e possuem, os dons conhecidos hoje como mediúnicos para se comunicar com os espíritos, mas muitos feiticeiros tinham a capacidade de ir até os espíritos, em vez de chama-los para o nosso plano material.). O estudo da psiquwe (ou alma) é influenciado por Yesod, entretanto, muito da psicologia, acadêmica tradicional deixa a desejar, o que a torna uma ciência desvirtuada e associada aqui à Qlipha da Lua. A Psicologia muitas vezes provoca uma perda de identidade e da centralização do indivíduo, que fica confuso em um mar de padrões comportamentais degradados que estão em voga e que são considerados “normais” devido as insistentes apologias em quase todas as mídias de massa. A ação das Qliphoth é muitas vezes imperceptível para a maioria dos indivíduos inconscientes que pensam que estão muito conscientes de si mesmos e do mundo. Lamentável condição também permanecerá após a morte física, e a pessoa assim adentrará no Rio Letes, o lento e silencioso rio do esquecimento, para que retorne posteriormente a uma nova encarnação, sem as lembranças do passado.




Arquétipos de Gamaliel: Os arquétipos qliphóticos lunares, são em geral, as deusas do “lado escuro da Lua”, deusas das florestas selvagens, deusas feiticeiras e tenebrosas, e vampiras voluptuosas.

Hécate (adeusa grega da feitiçaria, da noite e dos espectros fantasmagóricos, preside a gestação, o parto e o fluxo de sangue menstrual)



Karina (a deusa demoníaca árabe, vampira-súcubo que provoca sonhos depravados nos homens de vontade e caráter fracos, causa o aborto e a discórdia entre os casais)



Empusa ou Lâmia (vampira grega sensual que seduz os homens para sugar-lhes o sangue, e se alimenta também de bebês)



Dakini (a deusa sinistra hindu que se alimenta de sangue e carne humanos)



Khado (a deusa tibetana equivalente a Dakini)



Lilith tem similaridades com a Lamia grega e com muitas outras deusas tenebrosas, como a Kali hindu (também associada a Saturno), a Hel escandinava, a Néftis egípcia, algumas que também estão associadas à Esfera da Terra e de Saturno. Os arquétipos litianos também aparecem bastante nos contos de fadas populares ocidentais, como as feiticeiras malvadas.



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Símbolos de Yesod/Gamaliel: a meia-lua, o caldeirão, a taça, o ovo e os perfumes. A meia-lua é o próprio símbolo da Lua e do plano astral, indicando receptividade e o inconsciente. O caldeirão representa o útero onde se dá a gestação da vida. É o receptáculo das influências astrais aproveitadas na magia ou na feitiçaria, bem das águas da Terra. O caldeirão simboliza a fusão da água, da terra, do fogo e do ar, e com esses elementos ele pode ser utilizado. A taça partilha de alguns significados do caldeirão e representa também a vagina no contexto mágico e ritualístico. O ovo representa a criação latente e os poderes latentes e criadores do magista; também partilha do simbolismo do caldeirão e da taça. Os perfumes são os símbolos do plano astral (e da mente também) que é mais sutil do que a matéria densa do plano físico, e sua fumaça sugere elevação espiritual e o véu do Além e seus mistérios que estão em nós mesmos.









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Oitava Sephira e Sua Qlipha


( Hod – Samael )





HOD

Hod significa “Esplendor” ou “Gloria”, seu nome divino é Elohim Tzabaoth, ou “Deuses das Hostes”. É o plano mental inferior, o plano organizacional das ideias divinas sob a direção do Arcanjo Mikhael, a “Semelhança de Deus”, cujo poder organiza o coro dos Beni Elohim, os “Filhos dos Deuses”. Estes são a expressão das energias e formas astro-mentais finalizadas, organizadas, definidas e vivas, animadas com as forças da natureza. Mikhael rege o desenvolvimento da mente criadora intelectual e todos os seus processos no universo manifestado, e protege a raça humana, especialmente os magistas iniciantes, guiando também suas almas através do plano mental inferior, o plano mais sutil, mais rarefeito, da Grande Ilusão que é a Manifestação. Ele também é o Senhor da Magia e criador e transmissor das fórmulas mágicas nas mentes dos Iniciados, assim como Hermes, Mercúrio e Thoth transmitem o conhecimento, a ciência e a sabedoria mágica ao homem e o instruem no caminho evolutivo para libertar-se de Maya. A Esfera de Mercurio, Hod, é o mundo racional puro, fonte do pensamento humano, da razão e da formulação dos conceitos, é o plano que contém a essência das operações numéricas, da palavra e de todos os símbolos. Portanto, entendemos que em Hod está a origem de nossa mente concreta, racional e é de onde flui a energia que estimula a inteligência e todo desenvolvimento científico no mundo manifestado. O influxo mental de Hod-Mercurio desce e se manifesta como avançado entendimento intelectual no cérebro, o órgão físico da inteligência, apenas naqueles que estão preparados para isso, naqueles que estão receptivos naturalmente em virtude de seu próprio grau evolutivo ou de consciência esclarecida. Pessoas assim são capazes de descobrir a verdade, ou verdades, por si mesmas, possuem inquietudes e sede por conhecimentos. Tal é a capacidade heurística, ou seja, a arte de descobrir, solucionar problemas criativa e racionalmente, inovar, inventar, de maneira rápida e sem esforço excessivo. Psicologicamente, Hod desenvolve a persona, que é a “máscara” usada no dia-a-dia. É uma imagem projetada para si mesmo, e principalmente para a sociedade, uma “fachada” com a finalidade de causar impressões favoráveis, ou, às vezes, desfavoráveis. Os indivíduos em seu meio social e familiar raramente se comportam como gostariam, dizendo o que gostariam e fazendo o que gostariam, então usam essa máscara de conformidade e falsidade que é vista pelo mundo, de maneira até mecânica e inconsciente. É uma falsa projeção que não corresponde, muitas vezes, à verdadeira intenção e sentimento do indivíduo, mas sim uma manifestação de fingimento, uma auto-ilusão de sí mesmo para ser aceita no meio em que vive e beneficiar-se. Configura-se então um aspecto mercuriano da falsidade, da mentira e do engodo que se manifesta no ser humano, ou seja, um aspecto Qlipha Samael. Trabalhar com a Esfera de Hod para o autoconhecimento e evolução requer um polimento da personalidade encarnada por meio do exercício da prudência em todos os aspectos da vida, da sinceridade e honestidade, principalmente consigo mesmo, e a busca pelo conhecimento amplo e pela sabedoria e a prática da imaginação criativa, ou seja, a criação de perfeitas imagens mentais pelo esforço da vontade. Com o corpo mental – ou manas inferior – bem desenvolvido, o Iniciante pode chegar a ter a experiência direta da mente criadora e intelectual e de seu funcionamento, uma visão e compreensão do que está por detrás da Criação visível, podendo ver a própria mente. O corpo intelectual no plano mundano é o veículo da inteligência, do pensamento e da razão, assim como das impressões e percepções cerebrais e das atividades do sistema nervoso, e que se une ao corpo astral para poder se manifestar e atuar no corpo denso de Malkuth, formando assim a tríade inferior do ser humano composta por corpo físico, corpo astral e corpo mental inferior, ou sensação, emoção e razão. Esse corpo mental é mais ativo e bem definido nos seres humanos mais inteligentes e evoluídos, e fraco e obscurecido nos indivíduos atrasados e ignorantes que não tem interesse em crescer psicomentalmente e evoluir espiritualmente. O indivíduo trabalhando em Hod pode desenvolver positivamente muito mais seu intelecto e exercer o discernimento, o raciocínio cientifico consciente e ser capaz de se expressar perfeita e devidamente. Deve aprender também a desenvolver práticas cerimoniais em geral, o poder da autocultura, da telepatia, assimilar o conhecimento das línguas e das ciências e aprender a criar e elaborar talismãs. É recomendável ainda o estudo da Radiestesia, do Tarô e das Runas, da Alquimia, do Hermetismo e da Cabala Mágica, bem como técnicas de respiração (pranayamas) e mantras (vibração sonora vocal).



O número de Hod é 8. Símbolo do circuito mágico polarizado, o plano mental e o plano astral, bem como a energia positiva e negativa. Representa ainda as duas serpentes enroladas no bastão ou caduceu de Mercúrio. Oito é o número da mente, da ordem, do equilíbrio e da prudência. Todos os oito do Tarô estão em Hod e são energias que geram resultados imediatos, porém transitórios. O oito de paus expressa rapidez; o oito de copas indica desinteresse por tudo, insatisfação e abandono do sucesso conquistado; o oito de espadas é a força reduzida devido à dispersão e indecisão, produzindo instabilidade e restrição; o oito de discos é prudência e atenção demasiada em detalhes insignificantes e minúcias, gerando restrição e limitação. A cor da Sephira Hod é laranja, a cor do intelecto, da inteligência e da autoconfiança, estimula a mente e fortalece o corpo mental, produzindo alegria e otimismo. Hod é astrologicamente o planeta Mercurio (Kokab, em hebraico) e rege os signos astrológicos de Gêmeos e Virgem. A energia de Gêmeos manifesta-se como atividade do intelecto, como movimento do pensamento e do raciocínio prático que capacita o indivíduo a se expressar, comunicar, assimilar e reter informação. Virgem é a inteligência de Gêmeos manifestada na vida prática, trazida para o mundo material. É a semente da evolução da inteligência e da consciência que germina nas trevas da matéria e vem à luz como pensamento e ideias. Aqui no nosso mundo podemos encontrar a energia mercuriana de Hod em profusão em certos lugares tais como laboratórios, bibliotecas, livrarias, escolas, escritórios, mercados, feiras, perfumarias, ruas metropolitanas em geral, nas grandes fazendas e nos campos cultivados.



Arquétipos de Hod: São os deuses da magia, do êxtase mental, do conhecimento, das ciências, das letras, da comunicação, dos negócios, do comércio. Alguns dos mais importantes abaixo.



Hermes (o deus grego do conhecimento, da literatura, da ciência, regente do comercio e também dos ladrões astutos, é mensageiro dos outros deuses e conduz o magista aos sonhos lúcidos e às viagens das almas nos planos sutis)



Dionísio (o deus grego do vinho e da embriaguez espiritual e do êxtase)



Mercúrio (o deus romano equivalente a Hermes)


Baco (o deus romano equivalente a Dionísio)


Thoth (o deus egípcio com cabeça de íbis, regente da magia e das ciências, inventor e comunicador da escrita ao homem, é secretário no Salão dos Mortos)


Anúbis (o deus-chacal egípcio, guia das almas no Além após o julgamento e embalsamador dos mortos)


Imhotep (o deus egípcio criador da medicina, autor dos papiros médicos e arquiteto da pirâmide em degraus, a pirâmide de Djoser)


Ganesha (o deus-elefante hindu da sabedoria, das ciências, das letras, rege os negócios importantes e elimina os obstáculos)


Sarasvati (a deusa hindu da escrita e do conhecimento esotérico)


Hanuman (o deus-macaco hindu do conhecimento secreto, da astúcia, da liderança e da lealdade)


Odin (o deus escandinavo das Runas – o alfabeto secreto – do conhecimento, da magia, da sabedoria e da guerra)


Ogmio (o deus celta da escrita, da sabedoria e das artes, criou o alfabeto ogham baseado nas árvores sagradas)


Taliesin (o deus celta da escrita e da poesia, bardo e mago druida)


Nabu (o deus sumeriano da escrita, mensageiro dos outros deuses, e senhor da sabedoria secreta)


Legba (a loa vodu da profecia, da escrita, tradutor dos idiomas dos espíritos, deus da comunicação e mensageiro dos deuses e dos homens)


Fu-Xi (o deus chinês das ciências, das letras, do conhecimento, da cultura, criador dos trigramas e do baguá e instrutor da humanidade)



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SAMAEL

As forças qliphóticas de Hod manifestam-se como falsidades, desonestidade, inveja. Esses vícios fluem na Qlipha de Mercúrio chamada Samael, o “Mentiroso”, o “Veneno de Deus”, o “Prestidigitador”.

Seu arquidemônio é Adramelekh (deus assírio), o espírito do intelecto pervertido e grande conselheiro dos espíritos infernais. A influência de Adramelekh pode causar obsessão pelo conhecimento sem a devida compreensão, e conduzir o indivíduo, prisioneiro em seu labirinto intelectual, à quase loucura, que ás vezes pode confundir-se com genialidade. A Qlipha de Samael manifesta o mundo das satisfações e das sensações mentais mais grosseiras, da fraude e da perdição intelectuais, causa desolação e a queda da Criação. É o círculo infernal da mentira, da trapaça, da desonra, da infâmia e da decepção, repleto de formas mentais que se reproduzem e se intensificam cada vez que o ser humano compartilha de tais pensamentos e atos medíocres, resultando assim em um entorpecimento mental e atraso evolutivo, tornando o indivíduo desonesto, mentiroso e invejoso, incapaz de se corrigir, pois essas vibrações infernais constantes tornam-se poderosas demais e o envolvem de maneira completa. A influencia qliphótica mercuriana é extremamente forte nas mídias de massa, e aí podemos ver a conspiração de Samael (a mentira que ilude escraviza) que tem como objetivo dominar o povo. Informações tendenciosas e sensacionalismo-populacho, manipulando cada indivíduo de uma sociedade de rebanho, estão gerando as mais diversas enfermidades e desequilíbrios psicomentais e psicossomáticos. Samael sendo o lado qliphótico e tenebroso da ciência, seu poder como um “mentiroso” é percebido no materialismo científico do engodo e da escravidão, pois a ciência ainda não tem as respostas mais importantes e reais para a evolução do homem. O que a ciência é incapaz de provar é relegado à categoria de simples utopia, pejorativamente. Ou cria “soluções” igualmente sem base real e verdadeira para mostrar ao mundo como uma verdade científica, porém especulativa ou conspirativa, e dizendo que isso ou aquilo pode ser “teoricamente” concebível e possível. A ciência materialista que com extremo lucro financeiro supera sua utilidade de sempre servir à humanidade. Seu progresso se restringe a interesses isolados, e a enganação se instala em um mundo cheio de falsidade e medo por não haver soluções para uma vida complicada. O “Veneno de Deus” também volta-se contra a extrema materialidade da ciência insensível e o planeta rebela-se por meio de catástrofes e epidemias insolúveis, e provocando o fracasso de experiências cientificas. Esta Qlipha também caracteriza a obsessão cientifica desprovida de consciência.


Arquétipos de Samael: Alguns abaixo.


Apollyon (o demônio grego da mentira e das fraudes, também associado à Sephira Tiphareth)


Abaddon (o demônio hebreu equivalente à Apollyon)


Deggial ou Al Dajjal (o demônio árabe gigante e cego de um olho, demônio da falsa profecia, o “impostor” que irá perverter e encaminhar a humanidade a humanidade por meio de suas palavras cativantes)


Ahriman ou Angra Maynu (o demônio persa da mentira, das fraudes, da ignorância, da ilusão e da desordem)


Pazuzu (o demônio sumeriano dos ventos que uivam no deserto, voa espalhando pestes, pragas e causando a morte)


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Alguns símbolos da Esfera Hod/Samael: O caduceu, a varinha, a pluma, os rolos de papiros e a lemniscata. Sobre o caduceu já tratamos em capítulos anteriores. A varinha é um símbolo da magia e do elemento Ar, utilizada para traçar signos no ar juntamente com as vibrações de palavras pertinentes. A pluma é outro símbolo do Ar e da escrita, pois a mente, ou o intelecto, produz a palavra que é vibrada no ar, assim como o próprio pensamento e o raciocínio rápido são “elementos aéreos”. Os papiros são o símbolo do conhecimento arcaico e secreto, que contêm as palavras, os signos e as fórmulas da magia tanto da Mão Direita quanto da Mão Esquerda; os livros, revistas e jornais, são o desenvolvimento do papiro e hoje se prestam a registrar informações e conhecimentos úteis e construtivos ou inúteis, descartáveis e perniciosos. A lemniscata é o oito horizontal, símbolo gráfico do infinito e dos ciclos realizados em polaridade no Universo e na Natureza.



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Sétima Sephira e sua Qlipha


( Netzach – A´Arab Zaraq )





NETZACH




Netzach significa “Vitória” e é o plano causal manásico. “Manásico” é um termo adjetivado da palavra sânscrita manas que é equivalente ao termo “mental”. É o plano das causas formadoras das existências futuras, o plano mental superior. É o centro de emanação das energias da beleza e do amor que são infundidas no universo material, fazendo tudo se desenvolver e crescer harmoniosamente. A força de Netzach também faz brotar o poder criativo e criador nos seres racionais e irracionais. Seu nome divino é Jehovah Tzabaoth, o “Senhor dos Exércitos”, e sua inteligência é o Arcanjo Haniel, a “Graça de Deus”, cujo poder faz manifestar a força do amor universal, fraternal e, especialmente, o amor conjugal entre homem e mulher, e o amor abstrato da natureza existente entre todas as formas de vida que se unem em polaridade para criar ou procriar. Haniel é o Senhor da Harmonia e o Guardião que zela pelos reinos da natureza, inter-relacionando-os e harmonizando-os. A força da natureza com todos os seus reinos é a expressão do Coro dos Elohim, os “Deuses”, os “Regentes da Natureza”, que são mente-grupo da Criação, como um exército que funciona sob determinada ordem e de maneira sincronizada executando uma operação ou atividade em comum. Essa força anímica e criativa manifesta-se por meio das formas exteriores e mais densas no universo natural, gera os fenômenos naturais e é a causa de todos os sons da natureza manifesta. Esses Elohim são conhecidos como Gandharvas na Índia, e são os deuses da música, dos sons naturais e do conhecimento que revelam ao homem. Os Elohim (Devas, em sânscrito) são os deuses de Deus, a manifestação de uma miríade de seres que atuam no Universo e na Natureza, assim como os seres humanos são também deuses (e demônios) em potencial influenciando o mundo. Toda essa interação cósmica entre seres e forças é vista pelo Hinduísmo como o verdadeiro amor transcendental que está subjacente a todas as coisas. É o amor pela verdade sob muitas formas, muitos deuses, muitos caminhos. Essa busca pelo deus interno, pela consciência espiritual dentro do próprio indivíduo e pela verdade é um objetivo do Hinduísmo, assim como é a meta de diversas doutrinas especialmente orientais e também da luciferosofia ou luciferianismo. As várias modalidades de yoga do Hinduísmo servem ao buscador de si mesmo e da verdade. Yoga significa “união”, a união com o deus interno que pode ser atingida por meio de suas diversas modalidades: bhakti yoga (amor e devoção ao deus interior); mantra yoga (a vibração da palavra de poder para alterar a consciência); jnana yoga (a busca do conhecimento e a união pelo amor cósmico); carma yoga (a ação consciente para gerar reações psico-mentais e “controlar” o carma); raja yoga (a prática do controle da mente, da concentração que conduz à meditação0; hatha yoga (o domínio sobre o corpo físico e as funções fisiológicas, o controle sobre a respiração); tantra yoga (o culto ao feminino e união sexual sacralizada). Os tantras são tratados sobre regras e rituais esotéricos e sexuais de adoração ao feminino (Shakti). A palavra tantra, traduzindo livremente, significa “instrumento de ritual” ou “instrumento de desenvolvimento”. No Hinduísmo, assim como no luciferianismo, o tantra yoga é uma via focalizada na utilização do sexo (maithuna) para a expansão da consciência e aquisição de conhecimento (vidya, jnana). A mulher é um elemento importante e necessário para a realização da Obra. Ela é Shakti, a parceira e o poder do mago na magia sexual (tantra yoga com cerimonial) que visa à união das forças opostas para gerar força e energia psico-física e iluminação espiritual. Esse é o Caminho da Mão Esquerda (Dark Spirituality), que preza pelo aspecto feminino da Criação em seus diversos graus de manifestação. É a união (yoga) entre Shiva e Kali, quer dizer, aspectos de Set e Néftis, Lúcifer e Vênus, Samael e Lilith, Hades e Perséfone, Odin e Frigga, etc.




Netzach é a esfera venusiana, e sua “vitória” se dá por meio do amor de Vênus em todas as suas formas naturais e sob a lei hermética do gênero e da polaridade criadora, os princípios harmonizadores da vida. O amor de Netzach é mais do que mera atração e relação sexual, é uma interação dos pares de opostos com suas forças vitais e mentais equilibrantes e o estímulo criador e a inspiração criativa que advém dessa interação sutil, suprindo e completando assim a alma humana. Netzach é um centro de força criadora, estimulante, ativa e que possibilita o contato com as forças dos reinos elementais da natureza. A Sephira de Vênus pode também ser considerada o Devachan – palavra ou termo sânscrito/tibetano que significa “Morada dos Deuses” – ou Swarga, o “Céu” hindu, onde reina a felicidade divina e as mais puras e belas aspirações e ideais da alma como realizações objetivas da mente superior. É o paraíso celestial de cada ser em seu avanço espiritual com todas as suas causas que irão moldar sua existência. Em Netzach os desejos mundanos e medíocres são transcendidos e então não se deseja mais nada. O Iniciado que atinge Netzach já pode funcionar em seu corpo causal manásico, ou corpo luciférico, como pode ser chamado. Esse corpo reflete a consciência causal da evolução individual e proporciona um alto poder de intuição e discernimento. É o veículo da mente superior (Manas) unida à alma espiritual (Buddhi, Logos Solar), constituindo um casamento ou união que assimila perfeitamente o resultado de todas as experiências evolutivas do humano superior. E são esses resultados que se tornam as causas (carma) que irão determinar a futura existência e o próximo grau evolutivo do indivíduo. Esse corpo causal é luminoso, forte e potente no ser humano mais evoluído, auto-suficiente espiritualmente, autoconsciente, auto-indulgente, auto-responsável e de mente livre, e muito desenvolvido no Iniciado avançado. O ser humano superior na Esfera de Netzach experimenta a consciência luciférica, ou seja, a união da mente (Manas) com a alma (Budhhi) que constitui a Luz de Lúcifer. Lúcifer como “Portador de Luz” é o verdadeiro salvador da humanidade, pois sua luz é a sabedoria que leva ao Conhecimento do Bem e do Mal (Otz Daath) que conduz o indivíduo à evolução. Lúcifer é Vênus e é Christo, é Mente e Alma, é emoção e ação, é a “Estrela da Manhã”, ou seja, a Alvorada da Existência, assim como Vênus é a preciosa esmeralda encrustada no espaço negro. Ele é a inteligência e a consciência que desceu na humanidade, elevando-a acima da animalidade até então existente na raça em seus primórdios. Lúcifer, ou Heylel – o “Brilho de Deus” -, é o tentador que instiga o indivíduo a progredir e evoluir espiritualmente, que desperta suas inquietudes interiores e o livra da ignorância. Lúcifer-Vênus é o impulso criador e criativo no ser humano livre e rebelde espiritualmente.




O indivíduo pode ter algum contato com as forças venusianas de Netzach por meio das artes e das emoções elevadas, pois é a Esfera de onde provém a inspiração e a criatividade artísticas, e pode experimentar a visão da beleza do universo, uma experiência direta do amor como força criadora e causal da vida em seus diversos aspectos e níveis. O desenvolvimento do amor fraternal, o crescimento e harmonia da união conjugal, o exercício da criatividade e a manifestação da arte inspirada pelo processo evolutivo, a conscientização dos mais elevados ideais, a aquisição de cultura, a compreensão da filosofia e das artes em geral, o estudo do herbalismo e da natureza e o desenvolvimento do sentido espiritual de justiça e equilíbrio, são recomendações como trabalhos de potencial venusiano.




O elemento venusiano psicológica e estrutural da personalidade é a anima, o aspecto feminino da psique, ou alma, é a deusa Vênus. É a “imagem” feminina ideal e perfeita para o homem, quer dizer, é um arquétipo feminino no inconsciente masculino criado pelo seu ideal e pelas muitas experiências com o sexo feminino no passado racial. O registro inconsciente dessas experiências pode determinar, para os homens, as condições das relações deles com as mulheres. Muitas vezes essa “imagem” é distorcida, e as relações com o feminino são também desequilibradas. A anima é o aspecto feminino interno do homem, devendo equilibrar-se dentro de si mesmo, sem comprometer sua masculinidade natural. Parte do trabalho preliminar de Netzach é tornar-se consciente da anima, no caso do indivíduo masculino, e compreender a importância do feminino para a evolução espiritual. Não falamos aqui de questões meramente sexuais e sim de polaridades naturais sem perversão. O homem, assim como a mulher, autêntico deve desenvolver o amor pela vontade de amar e o desprendimento para se permitir ser tocado por sua natureza oposta como virtudes necessárias para a Iniciação à Esfera de Netzach. O indivíduo desequilibrado, vicioso, ignorante, que abusa da força venusiana, é conduzido pela lei natural do carma à Qlipha correspondente. Luxúria, impudor e apego aos prazeres fugazes são os vícios que atrasam a evolução e torturam o néscio na Esfera qliphotica de Ar´Arab Zaraq, porém o Iniciado evoluído e consciente apenas assimila e transmuta suas energias, aprende com o lado negro da Sephira sem se perder.



O símbolo numérico de Netzach é 7 (sete), o número da organização, da ordem universal, da união do ternário (espírito) com o quaternário (matéria) no próprio homem. Sete simboliza o veículo humano em seu caminho espiritual. É o número do esoterismo e do misticismo autênticos, expressa as forças da natureza, da paz e quietude e da justiça. Representa ainda a busca silenciosa e solitária do indivíduo para atingir sua perfeição. Todos os sete do Tarô refletem as energias de Vênus-Netzach e expressam forças superiores ao plano material, mas que devem ser controladas por alguém que esteja capacitado. O sete de paus representa o valor e a coragem que podem conduzir à vitória, porém existe a incerteza quanto ao resultado final, mas sua influência é vital e dinâmica; o sete de copas indica ilusão e sucesso ilusório resultantes das emoções descontroladas e da fraqueza de caráter que conduzem ao egoísmo grosseiro, ao envaidecimento e à auto-ilusão por promessas fúteis de amor; o sete de espadas expressa o equilíbrio vacilante e precário, o esforço instável e a desconfiança; e o sete de discos indica decepção devido às distrações do amor cego, ou melhor, da paixão vulgar. Verde é a cor venusiana dessa Sephira. É a cor da natureza, da harmonia, da fraternidade, dos ideais, do crescimento, da fertilidade, da criatividade e da juventude, combate o cansaço mental e restabelece a cura, a juventude do ser e o equilíbrio. Astrológica e astronomicamente, Netzach relaciona-se com o planeta Vênus (Nogah, em hebraico), que é o planeta mais brilhante do sistema solar devido ao seu albedo em torno de 79%. Ou seja, o poder de refletir a luz do Sol é muito grande, e por isso Vênus é chamado de estrela, ou Lúcifer, o “Portador da Luz”, a Estrela da Manhã e da Tarde. Vênus rege Touro e Libra. Touro é a vontade firme que não vacila, mas sua ação é lenta porém obstinada, até que o objetivo seja alcançado e a Obra concluída. A força de Libra busca equilibrar a emoção e a razão e unir harmoniosamente a arte e a ciência nos processos mentais, emocionais e evolutivos do ser humano. Na vida mundana, os ares venusianos podem ser sentidos e observados em certos lugares, tais como museus de arte, escolas de arte, salas de concerto, grandes hotéis, restaurantes, lugares de beleza e volúpia, jardins, fontes, parques ecológicos e zoológicos, e na natureza em geral.



Arquétipos de Netzach: Deusas da beleza, do amor, dos prazeres, da natureza, deuses das artes, do conhecimento, da liberdade.



Afrodite (a deusa grega do amor, da vida, do desejo e da beleza)



Urânia (a deusa grega do amor celestial e divino, um aspecto de Afrodite)



Nínfia (a deusa grega do amor conjugal, do casamento e dos enamorados, outro aspecto de Afrodite)



Hera (a deusa grega do matrimonio, da natureza e do paraíso, protetora das mulheres)



Palas-Atena (a deusa grega da justiça, da sabedoria, das artes e do artesanato)



As Musas (as deusas gregas inspiradoras dos artistas e poetas)



As Hespérides (as três ninfas gregas que guardam a árvore das maçãs de ouro)



Eros (o deus grego do amor, do desejo sexual e da natureza, filho de Afrodite)



Prometeu (o deus grego titânico da liberdade, do amor filantrópico, do livre-arbítrio e da sabedoria, doou o fogo do Olimpo à raça humana)



Lúcifer (o deus romano do amor filantrópico, da beleza, do conhecimento, da luz e da liberdade, possibilitou o acesso do ser humano ao Conhecimento)



Melek Taus (o deus-pavão árabe-yezide da sabedoria e da liberdade, deus criador do universo manifestado)



Vênus (a deusa romana equivalente a Afrodite)



Juno (a deusa romana equivalente a Hera)



Minerva (a deusa romana equivalente a Atena)



Cupido (o deus romano equivalente a Eros)



Hathor (a deusa-vaca egípcia do amor, da alegria, do paraíso, dos prazeres e das artes)



Maat (a deusa egípcia alada da verdade e da justiça)



Lakshmi (a deusa hindu da sabedoria, da beleza, do amor e da riqueza)



Kama ou Ananga (o deus hindu do amor sexual, do desejo, do prazer e da juventude)



Gandharvas (os deuses hindus da sabedoria, da música, dos sons da natureza e do desejo, são muito afeiçoados às mulheres da Terra)



Frigga (adeusa escandinava do amor, do casamento, do desejo, da sabedoria, da riqueza e da primavera)



Iduna (a deusa escandinava do amor inocente, da beleza, da natureza e guardiã das maçãs da vida eterna)



Druantia (a deusa celta do amor, da natureza e da sabedoria)



Oenghus (o deus celta do amor, da inocência e da juventude)



Inanna ou Ishtar (a deusa babilônica do amor, do casamento, dos prazeres e da guerra)



Astarte ou Astaroth (a deusa fenícia equivalente a Ishtar)



Xochiquetzal (a deusa asteca da beleza, do amor, do sensualismo, das flores e das artes)



Mama Coca (a deusa inca do amor, do desejo sexual, da euforia e da coca)



Erzulie (loa vodu do amor, do desejo sexual, da fertilidade e da riqueza)





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A´ARAB ZARAQ

A´Arab Zaraq quer dizer “Corvos da Disppersão”, “Corvos da Morte”. É o lado sombrio de Vênus e onde se opera a magia luciferiana obscura e se pratica o misticismo erótico e sensual da Mão Esquerda. Seu arquidemônio é Baal, o deus fenício da fertilidade e da sabedoria, a personificação das forças mais inferiores e primitivas da natureza, considerado esposo da deusa Astarte. Mas o nome Baal também se refere a qualquer e vários espíritos e demônios cuja adoração e culto se faz por meio de imagens e ídolos. Baal significa “senhor” e “esposo”, e os próprios hebreus/judeus possivelmente também o cultuavam mediante sacrifícios humanos e ritos violentos e asquerosos. É chamado de Bel pelos babilônios e Ammon pelos egípcios. Contudo, nomes são apenas nomes que servem para identificar aspectos de forças qualificadas e egrégoras já consolidadas por determinados povos e cultos. Essa Qlipha é também o mundo dos desejos e de todas as coisas prazerosas e seu deleite que aprisionam e viciam de maneira patológica o ignorante fraco e escravo. Então, o prazer torna-se dor nesse círculo infernal de incessantes festins luxuriosos e bestiais, de glutonarias, bebedeiras, cobiça, ganância e o consequente remorso corrosivo. A Iniciação de Vênus pode ser corrosiva para aqueles que fracassam e se iludem mesmo sem saber, e eles são derrotados em meio à própria miséria, banidos do paraíso celestial, com suas escórias viciantes dispersas na Qlipha venusiana. Porém, o indivíduo consciente não se perde em meio às influencias qliphóticas, porque ele próprio “dispersou” as escórias de seu caminho, e a morte fazendo dos Corvos seus aliados, pois eles não mais o afetam. Na Alquimia, o corvo representa a putrefação, o negrume dos elementos indesejáveis da psique que dispersa ou transmuta em consciência clara e sabedoria. O corvo é a morte ou passagem para outra fase de existência em outro nível, é a dispersão da vida no tempo e no processo de putrefação da morte. A morte ou dissolução no grande mar universal e caótico é o retorno dos elementos essenciais à fonte original causal. A água do caos faz a dissolução: o corvo de Noé é tragado pela chuva, mas quando a chuva cessa, uma pomba retorna e se vê um arco-íris no céu. Ou, em outras palavras, as águas do dilúvio (as forças naturais e astrais da dissolução) lavam o negrume e dispersam os restos mortais psico-físicos, deixando livre a essência espiritual (a pomba, ave de Vênus) que retorna pela “ponte de arco-íris” Bifrost à sua fonte original, a Esfera de Netzach. Em magia sexual, A´Arab Zaraq é a dispersão do ego no ápice do êxtase, a morte temporária da consciência comum e ordinária que dá lugar à experiência espiritual e à expansão do amor cósmico. A´Arab Zaraq é também a fonte de inspiração da arte sombria (dar kart), bizarra, sensual, do surrealismo trevoso, da música sinistra que atrai as mentes inquietas.



Arquétipos de A´Arab Zaraq: São aqueles do desejo descontrolado, dos vícios sexuais.



Hetaíra (a deusa grega do sexo e da promiscuidade)



Pandemos (a deusa grega da paixão descontrolada e do desejo sexual impulsivo)



Pandora (a semideusa grega da beleza e da curiosidade, abriu a caixa que continha todos os vícios e males da humanidade, ficando apenas a esperança no fundo)



Príapo (o deus grego do apetite sexual insaciável e da proliferação da natureza)



Sekhmet (a deusa-leoa egípcia das paixões, do desejo sexual impulsivo, da raiva passional, das bebidas alcoólicas e da guerra, também associada a Marte)



Fulla (a deusa escandinava da vaidade exagerada e da futilidade)



Asmodeus (o deus persa/hebreu da fornicação e do desejo sexual descontrolado, é também o arquidemônio de Marte)



Tzinteotl (a deusa asteca do desejo sexual, da promiscuidade, da prostituição e da luxúria)



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Alguns Símbolos da Esfera Netzach/A´Arab Zaraq:



Os símbolos das Esferas de Vênus são a rosa (com espinhos), a pomba, o espelho, a concha, a lâmpada e a cruz ansata. A rosa é a flor sagrada de Vênus e simboliza o amor, a pureza, a alma humana e a vontade; com os espinhos caracteriza o aspecto qliphótico de purgação das impurezas, dos elementos indesejáveis da existência e o esforço doloroso para se atingir os planos mais elevados. A pomba é a ave sagrada de Vênus e simboliza o espírito e a paz de espírito, a tranquilidade ataráxica. O espelho é símbolo da beleza e da feldade, representa a Terra como um reflexo das Esferas cabalísticas e o ser humano como reflexo dos deuses e demônios; representa uma “porta mágica” para outros planos ou estados de consciência. É associado também à Esfera de Daath, o “Conhecimento”. A concha representa a vagina, o útero gerador, o desejo e o aspecto feminino da natureza, pois Vênus-Afrodite nasceu de uma concha, em meio à espuma do mar, fecundada com o sangue do falo de Urano, o pai dos Titãs. A lâmpada é a luz de Lúcifer (o “Gênio da Lâmpada”), e representa a inteligência, as ideias que iluminam a vida, a consciência e a autoconsciência nos planos sephiróticos e qliphóticos; simboliza o próprio planeta Vênus com seu brilho matutino e vespertino. A cruz ansata é um símbolo da vida eterna e do caminho a ser seguido pela alma em busca do deus interno; representa o amor venusiano, pois é o próprio glifo astrológico de Vênus.







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Akin Lan Feng
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CABALA pt 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:50 pm

Sexta Sephira e sua Qlipha


( Tiphareth – Thagiriron )




TIIPHARETH


Tiphareth é a Esfera Solar e seu nome significa “Beleza”. A Beleza aqui diz respeito ao equilíbrio perfeito entre proporções harmoniosas em todos os aspectos da Árvore da Vida, pois Tiphareth é o centro do universo manifestado e o rege dentro de leis harmônicas universais. Em seu nível puramente espiritual é chamada pelo nome divino de Jehovah Aloah Va Daath, que quer dizer “Senhor Deus no Conhecimento”, traduzindo livremente. A sexta Sephira é o plano búddhico, o plano de unificação entre todas as Sephiroth; é a Esfera central da Manifestação para onde todas as forças e poderes são convergidos, equilibrando todas as forças cósmicas.


A Luz e o calor vital do universo equilibrado são sustentados pelo Arcanjo Rafael, a “Medicina de Deus”, que também é o Senhor da Cura que elimina os males da humanidade doente por meio da purificação pelo Fogo Sagrado, ou seja, o calor e a luz solares que irradiam vitalidade a todos os seres e restabelecem a saúde física, emocional e mental. Entretanto, o indivíduo embrutecido pelo excesso de álcool, carnes e gorduras – principalmente industrializadas -, etc., não gozam de perfeita saúde física nem mental, e não usufruem da alta vitalidade emanada do poder solar que é absorvida pelo corpo humano através do duplo etérico. Rafael rege ainda as leis cósmicas sobre o espirito do ser humano, é o Guardião do Templo e seus Mistérios e Sacerdote do Sagrado Matrimônio entre todas as coisas vivas, principalmente a união entre o homem e a mulher que compartilham o mesmo caminho de evolução espiritual e os mesmos objetivos, pois tal casamento verdadeiro e sincero acelera o crescimento de ambos. Sob a regência de Rafael está também o Coro dos Malakim, os “Mensageiros”, os “Reis” divinos, os princípios espirituais essenciais das forças elementais da natureza, e somente o indivíduo iniciado em Tiphareth, ou o Adepto Menor, pode contactar e controlar as forças elementais com absoluta segurança, porque é preciso se harmonizar, conhecer e compreender a essência espiritual das forças elementais, dos Reis ou Malakim. O Adepto Menor, que adentrou na Esfera ou Plano Solar, que rasgou o Véu de Paroketh (o Véu do Templo), adquire consciência de seu Eu Superior, ou Logos individual, cujas forças elementais estão intimamente relacionadas em sua constituição espiritual. Do ponto de vista de Sephira Kether, Tiphareth é o Filho (Logos Solar); do ponto de vista de Malkuth, Tiphareth é o Rei (Deus) que transmuta a energia em matéria e matéria em energia, ou transforma a força em forma e a forma em força, dependendo do aspecto em que se encara esse processo: ou da evolução cósmica para o mundo manifestado, ou da evolução espiritual individual para a fonte da Criação. Sob este ponto de vista da transmutação, Tiphareth é o deus sacrificado na cruz. Tiphareth é o redentor, pois redime, ou transmuta as forças inferiores em superiores, mais puras e sutilizadas, equilibrando-as, seja no universo material seja na consciência individual. Assim, o Filho, Tiphareth, mostra o Pai, Deus-Mãe (Kether), na própria consciência do Iniciado. A compreensão dessa questão é de extrema importância. Não devemos entender o sacrifício como uma perda dolorosa de algo que estávamos apegados. Nada é perdido, e um sacrifício é simplesmente a transformação de alguma coisa em outra coisa, seja lá o que for. Os Mistérios da Crucificação dizem mais respeito aos processos cósmicos e espirituais do que a uma tortura física ou moral. Para que possa haver evolução, o que devemos realmente crucificar é a nossa personalidade mundana e transitória, “perde-la” para uma força superior, transcender as limitações físicas e sensoriais e penetrar na consciência crística de nosso Eu Superior ou Sagrado Anjo Guardião, pois este só surge para aqueles que o busca. O esforço de integrar e harmonizar as partes constitutivas elementais da totalidade do Ser é que é o verdadeiro padecimento espiritual; a outra fase é o cruzamento do Abismo onde está a Sephira “invisível” Daath. A Grande Iniciação de Tiphareth forma no Adepto o corpo búdhhico, ou corpo logóico, no qual se manifesta a consciência do Eu Superior ou Individualidade. É a alma espiritual, unidade e núcleo evolutivo através das encarnações. A experiência mística é uma visão da essência espiritual do Cosmos e sua plena compreensão de maneira espiritualmente intuitiva. Enquanto encarnado em um corpo de carne, tal experiência é como um relâmpago extremamente luminoso que nos desperta para um mundo superior. Transcendendo a consciência psíquica de Yesod-Lua, o Adepto concentra uma alta carga de força emocional superior e a exalta até a explosão luminosa. Essa explosão deve durar apenas alguns segundos porque, caso contrário, ”queimaria” o sistema nervoso físico-astral de seu corpo em Malkuth, o mundo material, podendo gerar as psico-patologias dos místicos religiosos e suas aberrações emocionais e comportamentais. Após o êxtase místico e sobrenatural na medida certa, o indivíduo muda radicalmente sua vida, permanecendo consciente das verdades espirituais, com sua mente expandida e com sua personalidade capacitada para viver sabiamente na atual encarnação. Esta é a verdadeira iluminação, que, para ser benéfica, deve partilhar da escuridão a qual a luz ilumina, proporcionando-nos a visão e a consciência das coisas criadas nas dimensões em que existimos. Assim, a Esfera Solar de Tiphareth é o plano da individualidade consciente perfeita – o Eu Superior ou Daimon – unida ao Cosmos e a tudo o que ele contém, espiritualmente. É a primeira Grande Iniciação para a continuidade da evolução humana. É a morada do Logos Solar imortal, um mundo de pureza, de harmonia e beleza. É um centro de força espiritual radiante que estimula o ser humano buscador a evoluir. Trata-se de um nível inacessível e impossível de se atingir na condição e nos planos inferiores, os quais a maioria dos seres se acorrentam e se acotovelam. A individualidade aqui não deve ser mal interpretada. O Eu Superior é a Individualidade que peregrina através das encarnações, assimilando experiências e conhecimentos. O individualismo é diferente. É a introspecção, a centralização do indivíduo em si mesmo, buscando sua preservação e a de seus interesses no mundo, sem prejudicar outros gratuitamente. Não se envolve em problemas alheios e evita causar problemas desnecessários, preferindo cuidar de seus assuntos com interesse. Uma pessoa individualista reconhece sua própria importância e valor e trabalha pela própria evolução, compartilha seus ideais, seus conhecimentos, sua cultura, etc., somente com aqueles que tem afinidade e se interessam pelas mesmas coisas. O egoísmo também é diferente do individualismo, já que o egoísta busca a centralização de tudo e de todos para si, busca a atenção externa e as coisas que deseja obcecadamente, porém sem compartilhar nada, nem mesmo com aqueles que tem afinidades e simpatia. O egoísmo é uma manifestação qliphótica do individualismo, que só visa acumulo, muitas vezes em detrimento de outros que não tem nada a ver com seu desequilíbrio.


Um trabalho de vontade prévio para se entrar em sintonia com a Esfera de Tiphareth é o exercício das virtudes da devoção à busca, do discernimento religioso, uma atitude convicta acerca da vida espiritual e a intuição. Tiphareth também requer um trabalho de expansão e iluminação gradativas da consciência, a concentração e a meditação. O adepto pode realizar rituais de teurgia para aquisição de poder espiritual, curas, praticar exercícios de criatividade e manifestação da arte inspirada pela intuição divina, estudar astrologia oculta, a musicoterapia, a cromoterapia, o Tarô, a teologia esotérica e a medicina holística.


O número de Tipharet é 6 (seis), o número do equilíbrio, das proporções perfeitas, o número do macrocosmos e do ser humano perfeito cristificado. É o número de Adam Kadmon, o homem arquetípico, o Christo. Reflete a beleza, a paz, a paz, a harmonia e a fraternidade. Todos os seis do Tarô estão em Tiphareth. Em geral, representam sucesso após um esforço. O seis de paus expressa um grande êxito depois de um grande esforço ou luta; o seis de copas representa o prazer em seu início; o seis de espadas indica um sucesso merecido após dificuldades; e o seis de discos indica sucesso material e nos negócios mundanos. Como Tiphareth é a Esfera do Sol, sua cor é o amarelo (dourado). É a cor do Logos Solar e da Luz solar. É quente, estimulante mental e intelectual, cor da alegria, do otimismo e da inteligência, reflete confiança, nobreza e sabedoria espiritual. Na Astrologia, Tiphareth é o Sol (Shemesh, em hebraico), e rege o signo de Leão. A manifestação superior de Leão é a consciência espiritual centralizada ou individualizada, o Logos central da totalidade humana que impulsiona para a evolução. É o poder da intuição que vem do coração, o centro solar homem. Na Terra, a influência majestosa de Tiphareth pode ser observada nos grandes palácios, grandes teatros, grandes salas de concerto, grandes catedrais, lugares amplos e iluminados, nas grandes florestas e montanhas.


Arquétipos de Tiphareth: mitologicamente, os deuses de Tiphareth são deuses da beleza, da luz, da força, da cura, das artes, da inteligência, etc.


Apolo (o deus grego do Sol, da beleza, da inteligência, da cura, da verdade, da poesia e da música)


Hélios (o deus grego do Sol e da luz, que cruza o céu em seu carro flamejante)


Febo (o deus romano equivalente a Apolo)


Hércules (o semideus greco-romano da sabedoria e da força)


Amon Rá ou Atum (o deus-gavião egípcio do Sol, da luz, da força, da justiça, da verdade, considerado o primeiro faraó divino)


Osíris (o deus egípcio da vida, da morte, da ressurreição e do sacrifício)


Hórus (o deus-falcão egípcio do Sol, do fogo e da força, também relacionado a Marte)


Surya (o deus hindu do Sol, da luz e da sabedoria espiritual)


Vishnu ou Harê (o deus hindu da força, da inteligência, da abundância, da luz e do conhecimento, sustentador da vida e da Criação)


Balder (o deus escandinavo do Sol, da luz, da alegria, da beleza e da cura)


Belenos (o deus celta do Sol, da luz, do fogo, da cura e das ciências)


Lugh (o deus celta da luz, da fertilidade, da profecia, da medicina, ida música, da poesia e da ourivesaria)


Shammash ou Uddu (o deus sumeriano do Sol, do fogo, da vida, da verdade e do conhecimento)


Quetzalcoatl ou Kukulkan (o deus maia/asteca do Sol, dos ventos, do conhecimento secreto, da inteligência, trouxe para o mundo a árvore do cacau, o xocoatl, que é alimento dos deuses)


Inti (o deus inca do Sol, da luz, da vida, da profecia, do conhecimento secreto e das artes)




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THAGIRIRON


A ignorância sobre os aspectos da evolução e o desconhecimento do Christo interno individual (que tem seus deuses correspondentes) geram uma grande parte de enfermidades da alma, tais como a tristeza profunda, a confusão mental permanente, a acídia – que é uma preguiça e desolação espirituais -, o estresse, a dissociação psicomental, o apego irracional a personalidade vulgar e às coisas fúteis da vida. Além das enfermidades da alma já citadas, o orgulho exaltado, o egocentrismo irracional, a arrogância e a presunção conduzem o indivíduo à Esfera qliphótica do Sol: Thagiriron, o Sol Negro, os “Litigiadores”, os “Ardentes Instigadores”, que se combatem entre si, causam o caos, as revoltas, os lamentos e toda fealdade no mundo. É um estado no qual o corpo búddhico é completamente obscurecido ou separado dos princípios inferiores (corpo mental inferior de Hod e corpo astral de Yesod), tornando-se o ser humano extremamente ignorante, vazio, grosseiro e bestial. O Eu Superior é desligado da personalidade encarnada, deixando está sem seu elemento espiritual central diretor e organizador. O indivíduo é então arremessado no mundo dos miseráveis prazeres da ostentação, do envaidecimento extremo, do egoísmo infundado e do egocentrismo. Padece inconsciente nesse terrível círculo infernal de conflitos, desperdícios, esbanjamentos, ganância, avareza, mediocridade e hipocrisia, em um caos de forças confusas.


Belphegor é o arquidemônio da Qlipha do Sol Negro, o deus dos moabitas e amonitas (idólatras descendentes de Moab e Amon, os filhos do incesto de Ló com suas filhas). Belphegor induz os humanos fracos ao mal por meio do conhecimento e das descobertas para conquistar poder e glória mundanos, semeia a discórdia por meio das riquezas e é a personificação da misantropia extrema e destrutiva. Belphegor, às vezes, exigia excrementos como oferendas em seus cultos em troca de riqueza para os seus adoradores. Eis aí um exemplo de “redenção” qliphótica, ou transmutação na qual merda vira ouro. Tal é o toque de Midas, que transforma tudo em ouro. Entretanto, esse toque da ganancia não é suficiente para uma existência sabia e sadia, pois a vida é mais do que apenas riqueza material em excesso, e quando tudo se transforma em ouro, pode-se começar a morrer de fome e sede da mesma maneira que o rei Midas. O ouro (metal solar) é considerado um elemento puro, símbolo do princípio espiritual, incorruptível, que pode até promover a saúde. O ouro também representa dinheiro, poder, riqueza, porém com o risco de conduzir os homens fracos à ganancia violenta, à idolatria capitalista e consumista, à vaidade inútil e à corrupção que é escória humana, excremento psico-sociológico. O excremento é dejeto, resíduo contaminante, matéria que causa doenças. E as doenças, por sua vez, geram riquezas para uma minoria de gananciosos. As doenças são um grande negócio para a conspiração farmacêutica assim como a misantropia extrema de Belphegor é um “recurso eficaz” para manter a grande massa de pessoas ignorantes no ciclo da doença e dos medicamentos caros que enriquecem a indústria da medicina, onde só deve faltar o anuncio “Precisa-se de pacientes” colocado nas portas de seus estabelecimentos, salas, consultórios. Tal conspiração com sua rede mundial parece visar primordialmente ao lucro extremo e não à saúde real das pessoas, induzindo os mentalmente fracos e crédulos à hipocondria e à escravidão de seus corpos e mentes nesse ciclo vicioso da enfermidade. É claro que remediar (ou melhor, envenenar) longamente é muito mais lucrativo do que prevenir... E, paradoxalmente, as pessoas parecem gostar de ir ao médico, parecem demonstrar uma espécie de orgulho da necessidade de precisar de tal ou qual medicamento. Os “Litigiadores” e os “Ardentes Instigadores”, Thagiriron, podemos ver manifestados nos dirigentes e “fieis” das grandes religiões patriarcais do mundo e suas ramificações modernas. São instituições organizadas para dominar a massa e instigar o ódio a tudo o que não faça parte de sua doutrina religiosa artificiosa e superficial. Exemplos de guerras e perseguições pseudo-religiosas simplesmente por não existir o respeito ao livre-arbítrio de cada um, exemplos até abomináveis, temos muitos no decorrer da história. São religiões proibitivas do livre-pensar, interessadas principalmente em aumentar o seu poder e sua riqueza material. Aliás, não devemos nos esquecer de que o famoso Jesus histórico e bíblico não parecia ostentar opulência nem luxo e permanecia humilde, em todos os aspectos, aparentemente, durante toda a sua vida, e ainda assim foi crucificado devido a um “litígio” religioso. Entretanto, podemos ver atualmente na crescente onda do culto cristita da nova era, fiéis com pose de gente pura que se creem os “bichinhos de Deus”, reformados, passivos e salvos, e consideram todas as outras pessoas do mundo não-evangélicos como indignos, perdidos, pecadores, seguidores do Diabo. Essas religiões pseudo-cristãs certamente contribuíram para reforçar ainda mais o materialismo embotador, a ganancia pessoal e o exacerbado capitalismo “em nome de Jesus”, que degradam a civilização moderna ocidental. Buscam se isentar da responsabilidade de todos os seus maus atos e pensamentos e do mal do mundo, culpando o Diabo por tudo, o pobre Diabo que deve ser exorcizado aos berros. Baseado nisso, as igrejas e suas “atividades religiosas” parecem mais um verdadeiro “show de horror” e de mau gosto, porém muito atraente aos novos “clientes” que provavelmente se converterão. Não é difícil hoje em dia qualquer um abrir uma nova igreja na esquina e lucrar muito com a ingenuidade e fé cega dos outros, já que as igrejas estão isentas de impostos. Com uma igreja em mãos, é fácil adotar técnicas de estelionato, charlatanismo, lavagem cerebral subliminar e uma evidente, e às vezes agressiva, intolerância religiosa, para seduzir as mentes limitadas, sofridas, condicionadas e gananciosas. O significado do Christo cósmico (assim como de Satã) desapareceu, e o que se cultua hoje é apenas um ídolo externo, um rótulo pseudo-religioso estampado em adesivos, chaveiros, camisetas e diversos outros produtos comerciais, em um culto capitalista e mundial que, na verdade, adoro o deus Mammon sob a máscara de Jesus, no melhor estilo “pague para entrar, reze para sair”. Entretanto existem aqueles que apenas preferem manter uma aparência, um verniz religioso e piedosamente moralista, vivendo covardemente na escória de sua própria degradação, cometendo os mesmos pecados que condenam nos outros, ou seja, verdadeiros diabos que rezam o terço – ou pelo menos fingem rezar. Por outro lado, infelizmente, há também muitos espiritualistas moderninhos que se creem muito “da luz”, aqueles que tem horror em falar sobre assuntos que não sejam única e exclusivamente “da luz”, “só luz”, “luz total”. Tal é a cegueira que essa luz pode causar naqueles exotéricos. Se vivêssemos sem um mínimo de sombra no mundo e no universo, certamente não enxergaríamos nada (pois nada existiria) em meio a tal luz ofuscante o que seria o mesmo que estar em meio às trevas totais.


Arquétipos de Thagiriron:


Quimera (deus grego do fogo destruidor, do conhecimento ilusório, da confusão e da morte, monstro hibrido do conhecimento mal aplicado com intenções maléficas, relacionado também a Daath)


Khepra (o deus-escaravelho do Sol “noturno”, do submundo, da morte e da ressurreição)


Beelzebub (antigo deus da cura e da profecia, posteriormente transformado em demônio da discórdia, do litígio, da perseguição, causador da ruina dos reis; é outro nome de Baal)


Apollyon (deus grego da morte e da putrefação do Sol Negro, causador de pragas e enfermidades)


Zu ou Anzu (monstro sumeriano, deus do destino e das fatalidades da vida)



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Alguns Símbolos da Esfera Tiphareth/Thagiriron:


Alguns símbolos utilizados nos trabalhos solares são a cruz latina invertida, o mastro, o candelabro, os chifres, o círculo com o ponto e o outa (o olho-de-Hórus)


A cruz latina invertida é o símbolo do sacrifício espiritual, da transmutação de algo inferior para algo superior e a união dos opostos na própria alma; é a espada apontada para cima e o falo gerador, a força masculina e positiva do universo manifestado e da individualidade. O mastro é um símbolo fálico da fertilidade, da vida e da ascensão. O candelabro representa a luz e o fogo solares, a iluminação espiritual e a presença de Eu Superior nos trabalhos ocultos. Os chifres são um símbolo da inteligência expandida e da compreensão espiritual, representando também a autoridade, o poder e a força, e jamais se deve considera-lo um atributo diabólico. Estão associados também às Esferas de Marte (Geburah), Júpiter (Chesed) e Saturno (Binah). O círculo com o ponto no centro representa o próprio Sol e o Eu Superior inserido na totalidade do universo, como o centro da evolução individual; é a Criação manifestada no Cosmos com a Luz que brilha nas Trevas. O outa ou udjat, o olho-de-Hórus, simboliza a visão espiritual do iniciado e a própria visão da Lei na manifestação de todas as coisas. O olho também está associado a Shiva e a Set, os destruidores da ilusão e do universo quando este chegar ao fim de seu ciclo evolutivo. Entretanto, esse olho destruidor não é exatamente um “olho solar”.




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Quinta Sephira e sua Qlipha


( Geburah – Golachab )




GEBURAH


Geburah, a “Severidade”, é o grande plano da Justiça Superior e Executiva. Sua “Severidade” é a expressão da Lei Superior do Carma que se manifesta em tudo e em todos os níveis de existência no universo. Geburah é a sede da Lei da Ação e Reação, terrível àqueles que a ignoram. Seu poder divino chama-se Elohim Gibor, os “Deuses Poderosos”, e age também por meio de seu Arcanjo Khamael, cujo nome significa “Punição de Deus”. Mas esta não é uma punição vulgar como a entendemos. O poder de Khamael é responsável pela disciplina e justiça em todos os níveis da Manifestação. Ele provoca medo nas criaturas ignorantes e temerárias e causa a destruição de tudo o que é desequilibrado e inútil, removendo os empecilhos e obstáculos do processo de evolução humana e cósmica. Khamael é o Senhor da Vingança, mas protege os fracos e injustiçados e “pune” pela ação do Carma aqueles que violam a Lei. Khamael age na natureza por meio de suas “Serpentes de Fogo”, o Coro dos Seraphim, o Fogo espiritual destruidor e criador que promove a purificação, inclusive da alma humana. A Esfera de Marte – como é conhecida – é o plano átmico, o mundo de Atman, palavra sânscrita que significa “Espírito”. Nessa Esfera, o Eu Superior está no controle da totalidade humana e a rege por meio da disciplina e da vontade; é a ponta superior do pentagrama sagrado. O Adepto, ainda encarnado, é plenamente consciente desse Espírito interior e tem absoluto controle sobre si mesmo, quando é iniciado em Geburah após sofrer em seu caminho evolutivo. O poder dessa Sephira pode ser considerado um mal necessário que ensina e educa por meio da destruição e da dor, pois “o que não mata nos torna mais fortes”, como já dizia Nietzche. O Iniciado em Geburah é um Adepto Maior e funciona no corpo átmico, o corpo sutil da pura percepção metafísica, purificado de todo obscurecimento, de toda densidade ilusória, deixando transparecer todo o poder da mônada imortal. O corpo átmico é o veículo de manifestação que integra e assimila todas as experiências da mônada autoconsciente, ou Eu Superior, o Daimon, e reflete um estado de consciência espiritual puramente objetivo. O resultado é a percepção da crua realidade do universo baseado na geometria sagrada e na matemática superior em que não há qualquer tipo de intelectualismo ou hipótese cientificista. E para o Adepto Maior, nesse nível cósmico, é concedido o poder de “negociar” seu Carma com a Hierarquia Divina, pois ele atinge a consciência kármica superior; é o Carma dos Grandes Mestres Iniciados. Ele vivencia a experiência do Poder e adquire o Poder com a capacidade de manipulá-lo corretamente sob o domínio da vontade, não mais estando submisso ao Poder. Em Geburah as duras Leis do universo e da natureza são executadas, e com sua força purificadora destrói e elimina tudo o que é desnecessário, inútil e imprestável na Manifestação, uma destruição constante do temporal e do transitório que já cumpriram suas funções, buscando sempre o equilíbrio indispensável. Embora a Sephira marciana seja o plano da pura realidade cósmica, da matemática do universo, do verdadeiro e cru realismo científico espiritual sem a densa ilusão de nosso plano material, podemos observar uma perversão dessas energias na Terra e na raça humana em lento processo evolutivo.


O ser humano em evolução pode assimilar a energia essencial de Geburah-Marte por meio de alguns procedimentos. O indivíduo superior deve adquirir coragem, força de caráter, disciplina, autoridade, senso de realismo – sem pessimismo ou otimismo -, honestidade e uma franqueza pungente e aguda. Trabalha para a expansão da consciência, para adquirir força e ímpeto controlado, exercer o senso de justiça impessoal, executar obras de destruição e eliminação do imprestável e do inútil, desenvolver a compreensão da justiça e da punição e o domínio sobre a vingança e a ira, estudar a lei kármica, a geometria e a matemática sagradas, se possível. A psicologia marciana é refletida no ser humano por meio do animus, o aspecto masculino da psique, o ideal masculino no inconsciente da mulher. Assim como a anima no homem, o animus foi criado, na linhagem ancestral da raça, a partir das experiências das mulheres com os homens. As relações com o sexo masculino no decorrer da história humana e feminina foram se consolidando por meio dessas experiências. Sem que se comprometa sua feminilidade natural, a mulher deve trabalhar esse aspecto marciano, esse lado masculino de sua psique, equilibrando-o internamente com sua natureza feminina. Assim, uma mulher pode também manifestar atitudes de força, energia e fúria, quando necessário, sem que se pareça masculinizada. Um trabalho preliminar de Geburah, para a mulher, consiste em se conscientizar do animus, compreender que doçura e ímpeto agressivo podem se equilibrar e se manifestar conforme a necessidade ou vontade. É importante que a mulher entenda a questão da polaridade natural e o circuito energético vitalizante e essencialmente complementar entre o masculino e o feminino, e saiba buscar o homem ideal para ser seu companheiro em sua vida, em todos os aspectos e em seu caminho espiritual.


O número de Geburah é 5 (cinco), o número do homem constituído pelos cinco Elementos, simbolizado pelo pentagrama cuja ponta superior é o Espírito ou Eu Superior. É o número da justiça e do Carma, da coragem, da ação, da força impetuosa, do progresso, da liberdade e da impulsividade sexual. Expressa inovação, firmeza de caráter, disciplina e decisão. Os cinco do Tarô estão em Geburah, a Esfera de Marte, e indicam dificuldades, conflitos e lutas. O cinco de paus expressa um fluxo de força que gera luta; o cinco de copas indica perda emocional e perda de algum prazer muito apreciado; o cinco de espadas é derrota, perda total e fracasso; e o cinco de discos indica dificuldades materiais, perda de renda e falta de dinheiro. A cor marciana de Geburah é o vermelho, a cor do sangue, do fogo e do ferro, da vida e da morte. Expressa uma energia direcionada e impetuosa, violenta, estimulante. Também reflete a coragem, a força de vontade, a ambição e a cobiça, a paixão e o impulso sexual. Geburah é o planeta Marte (Madim, em hebraico) e rege os signos astrológicos de Áries e Escorpião. Áries manifesta-se como luz das ideias inovadoras do espirito, é o “veiculo” da visão consciente da realidade cósmica; expressa força, iniciativa, impetuosidade e firmeza. A energia de Escorpião manifesta-se como desejo de procriar, de se reproduzir; expressa também a destruição útil e a dissolução da Morte natural de tudo aquilo que foi criado, a transformação e transição de estados, condições e energias. Podemos também observar a influência e atividade de Marte, positiva e negativamente, em vários lugares no mundo. Campos de guerra, academias militares, arenas, prisões, abatedouros, cutelarias, caldeirarias, forjarias, siderúrgicas e metalúrgicas, indústrias em geral, especialmente a indústria armamentista, salas de cirurgias, vulcões e a maioria dos lugares consagrados ao fogo, ao ferro e ao sangue, são alguns dos exemplos das manifestações do poder de Geburah no mundo material.


Arquétipos de Geburah:


Encontramos os deuses da guerra, do fogo, da força e da violência.


Ares (o deus grego da guerra, da violência e da força)


Hefesto (o deus grego do fogo, dos vulcões e dos metais, trabalha em suas forjarias nos vulcões e fabrica as armas dos deuses olímpicos)


Nêmesis (a deusa grega da justiça. Da ordem, do carma e do castigo)


Marte (o deus romano equivalente a Ares)


Vulcano (o deus romano equivalente a Hefesto)


Bellona (a deusa romana da guerra, companheira de Marte nas batalhas)


Menthu (o deus-falcão egípcio da guerra, da vitória, das artes marciais, da força e da virilidade)


Sekhmet (a deusa-leoa egípcia da guerra, da destruição, da ira, da vingança e das bebidas fortes)


Skanda (o deus hindu da guerra e do fogo, é também chefe militar dos guerreiros celestes)


Agni (o deus hindu do fogo, do calor e do carma)


Tyr ou Tiw (o deus escandinavo da guerra, da vitória, da justiça e da lealdade)


Muspel (o deus gigante escandinavo do fogo benéfico do mundo)


Teutatis (o deus celta da guerra, das armas e da destruição)


Goibniu ou Govannon (o deus celta do fogo e dos metais, forjou todas as armas do povo Tuatha de Dannan)


Cuchulainn (o semideus celta guerreiro e violento, de força sobrenatural)


Morrigan (a deusa celta da guerra, da destruição e da feitiçaria)


Nergal (o deus sumeriano do fogo, da guerra, da destruição e das armas)


Kingu (o deus sumeriano da guerra e do destino (carma), de cujo sangue foi criada a humanidade)


Huitzilopochtli (o deus-colibri asteca do fogo, da guerra e senhor dos guerreiros que foram mortos em batalha)


Xipe Totec (o deus asteca dos ferreiros, da morte e da vida, é o “Senhor dos Esfolados”, que fez um esfolamento do próprio corpo para alimentar a humanidade)



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GOLACHAB


Evolução requer equilíbrio, e uma aparente virtude em excesso pode atrasar ou estagnar todo o trabalho. A disciplina é uma grande virtude de Geburah, porém quando em excesso ela se torna escravidão, e na guerra motivada por puro egoísmo e ódio, seus combatentes cegamente “disciplinados” são meros “bonecos do sistema”, passíveis de serem substituídos por outros, marionetes manipuladas por promessas ilusórias, servindo vontades geralmente perversas. As manifestações gratuitas de crueldade, ódio, ira, tirania e destruição inútil atrasam a evolução, embotam a consciência e conduzem ao inflamado círculo infernal marciano: Golachab, cujo significado é “Incendiários”, os destruidores até daquilo que é útil e necessário. O ódio impetuoso, a vingança caprichosa e egoísta, a inveja, a traição, a discórdia, a dor e a violência destrutiva incendeiam e consomem seus perpetradores, cada vez mais imersos no magma qliphótico. É um plano e estado nos quais a mente está escravizada ao grosseiro cientificismo destrutivo e maléfico, aos desejos impetuosos, aos impulsos animalescos de destruição e dominação irracionais, à tortura e ao desespero crescentes. O arquidemônio de Golachab é Asmodeus (demônio persa), o perverso espírito dos impulsos animalescos descontrolados, espírito tentador fornicário de paixões baixas e destrutivas e do assassino passional. É considerado o construtor (não o arquiteto) do Templo de Salomão, construindo-o sem a utilização de nenhuma ferramenta. Os “Incendiários” são vistos hoje em dia na própria evolução da ciência tecnológica de guerra, embora seja também um termo metafórico sugerindo os ímpetos de uma humanidade desumana cheia de ódio e desejo de possuir e matar. O progresso lamentável da engenharia bélica nos deu excelentes presentes explosivos, armas e bombas incendiárias de alto poder destrutivo em pequena e larga escala, utilizadas ampla e horrivelmente. A Guerra Santa de hoje, altamente equipada para assassinar, destrói cegamente em nome de ideais espúrios, mas também sustenta a indústria armamentista que depende das guerras. A conspiração armamentista lucra com as guerras planejadas em um círculo vicioso e desgraçado de destruição, reconstrução, mais destruição, outra reconstrução... Essas guerras são meros jogos que visam à posse alheia, à dominação e ao lucro extremo. Assim, o poder de Golachab é claramente manifesto no mundo. Infelizmente, a Guerra Santa e a Jihad devem ser o resultado da conspiração armamentista e da má intepretação de livros sagrados, um entendimento equivocado, ou conveniente. A “submissão” (islam) a uma suposta vontade de um Deus patriarcal levou muitos fiéis ao equivoco da Guerra Santa e dos maus tratos com as mulheres. O significado de luta e esforço espirituais da Jihad agora é pretexto para violências, guerras, terrorismo, assassinatos e suicídios. A Santa Inquisição, e as perseguições religiosas agressivas e desrespeitosas que ainda persistem são também evidentes demonstrações das forças maléficas da Qlipha de Marte. O terrível poder qliphótico, que corre no sangue de indivíduos degradados e receptivos, fatalmente criou o monoteísmo distorcido, o patriarcalismo com seu Deus autoritário, opressor, iracundo e caprichoso. E os indivíduos de mente fraca e estreita que se submetem a tal poder são verdadeiros escravos de Golachab, de corpo e alma, e certamente não estão cumprindo a vontade de nenhum Deus que se preze. Toda essa perversão de Marte constitui a Qlipha Golachab, incluindo o mau uso da ciência. A ciência materialista ortodoxa novamente se complica por falta de uma consciência mais expandida e mais espiritualizada para uma utilização mais harmoniosa da tecnologia. O conhecimento de Geburah apenas se manifesta em uma porcentagem pequena no mundo científico. Pequena e muito deturpada, materializada e limitada em suas aplicações para a evolução mental e espiritual da raça humana. A ciência tecnológica é de fato avançada e moderna, mas podemos perceber também a vida tornou-se artificial e mecanicista demais e a sociedade adoeceu sem saber, atrofiou-se com as “facilidades” da tecnologia, chegando mesmo a perecer uma sociedade de aleijados psicomentais e espirituais. Os humanos se iludiram muito pelo maquinismo tecnológico e se desumanizaram, estão sendo substituídos por máquinas, causando assim um grande problema socioeconômico e uma grosseria no comportamento humano, desmantelando seu caráter. O preço a se pagar por tal desatino cientificista é a dor e a opressão marcianas da densa tecnologia que evolui, mas que também faz involuir a humanidade, que se torna escrava inconsciente e mecanóide do ferro e de sua era tenebrosa. E as influências marcianas mais densas são facilmente percebidas nos confins mais fechados, sombrios, ruidosos e muitas vezes quentes das indústrias metalúrgicas, químicas e farmacêuticas, de altos riscos ambientais. Mas é claro que não é só isso. Obviamente a tecnologia tem sua utilidade, mas é menor se comparada aos graves problemas causados à mente humana, à saúde, à economia e ao mundo natural. E é inegável o fato de que existe uma guerra tecnológica e uma grande disseminação da degradação, da discórdia e do mal deliberado por meios informatizados. A ciência deveria evoluir juntamente com a espiritualização da consciência humana. Mas não é o que ocorre. Parece mesmo que o que mais temos é um excesso de tecnologia para aborrecer e prejudicar. Há um grande desequilíbrio, e os poderes de Geburah é que se encarregarão de ajustá-lo.


Arquétipos de Geburah:


Os arquétipos qliphóticos de Marte.


Erínias (as deusas punitivas da vingança e do ódio, violadoras das leis morais)


Keres (as deusas gregas bestiais da morte violenta nos campos de guerra, estão sempre lutando entre si e se alimentam do sangue das vítimas)


Éris (a deusa grega da discórdia, da confusão, do ódio e da morte violenta)


Fúrias (as deusas romanas equivalentes às Erínias)


Discórdia (a deusa romana equivalente a Éris)


Surtur (o deus escandinavo do fogo e da destruição, rei dos filhos malignos de Muspel, o gigante do fogo)


Loki (o deus escandinavo do fogo, do caos e da destruição, é inteligente, astuto e calculista)


Fenris (o lobo escandinavo da fúria, da violência e da destruição)


Gibil (o deus sumeriano do fogo, do sangue, da morte e da destruição)


Samael (o anjo hebreu da morte, da destruição e das paixões violentas)


Azazel (o demônio hebreu da guerra, das armas e das paixões violentas, regente das injustiças no mundo dos homens)


Pele (a deusa polinésia dos vulcões, do fogo, das paixões violentas, da vingança e da guerra)


Andras (o demônio goético da discórdia, dos crimes de guerra e da morte violenta)


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Alguns Símbolos da Esfera Geburah/Golachab:


Alguns símbolos de Marte utilizados na Cabala são a espada, o açoite, a corrente, a rosa de cinco pétalas e o pentagrama. A espada representa destruição, a eliminação do inútil e desnecessário, a justiça e também a morte violenta; serve para banir e invocar, é um símbolo de divisão e análise, do raciocínio e da mente. O açoite simboliza a severidade da Lei e da Ordem, a dor das ações kármicas e do ascetismo iniciático. A corrente partilha de alguns significados do açoite. A rosa de cinco pétalas é o espírito renascido após os padecimentos da vida e do carma doloroso criado no passado. O pentagrama é um símbolo cabalístico da magia e também um antigo símbolo pagão, representando os quatro Elementos e o Espírito; de ponta cabeça expressa as forças cósmicas descendo para a Terra, sendo atraídas para o magista, e não o Diabo.




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Quarta Sephira e sua Qlipha


( Chesed – Gha´Agsheklah )




CHESED


Chesed é “Misericórdia”. Seu outro nome é Gedulah, “Grandeza”. A quarta Sephira é o plano nirvanico, ou brahmânico, o plano no qual o abstrato começa a se concretizar nas ideias arquetípicas espirituais. É a Consciência Abstrata essencial do universo que organiza, que idealiza a Criação, é o Demiurgo (Ialdabaoth) que molda a Matéria divina e a distribui no universo. Isso constitui o processo criativo da Manifestação já planejada com todas as ideias “arquitetônicas” divinas e suas Leis organizadas. O Demiurgo Arquiteto de Chesed faz com que o universo se desenvolva continuamente e harmoniosamente em todas as direções, expandindo-se. O nome divino da Esfera de Júpiter, como é chamada Chesed, é El, e significa “Deus”. Seu Arcanjo é Tzadkiel, a “Justiça de Deus”, é a força da justiça legislativa cósmica, com domínio supremo sobre a Criação e sobre tudo no universo manifestado. Tdzadkiel é o Grande Senhor da Benevolência e proporciona calma, certeza e segurança espirituais. O Coro dos Chasmalim, que significa “Seres Brilhantes”, é o princípio abstrato da Criação, o divino ideal arquetípico que impulsiona e expande a criação das formas da natureza, e está sob a regência de Tzadkiel. Chesed é o plano do Grande Arquiteto, o “Artíficie” do Universo, no qual o Adepto funciona em seu corpo nirvânico, ou corpo átmico superior, em um profundo estado místico de absorção no Cosmos e com a visão da verdade e do amor do Criador, Brahma. O Iniciado vive a experiência do amor, da misericórdia e da grandeza que criam, preservam e expandem o universo manifestado, com a visão pura das divinas ideias arquetípicas e “arquitetônicas” da Mente Divina. O corpo nirvânico possibilita a Adepto vivenciar sua consciência em toda a sua plenitude, livre de tudo o que é inútil, liberto da roda viciosa da vida, nascimento, morte e reencarnação, o ciclo que gera carma. Portanto, aqui a mônada individual autoconsciente está livre do carma evolutivo e do sofrimento involutivo nos planos inferiores da natureza; o Adepto está “isento” do carma, livre da Roda do Samsara. Não há qualquer obrigação divina ou necessidade evolutiva de se reencarnar, se for sua vontade, pois tal processo já se tornou completamente sem valor ou significado para si mesmo. No nível inferior do universo, quer dizer, o mundo humano comum e corrente, Chesed tem sua influência no todo da personalidade humana por meio do ego. Este é o elemento da psique mais consciente, organizado com seus pensamentos, lembranças e memórias, emoções, as percepções do mundo, etc., filtrados e selecionados conforme a conveniência pessoal e o grau evolutivo da atual encarnação, com seus desatinos, idiossincrasias, qualidades, etc., peculiares da personalidade. O ego é também o controlador da mente ordinária, da consciência de vigília, mesmo que as pessoas não saibam. O indivíduo mais consciente de seus processos psicológicos, de suas ações e reações, dos sentimentos bons ou ruins, simpatias e antipatias, pode desenvolver virtudes que o farão evoluir mais rapidamente e ficar mais receptivo às influências de Chesed-Júpiter. Temperança, caridade, justiça e misericórdia praticadas com consciência e discernimento elevam o ego mais próximo da sua essência espiritual. Além de desenvolver as virtudes jupiterianas, o ser humano que quer evoluir deve ainda exercer o senso de justiça impessoal e de equidade, estudar o caráter, desenvolver a ordem, o senso de honra, realizar trabalhos para a aquisição de paz interior e satisfação espiritual, realizar obras de caridade com certo discernimento, fazer trabalhos para a prosperidade, organizar métodos de estudo de educação esotérica, adquirir poder e força física de maneira equilibrada com o desenvolvimento espiritual, sem obsessão ou fanatismo.


O número de Chesed-Júpiter é 4 (quatro), o número da base sólida e racional da Criação. É o número da esfinge (que contém em si os quatro Elementos), do espaço terrestre, dos quatro quadrantes e dos quatro pilares do conhecimento humano (Ciência, Religião, Filosofia e Arte). Expressa a estabilidade e a Obra realizada; é a chave dos segredos da natureza. Quatro também é o número da pirâmide com seus quatro lados, que simbolizam as energias elementais descendentes que fluem para o universo manifestado, expandindo-se e espalhando-se até a base material, sendo seu ápice a própria Divindade da qual essas forças emanam. Todos os quatro do Tarô estão na quarta Sephira, Chesed, e geralmente representam a realização de algo, a conclusão de qualquer trabalho ou ação. O quatro de paus representa trabalho perfeito e concluído; o quatro de copas expressa prazer excessivo, sucesso com alguma ansiedade; o quatro de espadas é descanso após a luta; e o quatro de discos representa poder material, sucesso material imediato e ordem. A cor de Esfera de Chesed é o azul, a cor do céu imenso, limpo e claro. Reflete elevação espiritual, amor, lealdade, alegria e os grandes ideais. Irradia paz e uma sensação de expansão e amplitude. Astrologicamente, o planeta Júpiter (Tzedeq, em hebraico) rege os signos de Peixes e Sagitário. Peixes manifesta-se como atividade expansiva, como multiplicação da vida e crescimento, como livre expansão da alma manifesta na Criação. Sagitário manifesta-se como poder de união, de fusão, de ligação entre mente divina e a intuição no Eu Superior ou na mônada individual autoconsciente. No nosso mundo terráqueo podemos ver as influências jupiterianas de Chesed em palácios, grandes castelos, imponentes catedrais, metrópoles, grandes e majestosos teatros, tribunais, bancos, restaurantes finos, grandes cordilheiras, montanhas enormes e verdes.


Arquétipos de Chesed:


Em Chesed temos os arquétipos paternais e patriarcais e os deuses da riqueza e da bondade, da justiça, da ordem, da força.


Zeus (o deus grego do céu e do trovão, da ordem e da justiça, criador generoso e bondoso)


Plutus (o deus grego da abundância e das riquezas materiais, portador da cornucópia da riqueza e da fartura)


Júpiter ou Jove (o deus romano equivalente a Zeus)


Ptah (o deus egípcio bondoso e generoso, criador e preservador, deus da sabedoria e da vida)


Amon ou Amen (o deus-carneiro egípcio da verdade, da justiça, da força e da vida, criador e preservador do mundo, um aspecto do deus Ptah)


Khnum ou Chnoufis (o deus-carneiro egípcio criador, artíficie modelador do universo, outro aspecto de Ptah)


Indra (o deus hindu do trovão e do céu, criador generoso, preservador da vida e protetor da humanidade, é um aspecto de Brahma)


Brahma (o deus hindu do céu, criador e sustentador do universo)


Thor (o deus escandinavo do céu, do trovão, do raio e da coragem, deus da prosperidade e das riquezas e protetor da humanidade)


Taranis (o deus celta do trovão e do céu, criador e sustentador da vida)


Dagda (o deus celta da sabedoria, da riqueza e da prosperidade, com seu caldeirão sem fundo provê alimento e fartura para todos os seres)


Marduk ou Bel (o deus sumeriano do céu, do trovão, da riqueza e da fartura, deus criador e sustentador do mundo e protetor da humanidade)


Tlaloc (o deus asteca do céu, do trovão e das chuvas, criador e preservador do mundo, provedor de sucesso e abundância)


Tangaroa (o deus maori do céu, do trovão e dos mares, criador generoso, deus da vida e da riqueza, deus supremo de todos os seres)


Tupã ou Caramuru (o deus tupi do céu, do trovão, criador e sustentador do mundo e de todas as criaturas)



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GHA´AGSHEKLAH


Expressam os vícios e desequilíbrios de Júpiter, que se manifestam em muitos indivíduos receptivos. Os indivíduos perversamente egoístas são seres muito desequilibrados nos quais predominam os vícios da Sephira jupiteriana. A hipocrisia é um tipo de egoísmo comum predominante nas grandes religiões de massa e entre seus seguidores, até mesmo entre aqueles não-praticantes. É um descarado fingimento de virtudes, devoção religiosa e moralismo inútil. Os hipócritas se escoram no pedestal de um falso Deus criado à imagem e semelhança deles mesmos e se eximem de qualquer responsabilidade quanto aos seus atos, condenando nos outros o que eles mesmos gostariam muito de fazer, ou realmente fazem às escondidas. Para os hipócritas, tudo “é a vontade de Deus” (quando não é do Diabo), crendo-se sempre muito fiéis, corretos e bondosos. Mas um hipócrita no comando de alguma organização ou instituição se torna ainda um tirano. Sua hipocrisia pode se manter em segurança e ele se pões a fazer coisas que sempre gostaria, mas proíbe, julga e condena seus seguidores ou subordinados. A bondosa e equilibrada autoridade de Chesed torna-se opressora, vaidosa e gananciosa, e o tirano apenas quer sua vontade cumprida, seja lá como for, cometendo o maior de todos os atos de desrespeito, com violência e crueldade: a violação do livre-arbítrio e do livre pensar. Por outro lado, a cega obediência a uma autoridade déspota transforma o ser humano em escravo temerário e passivo, um fanático incapaz de ver por detrás das aparências, de avançar em busca da verdade e da sabedoria, incapaz de pensar por si mesmo e de questionar, acomodando-se simplesmente à condição miseravelmente imposta por seu algoz ditador. O mesmo acontece com a misericórdia excessiva que torna o indivíduo covarde, fraco, sem autoridade sobre si mesmo e sem discernimento. Tais vícios e defeitos são manifestações evidentes da Qlipha de Chesed, o lado sinistro da Sephira: Gha`Agsheklah. Gha´Agsheklah significa “Transgressores”, “Perturbadores”, e são as forças que causam estagnação, passividade diante de problemas que devem ser resolvidos, passividade e inação diante do mal, da corrupção e da perversidade. Nessa Qlipha, o indivíduo degradado permanece em um estado no qual sua consciência está obscurecida pela escória kármica criada por sua própria mente grosseira e atrasada ao longo de muitas encarnações. Ele é um “transgressor” e “perturbador” porque transgrediu as Leis da evolução da consciência e vive em meio aos demônios “perturbadores” que ele mesmo criou. O amor verdadeiro de Chesed se torna sentimentalismo passivo e indolente, e a misericórdia que deveria trazer paz de espírito se transforma em atos de covardia e permissividade em uns e indulgência hipócrita em outros. A Esfera qliphótica de Júpiter é o círculo infernal da opressão, da tirania, do poder patriarcal abusivo, da escravidão dos covardes, do fanatismo, da hipocrisia, da gula e da ostentação, em que reina a anarquia, a desordem e a perdição. Gha´Agsheklah é o centro do abuso patriarcal político e religioso. De fato, a religião, a política e a ciência são praticamente idênticas em seus procedimentos para “solucionar” (ou criar) problemas de várias ordens. A política faz e desfaz, cria leis e proibições inúteis ou desfavoráveis, mas favorece a si mesma, conforme sua conveniência e capricho; a ciência igualmente cria novas teorias e conceitos, mas ignoram outros, encaixando forçosamente as coisas em seus padrões intocáveis, nomeia e elege planetas, mas rebaixa outros, tudo conforme sua conveniência; e a religião cria novos santos e dogmas e amaldiçoa outros, determina o que é de Deus e o que é do Diabo, também conforme sua conveniência. E, assim, o mundo se complica e os seres humanos são feitos marionetes do sistema. Sob o fluxo livre e fácil da força dessa Qlipha, as grandes religiões patriarcais tornaram-se grandes e lucrativos negócios financeiros, além de, até certo ponto, exercerem alguma autoridade política. Seus dirigentes velhacos gananciosamente sempre querendo mais e mais, escravizaram os seus fiéis de mente estreita que pagam por salvação, e exige-lhes somas em dinheiro para “a Gloria de Deus”. O cifrão foi adotado como o principal símbolo da religião judaico-cristã, um símbolo fortíssimo apenas para as transações financeiras dos falsos religiosos que perderam o verdadeiro sentido espiritual. A religião patriarcal judaica muitas vezes parece condicionada dentro de proibições, regras ultrapassadas e obrigações fortemente materiais. Não busca a experiência metafísica do espírito, a expansão real da consciência; seu misticismo procura se ater ao estudo teórico e intelectual da Torá e de outros livros. Assim, as “ovelhas” das grandes religiões de massa vivem em grande pompa e vaidade, mas, infelizmente, sem a verdadeira espiritualidade de Chesed. Chesed também rege a prosperidade, a abundância e a fartura. Sua Qlipha representa os excessos de pólos opostos: o esbanjamento e o desperdício, e a miséria e a fome. A fome, se não for sanada devidamente pode levar o indivíduo à gula incurável quando tiver a oportunidade para tal. O vício da gula é digno de nota, pois seu poder sempre causa problemas físicos e psicológicos, muitas vezes de difícil solução, fazendo com que o escravo da boca morra lentamente. E como é natural, após o “prazer” vem a dor. E as pessoas ainda vivem resmungando depois de cometerem seus desatinos e excessos. Apesar da fome em muitos lugares do mundo, há uma infinidade dos mais variados produtos alimentícios no mundo e um grande desperdício. A indústria alimentícia parece lutar para contra nossos estômagos e paladares. Os alimentos naturais e livres de químicas são os mais caros, enquanto uma avalanche de produtos industrializados com todo tipo de aditivo insalubre cerca as pessoas por todos os lados. Contudo, as pessoas buscam se intoxicar com o excesso de tais alimentos que são muito atrativos e saborosos devido aos produtos químicos. A própria sociedade conspira contra si mesma quando se ilude com os infinitos comerciais surreais da TV; as pessoas não sabem que são elas mesmas os “sócios” que financiam a insalubridade alimentícia. Assim, a enfermidade se instala e as pessoas não entendem por que estão doentes. Os efeitos são cumulativos e só após um certo período é que se faz sentir os sintomas. Então, as pessoas se “envolvem” com a indústria farmacêutica porque a indústria alimentícia já as “encaminhou”. Enfim, pode ser apenas mais uma conspiração entre tantas outras que visam ao domínio e ao lucro extremo a qualquer preço. Com a abundância qliphótica de Júpiter, ou seja, com o aumento da quantidade de alimentos industrializados e aditivados, a riqueza cresce nos bolsos de uma minoria que realmente não se importa com a saúde de ninguém. Como Chesed é a Esfera da riqueza, da abundância, da prosperidade, do conforte, do bem-estar, sua Qlipha influencia o ser humano fraco por meio das maravilhas materiais do mundo, iludindo-o e tornando-o um foco de desperdício energético e material, sempre muito ansioso para ser visto e notado em sua ostentação vazia e desnecessária, envaidecendo-se miseravelmente em sua existência perdulária e impulsiva, sem inteligência ou consciência, sem força de caráter, sem compreensão, sem evolução. Podemos observar na face da Terra todas essas manifestações inferiores instigadas pelo arquidemônio dessa Qlipha: Astaroth (o mesmo nome da deusa fenícia), o espírito da ostentação, da indolência e da vaidade ilusória, grande tesoureiro do inferno e regente das ciências acadêmicas mal aplicadas.


Arquétipos de Gha´Agsheklah:


Mammon (o deus fenício da riqueza, da opulência, da avareza financeira e da ganância)


Zagam (o deus hebreu da farsa, da falsificação e das fraudes financeiras e políticas)


Limos (o demônio grego da miséria, da fome e da escassez)


Behemoth (o demônio hebreu dos prazeres dos prazeres animalescos do paladar, da glutonaria, da obesidade e do desperdício)


Tântalo (o semideus grego da gula e da fome, roubou o néctar dos deuses e foi condenado a um suplício para sofrer a fome e a sede)


Minotauro (o deus grego da opressão e da gula insaciável, uma besta com cabeça de touro que se alimenta de carne humana, encarcerado em um labirinto)


Fraude (a deusa romana da fraude, das farsas e da ilusão das aparências)


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Alguns Símbolos da Esfera Chesed/Gha´Agsheklah:


Alguns símbolos de Júpiter são: a suástica, o cajado ou o cetro, o orbe e a pirâmide. A suástica é uma cruz muito mais antiga do que o nazismo, e representa o movimento de expansão ou contração do universo; é um símbolo da boa sorte, da alegria e da saúde. O cajado e o cetro simbolizam a autoridade e sabedoria espirituais do iniciado e o poder do magista, assim como é a muleta do sábio ancião no fim de sua existência; pode também ser usado como instrumento de autoritarismo e opressão. O orbe é o globo do mundo representando o poder e o domínio sobre as forças materiais e sobre si mesmo. Sobre a pirâmide muito se tem falado, porém não vamos nos estender em discussões polêmicas. Para os nossos propósitos neste estudo, basta dizer que a pirâmide expressa as forças cósmicas expandindo-se e “descendo” para a Terra (e tem também essa finalidade), e simboliza os Mistérios, a Iniciação e o próprio universo – ou seja, a Obra concluída – constituído pelos quatro Elementos (metafisicamente) regidos pelo Espírito Arquiteto.




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A Esfera Não-Numerada


( Daath )


Daath significa “Conhecimento” e é considerada uma Sephira – e também uma Qlipha – “invisível”, não aparecendo na maioria das ilustrações da Árvore da Vida. Quando aparece, é representada por detrás do Caminho da Grande Sacerdotisa, no Pilar do Equilíbrio, de forma sutil e não numerada. Pode ser considerada o Trigésimo Terceiro Caminho da Árvore da Vida e da Morte, pois está além dos 32 Caminhos conhecidos. Daath não possui nome divino, Arcanjo ou Coro Angélico, e surge, no processo da Criação, das energias de Chokmah, a Sephira 2, e Binah, a Sephira 3, que estão no Triângulo Superior da Árvore, além do Véu do Abismo, onde se situa Daath. É o conhecimento que deverá se tornar Sabedoria (Chokmah) por meio da compreensão (Binah). É o Conhecimento do Abismo Cósmico, o Conhecimento do Bem e do Mal, que é o segredo da Criação manifesta. Estar em Daath e permanecer isento de compreensão ainda ilude e aprisiona, mesmo que imperceptivelmente, na cela da falsa teologia, da falsa deificação de si mesmo, pois Daath contém todo o conhecimento cru do universo manifestado, a Ilusão do real como uma amálgama de todas as Sephiroth e Qliphoth, uma dimensão de loucura dispersa para todos os lados. Para Daath, são convergidas todas as Sephiroth e todas as Qliphoth, do mesmo modo que para Tiphareth (Jehovah Aloah Va Daath) são convergidas as forças das Sephiroth. Sob esse prisma, Daath é a porta para o lado reverso da Árvore, o universo B, é um portal entre as “duas” Árvores, que na verdade são uma: a árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (Otz Daath). Daath é a própria semente que contém a Árvore do Conhecimento, que contém o universo; é a semente da planta que é néctar ou veneno. Seguindo tal raciocínio, a semente é como um holograma, contendo em si o todo, a informação do todo e qualquer parte do todo. Assim, Daath é o grande holograma do universo A e do universo B, ou seja, sephirótico e qliphótico. Trata-se de um plano de transição do universo “real” (Ilusão) para o potencial (Real) na Árvore Sephirótica, onde o tempo não existe. O Iniciado só conseguirá realizar essa transição se tiver uma vontade verdadeira e forte e todos os seus elementos em perfeito equilíbrio e completamente purificado das escórias de suas encarnações na Terra, pois ele deverá ter uma visão extremamente clara e capaz de distinguir a Realidade da confusão ilusória. Poderá “filtrar” toda a energia de Daath com discernimento espiritual e não ser vítima do conhecimento falso, da distorção e da insanidade. Daath é a ponte pênsil que liga ao supremo plano espiritual, mas também é o calabouço do condenado que sempre vacila, pois o indivíduo não preparado se perderá desesperadamente na corrente caótica, ficando cativo em seu labirinto insano e tendo sua consciência devorada pelo arquidemônio enochiano Choronzon, o senhor da dispersão e do conhecimento falso e confuso, o senhor de Daath. A influência de Choronzon no mundo causa a confusão da grande massa de força humana fragmentada que se dispersa, voltando-se depois contra cada indivíduo que então se perde e se desorienta na vida, em vez de uma concentração para o progresso de cada um e da vida no planeta. Estudando Daath, a conclusão a que se pode chegar é que toda a existência manifesta abaixo do Abismo Cósmico (abaixo de Daath), a matéria-energia, o tempo-espaço, são ilusões criadas pela Mente Divina. É como um jogo, uma brincadeira que pode até parecer de mau gosto, se formos refletir bem. Mas deveríamos aprender a “brincar”, já que somos também ilusão em um universo de ilusão cujo objetivo final é o despertar da consciência espiritual e nossa retirada vitoriosa desse jogo aparentemente (e realmente) perigoso e assustador. Para se cruzar Daath, é preciso que o indivíduo seja perfeitamente resolvido psicologicamente e que possua todas as virtudes morais e espirituais possíveis, e uma das mais difíceis dessas virtudes é o total desapego. Trata-se de uma fase do caminho espiritual extremamente crítica e delicada, em que todas as dúvidas e medos já deveriam estar eliminados definitivamente. Apesar de ser uma “falsa” Sephira ou uma Sephira sem número, ou uma não-Sephira e não-Qlipha, pode-se atribuir a essa Esfera o número 11 (onze). Onze é o número da Magia e das transformações e, consequentemente, da Ilusão. Expressa a dualidade da Manifestação e a Árvore dupla, pois 1+1 = 2, ou seja, a Árvore Sephirótica (10) mais uma (1), que por sua vez possui mais uma Árvore (10) que possui mais uma (1)... e assim por diante, em um ciclo dual alternante que se completa (10) e recomeça (1); é como um sistema de código binário. Onze é o número das dez Sephiroth mais uma Sephira falsa, e das dez Qliphoth mais a Qlipha falsa: Daath.


A cor de Daath é um cinza-prata violáceo meio indefinido, porque o falso conhecimento é cinza, indefinido, uma mistura de luz e trevas, branco e preto, bem e mal, alegria e desespero, prazer e dor, alegria e trevas, paz e sombras, branco e mal, bem e dor, desespero e deus, prazer e demônio, amor e mal, branco e ódio, amor e ódio, desejo e discórdia (Eros e Éris, o amor erótico e a discórdia que muitas vezes se origina no desejo), etc. Enfim, um verdadeiro caos. Daath é representada astronomicamente e astrologicamente pelo sistema estelar binário de Sírius (Sothis ou Sopdet), da constelação do Cão Maior, que no Egito antigo era simbolizada graficamente por um triângulo isósceles e uma estrela estilizada. Está a oito anos-luz e é uma estrela dupla, Sírius A e Sírius B, sendo esta última chamada também de Po-Tolo pela primitiva tribo africana dogon que já a conhecia em detalhes muito antes de ser descoberta por meio de potentes telescópios em 1862. Segundo os dogons, esse e outros conhecimentos foram trazidos por seres alienígenas chamados nommos, conhecidos como homens-peixes. No Egito, Sothis era vista ao amanhecer juntamente com o Sol e a inundação do rio Nilo, marcando assim o início do ano egípcio com o forte calor do verão. Sírius significa “brilhante” (do latim sirius e do grego seirios), e era também a grande estrela da Iniciação e dos Mistérios. Eis aqui um fato para reflexão à luz da analogia simbólica. O planeta Urano também passou a ser uma representação astrológica de Daath, após sua descoberta no século XVIII. Urano é co-regente de Aquário e sua força é revolucionária e caótica, é energia destrutiva para os despreparados e conformados, pois sua força quebra tabus e impele à evolução drasticamente de maneira perturbadora e com determinação. Mudanças fortes e às vezes súbitas, ocorrem no indivíduo e no mundo por meio da influência de Urano, mesmo que tal mudança cause catástrofes e destrua a ordem estabelecida.
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Arquétipos de Daath:


Urano (o deus grego Urano é um correspondente mitológico de Daath. )


Janus (o deus romano que possui dois rostos opostos, olhando para lados contrários. Janus é o deus da dualidade, que olha para o passado e para o futuro ao mesmo tempo, que busca conhecer tudo, seja bom ou mau. Janus é a “porta” para a vida e para a morte, para a lucidez e para a loucura, para o bem e para o mal.)


Set (o deus egípcio Set, também associado a Sephira Binah.)


Éris


Eros


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Alguns Símbolos de Daath:


Alguns dos símbolos mais interessantes e significativos de Daath são o calabouço, a cela de hospício, a casa maluca, o labirinto, o cubo mágico, a semente, o holograma, o espelho (de Alice), a toca do coelho, a cabeça de Janus, o relógio mecânico, a “oficina do Diabo”, o palhaço, a máquina do tempo, a caixa de Pandora, o código binário, o cérebro, o disco rígido do computador, a torre de Babel, o navio fantasma. Além dos símbolos citados (alguns principais) e das atribuições astrológicas e astronômicas, podemos considerar todos os símbolos possíveis para Daath, os antigos e os modernos, os sagrados e os profanos, os concretos e os abstratos, infinitamente, bem como (paradoxalmente) desconsiderar qualquer símbolo também. Pelo que precede, Daath pode ser considerada como o centro principal da magia do caos ou caoísmo, que é um sistema não muito sistemático no qual cada magista faz seu próprio sistema. Na magia do caos o mais importante é a experiência individual (como em qualquer outro sistema ocultista), a busca pelos estados alterados de consciência, o desenvolvimento pessoal e a responsabilidade ou irresponsabilidade pelos seus seus resultados. Crenças são adotadas ou criadas à vontade como meios de se atingir determinados fins ou objetivos, podendo ser abandonadas ou substituídas por outras. O magista caótico visa alterar sua própria “realidade” e utiliza tudo o que possa ser útil e funcional para o seu sistema pessoal, como, por exemplo, magia cabalística, xamanismo, magia enochiana, tantrismo, Necronomicon, doutrinas religiosas, magia goética, mitologia, psicologia junguiana, radiônica, tarô, neurologia, fisiologia, biologia, mecânica quântica, ciência acadêmica em geral, plantas enteógenas e psicoativos sintéticos, sigilização, ufologia, música atonal, rock progressivo, filosofia, artes, literatura, poesia, fantasia, ficção científica, teorias, hipóteses, etc. Enfim, tudo pode ser adaptado e utilizado no sistema caótico no qual não há mestres, gurus ou professores, a não ser que o magista queira. Assim como a magia do caos, Daath é um verdadeiro pandemônio que influencia a vida na Terra e as civilizações. Na humanidade, a influência de Daath pode gerar insanidade ou criar gênios encarnados.

Akin Lan Feng
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CABALA pt 3

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:51 pm

Terceira Sephira e sua Qlipha


( Binah – Satariel )



BINAH


A terceira Sephira cabalística, ou Esfera de emanação divina, é Binah, situada no Triângulo Superior da Árvore. Binah significa “Compreenção” e é o plano paranirvânico, está além do assim chamado Nirvana. É o plano da Raiz da Matéria (ou Mulaprakriti, em sânscrito), um plano muito abstrato, próximo do Absoluto. Binah é a Matriz Primordial do universo, o Útero divino que contém tudo o que foi, é e será; é o Receptáculo da Essência Eterna e de toda Matéria, um abstrato Caos homogêneo e original. Por ser muito elevada e abstrata, apenas é possível descrever Binah em termos abstratos sugestivos. É o plano da Não-Substância ainda não modelada, é a Raiz da Substância contida, restringida, ainda não manifestada. Binah é a origem do Cosmos, o Grande Mar de Vida e Morte do universo. Sendo a origem primordial da Matéria, Binah é a doadora da vida, mas ao mesmo tempo é doadora da morte, pois ela limita o fluxo de força para acondicionar a vida na forma, ou seja “aprisionar” o espírito na matéria, no universo manifestado; Binah é o Espirito Santo que desce à Manifestação. Assim como a yoni ou vagina – o principal símbolo de Binah – dá a vida no mundo material, ela também dá a morte para a existência espiritual que encarna na matéria “amarga” e dolorosa que, por sua vez, também morre para libertar o espírito.


O nome divino da Esfera de Binah é Jehovah Elohim, que quer dizer “Senhor Deus” ou “Deuses do Senhor”, e seu Arcanjo é Tzaphkiel, a “Contemplação de Deus”. Tzaphkiel é a força mais primitiva de involução cósmica e humana nos planos da forma, no processo de materialização da Vida. Mas é também responsável pela espiritualização pura do ser humano que a busca por meio da compreensão espiritual e da contemplação do Puro Espírito. Em sua manifestação mais inferior, quer dizer, mais próximo do homem encarnado na Terra, o Arcanjo Tzaphkiel é o criador dos rituais secretos e esotéricos transmitidos aos Adeptos, e é o Senhor do Templo. O Coro Angélico dos Aralim também está sob a regência de Tzaphkiel. Aralim significa “Tronos”, é o princípio espiritual da estrutura básica da Matéria Primordial amorfa na qual a Força primitiva dinâmica de Chokmah tem seu fundamento e fixação para se desenvolver na forma manifesta que será moldada e organizada por Chesed. Pode-se dizer que como trono, Binah entrona Chesed, que é a Sephira seguinte na Árvore e que molda o universo a partir da Matéria-Energia pré-existente em Binah. Na Esfera de Saturno, como é chamada Binah, o Adepto vive um estado místico de absorção na fonte espiritual amorfa de toda a Matéria, e experimenta uma consciência espiritual de mais alto grau na qual compreende a Realidade Absoluta da causa de toda Existência e o próprio fim da Existência, do Tempo e do Espaço. Ele experimenta a visão da dor espiritual suprema e o Mistério da dor, que o conduz a uma compreensão da Matéria Primordial que gera o universo manifestado no plano da forma e o sofrimento e a morte inerentes à própria existência. Em Binah Não há corpo sutil humano ou veículo de manifestação cósmica, mas apenas o espírito individual e amorfo, conscientemente imerso na Raiz do Universo, sem qualquer veículo para velar e obscurecer sua pureza, pois a fonte da Vida e da Vida e da Matéria é pura, e somente a Matéria é maculada em seus níveis mais densos na Criação. Aqui, a mônada está livre e autoconsciente junto de sua Mãe. Binah, ou Marah, outro título da terceira Sephira, está no topo do Pilar da Severidade, e como poder de restringir e condicionar a força do Puro Espírito ela é severa, pois a vida na forma materializada vê sua morte no horizonte. No nascimento já está implícita a morte; a morte da forma, a destruição da própria matéria, seja ela qual for, para que a essência espiritual retorne à sua Origem no Absoluto. Portanto, no processo de densificação do universo, que se condicionará à forma, estão implícitas a dor e a morte, porque a matéria é finita e sofre modificações, e a dor apenas existe nos planos mais densos e para aqueles que tem consciência da dor. Sob o ponto de vista da morte e da dor, que deveriam ser entendidas como algo transcendental, Binah é considerada levianamente como o mal. Sendo a forma e limitação o oposto da força e fluidez, Binah é o par oposto de Chokmah. Binah também é Saturno, o Senhor da Forma e da restrição; Binah é Satã, o “opositor”, Criador e Senhor da Matéria, porém entendidos de maneira muito vulgar e anti-espiritual pelas massas humanas. Satan possivelmente tenha se derivado das palavras sânscritas satata e sanatana, que significam “eterno”, “permanente”, um dos títulos de Shiva (equivalente ao deus egípcio Set), o que faz sentido nesses níveis elevados da manifestação espiritual em Binah e além. Independentemente disso, o bem e o mal surgiram e fazem parte de um único Todo, o Absoluto, seja de forma latente ou manifesta. Aqui, a compreensão (Binah) nos mostra o devido significado das coisas; a compreensão interior, espiritual e verdadeira, e não uma mera racionalização do intelecto-ordinário que transforma o indivíduo em um tolo. Satã-Saturno, assim como Binah, é o criador original da raça humana material com todos os seus instintos naturais, com sua fisiologia e com suas forças subconscientes, e um satanista que se considera autêntico entende isso. Satã-Saturno-Set-Shiva-Shaitan é a fonte da compreensão para o livre-arbítrio e responsabilidade que nos livram da ignorância para que possamos buscar o conhecimento de nossa própria totalidade individual. Mas a teologia considera esse livre-arbítrio uma heresia.


O indivíduo pode sentir algo do poder de Binah por meio de sua vontade exercendo o raciocínio frio, estudando a filosofia oculta e a tanatologia esotérica, executando trabalhos para aquisição de conhecimento e compreensão, exercícios de concentração, trabalhos de asceticismo e reclusão, obras de destruição e morte (espiritual e psicológica), rituais de trevas e invocações das forças trevosas primordiais do cosmos, com consciência e discernimento. Psicologicamente, as trevas incubadoras e criadoras de Binah-Saturno se refletem na psique do indivíduo por meio da, assim chamada, sombra, uma amálgama de todos os instintos primitivos, o terrível e caótico subconsciente. A sombra é a fonte de grande poder criativo e da sabedoria mais profunda da existência, e por isso não deve ser reprimida e sim utilizada para a expansão da consciência e para a evolução individual. É também o mais poderoso, o mais influente e o mais perigoso dos elementos da psique humana e deve ser subjugado e assimilado conscientemente pelo Eu Superior de Tiphareth. Em termos alquímicos, é o Chumbo dos Sábios, a matéria-prima da consciência humana, energia densa, metal pesado que é transmutado no ouro da consciência. Em certo estágio da evolução da consciência, o humano superior já adquiriu as virtudes do silêncio e da seriedade, o que certamente é muito difícil para muita gente. No silêncio está a seriedade, e a concentração para conduzir o crescimento pessoal por meio do estudo, da observação e da continuidade de propósitos no caminho espiritual.
A Sephira Binah tem como expressão numérica o 3 (três), número da criação, conservação e destruição de tudo o que existe. As tríades e trindades são reflexos de Binah, como a unidade ternária espiritual e genética – pai, mãe e filho. O três tem sua representação no processo de inspiração, retenção e expiração; na dimensão do tempo (passado, presente e futuro); nas formas tridimensionais; no ternário atômico (prótons, elétrons e nêutrons), etc. Três é ainda o número da estabilidade, da responsabilidade, da paciência, da inteligência e da seriedade. No Tarô, todos os três têm correspondência com Binah. Representam algo que foi iniciado, a realização de uma ação: o três de paus expressa uma força que foi estabelecida, que pode gerar orgulho e arrogância; o três de copas indica abundância e fartura, etc.; o três de espadas é infortúnio, dor e infelicidade; e o três de discos expressa trabalho material, negócios e disciplina material. A vibração cromática de Binah é o preto, cor primordial das Trevas da criação e destruição, do Grande Útero do universo, do oculto e do espaço cósmico. Poucas pessoas entendem que sem o preto a luz não pode se manifestar, não pode ser visível; sem o contraste de luz e sombras não enxergaríamos nada. O preto também expressa a força da Matéria e da Tradição Mágica, sugere e reflete severidade, respeito e estabilidade psicomental e material, relaxa e descansa os olhos. Entretanto, não é exatamente uma cor e sim ausência de luz, ou seja, ausência de todas as cores. Astrologicamente, a força de Binah está no planeta Saturno (Shabbathai, em hebraico) e sua influência é mais evidente nos signos de Capricórnio e Aquário. Capricórnio expressa as alturas espirituais e a alegria da caminhada iniciática, de volta à Raiz de Tudo. Aquário é a manifestação da profunda inteligência cósmica e da compreensão acerca da origem da existência de tudo no Grande Mar Universal. A sutil manifestação de Saturno-Binah em nosso mundo físico pode ser vista de maneira distribuída em vários lugares, tais como museus de antiguidades, cemitérios, mausoléus, sítios arqueológicos, ruínas, grutas subterrâneas e cavernas, desertos durante a noite, vales rochosos, montanhas solitárias, as profundas águas abissais, qualquer lugar obscuro, silencioso, triste ou relativamente angustiante e assustador.


Arquétipos de Binah:


São os deuses mais antigos, severos, deuses primordiais da sabedoria trevosa, deuses de dor e da morte, deuses terríveis e agressivos, divindades das sombras e do frio. Também podem partilhar das características de Malkuth.


Kronos (o deus grego líder dos titãs, deus antigo do tempo, da morte e da agricultura, devorava seus filhos para não ser destronado)


Tânatos (o deus grego da morte, do frio e das trevas)


Moiras (as deusas gregas primitivas da vida e da morte: Cloto, a “Fiandeira”, que gira o fuso da vida – Láquesis, a “Medidora”, que mede o fio da vida com sua vara – Átropos, a “Inevitável”, que corta o fio com sua tesoura ; regem o destino dos homens e dos deuses)


Saturno (o deus romano equivalente a Kronos)


Parcas (as deusas romanas equivalentes às Moiras)


Sobek ou Sevekh (o deus-crocodilo egípcio das inundações do Nilo, da agricultura, do tempo, da vida e da morte)


Taurt ou Taoer (a deusa-hipopótamo egípcia da Matéria e da Terra, a grande mãe do mundo)


Shiva (o deus hindu da morte, da vida e do tempo, destrói o universo e a Ilusão com a abertura de seu terceiro olho)


Durga ou Gola (a deusa hindu “inacessível”, a origem da Raiz da Matéria e da Ilusão, é um aspecto de Kali)


Ymir (o gigante deus escandinavo do Caos e da Matéria, de cujo corpo foi criado o universo por Odin)


Nornas (as deusas escandinavas da vida e da morte, que vivem sob a árvore Yggdrasil, tecendo o destino dos homens e dos deuses, são as três irmãs, Urd, Verdanti e Skuld)


Tiuamat ou Tehom (a deusa-dragão sumeriana das Águas Primevas, mãe do universo, criadora e destruidora da Raiz da Matéria, seu corpo deu origem ao mundo e ao céu que foram criados por Marduk)


Absu ou Apsu (o deus sumeriano das Águas Abissais do Espaço e de toda Sabedoria, é esposo de Tiamat)


Tezcatlipoca (o deus asteca das trevas, da morte, da matéria e da sabedoria, irmão do deus Quetzalcoatl)


Shaitan ou Iblis (o deus árabe equivalente a Satã)


Po (a deusa polinésia da morte e da vida, das trevas e da Terra, a mãe do Universo)




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SATARIEL


Os vícios da Sephira Binah manifestam-se em sua Qlipha chamada Satariel, que significa “Ocultadores”. O arquidemônio é Lucifuge (demônio romano), “aquele que foge da luz”, espírito ocultador e destruidor dos deuses e de tudo o que é sagrado e divino, causador de deformidades e aberrações da natureza. Satariel é um plano e estado no qual a consciência está ocultada e obscurecida pela completa ignorância. Aqui o silêncio dá lugar a uma espécie de avareza do espírito caracterizada pela retenção excessiva até do que é necessário, ou seja, pela negação do essencial. Isso é algo muito diferente de saber guardar segredo, pois a capacidade silenciar incrementa o magnetismo pessoal e desenvolve a vontade e poder sobre si mesmo. Mesmo que não exista realmente um segredo iniciático em determinados casos, a pessoa é testada quanto a sua lealdade, honradez respeito e poder de vontade. Em Satariel, a ignorância causa o sofrimento incompreensível e o medo irracional do desconhecido, das trevas e da Morte, impossibilitando o entendimento existencial. É o círculo infernal da ignorância, da dissimulação, da falsidade, da blasfêmia, do ascetismo fraudulento, do desrespeito e do materialismo cético. Os “Ocultadors” qliphóticos, as cabeças negras e chifrudas com seus olhos medonhos atrás de véus, derramam sua influência no mundo onde podemos ver seus resultados em todas as religiões que manipulam a fé das massas, que ocultam o conhecimento e a verdade, iludindo a multidão inconsciente que permanece estagnada e acomodada com a farsa de Deus e do Diabo fincada em cada rebanho. Nos Ocultadores, no nosso mundo, dissimulam, propagam a ignorância, difamam tudo o que não se encaixa em seus dogmas e regras e segregam as mentes inteligentes e revolucionarias para que não se “desviem” a manada; criam uma outra Inquisição, moderna, sutil, que é ocultada sob uma falsa moral religiosa e sob os costumes sociais condicionados. Ocultadores são também todos aqueles que fingem, que mentem, que enganam para tirar vantagens de inocentes e ignorantes. Assim são as grandes religiões monoteístas que inventam desgraças onde não deveriam existir, que inventam pecados, proibições e marionetes patéticas como o Diabo dogmático. Tudo bem pronto para ser engolido sem reclamação. Infelizmente, a fé cega, limitada e ignorante em um Deus e um Diabo pessoais que estão sempre em guerra, torna o ser humano indolente, negligente, preguiçoso e espiritualmente imaturo, já que para ele todas as regras morais, sociais e religiosas já foram determinadas, escolhidas e “receitadas” antecipadamente, deixando assim que o devoto acomodado apenas creia, tenha “fé”. Pensar e agir por si mesmo é muito mais difícil, requer inteligência, discernimento, responsabilidade e inquietudes espirituais. Assim, os tolos da fé cega crêem em um Satã que combate Deus e que quer a ruína dos fiéis. Mas se crêem é porque têm fé. Logo, sua fé é, na verdade, dividida entre Deus e Satã, do mesmo modo que estes dois supostamente dividem o domínio do mundo. Entretanto, tudo é culpa de Satã, ou do Diabo, e os fiéis nunca têm culpa de nada, nunca se responsabilizam por seus atos, pensamentos e desejos, por piores que sejam. O pobre Satã carrega toda a culpa das ações arbitrárias da humanidade doente. Sem Satã e seus sequazes, a quem os tolos hipócritas irão culpar pelos males do mundo e de suas vidas? Afinal, o Satã dogmático e caricatural é o principal sustentáculo da cristandade. Por outro lado, existem os declarados (pseudo) satanistas, equivocados, que podem ser comparados àqueles aos quais eles pretendem se opor e agredir. Também “pecaram” em compreender o significado de Satã e corromperam sua imagem do mesmo modo que seus detratores, colocando-o simplesmente em uma condição material, mundana, sem características espirituais e metafísicas, como uma imagem de seus próprios adoradores de mente limitada. Essas pessoas cultuam o mesmo Satã que a teologia amaldiçoa. Qual a suposta superioridade de um ou de outro? Ambos estão equivocados lamentavelmente. As pessoas devem compreender que Satã é Deus. É uma única e mesma força polarizada para criar e manter o equilíbrio cósmico, não podendo jamais um existir sem o outro, pois a luz só pode ser percebida sobre o fundo negro das trevas. Satã é, de fato, o “Adversário”, o opositor que combate a fé cega instituída, os dogmas perniciosos e ultrapassados e a ilusão forjada pelos proprietários da fé. Não tem nada a ver com coisas diabólicas.



Arquétipos de Satariel:


Alguns arquétipos qliphóticos saturninos.


Caronte (o deus grego do inferno, velho barqueiro grotesco, avarento e cruel, que conduz as almas condenadas)


Euronymous (o demônio grego da morte e do inferno, rege a putrefação orgânica e se alimenta de carniça)


Gréias (as deusas gregas da senilidade e da decrepitude, irmãs muito antigas que já nasceram velhas, banguelas e cegas, mas que compartilham um único olho móvel como uma bola de cristal)


Kali (a deusa negra hindu da morte, da destruição e do tempo, de aparência macabra e sanguinária, é um aspecto de Shakti ou Poder de Shiva)


Ravana (o gigante deus hindu do tormento, da morte e das metamorfoses, senhor dos rakshasas, antigos seres malignos antropófagos que frequentam cemitérios e atormentam o homem)


Mara (o demônio budista da ilusão e escravidão materiais, dos vícios, da morte e da destruição)


Carrefour ou Kalfou (o loa vodu das trevas, da destruição, da morte e das encruzilhadas, perigoso senhor dos espíritos sinistros, influencia o ser humano fraco e rege a feiticeira tenebrosa)


Baron Samedhi (o loa vodu dos mortos, dos cemitérios e das encruzilhadas, rege a morte, as trevas e a fertilidade, é obsceno e guarda o conhecimento ancestral dos mortos)


Ghoul (o demônio árabe do deserto, da noite e da morte, monstro vampiresco semelhante a uma hiena, que devora os viajantes do deserto e viola túmulos para se alimentar de carniça.)


Supay (o deus inca da dor, da morte e do inferno)


Camazotz (o deus-morcego das trevas, da morte e da iniciação oculta e trevosa no inferno)


Jasha (o demônio-morcego japonês do rancor e do ódio femininos)


Anhanguera (o deus tupi ancião da morte, da noite e do terror)

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Alguns Símbolos da Esfera Binah/Satariel:


Os símbolos saturninos utilizados na Cabala Draconiana são: a vagina (ou yoni, em sânscrito), o caldeirão, a taça, o triângulo invertido, o túmulo, o sarcófago, a foice, a túnica negra, o crânio e o tambor. O caldeirão e a taça, também abordados na Sephira Yesod, representam aqui o Grande Útero primordial, a fonte de toda a Matéria cósmica. A taça é também Ginnungagap, a Grande Taça da Ilusão dos escandinávios, o Mar do Caos do Espaço Primordial de onde provém toda a Matéria e a Vida; é a vagina da Grande Mãe, Binah. O triângulo invertido é o símbolo equivalente à vagina, ao útero e à taça, além de ser o glifo alquímico da Água ou do Grande Mar. O túmulo e o sarcófago simbolizam, obviamente, a morte ou melhor, a transformação e o retorno à origem primitiva da matéria. São símbolos femininos, já que a morte neste mundo significa renascimento em outro. A foice é outro símbolo de morte e transformação, de passagem e do tempo de todas as coisas. A túnica negra representa o ocultamento, a introspecção e o silêncio. É usada nos trabalhos cabalísticos cerimoniais e na magia de modo geral como um sinal de recolhimento, isolamento da vida mundana e cotidiana. Indica a ideia de segredo e sagrado, de seriedade e concentração no trabalho. O crânio e o tambor são também abordados na Sephira Malkuth. Esses símbolos se associam tanto à Terra quanto à Esfera de Saturno.



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Segunda Sephira e sua Qlipha


( Chokmah – Ghogiel )



CHOKMAH


Chokmah significa “Sabedoria” e seu nome divino é Jah ou Jehovah, o “Senhor”, “Deus”. É a força masculina mais elevada e pura do Cosmos, a primeira manifestação do polo positivo, um poder dinâmico, impetuoso, incontido, representado pelo falo ou linga, o órgão sexual masculino. Mas isso é apenas uma representação, pois não devemos entender essa referência sexual em termos de sensação física ou erótica, mas sim como um fluxo e corrente de energia cósmica positiva. Essa energia será convertida em negativa, gerando a terceira Sephira, Binah, e aí ficará “retida” para que tenha início a formação do universo que se manifestará em níveis de densidade, funcionando sempre em polaridade criadora. Chokmah é o Pai Divino em seu nível mais abstrato e o impulso criador e fecundante do que virá a ser o universo manifestado e material. É um centro de energia dinâmica em ebulição, energia ativa e estimulante em movimento. Chokmah é o plano anupadaka, termo sânscrito que significa “sem pais”, quer dizer, aquele que existe por si mesmo como uma atividade, uma fluidez e desdobramento da Sephira Kether, um fluxo de força de pré-manifestação. Talvez seja relativamente difícil de conceber essas ideias em nossas mentes, mas não há outra maneira de descrever a natureza dessa Sephira. Em Chokmah não há veículo de manifestação ou corpo sutil, pois é um plano ou estado de consciência em que a energia espiritual é pura, amorfa e em movimento. Entretanto, o Iniciado em Chokmah torna-se um Mago verdadeiro e completo, Iluminado, com visão e discernimento espirituais, conhecendo o segredo da polaridade cósmica e o significado espiritual do sexo e da alternância da polaridade nos planos de manifestação. Chokmah é a Esfera do Arcanjo Ratziel, o “Segredo de Deus”, o Arcanjo do Mistério, o Guardião da Sabedoria, a Inteligência diretora da força que impulsiona as descobertas que contribuem para a evolução da humanidade. Ratziel dirige a Roda da Criação, ou seja, o Coro dos Auphanim, mantendo-a em movimento perpétuo, gerando a força, a energia, que flui para criar a forma. Os Auphanim são as inteligências ou anjos das estrelas que animam as constelações, especialmente a roda zodiacal. Psicologicamente, todo Iniciado na Sephira Chokmah deve estar completamente livre das repressões e imune às dissociações psico-patológicas, deve estar com todas as partes da natureza humana e espiritual equilibradas e desobstruídas para que possa fluir essa corrente de força de Chokmah. Essa força é atraída para baixo, para o Adepto, por meio do Tetragrammaton, ou o nome de quatro letras – YHVH (Yod, Heh, Vau, Heh, Jehovah) – para ascender novamente e ser orientada conforme sua vontade. É um trabalho de extrema devoção à Grande Obra, à própria evolução, e sem essa virtude não é possível atingir essas alturas do Espírito.


O número da Sephira Chokmah é 2 (dois), porque Chokmah é o desdobramento da primeira Sephira Kether. Dois é o número da polaridade, dos pares de opostos que regem todo o universo manifestado cujo Pai é o polo positivo da Mãe para qual toda a força de Chokmah é direcionada. Os dois do Tarô estão em Chokmah e expressam o início e o desdobramento de algo. O dois de paus é domínio e poder estável; o dois de copas expressa a força da fluidez e da harmonia entre os opostos em todos os níveis; o dois de espadas representa o equilíbrio das forças, o fim de uma luta e a restauração da paz; e o dois de discos é a expressão dos pares de opostos no plano mais denso e suas mudanças de maneira equilibrada na matéria e nas coisas mundanas. Na Árvore da Vida, a cor de Chokmah é cinza para representar e simbolizar a Luz velada da Unidade, a luz de Keether densificando-se sutilmente em Chokmah. Astrologicamente, Chokmah é a Esfera do Zodíaco (Mazloth, em hebraico), as forças cósmicas que são “filtradas” pelas constelações zodiacais e que se qualificam para influenciar toda a Existência. Essas constelações constituem a Roda do Zodíaco, que é representada graficamente por uma roda com 12 raios. Netuno, após sua descoberta no século XIX, passou também a representar a força dessa segunda Sephira e é co-regente do signo de Peixes. A força netuniana é dinâmica e tempestuosa, sutil e elevada, representa a sabedoria a ser alcançada por todo aquele que está preparado, mas também impulsiona o indivíduo despreparado e não muito evoluído a cometer atos rebeldes e irracionais cujos resultados ele não terá controle.


Arquétipos de Chokmah:


Deuses que tem correspondência com o planeta Netuno, são os deuses masculinos da sabedoria oculta e dos oceanos (entendidos aqui como o Espaço e seu fluxo de força cósmica positiva).


Poseidon (o deus grego rebelde e impetuoso dos oceanos e das tempestades, que preside a fertilidade masculina e a sabedoria oculta)


Netuno (o equivalente deus romano)


Varuna (o equivalente deus hindu)


Niord (o equivalente deus escandinavo)


Ea (o equivalente deus babilônio)


Dagon (o equivalente deus caldeu/hebreu)


Paikea (o equivalente deus maori)


Igigi (o equivalente deus sumeriano, o deus do espaço e das estrelas).



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GHOGIEL


A Qlipha de Chokmah é Ghogiel, os “Estorvadores”, e aqui o indivíduo débil será impedido de avançar em sua evolução, terá obstáculos e será confinado em vez de fluir na força positiva de Chokmah. Seu Arquidemônio é Beelzebub (deus fenício), traduzido como “Senhor das Moscas” ou “Senhor dos Escaravelhos”. É o deus da perseguição e dos obstáculos, que provoca a queda dos reis patriarcais, mas já foi considerado um deus bom, curador, guia das almas e deus dos oráculos. Assim como Jehovah, Baal-Zebud é o “Senhor”, e seu aspecto opressor e estorvador se assemelha com o Jeová de certos fanáticos que distorcem ainda mais o que já está distorcido: os textos bíblicos. Eis aí um verdadeiro estorvo para a liberdade e para a evolução psicomental e espiritual; mais uma influência qliphótica entre tantas. A Bíblia é certamente uma coisa polêmica. Contudo, as pessoas gostam de coisas polêmicas. O “estorvo” de Ghogiel também é manifestado pelas dificuldades inerentes à própria existência mundana e material, os obstáculos e empecilhos que visam barrar lamentavelmente o impulso de vida da maior parcela do mundo com problemas de toda ordem, inclusive os conflitos irracionais e egoístas entre os sexos. O desperdício de energia e suas fontes naturais é outra ação do poder estorvador de Ghogiel, que mina a Terra e nos deixa à mercê de uma falência planetária. Há a alternativa da energia atômica, mas o ser humano ainda não está preparado para usá-la com perfeita segurança, ainda não tem completo domínio sobre essa força extremamente contaminante e perigosa, ficando essa alternativa energética e suas consequências catastróficas sob os domínios qliphóticos de Ghogiel, a força sinistra da Segunda Sephira.


Arquétipos de Ghogiel:


Para além das Esferas de Binah e Satariel na Árvore do Conhecimento, há poucos arquétipos mitológicos que as representam. Chokmah é uma Sephira muito elevada e sutil, energia pura e livre, e sua Qlipha, Ghogiel, chega a representar um sutil entrave para as forças cósmicas e humanas, que pode ser percebido e transcendido. Entretanto podemos associar o Jeová bíblico como seu arquétipo qliphótico, sendo caprichoso, egoísta, ciumento, acusador e repressor.


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Alguns Símbolos de Chokmah/Ghogiel:


Os símbolos utilizados aqui são o cetro e o falo. O cetro é também abordado na Sephira Chesed (Júpiter), que é um desdobramento imediato de Chokmah no Pilar da Misericórdia. O falo (ou linga, em sânscrito) simboliza o princípio masculino abstrato, primordial e espiritual do universo, é a força masculina impetuosa, o fluxo de energia livre em direção ao Receptáculo feminino para gerar a Vida; tem correspondência com o cetro e o cajado.



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Primeira Sephira e sua Qlipha


( Kether – Thaumiel )



KETHER


Kether é a primeira Sephira da Árvore da Vida e quer dizer “Coroa”. Seu nome divino é “Eheieh”, que significa “Eu Serei”, indicando que Kether é a origem de tudo o que será. É a coroa de toda a Criação e a partícula espiritual, a centelha divina pura que coroa o homem. É o plano adi, o “primeiro”, o plano supremo e primordial do Deus Desconhecido, o qual devemos buscar, porque a vida, a matéria – seja lá em que nível de densidade – e nossa personalidade, são efêmeras e transitórias. Apenas nossa centelha divina, que deve se tornar autoconsciente, é imortal. É o plano do Amorfo, do Puro ser Desconhecido, da Existência latente. De Kether tudo surgiu e é para onde tudo retornará, para onde todo o universo manifestado se recolherá após uma evolução cósmica. Mas há uma inteligência em Kether e esta é o Arcanjo Metatron, o “Príncipe das Faces”, que leva a influência do Puro Ser para a manifestação, possibilitando à matéria “aterrar” o Espírito Puro e condiciona-lo na forma, ou seja, conduz o Iniciado até a presença do Supremo Deus, que é a essência de todos os Deuses. A fonte dos Elementos em seu aspecto mais puro e espiritual é o Coro Angélico dos Chaioth ha Qadosh, as “Criaturas Vivas e Sagradas”. Esses Elementos atingem o ápice da materialidade e da atividade na Esfera de Malkuth. A fusão desses Elementos em Kether e sua expansão no processo de Criação tem representação na famosa cruz suástica ou cruz gamada. Assim como Chokmah, tentar falar de Kether de forma objetiva nos leva a ideias aparentemente inconcebíveis em nossas mentes ainda em evolução na matéria densa. Kether é a Unidade Indiferenciada na qual não existe qualquer manifestação dos pares de opostos. É um plano e um estado cósmico de latência das forças positivas e negativas que criam o universo. Kether é uma Sephira indefinível que contém o potencial de toda a Criação visível e invisível. Isso pode ser visto no símbolo taoísta do Yin e Yang, que mostra os dois princípios opostos do Universo contidos um no outro. O taoísmo representa a “natureza” de Kether, que é essa interação latente dos opostos. O Caminho (Tao) do Espírito Divino é a manifestação que só é possível por meio das forças opostas para criar. Portanto, o Tao é o curso da Energia Cósmica Primordial despertada de sua latência (Kether, Yin/Yang); do Tao, ou Kether, surge a consciência divina que funciona em polaridade, “descendo” os níveis de densidade e criando o universo e o mundo em que vivemos. O Taoísmo ensina que em essência a vida deve ser simples, assim como é a essência de Kether; ensina que todos os seres fazem parte da Unidade, que são partículas espirituais do Absoluto. O Tao busca essa reintegração e harmonização com o Espírito Supremo, ou Energia, que sustenta toda a Criação e pode elevar a consciência humana, especialmente do Iniciado. Em Kether, o Iniciado, com plena capacidade de êxito na Grande Obra, sente a eternidade em sua consciência e uma sensação indescritível de que é imortal, compreende profundamente a transitoriedade das coisas, uma compreensão que está além do pensamento humano. Aquele que atinge Kether une-se ao Deus de si mesmo – implicitamente masculino e feminino, mas latente – e torna-se pura autoconsciência espiritual sem qualquer tipo de forma ou veículo de manifestação limitante e condicionante, sem qualquer resquício de matéria, apenas o aprendizado e a sabedoria da evolução.


Kether é a Unidade perfeita e original; logo, é expressa pelo número 1 (um). O um é o ponto, o centro, o princípio, a origem da multiplicidade cósmica, divide-se em dois, meio masculino meio feminino, em uma operação de divisão-somatória, com o surgimento do primeiro par de opostos, as Sephiroth Chokmah e Binah. Todos os ases do Tarô são expressos em Kether, expressões da força primordial e primária dos Elementos. O ás de paus é o Puro Espírito em si mesmo, a origem de tudo; o ás de copas indica o princípio do desdobramento do Puro Espírito e seu direcionamento; o ás de espadas é a força tornada consciente e invocada para o bem ou para o mal; e o ás de discos expressa a força espiritual materializando-se e proporcionando o desfrute das coisas materiais. A cor de Kether é o branco, a cor que não é uma cor e sim a soma de todas as cores, as quais estão invisíveis assim como todas as Sephiroth estão em Kether como sementes ou embriões latentes. O branco reflete todas as cores porque possui todas as cores ou energias, formando a pura luz branca, portanto é a cor da pureza e do Puro Espírito de Kether. Astronomicamente, Plutão representa Kether. Foi descoberto no século XX e sua orbita define o limite extremo de nosso sistema. Não há um consenso quanto a sua qualificação como um planeta, sendo até mesmo considerado um corpo alheio ao sistema solar e que foi capturado pela orbita de Netuno (tal é sua característica trans-planetária, assim como Kether). Sua energia é renovadora, rege o surgimento da vida e seu desaparecimento na morte ou absorção cósmica. É co-regente de Escorpião e rege as mudanças radicais em grande escala, e conduz à Realidade Suprema e à evolução espiritual em seu ápice, com todas as transformações necessárias, nos processos da vida e morte, destruição e renovação.



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THAUMIEL


O Iniciado incapaz de agir no mundo físico e de aprender suas lições adentra inevitavelmente na Qlipha de Kether: Thaumiel, os “Gêmeos de Deus”, as “Forças Combatentes”. Moloch é seu arquidemônio (o deus fenício), o semeador de pestes e o senhor dos sacrifícios de crianças. Mas Moloch nada mais é do que Melek, o “Rei” das Qliphoth. Em Thaumiel, a consciência se desorganiza e se confunde em um lamaçal de incoerências (como em Daath, que está no mesmo Pilar Central que Kether/Thaumiel). A individualidade não adquire coesão, não se diferencia do caos qliphótico e é aniquilada, tornando quase inútil a existência do indivíduo espiritualmente incapacitado que é vítima dessas “Forças Combatentes”, desse caos amorfo. Os “Gêmeos de Deus” são todos os sofrimentos desnecessários no mundo devido à ignorância e à ausência de uma certeza interior da existência de um Poder Supremo acima da Criação e em nós mesmos, pois somos parte desse poder. As “Forças Combatentes” da estupidez – ou teimosia na ignorância – é que impossibilitam a paz de espírito na humanidade que se recusa a aprender a viver e despertar para uma vida superior.


Arquétipos de Thaumiel:


Na mitologia, podemos citar o deus grego Hades e o deus Romano Plutão, ambos também referidos na Esfera Malkuth/Lilith, que é Kether em um arco inferior.


Brahman (deus hindu, o Princípio Espiritual do Universo, o Absoluto, a essência de Brahma)


Aditi (deusa hindu, a Deusa Imanifesta do Espaço Infinito)


Nuit ou Nu (a deusa egípcia equivalente a Aditi, associada também ao Véu de Ain Soph Aur)



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Alguns Símbolos de Kether/Thaumiel:


Os símbolos cabalísticos são, o ponto, a suástica e a coroa. O Ponto é a Primordial Latência Espiritual que irá se diferenciar e expandir; é a origem de Tudo, o Princípio Imanifesto do Universo. A Suástica, também tratada em Chesed, aqui é o primeiro movimento (Primum Mobile) originando-se do ponto para dar início à Criação. A Coroa simboliza o Princípio Espiritual Absoluto, o Rei do Universo em toda a sua abrangência, assim como é a consciência espiritual totalizada do ser humano.

Akin Lan Feng
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CHACRAS

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:52 pm

Escrituras indianas milenares descrevem o corpo do ser humano divido em 5 camadas, ou Koshas.

Annamayakosha (o corpo denso da matéria)
Pranamayakosha (o corpo por onde fluem os canais de energia(Prana), ou Nadís. Onde ficam os Chakras)
Manamayakosha (o corpo mental)
Vijnamaya Kosha (o corpo do conhecimento)
Anandamayakosha (o corpo da bem-aventurança)

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Os Vedas dizem que existem mais de setenta e duas mil Nadís, ou canais por onde fluem o Prana, no ser humano. Existem sete principais pontos em que as Nadís se encontram, chamados de Chakras. Os Chakras se distribuem através de uma Nadí central, chamada Sushumna, localizada da base da coluna até o topo da cabeça.
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Muladhara Chakra: O chakra mais inferior nos seres humanos. É o ligado ao mundo material, existência densa, rege os instintos, a luta pela sobrevivência. É o Chakra mais elevado dos outros animais terrestres. / Sua Cor é o Vermelho. / Seu Elemento é Terra. Muladhara significa “Fundação”, “Raiz”, “suporte”, “Sustentação” / Localização: Pléxo Pélvico, região entre o ânus e os genitais. As três primeiras vértebras base da espinha dorsal. / Grande ativação do 1° aos 7 primeiros anos de vida. / Seu Orgão do Sentido é o Nariz. Seu sentido é o Olfato. / Seu Orgão Motor é o Ânus. / Seu Planeta Regente é Marte (solar, masculino). / Seu Animal é o Elefante. / Seu Som é LAM / A energia em potencial Kundaliní se assenta adormecida 3 voltas e meia ao redor do Muladhara Chakra.

Swadhistana Chakra: Representa o dualismo, as polaridades, as emoções, os desejos e a energia sensual. Rege a reprodução e a criatividade. Representa a fluidez, a alegria, o berço da vida, o sabor e a beleza. Rege as glândulas sexuais. / Sua Cor é o Laranja. / Seu Elemento é Água. / Swadhistana significa “Assento do Eu”, “Lugar-Morada do Ser” / Localização: Plexo Hipogástrico ; genitais. / Grande ativação dos 8 aos 14 anos de vida. / Seu Orgão do Sentido é a Língua. Seu Sentido é o Paladar. / Seu Orgão Motor são os Genitais. / Seu Planeta Regente é Mercúrio (lunar, feminino) / Seu Animal é o Crocodilo. / Seu Som é VAM

Manipura Chakra: Representa o poder, a vitalidade, o ego, a noção de eu, a coragem, a segurança, o controle, o brilho, a auto-estima, a auto-confiança, a agressividade e emoções. Representa a vaidade, o orgulho e a inteligência. Rege os órgãos de ação, como as mãos, os braços, as pernas e os pés. / Manipura significa “Cidade das Jóias” / Sua Cor é o Amarelo. / Seu Elemento é Fogo. / Localização: Plexo Solar ; Plexo Epigástrico ; Umbigo / Grande ativação dos 15 ao 21 anos de vida. / Seu Orgão do Sentido são os Olhos. Seu Sentido é a Visão. / Seu Orgão Motor são os Pés e Pernas. / Seu Planeta Regente é o Sol (solar, masculino) / Seu Animal é o Carneiro e o Leão. / Sua glândula é o pâncreas. / Seu Som é RAM

Anahata Chakra: Representa a compaixão, o sentimento, a consciência, a compreensão, a amorosidade, a satisfação e a empatia. Também representa o ódio, e o repelir o outro. Representa a depressão, a tristeza, a confusão sentimental, instabilidade emocional, imaturidade nos relacionamentos. Representa a união, a coletividade, a noção de “nós”. Rege o coração. Rege a glândula timo. / Anahata significa “Intocado”, “Som Não-Produzido” ou “Som Místico” / Plexo Cardíaco ; Timo / Grande ativação dos 22 aos 28 anos de vida. / Sua Cor é o Verde. / Seu Elemento é o Ar. / Seu Orgão do Sentido é a Pele. Seu Sentido é o Tato. / Seu Orgão Motor são as Mãos. / Seu Planeta Regente é Vênus (lunar, feminino) / Seu Animal é o Servo. / Seu Som é YAM

Vishuda Chakra: Representa a expressão, a criatividade a comunicação, o conhecimento, a libertação, a auto-aceitação, a auto-compreensão e o controle sobre os sentidos. Rege o cantar, as cordas vocais e a glândula tireóide. / Vishuda significa “Muito Puro”, “Pureza” ou “Perfeitamente Purificado” / Localização: Plexo da Carótida ; Garganta / Grande ativação dos 29 aos 35 anos de vida. / Sua Cor é o Azul Claro ou o Púrpura Acinzentado. / Seu Elemento é Akasha, ou Éter. / Seu Orgão do Sentido são os Ouvidos. Seu Sentido é a Audição. / Seu Planeta Regente é Júpiter. / Seu Animal é o Gamo ou Antílope Negro ou o Elefante Mitológico / Seu som é HAM.

Ajna Chakra: Representa a percepção infinita, o terceiro olho e a imaginação. Representa a intuição, a sabedoria, a conexão espiritual, expansão. Rege os poderes da mente, e o ler do ritmo universal. Possibilita perceber a sincronicidade. Rege a percepção de integração da vida e o uso sensato da mediunidade. / Ajna significa “Autoridade”, “Comando”, “Poder Ilimitado” / Localização: Plexo da Medula ; Plexo Pienal ; Ponto entre as sobrancelhas. / Grande ativação dos 36 aos 42 anos de vida. / Sua glândula é a Pineal. / Sua Cor é o Azul Índico. Azulado-luminescente-transparente ou Branco Cânfora. / Seu Elemento é Maha Tattva , a Vibração ou o Éter. / Seu Planeta Regente é Saturno. / Seu som é OM.



Sahashara Chakra: É o Chakra que conecta com o divino. O mais elevado dos seres-humanos. Ao despertar, a serpente Shakti Kundaliní ascende em direção de Sahashara onde se encontra com o seu parceiro Shiva. / É um rumo ao Samadhi (Iluminação). / Sahashara significa “De Mil Pétalas”. Também chamado de Chakra Shunya (Vázio, Vácuo) e Chakra Niralambapuri (Moradia Sem Apoio). / Localização: Topo craniano. Plexo Cerebral. / Grande ativação dos 43 aos 49 anos de vida. / Seu Planeta Regente é Ketu. / Seu Som é Sham ou o Silêncio.

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7 CHACRAS : (Do Livro: O Livro Completo Dos Chacras - Liberte o Poder Positivo , De: Ambika Wauters. Editora: Quarto Editora)


CHACRA BÁSICO:

Localização: No períneo, na base da coluna

Cor: Vermelho

Atividades: Atrai energia do núcleo da Terra; Estimula impulsos agressivos relacionados à sobrevivência; Ancora o nosso espírito em nossa existência.

Experiência Sensorial: Olfato

Elemento: Terra

Metal: Chumbo

Nota Musical: C

Cristais: Rubi ; Jaspe-Sanguíneo ; Hematita

Planta: Sálvia

Óleos Essenciais: Canela ; Alho ; Sândalo

Idade de Ressonância: Da concepção aos 7

Arquétipos Positivos: A Mãe : Cuidadoso ; Autossuficiente ; Responsável

Arquétipos Negativos: A Vítima : Falta de Energia ; Falta de Poder ; Falta de Força Vital

Energia Física: Glândulas Adrenais : A Função “luta ou fuga” dos rins estar ativada.

Energias Emocionais: Agressão ; Raiva ; Violência ; Ciúmes

Energias Mentais: Atitudes de separação, exclusividade, território, pertencimento, seu direito ao seu próprio espaço.

Forma: Visualize um grande Cubo Vermelho na base de sua coluna

Inteligência do Chacra: Administrativo

Associação Astrológica: Capricórnio

Aspectos do Sistema Solar: Terra e Saturno

Animal Mitológico: Elefante Branco Com Sete Trombas

Qualidades: Paciência ; Estrutura ; Estabilidade, Segurança ; Capacidade de Manifestar Seus Sonhos

Questões da vida: Valorizar o material como sagrado ; Encontrar confiança ao invés de desespero ; Perseverar

Atitudes Positivas: Afirmam uma crença espiritual na bondade da vida. Implicam em confiança e em uma sensação de acolhimento, e nos dizem que há amor, apoio e cuidado para atravessarmos períodos difíceis e desafiadores. Isso pode não vir da forma que pensamos precisar, mas, ao ficarmos quietos e tranquilos, conseguimos sentir isso na natureza, na bondade de estranhos e de muitas formas gentis e carinhosas. Fique tranquilo, não faça nada. Deixe a bondade chegar.

Atitudes Negativas: Tem a ver com desespero e vitimismo. Elas podem gerar sentimentos de violência e ódio, e estes emergem quando nossa vida está ameaçada e nos sentimos oprimidos. Podemos ter pensamentos como “Não vale a pena”; “Quero morrer”; “A vida é insuportável desse jeito”. Eles atestam uma dissociação maligna da vida e a falta da confiança em sua bondade inata.

Atividades Físicas: Ioga ; Qualquer movimento que ative as pernas e os pés ; Qualquer forma de atividade que seja estruturada, física e que demande presença

Atividades Espirituais: Perceber a beleza e a perfeição do mundo natural

Tipo de Música: Tambor

Associação com Partes do Corpo: Rins, Sangue, Sistema Esquelético

Problemas Físicos: Condições que afetam os pés, joelhos e quadris, incluindo artrite, pedras nos rins, osteoporose, problemas ósseos e doenças autoimunes

Locais na Terra: Os índios preservam suas terras sagradas, as terras sagradas de todas as pessoas indígenas

Presença Angelical: Arcanjo Miguel, líder dos exércitos celestiais contra as forças do mal

Lição Espiritual: Serviço


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CHACRA SACRAL:

Localização: 5 cm abaixo do umbigo e 5 cm em direção à pelve

Cor: Laranja

Atividades: Promove nossa habilidade de aproveitar a vida de modos físicos; Governa nosso bem-estar, nosso sentimento de merecimento de uma boa vida e nossa capacidade de desenvolver um senso de abundância.

Experiência Sensorial: Paladar

Elemento: Água

Metal: Estanho

Nota Musical: D

Cristais: Olho de Tigre ; Cornalina ; Ônix

Planta: Jasmin

Óleos Essenciais: Jasmin ; Néroli ; Flor de Laranjeira

Idade de Ressonância: 7-14

Arquétipos Positivos: O Imperador/A Imperatriz : Prazer ; Abundância ; Contentamento

Arquétipos Negativos: O Mártir ; Crítico ; Ácido ; Condenativo

Energia Física: Ovários /Testículos : Órgãos reprodutivos que controlam o desenvolvimento sexual.

Energias Emocionais: Prazer ; Sentir-se Bem ; Merecimento ; Alegria ; Sentir-se Mal ; Inveja ; Não Cuidar De Seu Corpo Físico

Energias Mentais: Atitudes de ser e ter o suficiente, saber que você merece a vida que diz querer, prazer e bem-estar, ter uma boa saúde.

Forma: Imagine uma grande Pirâmide Laranja em seu abdome inferior

Inteligência do Chacra: Sensação de prazer

Associação Astrológica: Câncer e Escorpião

Aspectos do Sistema Solar: Júpiter

Animal Mitológico: Um Monstro Marinho Faminto, Esperando Para Ser Alimentado

Qualidades: Bem-estar ; Sexualidade ; Sensualidade ; Prazer ; Abundância

Questões da vida: Saber que o que você é e o que você faz é suficiente ; Descansar ; Comer ; Exercitar-se ; Divertir-se e ter o dinheiro suficiente ; Não relacionar autovalor ao que você faz ou tem ; Criar limites saudáveis para proteger sua força vital

Atitudes Positivas: Desenvolver uma visão saudável em relação ao nosso corpo, respeitando sua necessidade de descanso, recreação, contato e expressão, ajuda-nos a transformar atitudes negativas em atitudes saudáveis. Encontrar o equilíbrio entre trabalho e tranquilidade, prosperidade e caridade, estimular o corpo e faze-lo descansar nos ensina sobre limites. Nutrir o corpo com ternura e cuidado cria a possibilidade de termos tranquilidade e reforça o nosso direito ao prazer.

Atitudes Negativas: Tendem a estar relacionadas com nosso merecimento a uma vida boa. Se sentimos que não temos o direito de nos sentirmos bem ou de ter prazeres simples, somos infelizes e miseráveis. Também faremos os outros se sentirem culpados por não melhorarem a nossa vida. Essas atitudes negativas corroem nossa energia e limitam nossa força vital. Elas despertam atitudes severas e piedosas, enquanto servem para eliminar de nós a tranquilidade, a alegria e o prazer.

Atividades Físicas: Ioga ; Dança ; Natação ; Caminhada

Atividades Espirituais: Meditação ; Celibato ; Jejum

Tipo de Música: Dança Latina

Associação com Partes do Corpo: Órgãos Sexuais, Bexiga, Útero na mulher, Próstata no homem

Problemas Físicos: Nas mulheres a disfunção do chacra sacral pode gerar endometriose, assim como esterilidade, cólicas menstruais crônicas, fibroides e problemas com os ovários e o colo do útero. Nos homens, a disfunção pode gerar problemas na próstata, infertilidade, disfunção sexual e dor no nervo ciático.

Locais na Terra: Brasil

Presença Angelical: Arcanjo Metatron

Lição Espiritual: Paz e Sabedoria


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CHACRA DO PLEXO SOLAR:

Localização: Diretamente abaixo do externo e ao redor do estômago

Cor: Amarelo

Atividades: Está relacionado com autovalor, confiança, autoestima e liberdade de escolha; Reflete como nos vemos e exercita nosso poder inato.

Experiência Sensorial: Visão

Elemento: Fogo

Metal: Ferro ; Ouro

Nota Musical: E

Cristais: Topázio ; Âmbar ; Citrina

Planta: Cravo

Óleos Essenciais: Limão ; Toranja ; Junípero

Idade de Ressonância: 14-21

Arquétipos Positivos: O Guerreiro : Confidente ; Criativo ; Corajoso

Arquétipos Negativos : A Criada ; Necessitado ; Busca Aprovação ; Sem Poder

Energia Física: Pâncreas : Órgão que processa o açúcar. Também controla a digestão de alimentos.

Energias Emocionais: Autovalor ; Confiança ; Poder ; Escolhas Claras Para Sí

Energias Mentais: Atitudes de bem-estar para consigo mesmo e saber de seu valor, conectando-se ao seu poder pessoal, que vem de um senso de individualidade declarado.

Forma: Visualize um grande Globo Dourado que se expande a partir de seu umbigo

Inteligência do Chacra: Conhecimento instintivo

Associação Astrológica: Áries e Leão

Aspectos do Sistema Solar: Marte e Sol

Animal Mitológico: Leão

Qualidades: Autovalor ; Autoestima ; Confiança ; Poder Pessoal ; Liberdade de Escolha

Questões da vida: Desenvolver um ego forte e resiliente ; Saber que você é valioso simplesmente por existir

Atitudes Positivas: Respeitar o “eu” permite que uma abundância de respeito, gentileza e bondade surja em nosso caminho. Quando reconhecemos a riqueza de nosso ser, buscamos situações e pessoas que nos honrem como indivíduos e afirmem o nosso valor. Cultivar um sentimento de valor pode parecer estranho no início. Comece a fazer pequenas mudanças com acréscimos em como você se percebe. Permita que a verdade de sua experiência o mantenha equilibrado, para que você não se torne inflado nem esvaziado.

Atitudes Negativas: Sempre que negamos nosso valor essencial, perdemos nosso poder e esvaziamos esse chacra. A base do chacra do plexo solar é a aceitação de nosso valor intrínseco como alguém com direitos individuais. Eles se relacionam com o respeito e o valor de nosso ser. Se as coisas não vão bem ou não, isso não afeta o nosso senso de valor. Ele não é negociável nem determinado por eventos externos. Atitudes negativas que anulam nossa identidade nos provam de amor, bondade e respeito. Elas nos diminuem, deixando-nos ser manipulados e explorados.

Atividades Físicas: Esportes ; Competições ; Qi Gong ; Caminhada ; Ciclismo

Atividades Espirituais: Programas de liderança ; Psicoterapia ; Artes Cênicas ; Apreciação da Solidão

Tipo de Música: Marchas

Associação com Partes do Corpo: Estômago , Fígado, Vesícula Biliar, Pâncreas, Intestino Delgado, Músculos

Problemas Físicos: Indigestão, acidez estomacal, úlceras, hepatite, pedras na vesícula, pancreatite (inflamação do pâncreas), e diabetes

Locais na Terra: Estados Unidos da América

Presença Angelical: Arcanjo Uriel, regente do Sol

Lição Espiritual: Amor humano e divino


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CHACRA CARDÍACO:

Localização: Meio do peito

Cor: Verde

Atividades: Mantém a força vital ativa; Promove o amor em nossas vidas; Protege o coração de dores emocionais; Considerado a sede da divindade em nós.

Experiência Sensorial: Tato

Elemento: Ar

Metal: Cobre ; Ouro

Nota Musical: F

Cristais: Quartzo Rosa ; Diamante ; Peridoto

Planta: Dedaleira ; Rosa ; Cravo ; Lírio

Óleos Essenciais: Rosa ; Cravo ; Lírio-do-vale

Idade de Ressonância: 28-35

Arquétipos Positivos: O Amante : Generosidade ; Abertura ; Amorosidade ; Boa Vontade

Arquétipos Negativos: O Ator/A Atriz : Amor Condicional ; Ligação Por Convenção

Energia Física: Timo : Constróis uma imunidade forte contra dores e doenças.

Energias Emocionais: Ser Capaz De Amar E Ter Compaixão Por Si E Pelos Outros

Energias Mentais: Atitudes de felicidade, alegria, prazer, saber o que alegra seu coração, abraçar a vida.

Forma: Visualize uma Lua Verde crescente em toda a parte superior do peito

Inteligência do Chacra: Lembrar o bem

Associação Astrológica: Libra e Touro

Aspectos do Sistema Solar: Vênus e Sol

Animal Mitológico: Cervo

Qualidades: Unidade ; Irmandade ; Amor ; Paz ; Pureza ; Inocência

Questões da vida: Deixar o amor ser o centro de sua vida

Atitudes Positivas: Permitir que o amor seja o centro de nossa vida nos ajuda a atravessar períodos difíceis e desafiadores. Eles mantém nosso espírito aberto e nosso coração vivo. Amar quem somos, o que fazemos, e como as coisas são eleva o espírito e cura o coração. Saber que somos amor é parte da essência de nosso ser. Isso nos ajuda a criar uma atitude positiva e generosa em relação aos outros e cura feridas de dor, perda ou separação. O amor é a maior dádiva que podemos nos dar. Ele nos torna completos.

Atitudes Negativas: O medo de dar e receber amor impede que a saúde, a alegria e a bondade entrem em nossa vida. O medo é o oposto do amor. Ele impede que o coração se alegre, corrói o espírito. Evitar fazer o que nos dá prazer e sofrer por perdas enfraquece o coração. Não fazer o que amamos prova o coração de seu principal objetivo, que é amar.

Atividades Físicas: Ioga ; Massagem ; Toque de cura ; Caminhada ; Dança

Atividades Espirituais: Aprender a amar a si mesmo primeiro, e depois os outros ; Oração ; Cura ; Canto ; Esforço com alegria

Tipo de Música: Coro

Associação com Partes do Corpo: Pericárdio, Coração, Pulmões, Circulação

Problemas Físicos: Arteriosclerose, angina, infarto do miocárdio, arritmia cardíaca, estenose cardíaca e pulmonar, pneumonia, bronquite crônica e tuberculose

Locais na Terra: Espanha

Presença Angelical: Arcanjo Rafael

Lição Espiritual: Irmandade e Amor


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CHACRA LARÍNGEO:

Localização: Parte interna e externa da garganta

Cor: Azul

Atividades: Direciona a força da vida para a criatividade, autoexpressão, verdade e integridade; Controla nossa habilidade de nos comunicarmos com clareza.

Experiência Sensorial: Audição

Elemento: Éteres, nos quais todas as coisas estão contidas

Metal: Mercúrio

Nota Musical: G

Cristais: Turquesa ; Ágata Azul ; Água Marinha

Planta: Gardênia

Óleos Essenciais: Camomila azul ; Gardênia ; Ylang Ylang

Idade de Ressonância: 35-42

Arquétipos Positivos: O Comunicador : Franco ; Confiável ; Aberto

Arquétipos Negativos: A Criança Silenciosa : Comunicação Suprimida ; Emoções Não Expressas

Energia Física: Tireoide : Controla o metabolismo e afeta o desenvolvimento físico e mental.

Energias Emocionais: Liberar Sentimentos Pela Autoexpressão, Incluindo Chorar, Gritar, Rir E Dizer Que Não Está Feliz

Energias Mentais: Ter um senso que expressa sua verdade é sua chave para a individualidade. Falar a verdade, não fofocar, não mentir nem exagerar.

Forma: Visualize uma Pirâmide Turquesa invertida suspensa em sua mandíbula

Inteligência do Chacra: Vontade e expressão

Associação Astrológica: Gêmeos e Virgem

Aspectos do Sistema Solar: Mercúrio

Animal Mitológico: Gavião

Qualidades: Vontade ; Comunicação ; Criatividade ; Autenticidade ; Integridade

Questões da vida: Aproveitar sua vontade ; Expressar sua verdade suprema ; Viver criativamente

Atitudes Positivas: Honrar a verdade e comunica-la a partir de um ponto de integridade é o que nos torna adultos responsáveis. Quando sabemos que temos algo a dizer e que vale a pena expressa-lo, fazemos a diferença. Expandimos o chacra laríngeo e abrimos nosso campo energético quando compartilhamos nossa verdade. É valido saber quais são os momentos e as formas para expressar nossa verdade a fim de que os outros possam nos responder.

Atitudes Negativas: O medo de expressar nossa verdade bloqueia e limita nossa energia. Se sentimos que não temos o direito de falar ou que ninguém quer nos ouvir, deprimimos nossa força vital e negamos a preciosa dádiva da comunicação. Mentir, abusar de substancias e fofocar são três coisas que prejudicam a preciosa fibra do chacra laríngeo. Elas nos distanciam de nossa bondade natural. Quando mentimos, fofocamos ou entupimos nosso corpo com drogas, perdemos a credibilidade e o respeito.

Atividades Físicas: Técnica de Alexander ; Ioga ; Alinhamento Osteopático da coluna ; Terapia craniossacral ; Teatro e dança ; Qi Gong ; Tai Chi

Atividades Espirituais: Canto religioso ; Retiros silenciosos ; Jejum ; Ioga ; Oração ; Meditação ; Canto ; Manter um diário ; Oratória em público ; Dar testemunhos

Tipo de Música: Ópera

Associação com Partes do Corpo: Garganta, Boca, Dentes, Mandíbula, Orelhas

Problemas Físicos: Dor de garganta, laringite, surdez, cárie dentária, problemas gengivais, síndrome da articulação temporomandibular e problemas cervicais

Locais na Terra: Itália

Presença Angelical: Arcanjo Gabriel, que traz a palavra de Deus

Lição Espiritual:


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CHACRA FRONTAL:

Localização: Entre as sobrancelhas

Cor: Anil ou Índigo

Atividades: Centro de nossa inteligência inata; Prospera na sabedoria destilada de nossas perdas e dores; Busca significado, verdade e liberdade.

Experiência Sensorial: Conhecimento atento/Intuição atenta

Elemento: O Cosmos

Metal: Prata

Nota Musical: A

Cristais: Safira ; Lápis-Lazúli ; Tanzanita

Planta: Amendoeira em flor

Óleos Essenciais: Cânfora ; Ervilha-de-cheiro ; Heliótropo

Idade de Ressonância: 35-42

Arquétipos Positivos: A Pessoa Sábia : Flexibilidade ; Humor ; Cultivo da Sabedoria

Arquétipos Negativos: O Intelectual : Racional ; Fatual ; Rígido ; Seco

Energia Física: Glândula Pituitária : Influencia os hormônios do metabolismo, do crescimento e outros, incluindo aqueles relacionados ao parto.

Energias Emocionais: Permitir A Si Mesmo Experimentar Seus Sentimentos, Escolher Quando É Apropriado Expressá-los

Energias Mentais: Atitudes autoafirmativas, de aceitação, inclusivas. Desenvolver a compreensão de limitações próprias e dos outros, cultivar a gratidão.

Forma: Visualize uma Estrela de Cinco Pontas Azul Índigo entre suas sobrancelhas

Inteligência do Chacra: Controle e sabedoria

Associação Astrológica: Sagitário e Peixes

Aspectos do Sistema Solar: A Lua

Animal Mitológico: Falcão

Qualidades: Sabedoria ; Discernimento ; Imaginação ; Intuição ; Conhecimento

Questões da vida: Concentrar-se em sua inteligência ; Saber quem e o que você é para seu bem maior e satisfação máxima, para destilar a sabedoria de suas experiências de vida boas ou difíceis ; Escolher a vida , a saúde, a alegria e a realização em todos os aspectos de sua vida

Atitudes Positivas: A crença quintessencial de que merecemos ter prosperidade torna a mente saudável e completa. Aceitar o melhor de nós mesmos nos ajuda a formar limites definidos para que um ataque não consiga nos diminuir. Reconhecer nosso valor nos revela quem e o que estão a favor de nosso bem maior. Amar a nós mesmos nos permite cultivar o senso de humor e torna o nosso caminho mais alegre, além de abrir nosso campo energético.

Atitudes Negativas: Todas as ideias negativas se originam da crença de que não somos o suficiente de que não somos amáveis ou não merecemos ter a vida que dizemos querer. Quando nos identificamos com a falta de merecimento, não honramos nossa verdadeira luz. Quando somos sempre cínicos, ansiosos e negativos, nos tornamos feios e velhos. Sermos convencidos e estarmos separados de nosso verdadeiro eu nos levam ao egoísmo e ao narcisismo. Essas atitudes se desenvolvem quando sentimos que não somos “o suficiente” e precisamos ser “mais” aos olhos dos outros. A autoimportância limita nossa verdade e vitalidade.

Atividades Físicas: Ioga ; Tai Chi ; Qi Gong ; Exercícios do Método Bates

Atividades Espirituais: Pensar claramente sobre a vida, ler livros ou ver filmes enriquecedores e positivos, refletir, contemplar, meditar e usar criativamente sua imaginação para visualizar a vida que você diz querer

Tipo de Música: Clássica

Associação com Partes do Corpo: Olhos, Seios da Face, Base do Crânio, Lobos Temporais

Problemas Físicos: Associados a inteligência e estupidez, afetividade fraca, e trabalho excessivo, enxaqueca, cegueira e outros problemas nos olhos como glaucoma e catarata, tumores cerebrais e derrames cerebrais

Locais na Terra: Peru e Montanhas Rochosas

Presença Angelical: Shekhinah, mais conhecida como a face feminina de Deus

Lição Espiritual: Afastamento e Intuição


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CHACRA CORONÁRIO:

Localização: Parte superior do crânio

Cor: Violeta

Atividades: Centro de alegria, beleza e espiritualidade; Permite que aprofundemos nossa conexão com a fonte de nosso ser; Influencia ciclos internos, como sono e felicidade.

Experiência Sensorial: Êxtase

Elemento: O Cosmos

Metal: Platina

Nota Musical: B

Cristais: Ametista ; Alexandrita

Planta: Flor de Lótus

Óleos Essenciais: Violeta ; Lavanda ; Lótus ; Elemi

Idade de Ressonância: 42-49

Arquétipos Positivos: O Guru : Cultivo da Graça ; Alegria ; Gratidão ; Consciência da Intervenção Divina

Arquétipos Negativos: O Egoísta : Arrogância ; Autoabsorção ; Inflexibilidade

Energia Física: Glândula Pineal : Produz melatonina e regula o nosso relógio biológico.

Energias Emocionais: Querer Cultivar A Alegria E Entregar-se Ao Que Ela É

Energias Mentais: Desenvolver princípios holísticos e universais de aceitação, respeito, e saber que nunca fazemos nada sem a ajuda de uma força superior.

Forma: Visualize um Solidéu Violeta no topo de sua cabeça

Inteligência do Chacra: Compreensão espiritual

Associação Astrológica: Aquário

Aspectos do Sistema Solar: O Universo

Animal Mitológico: Águia

Qualidades: Graça ; Beleza ; Serenidade ; Unidade Com Tudo O Que Existe

Questões da vida: Realização abnegada de sua conexão indelével com o todo maior da vida ; Criação de um contexto espiritual vital e resiliente para acolher suas experiências de vida

Atitudes Positivas: Abrangem o senso de gratidão pela vida e a humildade pela bondade. Quando percebemos que Deus nos ama, protege e guia, ancoramos nossa consciência em uma realidade baseada na fé, e não na ansiedade. Nossa vida cotidiana se torna infundida com espírito e graça, e deixamos passar irritações insignificantes que nos causam mágoas. A consciência espiritual aprofunda nossa vida, dando-nos significado e um senso de propósito maior.

Atitudes Negativas: A crença mais egoísta é a de que estamos fazendo tudo sozinhos. Essa crença fortalece o ego e lhe dá licença para que explore e manipule. Então, não reconhecemos um poder superior além de nosso limitado eu. Essa atitude favorece a arrogância, o falso orgulho e um ego cheio de si que vive sob a pretensão de que é invencível e inconquistável. Ela isola a pessoa do contato com a humanidade e mantém o coração fechado para o amor e a cura.

Atividades Físicas: Nenhuma - Quietude

Atividades Espirituais: Oração, meditação, reflexão

Tipo de Música: Ragas Indianos

Associação com Partes do Corpo: Parte Superior do Crânio, Córtex Cerebral, Pele

Problemas Físicos: Problemas com o aprendizado, a percepção e o entendimento espiritual. Epilepsia, daltonismo, alcoolismo, desordens nervosas, neurose, e insônia.

Locais na Terra: Índia

Presença Angelical: A Luz de Cristo

Lição Espiritual: Estar Em Contato Com A Fonte


Última edição por Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 8:57 pm, editado 1 vez(es)

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ASTROLOGIA E HORÓSCOPO pt 1

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:55 pm

DO LIVRO: A BÍBLIA DA ASTROLOGIA , O Guia Definitivo do Zodíaco – De: Judy Hall ( EDITORA PENSAMENTO )




A Estrutura Geocêntrica:


A astrologia é geocêntrica, o que significa que põe a Terra no centro do nosso universo. Sabemos que a Terra gira em torno do Sol, mas os astrólogos traçam seus mapas como se o Sol, a Lua e os planetas se movessem em torno da Terra – que é o que parece acontecer quando se vê o céu aqui da Terra. Os mapas astrológicos são apresentados em forma de círculo porque mostram também a parte oculta do céu, abaixo do horizonte.


Círculos Astrológicos:


O traçado dos mapas astrológicos tem como base uma série de círculos que se cruzam. Embora sejam invisíveis, esses círculos podem ser traçados matematicamente. O caminho circular que o Sol faz a cada ano é chamado eclíptica. O círculo imaginário que circunda a Terra e marca o seu centro é o Equador. O nome dado à projeção no espaço do Equador terrestre é “Equador Celeste”. Um quarto círculo é formado pela grande roda de estrelas, agrupadas em constelações que parecem estar no caminho que o Sol percorre anualmente em torno da Terra. Esse vasto círculo, dividido em 12 áreas iguais, é o zodíaco.


O Grande Ano:


Como a atração gravitacional exercida pelo Sol e pela Lua é desigual, o giro da Terra não é uniforme. Como um pião, ela descreve um amplo movimento oscilante, executando uma lenta precessão. Um ponto imaginário feito no topo da Terra descreveria um círculo. O tempo em que os polos da Terra levam para completar uma rotação em torno desse círculo é conhecido como Grande Ano – um período de mais ou menos 25.800 anos, como em geral se entende.


Ao longo de cada Grande Ano, a medida que a Terra faz sua lenta rotação, os pontos de cruzamento do Sol se deslocam levemente com relação às estrelas ao fundo, de maneira que o Sol parece se aproximar da constelação vizinha. Esse fenômeno é conhecido como “precessão dos equinócios”. Em termos astrológicos, o Grande Ano é dividido em 12 “meses”, ou eras, com cerca de 2.000 anos cada um. A cada nova era, o Sol parece surgir numa nova constelação, ou signo do zodíaco, no equinócio vernal(da primavera). Então, ao longo do Grande Ano, o equinócio vernal percorrerá todos os signos do zodíaco. É na constelação de Peixes que o Sol tem nascido nos últimos 2000 anos. De acordo com as características desse signo, a Era de Peixes tem sido marcada pela religião e por sociedades que compartilham um sistema de crenças. Os astrólogos acreditam que a era que está se iniciando agora, a Era de Aquário, será uma era humanitária em que homens e mulheres farão de tudo para viver com liberdade, igualdade, paz e fraternidade.


Os Solstícios e os Equinócios:


Quando o Sol, visto da nossa perspectiva, faz sua viagem anual em torno da Terra, ele parece cruzar duas vezes o Equador – sul-norte para o hemisfério norte ; e norte-sul para o hemisfério sul. Esses pontos de cruzamento são o que os astrônomos chamam de equinócios.


21 de Junho – Solstício de Verão : Sol sobre o Trópico de Câncer


21 de Dezembro : Solstício de Inverno – Sol sobre o Trópico de Capricórnio


21 de Março : Equinócio da Primavera – Sol sobre o Equador


21 de Setembro : Equinócio de Outono – Sol sobre o Equador





Os astrólogos reconhecem que o universo não é estático e que os céus sobre nós estão em constante movimento. No entanto, em vez de redesenhar o zodíaco, eles preferem usá-lo como foi desenhado no início da pratica da astrologia. De acordo com esse zodíaco original, o equinócio vernal ocorre sempre no ponto que os astrólogos chamam de 0º de Áries. O Sol astrológico, simbólico, continua então seu caminho, movendo-se no sentido anti-horário através das constelações, para terminar o ano no signo de Peixes.


Os Nodos:


Os Nodos são pontos abstratos no espaço, com base nos pontos em que os planetas cruzam a eclíptica, o trajeto anual do Sol. Embora todos os planetas tenham Nodos, a maioria dos astrólogos usa apenas os Nodos Lunares, pontos de força na órbita mensal da Lua em torno da Terra e áreas de eclipse.





O Zodiaco:


O zodíaco é o caminho que o Sol parece percorrer pelo céu. Ele é dividido em doze signos que representam o total da experiência humana: cada um indica um tipo básico de personalidade, ligado à posição do Sol no nascimento. Cada signo tem seu lado positivo, construtivo, e o seu lado negativo, destrutivo. Os aspectos sombrios de um signo refletem o lado escuro do signo oposto a ele no zodíaco. Touro e Escorpião, por exemplo, compartilham uma sombra ciumenta, enquanto a tendência de Gêmeos de omitir a verdade é o lado desonesto de Sagitário. É a sintonia com o lado positivo e construtivo do mapa que permite a evolução pessoal e o crescimento da alma. O zodíaco não é simplesmente o caminho celestial do Sol – é uma viagem através da experiência humana. Representa a jornada da alma desde a concepção e a infância até a velhice.


Em Áries, no início da viagem, a alma chega à encarnação e assume um ego. É onde começa o “eu” – a consciência de si mesmo. Em touro, o Sol adquire substancia, tornando-se um corpo físico. Gêmeos é o ponto em que a alma procura se comunicar com os outros e se expressar. No quarto signo, Câncer, o instinto predominante é cuidar dos outros, enquanto em Leão, o quinto signo e o líder natural do zodíaco, a alma luta para brilhar e para ser reconhecida. Virgem condensa o desejo de ser útil aos outros seres humanos e a rotina diária. No meio do zodíaco, no signo de Libra, a alma está pronta para iniciar um relacionamento, para se encontrar no outro. É aí que ela aprende a ceder e a se adaptar. Em Escorpião, a alma começa a reconhecer o próprio poder criativo e regenerativo. No momento em que alcança Sagitário, a alma está em busca de significado. Em Capricórnio, o impulso é em direção a uma sociedade estável e, no humanitário Aquário, o impulso é para o bem de todos. Quando a alma atinge Peixes, seu desejo é se fundir à unidade de onde partiu – ou fugir do ciclo eterno.


O Sol leva cerca de um ano para percorrer o zodíaco, ficando uns 30 dias em cada signo. As datas exatas de entrada e saída diferem de um ano para outro devido ao ajuste cíclico que cria anos bissextos. A progressão do Sol em torno do zodíaco afeta a estrutura do mapa. O Sol sempre surge no horizonte ao romper do dia, mas o signo em que isso parece acontecer depende da época do ano. Isso explica porque o Ascendente – o signo que estava “surgindo” no horizonte no momento do nascimento de alguém –e diferente na primavera e no verão, mesmo que a hora do dia seja a mesma.







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ÁRIES O CARNEIRO




Glifo: O Glifo, ou o símbolo, de Áries se baseia nos chifres do carneiro, simbolizando a natureza assertiva e impetuosa do signo e a capacidade a ele associada de enfrentar desafios de cabeça.




Datas: 2- de março – 19 de abril




Regente: Marte




Casa natural: Primeira




Qualidade: Cardeal




Elemento: Fogo




Polaridade: Positiva




Exaltação: Sol




Queda: Saturno




Detrimento: Vênus




Palavras-chave: Auto-expressão, asserção, impetuosidade, urgência, iniciativa, coragem, agressividade, impulso, paixão, egoísmo, liderança, egotismo, irascível, temerário, instinto de sobrevivência.









Correspondências Tradicionais=




Estação: Primavera




Dia: Terça-feira




Número: 9




Fisiologia: Cabeça e rosto, glândulas supra-renais




Pedras de nascimento: Rubi, diamente




Cristais: Ametista, água-marinha, aventurina, pedra-do-sangue, cornalina, citrino, ágata-de-fogo, granada, pirita, jadeíta, jaspe, kunzita, magnetita, turmalina rosa, espinélio laranja, espinélio, topázio




Associações: Eletricidade, coisas afiadas, metais, raiva, sátira




Metal: Ferro




Cores: Vermelho, branco




Animais: Dragão, carneiro, tigre




Alimentos: Alimentos apimentados, condimentados e de gosto forte, qualquer coisa vermelha, alho, cebola, alcaparra, mostarda, pimenta de Caiena




Ervas: Cardo mariano, lúpulo, urtiga, bardana, genciana, pimenta de Caiena, giesta, madressilva, trevo-dos-prados, gotu kola, fo ti, sassafrás, labaça, erva-de-São-João, milefólio, alho, alecrim




Árvores: Espinheiro, azevinho, castanheiro, hamamélis, abeto vermelho, árvores e arbustos com espinhos




Plantas: Urtiga, gerânio, cardo, madressilva, labaça, samambaia, mostarda, língua-de-vaca, anêmona, briônia




Lugares: Inglaterra, Alemanha, Israel, França (especialmente a Borgonha), Itália (especialmente Florença, Nápoles e Pádua), Polônia (especialmente Cracóvia), América do Norte (especialmente Las Vegas e Brunswick), todas as capitais, lugares com instalações esportivas, lugares antes ocupados por carneiros, bois, cervos, ladrões, fornos de cal ou obras de alvenaria, terras recém-cultivadas, regiões arenosas e montanhosas, construções com pé-direito alto e acabamento elaborado, estábulos














Aparência=




Magro e ativo, Áries irradia energia e autoconfiança. O rosto é muitas vezes corado e o cabelo também pode ter um tom avermelhado. Uma das características do rosto ariano que mais chama a atenção são as sobrancelhas em forma de “chifre de carneiro”, que se encontram no meio de uma testa caracteristicamente forte. O gosto para se vestir tende ao casual-elegante ou ao esportivo.









Personalidade=




É impossível ignorar Áries. Trata-se de uma personalidade assertiva e idealista, impulsionada por um ego poderoso. Nela, a sutileza não tem papel algum. O que você vê – e ouve – é o que existe e Áries sempre fala o que pensa. Obstinado e dinâmico, o carneiro abre caminho com os chifres. O objetivo é vencer e não competir: é isso que torna tudo tão empolgante. Líder natural, Áries acredita que está sempre certo. Combine isso a uma natureza independente e terá uma personalidade que prefere lidar com as coisas sem ajuda. Não é um jogador de equipe. Quando as coisas dão errado – o que é sempre um risco quando se avança de cabeça – Áries bebe do poço do otimismo eterno e vai em frente.









Mente=




Áries tem a mente ágil e adora desafios. Inovador serial, Áries consegue dar atenção total ao momento. Mais impulsivo do que racional, as suas decisões tendem a ser de improviso, mas astutas. Os detalhes ficam à margem: os outros que se preocupem com eles. É uma mente inquieta, que se entedia facilmente e gosta de avançar depressa. Áries tem um bom senso de humor, que se expressa em observações satíricas. Raramente lhe faltam palavras e pode apelar para o sarcasmo e para trocadilhos sádicos. É rápido na resposta quando alguém deixa alguma coisa a desejar.









Emoções=




Embora não tenha propensão à introspecção e nem à melancolia, Áries tem uma ingenuidade infantil que o torna surpreendentemente vulnerável. Quando se inflama, o temperamento de carneiro flameja espetacularmente, sem aviso, e logo desaparece. Com uma tendência a ser centrado em si mesmo, Áries raramente mostra empatia. Mas quando toma conhecimento de uma situação, Áries luta de todo o coração pelos desprivilegiados.









Forças=




Áries é um pioneiro corajoso e empreendedor, que valoriza a liberdade e a discussão franca. É uma pessoa generosa e entusiasmada, que faz com que as coisas aconteçam. Apaixonado, Áries se joga com tudo no trabalho e na diversão. Os problemas são enfrentados de cabeça erguida, com a ideia de encontrar soluções inovadoras.









Fraquezas=




Áries pode ser manipulador e não muito honesto. Eternamente inquieto, falta-lhe perseverança: quer tudo agora. Projetos e pessoas podem ser abandonados no meio do caminho. A personalidade ariana pode ser excessivamente egoísta. Quando correr riscos se transforma em obsessão, Áries não tem escrúpulos em arriscar a segurança dos outros.









Sombra=




A sombra de Áries reúne as tendências vacilantes do seu signo oposto, Libra, levando à procrastinação. Como Libra, a sombra tem dificuldade para dizer não. Há uma atitude “tudo por uma vida tranquila” que promete muito, mas realiza pouco.









Karma=




O karma ariano vem do egoísmo e do egocentrismo do passado. A incapacidade de levar em conta as necessidades dos outros e a insensibilidade aos seus sentimentos criam os desafios kármicos da vida presente: liderança sem opressão e consciência de si mesmo sem absorção em si mesmo.









Gostos=




Barulho, excitação, perigo, sexo, sátira.









Aversões=




Paz e quietude, monotonia, hipocrisia, injustiça.









Dinheiro=




Áries gasta à vontade e muitas vezes por impulso. Inclinado a correr riscos, salvaguardas como seguros e poupanças pouca atração exercem. Os arianos são amantes da emoção e do jogo. Quando investem no mercado de ações e commodities, é só pela oportunidade de ganhar um monte de dinheiro na hora.









Como pai ou mãe=




Jovem de coração, Áries gosta de brincadeiras de criança, especialmente se a criança em questão tiver uma natureza aventureira. O seu jeito de ser pai (ou mãe) é mais amigável do que rígido. Esse tipo de pai tem mais dificuldade com crianças introspectivas, que preferem a solidão.









Como criança=




O jovem Áries é enérgico, insistente, excitável, exaltado – e propenso a acidentes. Destemida, essa criança pode correr riscos de tirar o folego dos outros. São comuns os machucados na cabeça. Uma criança de Áries odeia brincar sozinha e exige estímulos constantes. É feliz num ambiente educacional ativo, aprendendo por meio da ação e da competição. Quando está infeliz e aborrecida, ou não é o centro das atenções, a criança de Áries expressa a sua indignação por meio de crises de agressividade e mau humor.









Profissão=




Áries aprecia qualquer situação que demande forte liderança e capacidade de empreendedora. No seu caso, as melhores profissões são: oficial do exército, açougueiro, metalúrgico, cirurgião, satirista, empresário, piloto de corridas, piloto de testes, bombeiro, vendedor, negociante, agente de seguros, supervisor, eletricista, psicólogo, explorador, herbalista ou naturopata, designer e ator. Trabalhar por conta própria é adequado à natureza independente do signo. Numa empresa, Áries prefere ser o chefe.









Atividades de lazer=




Avesso a qualquer ideia de descanso e recuperação, Áries fica feliz em atividade, de preferência intensa. Bicicleta e corrida são bons testes para a resistência de Áries, enquanto o montanhismo oferece o procurado perigo. Corridas de motocicleta, rally, esportes perigosos, artes marciais e paintball também são apropriados. Mesmo sem ser por natureza um jogador um jogador de equipe, Áries gosta de hockey, rugby e boxe. Ir a festas também é um passatempo que ele adora. A afinidade do signo com coisas afiadas faz da arte de entalhar madeira uma boa atividade para momentos mais calmos.









Boas idéias para presentes=




Um carro de alto desempenho ou acessórios de primeira linha cativam o ego de Áries, enquanto o título de um clube ou um fim de semana de aventuras agradam pela atividade que oferecem. Os arianos gostam também de ferramentas potentes, roupas com design exclusivo, rosas vermelhas, roupas esportivas e presentes personalizados de todos os tipos.









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TOURO




Glifo: Os chifres e a cabeça do touro formam o glifo desse signo, indicando força e determinação.




Datas: 20 de abril – 20 de maio




Regente: Vênus




Casa natural: Segunda




Qualidade: Fixa




Elemento: Mutável




Polaridade: Negativa




Exaltação: Lua




Queda: Urano




Detrimento: Marte/Plutão




Palavras-chave: Persistência, materialismo, firmeza, produtividade, praticidade, eficácia, segurança, estabilidade, sensualidade, obstinação, possessivo, rotina, paciente, lento, hedonista, auto-indulgente









Correspondências Tradicionais=




Estação: Final da Primavera




Dia: Sexta-feira




Número: 6




Fisiologia: Garganta, pescoço, glândula tireóide, cordas vocais e ouvidos




Pedra de nascimento: Esmeralda




Cristais: Topázio, água-marinha, azurita, espinélio negro, pedra boji, diamante, esmeralda, cianita, kunzita, lápis-lazuli, malaquita, quartzo rosa, rodonita, safira, selenita, olho-de-tigre, turmalina, variscita




Associações: Natureza, cantar, prosperidade e posses




Metal: Cobre




Cores: Verde, rosa, azul-claro, branco com limão




Animais: Vaca, elefante




Alimentos: Maçã, espinafre, beterraba, trigo e outros cereais, uva, pêra, aspargo, alcachofra, banana-da-terra




Ervas: Salva, tomilho, tanaceto, potentilha, alcaçuz, olmo vermelho, vara dourada, uva ursina, feno-grego, menta, ligústica




Árvores: Figueira, amendoeira, ameixeira, freixo, cipreste, macieira, murta




Plantas: Rosa, papoula, violeta, dedaleira, videira, lírio, margarida, musgo, dente-de-leão, narciso, lírio-do-vale, espora, linhaça




Lugares: Chipre; Irã; Ilhas Gregas; Suíça; Turquia; Irlanda (especialmente Dublin); Alemanha (especialmente Leipzig); Itália (especialmente Mântua, Parma e Palermo); América do Norte (especialmente St. Louis); hotéis de luxo; qualquer lugar quente, confortável e luxuoso, com comida excelente; campos suavemente ondulados; estábulos; porões e ambientes baixos; lojas de móveis









Aparência=




Touro tem, como características, cabeça grande, pescoço curto e ombros fortes sobre um tronco sólido, que afina em direção aos pés, plantados firmemente no chão. Os olhos são grandes e admiráveis sob a testa ampla; o cabelo tende a ser grosso e escuro. Os lábios podem ser grossos e carnudos. O taurino se veste confortavelmente, mas com sensualidade.









Personalidade=




A determinação é uma característica-chave da personalidade taurina, assim como a inflexibilidade e a aversão ao risco. Rotina e segurança são essenciais, tanto que Touro pode ficar preso a elas. Extremamente confiável, a devoção ao dever e a lealdade são as qualidades pessoais que Touro mais valoriza, o que faz dele um excelente membro de equipe. É uma personalidade tenaz, que aborda até mesmo a mais mundana das tarefas com diligencia e paciência. Um caráter tão estóico e conformista não tende a causar confusão. Touro pode mostrar uma incrível resistência sob pressão, seguindo ao mesmo tempo a convenção extrema. Mas há um lado muito mais leve nessa personalidade. A paixão pela música, pelas artes e pelas boas coisas boas da vida é tipicamente taurina. Com essa personalidade auto-indulgente, o taurino está sempre em busca do prazer e aproveita ao máximo a sua sensualidade.









Mente=




Touro tem a mente lenta e deliberada, sem deixar de ser inteligente. Pensa os problemas do princípio ao fim, prestando muita atenção aos detalhes, chegando a soluções que são sempre práticas e muitas vezes criativas. Levando a imaginação em rédeas curtas, o taurino trabalha com os dados recebidos por meio dos sentidos e rejeita intuições “ilógicas” ou “irracionais”. Depois de chegar a uma decisão, Touro raramente reconsidera. Para alguém com opiniões tão firmes, embora nem sempre as expresse, Touro tem um medo surpreendente de ser julgado, especialmente na área intelectual. É difícil para o Touro ver o mundo de qualquer ponto de vista que não seja o seu, o que muitas vezes se traduz em intolerância.









Emoções=




Provenientes de uma esmagadora necessidade de segurança, as emoções que prevalecem num taurino são a possessividade e o ciúme. Esse signo não abre mão de nada com facilidade. Além dos bens materiais, quer ter as pessoas também. Um temperamento furioso se esconde atrás do exterior tipicamente calmo, pronto a irromper caso o seu senso de propriedade seja ameaçado. Apesar da lentidão inicial, a sua fúria leva muito tempo para se aquietar. O ressentimento penetra profundamente na psique do Touro.









Forças=




O confiável Touro tem muita integridade pessoal. Com bom senso em abundância, esse signo industrioso é excelente para planejar e organizar. Leva sempre as coisas até o fim, sejam quais forem os obstáculos do caminho. Complementando esse aspecto prático, Touro conta com criatividade terrena e capacidade artística.









Fraquezas=




Incapaz de perceber diferentes pontos de vistas, Touro muitas vezes constrói opiniões intocáveis. Recusa-se a correr riscos e a experimentar coisas novas. Touro pode ser excessivamente possessivo com pessoas e pertences. Essa personalidade pode também mostrar auto-indulgência e uma atitude de ostentação na busca pelas coisas boas da vida.









Sombra=




A sombra taurina incorpora o lado desagradável de Escorpião. O mau humor venenoso, a inveja, o ciúme e o ressentimento alimentam uma raiva subjacente. Rancoroso, Touro nunca esquece e acha impossível perdoar.









Karma=




O karma taurino vem do apego esmagador às posses materiais e da tendência a buscar segurança em coisas externas. O desafio kármico é aprender a abrir mão das coisas em busca de segurança interior, que é eterna e indestrutível.









Gostos=




Conforto de qualquer tipo, incluindo boa comida, boa companhia, sexo, luxo e shopping-terapia de boa qualidade.









Aversões=




Mudança, incerteza; ser apressado por alguém; sentir frio, fome ou desconforto.









Dinheiro=




Touro acumula dinheiro no banco pela segurança, mas também gasta em itens luxuosos, de boa qualidade. O taurino guarda o dinheiro a sete chaves e tem tudo no seguro. Sem nunca embarcar em esquemas para ficar rico depressa, Touro investe só depois de uma pesquisa cuidadosa.









Como pai ou mãe=




Touro é um pai consciencioso, favorecendo a disciplina e a rotina. Os filhos de um taurino usufruem de um ambiente altamente estruturado. Há pouco espaço para a espontaneidade, mas a criatividade prática é estimulada.









Como criança=




A típica criança taurina precisa de uma rotina diária previsível e de uma educação prática que estimule o corpo e os sentidos. Costuma ter um “cobertor de segurança” ou um item muito estimado, que faz com que se sinta segura. Em geral com medo de se aventurar no mundo, essa criança precisa de um estímulo suave. As confrontações frente a frente tendem a levar a crises de mau humor ou à recusa obstinada a se mover e, por isso, é melhor evita-las.









Profissão=




O interesse pela comida faz de Touro um excelente crítico de restaurantes ou gerente ou dono de restaurante. Muitas vezes, a profunda ligação do signo com a terra encontra expressão no trabalho de paisagista, horticultor, agricultor orgânico agrimensor, construtor, arquiteto ou agente imobiliário. Touro pode ser também cantor ou músico, negociante de arte ou antiguidades, artista que tenha como veículo o corpo, joalheiro ou artesão. O confiável Touro pode ser um excelente funcionário do governo, administrador, financista, banqueiro, corretor de investimentos ou gerente de escritório.









Atividades de lazer=




Oferecer jantares é um passatempo apreciado pelo taurino. Dada a forte conexão com a terra, o paisagismo, a renovação de ambientes, a marcenaria e a escultura são boas válvulas de escape, assim como a pintura. O amor pelo lar se manifesta no prazer de cozinhar, colecionar obras de arte e antiguidades, decorar interiores, costurar e fazer tapeçarias. Yoga, dança, luta, judô, futebol e caminhadas são boas escolhas para o taurino quando a questão é se exercitar.









Boas idéias para presentes=




Chegado à ostentação, Touro aprecia um relógio de ouro, uma refeição gourmet ou acessórios com um bom design. Chocolates de alta qualidade, loções e óleos aromáticos caros, lingerie de seda e pijamas de cetim são boas opções para esse signo sensual. A aparência externa significa muito e, por isso, os presentes têm que ter uma apresentação atraente.










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GÊMEOS


Glifo: O algarismo romano II representa a dualidade da natureza de Gêmeos.


Datas: 21 de maio – 20 de junho


Regente: Mercúrio


Casa natural: Terceira


Qualidade: Mutável


Elemento: Ar


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nodo Norte


Queda: Nodo Sul


Detrimento: Júpiter


Palavras-chave: Comunicativo, multifacetado, adaptabilidade, dualidade, duplicidade, versatilidade, curiosidade, sociabilidade, superficialidade, astúcia, sagacidade, duas caras, caprichoso, inquieto, inconstante, simetria.





Correspondências Tradicionais=


Estação: Começo do verão


Dia: Quarta-feira


Número: 5


Fisiologia: Sistemas nervoso e respiratório, mãos e braços, timo


Pedras de nascimento: Turmalina, ágata


Cristais: Apatita, apofilita, água-marinha, espinélio azul, calcita, crisocola, crisoprásio, citrino, ágata dendrítica, obsidiana verde, turmalina verde, safira, serpentina, quartzo turmalinado e rutilado, olho-de-tigre, topázio, variscita, ulexita, zoisita


Associações: Instrumentos de escrita


Metal: Mercúrio


Cores: Amarelo, preto, branco com pontos vermelhos


Animais: Pega, pássaros pequenos, papagaio, macaco, borboleta


Alimentos: Nozes, sementes, vegetais que crescem acima do chão (exceto repolho)


Ervas: Unha-de-cavalo, verbasco, marroio-branco, erva-santa, hissopo, ênula-campana, erva-cidreira, skullcap, salsa, ulmária, alcarávia, manjerona, semente de anis


Árvores: Árvores que dão fritas oleaginosas, especialmente avelã


Plantas: Lírio-do-vale, lavanda, lobélia, samambaia, mil-folhas, madressilva, tanaceto, grama-da-praia, garança, linhaça


Lugares: Armênia, Sardenha, Bélgica, América do Norte (especialmente Nova York e San Francisco), Inglaterra (especialmente Londres), Itália (especialmente Lombardia), Espanha (especialmente Córdoba), Alemanha (especialmente Nuremberg), centro de cidades, colinas, montanhas e locais áridos, cofres, baús e arcas, casas de espetáculos, salas de jantar, estabelecimentos educacionais





Aparência=


De aparência jovem, Gêmeos é resistente e enérgico, com braços longos e finos e pernas que nunca se aquietam. Os olhos, penetrantes como os de um pássaro, ficam sobre sobrancelhas afiladas, num rosto estreito, com cabelos finos e claros. A cabeça geralmente se inclina para o lado, numa interrogação. Gêmeos se veste de um jeito peculiarmente elegante, sendo que os homens preferem uma aparência professoral.


Personalidade=


Gêmeos é a dupla personalidade original. Brilhante, comunicativo e charmoso, de um momento para o outro o geminiano pode ficar amuado e amargo. É uma personalidade essencialmente sociável e a mais faladora de todos os signos. Gêmeos tem um toque infantil em seu caráter, recusando-se a envelhecer. Adora truques e quebra-cabeças e é um inveterado pregador de peças. Sempre ocupado, Gêmeos costuma ter mais de um emprego. Esse signo muda de opinião diariamente e nunca admite que está errado. Há uma falta de foco em Gêmeos que arruína qualquer esperança de um estilo de vida consistente. Gêmeos está sempre em busca de um novo estímulo. Tem muitas ideias, que lhe vêm rapidamente, mas nem sempre tem a perseverança necessária para realiza-las.





Mente=


Gêmeos insiste em comentar o mundo, à medida que o percebe. Com habilidades verbais altamente desenvolvidas, essa mente esvoaça como uma borboleta, processando instantaneamente informações de muitas fontes e saltando para conclusões que são comunicadas a quem quiser ouvir. Gêmeos sabe um pouco sobre tudo, mas não tem concentração para focalizar uma só coisa por muito tempo. Convincente, Gêmeos não hesita em torcer a verdade para chegar ao resultado pretendido. Essa mente manipula e pode convencer os outros de que preto é branco. Para vencer uma batalha verbal, a sua agilidade mental e o gosto por trocadilhos podem degenerar em sarcasmo.





Emoções=


Gêmeos não fica à vontade com as emoções e lhe falta flexibilidade emocional. Esse signo cerebral prefere dissecar os sentimentos de outras pessoas, mas tem pouca empatia ou sensibilidade. Racionalizando habilmente as suas emoções até anula-las, Gêmeos usa a conversa como forma de esconder o sentimento genuíno. O esgotamento emocional pode levar à depressão profunda.





Forças=


A mente versátil é o maior bem de Gêmeos. As ideias chovem e o geminiano realiza múltiplas tarefas naturalmente.





Fraquezas=


Gêmeos tem dificuldade para saber qual é exatamente a verdade e está sempre modificando as suas histórias sem nem perceber. Fatos inconvenientes tendem a ser descartados, especialmente quando há uma oportunidade para manipular. Com duas caras, Gêmeos adora fofocar e acha impossível guardar um segredo.





Sombra=


A inconfiabilidade de Gêmeos aparece abertamente de vez em quando. É o vigarista, o artista da trapaça que persuade os outros de que alguma coisa é um bom negócio. Em geral, é motivado pelo tédio, reagindo também à estupidez ou à sensação de ter saído esnobado.





Karma=


No domínio de Gêmeos, o karma gira em torno de inverdades ou esquemas nefandos. A negatividade passada envolve fofocas, calúnias, informações falsas, traição e engano deliberado. O desafio kármico da vida presente é identificar a verdade e se ater a ela.





Gostos=


Tudo o que tem a ver com palavras: livros, teatro, jornalismo, Internet; jogos e quebra-cabeças.





Aversões=


Paz e quietude, sensação de tédio ou solidão, pessoas que não ouvem ou que tem opiniões rígidas.





Dinheiro=


Dinheiro no banco não é importante. Esse signo cheio de recursos sempre consegue levantar um dinheirinho quando é preciso, mesmo que por meios questionáveis. Os esquemas de enriquecimento rápido e as trapaças financeiras são invenções de Gêmeos. Essa personalidade não pensa duas vezes antes de pedir dinheiro emprestado aos amigos ou de lhes emprestar dinheiro, não se importando com as dívidas no cartão de crédito. Jogador natural e investidor astuto, Gêmeos faz apostas – e ganha.





Como pai ou mãe=


Embora dispostos a brincar, pais de Gêmeos tratam os filhos como pequenos adultos. Quando se trata de disciplina, tentam argumentar. Uma criança retraída ou introvertida deixa Gêmeos atrapalhado.





Como criança=


Curiosa e comunicativa, a criança de Gêmeos precisa de um ambiente intelectualmente estimulante, logo a partir do nascimento. Gêmeos precisa saber. O jovem Gêmeos pega uma coisa e a desmonta para ver como funciona, lê todos os livros da biblioteca, surfa na Internet sem que ninguém lhe tenha ensinado e ouve música em volume alto enquanto faz a lição de casa. Embora Gêmeos seja feliz como filho único, os amigos são muito importantes. Quando não há nenhum, um amigo invisível serve. O maior problema dessa criança é ficar quieta e prestar atenção. Um geminiano entediado pode partir rapidamente para um comportamento destrutivo.





Profissão=


Gêmeos é claramente compatível com qualquer coisa que envolva multitarefas e comunicação, podendo ser um bom jornalista, comentador de rádio ou professor. Gêmeos pode ser também um excelente navegador, engenheiro civil, assistente pessoal ou vendedor livros. Eloquente que é, pode trabalhar como representante de vendas, agente de viagem ou de propaganda, demonstrador, relações públicas ou especialista em comunicação.





Atividades de lazer=


A preferência por atividades que envolvam outras pessoas e um convite para festa é sempre bem recebido. Quando Gêmeos fica quieto, é para ver um filme ou consertar um relógio. Quanto à atividade física, as primeiras escolhas são t´ai chi, yoga e esportes de raquete. Tocar teclado ou um instrumento de sopro numa banda também é um bom passatempo para Gêmeos, enquanto escrever, falar outras línguas e lidar com o computador mantém a sua mente ocupada. Gêmeos pode ser um comprador compulsivo.





Boas ideias para presentes=


Gêmeos gosta de brinquedos tecnológicos, especialmente os mais modernos equipamentos de comunicação. Joias também agradam, assim como livros e entradas para o teatro.




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CÂNCER O CARANGUEJO




Glifo: As patas do caranguejo simbolizam a natureza apegada e fiel desse signo, mas o glifo faz também uma alusão aos seios, que alimentam e aconchegam.




Datas: 21 de junho – 22 de julho




Regente: Lua




Casa natural: Quarta




Qualidade: Cardeal




Elemento: Água




Polaridade: Negativa




Exaltação: Júpiter




Queda: Marte




Detrimento: Saturno




Palavras-chave: Nutrição, emocionalidade, defensividade, simpatia, vulnerabilidade, apego, tenacidade, ambição, melancólico, protetor, suscetível, gregário, astuto, inseguro, nostalgia, sentimental, manipulador









Correspondências Tradicionais=




Estação: Meio do verão




Dia: Segunda-feira




Número: 2




Fisiologia: Seios, mamilos, sistema linfático, órgãos reprodutores femininos, trato alimentar




Pedras de nascimento: Pedra-da-lua, pérola




Cristais: Âmbar, berilo, espinélio marrom, cornalina, calcita, calcedônia, crisoprásio, esmeralda, pedra-da-lua, opala, turmalina rosa, rodonita, rubi, ágata-musgo, ágata-de-fogo, ágata dendrítica




Associações: O passado, o lar




Metal: Prata, cobre




Cores: Branco, cinza-enfumaçado, verde, ferrugem, iridescência




Animais: Caranguejo, sapo




Alimentos: Frutos do mar, alface, cogumelos, pepino, abóbora, melão, figo, leite, alimentos aquosos, repolho, papaia




Ervas: Hortelã-pimenta, hortelã, verbena, estragão, hissopo




Árvores: Amieiro, salgueiro, acanto, árvores ricas em seiva




Plantas: Convólvulo, rosa branca, lótus, lírio d´água, junco, flores silvestres, drósera, cravo-de-defunto, morrião-dos-passarinhos, madressilva, eritrônio




Lugares: Canadá, Escócia, Ilhas Maurícias, Países Baixos (especialmente Amsterdã), Itália (especialmente Veneza), Turquia (especialmente Istambul), cidade de Nova York, qualquer lugar tranquilo perto da água, todas as águas navegáveis, especialmente grandes rios e o mar, casas perto da água, lagos, poços, fossos, nascentes, terrenos pantanosos, adegas e lavanderias









Aparência=




O canceriano típico tem o rosto redondo e pálido e cabelo castanho-claro. O corpo tende a ser curto e sólido e com seios fartos no caso das mulheres. Olhos pálidos e lacrimosos olham timidamente para o lado sob pálpebras abaixadas. A postura característica é de proteção, com as mãos cruzadas sobre o diafragma. Câncer escolhe roupas confortáveis e caseiras. Quando gosta de uma roupa, costuma usá-la até que, literalmente, caia aos pedaços.









Personalidade=




O grande cultivador do zodíaco, Câncer nunca é direto nem se põe em evidência, sendo fácil ignorá-lo. O que está sob a casca do caranguejo fica bem escondido e é de difícil acesso. Intimamente ligado às fases da Lua, Câncer oscila, podendo ser gentil, carinhoso e compassivo ou então duro, irritadiço e cheio de autopiedade. Há um choque evidente entre a parte ambiciosa e extrovertida do signo e o aspecto suave e sensível, que precisa desesperadamente de aprovação. Câncer quer fazer parte de um grupo, mas também deseja o sucesso e está pronto a se indispor com as pessoas para atingi-lo. O lar é de vital importância para Câncer. Qualquer rompimento em casa provoca uma angústia emocional que afeta todas as outras partes da sua vida. Mudar de casa é um grande trauma. Sentimental e nostálgico, Câncer guarda tudo do passado. O que os outros vêem como tranqueira, Câncer considera essencial para a sua segurança e para os seus sentimentos.









Mente=




Câncer raramente vai direto ao ponto e muitas vezes se vê dominado pela emoção, de modo que os processos de pensamento podem ser irracionais, embora orientados pela segurança. Acontecimentos e amores do passado também têm muito peso nas decisões intelectuais. Embora a mente canceriana trabalhe melhor com a intuição à solta, as decisões tomadas dessa forma pedem uma avaliação lógica num momento posterior, já que podem ter sido influenciadas por necessidades emocionais ou pelos sentimentos dos outros.









Emoções=




Câncer põe tudo de lado pelo desejo de proteger e cuidar. Sendo tão afinado com os sentimentos e necessidades dos outros, é difícil para essa personalidade se afastar e definir a própria posição. É um signo que muitas vezes se vê sobrecarregado e tende a mudanças de humor. Mal-entendidos e ressentimentos surgem facilmente numa paisagem agudamente emocional, na qual tudo é avaliado à luz de experiências anteriores. Quando se vê ameaçada, o que muitas vezes acontece, essa personalidade vulnerável e reservada se retrai para um ambiente protegido como um útero, no qual as emoções possam ser processadas e compreendidas.









Forças=




Altamente intuitivo a respeito das necessidades dos outros, Câncer é muito afetivo e ferozmente protetor. Há ocasiões em que esse signo solícito parece ser o assistente social do resto do zodíaco. Na esfera profissional, a sagacidade da mente canceriana, combinada a uma excelente memória, muitas vezes se traduz em perspicácia para negócios.









Fraquezas=




As fraquezas vêm da suscetibilidade emocional. Quando vulnerável, Câncer se torna ciumento e possessivo, agarrando-se a tudo que represente segurança.









Sombra=




O lado sombrio de Câncer vem do forte controle emocional que esse signo gostaria de ter sobre as coisas – e sobre as pessoas. É uma sombra manhosa, nascida da insegurança pessoal.









Karma=




Câncer vive sobrecarregado por situações ou relacionamentos do passado, que se recusa a liberar. Há muitas questões de co-dependência e de “amor sufocante” que merecem atenção. O karma positivo está muitas vezes associado aos cuidados que Câncer oferece. O desafio para esse signo é descobrir uma maneira de cuidar de si mesmo sem depender do apoio emocional dos outros.









Gostos=




Lar, tudo o que tem a ver com água, itens de valor sentimental, boa comida.









Aversões=




Notoriedade, independência emocional nos outros.









Dinheiro=




Esse signo orientado à segurança sente-se desprotegido se não tiver um bom pé-de-meia. Muitas vezes acusado de mesquinharia, Câncer é generoso com quem ama. Como tem faro para negócios e raramente confia nos outros, esse signo cuida em geral dos próprios assuntos financeiros. Os investimentos são analisados com cuidado.









Como pai ou mãe=




Transbordante de sentimento maternal, Câncer é carinhoso e solicito com os filhos, proporcionando-lhes um ambiente com muito amor. No extremo, esse amor pode ser possessivo, prejudicando o desenvolvimento da auto-suficiência. O pai ou a mãe de Câncer fica com o coração na mão quando a criança é um pouquinho ousada e se enfurece quando essa criança é ameaçada por algum perigo, real ou imaginário.









Como criança=




O canceriano jovem precisa de um ambiente estável e protetor, em que possa aprender, e da constante demonstração do amor dos pais. É uma criança afetuosa, que prefere ficar perto dos pais. Muito incentivo é necessário para ajudar o jovem canceriano a alçar vôo.









Profissão=




Os cancerianos e cancerianas podem ser excelentes assistentes sociais, berçaristas, babás, parteiras, acompanhantes, diretores de recursos humanos, administradores de condomínio, professores de pré-escola ou enfermeiros. A ligação com a comida é bem aproveitada em profissões como hotelier, caterer ou chef. Já a ligação com a casa sugere um bom designer ou decorador de interiores. Como esse signo fico feliz na água ou perto dela, pode trabalhar como construtor de barcos, pescador ou marinheiro. Pode também ser um bom vendedor de antiguidades, curador de museu, negociante ou historiador.









Atividades de lazer=




Com forte ênfase em atividades domésticas, é típico de Câncer bordar, fazer tricô, colecionar antiguidades, visitar brechós e cozinhar para os amigos. A forte afinidade de Câncer com a água se manifesta em atividades como velejar, pescar e nadar. A joalheria artesanal é um bom hobby, assim como a fotografia. Um dos esportes preferidos é a luta-livre. Esse signo de coração gentil também encontra tempo para trabalhar de caridade.









Boas ideias para presentes=




Câncer valoriza qualquer coisa que venha do passado. Então, uma antiguidade ou uma ida ao cinema para ver um filme antigo são excelentes ideias. Joias de prata, pérolas ou florzinhas brancas e cheirosas são apreciadas, assim como uma fotografia da família.










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LEÃO




Glifo: O símbolo de Leão é a juba. O Rei dos Animais simboliza a natureza real do signo.




Datas: 23 de julho – 22 de agosto




Regente: Sol




Casa natural: Quinta




Qualidade: Fixo




Elemento: Fogo




Polaridade: Positiva




Exaltação: Netuno




Queda: Nenhum




Detrimento: Urano




Palavras-chave: Persistência, real, orgulho, entusiasmo, autoconfiança, generosidade, teimoso, brincalhão, turbulento, vaidade, drama, benevolente, dominante, digno, pomposo, protetor









Correspondências Tradicionais=




Estação: Fim do verão




Dia: Domingo




Número: 1




Fisiologia: Coração, coluna, base das costas




Pedras de nascimento: Olho-de-gato, rubi




Cristais: Olho-de-tigre, âmbar, pedra boji, cornalina, crisocola, citrino, damburita, esmeralda, ágata-de-fogo, granada, berilo dourado, turmalina verde e rosa, kunzita, larimar, moscovita, ônix, calcita laranja, petalita, pirolusita, quartzo, obsidiana vermelha, rodocrosita, topázio, turquesa, espinélio amarelo




Associações: Vinho




Metal: Ouro




Cores: Laranja, amarelo-dourado, vermelho, verde




Animais: Leão, gato doméstico, lince




Alimentos: Salsa, alimentos ricos, carne, nozes, mel, espinafre, couve galega, agrião




Ervas: Eufrásia, erva-doce, erva-de-São-João, borragem, agripalma, açafrão, alecrim, arruda, anis, camomila




Árvores: Árvores cítricas, cedro, loureiro, palmeira, nogueira




Plantas: Flor de maracujá, quelidônia, girassol, cravo-de-defunto, narciso silvestre, lavanda, lírio amarelo, papoula, visco




Lugares: Itália (especialmente Roma), França (especialmente a Riviera), República Checa (especialmente Praga), Turquia, Sul do Iraque, Líbano, Boêmia, Índia (especialmente Mumbai), América do Norte ( especialmente Chicago ou Filadélfia), resorts exclusivos, selvas, bosques e florestas, desertos e lugares inacessíveis, qualquer lugar perto do fogo ou de uma fornalha, castelos









Aparência=




Leão nunca passa despercebido. É uma personalidade dramática, que gosta de causar impacto. De altura acima da média, o corpo é generoso e bem formado. A postura é imponente e autoritária, ou brincalhona e travessa, dependendo do humor. Os olhos leoninos são ousados e convidativos. O cabelo é arrumado para impressionar e as roupas são caras e elegantes.









Personalidade=




Leão faz muita pose. Com magnanimidade de espírito e amor contagiante pela vida, o lugar de Leão é no centro do palco e ele exige adulação como se fosse um direito. O signo é um regente natural, posto na Terra para governar outros, gostem ou não. Felizmente, Leão tem uma natureza tão charmosa que a maioria das pessoas perdoa essa intromissão na sua vida. Déspota megalomaníaco ou benevolente, há em Leão alguma coisa exuberante e infantil, mesmo quando é mandão e dominador. Leão acredita que é especial e fará de tudo para obter esse tratamento especial. Nesse tipo de personalidade, há muito orgulho em jogo. Os outros muitas vezes se curvam sem pensar diante de Leão. Ninguém gosta de ofende-lo. Um Leão irritado é capaz de congelar o ambiente e paralisar com o olhar – e fica difícil convence-lo a desistir do bote.









Mente=




É praticamente impossível fazer com que Leão mude de opinião sobre o que quer que seja. Geralmente bombástico, esse signo pensa em linhas retas. As opiniões que Leão formulou na juventude continuam as mesmas na velhice. Os processos de pensamento são lentos e ponderados – e às vezes pomposos. O Leão pode achar que deu toda a atenção a um assunto, só que muitas vezes os detalhes são esquecidos e as conclusões tendem a ser baseadas na intuição e não nos fatos. Mas Leão faz bonito e angaria poder graças a influências incontestáveis.









Emoções=




O orgulho é a mais forte das emoções de Leão. A face externa desse signo nunca deixa de mostrar confiança e joie de vivre. Mas a situação pode ser diferente por dentro. Quando Leão tem uma forte confiança em si mesmo, coisas incríveis podem acontecer, mas se essa confiança for abalada, Leão leva um longo tempo para se recuperar. Os outros às vezes se aproveitam de Leão, que é ingênuo e confiante, achando que todos têm altos padrões de integridade e lealdade. Cercado pela equipe certa, Leão é poderoso e criativo.









Forças=




A calorosa benevolência de Leão e a sua boa índole podem levar a luz do Sol para a vida dos outros. É um espírito altamente criativo.









Fraquezas=




O Leão tende a querer mandar nos outros. Como quer sempre fazer bonito, o signo pode ser vulnerável a falsos elogios. Esnobismo, orgulho e arrogância arruínam esse signo, assim como a inclinação pela boa vida.









Sombra=




A tendência desse signo para organizar os outros pode se transformar num desejo compulsivo de controle. O lado sombrio de Leão procura explorar a fraqueza dos outros.









Karma=




Autocrático e inflexível, Leão precisa reconhecer a responsabilidade que vem junto com o poder. O desafio kármico é se tornar pessoalmente dotado de poder em vez de exercer poder sobre os outros.









Gostos=




Aplausos, compras, boa comida, vinho, as artes, a ópera, qualquer coisa com paixão e vivacidade.









Aversões=




Frustrações, ser motivo de riso, gente tímida e apagada, controle orçamentário.









Dinheiro=




Leão é um gastador e muitas vezes vive muito acima dos seus meios. O dinheiro simplesmente escorre entre os seus dedos dourados. Não que Leão se importe, já que tem o apoio dos outros e uma capacidade inata de gerar muito dinheiro. Mas, mesmo sem dinheiro, esse signo é generoso e mantém um estilo de vida ostentoso.









Como pai ou mãe=




Como pai ou mãe, Leão é afetuoso, brincalhão e criativo. Este tipo de pai ou de mãe se orgulha de proporcionar de tudo aos filhos, que são incentivados a explorar criativamente o mundo. Espera que os filhos se saiam excepcionalmente bem, seguindo o modelo leonino.









Como criança=




Essa é a criança de ouro, que se destaca na multidão e que tem sempre uma corte de admiradores, o que pode deixa-lo mimado demais. Ela precisa de um ambiente escolar em que possa brilhar, com oportunidades para dançar e atuar. A disciplina é importante para manter sob controle esse ego em desenvolvimento. Quando contrariada, logo se transforma numa prima-dona.









Profissão=




Leão é naturalmente ator, dançarino, produtor ou apresentador de televisão, modelo, estrela do rock, esportista ou desenhista de moda. Esse signo pode ser também um excelente vitrinista, engenheiro de calefação, ourives ou negociante de ouro. Sente-se bem também exercendo autoridade como juiz, orientador de jovens, professor, político, presidente ou advogado. Como o signo tem uma forte ligação com diversão e lazer, profissões como psicodramatista ou gerente de centro de lazer também são apropriadas. E dada a ligação com o coração, muitos Leões se tornam cardiologistas ou cirurgiões cardíacos.









Atividades de lazer=




Leão combina indolência com energia: não gosta muito de esportes que exigem esforço, mas gosta de ser visto numa academia da moda. As atividades aeróbicas mantêm a boa forma de Leão, assim como a dança. Esportes de equipe não muito puxados são aceitáveis, contanto que Leão seja o capitão. Sendo um ator natural, Leão é excelente em grupos amadores de teatro, gostando de debater qualquer coisa que envolva representação. Comer fora é sempre um prazer. O lado criativo de Leão se revela em hobbies artísticos e trabalhar para uma boa causa aquece o seu coração. Com um interesse surpreendente em estratégia, Leão gosta de jogos de tabuleiro.









Boas ideias para presentes=




Leão adora tudo o que é vistoso e ostentoso, e de preferência caro. Um camarote na ópera é uma boa ideia, ou uma suíte num hotel. Cashmere e ouro também levam nota alta, assim como um retrato de Leão numa moldura adornada.










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VIRGEM A DONZELA



Glifo: O glifo de Virgem representa uma donzela segurando espigas de milho, símbolo da natureza produtiva do signo.




Datas: 23 de agosto – 22 de setembro





Regente: Mercúrio





Casa natural: Sexta



Qualidade: Mutável



Elemento: Terra



Polaridade: Negativa



Exaltação: Mercúrio



Queda: Vênus/Netuno



Detrimento: Júpiter/Netuno



Palavras-chave: Serviço, discriminação, análise, eficiência, perfeccionismo, consciencioso, pureza, fertilidade, meticuloso, submisso, modesto, eficiente, detalhista, pedante, tacanho.







Correspondências Tradicionais=



Estação: Começo do outono



Dia: Quarta-feira



Número: 5



Fisiologia: Abdome, intestinos, baço, sistema nervoso central



Pedras de nascimento: Peridoto, sárdonix



Cristais: Amazonita, âmbar, topázio azul, dioptásio, cornalina, crisocola, citrino, granada, magnetita, pedra-da-lua, ágata-musgo, opala, obsidiana púrpura, rubelita, quartzo rutilado, safira, sodalita, sugelita, smithsonita, okenita



Associações: Colheita



Metal: Mercúrio, cobre



Cores: Azul-marinho, cinza-escuro, marrom, verde, preto, qualquer coisa com salpicos ou bolinhas



Animais: Rato, insetos, gato, abelhas



Alimentos: Endívia, painço, milho, trigo, cevada, aveia, centeio, arroz, batata, cenoura, nabo, rutabaga, banana-da-terra, todos os vegetais que crescem sob a terra, nozes, amoras, erva-doce



Ervas: Escutelária-da-virgínia, endro, valeriana



Árvores: Árvores de frutas oleaginosas, sabugueiro, castanheiro-da-índia



Plantas: Florzinhas de cores brilhantes, botão-de-ouro, lavanda, escutelária-da-virgínia, miosótis, áster, glória-da-manhã, mimosa, linhaça



Lugares: Suíça, Mediterrâneo oriental, França (especialmente Paris e Lyon), Grécia (especialmente Creta), Turquia, Alemanha (especialmente Heidelburg), América do Norte 9especialmente Boston), bibliotecas, armários, estâncias de cura, leiterias, milharais, silos e fábricas de malte, celeiros, qualquer lugar arado ou cultivado







Aparência=



Virgem está quase sempre impecável, irradiando eficiência. O corpo é esguio, os gestos econômicos e os cabelos em ordem. A postura é atenta, pronta para servir. Muitos virginianos usam uniformes, de um tipo ou de outro. Quando não está de uniforme, Virgem opta por roupas funcionais, que não saem da moda. As cores são combinadas e coordenadas.







Personalidade=



Quieta e reservada, a personalidade de Virgem é extremamente eficiente. Virgem sempre tem tudo sob controle. O fato de todos os outros signos contarem com isso pode fazer de Virgem um workaholic. Abnegado e com o instinto de servir, acha difícil não ceder. Virgem gosta de ver tudo certo e isso tem um preço. A personalidade desse signo pode ser crítica demais, não tolerando erros. A preocupação excessiva pode levar à exaustão nervosa. Virgem personifica um forte conflito entre a sensualidade natural de um fértil signo da terra e o desejo inato de pureza. Parte da personalidade virginiana é sempre intocada e pura. O outro aspecto da donzela é voluptuoso e fecundo. Quando as inibições diminuem, essa personalidade revela uma inclinação aos prazeres da carne que pode levar depois a uma crise de consciência.







Mente=



Regido pelo planeta Mercúrio, Virgem é um signo intelectual. É uma personalidade que tende ao conhecimento especializado, com uma clareza mental que poucos signos têm. Mas há também nesse signo um pouco de pedantismo tacanho. Virgem age com cautela, preferindo categorizar, analisar e organizar em vez de mostrar uma visão mais ampla. Diante de um problema, o instinto de Virgem é dividi-lo em pequenas partes, geralmente em detrimento do todo. Cronicamente preocupado, esse signo pode mostrar considerável tensão nervosa, o que perturba a concentração e gera disfunções no corpo.







Emoções=



Para Virgem, as emoções são desagradavelmente confusas. Como tem a perfeição como meta e um profundo medo do fracasso, Virgem prefere não se arriscar a descobrir imperfeições interiores. Para esse signo, as emoções podem ficar seriamente confusas, ainda mais quando o forte impulso sexual entra em conflito com o alto nível de exigência. A única saída para Virgem é analisar o sentimento até acabar com ele.







Forças=



A eficiência de Virgem é lendária. Esse signo é agraciado com integridade, criatividade prática, senso comum, confiabilidade e olho para detalhes, Embora quieto e reservado, esse signo está sempre pronto a ajudar os outros.







Fraquezas=



No extremo, a obsessão por detalhes faz com que Virgem sucumba ao pedantismo e à falta de visão. A tendência a ser crítico e cheio de razão, combinada a metas inatingíveis, impede que Virgem consiga atingir os padrões de perfeição que lhe aumentariam a auto-estima e lhe tirariam as dúvidas a respeito de si mesmo.







Sombra=



A sombra pudica de Virgem foge de qualquer coisa “doentia” e, no entanto, pode ter uma profunda atração por voyeurismo ou pornografia. Reprimida essa atração, resta-lhe a suspeita furtiva de que sabe mais do que qualquer um.







Karma=



Levada longe demais, a personalidade de Virgem pode facilmente descambar para o servilismo. Esse signo tem que aprender a servir de coração e com verdadeira humildade, sem buscar reconhecimento nem recompensa. O desafio kármico é usar o julgamento e o discernimento sem se tornar crítico demais e nem pedante.







Gostos=



Fazer listas, limpeza e ordem, artes e artesanato.







Aversões=



Bagunça, sujeira, desorganização, comportamento despudorado nos outros, barulho.







Dinheiro=



Econômico, Virgem planeja com cuidado o orçamento e raramente gasta dinheiro em frivolidades, preferindo pesquisar preços em busca do mais barato. Vivendo modestamente e gastando menos do que ganha, Virgem sempre tem dinheiro no banco. Esse signo sabe exatamente para onde vai o dinheiro. Paga as contas em dia e tem horror a dívidas. O planejamento financeiro é importante para esse signo cauteloso e os investimentos que escolhe são os que têm crescimento lento mas garantido.







Como pai ou mãe=



O pai ou a mãe desse signo cuida muito dos filhos e planeja cuidadosamente o seu futuro. Estabelece padrões bem altos e toma medidas sérias quando o filho não consegue ficar à altura deles – mas só porque quer de coração o melhor para o filho.







Como criança=



Meticuloso e organizado desde muito jovem, Virgem sempre sabe onde estão as suas coisas. Essa criança gosta de experiências práticas e de um aprendizado cuidadosamente planejado. Embora raramente se suje, ela pode se beneficiar pessoalmente de contato com o solo. A jardinagem é uma atividade apreciada, assim como trabalhos manuais.







Profissão=



Graças a sua forte ligação com saúde e higiene, Virgem trabalha muitas vezes como profissional de saúde, higiene ou limpeza, farmacêutico, enfermeiro, dietista ou nutricionista. A eficiência do signo faz dele um excelente assistente pessoal, cientista, inspetor, analista, redator, crítico, pesquisador, revisor, bibliotecário, treinador de empresa ou estatístico. Virgem pode também encontrar satisfação como artesão, jardineiro, ajudante de loja, professor, linguista, consultor ou professor de yoga.







Atividades de lazer=



Os jogos de equipe atraem Virgem, assim como clubes esportivos, yoga, caminhadas e passeios de bicicleta. Muitos virginianos são excelentes artesãos, escolhendo hobbies como marcenaria, entalhes em madeira, bordado e modelagem. Consertar aparelhos elétricos também é um passatempo apreciado. Para exercitar a mente, Virgem muitas vezes estuda por prazer ou faz trabalho de caridade. A forma precisa e eficiente desse signo abordar a vida é espelhada no xadrez e no computador.







Boas ideias para presentes=



O título de um clube ou a assinatura de uma revista são presentes adequados. Produtos que ajudam a relaxar e óleos de banho também são uma boa escolha, assim como alguma coisa ligada ao passatempo preferido.








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Akin Lan Feng
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ASTROLOGIA E HORÓSCOPO pt 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Sex Jul 10, 2015 3:55 pm

LIBRA A BALANÇA




Glifo: Símbolo da natureza essencialmente justa do signo, a inanimada balança da Justiça representa a tendência de Libra para “pesar as coisas” antes de agir.




Datas: 23 de setembro – 22 de outubro




Regente: Vênus




Casa natural: Sétima




Qualidade: Cardeal




Elemento: Ar




Polaridade: Negativa




Exaltação: Saturno




Queda: Sol




Detrimento: Marte




Palavras-chave: Relacionamento, harmonia, parceria, cooperação, diplomacia, conciliação, perfeccionismo, indecisão, compromisso, insinceridade, julgamento, adaptação, vacilante, frívolo, pacífico, adequado, estético, determinado









Correspondências Tradicionais=




Estação: Meio do outono




Dia: Sexta-feira




Número: 6




Fisiologia: Rins, região lombar, sistema endócrino




Pedras de nascimento: Safira, opala




Cristais: Ametrina, apofilita, água-marinha, aventurina, pedra-do-sangue, quiastolita, crisólita, espinélio verde, turmalina verde, jade, kunzita, láiz-lazuli, lepidolita, obsidiana mogno, pedra-da-lua, peridoto, prehnita, pedra-do-sol, topázio




Associações: Vinho, música




Metal: Cobre




Cores: Azul-claro, rosa, preto, carmesim escuro, âmbar, amarelo-limão




Animais: Todos os animais pequenos, pombas, cisnes, lagartos e pequenos répteis




Alimentos: Agrião, morango, leite, mel, frutas, trigo, alcachofra, aspargo, temperos




Ervas: Amor-de-hortelão, poejo, tomilho, matricária, erva-dos-gatos, potentilha, angélica, uva-ursina, bardana, cabelo de milho, salsa, gaultéria, folhas de buchu




Árvores: Freixo, plátano, figueira, álamo, lilás, zimbro




Plantas: Todas as flores azuis, malva, rosas opulentas, videira, melissa, violeta, limão, amor-perfeito, prímula, dália, margarida, rosa centifólia




Lugares: Argentina, Burma, China, Tibete, Viena e região alpina da Áustria, Portugal (especialmente Lisboa), França (especialmente Arles), grandes navios cruzeiros, celeiros, moinhos, telheiros, a encosta das colinas, o topo das montanhas e qualquer lugar com ar puro e limpo, áreas áridas, arenosas ou pedregosas, onde antes se praticava a falcoaria, câmaras internas, sótãos









Aparência=




Com seu jeito sossegado, Libra tem uma boa aparência – mas vive se olhando no espelho só para ter certeza. Tem um rosto atraente, com boa estrutura óssea e o olhar claro. O cabelo de Libra é tipicamente longo e ondulado, o corpo é curvilíneo e a estatura tende a ser baixa. Esse signo prefere tecidos luxuosos, sempre de olho na combinação de cores. Mas se Libra se vestisse com pano de saco, o efeito ainda seria agradável.









Personalidade=




Em geral, Libra é considerado o signo mais equilibrado o zodíaco, mas nem sempre é esse o caso. Libra é uma personalidade vacilante que pode mudar de um extremo ao outro ou ficar em cima do muro. Esse tipo sociável, extrovertido e charmoso tem necessidade de agradar os outros e prefere a harmonia à verdade, sendo capaz de mentir e manipular para manter a vida do jeito que gosta. Libra é capaz de se adaptar, de se ajustar e de ceder para deixar todo mundo feliz, mas no fundo o libriano é forte. Um relacionamento é essencial para Libra, que se sente incompleto quando está só. Essa personalidade faz de tudo para atrair um parceiro.









Mente=




Libra tem a mente ágil, capaz de abstrações e de julgamentos perspicazes. Os librianos mostram muita habilidade para planejamento e estratégia. Essa mente gosta também do calor de um debate – talvez pela oportunidade de liberar a agressividade contida. A fraqueza mental de Libra é a indecisão, nascida da tendência a enxergar todos os lados de uma questão – e a ficar em cima do muro. Qualquer pressão para que tome uma decisão é sentida como stress. Libra quer fazer tudo certo – e ser justo. No esforço para agradar todo mundo, esse signo faz uma verdadeira ginástica mental, acrescentando uma ou duas mentirinhas para não ferir os sentimentos de ninguém. Mas quando as mentiras começam a crescer como bola de neve e o artifício fica complexo demais, Libra se cansa e abre o jogo.









Emoções=




Idealmente, esse signo evitaria todas as emoções, com a exceção do amor romântico. Libra deseja profundamente uma relação, o que pode levar a emoções intensas. Em geral, esse signo não sofre com ciúme, mas qualquer ameaça ao relacionamento pode despertar insegurança e sentimentos de inadequação.









Forças=




Esse signo tem um excelente poder de negociação e mediação. Com personalidade delicada e diplomática. Libra acalma as coisas e acha o meio termo. Libra também tem bom gosto inato e capacidade para criar uma atmosfera harmoniosa, seja qual for o ambiente.









Fraquezas=




Em busca da perfeição, Libra omite impropriedades e encobre os problemas. A necessidade de ter um relacionamento pode ser tão aguda que as concessões se acumulam, acabando por levar à insatisfação. A indecisão e a tendência à preguiça sugerem que Libra pode acabar não cumprindo o que promete.









Sombra=




Para um signo tão pacífico, Libra tem uma sombra surpreendentemente egoísta, incorporando os traços mais detestáveis de Áries. Absorvido em si mesmo e obstinado, é como se toda a preocupação com o bem-estar dos outros que Libra normalmente exibe se invertesse. Essa sombra mente e engana para atingir os seus próprios fins egoístas.









Karma=




Para os librianos, o karma gira em torno de relacionamentos e da tendência a se adaptar em detrimento de si mesmo. A indecisão e uma relação relaxada com a verdade são outras áreas que merecem exame. Para Libra, o desafio kármico é ser aberto e verdadeiro nos relacionamentos futuros, de modo que as necessidades de ambas as partes sejam atendidas.









Gostos=




Paz e harmonia, um ambiente agradável, as artes.









Aversões=




Confusões, discussões, diferenças de opinião.









Dinheiro=




Embora Libra faça meticulosos planos financeiros, pode ainda assim contrair grandes dívidas por causa do seu amor pela boa vida. Felizmente, tem capacidade para ganhar o suficiente para pagar as suas dívidas. Os investimentos são cuidadosamente pesquisados e planejados com vistas à segurança a longo prazo – quando Libra se dá a esse trabalho. Sempre generoso e disposto a gastar com luxo e qualidade, esse signo adora fazer compras e não consegue resistir a uma pechincha.









Como pai ou mãe=




O pai ou mãe de Libra gosta de brincar com os filhos, contanto que a brincadeira não envolva confrontação. É um pai ou uma mãe que disciplina com afabilidade e não com regras estritas. No entanto, o desejo de perfeição desse signo pode levar a padrões severos, principalmente no que diz respeito a trabalho acadêmico.









Como criança=




Como criança, Libra aprende rapidamente para agradar as pessoas e mediar disputas. Essa criança cativante precisa ser conduzida gentilmente pela vida. Como a sua prioridade são as pessoas, ela aprende melhor num ambiente sociável, com ênfase na cooperação e não na competição, onde o amor pelo aprendizado e pelas artes seja incentivado.









Profissão=




O gosto excelente de Libra e o seu amor pela estética apontam para profissões como designer de interiores, artista gráfico, consultor de imagens, esteticista, estilista, consultor de compras, negociante de arte ou qualquer coisa no ramo musical. Com a aparência que tem, Libra pode ser modelo. A tendência à diplomacia e a justiça sugere que o libriano pode ser juiz ou advogado, diplomata, trabalhador social, conciliador, consultor administrativo, funcionário de agência de encontros, avaliador ou vendedor de imóveis. Libra pode também encontrar satisfação profissional como veterinário, cabelereiro, terapeuta sexual ou atendente de vôo.









Atividades de lazer=




Libra prefere esportes praticados em dupla, como tênis ou dança. T´ai chi e natação também são boas opções. Libra gosta de desenhar e confeccionar roupas bonitas, além de cuidar da casa e do jardim. Atividades calmas como pintar, fotografar, ler e ouvir música são apropriadas. Exposições de arte, cinema, concertos e casas noturnas também oferecem a esse signo sociável oportunidades de se extravasar.









Boas ideias para presentes=




Libra tem bom gosto, é avesso a presentes baratos ou sem graça. Diante de padrões exigentes, o presente mais seguro pode ser um “vale-presente” de algum lugar realmente exclusivo.





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ESCORPIÃO

Glifo: O ferrão no rabo do escorpião é sugerido pelo glifo farpado. A flecha sugere também a natureza transcendente do signo.

Datas: 23 de outubro – 21 de novembro

Regentes: Marte e Plutão

Casa natural: Oitava

Qualidade: Fixa

Elemento: Água

Polaridade: Negativa

Exaltação: Urano

Queda: Lua

Detrimento: Vênus

Palavras-chave: Transformação, intensidade, mestria, magnetismo, penetração, poder, sexualidade, segredos, destruição, misterioso, desconfiado, oculto, trauma, autodestruição, vingativo, ressentimento, controle



Correspondências Tradicionais=

Estação: Meio do outono

Dia: Terça-feira

Número: 9

Fisiologia: Genitais, órgãos reprodutores, bexiga, uretra, reto

Pedras de nascimento: Topázio, turquesa

Cristais: Malaquita, lágrima-de-apache, água-marinha, berilo, pedra boji, caroíta, dioptásio, esmeralda, granada, turmalina verde, diamante de Herkimer, kunzita, pedra-da-lua, obsidiana, espinélio-vermelho, rodocrosita, rubi, hidenita, variscita

Associações: Sexo, morte, nascimento e renascimento

Metal: Ferro, plutônio

Cores: Vermelho-profundo, castanho, preto, marrom

Animais: Escorpião, águia, cobra, lagarto, invertebrados

Alimentos: Feijão, cebola, alho-porró, carne, temperos, alimentos de gosto marcante

Ervas: Marroio-branco, folhas de sarça, cardo mariano, cocleária, linária comum, absinto, salsaparrilha, black cohosh, blue cohosh, aloe vera, cáscara sagrada, noveleiro, dong quai, ginseng, poejo, folhas de framboesa, sene, palmito-serra, falso-unicórnio

Árvores: Árvores densas, abrunheiro, bramble, rododendro, vidoeiro, estramônio

Plantas: Flores vermelhas, açucena, lírio, acônito, crisântemo, cravo, rododendro, madressilva, genciana, urze, mostarda-dos-campos

Lugares: Tibete, Noruega, África do Sul, Marrocos, Uruguai, Síria, América do Norte (especialmente Cincinnati e Washington DC), ilhas desertas, qualquer lugar perto da água, incluindo poças, pântanos, charcos e brejos barrentos





Aparência=

Inescrutável e de olhar intenso, Escorpião tem olhos escuros e pensativos. O corpo é forte, sutilmente magnético e o olhar não revela nada. O cabelo e a pele são geralmente escuros. Roupas bem cortadas e com estilo forte dão brilho à aparência marcante.



Personalidade=

É difícil conhecer o carismático escorpião, que prefere continuar assim. O ar reservado de Escorpião só aumenta só aumenta o seu perigoso charme. É uma personalidade altamente intuitiva que compreende muito bem os outros, descobrindo instintivamente os sentimentos que tentam esconder. Com um esmagador desejo de poder, Escorpião não hesita em usar o conhecimento que lhe vem através da intuição para manipular as pessoas. Esse signo vai aonde os outros signos têm medo de ir, quebrando todos os tabus. No entanto, é uma personalidade resistente às mudanças, que levou a resistência passiva a uma forma de arte. É raro essa pessoa dizer não diretamente, mesmo que lucrasse com isso. Do mesmo modo, a proverbial ferroada no rabo indica que esse signo pode ser autodestrutivo. Mas, em geral, Escorpião não sabe por que se comportou desse modo.



Mente=

Escorpião tem a mente astuta e vai diretamente ao centro do problema. Combinando lógica com intuição, o Escorpião é um excelente estrategista, que pode praticamente hipnotizar os outros para que façam o que ele quer. Os padrões de pensamento e as opiniões tendem a ser rígidos e invariáveis. Poucos conseguem mudar o modo de pensar de um Escorpião. Escorpião pode ser implacavelmente autocrítico, especialmente quando tenta entender a motivação. É uma personalidade desconfiada que guarda mágoas passadas e permite que pensamentos de vingança se desenvolvam. Tudo é julgado à luz do sofrimento passado, especialmente no nível emocional. Escorpião demora para confiar e, caso seja traído, não perdoa e nem esquece.



Emoções=

As emoções de Escorpião ficam muito bem escondidas, o que as torna ainda mais intensas. É uma personalidade com emoções muito poderosas, relacionadas em geral com amor e ciúme. Quando Escorpião cai vitima dessas emoções, a razão sai pela janela. Escorpião pode sofrer com sentimentos de inadequação, o que é mascarado com a sua maneira arrogante. Sempre com medo de ser traído ou abandonado, o comportamento insensível desse signo e as suas manobras de poder podem provocar justamente essa reação.



Forças=

Escorpião tem enorme tenacidade e resistência. Esse signo perspicaz pode penetrar nas profundezas da outra pessoa.



Fraquezas=

Compulsivo e obsessivo, Escorpião é uma alma suscetível que busca controle total sobre os outros. A sua ferroada é letal, mas Escorpião pode ser intensamente masoquista.



Sombra=

A sombra de Escorpião é venenosa e cheia de rancor. Reúne todos os ressentimentos do signo, combinando-os com a obstinação que compartilha com o seu signo oposto, Touro. Fortemente atraída pela autodestruição, essa sombra cai facilmente em práticas masoquistas e sádicas.



Karma=

Essa personalidade tem problemas relacionados ao uso, abuso e mau uso do poder. Para Escorpião, o desafio kármico é descobrir o tesouro escondido nos acontecimentos traumáticos do passado. A própria sobrevivência de Escorpião faz parte desse tesouro, assim como a força que desenvolveu como resultado do desafio.



Gostos=

Qualquer coisa misteriosa, clandestina ou que seja tabu; o erótico e o exótico; esportes perigosos; planejar vingança.



Aversões=

Exposição pessoal, mudança.



Dinheiro=

Escorpião está sempre no controle e tem uma atitude “o que é meu é meu” quando se trata de dinheiro, embora não seja necessariamente mesquinho. O instinto de autopreservação desse signo se revela nas finanças bem organizadas, visando conservar a riqueza. Ao mesmo tempo, Escorpião é um gastador liberal e gosta de fazer investimentos arriscados, sabendo intuitivamente que são um bom negócio.



Como pai ou mãe=

Escorpião leva as responsabilidades paternas ou maternas muito a sério, estabelecendo desde cedo uma rotina metódica. É um disciplinador com ideias fixas sobre a criação dos filhos. Empenha-se também em promover o interesse pelas maravilhas do mundo natural, incentivando os filhos a correr riscos na exploração do ambiente.



Como criança=

Quieta e intensa, essa criança reservada vive em geral num mundo interior de fantasia. É uma personalidade sensível, facilmente magoada e intensamente ciumenta. Sob pressão, o jovem Escorpião pode dar ferroadas sem provocação aparente. Essa criança tem também traços de crueldade, que se manifestam em atividades como arrancar pernas de insetos. O estímulo de um ambiente intelectualmente desafiador, em que Escorpião possa investigar o funcionamento do universo, muito fará para reduzir o dano.



Profissão=

Ligado a tudo o que é oculto e encoberto, Escorpião pode trabalhar como médico, cientista, investigador, detetive particular, funcionário de asilo, psiquiatra, agente de pesquisa, psicólogo, hipnoterapeuta, agente funerário ou corretor de seguros. As ligações do signo com sexo e medicina levam Escorpião a profissões como ginecologista, parteira e terapeuta sexual. O perfil de Escorpião é adequado também para designer de armas nucleares, tripulante de submarino, mergulhador, policial, praticante de medicina complementar, açougueiro, pessoa de negócios ou profissional de um departamento de águas e esgotos.



Atividades de lazer=

Escorpião é especialmente atraído pelo oculto: metafísica, mistérios e magia de todos os tipos. Esse signo regido por Marte gosta também de artes marciais, de malhar e de correr. O perigo que o signo busca pode ser encontrado em corridas de moto, exploração de cavernas ou leitura de romances de suspense. Bares e casas noturnas são boas diversões para ele. Como a água é uma forte atração, mergulho e snorkeling são atividades apropriadas. Essa personalidade intensa é também atenta ao aperfeiçoamento pessoal e estuda por prazer, podendo desenvolver obsessão por computador.



Boas ideias para presentes=

Como Escorpião é um excelente detetive, um bom jogo de mistério pode ser a resposta. Um livro sobre enigmas ocultos também é uma boa ideia. Lingerie exótica e roupas de couro são apreciadas pelos dois sexos.








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SAGITÁRIO O ARQUEIRO


Glifo: A flecha voando no ar simboliza a busca que move esse signo; o centauro sugere a natureza dual que reúne instinto e intelecto.


Datas: 22 de novembro – 21 de dezembro


Regente: Júpiter


Casa natural: Nona


Qualidade: Mutável


Elemento: Fogo


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nodo Sul


Queda: Nodo Norte


Detrimento: Mercúrio


Palavras-chave: Buscador, busca, investigação, aventura, espontaneidade, otimismo, indelicadeza, filosofia, liberdade, descuidado, idealista, extravagante, jovial, amante da liberdade, exagero, inquietação





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Quinta-feira


Número: 3


Fisiologia: Nervo ciático, quadris e coxas, glândula pituitária


Pedras de nascimento: Topázio, turquesa


Cristais: Azurita, ágata rendada azul, calcedônia, caroíta, espinélio azul-escuro, dioptásio, granada, obsidiana de brilho dourado, labradorita, lápis-lazúli, malaquita, obsidiana-floco-de-neve, turmalina rosa, rubi, quartzo enfumaçado, espinélio, sodalita, sugilita, wulfenita, okenita


Associações: Cavalos, arqueirismo, viagem, livros


Metal: Estanho


Cores: Púrpura, azul-real-escuro, amarelo, verde


Animais: Cavalo, veado, animais com cascos, animais de caça


Alimentos: Aspargo, tomate, comidas étnicas, groselha, uva sultanina, amora, uva-do-monte, grapefruit, chicória, vegetais com bulbos


Ervas: Dente-de-leão, mandrágora, inhame silvestre, agrimônia, trevo vermelho, bardana, matricária, borragem


Árvores: Limoeiro, amoreira, freixo, carvalho, vidoeiro, castanheira


Plantas: Craveiro, betônia, malva, narciso, vara dourada, cavalinha


Lugares: China, Índia, Espanha, Austrália (especialmente Sidney), África do Sul, Arábia, Madagáscar, Alemanha (especialmente Stuttgart), Itália 9especialmente Toscana), Toronto, qualquer lugar estrangeiro, estábulos, casas grandes, campos, colinas e lugares altos, quartos com lareira





Aparência=


Sagitário irradia entusiasmo. O cabelo é tipicamente castanho, o rosto longo e equino, a pele saudável e às vezes corada. O corpo é alongado e atlético, pelo menos até a meia-idade. A aparência não é nada estudada. Muitos sagitarianos simplesmente vestem o que está à mão.





Personalidade=


Jovial e barulhento, é uma personalidade sociável que precisa do estimulo de amigos, de rostos e lugares diferentes. Amante da liberdade, Sagitário acumula mapas e folhetos de viagens “para o caso de precisar”. Esse signo está sempre pronto para viajar, mas não é de fazer reservas com antecedência. Sagitário prefere resolver no último minuto. Espera encontrar respostas e satisfação em terras distantes, revelando uma tendência a viver no que pode ser e não no que é. Brusco e muitas vezes indelicado, Sagitário tem o hábito infeliz de dizer aos outros como viver, embora raramente viva segundo os mesmos princípios. É uma personalidade causticamente honesta, que não liga para nuances. Sagitário pode agir impulsivamente, soltando a flecha sem ter um alvo definido. Para o arqueiro, qualquer ação é melhor do que nenhuma. Assim, age primeiro e pensa depois.





Mente=


A mente sagitariana é filosófica e pouco prática, preferindo as ideias à sua aplicação. Mas Sagitário gosta de resolver problemas e chegar a conclusões nada convencionais, mas que funcionam. É um eterno estudante, que faz todas as perguntas e busca o sentido da vida. Não há nada de que essa mente inventiva goste mais do que um debate aprofundado. Sagitário é basicamente um signo honesto, mas pode exagerar ou enfeitar criativamente a verdade caso a realidade não seja muito emocionante. Quando entediado, maltratado ou negligenciado, Sagitário usa a linguagem como arma. E consegue magoar mais ainda quando ataca sem dó com a verdade nua e crua.





Emoções=


Se fosse possível, Sagitário nunca pensaria em emoções e certamente não as teria. As emoções de Sagitário tendem a ser pouco profundas. O otimismo e o entusiasmo estão constantemente presentes. Sagitário nunca tem vontade de explorar qualquer sensação subjacente de inadequação ou dúvida.





Forças=


Sagitário traz um enorme entusiasmo a qualquer projeto e é altamente criativo. Esse signo é excelente para desencadear e agarrar oportunidades, contando com senso de aventura e uma imaginação altamente desenvolvida. Quando percebe que alguém está em dificuldades, Sagitário sempre luta pelo menos favorecido.





Fraquezas=


A busca de liberdade que move essa personalidade pode fazer de Sagitário um signo pouco digno de confiança. Sempre com pressa, Sagitário pode negligenciar deveres e responsabilidades, deixando os “detalhes” de lado. É um signo sem tato, que muitas vezes ofende.





Sombra=


A sombra de Sagitário compartilha com Gêmeos a capacidade de dissimulação. Mentiroso consumado, o sagitariano promete muitas coisas e depois simplesmente esquece, na busca por outras experiências. A falta de sinceridade permeia cada aspecto da vida. Presunçosa e rebelde, a sombra sagitariana quer ser notada – e amada. Sob pressão, a natural falta de tato do signo assume uma feição maldosa e mordaz.





Karma=


Sagitário explora muitos sistemas de crenças durante a sua eterna busca de significado. O desafio kármico é distinguir o que é verdade e viver de acordo com isso.





Gostos=


Viagem, liberdade, espaços abertos, companhia de bons amigos.





Aversões=


Rotina, sentir-se amarrado.





Dinheiro=


Extravagante, Sagitário gosta de dinheiro quando tem, e contrai dívidas enormes quando não tem. Mas sempre aparece uma solução. Os problemas são frequentes porque Sagitário nunca olha os extratos do banco e pode ser ingenuamente crédulo quando lhe pedem dinheiro emprestado. Jogador por natureza, tende a deixar o planejamento financeiro ao acaso, crédulo que é, pode entrar em esquemas para ficar rico depressa.





Como pai ou mãe=


Aventureiro, Sagitário gosta que os filhos viajem como parte da sua educação, que explorem o mundo e que não evitem os riscos. Como é mais um amigo e um cúmplice do que um pai ou uma mãe, a disciplina tende a ser deixada ao acaso e a rotina é vista como algo a ser evitado.





Como criança=


A criança sagitariana nasce fazendo perguntas. Alegre e entusiasmada, essa criança precisa estar sempre em atividade e raramente fica quieta. Em geral é honesta mas, se for pega numa travessura, inventa uma versão diferente da verdade. Essa criança aventureira fica feliz num ambiente educacional que favoreça a auto-expressão. Bichos de estimação podem despertar um senso de responsabilidade que de outra maneira não se desenvolveria.





Profissão=


Sagitário se dá melhor em profissões que ofereçam algum grau de liberdade e estímulo intelectual. Guia de viagens, piloto, filósofo, tutor, palestrante, professor, advogado, psicoterapeuta, intérprete, relações públicas, vendedor de livros, escritor ou editor são boas opções para esse signo, assim como guru, sacerdote ou consultor de feng shui. Esportivo, o sagitariano pode dirigir uma academia ou trabalhar como treinador pessoal. Os mais aventureiros podem se dar bem como croupier.





Atividades de lazer=


Um sagitariano típico gosta de esportes como caminhada, acampamento, snow boarding, surfing, arqueirismo, voleibol, basquete, mounting biking e hipismo. Fora do esporte, Sagitário pode encontrar satisfação no estudo de línguas, religiões, filosofia, sociologia ou antropologia. Ler, escrever e ir a festas e baladas satisfazem todos os aspectos do signo.





Boas ideias para presentes=


Qualquer coisa ligada a viagens faz Sagitário feliz. Um convite para uma corrida de cavalos pode satisfazer o jogador que mora no coração desse signo.








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CAPRICÓRNIO A CABRA


Glifo: Estabilidade e conformidade são as qualidades de Capricórnio, simbolizadas pela mítica cabra do mar, que saiu das águas do inconsciente para trazer a civilização para a humanidade.


Datas: 22 de dezembro – 20 de janeiro


Regente: Saturno


Casa natural: Décima


Qualidade: Cardeal


Elemento: Terra


Polaridade: Negativa


Exaltação: Marte


Queda: Júpiter


Detrimento: Lua


Palavras-chave: Consolidação, autoridade, autoritarismo, disciplina, conservação, cautela, responsabilidade, dever, consistência, bode expiatório, sociedade, pessimismo, prudente, paciente, convencional, tacanho, empedernido.





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Sábado


Número: 8


Fisiologia: Joelho, pele e ossos


Pedras de nascimento: Azeviche, granada


Cristais: Turquesa, ônix, âmbar, azurita, cornalina, fluorita, turmalina verde e preta, labradorita, magnetita, malaquita, peridoto, quartzo, rubi, quartzo enfumaçado, anabergita, aragonita, galena


Associações: Lei, administração


Metal: Chumbo, platina


Cores: Verde muito escuro, marrom-escuro, cinza, preto, ferrugem, índigo


Animais: Bode, cabra e todos os animais com casco fendido, urso, morcego


Alimentos: Cebola, carne, castanhas salgadas, batata, beterraba, cevada, malte, alimentos com amido, marmelo, espinafre


Ervas: Confrei, salsaparrilha, gualtéria, arruda, olmo, tuia, bolsa-de-pastor, fumaria, tomilho, meimendro


Árvores: Pinheiro, salgueiro, olmo, cicuta, álamo, camélia, marmeleiro-do-japão, teixo, faia preta, azevinho, carvalho branco


Plantas: Amor-perfeito, hera, papoula vermelha e negra, heléboro, cravo, cavalinha


Lugares: Afeganistão, México, Macedônia, Ilhas Orkney e Shetland, Grécia, a antiga Iugoslávia, Bélgica (especialmente Bruxelas), Inglaterra (especialmente Oxford), montanhas, colinas e lugares altos, áridos e rochosos, lugares baixos e escuros, pedreiras, armazéns, apriscos, umbrais, abrigo para ferramentas e antigas pilhas de lenha, terras não cultivadas e com espinheiros





Aparência=


O capricorniano típico tem o corpo magro, alongado e ossudo, assim como o rosto, as mãos e os pés. A postura cheia de dignidade, é autoritária. A cor dos cabelos tende para o cinza ou para o preto, a pele é muitas vezes pálida e a expressão facial pode ser severa. Preferindo cores escuras e conservadoras, Capricórnio gosta de estar sempre elegante, mesmo quando veste roupas casuais.





Personalidade=


Capricórnio é um tradicionalista que usa muita energia para resistir à mudança. Esse tipo de personalidade reflete o conflito desse signo: apesar de ser ativo e regido por Saturno, tem polaridade negativa, essencialmente passiva. As qualidades saturnianas - disciplina, força, resistência e ambição – colidem com a receptividade própria de um signo negativo. Assim, Capricórnio perde a espontaneidade e a alegria de viver, vestindo o manto pesado do dever e da responsabilidade. Em geral, a maturidade é um período muito mais feliz para Capricórnio do que a juventude. Depois que essa personalidade prova a sua eficácia no mundo material, conquistando sucesso e status, as qualidades mais suaves e intuitivas de Capricórnio podem emergir. É possível então que Capricórnio manifeste o desejo de explorar o domínio espiritual ou de ajudar a sociedade.





Mente=


Capricórnio tem a mente astuta, conseguindo traçar estratégias a longo prazo. Controladora e orientada às metas, essa mente mapeia um rígido caminho para o futuro. Embora seja inteligente e prático, raramente Capricórnio pensa fora dos padrões. Ema certa tacanhice é inevitável quando a convenção é seguida com tanta determinação. O status quo predomina definitivamente nessa esfera do zodíaco.





Emoções=


Essa personalidade não é destituída de emoções, mas a capacidade de expressa-las é bloqueada pelas energias de Saturno. Sob a fachada confiante, Capricórnio muitas vezes se vê sozinho e preterido, incapaz de expressar calor e afeição. Juiz severo, esse signo se permite sentir apenas o que deve sentir. Capricórnio avalia o sucesso pelas conquistas no mundo material e não em termos de desenvolvimento pessoal. Assim, o capricorniano pode ter profundos sentimentos de inadequação, ocultos sob a vontade de vencer e provar o seu valor.





Forças=


Abençoado com uma paciência infinita, Capricórnio se sobressai diante de tarefas difíceis. Esse signo tem também talento para organizar, assimilar conhecimento, enxergar detalhes e ver coisas como elas são. A tendência a levar a vida muito a sério é mitigada por um senso de humor sarcástico.





Fraquezas=


Capricórnio é fanático por controle e muitas vezes julga as pessoas de acordo com a posição que têm ou com o que podem fazer para ajudá-lo a galgar a escada social ou profissional. Essa personalidade controladora vê o mundo em termos muito rígidos, impondo infindáveis regras do tipo “deve e não deve” a si mesma e aos outros.





Sombra=


Tendência a criticar demais, tacanhice, pessimismo e rigidez definem a sombra de Capricórnio. A insatisfação interior gera necessidade de validação e sucesso no mundo exterior.





Karma=


Capricórnio se atém cegamente às tradições da religião e da sociedade. Para essa pessoa, o desafio kármico é descobrir a própria voz interior e permitir que ela dirija a sua vida, além de integrar o espiritual à realidade material cotidiana.





Gostos=


Certeza, ordem, regras e regulamentos.





Aversões=


Confusão, ineficácia, rebeldes.





Dinheiro=


Capricórnio tem um respeito inato por dinheiro e nunca gasta em besteiras. As compras são de excelente qualidade, feitas para durar. Esse signo cauteloso planeja com cuidado o futuro financeiro: cedo na vida já começa a poupar e a pensar num plano de aposentadoria. Só investe depois de cuidadosas considerações e de consultar um especialista. Capricórnio nunca corre um risco.





Como pai ou mãe=


Capricórnio leva muito a sério a responsabilidade de educar os filhos, estabelecendo regras severas. E espera que os filhos aceitem e sigam o seu código de comportamento: agir com responsabilidade e sensatez o tempo todo. Esse pai – ou mãe – autoritário, que tem dificuldade de mostrar afeto, pode parecer frio para a criança, especialmente porque esta será valorizada em termos do que consegue realizar.





Como criança=


Essa criança é mais velha do que a sua idade. Muitas crianças de Capricórnio sentem como se carregassem um fardo ou como se, cedo na vida, já tivessem algum tipo de dever. Um ambiente educacional ordeiro e convencional é o mais indicado para esse signo, desde que tenha lugar também para a competição e o desafio.





Profissão=


Capricórnio é ambicioso e fortemente associado à burocracia e ao governo. Assim, o trabalho como CEO, alto funcionário público, administrador de benefícios, político ou oficial da lei, é indicado para essa personalidade, que pode ser também um bom empreendedor, gerente de banco, professor ou planejador. A ligação desse signo com o sistema ósseo pode fazer dele um bom quiroprático, ortopedista, osteopata ou dentista. Como gosta de estrutura, Capricórnio pode ser também arquiteto, agrimensor, construtor, matemático, engenheiro, biógrafo ou geólogo. Depois de se aposentar, Capricórnio muitas vezes passa a trabalhar como magistrado ou consultor – às vezes como voluntário.





Atividades de lazer=


Escaladas ou caminhadas por regiões montanhosas são ótimas atividades para Capricórnio, que se sente em casa nesse ambiente. A natureza resistente do signo pode fazer dele um bom maratonista, enquanto o gosto pela estrutura pode encontrar expressão na dança, no yoga ou no golfe. Os hobbies incluem genealogia, história local, jardinagem, cerâmica, escultura e bricolagem. Em geral, Capricórnio gosta de ler, especialmente biografias e não-ficção histórica. Visitar museus ou fazer serviços comunitários também são bons passatempos, assim como sair para comer fora. Muitos capricornianos são entusiastas dos bons vinhos.





Boas ideias para presentes=


Capricórnio valoriza presentes que combinem utilidade e qualidade. Brinquedos de executivo, uma bela pasta de couro ou uma garrafa de vinho do porto agradariam aos homens, enquanto a mulher capricorniana tende a apreciar joias antigas ou perfumes clássicos.





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AQUÁRIO O AGUADEIRO


Glifo: As ondas do glifo de Aquário simbolizam a união da intuição e da razão no humanitarismo.


Datas: 21 de janeiro – 18 de fevereiro


Regentes: Saturno e Urano


Casa natural: Décima primeira


Qualidade: Fixa


Elemento: Ar


Polaridade: Positiva


Exaltação: Nenhum


Queda: Netuno


Detrimento: Sol


Palavras-chave: Humanidade, desapego, imparcialidade, evolução, rebeldia, razão, excentricidade, idealismo, fraternidade, objetivo, errático, gregário, científico, progressista, excêntrico





Correspondências Tradicionais=


Estação: Inverno


Dia: Sábado


Número: 4


Fisiologia: Canelas e tornozelos, sistema circulatório, glândula pineal


Pedras de nascimento: Água marinha, ametista


Cristais: Âmbar, angelita, celestita azul, obsidiana azul, pedra boji, crisoprásio, fluorita, labradorita, magnetita, pedra-da-lua, atacamita


Associações: Eletricidade, computadores, caos, teoria


Metal: Chumbo, urânio, alumínio, platina


Cores: Azul-céu, azul-elétrico, turquesa


Animais: Pavão e pássaros grandes, que voam longe


Alimentos: Pimentão, pimenta, alimentos com sabor pronunciado, alimentos naturais


Ervas: Raiz-de-cobra, abrótano, freixo-espinhosos, camomila, erva-de-gato


Árvores: A maioria das árvores frutíferas, sabugueiro, olíbano, mirra, sorveira, freixo-da-montanha


Plantas: Orquídeas, chuva-de-ouro, mandrágora, galanto, flor de maracujá, solidéu-de-baical, cipripédio, valeriana, lúpulo


Lugares: Polônia, Croácia, Escandinávia, Rússia (especialmente Sibéria), América do Norte (especialmente Los Angeles), Etiópia, a rota hippie, locais montanhosos e acidentados, lugares para maquinaria, pedreiras, vinhedos, poços, solo recentemente cultivado, nascentes e canais, salas de cirurgia e de leitura





Aparência=


Aquário é um tipo inquieto, com o corpo rijo e resistente e o cabelo grosso e forte. A má formação dos dentes é uma característica. Quanto ao estilo pessoal, a intenção é surpreender, mas não necessariamente chocar. As roupas são arrojadas: peças de alta moda se misturam a peças baratas mas chiques, e a acessórios do exército.





Personalidade=


Essa é uma personalidade peculiar, que se manifesta de maneiras diferentes, dependendo de que regente, Saturno ou Urano, é mais forte. Ao mesmo tempo idealista e não convencional, diferente e petulante, imprevisível e caótico, rebelde e teimoso, genial e desajustado, Aquário pode ser intenso, original e inventivo. O modelo aquariano guarda um traço perfeccionismo que exige ordem. O fanatismo e a intolerância se escondem bem abaixo do desejo sincero de ajudar o mundo. Desejando ardentemente a mudança e a revolução quando jovem, Aquário pode descobrir uma maneira de se rebelar ou de seguir determinados ideais e depois se ater a ela pelo resto da vida. É o “velho hippie” que ainda vive do mesmo jeito ou o anarquista que não se dá conta de que a revolução acabou. Mas Aquário pode ser um dos grandes agentes da mudança social.





Mente=


A intuição e a inteligência se misturam nesse signo. Embora siga processos lógicos de pensamento, a mente aquariana é aberta a acontecimentos inesperados, a lampejos de percepção que podem leva-la muito além do pensamento estabelecido. A combinação resulta numa mente brilhante, que beira a genialidade. Mas, como muitas vezes acontece com os gênios, a originalidade e a visão da mente aquariana costumam ser mal compreendidas. Aquário quer apenas justiça e igualdade. Só que isso implica em mudança, em se libertar da convenção e explodir o status quo. Idealista e perfeccionista, Aquário pode se fixar num determinado ideal e numa visão de como as coisas deveriam ser. É como se essa visão fosse uma moldura que Aquário põe em volta de tudo e de todos. Quem não se encaixar é descartado, mas nunca a visão idealizada.





Emoções=


Tradicionalmente visto como um signo imparcial e distante, Aquário tem na verdade emoções caóticas e necessidades emocionais conflitantes. Deseja rotina e estabilidade mas pode se sentir sufocado numa relação estável. Quando o aspecto perfeccionista do signo entra em cena, o aquariano acha deplorável essa confusão de emoções. Assim, tem um enorme problema com a intimidade, preferindo permanecer distante.





Forças=


Fortemente motivado pela consciência social, Aquário compreende o que o mundo precisará daqui a 20 anos e inicia a mudança. Sem Aquário, não haveria evolução.





Fraquezas=


Aquário tende a seguir modismos e pode ficar preso a uma rotina de excentricidades. No outro extremo do signo, o desejo de mudança pode prejudicar o resto, de modo a jogar fora o bebê com a água do banho.





Sombra=


Como tem dois regentes poderosos, a sombra de Aquário pode ser dominada por um ou por outro. A sombra saturniana é fria, rígida e reprovadora. Perfeccionista, precisa ter o controle sobre tudo, mesmo que seja por meio da anarquia. A outra sombra, dominada por Urano, é pouco convencional e faz coisas só para ser diferente. Às vezes psicótica, essa sombra aspira à anarquia a à aniquilação.





Karma=


No caso de Aquário, o karma se refere a revoltas passadas e a conflitos com a autoridade. O desafio kármico é guardar o melhor do passado, abrir mão do resto e evoluir com flexibilidade.





Gostos=


Caos, mudança, tecnologia inovadora, a moda do próximo ano.





Aversões=


Conformismo estúpido, regras e regulamentos, rotina, a moda da semana passada.





Dinheiro=


Com Saturno forte, Aquário nunca joga fora um extrato bancário sem primeiro examina-lo. Essa pessoa sabe exatamente quanto tem. A personalidade regida por Urano reina sobre o caos financeiro, alimentado por dívidas crescentes e excêntricos esquemas de negócios. Uma invenção brilhante, nascida do desejo de ajudar a humanidade, pode fazer a fortuna de Aquário. Neste caso, os lucros seriam divididos com os outros. Qualquer investimento ou qualquer esquema para ficar rico depressa tem que ser rigorosamente ético.





Como pai ou mãe=


Na melhor das hipóteses, é um pai – ou mãe – imprevisível e, na pior das hipóteses, instável. É um pai – ou mãe – que experimenta todos os novos métodos de educação dos filhos e insiste em fazê-los seguir um programa nutricional da moda, que promete favorecer a genialidade. A intenção é boa, mas a argumentação pode ser falha. No lado positivo, Aquário sempre aceita a individualidade e a humanidade dos filhos.





Como criança=


Aquário já nasce diferente. Qualquer tentativa de descrever essa personalidade em formação vai parecer falsa. Em geral, a criança aquariana age como catalisador do seu ambiente, mas se beneficia de uma rotina estável. O cenário educacional mais apropriado é o não convencional, no qual a experimentação e a invenção são incentivadas e a ciência é deus.





Profissão=


A intenção é ajudar a humanidade a avançar. Assim, o aquariano pode ser cientista, físico quântico, analista de sistemas, engenheiro eletrônico, sociólogo, antropólogo, trabalhador social ou voluntario. Aquário da também um bom astrônomo, ecologista, astronauta, terapeuta cognitivo ou inventor. Como esse signo vive no futuro, ele pode ser corretor no mercado de futuros e, surpreendentemente, arqueólogo, com Saturno como co-regente.





Atividades de lazer=


Aquário gosta de esportes de raquete, gosta de correr, de esquiar, de dançar, de socializar e, é claro, de protestar. Muitos aquarianos têm hobbies incomuns, como astronomia ou observação de OVNIS´s, confecção de velas ou restauração de carros antigos. Esse signo gosta também de estudar a ligação mente-corpo-espírito e medicina complementar. A maioria dos aquarianos tem afinidade com o computador. Todos eles encontram satisfação na política ou em obras humanitárias. Quanto à leitura, a ficção científica é o gênero preferido, fora os quadrinhos, que são devorados.





Boas ideias para presentes=


Aquário gosta de qualquer coisa diferente. Novidades tecnológicas agradam, assim como uma assinatura para um website incomum. Além de cristais ou qualquer coisa ligada à Nova Era, Aquário gosta também de comida orgânica, vinho ou produtos naturais.




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PEIXES


Glifo: Dois peixes nadam em direções opostas mas ligados no centro, representando a natureza fluida e hesitante de Peixes.


Datas: 19 de fevereiro – 19 de março


Regente: Júpiter e Netuno


Casa natural: Décima Segunda


Qualidade: Mutável


Elemento: Água


Polaridade: Negativa


Exaltação: Vênus


Queda: Mercúrio


Detrimento: Mercúrio


Palavras-chave: Compassivo, impressionável, receptivo, hesitação, imaginação, maleável, misticismo, união transcendente, sonhador, confusão, evasivo, retraído





Correspondências Tradicionais=


Estação: Começa da primavera


Dia: Quinta-feira


Número: 7


Fisiologia: Pés, sistema linfático, glândula pituitária


Pedras de nascimento: Ametista, pedra-da-lua


Cristais: Pedra-do-sangue, água-marinha, berilo, ágata rendada azul, calcita, crisoprásio, fluorita, labradorita, turquesa, smithsonita, pedra-do-sol


Associações: Drama, dependência


Metal: Estanho


Cores: Verde-mar, branco puro, malva, púrpura, violeta, prata


Animais: Peixe, golfinho e mamíferos marinhos


Alimentos: Figo, frutas em geral, legumes que contém muita água


Ervas: Açafrão-da-terra, mirra, equinácia, eufrásia, Artemísia vulgar, kava kava, musgo-da-irlanda, angélica


Árvores: Salgueiro, figueira, aveleira, chaparral


Plantas: Lírio d´água, algas marinhas, samambaias, musgos, prímula da noite, íris, orquídea, violeta


Lugares: Portugal (especialmente Lisboa), o Saara, Escandinávia, França (especialmente a Normandia), Espanha (especialmente Sevilha), América do Norte (especialmente Vermont e Hollywood), Alexandria, Varsóvia, Jerusalém, lugares com muita água (especialmente pântanos), o mar, nascentes, lagoas com peixes e lugares onde vivem aves aquáticas, rodas d´água, casas perto da água, poços ou lugar onde ficam as bombas d´água, represas, fossos, antigos eremitérios





Aparência=


Os piscianos são caracterizados pelos seus belos olhos: lagos hipnóticos onde se afogar. O olhar é em geral distraído, como se estivesse voltado para outros mundos. O rosto costuma ser pálido, mas expressivo e sedutor. O corpo pode ser carnudo, mas transpira atração sexual. A postura é lânguida, como se a qualquer momento o corpo fosse sair flutuando. As roupas são fluidas e românticas.





Personalidade=


A personalidade de Peixes é tipicamente vaga e sem foco. Com limites permeáveis, Peixes não tem certeza onde ele termina e onde começa o outro. Essa personalidade age como uma esponja psíquica, captando os sentimentos e as impressões à sua volta. Gentil, Peixes jamais magoaria alguém de propósito, mas essa personalidade pouco assertiva pode achar difícil dizer não. Peixes muitas vezes se pões no papel de vítima e prima pelo comportamento passivo-agressivo. Em vez de desagradar alguém abertamente, essa personalidade pode assumir tarefas sem a intenção de realiza-las ou fazer promessas que vai quebrar logo depois. Como os peixes do glifo, Peixes é puxado em duas direções diferentes. Um lado dessa personalidade é a bondade personificada, o outro é passivamente manipulador. Oscilando entre os dois, não é à toa que Peixes tem dificuldade para lidar com a realidade cotidiana.





Mente=


A mente pisciana é irracional e intuitiva – ou ilusória e enganadora. Quando nada a impede de fluir à vontade, penetra nos domínios do místico e do transcendente. Peixes busca a união com o divino e, plugado nas energias universais, tem acesso a fontes de informação incomuns. Peixes pode se fundir mentalmente a outra pessoa e saber exatamente como é estar na sua pele.





Emoções=


Para Peixes, a emoção sustenta praticamente tudo na vida. É uma personalidade fluida que reage a qualquer estímulo emocional, sem discriminação. Correntes interiores de sentimento arrastam Peixes para lá e para cá. Em geral, Peixes não tem ideia do que realmente sente porque absorve com facilidade os sentimentos e as impressões psíquicas dos outros. Peixes é um ingênuo, caindo facilmente em histórias de infortúnios alheios. Nenhum outro signo tem tanta tendência à culpa quanto este. Como se culpa e se flagela, Peixes chafurda na ansiedade, pensando em todos os que sofrem e em todos os que deixa na mão.





Força=


Na sua melhor forma, Peixes é o mais intuitivo e empático signo do zodíaco, com enormes recursos de imaginação e compaixão.





Fraquezas=


Peixes acha muito difícil lidar com a dura realidade do mundo, Quando a confusão se instala, este tipo manipulador tem dificuldade para distinguir entre verdade e realidade e quebra as suas promessas.





Sombra=


A sombra pisciana é um mártir, sentindo-se sobrecarregado e usado. Essa persona é criada pela dificuldade de perceber quando é o momento de parar de fazer de tudo pelos outros. Um traço importante da sombra de Peixes é a culpa e o consequente impulso à expiação e à auto-imolação.





Karma=


Na esfera pisciana, o karma gira em torno da tendência do signo a fazer papel de salvador ou de vítima, aceitando uma indenização em vez de uma sintonização. O desafio kármico é aprender a exercer a empatia sem assumir as dores do outro.





Gostos=


Qualquer coisa romântica, artística e mística; música, teatro e artes em geral; o mar





Aversões=


Detalhes, limitações de tempo, realidade; dizer a verdade quando isso vai ferir alguém.





Dinheiro=


O dinheiro vem e vai. Esse signo pouco prático não tem tempo para orçamentos ou provisões para o futuro. Os detalhes são negligenciados, os extratos bancários não são examinados e o desastre financeiro espreita a cada esquina. Signo muito generoso, Peixes sempre se deixa levar por histórias tristes. Assim, há quem o engane para lhe tirar dinheiro.





Como pai ou mãe=


O pai – ou a mãe – de Peixes vê os filhos como uma extensão de si mesmo, sem se dar conta de que a experiência de vida da criança é diferente. Sensível e carinhoso no trato com os filhos, incentiva a prática artística e dá oportunidades para a criança brincar, embora não favoreça a individualidade. A disciplina é difícil para Peixes e os limites têm o habito de estar sempre mudando, tornando a vida difícil para qualquer criança que não seja também de um signo da água, com alta dose de empatia. O estilo emotivo no trato com os filhos pode oprimi-los.





Como criança=


A criança de Peixes sonha acordada. Essa mente ativa floresce em ambientes educacionais que priorizam a arte e a imaginação, com métodos suaves de disciplina. Como é uma criança de coração mole, que chora com facilidade e não suporta a dor, nem em si mesma e nem nos outros, uma atmosfera pouco harmoniosa pode causar muitos problemas.





Profissão=


Esse signo fica feliz em funções artísticas, como ator, dançarino, poeta, escritor de ficção, fotógrafo ou animador. Uma certa propensão a dependências pode ser resolvida de maneira positiva num trabalho com dependentes de álcool ou drogas, em que o pisciano pode atuar como terapeuta, hipnoterapeuta, psiquiatra, enfermeiro ou médico. Peixes gosta do lado místico da vida e, assim pode ser um bom leitor de tarô, sacerdote, curador intuitivo, astrólogo ou ilusionista. A ligação do signo com os pés faz de Peixes um excelente quiropodista ou podologista. A ligação com o mar sugere um organizador de cruzeiros, marinheiro ou peixeiro.





Atividades de lazer=


Peixes gosta de qualquer coisa ligada à água, como nadar, velejar, pescar ou fazer cruzeiros. Como personalidade artística, Peixes gosta também de literatura, poesia, balé, teatro, fotografia e pintura. Outras atividades incluem o yoga, a dança e caminhadas solitárias. Esse signo é muitas vezes fã de cinema. A maioria dos piscianos gosta de metafísica, jantares românticos e magia de todos os tipos.





Boas ideias para presentes=


Peixes adora qualquer coisa romântica: velas, cristais e perfumes são bem vindos. Como o pisciano também gosta de um toque de luxo, uma garrafa de champanhe é um bom presente. Sapatos feitos à mão sempre agradam esse signo ligado aos pés.

Akin Lan Feng
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Horóscopo Chinês

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:01 pm

HORÓSCOPO CHINÊS

( Do Livro: O Verdadeiro Horóscopo Chinês , De: Minami Keizi , Editora MADRAS )

Os Doze Signos Zodiacais da astrologia chinesa estão ritmados por um ciclo duodenário, correspondendo assim cada um a um ano.

A Lenda do Horóscopo Chinês:

Diz a lenda que Buda estava peregrinando pelo continente chinês e, vendo que o país estava completamente desorganizado, convocou todos os animais do reino para que o ajudassem a reorganizar aquele mundo. Nem todos os animais atenderam ao chamado de Buda. Porém, alguns vieram ao seu encontro. O primeiro a atender o chamado foi o Rato, depois vieram o Boi, o Tigre, o Gato, o Dragão, a Serpente, o Cavalo, a Cabra e o Javali. E Buda, para homenagear estes animais, estabeleceu um ano próprio para cada um deles, de acordo com a sua chegada. Conta ainda a lenda que, quando Buda meditava, o Rato ia lhe levar comida. Num desses momentos, o Gato atacou o Rato e devorou-o. Buda puniu o Gato tirando-lhe o ano e substituindo pelo ano do Coelho, que tardiamente atendeu ao seu chamado. Portanto não se assuste quando vir Coelho em lugar de Gato. A Cabra é também substituída pelo Carneiro ou Cordeiro; o Javali pelo Porco; a Serpente pela Cobra, nos Horóscopos publicados em outras línguas.

A História:

É bastante difícil situar a origem deste zodíaco. Nasceu na Índia ou no Oriente Médio? O problema permanece. Segundo Mandiro, “nas primeiras épocas, havia-se nomeado e determinado um asterismo para cada um dos acontecimentos do ano; mais tarde, quando já estavam inventados métodos mais seguros que as saídas e postas das estrelas para calcular as épocas do ano, dividia-se a replica em doze partes iguais, às quais se deu o nome de doze animais, seis dos quais ( Boi, Galo, Cachorro, Cabra, Cavalo e Javali ) se utilizam para os sacrifícios, relacionando-se os seis restantes com os acontecimentos naturais que anunciavam”. Assim, se seguirmos a marcha do Sol dentro das constelações, a Primeira Lunação corresponde à Serpente, que anunciava o princípio da primavera (Fevereiro); na terra, as serpentes saíam de seus esconderijos e anunciavam aos camponeses a chegada da nova estação. O Dragão anunciava a Segunda Lunação e correspondia ao equinócio da primavera (Março). Simbolizava a igualdade entre os dias e as noites. O Coelho anunciava a Terceira Lunação (Abril). Neste momento em que as fêmeas davam à luz aos filhotes, os camponeses temiam por suas colheitas. No mês de Maio, o Sol entra em Tigre. Em efeito, esses animais apareciam já que as fêmeas, chegada essa época, pariam. O tigre é um animal solar, o príncipe das montanhas; sua posição aqui no primeiro mês do verão, representa muito bem o seu simbolismo. Na Quinta Lunação (solstício de verão, junho) quando o calor está ao máximo, sacrificava-se um boi negro. Esse sacrifício, orientado para o norte, era dedicado à Terra já que neste momento que o princípio Yin renasce suavemente. Em Agosto, na Sexta Lunação, os cereais e o arroz alcançavam sua plena madurez; a culminação da constelação Rato no céu recordava aos camponeses a chegada dos roedores aos campos. A Sétima Lunação corresponde ao Javali ( Porco ). Em agosto, os camponeses soltavam os porcos aos campos; buscando raízes para comer, estes preparavam a terra para o lavrador. Ademais, um sacrifício do porco tinha lugar no dia em que os camponeses traziam ao Imperador o novo grão. A Oitava Lunação corresponde ao outono, época de execuções capitais e dos castigos. No Templo dos Antepassados, o Imperador sacrificava um cachorro para chamar o sopro do outono e para que a terra não fosse assolada nem por ventos, nem pela seca, nem pela umidade ou pelos animais daninhos. Durante a Nona Lunação (Outubro) tinham lugar os preparativos de guerra. O Galo possuía a reputação de belicoso, também é o símbolo do masculino, conveniente para essa época. Os camponeses da China diziam que os macacos trepavam nas árvores para anunciar a chegada do frio. Assim, a constelação que culmina na décima lunação (Novembro) corresponde ao Macaco. Na Décima Primeira Lunação, o solstício de inverno começava falando com propriedade o ano astronômico. É a culminação do Yin, mas também o começo da subida Yang. O Imperador oferecia o sacrifício de um cordeiro no Templo dos Antepassados. Este animal recebia pastéis amassados na gordura do cordeiro. Observemos que a família do cordeiro se associa o carneiro, chefe do rebanho, assim como o chefe do Estado é o Imperador. O Ano Astral acaba com o Cavalo, a Décima Segunda Lunação; este anuncia a chegada da primavera; nessa época, limpavam-se os estábulos elevavam os cavalos para pastar. Depois de ter carregado durante doze meses o seu filhote (seis meses Yin e seis meses Yang ), a égua paria; por isso se dizia que os cavalos eram a essência do Yin; ademais sua impetuosidade e sua fogosidade também lhe fizeram simbolizar o Yang (o Sol). O sacrifício de um cavalo tinha lugar para proteger as cavalariças dos maus espíritos. A apresentação dos doze animais permite-nos compreender melhor como foi elaborado seu simbolismo; sendo as estrelas a imagem do ritmo agrícola terrestre. O nosso ano de nascimento determina o signo. Dado que este zodíaco está colocado em paralelo com o Ciclo Duodenário das Ramas Terrestres e que este se combina com o Ciclo Duodenário dos Troncos Celestes para elaborar o Ciclo Sexagesimal, serão necessários Cinco Ciclos de Animais para cobrir um ciclo de sessenta anos. No calendário lunar ou agrícola, os chineses contam os anos mediante um ciclo de 60 anos.

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Cada um dos Signos pode ser de qualquer um dos 5 Elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água.

Os 5 Elementos =

Elemento Madeira: As pessoas nascidas em um ano dominado pelo elemento Madeira são inteligentes e intelectuais, participam de tudo que é pensamento, valorizando a ética e a moral.

Elemento Fogo: Os indivíduos nascidos em um ano dominado pelo elemento Fogo possuem um temperamento colérico, inflamam-se com facilidade, são decididos e seguros de si.

Elemento Terra: As pessoas nascidas em um ano dominado pelo elemento Terra representam o psiquismo passivo, em especial o do inconsciente, preocupando-se com aspirações práticas e funcionais.

Elemento Metal: As pessoas nascidas em um ano dominado pelo elemento Metal serão rígidas e resolutas, com sentimentos fortes e lutam com tenacidade e garra para obter os fins desejados.

Elemento Água: Os indivíduos nascidos em um ano dominado pelo elemento Água são emotivos, sensitivos e perceptivos; semelhantes a esponjas que absorvem tudo.

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O SIGNO DO RATO ( 05.02.1924 a 24.02.1925 Madeira / 24.01.1936 a 10.02.1937 Fogo / 10.02.1948 a 28.011949 Terra / 28.01.1960 a 14.02.1961 Metal / 16.02.1972 a 02.02.1973 Água / 02.02.1984 a 19.02.1985 Madeira / 19.02.1996 a 06.02.1997 Fogo )
Nome do Rato em chinês: SHU
Nome do Rato em japonês: NEZUMI
Ordem de colocação: Primeiro
Horas governadas pelo Rato: 23:01 à 1:00 h
Direção: Sul
Estação e mês principal no Oriente: Verão/Agosto
Elemento fixo: Terra
Polaridade: Yang
Astro regente: Saturno
Pedras de sorte: Topázio, Carbúnculo e Rubi
Erva: Arnica
Perfume: Camomila
Flor: Crisântemo
Cores favoráveis: Todos os tons suaves
Número de sorte: 3
Dia propício: Quinta-feira
Parte do corpo: Cabeça
Tipo de animal: De pele lisa
Domicílio astral: Pássaro Roxo
Proteção: Daikoku (Deus da Fortuna e da Agricultura)

O Rato: Rato dá aos que nascem sob seu signo caráter intuitivo e realizador. Na sexta lunação do ano, os cereais e o arroz alcançam sua plena madurez; a culminação da constelação do Rato no céu recordava aos camponeses a chegada dos roedores aos campos. Por esta razão é um signo complexo. Os nativos de Rato são extremamente intuitivos e sinceros bem-humorados. Poderão acumular várias fortunas, no decorrer da vida, mas não saberão administrá-las. Esse motivo, devem procurar para consorte um cônjuge que seja prático e tenha certa estabilidade financeira. São prudentes e inteligentes, amam as artes e têm grande inclinação para o altruísmo. De palavra muito agradável, tocam de maneira particular o coração do interlocutor. Não raro, atiram-se a trabalhos excessivos, a tarefas demasiadamente pesadas, que por capricho querem levar a termo. Seria útil controlar essa tendência por meio de uma associação com um nativo de Javali ou de Boi. Os nativos de Rato devem preocupar-se em fazer planos de trabalho e sistema de execução dos encargos que lhe são conferidos, para que não sejam prejudicados pelo desordenamento natural do signo. Estão sujeitos à gula, ao sensualismo e à dispersão de suas forças. Geralmente, são predispostos a enfermidades do sistema nervoso, reumatismo das pernas e afecções glandulares. O nativo de Rato é antes de tudo um entusiasmado. Tem grande boa vontade em relação aos seus semelhantes, mas sempre com ar superior, paternal e tolerante. Acha sempre que pode mais que os outros, mas é simpático e jovial, tem alegria comunicativa no rosto e nos gestos, demonstra suas emoções com naturalidade e gosta que os outros saibam o que está pensando ou sentindo. A melhor qualidade do Rato é o altruísmo. A palavra jovial aplica-se muito bem ao seu temperamento. É atirado, ousado, expansivo, altruísta, envolvente, mas também troante, furioso, arrasador. Sua disposição é alegre e camarada pode, de repente, transformar-se numa tempestade de nervos. Rato tem, muito nítida no seu espírito, a noção do bem e do mal. Por isso, uma crueldade será terrível, pois é altamente consciente. Em contrapartida, seus gestos generosos chegarão a tontear as pessoas. Rato é atento e direto. Gosta de escolher o caminho mais curto. Às vezes sua honestidade intelectual deixa-se desgastar em favor de um projeto arquitetado para a vitória rápida. Suas decisões são irredutíveis, embora muito frequentemente Rato se arrependa de as haver tomado e confessa, tranquilo o seu erro. Conviver com Rato é sempre muito agradável, embora às vezes, perigoso. Nenhuma pessoa lhe ganhará em autenticidade, em energia e otimismo. Mas Rato é, não raro, exagerado no que expressa como conteúdo de sua própria alma. Os circunstantes não devem acreditar senão na metade do que Rato declara estar sentindo, seja na grande alegria, seja no momento de ira. Rato gosta de multiplicar, com a palavra, a voltagem real das suas emoções. Só para gozar o efeito nos outros. De ordinário, Rato é bem falante, comunicativo e sabe conquistar os demais com o que diz. Seu verbo é fluente e pitoresco. Rato detesta repetir convencionalismos e prefere sempre se expressar por meios inéditos, com inteligência e estilo. Mesmo os ignorantes Ratos, os que não tiveram oportunidade de adquirir cultura, saberão usar o jogo das palavras.

O signo animal de Rato geralmente indica: Incompreensões no lar ; Duas afeições profundas, dois casos sentimentais, pouco importando que o nativo esteja solteiro ou casado. ; Incidentes com cunhados ou cunhadas. ; Sonhos, pressentimentos ou intuições notáveis. ; Várias viajens, sendo algumas bem distantes. ; Controvérsias religiosas. ; Correspondência com pessoas que residem no estrangeiro. ; Fases de prosperidade notável.

Atividades e Profissões de Rato=

Atividades físicas: piloto de avião, corredor, astronauta, esquiador, pára-quedista, jogador de futebol, ciclista, automobilista, aeromoça/comissário, jardineiro.

Atividades comerciais e sociais: jóquei, explorador, agricultor, fazendeiro, criador de animais, guia turístico

Atividades intelectuais e artísticas: filósofo, psicólogo, pesquisador, teólogo, escritor, diplomata, padre, juiz, intérprete, professor, inventor, fotógrafo, pintor.

Pessoas Célebres de Rato=

Luís Buñuel, cineasta espanhol; Dóris Giesse, atriz e apresentadora; Ayrton Senna, piloto da Formula 1, tricampeão; Jorge Amado, romancista; Johann Wolfgang Amadeu Mozart, compositor austríaco, autor de 650 composições e pianista.

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O SIGNO DO BOI ( 25.02.1925 a 12.02.1926 Madeira / 11.02.1937 a 30.01.1938 Fogo / 29.01.1949 a 16.02.1950 Terra / 15.02.1961 a 04.02.1962 Metal / 03.02.1973 a 22.01.1974 Água / Boi 20.02.1985 a 08.02.1986 Madeira / Boi 07.02.1997 a 27.01.1998 Fogo )
Nome do Boi em chinês: NIÚ
Nome do Boi em japonês: UCHI
Ordem de colocação: Segundo
Horas governadas pelo Boi: 1:01 às 3:00 h
Direção: Sul
Estação e mês principal no Oriente: Verão/Julho
Elemento fixo: Fogo
Polaridade: Yin
Astro regente: Marte
Pedras de sorte: Turquesa, Pérola e Esmeralda
Erva: Malva
Perfume: Pinho
Flor: Jasmim
Cores favoráveis: Marrom, Amarelo e Cinzento
Número de sorte: 8
Dia propício: Sábado
Parte do corpo: Garganta
Tipo de animal: Com penas
Domicílio astral: Pássaro Roxo
Proteção: Daikoku (Deus da Fortuna e da Agricultura)

O Boi: Boi (ou Búfalo) brinda os nativos deste signo com uma personalidade forte, enérgica, às vezes intolerante e exigente. Na quinta lunação do ano, quando o calor está ao máximo, se sacrificava um boi negro. Esse sacrifício, orientado para o Norte, estava dedicado à Terra já que neste momento o princípio Yin renasce suavemente. Os bois são sistemáticos, ambiciosos, cuidadosos, inteligentes, de grande habilidade mental e certa facilidade de expressão, mas propensos a melancolia, a qual advém sempre subitamente, sob a forma de crises características. Na infância, lutam com muitas adversidades. Quando conseguem vencer a primeira parte da vida, isto é, a infância e a juventude, alcançam com facilidade o destaque social, por terem desenvolvido a capacidade de tolerância à frustração. Nessa hipótese, a resistência adquirida com os embates da adversidade e a experiência da vida capacita-os a dirigir negócios de grande envergadura. Todos os tipos, entretanto, carregam no seu bojo as características benéficas e maléficas e Boi não foge à regra. Cada um de nós tem a obrigação de cumprir a sua parte de trabalho pela melhoria do sistema básico de vida que o grupo humano a que pertencemos desenvolve. E sucede que os nativos de Boi estão sujeitos a desvirtuar suas características, suas apreciáveis qualidades inatas, criticando e menosprezando seus semelhantes, sem espírito construtivo e sem olharem os próprios defeitos. Os nativos deste signo estão sujeitos a moléstias da pele e afecções cardíacas. O nativo de Boi é, antes de tudo, uma pessoa autodeterminada, embora reservada e melancólica. Tendo vindo ao mundo sob este signo, terá uma mente ativa e prática, mas demorará bastante a tomar decisões. Não lhe será fácil adquirir cultura, pois seu processo de captação é lento e esforçado, mas até mesmo os mais rápidos assimiladores perderão para o Boi, com o tempo, graças à sua paciência e força de vontade inabaláveis. Também é certo que o que Boi aprende se instala, solidamente, no seu espírito, para o resto da vida. O nativo de Boi traz ao mundo o senso da ponderação e da paciência, aliado à grande capacidade de concretizar desejos. Por isso, Boi é tenaz, operoso e independente, embora um tanto disciplinado. Sua disposição diante da vida é reservada e séria, tendo muita importância a dignidade e o apreço pessoal. Desde criança, Boi já se mostra assim, incrustado em si mesmo, sem maior expansividade. Com o passar dos anos aprende a esconder sua timidez, mas tem horror às afrontas e às acareações. Por sua tenacidade, no período de estudo, Boi se mostrará um aluno diligente e estimado pelos professores. Sua incrível paciência e senso do dever lhe permitem sacrificar-se pela pessoa que lhe interessa ou que lhe cause admiração. Pouco dotado para o estudo, Boi, no entanto, será capaz de entrar pela madrugada resolvendo um problema de álgebra. Porque não sabe deixar tarefas pelo meio. Está provado que todos os bois têm espírito fatalista, são amigos leais e inspiram confiança duradoura. A verdadeira dificuldade em se ter um amigo deste signo está no fato de ele ser muito pouco demonstrativo. O nativo de Boi sofre por não poder demonstrar melhor sua alegria, seu contentamento ou sua tristeza. Mas não consegue modificar-se. É um tímido natural, um introspecto por temperamento. Sua escala de valores, no entanto, não é das mais precisas. Boi precisa estar constantemente sondando suas amizades e seus conhecimentos, apoiando-se em provas e cálculos tremendamente exaustivos. Boi pretende, com tudo isso, excluir da vida qualquer possibilidade de cometer erros ou de ser enganado, mas deve lembrar-se de que está num mundo de opções, de mutações e das tentativas. Errar é humano, e sob este aspecto Boi precisa admitir, tranquilamente, que se pode dar ao luxo de ser humano. Um detalhe imprevisto põe todas as suas regras e os seus cuidados por terra. Boi deve tratar de cultivar o coração e as boas amizades. Procurar estimular os seus semelhantes com palavras de entusiasmo. Sim, é isto que Boi deve fazer, sair da crosta; entusiasmar-se. Pelo menos uma vez por dia. Falar mais alto, emitir abertamente sua opinião, chorar, sorrir, sair dessa timidez que só se dissolve na hora do ataque. Boi deve usar sua energia também nas horas tranquilas, para representar-se diante dos outros. Assim triunfará mais cedo na vida.
O signo animal de Boi geralmente indica: Interferência de parentes e pessoas idosas nos assuntos da vida familiar e vida sentimental. ; Irmandade perturbada por discórdias. ; Vida cheia de modificações, alternativas e surpresas. ; Intrigas, falsos amigos e injustiças. ; Proteção de amizade poderosa. ; Sucesso com terras, propriedades e bens fixos. ; Sempre há quedas no sentido social, material e, mesmo queda de lugares altos. ; Mudança brusca após o matrimônio.

Atividades e Profissões de Boi=

Atividades físicas: alpinista, nadador, esquiador, mergulhador, marinheiro.

Atividades comerciais e sociais: pastor de ovelhas, pescador, peixeiro, comerciante de peles, industrial de produtos de lã, açougueiro.

Atividades intelectuais e artísticas: geólogo, antropólogo, filósofo, inventor, ortopedista, dentista, dermatologista, político, estadista, flautista.

Pessoas Célebres de Boi=

Angélica, atriz e apresentadora; Napoleão Bonaparte, general e estadista francês; Francisco Cuoco, ator; Adolf Hitler, ditador da Alemanha, trágica figura que provocou a Segunda Guerra Mundial; Vincent van Gogh, pintor impressionista holandês; Vital Brasil, médico brasileiro. Descobridor do soro antiofídico; Cássio Gabus Mendes, ator; Antônio Fagundes, ator.

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O SIGNO DO TIGRE ( 13.02.1926 a 01.02.1927 Fogo / 31.01.1938 a 18.02.1939 Terra / 17.02.1950 a 05.02.1951 Metal / 05.02.1962 a 24.01.1963 Água / 23.01.1974 a 10.02.1975 Madeira / 09.02.1986 a 28.01.1987 Fogo / 28.01.1998 a 15.02.1999 Terra )
Nome do Tigre em chinês: HU
Nome do Tigre em japonês: TORA
Ordem de colocação: Terceiro
Horas governadas pelo Tigre: 3:01 às 5:00 h
Direção: Sul
Estação e mês principal no Oriente: Verão/Junho
Elemento fixo: Fogo
Polaridade: Yang
Astro regente: Marte
Pedras de sorte: Safira, Opala e Esmeralda
Erva: Sabugueiro
Perfume: Canela
Flor: Orquídea
Cores favoráveis: Branco, Rosa, Coral e Marrom
Número de sorte: 4
Dia propício: Sábado
Parte do corpo: Braços
Tipo de animal: Com penas
Domicílio astral: Pássaro Roxo
Proteção: Jurojin (Deus da Longevidade)

O Tigre: Tigre é um signo cujos nativos são particularmente inclinados aos assuntos artísticos e à carreira diplomática. Tigre é um animal solar, o príncipe das montanhas; a posição aqui, no primeiro mês do verão, representa muito bem o seu simbolismo. De gênio inventivo, natureza inquieta e vacilante, precisam estabilizar-se por meio de uma sociedade com pessoa de Boi, que trabalha obedecendo a planos e sistemas, ou então, de Coelho, os quais trabalham conscientemente e gostam de aperfeiçoar projetos e ideias dos outros. Os nativos de Tigre têm grande rapidez no trabalho mental e uma vivacidade simplesmente notável, que podemos observar desde que são crianças. Muita intuição. Os nativos de Tigre são rebeldes e violentos e ao mesmo tempo prudentes em muitas ocasiões em que a prudência nunca é esperada da parte deles. Uma particularidade muito curiosa dos nativos do signo de Tigre é a circunstância de que vivem claramente em desacordo com a época. Estão sempre na vanguarda. Os nativos do signo de Tigre vivem com um século de avanço sobre sua época. Isso é resultado direto da grande vida mental que alimentam efetivamente, mesmo quando se dedicam ao trabalho que requeira atenção. No terreno amoroso, as mulheres deste signo costumam sofrer grandes decepções em seus afetos e ternuras conjugais. Quanto à saúde, estão sujeitos a sofrer do coração, aparelho digestivo, fígado e reumatismo. O nativo de Tigre é, antes de tudo, um criador de ideias. É um humanista por índole. Dispõe de uma capacidade imaginativa quase surrealista, é dono de uma grandeza de espírito sem precedentes e pode entender e assimilar tudo que lhe puseram diante dos olhos. É o reformador nato, o incorporador das ideias avançadas, o indicado para a conquista do espaço sideral. A pessoa nascida em Tigre traz ao mundo uma alma racional e ao mesmo tempo voltada para as grandes fantasias e os projetos extravagantes. O coração e o cérebro se comunicam perfeitamente na motivação dos seus atos. Tigre poderá ser um gênio, um santo ou um bandido, mas, em qualquer situação, todos neste mundo o admirarão como criatura humana autêntica, vivendo até o último extremo as potencialidades da sua alma. Equilibram-se em Tigre a generosidade e a indiferença. Pouco influi ao seu juízo o que se diz ou o que se pensa fora do seu âmbito lógico de raciocínio. Não porque seja teimoso ou cheio de orgulho, mas pelo seu senso de independência, sua fuga consciente às convenções e aos costumes caducos. Mas há tigres que, bem cedo, se apercebem dessas tendências. Desde moço revelará seus gostos muito pessoais, sua paixão pelo inédito. Tigre é dono de uma intuição maravilhosa que o faz perceber, em poucos minutos, o sentido de uma conversa iniciada na sua ausência, ou a essência de um tema esboçado. Isso lhe dá uma grande confiança na sua capacidade intelectual e muitas vezes o faz preguiçoso na escola, pois Tigre sabe que pode aprender tudo que os outros assimilam, em muito menos tempo. Sentimentos inexplicáveis, no entanto, habitam sua alma. Tigre pode ser, não raro, misterioso e imprevisível para os seus amigos mais íntimos. Nem sempre Tigre diz o que pensa, embora os mais perspicazes consigam ler no seu rosto o que vai na sua alma, pois os seus olhos não mentem já mais. Tigre não sabe fingir, nem tem jeito para mascarar emoções. É um comunicativo, um exuberante. Seu temperamento é positivo, vivaz, sanguíneo. Sua maneira de ser é cordial, amistosa, compreensiva e alegre. Muito sensível e suscetível, Tigre não suporta a aspereza dos outros, as palavras amargas, as atitudes bruscas. A harmonia é o seu meio ótimo. Tudo tem que se processar, diante do Tigre, dentro de uma coerência muito grande. Custa a um Tigre admitir que uma pessoa normal, inteligente e bem-educada fique, de repente, sem motivos relevantes, mal-humorada ou indiferente em relação a ele.

O signo animal de Tigre geralmente indica: Amizades entre eminências do governo, entre políticos e pessoas de caráter original. ; Proveito por meio de amigos influentes. ; Facilidade para formar amizades, de maneira repentina. ; Sustos por veículos, armas, eletricidade, raios, tempestades e por quadrúpedes. Alguns destes sustos surgem e, pequenas jornadas ou em passeios fora do comum. ; Tigre sempre nos fala de novas terras, popularidade e acontecimentos fora do comum. ; Mais felicidade depois dos 30 anos.

Atividades e Profissões de Tigre=

Atividades físicas: pára-quedista, piloto de avião, esquiador, ciclista, astronauta, nadador, corredor, tenista.

Atividades comerciais e sociais: pescador, criador de animais, agente de viagens, ceramista, florista, jardineiro, telegrafista, aeromoça/comissário de bordo, técnico de TV.

Atividades intelectuais e artísticas: escritos, estudioso de ufologia, filósofo, pintor vanguardista, inventor, literato, juiz.

Pessoas Célebres de Tigre=

Tom Cruise, ator norte-americano; Ho-chi-min, libertador e primeiro presidente do Vietnã do Norte; Isadora Duncan, bailarina americana, inovadora do balé; Juca Chaves, compositor, cantor e humorista; Marco Polo, viajante e explorador veneziano da Idade Média; Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), mártir da independência do Brasil.

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O SIGNO DO COELHO ( 02.02.1927 a 22.01.1928 Fogo / Coelho 19.02.1939 a 07.02.1940 Terra / 06.02.1951 a 26.01.1952 Metal / 25.01.1963 a 12.02.1964 Água / 11.02.1975 a 30.01.1976 Madeira / 29.01.1987 a 16.02.1988 Fogo / 16.02.1999 a 04.02.2000 Terra )

Nome do Coelho em chinês: TU
Nome do Coelho em japonês: USSAGUI
Ordem de colocação: Quarto
Horas governadas pelo Coelho: 5:01 às 7:00 h
Direção: Leste
Estação e mês principal no Oriente: Primavera/Maio
Elemento fixo: Madeira
Polaridade: Yin
Astro regente: Júpiter, Saturno (último decanato)
Pedras de sorte: Ametista, Água-marinha e Ágata
Erva: Açafrão
Perfume: Patchuli
Flor: Amor-perfeito
Cores favoráveis: Verde, Cinza, Azul e Branco
Número de sorte: 7
Dia propício: Quinta-feira
Parte do corpo: Seios
Tipo de animal: Com escamas
Domicílio astral: Dragão Azul
Proteção: Hotei (Deus da Saúde e das Crianças)

O Coelho: Coelho (Lebre ou Gato) influencia seus nativos com certa dose de versatilidade e instabilidade. O coelho anunciava a terceira lunação do ano. Neste momento em que as fêmeas davam luz aos pequenos, os camponeses temiam por suas colheitas. Os coelhos são generosos e sinceros. Sua personalidade é cheia de entusiasmo e esperança por um lado e por outro lado extremamente vacilante. Daí resulta que as qualidades inerentes ao signo são prejudicadas e mesmo deixam de receber os influxos benéficos que os ajudariam a vencer suas indecisões e fraquezas e desse embate de contradições sobrevém não raro o fracasso ou o enfraquecimento da personalidade. Os nativos de Coelho são tímidos, dispersivos e inquietos, vacilando sobre a atitude a tomar e nem por isso conseguindo a melhor, por falta de maduro raciocínio. Seus nativos são geralmente inteligentes e bonitos. As tendências artísticas também podem brindar esse caráter com certa frequência. Os que nascem sob este signo estão sempre ansiosos e preocupados a respeito das questões que surgem na vida, mas, recebendo boa orientação, aperfeiçoam os planos alheios. Quando encontram muitos obstáculos, por serem dispersivos, inclinam-se para a apatia e nem sempre insistem em lutar pelos direitos e pelas oportunidades. Gozam, geralmente, boa saúde física, perturbada por crises psíquicas. O nativo deste signo é, antes de tudo, um emotivo, com uma receptividade especial para as alegrias e tristezas deste mundo. Quem nasce em Coelho traz ao mundo uma alma corajosa e boa, cheia de ternura e de abnegação. Sua vida é conduzida para a tranquilidade e a beleza. Coelho põe todo o coração nas alegrias e tristezas dos seus semelhantes e por isso consegue integrar-se plenamente na vida social de cada ser, saboreando todos os aspectos da sua vida com idêntico interesse. Mas não há dúvida de que o excesso de sensibilidade, de doçura e gentileza lhe traz, neste mundo áspero, amargas decepções. Não é, todavia, sem contrastes o seu caráter. Em alguns momentos Coelho precisa da companhia de todos, de uma convivência humana variada e rica. Noutras horas Coelho se recolhe a uma introspecção misteriosa, fecha-se na sua crosta e isola-se, completamente, dos amigos e parentes. Deposita toda a sua confiança em determinada pessoa para, logo, por uma pequena indecisão dela, negar-lhe o crédito e a estima. Está visto que seu progresso é, por isso mesmo, lento e condicionado a motivações periódicas, imprescindíveis. Coelho deve procurar eliminar do espírito essa fraqueza e decidir agir e vencer com suas próprias energias acumuladas, que são suficientes a qualquer tarefa. A forma psíquica se expressa de muitas formas em sua vida. Coelho terá dotes fora do comum, percepções extra-sensoriais que serão até confundidas com mediunidade e vidência. As grandes causas do povo definitivamente o atraem, e Coelho se sentirá apto a viver lutando por um ideal de humanidade, por uma reinvindicação social ou por uma ideia religiosa ou política. Coelho consegue abrigar na alma esperanças exageradas, mesmo quando vive num meio inóspito e cruel. Seu intelecto é dos melhores. Sua mente, agilíssima. Coelho dispões de uma rica imaginação, de uma nítida visão dos problemas deste mundo, que lhe permitem compreender tudo com mais facilidade, especialmente se os assuntos estão relacionados com o ser humano. Coelho gosta de gente, da humanidade, de convivência cordial, de amor ao próximo. É o tipo que poderia, num dia bonito de Sol, cumprimentar um desconhecido no meio da rua e dizer: “Olha só! Nós existimos. O mundo é bom”.

O signo animal de Coelho, geralmente indica: Muitas mudanças de residência ; Sonhos simbólicos ou proféticos ; Afetos desprezados, por incompreensões e acontecimentos inesperados ; Afastamento do lar paterno, em idade infantil ou juvenil ; Lamentáveis ingratidões, sobre a existência do nativo ; Falsos amigos, gente cínica e invejosa ; Afeições secretas.

Atividades e Profissões de Coelho=

Atividades físicas: Mergulhador, esquiador aquático, professor de natação, bailarino, instrutor de ginástica, pescador, capitão de navio, mecânico, marinheiro.

Atividades comerciais e sociais: Vendedor de peixe, vendedor de artigos de pesca, piscicultor, agricultor, floricultor, meteorologista, armador, industrial de pesca, têxtil.

Atividades intelectuais e artísticas: músico, artista plástico, cenógrafo, ator, diretor de teatro, psicólogo, psicanalista, astrólogo, astrônomo.

Pessoas Célebres de Coelho=


Glória Pires, atriz; Maria Ester Bueno, tenista brasileira, bicampeã mundial; Orson Welles, ator e cineasta americano; Cristiana Oliveira, atriz; Cândido Portinari, famoso pintor modernista brasileiro; Vitória, rainha inglesa; Joseph Stalin, político e ditador russo, consolidou o comunismo na Rússia; Andréa Beltrão, atriz; Frank Sinatra, ator e cantor americano; Xuxa, apresentadora.

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O SIGNO DO DRAGÃO ( 23.01.1928 a 09.02.1929 Terra / 08.02.1940 a 26.01.1941 Metal / 27.01.1952 a 13.02.1953 Água / 13.02.1964 a 01.02.1965 Madeira / 31.01.1976 a 17.02.1977 Fogo / 17.02.1988 a 05.02.1989 Terra / 05.02.2000 a 23.01.2001 Metal )

Nome do Dragão em chinês: LONG
Nome do Dragão em japonês: RIYU
Ordem de colocação: Quinto
Horas governadas pelo Dragão: 7:01 às 9:00 h
Direção: Leste
Estação e mês principal no Oriente: Primavera/Abril
Elemento fixo: Madeira
Polaridade: Yang
Astro regente: Júpiter
Pedras de sorte: Diamante, Rubi e Ametista
Erva: Alecrim
Perfume: Hortelã
Flor: Gerânio
Cores favoráveis: Vermelho (todos os tons), Branco, Azul
Número de sorte: 9
Dia propício: Terça-feira
Parte do corpo: Coluna vertebral
Tipo de animal: Com escamas
Domicílio astral: Dragão Azul
Proteção: Bishamon (Deus da Justiça e das Batalhas)

O Dragão: Dragão é um signo particularmente mutável. Ele anunciava a segunda lunação e correspondia ao equinócio da primavera, simbolizando a igualdade dos dias e das noites. Seus nativos têm extraordinária força de percepção. Aprendem uma ideia com facilidade, mas não conseguem concluir nada facilmente, porque a ânsia de se precipitarem e um novo projeto tende a deixá-los na eterna contingência de fazer tudo pela metade. Volúveis e impetuosos, ciumentos e bondosos de coração, amigos fiéis. Só conseguem êxito através de métodos, porque não têm aquela perseverança natural dos que insistem em terminar até o último detalhe o trabalho que executam para depois atacarem um segundo. A personalidade é muito adaptável às situações e aos cargos de liderança porque são enérgicos, ativos, independentes e com capacidade para dirigir. No sexo feminino destaca-se a vocação para as artes e especialmente às danças. No sexo masculino existe a vocação para as carreiras militares. Podem, igualmente, conseguir êxito na indústria, nas transações mercantis, nas carreiras não sedentárias e que permitem bastante movimento e atividade. A saúde é boa, mas sujeita a enfermidades relacionadas com o aparelho digestivo, particularmente colites; ocorrem também com frequência o reumatismo e as febres violentas. O nativo de Dragão, homem ou mulher, é um conquistador. Nasceu dotado e predisposto a conquistar o mundo e tudo o que nele houver. Não lhe agradam os meios-termos; prefere a ação imediata. As pessoas do signo de Dragão são geralmente práticas, objetivas, autoritárias, francas, sinceras, leais, mas facilmente sujeitas a crises de ira, que felizmente são passageiras. Um dragão típico, homem ou mulher, não é jamais pessimista nem admite nunca delongas e protelações em suas decisões ou realizações. Dragão faz dos seus nativos pessoas ardorosas, apaixonadas, combativas, fogosas, violentas, orgulhosas e extraordinariamente animadas. Por isso, quem nasce em Dragão aceita de bom grado às empresas mais difíceis e as coisas mais arriscadas. Não se dá por vencido ainda que o mundo inteiro se desfaça ao seu derredor, nem teme tropeçar nos mais sérios obstáculos. Pelo contrário, parece que os empecilhos atiçam sua vontade de lutar, porque, mais que um conquistador, é um lutador nato. Seu magnetismo pessoal é poderoso e, à sua volta, outras vontades se dissolvem e muitas personalidades se submetem passivamente. Os que o cercam sentem-se atraídos, contagiados ou dominados pelo seu dinamismo. Ser totalmente cerebral, um Dragão quase sempre progride na vida, pois nasceu capacitado e equipado física e mentalmente para a luta e não se resigna, com facilidade, ao fracasso temporário. De cada derrota sai para nova batalha, até atingir seu objetivo, que é a vitória final. Sendo Dragão ou Dragona, você não é dos que esperam sentados que a vida lhe dê coisas que julga merecer. Desde cedo lutará por elas, certo de que o mais importante é o que você pode fazer hoje mesmo para o seu progresso. Seu interesse é sempre renovado em cada amanhecer. Você acorda estimulado por novas energias e precisa despende-las todas na ação constante. Seus menores atos são repassados de coragem e impulsividade. Às vezes, a energia do seu temperamento o conduz a sérias enrascadas, mas você não se deixa abater por qualquer dificuldade. Seu lema é: para frente e para o alto! No seu dicionário não há lugar para a palavra debilidade.

O signo animal de Dragão geralmente indica: Desacordos conjugais ou ligações partidas ; Muitas contrariedades domésticas, por ciúme, incompreensões e por outras causas. ; Avanço nos estudos, através de enormes esforços ; Mudança brusca financeira após o matrimônio ; Muito sucesso profissional se dominar seu espírito independente ; Atrações amorosas que deve conter ; Viagens para lugar distante.

Atividades e Profissões de Dragão=

Atividades físicas: Soldador, operário, mecânico, curtidor de peles, esportista, militar, automobilista, pastor, tosador de carneiros, jardineiro, camponês, metalúrgico.

Atividades comerciais e sociais: Cirurgião, dentista, oculista, peteleiro, vendedor de lã criador de animais, açougueiro, fazendeiro.

Atividades intelectuais e artísticas: pianista, violonista, trompetista, escultor, diretor de cinema ou televisão, ator, repórter, publicitário.

Pessoas Célebres de Dragão=


Maurício Mattar, ator e cantor; George Bernard Shaw, escritor, dramaturgo e crítico irlandês; Vera Fisher, atriz; Sigmund Freud, psiquiatra austríaco, criador da psicanálise; Padre Cícero, místico brasileiro considerado santo no Nordeste; Edson Arantes do Nascimento (Pelé), maior jogador de futebol do mundo, político; Salvador Dalí, pintor surrealista espanhol; Josip Broz Tito, militar e político iugoslavo; Bruce Lee, ator e criador do jet kune do.

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O SIGNO DA SERPENTE ( 10.02.1929 a 29.01.1930 Terra / 27.01.1941 a 14.02.1942 Metal / 14.02.1953 a 02.02.1954 Água / 02.02.1965 a 20.01.1966 Madeira / 18.02.1977 a 06.02.1978 Fogo / 06.02.1989 a 26.01.1990 Terra / 24.01.2001 a 11.02.2002 Metal )

Nome da Serpente em chinês: SHÉ
Nome da Serpente em japonês: REBI
Ordem de colocação: Sexto
Horas governadas pela Serpente: 9:01 às 11:00 h
Direção: Leste
Estação e mês principal no Oriente: Primavera/Março
Elemento fixo: Madeira
Polaridade: Yin
Astro regente: Júpiter
Pedras de sorte: Ágata, Jade e Turquesa
Erva: Babosa
Perfume: Âmbar
Flor: Cravo
Cores favoráveis: Azul, Verde-claro e Branco
Número de sorte: 6
Dia propício: Sexta-feira
Parte do corpo: Ventre
Tipo de animal: Com escamas
Domicílio astral: Dragão Azul
Proteção: Bentem (Deusa da Beleza e da Música)

A Serpente: Serpente é um signo ingrato. Os que nascem sob este signo são muito sensíveis e amorosos, porém seguros. A primeira lunação corresponde à da Serpente que anunciava o princípio da primavera; na terra, as serpentes saíam de seus esconderijos e anunciavam aos camponeses a chegada da nova estação. O traço marcante da personalidade serpentiana é a teimosia. Vão até o fim. Mesmo quando a derrota é clara e evidente, caminham resolutamente para a frente. Por isso, seus erros são irreparáveis, por se deixarem dominar pela obstinação, pois nada os faz parar. Em virtude da teimosia e do orgulho, a educação inicial que recebem tem muita significação em sua vida, pois não gostam de mudar de opinião e de crenças, ainda que reconhecem suas falhas dentro de si intimamente. Os casamentos tardios são os mais aconselháveis. Os nativos de Serpente necessitam da ajuda de pessoas de iniciativa, a fim de que tenham ideias originais para aperfeiçoar. Dedicam-se frequentemente às artes em geral, são habilidosos, mas sujeitos a crises violentas de cólera e reação. Quando se aplicam às atividades artísticas – particularmente a música, a literatura e especialmente o jornalismo – demonstram grande honestidade profissional. A saúde é por vezes precária e estão sujeitos a perigosas afecções da garganta e dos órgãos genitais. Um nativo de Serpente típico não é jamais sonhador, indolente ou tímido. O astro da vida, o Sol, manifesta ativas influências sobre as pessoas deste signo, e faz com que sejam práticas, bem orientadas e estáveis. Você, que nasceu em Serpente, é um trabalhador ardoroso, consciente, contrário às mudanças bruscas e às decisões precipitadas. Precisa de muita tranquilidade para amadurecer seus projetos, mas, uma vez decidida sua linha de conduta, nada poderá afastá-lo do caminho até que seu objetivo seja atingido. O desejo de posses – e de sentir que uma pessoa, uma casa, um empreendimento, um amigo ou qualquer outra coisa lhe pertence – preenche uma necessidade básica de sua parte. Você precisa de incentivos básicos para realmente sentir-se realizado e lutar com satisfação. O representante do signo de Serpente traz ao mundo, ao nascer, grande vitalidade, fortaleza física e firmeza de caráter, aliados à enorme capacidade de concretizar desejos. Sua vida é cuidadosamente planejada, Serpente é pratica e tem os pés sobre a terra. Dificilmente se aborrece, mas quando isso ocorre é uma verdadeira batalha. Suas facetas temperamentais negativas são a tristeza e a vaidade. Gosta de comer e beber muito bem, é cheio de apetite pela vida, tem avidez em satisfazer seus desejos. É sensual, embora discreto e conservador. A recordação constante da sua infância e o desejo interior de voltar a vive-la fazem-no apegado à tradição e à casa, à família e à própria terra. De forma equilibrada, Serpente orientará sua vida no sentido de adquirir coisas sólidas e confortáveis. Com esse objetivo, se empenha ao máximo e assim, obstinadamente, consegue vencer as dificuldades e superar as barreiras do seu caminho. Algumas vezes a oposição aos seus fins pode torna-lo excessivamente materialista, pois acredita poder, dessa maneira, dominar a adversidade. Sua força mental e capacidade de trabalho são inexcedíveis. Tem, contudo, coragem para suportar contrariedades. Muita gente ignora que, no fundo, o nativo de Serpente é um pouco tímido e que procura esconder dos demais essa emoção. Seu progresso na vida não é dos mais rápidos. Costuma perder muito tempo calculando os próximos passos. Tem medo de errar, e assim se conforma com um lento progresso. É um paciente nato.

O signo animal de Serpente, geralmente indica: Altas relações sociais, com fazendeiros, homens poderosos e bancários proeminentes. ; Questões desagradáveis, por causa de interesses materiais. ; Aborrecimento por causa de um irmão ou irmã. ; Atenção especial com animais domésticos. ; Algumas contrariedades por causa de pessoas fanáticas em religião. ; Sucesso com terras, propriedades e animais.

Atividades e Profissões de Serpente=

Atividades físicas: Artesão, camponês, automobilista, agricultor.

Atividades comerciais e sociais: barbeiro, cabeleireiro, alfaiate, esteticista, cozinheiro, banqueiro, otorrinolaringologista, cirurgião.

Atividades intelectuais e artísticas: Arquiteto, engenheiro, economista, jornalista, pintor, músico, cantor.

Pessoas Célebres de Serpente=


Fábio Jr., cantor, apresentador e ator; Charles Robert Darwin, naturalista inglês, criador da teoria da evolução das espécies; Érico Veríssimo, romancista; Gandhi, líder nacionalista hindu, conseguiu a independência de sua pátria; Jânio da Silva Quadros, político, chegou a ser Presidente da República, mas renunciou; Mao-Tsé-Tung, líder revolucionário comunista chinês, proclamou a República Popular da China; Pablo Picasso, pintor moderno espanhol; Ney Matogrosso, cantor.

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Akin Lan Feng
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Re: Um pouco sobre: (Diversos Temas)

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:02 pm

O SIGNO DO CAVALO (30.01.1930 a 16.02.1931 Metal / 15.02.1942 a 04.02.1943 Água / 03.02.1954 a 23.01.1955 Madeira / 21.01.1966 a 08.021967 Fogo / 07.02.1978 a 27.01.1979 Terra / 27.01.1990 a 14.02.1991 Metal / 12.02.2002 a 31.01.2003 Água )

Nome do Cavalo em chinês: MA
Nome do Cavalo em japonês: UMÁ
Ordem de colocação: Sétimo
Horas governadas pelo Cavalo: 11:01 às 13:00 h
Direção: Norte
Estação e mês principal no Oriente: Inverno/Fevereiro
Elemento fixo: Água
Polaridade: Yang
Astro regente: Mercúrio, Saturno (último decanato)
Pedras de sorte: Topázio, Esmeralda, Pérola e Rubi
Erva: Erva-doce
Perfume: Flor-do-campo
Flor: Margarida
Cores favoráveis: Azul, Verde, Ouro e Cinza
Número de sorte: 5
Dia propício: Quarta-feira
Parte do corpo: Órgão genitais internos
Tipo de animal: De pele dura
Domicílio astral: Guerreiro negro
Proteção: Fukurokuju (Deus da Sabedoria)

O Cavalo: Cavalo é um signo que dá como característica marcante aos seus nativos a versatilidade. O cavalo corresponde à decima segunda lunação, a última do ano, término do inverno, época em que limpavam os estábulos e levavam os cavalos para pastar. Os nativos de Cavalo têm a palavra fácil e um excelente dom de adaptação a todos os ambientes, porém são muito irritáveis e minuciosos ao extremo. Eles têm uma inteligência viva e uma imaginação realmente impressionante. Têm ideias tão radicais e progressistas que muitas vezes necessitam de auxílio de pessoas conservadoras, a fim de controlar a impetuosidade e tirar o máximo proveito das habilitações que possuem. Grande habilidade manual. Apreciam as viagens e as mudanças frequentes. São inconstantes e insatisfeitos consigo mesmos, porque não conseguem com as realizações alcançar os seus pensamentos e os seus ideais, que voam sempre muito alto e com celeridade. Vontade fraca que só é fortalecida com muito trabalho e esforço. Essa luta consigo mesmo, dirigida no sentido de fazer o corpo alcançar a alma para poder acompanhar o pensamento e o ideal, faz com que tenham frequentemente sérias crises de cólera ou de melancolia. Gostam do lar, são bons pais e maridos excepcionais, quando as esposas sabem deixa-los a sós nos momentos em que se recolhem para a vida interior, que é intensa. Juventude de lutas e maturidade vitoriosa, com produções literárias, filosóficas ou políticas. Saúde forte, sujeita a afecções do sistema nervoso e do aparelho digestivo. O nativo de Cavalo é, sobretudo, um ser adaptável, mas eminentemente racional, dos que pesam os prós e os contras de toda empreitada, dos que não botam prego sem estopa, como se diz na linguagem popular. Um Cavalo típico é dotado de inteligência prática e aproveita as circunstâncias da vida com maestria de um grande artista que usasse até o barro das estradas para moldar suas estátuas. É um ser mutável e inconstante, caracterizado por certa instabilidade que muitas vezes lhe prejudica a carreira e o sucesso. Mas você poderá aproveitar a seu favor essa inquietação espiritual, plasmando uma mente flexível, capaz de compreender todas as cambiantes da criatura humana. Sendo de cavalo, você trouxe ao mundo grande curiosidade intelectual e permanente necessidade de relacionar-se com todos os tipos de pessoas. Sente-se feliz no meio de muita gente. É a caracterização personificada do elemento dinâmico e irrequieto ao mesmo tempo. Seu entusiasmo contagia os que o cercam. Tem sempre uma saída lógica para qualquer situação. É agudo de espírito e dotado de algum senso de humor. Gosta de exibir sua capacidade intelectual até mesmo entre parentes e amigos. Aliás, Cavalo gosta muito do convívio deles e sabe entreter todos que o escutam. Sua capacidade de adaptação e seu pensamento rápido o ajudam sempre a sair airosamente das situações difíceis que sua impulsividade e inconstância geram a cada passo. A impaciência, outro grava defeito seu, traz-lhe sérios problemas na vida. Se Cavalo puder auto-analisar e aprender a exercer um controle efetivo sobre sua mente, espiritualizando-se e caminhando para uma inteligente estabilidade emocional, terá conquistado uma das maiores vitórias sobre si mesmo, e será grande entre os grandes. O que menos lhe custa é fazer amizades, pois sabe ser simpático e agradável, agindo elegantemente com qualquer pessoa e em qualquer lugar, não perdendo uma só ocasião de demonstrar seu interesse pelos outros. Porém, suas amizades não duram, porque não sabe abrigar no coração sentimentos profundos. Sua feição muda automaticamente, assim como suas ideias e seus pontos de vista. Na juventude, o nativo ou a nativa de Cavalo sente-se atraído pelas pessoas mais velhas.

O signo animal de Cavalo, geralmente indica: Dois nomes ou dois apelidos ; Duas atividades; Dois amores ; Dois planos ; Dois amigos ; Amores anormais ; Irregularidades na vida privada ; Controvérsias domésticas ; Segredos de família ; Êxito notável em relação a papéis, cartas, livros, documentos e vizinhança ; Pequenas viagens.

Atividades e Profissões de Cavalo=

Atividades físicas: Pugilista, remador, ciclista, tenista, esquiador.

Atividades comerciais e sociais: Ornitólogo, veterinário, livreiro, carteiro, guia turístico.

Atividades intelectuais e artísticas: Jornalista, linguista, editor, analista político, diplomata, locutor, artista, aeromoça/comissário, radiotelegrafista.

Pessoas Célebres de Cavalo=


Cláudia Raia, atriz; Marcos Túlio Cícero, estadista, filósofo, escritor e o maior dos oradores romanos; Eduardo VIII, rei inglês, que abdicou do trono para casar-se com uma americana divorciada; João Goulart (Jango), político, presidente deposto pela revolução de 1964, no Brasil; Nikita Krushev, político russo; Louis Pasteur, químico e biólogo francês, descobridor da vacina anti-rábica; Ingra Liberato, atriz.

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O SIGNO DA CABRA ( 17.02.1931 a 05.02.1932 Metal / 05.02.1943 a 24.01.1944 Água / 24.01.1955 a 11.02.1956 Madeira / 09.02.1967 a 29.01.1968 Fogo / 28.01.1979 a15.02.1980 Terra / 15.02.1991 a 03.02.1992 Metal / 01.02.2003 a 21.01.2004 Água )

Nome da Cabra em chinês: YANG
Nome da Cabra em japonês: RHITUJI
Ordem de colocação: Oitavo
Horas governadas pela Cabra: 13:01 às 15:00 h
Direção: Norte
Estação e mês principal no Oriente: Inverno/Janeiro
Elemento fixo: Água
Polaridade: Yin
Astro regente: Mercúrio
Pedras de sorte: Água-marinha, Ágata e Ametista
Erva: Rosa branca
Perfume: Lírio branco
Flor: Rosa
Cores favoráveis: Vermelho, Azul, Branco e Prateado
Número de sorte: 2
Dia propício: Segunda-feira
Parte do corpo: Órgãos genitais externos
Tipo de animal: De pele dura
Domicílio astral: Guerreiro Negro
Proteção: Hotei (Deus da Saúde e das Crianças)

A Cabra: Cabra é um signo animal que confere aos seus nativos grande apego ao lar. É a culminação do Yin, mas também o começo da subida Yang, na décima primeira lunação do ano, no solstício de inverno. O imperador oferecia o sacrifício de um cordeiro no Templo dos Antepassados. O sacrificado recebia pastéis amassados na gordura do cordeiro. (Observemos que a família do cordeiro se associa ao carneiro, chefe do rebanho, como o chefe do Estado é o Imperador). Os nativos de Cabra são impressionáveis, emotivos e de grande receptividade. Frequentemente encontram o insucesso quando procuram ater-se às velhas ideias e a costumes retrógados. Geralmente amam as carreiras artísticas, nas quais obtém êxito. Estão sujeitos a sofrer da pele, eczemas, erisipelas e perturbações gástricas. As mulheres deste signo têm dificuldade com os primeiros partos e geralmente têm poucos filhos. De todos os signos do zodíaco chinês, é Cabra o mais doméstico. Isto porque o nativo deste signo é muito afeiçoado ao lar, à família e aos filhos. Uma vez dado o seu amor ou centralizada sua afeição, estes serão firmes e verdadeiros, e as pessoas com quem se relaciona somente perderiam a sua estima se lhe demonstrassem severa maldade. O nativo de Cabra é, antes de tudo, um sonhador, uma criatura despreocupada e amorosa, às vezes sensível e exaltada, mas capaz de fazer valer a sua vontade e sua decisão em qualquer circunstância. Não age de modo direto, mas geralmente consegue desarmar e mesmo vencer os seus antagonistas, criando condições que lhe sejam favoráveis. É dono de uma imaginação muito ativa e tudo encara com grande interesse, com a paixão dos adolescentes. Mas tem um grande medo de errar, o que o torna, muitas vezes, inconclusivo. Pode faltar-lhe o espírito de iniciativa. Cabra trouxe ao mundo uma tremenda carga de sensibilidade, um gosto bem pronunciado pelas sutilezas, pelas forças ocultas e pelo misticismo. Sua vida girará em torno de um temperamento artístico e criador. Você se dará muito bem com todos os seus semelhantes e poderá vir a ter um grande amor na sua vida. Mas não admite muita resistência e gosta da vida tranquila, sem vicissitudes. Seu temor de um dia ficar isolado do afeto dos outros faz com que esteja constantemente procurando consolidar as amizades, mas de forma conveniente e prazenteira, em festas e visitas. O seu signo também produz os melhores homens de negócio, porque seu nativo é dotado de um maravilhoso senso de conhecimento do gosto e os interesses das pessoas e do público em geral. Por isso você consegue até mesmo descobrir o que os outros pensam. Devido a esse profundo conhecimento do seu semelhante, você pode desenvolver um grande conhecimento das emoções humanas e vir a ser um grande ator. Esta capacidade instintiva que possui, de sentir e interpretar, dá-lhe verdadeiras qualidades dramáticas. O nativo de Cabra poderá gostar muito de artes decorativas, podendo, nesse caso, ajudar seus amigos a embelezar seus lares, tornando-os mais atraentes e agradáveis. Seu lar, especialmente, é sempre notado por algum adorno ou acabamento artístico. Mesmo que caia na rede do matrimônio – mais levado pelo desejo de comodidade que por intenções amorosas – nem por isso deixará de dar asas à sua imaginação sempre pronta para voar para um novo romance.

O signo da Cabra, geralmente indica: Mudanças de residência ; Mudanças de lugar ; Passeios e viagens por água ; Perdas por roubos ou por jogos ; Perdas de objetos, por descuido ; Complicações por falar publicamente, contra a conduta alheia ; Emoções violentas ; Amores anormais e uniões perigosas

Atividades e Profissões de Cabra=

Atividades físicas: Nadador, marinheiro, mergulhador, esquiador aquático, navegador.

Atividades comerciais e sociais: Pescador, astrônomo, criador de animais, padeiro, cozinheiro, hoteleiro, dietista, padre, médico, enfermeiro, pediatra.

Atividades Intelectuais e Artísticas: Poeta, romancista, pedagogo, professor, músico.

Pessoas Célebres de Cabra=


Isabela Garcia, atriz; Antônio Conselheiro, místico, chefiou a guerra dos Canudos; Getúlio Vargas, político, governou como ditador e presidente eleito; Michelângelo, pintor, escultor e arquiteto italiano do Renascimento; Oscar Niemeyer, o mais famoso dos arquitetos brasileiros; Roberto Carlos Braga, compositor e cantor; Rodolfo Valentino, ator italiano do cinema mudo; Walter Hugo Khouri, diretor de cinema.

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O SIGNO DO MACACO ( 06.02.1932 a 25.011933 Água / 25.01.1944 a 12.02.1945 Madeira / 12.02.1956 a 30.01.1957 Fogo / Macaco 30.01.1968 a 16.02.1969 Terra / 16.02.1980 a 04.02.1981 Metal / 04.02.1992 a 22.01.1993 Água / Macaco 22.01.2004 a 08.02.2005 Madeira )

Nome do Macaco em chinês: HÓU
Nome do Macaco em japonês: SARU
Ordem de colocação: Nono
Horas governadas pelo Macaco: 15:01 às 17:00 h
Direção: Norte
Estação e mês principal no Oriente: Inverno/Dezembro
Elemento fixo: Água
Polaridade: Yang
Astro regente: Mercúrio
Pedras de sorte: Rubi, Granada e Topázio
Erva: Cravo
Perfume: Sândalo
Flor: Girassol
Cores favoráveis: Verde-claro, Laranja, Azul, Cinza, Ouro
Número de sorte: 1
Dia propício: Domingo
Parte do corpo: Os quadris
Tipo de animal: De pele dura
Domicílio astral: Guerreiro Negro
Proteção: Ebisu (Deus da Fartura e da Pesca)

O Macaco: Macaco é um sino animal regido pelo Mercúrio, que confere aos seus nativos uma inteligência clara e viva. Os camponeses chineses diziam que os macacos trepavam nas árvores para anunciar a chegada do frio, na décima lunação do ano. Os nativos são nascidos para o mando e a realeza. Orgulhosos, muitas vezes descambram para a sofisticação de gestos pensados, resultantes do orgulho desmedido e da vocação de mando muito bem acentuada. Têm um notável e refinado bom gosto, que os ajuda a impressionar bem os que estão à volta. No sexo masculino encontramos uma vocação irresistível e grande êxito para as carreiras militares. Os nativos de Macaco são pessoas que dominam, mas que uma índole amorosa constitui o ponto fraco de sua natureza. Como resultado disso, necessitam robustecer-se pela união matrimonial com pessoas menos ardentes e mais intelectualizadas. São portadores de grande poder de vontade e gosto artístico muito acentuado, que só raramente tende para a extravagância, a qual geralmente ocorre naqueles que por frustrações de mando procuram se mostrar. Amizades influentes e elevação social. Uma grande resistência em tudo é outra das características dos nativos de Macaco. Devem ter um cuidado especial para dominar o excesso de vaidade e de orgulho. Sua situação financeira será equilibrada e a sua saúde, muito estável. Mesmo assim devem ter cuidado com as moléstias que afetam os centros de equilíbrio térmico do organismo, porque estarão sujeitos a febres violentas e contagiosas. O nativo de Macaco é, antes de tudo, um forte. Macaco, homem ou mulher, tendo vindo ao mundo sob este signo dominador, terá tal confiança em si mesmo e tal capacidade de liderança que, muitas vezes, será até considerado pretensioso pelos demais. Havendo nascido em Macaco, você trouxe ao mundo uma vontade férrea e um fortíssimo desejo de vencer. Sua vida é planejada e construída em bases sólidas. Macaco gosta de prestígio, de representação e de fausto. Se não conseguir impressionar os outros pela força da sua personalidade, preferirá retrair-se a ser tomado vulgarmente. Se Macaco logra, no princípio da sua vida, uma posição entre pessoas de destaque, será certo que as liderará e manejará bem, à sua maneira. Mas se, ao contrário, não obtém resultados imediatos com indivíduos de escala mais alta, a consequência é a pior possível, pois Macaco, no seu orgulho, no seu desejo de impressionar e comandar, vai procurar conviver com pessoas inferiores que lhe tributem homenagens e lhe estabeleçam uma atmosfera especial em que se sinta importante e considerado. Macaco deve ter cuidado com o espalhafato e a ostentação, características do seu signo. Trate de corrigir esses graves defeitos, a fim de que seu valor pessoal, indiscutível, não seja diminuído pelas manifestações da vaidade. Terá direito a achar-se melhor e maior que os demais, porque sua atividade e sua operosidade superam, de um modo geral, a dos concorrentes e antagonistas. Mas Macaco deve cuidar para não chegar ao ponto de ignorar o resto do mundo. Se aceitar conselhos, ouvir a opinião dos mais experientes, cultivar certa humildade intelectual e profissional, será o Macaco grande entre os grandes. Macaco gosta do drama da vida e não teme adversidades ou contratempos. Mas não queira ser a personagem central de todas as circunstâncias. Às vezes a sabedoria está em ficar na retaguarda, ou numa posição paralela a dos pontas-de-lança. Que é ardente e obstinado não resta a maior dúvida. Muitas são as ocupações que lhe atraem, mas preferirá sempre as que se relacionem com tarefas nobres – a medicina, a educação, a economia.

O signo animal de Macaco, geralmente indica: Relações com personagens influentes ; Proveitos em jogos, principalmente na loteria ou sorteios ; Acontecimentos agradáveis em cinemas, teatros ou casas de diversões / Amores sigilosos e geralmente bem-sucedidos ; Atração pelas artes e facilidade para o desenho ou pintura ; Inclinações para as letras, embora não sejam muito destacadas ; Incômodos por causa de dinheiro emprestado.

Atividades e Profissões de Macaco=

Atividades físicas: Ginasta, jogador de futebol, pára-quedista, piloto, bailarino, tenista.

Atividades comerciais e sociais: Relações-públicas, importador/exportador, empresário, ourives/joalheiro, banqueiro, advogado, ministro, político, embaixador, cardiologista.

Atividades intelectuais e artísticas: Diretor de arte, professor universitário, dramaturgo, antiquário, desenhista.

Pessoas Célebres de Macaco=


Nani Venâncio, atriz e apresentadora; George Byron, poeta e aventureiro inglês; Antônio Carlos Gomes, compositor e músico, autor de O Guarani; Francisco (Chico) Buarque de Holanda, compositor e interprete; Oswaldo Cruz, médico sanitarista; Marquês de Sade, escritor francês; Carmem Miranda, cantora e atriz; Manuel Francisco dos Santos (Garrincha), futebolista de fama mundial; Rui Barbosa, político e jurista; Alberto Santos Dumont, inventor do avião; Richard Wagner, compositor alemão; Carla Marins, atriz; Roberta Miranda, cantora.

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O SIGNO DO GALO ( 26.01.1933 a 13.061934 Água / 13.02.1945 a 01.02.1946 Madeira / 31.01.1957 a 17.02.1958 Fogo / 17.02.1969 a 05.02.1970 Terra / Galo 05.02.1981 a 24.01.1982 Metal / Galo 23.01.1993 a 09.02.1994 Água / 09.02.2005 a 28.01.2006 Madeira )

Nome do Galo em chinês: JI
Nome do Galo em japonês: TORI
Ordem de colocação: Décimo
Horas governadas pelo Galo: 17:01 às 19:00 h
Direção: Oeste
Estação e mês principal no Oriente: Outono/Novembro
Elemento fixo: Metal
Polaridade: Yin
Astro regente: Vênus, Saturno (último decanato)
Pedras de sorte: Turmalina verde, Topázio e Rubi
Erva: Tília
Perfume: Verbena
Flor: Açucena
Cores favoráveis: Amarelo, Azul e Carmesim
Número de sorte: 5
Dia propício: Quarta-feira
Parte do corpo: Joelhos
Tipo de animal: Com pelos
Domicílio astral: Tigre Branco
Proteção: Fukurokuju (Deus da Sabedoria)

O Galo: Galo é regido pelo planeta Vênus, que dota seus nativos de uma personalidade agradável, atraente e magnética. Durante a nona lunação do ano tinham lugar os preparativos de guerra. O Galo tem a reputação de belicoso, também é o símbolo do masculino; conveniente, pois, a esta época. Os galos são simpáticos, sociáveis, bondosos, agradam sempre em todos os grupos em que estão presentes. Minuciosos ao extremo, procuram inteirar-se de todos os detalhes quando tratam de algum assunto que lhes interessa. A sociabilidade algumas vezes pode descambar para a frivolidade. Humor alegre. Facilmente influenciáveis e pouco felizes no casamento. Os nativos de Galo são honestíssimos e merecedores de toda a confiança. Não se deixam levar pelas emoções. Por outro lado, têm a intuição pouco desenvolvida e por isso frequentemente se vêem em dificuldades, por não saberem o que fazer em determinadas emergências. Essa indecisão diante do imprevisto mais se acentua ainda quando diante deles a ação a desenvolver depende mais da intuição do que de planos bem estudados. Todavia, por suas virtudes inerentes, podem ser influenciados beneficamente e serão capazes, nessa hipótese, de levar a cabo grandes tarefas, em benefício da coletividade. Como, entretanto, são mais dedutivos que intuitivos, os nativos de Galo devem evitar as situações em que se torna imperativa a necessidade de improvisação e de intuição. Quanto a saúde, estão sujeitos a sofrer das glândulas, ciática, perturbações nervosas e reumatismo. O nativo de Galo é, antes de tudo, um ser laborioso. Tem caráter prático, algo nervoso, mas inclina-se aos trabalhos pacientes e constantes. Por isso dizem que o seu signo é o da abundância, da cornucópia. É claro que, graças aos seus continuados esforços e à sua paciência, o nativo de Galo obterá frutos merecidos. Galo tem a mente fria, lógica e sã. Poderá inclinar-se às matemáticas, à química, à organização de empresas, pois é uma pessoa habilitada pela sensatez e pela objetividade. Não lhe faltam as manhas e os truques para vencer. No entanto, Galo prefere ir pelo caminho reto e árduo. Havendo nascido em Galo, você trouxe ao mundo um temperamento melancólico e nervoso. Seu grande defeito está em você gostar de apontar os defeitos dos outros. Isso faz com que o tomem por uma “espada do mundo” e o afastem do seu convívio. Mas você, por outro lado, está sempre disposto a oferecer ajuda prática aos seus semelhantes, saindo até mesmo das suas normas habituais para dar a mão a alguém que precisa. Essa qualidade positiva lhe granjeará muitos amigos e simpatias. As qualidades analíticas e críticas estão altamente desenvolvidas na sua mente, o que lhe permite uma ampla compreensão do mundo e dos fatos que o impulsionam. Você é também um crítico severo em relação a si mesmo, o que o ajuda a aperfeiçoar-se espiritualmente, mas o torna severo em relação aos demais. É bom que Galo aprenda a ser um pouco mais indulgente, a fim de manejar os homens e as ideias deste mundo. De um modo geral, Galo inspira confiança à primeira vista. Seu temperamento, algo reservado, ajuda muito neste ponto. Sua cólera não é súbita. Suas paixões não se constroem num dia. Mas, uma vez enfurecido ou apaixonado você provoca verdadeiros terremotos. É muito sensível às argumentações lógicas, pois seu temperamento é, sem dúvida, racional. Mas só se deixa convencer por argumentos sólidos e bem montados diante do seu agudo raciocínio, Além do mais, Galo tem talento para falar e escrever, caracterizando-se pela clareza que expõe suas ideias. Faltam-lhe apenas o senso do patético, o drama e a ênfase, daí porque não chegará a ser um grande orador de massas ou um tribuno convincente. Galo é meticuloso e limpo, de corpo e alma, e por isso mesmo não tolera a sujeira mental ou física em outros. Se abrirmos uma gaveta do armário do homem de Galo, encontraremos em tudo uma ordem admirável. O guarda-roupa da mulher de Galo será um exemplo de arrumação e limpeza.

O signo animal de Galo, geralmente, indica: Muitas mudanças, durante a existência dessas pessoas ; Nunca faltam mudanças, e elas aparecem repentinamente, em vários setores ; Mudanças de casa ; Mudança de lugar ; Surgem mudanças nas afeições ; Mudanças na posição social ; Depois dos 35 anos, períodos de progresso e prosperidade.

Atividades e Profissões de Galo=

Atividades artísticas: Ciclismo, tênis, ginástica olímpica, artes marciais, artesanato.

Atividades comerciais e sociais: Recenseador, bibliotecário, arquivista, relojoeiro, motorista, mecânico, técnico, policial, gerente de loja, enfermeiro.

Atividades intelectuais e artísticas: Advogado, secretário particular, linguista, pediatra, nutricionista, botânico, desenhista, gastrenterologista, químico, pedagogo, instrutor, professor.

Pessoas Célebres de Galo=


Xororó, da dupla Chitãosinho e Xororó, cantor sertanejo; Maitê Proença, atriz; Adriana Esteves, atriz; Lília Cabral, atriz; Guilherme Karan, ator; Minami Keizi, jornalista, astrólogo e escritor.

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O SIGNO DO CACHORRO ( 14.02.1934 a 03.02.1935 Madeira / 02.02.1946 a 21.01.1947 Fogo / 18.02.1958 a 07.02.1959 Terra / 06.02.1970 a 26.01.1971 Metal / 25.01.1982 a 12.02.1983 Água / 10.02.1994 a 30.01.1995 Madeira / 29.01.2006 a 17.02.2007 Fogo )

Nome do Cachorro em chinês: GOU
Nome do Cachorro em japonês: INU
Ordem de colocação: Décimo Primeiro
Horas governadas pelo Cachorro: 19:01 às 21:00 h
Direção: Oeste
Estação e mês principal no Oriente: Outono/Outubro
Elemento fixo: Metal
Polaridade: Yang
Astro regente: Vênus
Pedras de sorte: Safira, Esmeralda, Opala e Jade
Erva: Jasmim
Perfume: Alfazema
Flor: Lírio
Cores favoráveis: Rosa e todos os tons claros
Número de sorte: 6
Dia propício: Sexta-feira
Parte do corpo: Tornozelos
Tipo de animal: Com pelos
Domicílio astral: Tigre Branco
Proteção: Bentem (Deusa da Beleza e da Música)

O Cachorro: Cachorro é um signo animal que significa justiça e equidade. A oitava lunação do ano corresponde ao outono: época de execuções capitais e dos castigos. No Templo dos Antepassados, o Imperador sacrificava um cachorro para chamar o sopro do outono e para que a terra não fosse assolada nem pelos ventos, nem pela seca, nem pela umidade ou pelos animais daninhos. Os nascidos sob influência desse signo são, de todos os doze tipos, os que mais se adaptam a uma vida apegada ao lar. Quando conseguem um equilíbrio da intuição com a razão, transformam-se em verdadeiros protótipos de homo sapiens. Neste caso, o magistério é a carreira mais adequada para os nativos do sexo feminino. Os cachorros são muito sossegados e pacíficos. Apreciam muito a vida do lar e, bem assim, todas as coisas relacionadas com o belo, sob qualquer forma de manifestação. Em virtude deste traço particular, têm grande êxito na vida artística e social. Os homens dedicam-se acertadamente às pesquisas e estudos científicos. As mulheres deste signo caracterizam-se pela vaidade e o gosto pelas joias e pelas pedras preciosas. Podemos também encontrá-los vencidos pelas crises de melancolia, sem motivo de importância. Encontram muitas oportunidades de melhoria nas transações que realizam com objetos de arte. Introspectivos, frequentemente se abstraem do mundo para recolherem-se ao “seu” mundo de reflexões. Liberais, bondosos e francos, muitas vezes são mal compreendidos, pelas suas maneiras pouco diplomáticas e às vezes simplórias. As pessoas do sexo feminino, além disso, são emotivas e românticas; Quando conseguem o referido equilíbrio entre a razão e a intuição, tornam-se verdadeiramente encantadoras. Os nativos de Cachorro estão sujeitos a sofrer dos rins, diabetes e vesícula. Em menor número estão as nevralgias e congestões cerebrais. O nativo de Cachorro é, antes de tudo, um apreciador da beleza das coisas e dos seres. Cachorro, nascido sob este signo, sente-se apto a transmitir suas esperanças a todos os seus semelhantes, porque se interessa pela humanidade em geral, tem espírito público e caridade santa. A calma e o repouso atraem seu espírito, mas você não será jamais um indolente, pois estará sempre absorvido por uma atividade criadora qualquer. Seu senso de equilíbrio é uma dádiva preciosa que o levará bem longe na carreira do sucesso. Você terá horror a discussões, mas sairá delas com energia e elegância, sempre fazendo valer seu ponto de vista através de um raciocínio perfeito e incontrastável. O que lhe interessa, antes de tudo, é a harmonia. Cachorro tem bom gosto. Havendo nascido em cachorro, você trouxe ao mundo simpatia, vitalidade, sensibilidade e grande senso de equilíbrio, aliados a um inegável espírito criador. Cachorro é diplomata, artista, antiquário, mecenas e lançador de modas. Cachorro é muitas vezes sonhador, alimenta quimeras, faz planos mirabolantes, mas não sofre muito se não os realiza, porque logo os substitui por outros ainda mais absorventes. Tem um temperamento envolvente, faz amigos com facilidade, torna-se útil a eles e é plenamente correspondido. Seu bom humor contagia a quantos o cerquem. Cachorro é o tipo da pessoa “bom programa”, dessas que chegam a sacrificar o próprio interesse para atender ao de um grupo, em determinada circunstância. Gostando do luxo e da beleza Cachorro procurará, desde muito cedo, ganhar dinheiro e fazer-se rico, não tanto pelo poder, senão pelo requinte. Entre o banco e o palácio, você prefere o palácio. Dá-se ao prazer de escolher ocupações às vezes muito pouco lucrativas mas decerto emocionantes. Cachorro gosta do que é belo, do que é sutil e do que é violentamente fora do comum. Isto lhe dá uma vida de esteta ou de aventureiro. Até a proximidade do perigo poderá lhe parecer uma experiência valorizada para seu espírito. Em suma, quer um pouco de tudo que o mundo lhe oferece, desde o barulho envolvente de uma cachoeira dentro da mata até o requinte de uma peça de prata, o instante de emoção da vida civilizada. Você gosta de fluir a vida, de bebê-la aos poucos, como quem degusta um capitoso vinho de boa safra.

O signo animal do Cachorro, geralmente indica: Tendência para negócios em que há objetos artísticos ; Altas e baixas nas finanças e posição social ; Tendência para associação em assuntos comerciais ; Rivalidade em amores e no casamento ; Aborrecimentos por causa de ciúme, dum lado ou doutro ; Viagens aprazíveis e interessantes ; Intrigas formadas por pessoas de classe inferior ; Extrema dedicação pelo ambiente familiar

Atividades e Profissões de Cachorro=

Atividades físicas: Acrobata, árbitro, patinador, dançarino, tenista, golfista, esquiador, praticante de equitação, piloto de avião

Atividades comerciais e sociais: Joalheiro ou ourives, florista, funcionário público, mediador, desenhista, publicitário, relações-públicas, cabelereiro ou esteticista, manequim, alfaiate, produtor cinematográfico ou teatral, militar de carreira

Atividades intelectuais e artísticas: Pintor, político, literato, magistrado, advogado, urologista, diplomata, juiz.

Pessoas Célebres de Cachorro=

Edson Celulari, ator; Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), famoso escultor e arquiteto; Bertold Brecht, dramaturgo alemão; Winston Churchill, estadista inglês; Sergei Eisenstein, cineasta russo; Alfredo da Rocha Viana Filho (Pixinguinha), compositor e instrumentista popular; Sócrates, filósofo grego; Akira Kurosawa, cineasta japonês; Renato Aragão, comediante.

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O SIGNO DO JAVALI ( 04.02.1935 a 23.01.1936 Madeira / 22.01.1947 a 09.02.1948 Fogo / 08.02.1959 a 27.01.1960 Terra / 27.01.1971 a 15.02.1972 Metal / 13.02.1983 a 01.02.1984 Água / 31.01.1995 a 18.02.1996 Madeira / 18.02.2007 a 06.02.2008 Fogo )

Nome do Javali em chinês: ZHU
Nome do Javali em japonês: INOCHICHI
Ordem de colocação: Décimo Segundo
Horas governadas pelo Javali: 21:01 às 23:00 h
Direção: Oeste
Estação e mês principal no Oriente: Outono/Setembro
Elemento fixo: Metal
Polaridade: Yin
Astro regente: Vênus
Pedras de sorte: Topázio, Ametista e Ágata
Erva: Tomilho
Perfume: almíscar
Flor: Dália
Cores favoráveis: Azul, violeta e Laranja
Número de sorte: 9
Dia propício: Terça-feira
Parte do corpo: Pés
Tipo de animal: Com pelos
Domicílio astral: Tigre Branco
Proteção: Bishamon (Deusa da Justiça e das Batalhas)

O Javali: Javali confere aos nativos de seu signo o dom da dissertação e da oratória. A sétima lunação do ano corresponde ao Javali (ou Porco). Os camponeses soltavam os porcos nos campos: buscando raízes para comer, estes preparavam a terra para o lavrador. Ademais, um sacrifício do porco tinha lugar no dia em que os camponeses traziam ao Imperador o novo grão. Os nativos de Javali são privilegiados por uma proteção muito acentuada, mesmo dos maiores perigos. Sua força de vontade é surpreendente. Em virtude disso, as pessoas deste signo são muito combativas e às vezes chegam, por excesso de confiança em si mesmas, a ser imprudentes e agressivas. Nunca curvam a espinha diante das maiores dificuldades e enfrentam os piores obstáculos, desejosos de vencê-los pela tenacidade e pelo esforço constante, nem sempre tão prudentes quanto seria de desejar para que seus êxitos fossem mais frequentes. Os javalis têm alguma tendência para o misticismo, donde resulta certa vocação para a carreira clerical. São também muito indicados para as funções de fiscalização e superintendência, porque conseguem manter os subordinados no trabalho disciplinadamente, de modo que ofereçam a quaisquer atividades um rendimento alentador. Dinâmicos e empreendedores, frequentemente se dedicam ao ramo industrial. Sua linguagem cáustica e refinada fere com mordacidade e, quando se dedicam ao jornalismo, tornam-se obstinadamente da oposição. São bons policiais e promotores públicos, quando não se tornam violentos, o que às vezes acontece. Têm poucos amigos e sofrem sérios aborrecimentos. São curiosos e minuciosos. No que diz respeito à saúde estão sujeitos a sofrer de uremias, nefrites e moléstias das glândulas de secreção interna, particularmente dos órgãos genitais. Igualmente podem sofrer da garganta e da tireoide. Javali atropela todos para chegar à sua meta. Incute entusiasmo, amor à liberdade e capacidade de decisão. Não é suave, pois atua como o relâmpago, limpando a atmosfera em um momento e causando destruição noutra hora. De você provêm a temeridade, a ira e a fúria. Você é o inimigo terrível ou o amigo forte, em quem se pode confiar. A intuição dos antigos não poderia ter conseguido melhor representação para este signo que o Javali. Havendo nascido neste signo, você trouxe ao mundo a exaltação da fatalidade, a força de uma atividade intensa a de um indivíduo em face da morte. Javali deve levar em conta que seu signo oposto é Serpente, o que contrapõe flagrante rivalidade. Serpente representa o renascimento da natureza. Javali é a morte. Serpente é a encarnação, e Javali a destruição da matéria. Em Serpente canta a vida, enquanto em Javali plangem as marchas fúnebres do extermínio. Mas em tudo isso há um aspecto simbólico, em que se deve fixar sua atenção para melhor compreensão do seu caráter. A morte, em Javali, é um desejo de espiritualidade, um anseio de libertação para a vida fora da crosta deste planeta. Javali traça um caminho a seguir com tal firmeza e convicção que às vezes se esquece dos detalhes, das nuanças, da parte política. Javali tem que procurar corrigir-se dessa tendência. Javali precisa absorver-se na tarefa empreendida, mas não se esquecer do lado humano. Um pouco de amor ao próximo sempre ajuda. Javali guarda com muito ciúme seus segredos, os lances da sua vida interior. E detesta a todos que procuram forçar sua intimidade, imiscuir-se nos pormenores da sua vida particular. Se alguém lhe formula uma pergunta direta neste sentido, corre o risco de ofendê-lo. Você não se expande facilmente. Seus sofrimentos são vividos agudamente em silêncio, o que muitas vezes envenena a alma e o coração. Mas, por outro lado, você é muito curioso e inquisitivo sobre a vida dos outros. Gosta de descobrir o que se passa na alma dos seus amigos e dos seus parentes. Você adora o mistério revelado. Seus recursos intuitivos poderão ser bem utilizados no que diz respeito às finanças.

O signo animal de Javali, geralmente, indica: Teimosia. Paixões ardentes ; Tendência para abusar das bebidas alcoólicas ; Inclinações perigosas ; Discórdia por ciúme violento ; Mais controle do poder de sedução ; Muita força sexual

Atividades e Profissões de Javali=

Atividades físicas: Pugilista, nadador, jogador de futebol, tenista, mergulhador, soldado, marinheiro, piloto de corridas.

Atividades comerciais e sociais: Açougueiro, operário, antiquário, farmacêutico, químico, agente funerário.

Atividades intelectuais e artísticas: Engenheiro mecânico, médico, juiz, escrivão, psicanalista, dentista, arqueólogo, antropólogo, parapsicólogo, astrólogo, escritor de peças teatrais, crítico, advogado, psiquiatra, sexólogo, cirurgião.

Pessoas Célebres de Javali=


Regina Duarte, atriz; Henry Ford, industrial americano, criou o método de fabricação em série; Santo Inácio de Loyola, religioso espanhol, fundador da Companhia de Jesus; Le Corbusier, arquiteto franco-suíço, pioneiro da arquitetura moderna; Plínio Marcos, dramaturgo; Heitor Villa Lobos, compositor; Letícia Sabatella, atriz; Nívea Maria, atriz; Fábio Assunção, ator.

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OS SIGNOS CHINESES E SEUS RESPECTIVOS ANOS DE NASCIMENTO

1 – Rato 05.02.1924 a 24.02.1925 Madeira (+)
2 - Boi 25.02.1925 a 12.02.1926 Madeira (-)
3 – Tigre 13.02.1926 a 01.02.1927 Fogo (+)
4 – Coelho 02.02.1927 a 22.01.1928 Fogo (-)
5 – Dragão 23.01.1928 a 09.02.1929 Terra (+)
6 – Serpente 10.02.1929 a 29.01.1930 Terra (-)
7 – Cavalo 30.01.1930 a 16.02.1931 Metal (+)
8 – Cabra 17.02.1931 a 05.02.1932 Metal (-)
9 – Macaco 06.02.1932 a 25.011933 Água (+)
10 – Galo 26.01.1933 a 13.061934 Água (-)
11 – Cachorro 14.02.1934 a 03.02.1935 Madeira (+)
12 – Javali 04.02.1935 a 23.01.1936 Madeira (-)
13 – Rato 24.01.1936 a 10.02.1937 Fogo (+)
14 – Boi 11.02.1937 a 30.01.1938 Fogo (-)
15 – Tigre 31.01.1938 a 18.02.1939 Terra (+)
16 – Coelho 19.02.1939 a 07.02.1940 Terra (-)
17 – Dragão 08.02.1940 a 26.01.1941 Metal (+)
18 – Serpente 27.01.1941 a 14.02.1942 Metal (-)
19 – Cavalo 15.02.1942 a 04.02.1943 Água (+)
20 – Cabra 05.02.1943 a 24.01.1944 Água (-)
21 – Macaco 25.01.1944 a 12.02.1945 Madeira (+)
22 – Galo 13.02.1945 a 01.02.1946 Madeira (-)
23 – Cachorro 02.02.1946 a 21.01.1947 Fogo (+)
24- Javali 22.01.1947 a 09.02.1948 Fogo (-)
25 – Rato 10.02.1948 a 28.011949 Terra (+)
26 – Boi 29.01.1949 a 16.02.1950 Terra (-)
27 – Tigre 17.02.1950 a 05.02.1951 Metal (+)
28 – Coelho 06.02.1951 a 26.01.1952 Metal (-)
29 – Dragão 27.01.1952 a 13.02.1953 Água (+)
30 – Serpente 14.02.1953 a 02.02.1954 Água (-)
31 – Cavalo 03.02.1954 a 23.01.1955 Madeira (+)
32 – Cabra 24.01.1955 a 11.02.1956 Madeira (-)
33 – Macaco 12.02.1956 a 30.01.1957 Fogo (+)
34 – Galo 31.01.1957 a 17.02.1958 Fogo (-)
35 – Cachorro 18.02.1958 a 07.02.1959 Terra (+)
36 – Javali 08.02.1959 a 27.01.1960 Terra (-)
37 – Rato 28.01.1960 a 14.02.1961 Metal (+)
38 – Boi 15.02.1961 a 04.02.1962 Metal (-)
39 – Tigre 05.02.1962 a 24.01.1963 Água (+)
40 – Coelho 25.01.1963 a 12.02.1964 Água (-)
41 – Dragão 13.02.1964 a 01.02.1965 Madeira (+)
42 –Serpente 02.02.1965 a 20.01.1966 Madeira (-)
43 – Cavalo 21.01.1966 a 08.021967 Fogo (+)
44 – Cabra 09.02.1967 a 29.01.1968 Fogo (-)
45 – Macaco 30.01.1968 a 16.02.1969 Terra (+)
46 – Galo 17.02.1969 a 05.02.1970 Terra (-)
47 – Cachorro 06.02.1970 a 26.01.1971 Metal (+)
48 – Javali 27.01.1971 a 15.02.1972 Metal (-)
49 – Rato 16.02.1972 a 02.02.1973 Água (+)
50 – Boi 03.02.1973 a 22.01.1974 Água (-)
51 – Tigre 23.01.1974 a 10.02.1975 Madeira (+)
52 – Coelho 11.02.1975 a 30.01.1976 Madeira (-)
53 – Dragão 31.01.1976 a 17.02.1977 Fogo (+)
54 –Serpente 18.02.1977 a 06.02.1978 Fogo (-)
55 – Cavalo 07.02.1978 a 27.01.1979 Terra (+)
56 – Cabra 28.01.1979 a15.02.1980 Terra (-)
57 – Macaco 16.02.1980 a 04.02.1981 Metal (+)
58 – Galo 05.02.1981 a 24.01.1982 Metal (-)
59 – Cachorro 25.01.1982 a 12.02.1983 Água (+)
60 – Javali 13.02.1983 a 01.02.1984 Água (-)
--
1 – Rato 02.02.1984 a 19.02.1985 Madeira (+)
2 - Boi 20.02.1985 a 08.02.1986 Madeira (-)
3 – Tigre 09.02.1986 a 28.01.1987 Fogo (+)
4 – Coelho 29.01.1987 a 16.02.1988 Fogo (-)
5 – Dragão 17.02.1988 a 05.02.1989 Terra (+)
6 – Serpente 06.02.1989 a 26.01.1990 Terra (-)
7 – Cavalo 27.01.1990 a 14.02.1991 Metal (+)
8 – Cabra 15.02.1991 a 03.02.1992 Metal (-)
9 – Macaco 04.02.1992 a 22.01.1993 Água (+)
10 – Galo 23.01.1993 a 09.02.1994 Água (-)
11 – Cachorro 10.02.1994 a 30.01.1995 Madeira (+)
12 – Javali 31.01.1995 a 18.02.1996 Madeira (-)
13 – Rato 19.02.1996 a 06.02.1997 Fogo (+)
14 – Boi 07.02.1997 a 27.01.1998 Fogo (-)
15 – Tigre 28.01.1998 a 15.02.1999 Terra (+)
16 – Coelho 16.02.1999 a 04.02.2000 Terra (-)
17 – Dragão 05.02.2000 a 23.01.2001 Metal (+)
18 – Serpente 24.01.2001 a 11.02.2002 Metal (-)
19 – Cavalo 12.02.2002 a 31.01.2003 Água (+)
20 – Cabra 01.02.2003 a 21.01.2004 Água (-)
21 – Macaco 22.01.2004 a 08.02.2005 Madeira (+)
22 – Galo 09.02.2005 a 28.01.2006 Madeira (-)
23 – Cachorro 29.01.2006 a 17.02.2007 Fogo (+)
24- Javali 18.02.2007 a 06.02.2008 Fogo (-)

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Numerologia pt 1

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:05 pm

Do Livro : SIMBOLISMO E O SIGNIFICADO DOS NÚMEROS , De: Hajo Banzhaf (EDITORA PENSAMENTO )


0 ) ZERO : O Número da totalidade primordial, da unidade universal =

Se o compreendermos simbolicamente, apenas como número, ele não é particularmente muito antigo. Ele era desconhecido no Ocidente até o apogeu da Idade Média. Não existe zero em algarismos romanos. Esse símbolo que representa o “nada” teve origem na Índia, chegou à Europa há uns mil anos, e foi encarado, a princípio, com muita desconfiança, crítica e relutância. O seu nome vem do latim nulla figura que significa nenhum sinal. Ninguém queria fazer contas com esse “nada” e houve empenho, até por parte da igreja, para proibir completamente o uso do zero. Mas, no final das contas, ele se impôs por uma questão pragmática, pois com ele podiam-se fazer contas com mais facilidade. Contudo, mesmo sendo um número relativamente novo, o seu símbolo, o círculo, é um dos símbolos mais antigos da humanidade. O círculo é um símbolo que, juntamente com a cruz, o quadrado, o triangulo e a estrela de seis pontas, é conhecido pela humanidade desde os primórdios dos tempos. Ele simboliza o um primordial, a totalidade pré-consciente, a abrangência. Sempre que os mitos procuram palavras para descrever o estado antes do princípio, são usadas as mesmas imagens: a roda, a gruta, o colo, o ovo, o círculo. Esse estado original, esse potencial, no qual tudo ainda está indiferenciado e adormecido, contudo pronto para tornar-se algo, é simbolizado pelo círculo. Para que as possibilidades contidas nele possam vir à tona é necessário que ele se rompa. Por isso, é comum, nos mitos de criação, o relato de uma divisão ou separação que tenha ocorrido no princípio. Assim, Deus separou a luz das trevas, os céus da terra, e as águas que estavam acima das águas que estavam abaixo do firmamento. O estado original também foi descrito como caos, porque as possibilidades em potencial ainda estavam completamente desordenadas e indiferenciadamente misturadas.

O relato judeu-cristão da criação também fala sobre um caos inicial, que é chamado de Tohuwabohu em hebraico, e aparece bem no começo da bíblia, quando se narra: “No princípio Deus criou o Céu e a Terra, e a Terra estava deserta e vazia.” E o Primum Mobile, representa Deus como um imóvel motor do firmamento que se movimenta em círculos.

A serpente que morde a própria cauda formando um círculo é chamada de Uroboros (do grego: devorador de caudas). Ela faz parte do mesmo modo que o dragão e outros animais que mordem a própria cauda, dos símbolos primordiais da humanidade, e é, na Alquimia, o símbolo da prima matéria, da matéria primordial, da qual tudo se origina. Os pelasgos, que habitavam a região da atual Grécia, muito antes dos helenos, tem um relato da criação: “No princípio havia Eurínome, a mãe de todas as coisas. Ela saiu nua no caos, e já que não havia lugar onde pudesse pôr seus pés, ela separou o céu das águas. E então começou a dançar. Ela dançava sozinha sobre uma onda em direção ao sul. Enquanto dançava, sentiu o Vento Norte, que ela desencadeou com o seu movimento, se levantar por trás dela. Ela o agarrou com suas mãos e o esfregou até que ele se transformou na serpente Ofíon, em volta da qual Eurínome dançava cada vez mais freneticamente, até que Ofíon, ávido de desejo, a envolveu e possuiu. Assim a deusa engravidou do Vento Norte, e deu à luz um ovo cósmico. Em seguida, ela mandou a serpente enrolar-se sete vezes em volta do ovo para choca-lo, e quando chegou a hora, a parte de cima voou e formou então os céus e o firmamento, e a de baixo formou a terra e o submundo. Ofíon é a serpente do horizonte, que até hoje circunda toda a terra.

Nós encontramos o zero como símbolo da perfeição, da totalidade e da eternidade, no círculo da aliança de casamento, que simboliza a comunhão com o parceiro e a fusão com o todo. Da mesma maneira, a coroa de advento sempre verde, no final do ano, nos lembra que o tempo não tem fim, e que após a noite mais longa do ano, os dias começarão outra vez a ficar mais longos, pois a roda do tempo gira eternamente. A coroa de flores que colocamos sobre os túmulos também tem o mesmo significado simbólico. Além da ligação com o falecido, ela demonstra que a vida e a morte, o aqui e o além, fazem parte de um grande todo.

Na Astrologia, encontramos a abrangência desse símbolo no Zodíaco e também na ampla roda do horizonte, e no círculo que circunda o horóscopo, que compreende todas as nossas aptidões, capacidades e possibilidades. Nas cartas do Tarô encontramos o círculo e o 0 no Louco, que nos mostra que sempre começamos do zero, todas as possibilidades estão abertas novamente para nós. A psicologia profunda junguiana reconhece no círculo o símbolo do inconsciente, do “caos” criativo, no qual todas as possibilidades, todas as nossas aptidões estão em sua forma simples e indiferenciada, prontas para serem trazidas para o consciente, e lá se desenvolverem. Matematicamente o zero é um fenômeno interessante. Ele está presente em muitos números sem nunca se falar nele. Um milhão (1.000.000) tem seis zeros, que não são mencionados. Apesar de ser um nada, ele pode fazer um número crescer consideravelmente. Ele faz de 1 um 10, e é por isso que se diz de brincadeira, que um zero pode aumentar um problema dez vezes. O zero pode ser devastador, pois tudo o que multiplicamos por 0 vira nada (99 x 0 = 0). Mas ele também pode efetuar o inconcebível, e ser assim quase como um Koan: quando se divide um número por 0 o resultado é infinito. Os programadores de computador temem esse fenômeno, pois com esse comando de cálculo pode-se fazer um computador cair no caos. Provavelmente, é desse meio que vem a afirmação jocosa de que o universo surgiu quando Deus o dividiu por zero.


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1 ) UM : O número do um indivisível, que está contido em tudo =

O 1 é a mônada, a parte integrante e indivisível de todos os outros números. Ele está unificado com todos os outros números, pois está contido em cada um deles. O 1 é simbolizado pelo ponto. E do mesmo modo que toda linha é formada por pontos, cada número se compõe de “unidades”. O círculo vazio representa a totalidade indiferenciada e simboliza simultaneamente o tudo e o nada. O ponto dentro do círculo diferencia essa totalidade. Algo se manifesta por meio desse ponto. Nesse momento, a força criadora sai do nada e está, desde então, como o 1 em cada número, e assim contido no todo. Porém, surge no mesmo momento o outro, aquilo que não é o ponto. Na arte “O Eterno” de William Blake, O Criador rompe o círculo com o seu braço e cria o mundo. E na mandala de Hildegard von Bingen, O Criador entra como o número 1 no círculo e assim o divide em duas partes.

Porém, surge no mesmo momento o outro, aquilo que não é o ponto. Com isso temos um símbolo do momento da criação no qual o nosso mundo polarizado surgiu, assim como um símbolo do despertar da consciência (polarizada), Do “um” incalculável surgiu o “um” contável. Antes do “um” existia apenas o vazio, o não ser, o potencial, o mistério, e o absoluto incompreensível. Por isso, o passo do 0 para o 1 é mais significativo do que o do 1 para 1 milhão. Essa passo simboliza naturalmente o big bang, que há dezesseis bilhões de anos gerou o universo numa fração de segundo. A mônada, o um indivisível, que está contido em tudo, originou-se do zero nesse instante.

O mito egípcio nos relata como, no princípio, Atum, o deus da criação, ergueu-se como um outeiro das escuras e densas águas primordiais. Nós encontramos o mesmo simbolismo na imagem do círculo e do ponto, assim como no instante em que o ego emerge das trevas do inconsciente. O ego é o centro da personalidade consciente, que desperta em cada um de nós nos primeiros anos de vida, do mesmo modo como ele surgiu pela primeira vez em algum momento nos primórdios da humanidade e possibilitou com isso a percepção consciente. Nós repetimos esse milagre do tornar-se consciente diariamente em pequena escala, quando despertamos todas as manhãs. Porém, ao dar esse passo para nos tornarmos conscientes, deixamos para trás a unidade total e entramos no mundo polarizado. Ou mais especificamente, a nossa consciência nos faz perceber o mundo dessa maneira. Assim que o ego se torna consciente de si mesmo, reconhece também o não ego, ou seja, tudo aquilo que ele não é. No momento em que uma luz se acende, surge a sombra. Assim que tomamos consciência de que vivemos, aprendemos que somos mortais. Não conseguimos reconhecer ou imaginar nada enquanto não pensamos num polo contrário. Não perceberíamos o dia se não houvesse a noite, e ninguém descreveria algo como másculo se não houvesse o feminino. Essa dualidade surge com o um ou com o ponto, pois a partir desse instante temos o um e o outro, o ponto e o que não é o ponto.

O 1 é visto no simbolismo numérico como o impulso criador. Ele é considerado um número yang, que simboliza a energia masculina como impulso, iniciativa, atividade e força consciente. Também a singularidade de ele ser parte indivisível de todos os outros números, e por assim dizer, ser inerente a toda criação, é uma bela expressão dessa correspondência. Além disso, o um é símbolo do homem ereto. E também aquele instante, no qual o homem colocou-se de pé pela primeira vez e reconheceu o céu por cima de si, simboliza o momento de sua tomada de consciência na história do desenvolvimento. No Tarô, a consciência solar, assim como a força criadora do número 1, está expressa no Mago, que por meio de sua postura personifica a harmonia entre o que está em cima e o que está embaixo, e representa iniciativa, impulso, participação ativa e maestria.


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2) DOIS : O número da polaridade, dos opostos, mas também do “estar a dois” =

O dois simboliza o outro, a alternativa desejável, o polo oposto que atrai, a liberdade de decisão, mas também a ambivalência, a dúvida, o antagonismo e a indecisão, e até mesmo o dilema, que nos atormenta. Assim que surge o dois, nada mais é fácil, pois a unidade está dividida. O dois surge concomitante ao um, pois a existência de um é dependente da do outro. O um não pode existir sozinho. O um não pode existir sozinho. Assim que ele surge, traz consigo o dois como símbolo do outro. Onde quer que exista um ponto, existe também aquilo que não é o ponto. Do mesmo modo, a luz traz consigo a sombra, e o ser, o não ser. Se ele for considerado de uma maneira objetiva e isenta de julgamento, como era visto nos primórdios, o dois representa o polo oposto, a ressonância e o eco. Dessa maneira ele é personificado no Tarô pela Papisa, que está sentada entre uma coluna preta e uma branca, e assim demonstra que seus polos têm o mesmo valor. Ela simboliza com isso uma consciência primordial da integridade, que foi rompida apenas pelo esforço de se alcançar uma clareza explícita. Do mesmo modo que não passaria pela cabeça de ninguém considerar o polo negativo de um imã ou de uma tomada como inferior ao seu polo positivo, as pessoas tinham antigamente a consciência de que todas as coisas possuem dois lados, que um pressupõe o outro, e que não faz sentido desejar um e temer o outro. A luta masculina pela clareza pela clareza começou somente a partir do aparecimento do patriarcado, por volta de cinco mil anos atrás. E essa luta dividiu as antigas dualidades e deixou-as parecer opostos incompatíveis, como o dia e a noite, a esquerda e a direita, o bem e o mal, a vida e a morte, o homem e a mulher. Nessa diferenciação taxativa, o número 1 passou a ocupar o polo luminoso e a representar a clareza e definição, enquanto o 2 foi sendo cada vez mais relegado a numero duvidoso, portador degradado do lado escuro, a personificação de penumbra, discórdia e ambiguidade.

Já no relato da criação, o segundo dia, no qual surgiu o firmamento, parece ter sido problemático. Pois, enquanto na Bíblia, no final no final de todos os outros dias da criação sempre há um “e Deus viu que isso era bom”, essa avaliação de que tudo saiu bem faltou no segundo dia. Quando se especulou sobre como o mal poderia ter vindo ao mundo, já que Deus criou tudo sozinho, surgiu a suposição de que talvez algo tenha saído errado nesse segundo dia. Os mitos da criação relatam frequentemente que alguma totalidade pré-original foi dividida, ou um monstro foi morto, originando a multiplicidade no mundo. Do mesmo modo, o “um” primordial, que é simbolizado pelo círculo ou pelo 0, por meio do impulso criador (1), dá origem à polaridade (2) em que vivemos. E assim, ou estamos num estado de unidade pré-consciente, pré-original e indiferenciado, ou então esse paraíso é dividido em dois, por termos comido o fruto da árvore do conhecimento e reconhecido o mundo polarizado, no qual já nos encontrávamos antes, contudo, sem sabe-lo. Junto com a tomada de consciência da vida vem sempre a percepção da inevitabilidade do fim e, por essa razão, a morte foi frequentemente considerada uma consequência e um castigo decorrente de o fruto proibido da árvore do conhecimento ter sido comido. Assim, encontramos com frequência pinturas em que o paraíso é representado como um círculo, enquanto o homem e a mulher, personificando a dualidade, são expulsos para o mundo polarizado. (Ver: A Expulsão do Paraíso, de Giovanni di Paolo) A famosa pintura da ressurreição de Matthias Grünewald, que se encontra no altar-mor de Isenheim, mostra como Cristo se ergue entrando no círculo e dessa maneira reabre a entrada do paraíso para os homens. Desde então, a busca pela unidade (perdida) é tida como o bem maior. Por isso, o unicórnio tornou-se um símbolo de Cristo, ao passo que, o mundo polarizado no qual vivemos, é representado pelo casco dividido e pelos dois chifres do diabo.

Na visão da psicologia, o círculo representa o inconsciente, onde está adormecido todo o potencial não desenvolvido, ainda num estado “simples”. Se um impulso (1) desencadeia a tomada de consciência, algo que antes estava inconsciente torna-se consciente e ali desenvolve sua polaridade (2). Isso seria inimaginável de outra maneira, pois tudo aquilo que reconhecemos conscientemente tem um polo contrário. Ninguém teria a ideia de descrever algo como belo se não houvesse o feio. Sem guerra não teríamos nenhuma noção do que é a paz, e sem a morte não saberíamos que vivemos.

Dois é o número da polaridade – e a linha, que une dois pontos, é o seu símbolo. Ela pode ser vista como a ligação entre dois polos ou a distância que separa dois opostos. Assim, o significado desse número também é polar, já que ele representa tanto a dualidade como a discórdia.


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3 ) TRÊS : O número divino e o símbolo da força vital =

O 3 é tido tradicionalmente como o número divino. A divina trindade não é conhecida apenas no Cristianismo. No panteão grego, os irmãos Zeus, Posêidon e Hades dividem o domínio sobre a Terra e as pessoas; no Egito, são venerados Ísis, Osíris e Hórus, um trio de deuses, e no ápice dos deuses hindus estão Brahma, o criador, Vishnu, o conservador e Shiva, o desruidor. O olho de Deus é geralmente representado dentro de um triangulo. Nós encontramos esse simbolismo em sua forma mais primordial na Deusa tríplice da Lua, cujo culto, sobre o qual existem provas não apenas no Ocidente, era amplamente difundido na Antiguidade. Ela personifica as três fases da Lua, crescente, cheia e minguante, que representam o nascimento, a vida e a morte, e refletem como um todo a eterna roda do tempo. Ela foi venerada, mas também temida, sob muitos nomes – deusa branca do nascimento e do crescimento (Lua crescente), deusa vermelha do amor e da luta (Lua cheia) e deusa negra da morte e da magia (Lua minguante). Os gregos chamavam esses três aspectos de Hebe, Hera e Hécate, e veneravam o lado escuro mais intensamente, para que assim as coisas ocorressem a seu favor. O dia da festa de Hécate era 15 de agosto, que mais tarde foi cristianizado e transformado em dia da Assunção de Maria. A propósito, Maria reúne essas três fases, como virgem, mãe e rainha. As três fases da Lua são mais conhecidas na forma das três Deusas do Destino, as Parcas (romanas), as Nornes (nórdicas) e as Moiras (gregas). Clotho – a fiandeira, sendo a primeira, era chamada pelos gregos a que tece o fio da vida; Lachesis – a medidora, como é chamada a segunda, a que determina o tamanho do fio; e Atropos – a inevitável, era a temida terceira, que cortava o fio. O poder dessas deusas do destino permaneceu intocável, mesmo quando os deuses masculinos tomaram o domínio dos Céus. Até mesmo Zeus, o poderoso pai dos deuses, tinha de se render a suas sentenças. É possível ver como esse simbolismo arquetípico é coercitivo no exemplo dos três Reis Magos. Enquanto na Bíblia fala-se apenas sobre sábios vindos do Oriente, sem mencionar uma quantidade específica, com o decorrer do tempo, passou-se a falar, quase que naturalmente, de três reis, dos quais um é negro, em analogia à (escura) Lua nova. Na era matriarcal, o ano também era dividido em três estações, em analogia, às três fases da Lua, que simbolizam nascimento vida e morte. Provavelmente seja essa também a origem de diversas figuras simbólicas com três pernas, como, por exemplo, as que existem até hoje, nos brasões da Ilha de Man e da Sicília. A Quimera, criatura formada por partes de três animais: o leão, a cabra e a serpente, era também um símbolo do ano dividido em três partes, a primavera, o verão e o inverno. Somente depois do surgimento do patriarcado, esse animal, que era originalmente considerado sagrado, passou a ser a representação máxima do mal e do perigo, e por isso foi morto pelo herói grego da Antiguidade Belerofonte, que mais tarde serviu de modelo para as características e os feitos de São Jorge. Certamente também pertence a esse grupo o seu irmão de três cabeças, o cão guardião do inferno, Cérbero, que vigiava a entrada para o submundo. (Três peixes também podem simbolizar a Trindade.)

O número 3 é divino, sobretudo porque ele contém o segredo da força vital. Enquanto o 1 e o 2 simbolizam a polaridade primordial masculina e feminina, o 3 surge da unificação desses dois. Ou, em outras palavras: tudo o que é novo sempre surge como o terceiro elemento da unificação dos opostos como, por exemplo, pai + mãe = filho, ou tese + antítese = síntese. Desde a grande explosão que deu origem ao universo, nada mais surgiu do nada. Onde quer que algo novo seja inventado, formado ou criado, junta-se coisas já existentes para uni-las em uma nova síntese. Desse modo, o 1 e o 2 atuam como polos de um imã ou de uma bateria, entre os quais um campo de tensão é formado e do qual pode surgir algo novo. Uma corda tencionada entre dois polos pode produzir um belo som. Mas também num campo tensão negativo – como uma discussão entre duas pessoas – há geralmente uma terceira pessoa que acaba se beneficiando dessa tensão. Encontramos o três como símbolo da totalidade dinâmica também no livro de sabedoria antiga chinesa, o Tao-Te-King, onde se lê: “O Tao gerou o um, o um gerou o dois, o dois gerou o três e o três gerou as dez mil coisas.” A força que gera vida nova e abundancia é considerada divina desde os primórdios dos tempos, por essa razão, a terceira carta dos Arcanos Maiores do Tarô traz a Mãe Natureza suntuosamente rodeada por símbolos de sua fertilidade. Como número divino, o 3 desempenha também um papel significativo na magia, sobretudo em rituais. O lendário fundador da alquimia e autor da Tábua de Esmeralda, na qual as leis herméticas estão gravadas, era chamado de Hermes Trismegistos, que significa Hermes, “o Três Vezes Grande”. Em Delfos – o oráculo mais importante da Antiguidade -, Pítia, a sacerdotisa do oráculo, sentava-se sempre num trípode, um banquinho de três pernas. Ali, ela entrava em transe, para que a voz do deus Apolo pudesse falar por meio dela. Para se fazer e desfazer feitiços, em geral é necessário que se repita algo três vezes. Fausto teve de pedir três vezes para Mefistófeles entrar. O herói dos contos de fada tem direito a três pedidos, tem-se três chances para adivinhar algo, dá-se três vezes vivas a um homenageado, e num leilão, a terceira martelada é a que vale. Aquele que, por sua vez, “não sabe como contar até três”, não compreende o sentido das coisas. Se observamos a interação do um, principio masculino e ativo, com o dois, principio feminino, receptivo e transformador, usando como imagem uma escada, o um é o impulso de aproximação (masculino), o dois é a disposição receptiva e a força elevadora (feminina) e o três é o novo plano que, como ponto de partida para o próximo degrau, transforma-se outra vez em um. A equação mística 3 = 1 resultante disso, simboliza tanto a Santíssima Trindade cristã quanto a percepção, bem mais fácil de compreender, de que três passos formam um todo. Por isso, diz-se também em alemão que todas as coisas boas são três. A ideia do três como aspecto de um todo, é vista em símbolos amplamente difundidos como o tridente ou a flor-de-lis, ou em grupos de três, como as três lebres na janela da Catedral de Paderborn, que com suas orelhas formam um triangulo equilátero, ou os três peixes num vitral de uma igreja em Northumberland, que são circundados pelas letras gregas (ichthys). Essa palavra significa peixe e foi interpretada como uma abreviação de Iesus Christus Theos/Deus Hyos/Filho e Soter/Salvador. Se, por outro lado, não houver uma unificação, o número 1 e o 2 permanecem, por assim dizer, desunidos, um ao lado do outro, e temos a imagem do 12, que no Tarô, como a Carta do Pendurado, indica paralisação e impotência, estar num dilema, numa situação de impasse, da qual não há saída. Apenas quando os dois polos friccionam-se com bastante força, ou ficamos bastante tempo envolvidos em um conflito aparentemente insolúvel, ou pode surgir desse campo de tensão subitamente uma solução nova e inesperada como um terceiro elemento. Em imagens arquetípicas que descrevem o caminho de vida dos homens, o terceiro passo é sempre o decisivo, pois é ele que conduz ao todo, à unidade total. Nesse caso, trata-se sempre da perda do estado de unidade inicial, o que faz o homem cair num mundo de polaridades, no qual ele se desespera, sente-se dividido, ou é crucificado, até que o terceiro passo o conduza ao novo, um estado que se assemelha à situação inicial, contudo sem ser idêntica a ela. Dessa maneira transcorre o desenvolvimento, partindo do ingênuo-simples, passando pelo complexo e complicado, até alcançar o genial-simples. O triangulo como símbolo do três também mostra, claramente, que permanecemos presos e sem conseguir seguir adiante enquanto oscilamos entre as alternativas 1 e 2. Só o terceiro ponto conduz a um plano novo e autônomo. Assim, tudo tem dois lados. Porém, apenas quando se reconhece que eles são na verdade três, é que se pode entender o todo. O três é o conceito genérico que une um par. O três divino aparece também na famosa frase de Immanuel Kant: “Os céus deram aos homens três coisas para compensar as diversas dificuldades da vida: a esperança, o sono e o sorriso.”

Deusas Tríplices=

Que personificam as fases da Lua : Hebe (flor da juventude) Lua crescente ; Hera (a senhora) Lua cheia ; Hécate (a distante poderosa) Lua minguante

Deusas do Destino=

Moiras (gregas): Clotho (fiandeira) ; Lachesis (medidora) ; Atropos (a inevitável)

Parcas (romanas): Parca (nascimento) ; Nona (nona) ; Decima (décima)

Nornes (germânicas): Urd (o passado, origem) ; Verdanti (o presente) ; Skuld (o futuro)

Deusas das Estações=

Horas (gregas): Talo (floração) ; Auxo (crescimento) ; Carpo (fruto)

Horas (segundo Hesíodo): Eunômia (legalidade) ; Dique (justiça) ; Irene (paz)

Deusas da Vingança=

Erínias (gregas): Alecto (incessante) ; Tisifone (retaliação) ; Megera (ira)

Fúrias (romanas): a ira ; a crueldade ; a vingança

Deusas Terríveis=

Graias: Ênio (guerreira) ; Penfredo (caprichosa) ; Dino (horripilante

Górgonas: Medusa (a soberana) ; Esteno (a força) ; Euríale (o mar vasto)

Deusas da Beleza=

Cárites (gregas): Eufrosina (alegria) ; Aglaia (beleza) ; Tália (sorte)

Graças (romanas): Castitas (castidade) ; Pulchritudo (beleza) ; Amor (amor)


O caminho que sai da unidade, passa pela multiplicidade e alcança a unidade total=

Simbolismo:

(Origem) Círculo ; (Caminho) Cruz ; (Objetivo) Círculo

Conto de fadas: (Origem) Paraíso perdido ; (Caminho) Mundo das polaridades ; (Objetivo) Reencontro do paraíso

Psicologia: (Origem) Subconsciente ; (Caminho) Consciente ; (Objetivo) Supraconsciente

Psicologia junguiana: (Origem) Inconsciente ; (Caminho) Eu ; (Objetivo) Si mesmo

Desenvolvimento da personalidade: (Origem) Simples ; (Caminho) Desenvolvida ; (Objetivo) Unificada

Consciência: (Origem) Pré-pessoal ; (Caminho) Pessoal ; (Objetivo) Transpessoal

Estado do eu: (Origem) Sem ego ; (Caminho) Egocêntrico ; (Objetivo) Livre do eu

Conhecimento: (Origem) Ignorante ; (Caminho) Conhecedor ; (Objetivo) Sábio

Compreensão da realidade: (Origem) Indiferenciada ; (Caminho) Polar ; (Objetivo) Paradoxal

Budismo: (Origem) Unidade ; (Caminho) Multiplicidade ; (Objetivo) Totalidade

O Caminho de Percival: (Origem) O tolo ingênuo ; (Caminho) Cavaleiro Percival ; (Objetivo) O tolo puro

Alquimia: (Origem) Matéria-prima ; (Caminho) A Obra ; (Objetivo) Pedra Filosofal


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4 ) QUATRO : O número terreno e o símbolo da ordem e do poder =

O número 4 é um símbolo da nossa realidade terrena e do mundo visível. Com o 4 surge o espaço. Enquanto o ponto representa o 1, uma reta que une dois pontos representa o 2. Se acrescentarmos mais duas retas, formamos uma superfície em forma de um triangulo. Quatro triângulos juntos formam uma pirâmide, e assim surge um espaço. Segundo uma crença antiga, no princípio Deus criou os quatro elementos do nada, com os quais ele, então, teceu toda a criação. Por conseguinte, tudo o que existe neste mundo é uma mistura de fogo, terra, ar e água. Quatro também é o número da nossa ordem de tempo e espaço. Nós dividimos o ano em quatro estações; a vida em quatro fazes: infância, juventude, maturidade e velhice; e o horizonte em quatro pontos cardeais. A tendência de dividir tudo naturalmente em quatro segmentos é tão marcante que C.G. Jung considerava essa “quaternidade” propriamente um arquétipo. Pode-se considerar o quatro como uma retícula do nosso intelecto, que escolhemos utilizar para estruturar a realidade. O simbolismo do 4 torna-se evidente quando o relacionamos com o círculo. O círculo representa o hemisfério divino – o 4 representa o terreno, também na forma de uma cruz, um quadrado ou um cubo. Na geometria, a impossível quadratura do círculo refere-se ao fato de não ser possível construir um quadrado com a mesma área de um círculo determinado, com a ajuda de uma régua e compasso, o que significa simbolicamente que com meios humanos (compasso e régua) não somos capazes de ter na Terra (quadrado) uma ideia real dos céus ou da perfeição (círculo). O encontro do círculo com o 4 pode ser visto na cruz celta – que simboliza as quatro estações sagradas no ciclo anual do Sol; nas quatro fases da Lua, que são representadas hoje como era originalmente o mês lunar; ou na coroa de advento que, com suas quatro velas, também estrutura o círculo perfeito. Esse simbolismo é expresso de maneira impressionante nas construções sacras. Desde os primórdios dos tempos – por exemplo, na época dos etruscos – os homens tentavam reproduzir o Céu e a Terra nas suas construções, colocando a cúpula do firmamento em cima de muros dispostos em forma de quadrado, símbolo do plano terreno. Esse simbolismo era tão importante que esforços arquitetônicos monstruosos foram feitos para se encontrar, finalmente, uma maneira de construir a cúpula perfeita, conseguida somente depois de inúmeras tentativas que resultaram em tetos quase arredondados e desabamentos. A planta baixa de muitas igrejas também traz esse simbolismo. A basílica romana era formada por uma nave retangular – o mundo dos homens – e junto a ela, um meio-círculo foi transformado em altar, no qual a luz que entra pelas janelas simboliza o Deus invisível. Mais tarde, a planta baixa de várias igrejas e catedrais passou a ter o formato de uma cruz. O ponto de intersecção entre a nave e o transepto é chamado de cruzeiro. Ele representa o mundo terreno sobre o qual ergue-se a cúpula celeste. O 4 terreno também é importante em contraste com o 3 divino. Ambos encontram-se simbolicamente no crucifixo, no qual Cristo está geralmente preso por três pregos numa cruz, que por sua vez personifica o 4, e assim o terreno. Com isso, o simbolismo numérico explicita que o divino (3) desceu ao terreno (4) e tomou para si o sofrimento do mundo.

Porém, o 4 também apresenta um problema, pois, se ele personifica todos os aspectos do 1 ou do todo (círculo), e o 3, por outro lado, é o número divino, então o quarto elemento provavelmente não é tão “puro”. Essa problemática pode ser encontrada também numa série de grupos:

- A tradição judeu-cristã conhece três arcanjos, que são profundamente estimados: Miguel, Gabriel e Rafael. Vários outros são denominados de “o quarto anjo” porém esses têm bem mais a fama de anjo da morte, como por exemplo, Uriel, o anjo da penitência, que é o guardião do mundo subterrâneo.

- No fausto de Goethe, Mefistófeles assume esse papel quando conduz o prólogo no Céu juntamente com Miguel, Gabriel e Rafael.

- O quarto cavaleiro do Apocalipse é horrendo, como conta a Bíblia. Ela é a morte, que é seguida pelo inferno.

- Pai, Filho e Espírito Santo formam a Santíssima Trindade cristã. O quarto lugar é, por analogia, ocupado pelo Diabo.

- Ovídio descreve quatro eras mundiais, das quais a de ouro, a de prata e a de bronze são simbolizadas por metais nobres, enquanto a nossa era, a última, é de ferro, não é nobre nem crua.

- Segundo a tradição egípcia, Nut, a Deusa do Céu, deu à luz quadrigêmeos divinos: Ísis, Osíris, Néftis e Seth, que mais tarde tornou-se mau.

C.G Jung citou inúmeras vezes Maria, a Profetisa, a lendária alquimista, irmã de Moisés. O seu princípio hermético postula: “O um torna-se dois, o dois torna-se três e do terceiro torna-se o um como quatro.” Desse modo o quatro é uma parte elementar da construção da totalidade (do um), e mesmo assim, é desinteressante, ou até mesmo desprezado, pois o quatro, diferentemente do três divino é “apenas” terreno, material, ou até mesmo maligno. Jung reconheceu um paralelo importante entre esse fato e a sua teoria dos tipos psicológicos, que postula que as pessoas desenvolvem somente três das suas quatro funções consciente (que correspondem em grande parte aos quatro elementos da astrologia) ; essa quarta permanece, a princípio, não desenvolvida. Apenas mais tarde, durante a segunda fase da vida, ela vai desempenhar um papel decisivo, ainda que difícil, no caminho para a totalidade. Vários contos de fada narram histórias de reis que adoecem, e para que sejam curados é preciso que seus três filhos saiam à procura, um após o outro, seja da “erva da vida”, ou de algum outro bem muito difícil de ser alcançado. Quem consegue essa façanha é sempre o mais jovem, de quem não se espera nada, por ser considerado um tolo. O rei e os seus três filhos representam essa estrutura de quatro elementos; o mais jovem, ridicularizado e desprezado, representa o problemático 4 que gera a totalidade. O 4 é considerado também o número do poder. Já no Egito antigo e na Babilônia o rei reinava sobre as quatro direções. Um exemplo disso vemos no tradicional ritual de subida ao trono, quando o soberano movimenta a espada, com a qual ele toma posse do seu reino, nas quatro direções, para dessa maneira demonstrar a sua soberania sobre todos os cantos do mundo. Também no Tarô, o 4 é o número do Imperador, que incorpora características fundamentais desse número. Ele é considerado o concretizador, o que coloca em prática (terra) os desejos (água), as ideias (ar) e as intenções (fogo), tornando-as realidade. Ao mesmo tempo, essa carta representa ordem e continuidade, refletindo assim a estrutura de tempo e espaço. Nós também associamos o que é feito pelas mãos do homem ao número 4. Enquanto na natureza predomina uma assinatura arredondada, e a linha reta é uma exceção, em tudo o que o homem cria ocorre exatamente o contrário. Nós preferimos o reto e o retangular, mostrado, por exemplo, nas linhas das nossas moradias – os povos primitivos habitam cavernas ou tendas circulares, construídas ao redor do fogo. A partir do momento em que o homem sai da natureza e constrói espaços, casa e cidades, surge o quatro como uma assinatura. Segundo registros, Roma foi fundada em 21/4/753 a.C com uma placa quadrada (Roma quadrata). Até hoje nos referimos a quarteirões, mesmo que as estruturas de nossas cidades sejam bem mais complexas; e vivemos nelas em espaços retangulares, em casas retangulares, com janelas, portas, mesas, armários e camas retangulares, e a tudo isso damos o nome de nossas quatro paredes.

Elemento: Fogo / Ar / Terra / Água

O Ser Humano: Espírito-Vontade / Intelecto / Sentidos-Corpo / Instintos-Sentimentos

Idade: Juventude / Infância / Maturidade / Velhice

Temperamentos segundo Hipócrates: Colérico / Sanguíneo / Melancólico / Fleumático

Tipos psicológicos segundo C.G Jung: Sensação / Pensamento / Sentimento / Intuição

Tipos segundo Riemann: Histérico / Esquizóide / Compulsivo / Depressivo

Pontos Cardeais: Sul / Leste / Oeste / Norte

Direções naturais: Direita / À frente / Atrás / Esquerda

Estações do ano: Verão / Primavera / Outono / Inverno

Horas do dia: Meio-dia / Manhã / Tarde / Noite

Sabbats das bruxas no hemisfério sul: Samhain / Lammas / Imbolc / Beltane

Na noite da véspera de...: 1° de maio / 2 de fevereiro / 1° de agosto / 31 de outubro

Eras mundiais: Áurea / Prateada / Férrea / Atual

Estados físicos da matéria: Plásmico / Gasoso / Sólido / Líquido

Virtudes mágicas: Querer / Saber / Calar / Ousar

Virtudes cardeais: Sagacidade / Temperança / Justiça / Bravura

Formas de sepultamento: Cremação / Deixar ao relento / Enterro / Sepultamento em alto-mar

Espíritos Elementais: Salamandras / Silfos / Gnomos / Ondinas

Arcanjo: Miguel / Gabriel / Rafael / Uriel

Profetas: Jeremias / Isaías / Ezequiel / Oseias

Evangelistas: Marcos / Mateus / Lucas / João

Querubim: Leão / Anjo / Touro / Águia

Correspondências na Esfinge: Patas e Cauda / Cabeça / Corpo / Asas

Cavaleiros do Apocalipse: Cavalo vermelho / Cavalo branco / Cavalo negro / Cavalo pálido

Rios do paraíso: Eufrates / Geon / Fison / Tigres

Natureza: Homens / Animais / Minerais / Plantas

Naipes de Tarô: Paus-Bastões / Espadas / Moedas-Pentáculos / Taças-Copas

Naipes das cartas de baralho: Paus / Espadas / Ouros / Copas

Classes da Idade Média: Camponeses / Cavaleiros / Comerciantes / Clero

Insígnias Celtas: Lança / Espada(Excalibur) / Prato / Cálice(Graal)

As vozes na música: Soprano / Contralto / Baixo / Tenor


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Akin Lan Feng
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Numerologia pt 2

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:06 pm

5 ) CINCO : O número do Homem e da Quintessência =

O 5 é o número do homem, que está no mundo tal como uma estrela de cinco pontas – assim como nós o conhecemos a partir da representação de Leonardo da Vinci e Baldassare Peruzzi. Os quatro membros do nosso corpo correspondem aos quatro elementos, ao passo que a cabeça simboliza a quintessência, aquele misterioso e invisível elemento, ao qual apenas o ser humano tem acesso. Além disso, possuímos cinco sentidos e cinco dedos em cada mão, para que possamos compreender a realidade (4) e perceber o sentido (5). Segundo uma teoria da Antiguidade toda a criação compõe-se dos quatro elementos: fogo, terra, ar e água. Além desses, existe ainda um quinto elemento invisível. Ele representa a essência, o significado e o sentido que estão ocultos na criação e une de tal modo o espírito e a matéria, que esses aparentam ser dois lados de uma mesma moeda. Esse sentido pode ser reconhecido apenas pelos homens. Aristóteles chamava o quinto elemento de “éter” e os alquimistas cunharam o termo quintessência. Esse misterioso ponto, esse observatório “elevado”, é simbolizado pelo cume da pirâmide, que conecta os quatro vértices, como os quatro elementos, num plano elevado. O mesmo encontramos em construções sacras, na área em frente ao altar, chamada de cruzeiro, onde vemos quatro colunas com figuras, esculturas ou imagens dos quatro evangelistas. Esse espaço representa a realidade terrena e causa a impressão de que os santos nas colunas querem levar o homem para o centro da cúpula, onde os eixos se encontram e formam o ponto da quintessência. Vê-se ali um sinal do supremo, como, por exemplo, uma pomba, representando o Espírito Santo; ou um cordeiro, como símbolo de Cristo; ou uma simples abertura, por meio da qual penetra a luz, símbolo do Deus invisível. O mesmo simbolismo é encontrado em diversos afrescos, vitrais, imagens em altares e outras representações, que mostram Cristo no centro, cercado pelos quatro evangelistas. No brasão da Rosa-Cruz, uma rosa de cinco pétalas floresce no ponto da quintessência da cruz, e as cinco chagas de Cristo fazem parte também, naturalmente, desse âmbito simbólico. Esse simbolismo existe também no Budismo tibetano. Inúmeras mandalas trazem no seu centro um símbolo da perfeição, no qual se unem quatro princípios. Entretanto, a estrela de cinco pontas também simboliza que o homem está com ambos os pés sobre a terra, ao passo que sua cabeça eleva-se em direção aos céus, sendo ele a única criatura a reunir em si o espírito (céu) e a natureza (terra). No interior de cada estrela de cinco pontas encontra-se um pentágono, no centro do qual encaixa-se, por sua vez, uma outra estrela de cinco pontas, que traz em si um outro pentágono. Esse modelo que pode ser aumentado ou diminuído quantas vezes se queira, sem com isso perder a sua estrutura, ilustra a lei hermética: macrocosmo = microcosmo. Aquele que se identifica com a estrela de cinco pontas e penetra nessa figura em pensamento, pode, com a ajuda desse modelo, transcender e vivenciar a si próprio no menor núcleo microscópico existente ou reconhecer-se em uma grandeza macroscópica, como, por exemplo, no céu, na configuração estelar do seu horóscopo de nascimento. Dessa maneira, a estrela de cinco pontas torna-se símbolo do homem integrado à totalidade cósmica de um modo significativo. É obvio que a quintessência não está na superfície. Por essa razão, pentágonos não são adequados para se cobrir uma superfície. O sentido está sempre no núcleo, que nunca se modifica, não importando o quão grande ou pequena seja a estrela. O papel especial que nós homens desempenhamos na criação traz em si características marcantes, que são típicas para nós, seres humanos. Nós somos criaturas que agem contra a sua natureza. Por isso temos liberdade de escolha. Nós somos seres que conhecem critérios como o bem e o mal, a virtude e o pecado, o nobre e o profano. Podemos assumir a responsabilidade pelos nossos atos. Essa polaridade fica evidente no número 5, que é equiparado à natureza pecadora no simbolismo numérico cristão, pois ele representa os cinco sentidos, com os quais cometemos pecados, segundo os ensinamentos da igreja. Bem mais conhecida, porém, é a estrela de cinco pontas invertida, que como símbolo do mal aponta para baixo. Ela é chamada de pentagrama invertido e é vista como um símbolo da Magia Negra. Esse simbolismo é fortemente marcado por valores patriarcais. Ele constata pura e simplesmente: em cima, pai, céu, espírito = bom. Embaixo, mãe, terra, corpo = ruim. Há também uma explicação mais agradável para esse significado ambivalente. A ponta do pentagrama voltada para cima demonstra que o homem busca unidade para superar o seu dilaceramento interior. Por outro lado, a estrela de cinco pontas invertida tem duas pontas que representam a perda da unidade, fragmentação e contradição. Por essa razão, o unicórnio era tido, sobretudo na Idade Média, como símbolo de Cristo, ao passo que o diabo, aquele que destróis a unidade (grego, diaballein), é representado, como se sabe, com dois chifres com as pontas voltadas para cima, que são encontradas por sua vez também no pentagrama invertido. A parábola das cinco jovens prudentes e das cinco tolas que é contada na Bíblia (Mt 25, 1-13) também se encaixa nesse contexto. Elas representam os cinco sentidos, que podemos vivenciar e usar tanto de uma maneira “prudente” quanto “tola”. As cinco jovens prudentes correspondem à estrela de cinco pontas com o cume para cima, e as tolas à estrela invertida. Assim, a estrela de cinco pontas indica que nós, homens, temos a livre escolha de nos decidirmos pelo bem ou pelo mal. Contudo, essa diferenciação não é assim tão simples, pois, como se sabe, o homem nunca pratica o mal perfeitamente e com tanta alegria, como quando o pratica em nome do bem. O simbolismo da estrela de cinco pontas também está na pintura Ressurreição, no altar-mor de Isenheim, que mostra como Cristo sai do mundo polarizado e entra no círculo perfeito do Sol, abrindo assim para os homens o caminho do mundo para o paraíso. A cabeça e os braços (o três divino) formam um tridente que já se encontra dentro do círculo, ao passo que ambas as pernas acabam de se desligar do mundo das polaridades. Como um número de significado religioso, o 5 também está no Islamismo, onde o Muezin convoca os fiéis a voltarem-se para Meca cinco vezes ao dia para realizar as suas cinco orações. O fato de o pentagrama ser considerado um símbolo poderoso no mundo da magia, com o qual se podem fazer feitiços ou afasta-los, contribuiu certamente para essa interpretação maniqueísta sobre ele. No mundo da magia ele é chamado de estrela flamejante ou flamígera, e vê-se nela um símbolo de poder, à qual subjugam-se espíritos elementais. Por essa razão, ele personifica o domínio dos quatro elementos por meio do espírito, e é ao mesmo tempo um símbolo protetor, no centro do qual o mago, no caso de feitiços, não pode ser atingido por nenhuma força inimiga. Na verdade, todas as pessoas deveriam estar protegidas contra o mal, já que Vênus, atinge o ponto mais próximo da Terra cinco vezes no decorrer de oito anos, e dessa maneira, desenha sempre uma nova estrela de cinco pontas como escudo sobre ela. Contudo, como Vênus, ao contrário da Terra, não conhece anos bissextos, a quinta conjunção ocorre com uma diferença de dois dias e a estrela de cinco pontas não se fecha completamente. Goethe aproveitou em sua obra esse pequeno espaço pelo qual o mal entra no mundo. Por meio dele, Mefistófeles pôde entrar no quarto de estudo como um cão preto, embora Fausto tenha se protegido pendurando uma estrela de cinco pontas na porta da entrada. O pentagrama, porém, não havia sido desenhado com exatidão. Mefistófeles explica a Fausto: Repare, ó sábio! Aquele pentagrama está malfeito. O ângulo que aponta para a rua não fechou bem. (Fausto 1400)

Se levarmos em consideração que o 5 representa o sentido, e o quão importante é a direção para qual aponta a estrela de cinco pontas, então é extremamente interessante observar que a palavra “sentido” significa “direção” em várias línguas. Nós falamos “sentido horário” quando queremos dizer que algo se move pela direita. E também em inglês, francês, italiano, espanhol e alemão sense/senso/sinn significam tanto sentido quanto direção. A ideia da busca e encontro de um sentido, que está vinculada ao número 5, é expressa também em uma pintura do místico William Blake que mostra Adão dando nome aos animais. O tema dessa pintura é a narração bíblica, segundo a qual Deus incumbiu Adão de dar nome às criaturas. Se levarmos em consideração que originalmente se expressava por meio do nome a singularidade e a essência, e que a tradução da palavra Adão em hebraico significa “homem”, então, a Bíblia trata nesse caso da incumbência dada por Deus ao homem de reconhecer a essência e o sentido da criação e de suas criaturas, e dar-lhes nomes. Provavelmente, por essa razão, Blake associa esse instante a um gesto que Adão faz com a mão, que somente em uma interpretação superficial é tido como um dois. Nos países anglo-saxões o dois é mostrado com o dedo indicador e o dedo médio, ao passo, ao passo que o gesto que Adão faz com a mão, significa cinco numa antiga linguagem dos dedos, como o número V em algarismos romanos.

No Tarô, o número 5 é personificado pelo Alto Sacerdote (Hierofante), o representante da religião. Essa palavra remonta a religare em latim, que significa religar e pode ser compreendida como religamento e reincorporação ao sentido perdido. A mensagem de como e onde esse sentido pode ser encontrado pode ser lida na mão do Alto Sacerdote que abençoa, na qual os dedos esticados simbolizam o que está evidente, ao passo que os dedos dobrados representam o que está oculto. Somente aquele que dirige a sua atenção igualmente a ambos, tanto ao visível quanto ao invisível, tanto ao consciente quanto ao inconsciente, tanto a este mundo quanto ao além, ao exotérico tal qual ao esotérico, apenas ele pode encontrar a essência. Por outro lado, o Diabo, aquele que traz o pentagrama invertido na cabeça, mostra com os cinco dedos de sua mão estendidos, que não existe nada oculto, e que toda busca por um sentido é completamente inútil.

O número 5 é também, sob outro aspecto, um número ambivalente. Já que o sentido não é visível e não se tem provas da sua existência, pode-se também facilmente nega-lo. As coisas parecem também andar sem a interferência da religião, já que a plantação produz frutos, mesmo que não se faça nenhuma prece e nem se celebre um ritual de fertilidade. Por isso, para algumas pessoas, a discussão sobre o significado do número 5 é tão supérflua quanto a quinta roda em um carro. Por meio do fenômeno seguinte podemos ver como o sentido faz-se perceber, mesmo que não se possa comprova-lo nem compreende-lo. Desde os tempos antigos se conhecem na geometria cinco corpos, que são considerados totalmente harmônicos por serem constituídos por superfícies equiláteras. Eles são chamados também de corpos platônicos, representam os cinco elementos e são formados pelos três números mais significativos – o 3 divino, o 4 terreno e o 5 como número que representa o homem.

Os cinco corpos platônicos:

O cubo é constituído por quadrados e corresponde ao elemento terra.

O tetraedro é constituído por triângulos e corresponde ao elemento fogo.

O octaedro é constituído por triângulos e corresponde ao elemento ar.

O icosaedro é constituído por triângulos e corresponde ao elemento água.

O dodecaedro é constituído por pentágonos e corresponde à quintessência.


Johannes Kepler fez experimentos com esses corpos em sua busca pela harmonia, na qual se baseia o nosso mundo. Com isso, ele criou um modelo no qual os corpos são colocados de tal modo uns dentro dos outros, que cada um é circundado pela menor esfera possível e preenchido pela maior possível. Dessa maneira, obteve um total de seis esferas que preenchem e circundam as figuras. Quando observamos as distâncias das seis esferas entre si, vemos que elas correspondem aos intervalos entre as órbitas de seis planetas do nosso sistema solar. Figurativamente, Mercúrio descreve a sua órbita na superfície da esfera mais interna do modelo, na próxima circula Vênus, seguida pela Terra, Marte e Júpiter, enquanto Saturno, um antigo determinador de limites, que se movimenta lentamente, circunda o Sol na esfera mais externa. Contudo, isso não prova nada. É claro que se pode encarar isso também como algo talvez interessante, mas uma coincidência insignificante. Porém, se pensarmos que essas figuras geométricas são compostas pelos números significativos que representam em seu simbolismo, por sua vez, Deus (3), Terra (4) e Homem (5), e que elas são consideradas desde a Antiguidade como totalmente harmônicas, e que – se colocadas umas dentro das outras de uma forma certa – são reflexo do nosso sistema planetário, tudo isso produz então, certamente, uma sensação de existência de um sentido. Uma sensação de percepção da quintessência, o sentido oculto da criação, aquele que se pode sentir apesar de não se poder ver.


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6 ) SEIS : O número perfeito e a unificação dos opostos =

Pitágoras já considerava o 6 um número perfeito no século VI a. C., por ele ser tanto a soma quanto o produto dos três primeiros números: 1 + 3 + 3 é igual a 6, assim como 1 x 2 x 3. O círculo também é considerado perfeito, pois o seu perímetro é igual a seis vezes o seu raio, com o qual encontramos os pontos que, unidos, formam ambas as figuras-símbolo desse número, o hexágono e a estrela de seis pontas. O hexágono, cujo comprimento de lado é exatamente igual ao raio da circunferência que o circunda, é o modelo de construção ideal, e é encontrado na natureza, por exemplo, nos favos das colmeias das abelhas ou no anel de benzol. A perfeição reflete-se também na criação, que durou seis dias, segundo a Bíblia. Além disso, a estrela de seis pontas é considerada símbolo da penetração mútua e da unificação bem-sucedida dos opostos. Ela é composta por dois triângulos, que simbolizam o fogo e a água, as duas forças que incorporam a maior oposição possível entre os clássicos quatro elementos. O fogo é leve, quente e claro; a água, por outro lado, é pesada, fria e escura. O fogo ambiciona, como nenhum outro elemento, dirigir-se para o alto, ao passo que a água impele para baixo e só se acalma quando realmente chega ao fundo. Quando esses dois triângulos não são colocados simplesmente um sobre o outro, mas sim, introduzidos um no outro, torna-se mais evidente o fato de a estrela de seis pontas ser um símbolo da penetração mútua e da unificação bem-sucedida dos opostos. Grandes pares de opostos como fogo/água, homem/mulher, luz/escuridão, em cima/embaixo, simbolizam a nossa realidade polarizada e também as alternativas entre as quais podemos nos decidir, mas que nos deixam com frequência indecisos; Sentimos uma grande dificuldade quando se trata de opostos que temos de conciliar, embora eles aparentemente se excluam mutuamente. Sempre que entramos num desses conflitos de interesses, quando temos de escolher entre a profissão e a família, entre independência ou compromisso, entre risco e segurança, entre algo velho conhecido e algo novo e excitante, caímos rapidamente num dilema, pois parece impossível ter-se ambos ao mesmo tempo. Porém, se refletirmos um longo tempo nessa suposta impossibilidade, pode surgir uma luz, que nos faça reconhecer a solução ideal, e então uma sensação de felicidade profunda percorre o nosso corpo.

O 6 também é um símbolo central no antigo livro chinês de sabedoria e oráculo, o I Ching. Linhas partidas, yin, e linhas inteiras, yang, simbolizam nele a polaridade primordial entre o Sol e a Lua, entre o Céu e a Terra, entre o masculino e o feminino. Com elas obtemos um total de oito grupos diferentes formados por três linhas (trigramas), que por sua vez combinam-se entre si para formar todos os hexagramas do I Ching. Eles mostram, em 64 variações, como o Céu e a Terra penetram-se mutuamente. A estrela de seis pontas foi interpretada, sobretudo no Ocidente cristão, como símbolo da penetração mútua do céu e da terra, do visível e do invisível, do mundo divino e do terreno. Dessa maneira ela aparece, por exemplo, no monograma de Cristo, que é formado por duas letras gregas = Chi e Rho, as duas primeiras letras da palavra Cristo que, como Deus e homem, personifica essa ligação. A estrela de seis pontas também pode ser vista em rosetas nos vitrais de diversas igrejas, como no belo vitral no lado leste da Catedral de Palma de Maiorca, Le Seu. Seis também é o número das direções naturais que nos cercam: em frente, atrás, esquerda, direita, em cima e embaixo. Um cubo tem seis lados, que – em analogia ao simbolismo do número 4 – personifica o nosso mundo, e quando “aberto” tem a forma de uma cruz, a planta baixa típica de muitas igrejas. O hexagrama é chamado na magia de Escudo de David ou Selo de Salomão, e é considerado um símbolo extremamente poderoso. Conta-se que o sábio Rei Salomão, que viveu há cerca de três mil anos, baniu demônios e invocou anjos com o auxílio desse selo. Sob a perspectiva simbólica, esse poder não se baseia apenas na força e habilidade de unificar opostos, porém, bem mais na capacidade de unir a totalidade da criação de uma maneira perfeita, o que é simbolizado também pela estrela de seis pontas. Ela também é considerada símbolo da unificação dos quatro elementos, e expressa assim, mais uma vez, a ideia da perfeição. O hexagrama tornou-se símbolo do Judaísmo somente a partir do século XIX, por meio da comunidade judaica em Praga. No Tarô, é a carta Os Amantes que coloca em evidência a unificação bem-sucedida dos opostos. Fica claro aqui que a proximidade das palavras seis (Sechs) e sexo (Sex) em alemão e em inglês, não é apenas um fenômeno acústico ocorrido ao acaso, mas sim parte desse simbolismo. O atrito de opostos não produz apenas calor, ardor e paixão, mas também faz surgir o novo. Em decorrência disso, o 6 é interpretado como um número fecundo, e a cifra 6 como um número que sai de si e gera algo a partir de si mesmo. Certamente, essa também foi uma das razões pelas quais o 6 foi às vezes menosprezado e tido como o número da carne. Por ele estar abaixo do perfeito 7, via-se nele também o número da insuficiência e um símbolo dos tempos e mundo decaídos. Essa proscrição tem uma longa tradição, que talvez remonte a uma antiga inimizade. Os sumerianos e os babilônicos que habitavam a terra entre os rios Tigre e Eufrates, onde atualmente é o Iraque, consideravam o 6 um número sagrado. Isso pode ser reconhecido hoje facilmente no modo como dividimos o tempo, que devemos aos sacerdotes da Babilônia, os pais da Astrologia. Eles dividiram o ano em 12 meses, o dia em 2 x 12 horas, e as horas em 60 minutos, e estes com 60 segundos. O povo de Israel não tinha uma opinião positiva sobre tudo aquilo que fosse sagrado aos babilônicos, já que não gostavam muito desses vizinhos poderosos, e os anos de cativeiro na Babilônia haviam deixado péssimas lembranças. Esse menosprezo, que foi assumido pelo Cristianismo, foi mantido até os dias de hoje, não apenas no significado negativo da Torre de Babel ou da prostituta Babilônia, mas também na demonização do número 6, especialmente como 666. Será essa a razão de a palavra Babilônia aparecer um total de seis vezes no Apocalipse, o último livro da Bíblia?


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7 ) SETE : O número sagrado da integridade e totalidade, da plenitude e perfeição =

O 7 é considerado um número sagrado, pois ele é composto pelo 3 divino e o 4 terreno, e une assim Deus e o mundo. Além disso, ele tem uma grande importância como símbolo da totalidade e integridade, que aparece como nenhum outro número em mitos e contos de fada, usos e costumes, na religião e na magia. Certamente, o seu simbolismo foi originalmente lido nos céus, onde os sete planetas clássicos representavam uma totalidade. Segundo uma antiga crença, eles passam sobre as sete esferas e produzem, por meio do atrito, os setes sons da nossa escala musical, que pode ser ouvida como música das esferas – contanto que se tenha o coração puro. Será que é por isso o os corações dos apaixonados flutuam no sétimo céu? O 7 personifica o todo, tanto como período quanto como quantidade. Nós o encontramos nos dias da semana, e também nas quatro fases da Lua, que duram sete dias cada uma, da quais se originaram os meses. Os seus 28 dias são resultado da soma dos números 1 até 7. Assim como segundo a tradição cristã Deus criou o mundo em sete dias, o 3 divino e o 4 terreno reúnem-se no 7 e dessa combinação surgem, como uma medida divina, os limites de tempo naturais na Terra:

3 + 4 = 7 ( uma semana )

3 x 4 = 12 ( metade de um dia, um ano )

3 x (3 + 4) = 21 ( maioridade tradicional)

4 x (3 + 4) = 28 ( mês original )

(4 + 3) x (3 x 4) = 84 (limite simbólico da vida)

A estrutura da nossa semana tem sua origem na estrela de sete pontas. Se dispusermos os sete planetas clássicos na sequência de suas velocidades (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno) nas pontas da estrela e seguirmos então o traçado dela, obteremos os planetas na sequência que se conhece dos dias da semana em várias línguas:

Planeta: Sol Alemão: Sonntag Inglês: Sunday Francês: Dimanche Italiano: Domenica Divindade Nórdica: ?

Planeta: Lua Alemão: Montag Inglês: Monday Francês: Lundi Italiano: Lunedì Divindade Nórdica: ?

Planeta: Marte Alemão: Dienstag Inglês: Tuesday Francês: Mardi Italiano: Martedì Divindade Nórdica: Zius, Tyr

Planeta: Mercúrio Alemão: Mittwoch Inglês: Wednesday Francês: Mercredi Italiano: Mercoledì Divindade Nórdica: Wodan

Planeta: Júpiter Alemão: Donnerstag Inglês: Thursday Francês: Jeudi Italiano: Giovedì Divindade Nórdica: Donar, Thor

Planeta: Vênus Alemão: Freitag Inglês: Friday Francês: Vendredi Italiano: Venerdì Divindade Nórdica: Freya

Planeta: Saturno Alemão: Samstag Inglês: Saturday Francês: Samedi Italiano: Sabato Divindade Nórdica: ?


Nós também encontramos o sete numa outra constelação celeste, as Plêiades, conhecidas como o “Sete-estrelo”, um pequeno aglomerado de estrelas na constelação de Touro, sobre o qual existem muitos mitos. O seu nome originou-se da palavra grega “pleios”, que significa “cheio”, “pleno” ou “muitos”. Elas são conhecidas como as “sete irmãs”. Segundo a tradição judaica, Deus abriu uma dessas estrelas nos primórdios dos tempos, para que a água do dilúvio pudesse derramar-se sobre a terra durante 40 dias e 40 noites. O fato de o 7 representar o todo ou simplesmente muito, está certamente relacionado com a nossa percepção. Não só as vendedoras de flores sabem que o olho humano é capaz de perceber imediatamente a quantia de até seis flores em um ramalhete sem precisar conta-las. A partir da sétima flor temos a impressão de que elas são simplesmente muitas. Desse contexto simbólico fazem parte todas as sete coisas, como os Sete Mares, a Bota de Sete Léguas, os Sete Anões atrás das Sete Montanhas, os Sete Suábios, e os Sete Contra Tebas, que foram revividos como os Sete Samurais no western “Sete homens e um destino”. O alfaiate valente matou sete de uma só vez. As sete artes liberais eram conhecidas na Antiguidade e na Idade Média, nós conhecemos as Sete Maravilhas do Mundo desde a Antiguidade, e os grandes pensadores pré-socráticos em solo europeu são chamados de os Sete Sábios. As sete colinas sobre as quais, segundo o testemunho de Salomão, o Templo da Sabedoria foi construído, pois, também na casa de Deus na Terra o 3 divino une-se ao 4 terreno. Como número sagrado que abrange o espiritual e o mundano, o 7 desempenha um papel importante na religião e nos cultos, como por exemplo, na doutrina teosófica dos sete raios, os sete passos para a iniciação que correspondem aos sete degraus da Grande Obra na Alquimia. O peregrino muçulmano dá sete voltas ao redor da Caaba. O mais antigo mito da ressurreição, que nos foi transmitida pelos sumérios, também apresenta esse simbolismo. Nele é narrada a história de Inanna, a deusa dos Céus, que desce ao submundo. Nesse caminho ela passa por sete portais, em cada um dos quais ela tem de deixar uma peça de sua vestimenta, até chegar às profundezas completamente despida. Conta-se que esse costume continuou vivo nos antigos mistérios. Depois de o iniciado atravessar despido o sétimo e último portal, o ritual de iniciação estava consumado, e ele tinha de voltar e recolher os seus sete pertences. O 7 é citado na Bíblia com mais frequência do que qualquer outro número, sobretudo na última parte, o Apocalipse, que relata como será aberto o Livro dos Sete Selos. Ele aparece também no candelabro de sete braços, nos sete sacramentos, nos sete pedidos ao pai nosso, dos quais três são relacionados com Deus e quatro com os homens, da mesma maneira como as sete virtudes subdividem-se em três virtudes teologais e quatro cardeais. Cristo pronunciou sete palavras na cruz. Na Epístola aos Galatas, na Bíblia, são enumerados os sete dons do Espírito Santo; e também o arco-íris, que une os Céus à Terra, é composto por sete cores. Como no princípio hermético “o que está em cima é como o que está embaixo”, o sete celestial reflete-se em correspondências terrenas, como os sete metais, que por sua vez representam os sete degraus do processo de transformação alquímico. Também a lira, o instrumento sagrado de Apolo, possui sete cordas, nas quais os sons dos sete planetas soam harmonicamente, fazendo o espirito dos homens vibrar em sintonia com os Céus. Assim como a palavra sacer, em latim, significa tanto sagrado quanto amaldiçoado, o 7 também contém as polaridades do bem e do mal, da opulência e da escassez, uma ao lado da outra. O 7 “maléfico” mostra o seu lado escuro no contraste entre as sete virtudes cardeais e os sete pecados capitais; os sete anos de fartura e os sete anos de escassez; e também entre as sete alegrias e as sete dores de Maria. Um antigo calendário babilônico, de mais ou menos quatro mil anos, marcava os 7°, 14°, 21° e o 28° dias de cada mês como dias de azar. Com isso, cada sétimo dia era tido como perigoso. Será que esse dia foi interpretado de outra maneira no Judaísmo e declarado dia de descanso, o sabá? Na Astrologia, por outro lado, o crítico sétimo ano é bem conhecido. Ele está relacionado com o movimento lento de Saturno, que se desloca 90 graus em aproximadamente sete anos. Dessa maneira, toda vez que forma um aspecto crítico em relação à sua posição inicial, ele “examina e questiona” se o que foi começado então ainda deve perdurar. Nós devemos a Thomas Ring, um dos astrólogos mais importantes do século XX, um esquema do caminho da vida utilizando sete planetas clássicos, que representam, a princípio, cada ano de vida e, depois, grupos de sete anos. O Tarô mostra o simbolismo do 7 na carta A Carruagem. O enfoque aqui não é tanto o término de uma fase (a cidade ao fundo), porém, o estado de espírito de partida, a vontade de viver algo futuro, um novo começo, que já pertence ao simbolismo do número 8.

As fases da vida com base em Thomas Ring =

Fase Inicial elementar

Ano de vida: 1 ; Planeta: Lua ; Tema: Fase lactente. Enorme dependência psíquica e física da mãe.

Ano de vida: 2 ; Planeta: Mercúrio ; Tema: Início da articulação, da habilidade (agarrar e compreender) e do aprendizado (aprender a andar).

Ano de vida: 3 ; Planeta: Vênus ; Tema: Início da percepção sexual. Jogos em grupo (grupos de brincadeiras), erotismo infantil.

Ano de vida: 4 ; Planeta: Sol ; Tema: Início da fase do eu. Necessidade de afirmação. Fase da contestação. Clara diferenciação entre sujeito e objeto (eu e os outros).

Ano de vida: 5 ; Planeta: Marte ; Tema: Fase da inquietação. Necessidade de examinar as coisas a sua volta. Ímpeto de conquista, primeiros desejos de viver aventuras. Vontade de destruir. Ataques incontroláveis de fúria.

Ano de vida: 6 ; Planeta: Júpiter ; Tema: Fase da expansão, do vaguear. Conquista ampla das imediações. Questionamentos iniciais sobre o sentido das coisas. Devoção infantil.

Ano de vida: 7 ; Planeta: Saturno ; Tema: Escolarização. Adaptação a estruturas fixas (sala de aula/horário). Início da troca de dentição.

Fase Principal

Ano de vida: 7-14 ; Planeta: Lua ; Tema: Início maravilhoso. Desenvolvimento da personalidade por meio de absorção, imitação e imaginação.

Ano de vida: 14-21 ; Planeta: Mercúrio ; Tema: Inteligência pesquisadora. Aguçamento do intelecto. Ceticismo emergente, discernimento próprio. Desenvolvimento da eloquência verbal. Aprendizado do domínio prático do dia-a-dia.

Ano de vida: 21-28 ; Planeta: Vênus ; Tema: Integração adulta na vida. Erotismo totalmente desenvolvido, capacidade de desfrutar das coisas e ter gosto. União com o parceiro.

Ano de vida: 28-35 ; Planeta: Sol ; Tema: Egocentrismo. Desenvolvimento da idiossincrasia. Ápice da vitalidade.

Ano de vida: 35-42 ; Planeta: Marte ; Tema: Imposição tensa. Ápice da produtividade. Utilização máxima das energias na realização de suas tarefas. Disputas com rivais. Olhar direcionado para patamares elevados a serem alcançados. Em caso de insatisfação, tentativas drásticas de ruptura no âmbito particular e profissional.

Ano de vida: 42-49 ; Planeta: Júpiter ; Tema: Esclarecimento e maturidade. No pior dos casos, esnobismo. Placidez ao invés de luta. Visão abrangente, mas também novos questionamentos e crises relacionadas ao sentido das coisas. Progresso impulsionado ou afundamento em obesidade total.

Ano de vida: 49-56 ; Planeta: Saturno ; Tema: Concretização de resultados. Proteção do que foi alcançado. Fazer um balanço da vida. Confrontação com as consequências de atitudes certas ou erradas. Amadurecimento ou endurecimento, intransigência e depressão.

Fase Madura

Ano de vida: 56-63 ; Planeta: Lua ; Tema: Adaptação a novas fontes de vida. Nova elasticidade. Infantilidade madura ou o início do retorno à infância, perda de memória ou desorientação.

Ano de vida: 63-70 ; Planeta: Mercúrio ; Tema: Nova consciência da sua personalidade ou nova consciência global, ou recaídas inoportunas em comportamentos pseudojoviais.

Ano de vida: 70-77 ; Planeta: Vênus ; Tema: Maturidade harmônica, livre de inquietações impulsivas. Amor universal pelas pessoas, ou isolamento e conflitos com o ambiente em que vive.

Ano de vida: 77-84 ; Planeta: Sol ; Tema: Sossego prudente. Aprofundamento no verdadeiro núcleo das coisas. Produção dos últimos frutos da vida, as “últimas palavras” ; ou uma fase adicional da vida, vinda de uma pura reserva de vitalidade.

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As Sete Artes Liberais=

O Trívium (trivial): Gramática , Lógica, Retórica

O Quadrivium: Aritmética, Geometria, Astronomia, Música

As Sete Maravilhas do Mundo=

As pirâmides do Egito, As muralhas da Babilônia, Os Jardins Suspensos de Samíramis, A estátua de Zeus esculpida por Fídias em Olímpia, O templo de Ártemis em Éfeso, O mausoléu de Helicarnasso, O colosso de Rodes

Os Sete Sacramentos=

Batismo, Confirmação, Eucaristia, Confissão, União dos enfermos, Ordem, Matrimônio

Os Sete Pedidos do Pai-Nosso=

Santificado seja o Vosso nome, Venha a nós o Vosso reino, Seja feita a Vossa vontade, o pão nosso de cada dia nos dai hoje, Perdoai-nos as nossas ofensas, Não nos deixei cair em tentação, Mas livrai-nos do mal

As Sete Virtudes=

3 Virtudes Teologais: Fé, Caridade, Esperança

4 Virtudes Cardeais: Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança

Os Sete Pecados Mortais ou Capitais=

Orgulho, Preguiça, Inveja, Luxúria, Ira, Gula, Avareza

Os Sete Planetas=

Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno

Os Sete Metais=

Ouro, Prata, Mercúrio, Cobre, Ferro, Zinco, Chumbo

Os Sete Dons do Espírito Santo=

Sabedoria, Compreensão, Conselho, Fortaleza, Conhecimento, Piedade, Temor a Deus


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8 ) OITO : O número do equilíbrio, da justiça e da renovação =

Assim como o oitavo dia inicia a nova semana, a escala musical retorna ao início com a oitava, o oitavo som, da mesma maneira o 8 simboliza um novo começo num plano mais elevado. Ele é a fronteira, o elo, o intermediário para uma esfera ou um mundo melhor, maior, mais elevado. Esse simbolismo apresenta-se também na estrela de oito pontas e no octógono. Em analogia ao quatro, o quadrado representa tudo o que é terreno; o círculo representa a esfera celeste e, por sua vez, o octógono representa, de uma maneira evidente, a linha intermediária entre esses dois mundos. Essa transição do quadrado terreno para o círculo divino é vista em muitas igrejas, onde, por cima do cruzeiro, ergue-se um octógono, sobre o qual encontra-se a abóboda celeste. Como intermediário entre o quadrado e o círculo, o octógono simboliza o limiar até o qual, nós, na Terra, podemos nos aproximar do divino, do eterno e do ideal, e também o quanto os Céus são benevolentes conosco. Por isso, o 8 tornou-se tão importante no Cristianismo. Ele simboliza o próprio Cristo, cujo nome, em grego, tem o valor numérico 888, sobretudo por ele ser o intermediário entre Deus e os homens, e a sua ressurreição ser celebrada como o oitavo dia da criação, com o qual um novo tempo, uma nova aliança (o Novo Testamento) se inicia. A estrela de Natal que anuncia o nascimento de Cristo também lembra esse simbolismo, e tem tradicionalmente oito pontas. Também as oito pessoas que sobreviveram ao dilúvio na Arca de Noé, segundo um relato bíblico, expressam a ideia de um recomeço. Será essa a razão de o número 8 ser considerado um número de sorte e a roda de oito raios ser a roda da fortuna? O simbolismo do 8 está contido no sacramento do batismo, que abre o caminho da vida eterna para os cristãos, como ligação entre o Céu e a Terra, e também como símbolo da ressurreição e de uma nova vida. Muitas pias batismais são octogonais e também importantes igrejas de batismo da Renascença, como os batistérios de Florença, Ravena, e Pisa ou a igreja romana de João Batista (San Giovanni, em laterano) são todas octogonais e, nos seus tetos, o octógono transforma-se num círculo dourado, que representa a Jerusalém celeste. Também as bem-aventuranças no início do Sermão da Montanha, com as quais Jesus começa os seus ensinamentos, indicam aos homens o caminho do mundo terreno para o Paraíso. Em Cafarnaum (Israel) a Igreja das Bem-aventuranças simboliza essa passagem com a sua cúpula octogonal. Na Alemanha, a edificação mais famosa nesse estilo é a Capela Palatina em Aachen, que Carlos Magno mandou construir inspirada na igreja de Ravena. O oratório octogonal serve para evidenciar a tarefa especial do Imperador, de ser o porta-voz do seu povo perante Deus. Esse simbolismo de intermediação do oito é manifestado também na Coroa Real do Imperador, a única coroa octogonal do mundo. Quando o rei Frederico II, da Suábia, por volta do ano de 1240, mandou construir na Apúlia o Castel del Monte em forma octogonal, talvez tencionasse, com esse monumento gigantesco, evidenciar o símbolo do seu poder diante de todos, especialmente do papa que o havia excomungado. O oito era considerado, já na Antiguidade, uma meta merecedora de esforços para ser alcançada. No caminho para a salvação a alma tem de passar pelos sete céus dos sete planetas, até chegar à oitava esfera, o firmamento, onde habitam os deuses. Esse simbolismo é encontrado, entre outros, no panteão romano, uma construção circular, na qual o octógono é marcado por nichos distribuídos nos oito ângulos. A ligação estável entre os dois mundos, como o Céu e a Terra, este mundo e o além, o tempo e a eternidade é representada visualmente pelo 8 deitado, a Lemniscata. Esse símbolo da eternidade também ilustra o princípio hermético “o que está em cima é como o que está embaixo”, que corresponde no Cristianismo ao “assim na terra como no céu”. Por outro lado, diz-se também que o oitavo dia não tem fim, pois Cristo ressuscitou no oitavo dia da semana, e com isso abriu a porta da eternidade para a humanidade. O simbolismo do oito como transição também é conhecido em outras culturas como um novo começo num nível mais elevado, e como libertação ou ascensão. No mito egípcio da criação de Hermópolis, quatro casais de deuses, a Ogdóade (agrupamento de oito divindades), personificam as forças primordiais que formam o princípio de tudo. No judaísmo, a circuncisão é feita no oitavo dia após o nascimento, e simboliza, assim como o batismo no Cristianismo, a aliança com Deus. No Budismo, existem quatro nobres verdades, com as quais os sofrimentos do mundo são descritos, e os oito caminhos, que libertam o homem dessas dores. A cúpula mais luxuosa do mundo islâmico, a de Mocárabes de Alhambra, em Granada, que é composta de 5.416 partes simbolizando a suntuosidade dos Céus, é octogonal, assim como um dos mais importantes santuários islâmicos, a Cúpula da Rocha em Jerusalém. Essa primeira obra-prima arquitetônica do Islã foi construída no lugar onde Maomé subiu aos céus. Na mitologia nórdica, Odin, o pai dos deuses, é levado por Sleipnir, seu cavalo de oito patas, em sua viagem entre o Céu e a Terra. Desde o tempo de Pitágoras, o 8 é considerado o número da justiça, por se deixar dividir sempre em partes iguais. Por essa razão, a justiça sempre ocupou tradicionalmente o oitavo lugar nos Arcanos Maiores do Tarô, como no Tarô de Marselha, até que, com o lançamento do Tarô de Rider-Waite em 1909, houve uma mudança na numeração e a justiça foi empurrada para o décimo primeiro lugar. O oito também era conhecido como um símbolo de justiça entre os povos germânicos. Consta que a sua “Femegericht”, a Liga da Corte Sagrada, era formada por oito (Acht em alemão) juízes, os Achten ou Echten a quem se devia respeito. Eles tinham o direito de sentenciar o acusado e declara-lo fora da lei e sem direitos. Essa sentença era conhecida como “marcar com o oito”. Desse costume surgiu uma sentença que o imperador do Império Alemão pôde promulgar até 1806. A associação de justiça com o lado direito não é comum apenas na língua alemã. A palavra francesa droit e a inglesa right também significam direito e direita, como em português. Com isso, essas e outras línguas nos lembram que a jurisdição é uma expressão do lado direito e consciente, cuja tarefa consiste em fazer um julgamento consciente, bem pensado, justo e fundamentado. Mais interessante ainda é o fato de o despertar da consciência também ser expressado por meio do oito. Em várias línguas europeias, a diferença entre a palavra “noite” – um símbolo do inconsciente – e a palavra “oito”, consiste apenas na perda do “n” no início da palavra, com o qual, nessas línguas começa a palavra “não”, que por sua vez, faz parte do âmbito simbólico do inconsciente. Dessa maneira todas essas línguas “lembram” que o oito é a expressão da noite libertada do “n negativo”, e com isso ele personifica o novo dia e o despertar da consciência.

Português: noite / oito

Inglês: night / eight

Alemão e holandês: nacht / acht

Francês: nuit / huit

Italiano: notte / otto

Espanhol: noche / ocho

Latim: nox / octus

Sueco e norueguês: natt / atta


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Akin Lan Feng
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Numerologia pt 3

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:07 pm

9 ) NOVE : O número da iniciação e do recolhimento antes de se dar um passo para o novo =

Por ser o último número de um só digito, o 9 simboliza o limiar na transição para um novo patamar, um plano mais elevado. Tal como a inspiração antes de expiração, a preparação antes do golpe, a tensão do arco antes da saída da flecha, ele personifica o recolhimento antes de se dar um passo para o novo. O sinal gráfico 9 também é um símbolo do caminho de fora para dentro, embora a maioria das pessoas não o escreva dessa maneira; ao passo que a sua imagem invertida, o 6, é tido como um número fecundo, que sai de si mesmo. A relação entre novo e nove existe em diversas línguas, nas quais ambas as palavras são idênticas ou semelhantes, e possuem uma raiz comum:

Português: novo / nove

Alemão: neu / neun

Latim: novo / novem

Italiano: nuovo / nove

Francês: neuve / neuf

Espanhol: nuevo / nueve


O 9 desempenha um papel-chave nos ritos de iniciação no mundo inteiro por ser o número da concentração e da preparação. São nove horas, dias, noites, semanas, meses ou anos que precedem o passo iniciático. Talvez o modelo disso tenha sido os nove meses que passamos amadurecendo na barriga de nossa mãe, até sermos iniciados neste mundo. Pitágoras, o pai do simbolismo numérico ocidental, passou três vezes nove dias numa gruta de Zeus, vestido de lã preta, para ser iniciado nos mistérios. São celebres os nove dias e noites que o deus nórdico Odin passou pendurado na Árvore do Mundo – Yggdrasil, até descobrir as Runas e, dessa maneira, adquirir sabedoria. A própria Árvore do Mundo é um símbolo do cosmos. Segundo a crença germânica, ela possui nove galhos que se espalham sobre os nove mundos que constituem o universo. Por isso, não é de estranhar, que o nove desempenhe um papel importante em muitos ritos xamânicos. Segundo C. G. Jung, nos mitos e contos de fadas um tesouro aflora por nove anos, nove meses e nove noites. Se na última noite ele não foi encontrado, volta a desaparecer e a busca recomeça do início. O 9 manteve-se também como número simbólico nos poucos ritos de iniciação remanescentes no Ocidente. Nas Ordens Herméticas, como, por exemplo, a Rosa-cruz, existem nove graus iniciáticos, e nas ordens e congregações católicas, o número 9 simboliza o tempo de concentração antes de se dar um passo definitivo. Os noviços franciscanos e os beneditinos fazem votos, inicialmente, por um tempo limitado. Somente o voto eterno, feito no nono ano, o compromete com a ordem para a vida inteira. O 9 tem um significado religioso muito intenso por ser a potenciação do 3 divino ( 3 x 3 ). Nós o encontramos em culturas matriarcais como facetas da Grande Deusa; as nove Musas que habitam o monte Parnaso, e a Hidra de nove cabeças são testemunhas disso. No Cristianismo existe o conceito dos nove coros angélicos e das nove esferas celestiais, como foi descrito por Dante: acima das oito esferas dos sete planetas e do firmamento existe uma nona esfera, abóbada celeste cristalina sem estrelas, que forma a passagem para o Empíreo, onde habitam os espíritos bem-aventurados. E no Sermão da Montanha Jesus indica esse caminho por meio de nove Bem-aventuranças. O 9 aparece no Novo Testamento como símbolo de transição. Jesus morre à nona hora do dia e, segundo o que se conta, ele foi preso à cruz com três vezes três marteladas, e até hoje, supostamente, as nove badaladas de sino que soam em algumas igrejas, devem nos relembrar esse fato. O verdadeiro objetivo do recolhimento interior, antes de se dar o passo para o novo, é o autoconhecimento. Isso proporciona uma sensação de coerência e possibilita à pessoa ser decidida a agir com clareza, ao contrário da atitude apressada das pessoas que acham que sabem de tudo. Então, não é de estranhar que encontremos O Eremita na nona carta dos Arcanos Maiores do Tarô. Esse arquétipo do velho sábio simboliza o recolhimento e o isolamento, contudo sem ser insociável, solitário, nem alheio à realidade. Ele pode estar junto a outras pessoas, mantendo-se, contudo, sempre fiel a si mesmo. Essa mesma ideia encontra-se também no número 9. Ele se deixa misturar com qualquer outro número, porém mantém-se “fiel” a si mesmo: qualquer número multiplicado (= misturado) por 9, produzira um resultado cuja soma transversal é sempre 9 ( 3 x 9 = 27, 2 + 7 = 9 ou 17 x 9 = 153, 1 + 5 + 3 = 9 ). Por outro lado, o 9 também pode desaparecer de qualquer grupo numérico sem deixar rastros. Qualquer quantia dividida por 9, deixa um resto que corresponde à soma transversal do número original: 431 : 9 = 47, resta 8 ; 4+3+1 = 8.

O velho sábio simboliza também uma força que ajuda os outros a transpor barreiras sem perder a autenticidade. O mesmo “faz” o número 9. Ele auxilia os outros números a transpor o próximo limite decimal, sem os manipular ou adulterar. Pois seja qual for o número que se some ao 9, a soma transversal do resultado é igual à soma transversal do número inicial. 7 + 9 = 16 ; 1+ 6 = 7 ou 105 + 9 = 114 ; 1 + 0 + 5 = 6, assim como 1 +1 + 4 = 6.

O 9 no Eneagrama é tanto um símbolo de autoconhecimento como também um guia da sequência certa dos passos a serem tomados. Esse conceito que foi transmitido inicialmente por Gurdjieff descreve um processo de realização em nove estágios. Mais tarde, a partir dele, foram desenvolvidos os conceitos de tipos de personalidade conhecidos nos dias de hoje. Ambos são temas típicos do nove. O ponto central da rosa dos ventos também simboliza a ideia do nove, de recolhimento e concentração no centro antes de dar-se o passo para o novo. Ela indica quatro direções principais e quatro intermediárias. Contudo, a orientação acontece por meio do centro, onde fica o nove. Esse mesmo conceito se apresenta na ideia dos nove mundos da teadição celta do Norte. No caminho de Santiago, a concha indica ao peregrino o caminho para se chegar a meta (ao seu interior). A concha de Santiago é muitas vezes representada de forma estilizada com nove arcos, como no brasão do Papa Bento XVI. No Islamismo, o nono mês do ano é sempre o mês do jejum, o Ramadã, e segundo o Alcorão, Alá tem 99 nomes. Nos meios cristãos, diz-se amém (assim seja) no final de uma benção ou uma oração. Se somarmos os valores numéricos das letras gregas dessa palavra, teremos a = 1 , m = 40 , h = 8 e n = 50, e por sua soma o número 99, e com isso, simbolicamente, duas vezes o nove.

As nove Bem-aventuranças do Sermão da Montanha (Mateus 5, 3-11)=

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os famintos e sedentos de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os que se compadecem, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, mentirem, dizendo contra vós todo mal. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a recompensa.


As nove Musas=

Erato (Poesia de Amor)

Euterpe (Flauta, Lirismo)

Calíope (Poesia Épica, Filosofia, Retórica)

Clio (História)

Melpômene (Tragédia)

Polímnia (Dança e Canto)

Terpsícore (Cítara)

Thalia (Comédia)

Urânia (Astronomia)


Os nove coros angélicos e sua correlação com as esferas=

Anjos : Lua

Arcanjos : Mercúrio

Principados : Vênus

Potências : Sol

Virtudes : Marte

Dominações : Júpiter

Tronos : Saturno

Querubins : Estrelas fixas

Serafins : Empíreo


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10 ) DEZ : O número da ordem divina, da conclusão e da perfeição =

Des é o número da perfeição, da plenitude e da ordem divina universal. Os dez dedos das nossas mãos foram certamente responsáveis pelo número 10 se tornar um número-chave, não somente na hora de se contar e calcular, mas também um símbolo de um limite claro, palpável, porém, também mágico. Unidas para rezar, as mãos indicam que o homem se coloca em harmonia com a ordem divina. Nós estamos familiarizados com o 10 como número da ordem divina, sobretudo por causa dos Dez Mandamentos, que são válidos tanto para os judeus quanto para os cristãos. Os budistas também possuem dez mandamentos, dos quais cinco são para os leigos e cinco para os monges. A estrutura dos mandamentos judeu-cristãos, que são divididos em 3 e 7, reflete também a mística numérica. Em analogia ao 3 divino, os três primeiros mandamentos tratam da relação do homem com Deus, ao passo que os sete restantes regulamentam as relações entre os homens. Dessa maneira, eles refletem a ideia do 7 como símbolo do limite divino na Terra. Essa divisão em 3 : 7 pode ser encontrada em inúmeras representações artísticas das tábuas dos Mandamentos. Os judeus, os cristãos, e os islamitas sabem que o dízimo, isto é, um décimo do que se ganha, pertence a Deus. O 10 desempenha um papel-chave como ordem divina e plano da obra divina também na Cabala, a doutrina secreta judaica. Nela o símbolo central é a chamada Árvore Sephirótica, que com os seus dez centros de energia, os Sephiroth (do hebraico: cifra) é um símbolo de toda a criação. O 10 já era considerado sagrado pelos pitagóricos, os pais da mística numérica ocidental, por ser a soma dos primeiros quatro números cardinais: 1 + 2 + 3 + 4 = 10. Com isso, ele também personifica a soma dos quatro elementos, os fundamentos que compões toda a criação. Os pitagóricos usaram uma pirâmide de pontos, o seu símbolo sagrado, que eles chamaram de Tetraktys (grupos de quatro) para ilustrar essa ideia. Na verdade, esse símbolo te m exatamente aquilo que, segundo se acreditava, seria a característica de algo sagrado: ser mais do que a soma de suas partes, pois os dez pontos que formam a figura, formam ao mesmo tempo um triangulo divino. Se observarmos como os números extensos eram escritos em algarismos romanos no Ocidente cristão, então perceberemos que a sua forma também contribuía para a compreensão simbólica do número. O 10 em algarismo romano X (Chi), que é semelhante ao X. O jota, letra inicial do nome Jesus, em hebraico, assim como o nome divino Javé, também tem o valor numérico 10. O 5 em algarismo romano é, como se sabe, um V, e o X (dez) é composto por um V (cinco)e outro espelhado, valendo assim o dobro do V. Por isso era preciso tomar cuidado na Idade Média para não ser burlado pela transformação de um V em X. O perigo consistia, sobretudo, em assinar uma nota promissória de V ducados em ouro e a dívida duplicar, pois quem havia emprestado o dinheiro podia transformar o V em um X. Por essa razão o V (cinco) era muitas vezes escrito como um U.

O Tarô nos mostra como décima carta dos Arcanos Maiores, a Roda do Destino, uma carta que é frequentemente interpretada, de modo superficial, como experiências imprevisíveis, que são chamadas de sorte ou azar. Em um âmbito mais profundo, porém, ela se revela como a Roda do Tempo, que ao longo da vida nos apresenta uma tarefa após a outra e que, tal como as pedras de um mosaico, compõe uma imagem completa, que representa a nossa missão de vida. A inscrição na roda mostra que por trás da colocação desses problemas oculta-se uma lei divina (TORA = lei , JHVH = Jahwe/Javé = o nome de Deus).


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11 ) ONZE : O número da imperfeição, da transgressão e do pecado =

A palavra “Elf”, onze em alemão, originou-se da palavra “einlif” do alto alemão, que significa “um além”, ou seja um a mais que o dez. Nisso reflete-se também uma parte do seu simbolismo. O 11 é considerado o número do pecado, pois ele é um número a mais do que os Dez Mandamentos e com isso simboliza a transgressão da ordem divina. Ao mesmo tempo, ele é menos do que o perfeito 12, e com isso símbolo da imperfeição. Disso nos lembram os labirintos de onze voltas nas igrejas, como o do chão da Catedral de Chartres. O visitante entra nessa símbolo de confusão pelo Oeste, local onde o Sol se põe ( = fim do mundo e o juízo final) e na busca pelo (seu) centro, caminhando pelas onze voltas, toma consciência da sua imperfeição e culpa. Além disso, o 11 o adverte que a última hora já se iniciou. O 11 tem também um significado singular na Cabala. O seu símbolo central é a Árvore da Vida, que mostra como o divino desdobra-se em dez emanações neste mundo. Existe, porém, também uma décima primeira misteriosa Sephira. Ela é chamada de “Daath” e é considerada símbolo do fruto proibido, que Adão e Eva comeram no Paraíso. Onze também é a diferença entre os 365 dias do nosso calendário e os 354 do calendário lunar. Um antigo conto relata a sua origem pecaminosa e explica como o calendário egípcio no ano 4241 a.C passou de 360 para 365 dias: “Naquele tempo em que todos os anos ainda tinham 360 dias, o sublime deus Sol Rá amaldiçoou a sua esposa Nut, a mãe dos deuses, por ela o trair constantemente com diversos amantes. Ele jurou que os frutos desses deslizes não nasceriam nem sob o seu domínio, nem sob o domínio da Lua, ou seja, nem de dia, nem de noite, nem durante o mês, nem durante o ano. O grande Thot, um dos seus amantes, soube disso e planejou um modo de ajuda-la. Ele partiu a caminho da deusa da Lua, Selene, para a qual as horas do dia eram bastante longas, com um jogo de tabuleiro que ele acabara de inventar. Thot sugeriu a ela jogar com ele para passar o tempo, e a convenceu a apostar nesse jogo a septuagésima segunda parte de um ano (360 : 72 = 5 dias ). Eles jogaram durante todo o dia. Às vezes a sorte pendia para a deusa da Lua, e as vezes para o inventor do jogo. Porém, ele não seria o grande Thot, ao qual os gregos chamam de astuto, se, ao final desse jogo, ele não tivesse vencido com uma grande jogada. Assim, ele tomou cinco dias da ingênua deusa da Lua, e correu para o horizonte, desprendeu o laço do ano velho e colocou naquele lugar cinco novos dias. Por eles não estarem nem sob o domínio do Sol nem da Lua, Nut pôde dar a luz em cada um desses dias. Dessa maneira, o pecado (a consequência do seu deslize) veio mesmo ao mundo. Porém, o lugar onde Thot cortou o laço do ano velho, é o instante no qual a estrela cão, Sirius, é vista pela primeira vez no ano. Desde aquele memorável jogo, o calendário passou a ter 365 dias. Contudo, os cinco dias que Selene perdeu encurtaram o seu ano lunar para 354, pois ele é contado em noites.”

Portanto, o 11 representa o tempo entre os anos. Esse é um período de tempo fora do comum, como é conhecido em várias culturas, um tempo ao avesso no qual as relações normais ficam de cabeça para baixo. Nesse tempo entre os tempos, reina uma espécie de “anarquia ritualística”, na qual a pessoa civilizada se permite esquecer de si mesma para reunir-se às forças anárquicas das quais ela se originou. As festas Saturnálias dos romanos, nas quais o senhor virava escravo e o escravo virava senhor, refletem esse mundo ao avesso da mesma maneira que outros dias loucos. O que restou disso até os dias de hoje foi o Carnaval, que na Alemanha começa no dia 11 do 11 às 11 horas e 11 minutos, e é dirigido por um grêmio de onze pessoas. Essa tradição remonta 11.11.1391. Depois de ter caído no esquecimento, ela foi reavivada no início do século XIX. Todavia, naquela época atribuía-se ao 11 outro simbolismo. No espírito da Revolução Francesa, que naquele tempo alastrava-se pela Europa, a palavra ELF – o onze, na Alemanha – era interpretada como uma abreviatura da famosa divisa: E = egalité (igualdade), L = Liberte (liberdade) e F = fraternite (fraternidade). Mesmo não se tratando de uma interpretação de simbolismo numérico, e interessante observar como esses temas refletem-se em Aquário, o décimo primeiro signo do Zodíaco. Sendo o signo oposto a Leão, que corresponde ao arquétipo do rei, Aquário personifica o seu alter ego e antagonista. Nos primórdios das cortes reais, o Bobo da Corte era o único que podia dizer a verdade ao rei. Com o advento da era moderna, o rebelde, o revolucionário, é que passou a reclamar os direitos básicos democráticos.

No Tarô, a Força, a décima primeira carta dos Arcanos Maiores, mostra a domesticação suave do leão. Por ele personificar o nosso lado selvagem e com isso – na perspectiva da igreja – a natureza pecadora dos homens, a ideia do 11 está bem representada nessa carta. No Tarô de Rider, contudo a Força foi trocada pela Justiça e colocada no oitavo lugar, que tem menos relação com o seu simbolismo numérico. Por outro lado, o oito deitado no Tarô de Rider – que no Tarô de Marselha fica escondido por debaixo do chapéu – mostra a união bem-sucedida, duradoura e harmônica do homem civilizado (mulher) com a sua natureza animal (animal). Encontra-se ai também mais um significado importante do 11, que deve fazer com que os amantes do futebol façam as pazes, finalmente, com o simbolismo desse número, que é tão importante para eles. O 11 é considerado o número da maestria, demonstrado nessa carta pelo domínio das forças instintivas de um modo magistral, que permite até que se conduza o leão com uma coroa de flores.


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12 ) DOZE : O número perfeito =

Da mesma maneira que o 7 ( 3 + 4 ), o 12 ( 3 x 4 ) também é um número ideal, produto do 3 divino e do 4 terreno, simbolizando, assim, um outro limite de tempo divino na Terra. Nós o encontramos nos doze meses do ano, nos doze signos do Zodíaco e nas duas vezes dose horas do dia e da noite. Como um número sagrado, ele está duplicado nos 24 dias contados até o Natal, no calendário do Advento, e nas Doze Noites Santas, que seguem a noite do dia 25 de dezembro até o dia de Reis. Que seja necessário uma dúzia (do latim duodecim = doze), para que as coisas se tornem completas e que seja preciso contar até 12 para que se possa compreender o todo, se manifesta na língua alemã, e na inglesa também, na particularidade de nessas línguas todos os números até 12 possuírem um nome próprio, enquanto os nomes dos números seguintes são compostos por nomes dos outros números como drei-zehn (três-dez) ou thir-teen. O ciclo se encerra com o 12 não apenas no sentido de tempo. Esse número representa o todo também nas quantidades. Estamos acostumados a arredondar com o 10 para mais ou para menos, quando fazemos contas, mas nos contos de fadas, mitos e lendas, o 12 é basicamente o número mais usado em arredondamentos. Como uma dúzia eles personificam um grupo inteiro, como os doze caçadores, os doze irmãos ou as doze fadas boas. Jasão pôs-se à procura do tosão de ouro juntamente com doze argonautas. Nos Nibelungos, Siegfried segue com doze companheiros para Worms para conquistar Kriemhild, e navega mais tarde doze dias e doze noites para a Islândia, em uma disputa com Brünhilde. Sobre essa Valquíria poderosa dizia-se que era capaz de arremessar uma pedra, que “doze homens carregavam com dificuldade” a doze braças de distância. Na Távola Redonda de Arthur, o décimo segundo lugar era mantido livre para o cavaleiro que encontrasse o Santo Graal. Doze tábuas nos contam a Epopeia de Gilgamesh, o violento rei de Uruk, que caminhou doze horas na escuridão até o fim do mundo, em sua busca pela imortalidade, e depois, atravessou as águas da morte numa balsa feita de doze varas em 120 horas duplas. As doze tarefas desse primeiro herói da mitologia ocidental serviram de inspiração para os céleres doze trabalhos de Herácles (Hércules), com os quais ele foi curado da loucura e alcançou a imortalidade. Esses doze feitos, da matança do Leão até o sequestro do Cão do Inferno, já foram diversas vezes interpretados como tarefas dos doze signos do Zodíaco. Na geometria se conhece o dodecaedro, que é constituído por doze pentágonos regulares. Pela simbologia do 5, o número do homem, sabemos que ele pode corresponder tanto à natureza pecadora do homem (pentagrama com a ponta voltada para baixo), quanto à nossa busca por algo elevado (pentagrama cm a ponta voltada para cima). Por essa razão, há uma simbologia profunda na combinação entre o 5 e o 12 no dodecaedro. Ele une o homem (5) com o espaço divino (12). Salvador Dali expressou essa ideia na sua pintura da Última Ceia, que precede a Salvação. Ela mostra os doze discípulos em primeiro plano – que representa este mundo – enquanto Cristo, o mediador, ocupa o lugar na linha limite para o espaço sagrado, para o qual ele abrirá passagem para a humanidade, por meio de sua morte no dia seguinte. Do mesmo modo, encontramos o 12 perfeito no mundo dos deuses gregos, como os doze Titãs nos primórdios dos tempos, no lugar dos quais surgiram mais tarde, os doze deuses do Olimpo; e em Asgard, o céu dos deuses germânicos, onde vivem e atuam doze Ases. O 12 possui um papel-chave também na Bíblia, quando se trata de descrever um círculo completo, a integridade. Nós conhecemos as doze tribos de Israel, os doze livros dos profetas do Antigo Testamento, os doze discípulos, e os doze apóstolos. Mas sobretudo o último livro da Bíblia, o Apocalipse de João, está repleto de simbolismo numérico. Nele, o 12 é a medida da Nova Jerusalém, a morada dos que serão salvos. Essa cidade de Deus foi construída sobre doze fundamentos, com doze portas feitas de doze pérolas, que trazem o nome das doze tribos de Israel e que são guardadas por doze anjos. Dessa maneira, não só o aspecto sagrado do 12, como também a ideia de um objetivo são expressos. Como o círculo se fecha com o 12, esse número simboliza também o final feliz de uma longa viagem, da meta alcançada. Na visão de João, caberá a 12 vezes 12 mil escolhidos viver nessa cidade celestial no fim dos tempos. Enquanto a maior de todas as metas não for atingida, o fim de um ciclo indica constantemente que um novo ciclo tem de começar com o número 1, caso contrário, chegamos ao 13, ou seja, ao fim. Para que essa passagem funcione, segundo os antigos, é necessário fazer um sacrifício. Esse é o significado do 12 no Tarô, no qual ele é o número do Pendurado. Essa carta simboliza um ponto morto, o ponto de parada no decorrer de um movimento, que para ser superado precisa de um sacrifício, antes que um novo ciclo possa iniciar-se. No final das contas, trata-se aqui da disposição de sacrificar o próprio Eu, que é o tema da carta seguinte, A Morte. Na Astrologia encontramos essa mesma ideia no signo de Peixes, o último do Zodíaco. Ele corresponde ao final arquetípico do ano, que recomeça sempre com o signo seguinte, Áries, o signo da primavera. A época de Peixes, o mês de março, é o tempo da semeadura (no hemisfério Norte), na qual encontramos mais uma vez o conceito relacionado ao número 12, pois, o grão que será semeado é aquele que o povo não usou para se alimentar, e que será então sacrificado no colo da Mãe Natureza, para que se possa gerar novos frutos. A décima segunda carta do tarô evidencia ainda outra coisa. Enquanto o 1 e o 2 não se unem no 3, e permanecem um ao lado do outro, como é claramente o caso do 12, o novo não pode surgir. Enquanto isso perdura, oscilamos entre as polaridades do 1 e do 2, que provavelmente vivenciamos como uma contradição torturante e insolúvel, por querermos duas coisas ao mesmo tempo, as quais aparentemente se excluem uma a outra. Quando nos encontramos num dilema entre a família e o trabalho, entre a busca espiritual e a necessidade material, a liberdade e o aconchego, a razão e o instinto, a coragem e a covardia, essa carta nos mostra, então, que a solução não está em oscilar entre dois extremos, mas sim em buscar uma terceira possibilidade, bem mais profunda. Nós temos consciência da tensão entre o 1 e o 2, que está evidentemente na superfície. Contudo, a verdadeira solução está escondida no fundo, num terceiro lugar, o qual somente podemos encontrar quando nos aprofundamos em nós mesmos, por meio desse conflito. Por essa razão, o pendurado está preso de cabeça para baixo e, ao que parece, ele foi iluminado (a auréola em volta de sua cabeça). No exemplo seguinte podemos ver com clareza a importância desse passo no caminho para o autodesenvolvimento: estudos psicológicos mostram que tendemos a assumir o modelo de casamento dos nossos pais ou a fazer exatamente o contrário. Se os pais viviam brigando, é bem provável que se faça o mesmo, ou então, que se faça de tudo para evitar brigas. As duas possibilidades são relativamente fáceis, não se necessita de muita criatividade e isso demonstra a dependência de um modelo. Mas para se conseguir uma forma de relacionamento própria e madura, que corresponda às suas características individuais, é necessário encontrar uma terceira forma e colocá-la em prática. O mesmo vale para crenças religiosas ou políticas, com as quais crescemos. Assumir as dos pais é quase tão fácil como colocar-se do lado contrário. Contudo, encontrar no campo de tensão entre os dois polos as suas próprias crenças, a sua religiosidade própria e dinâmica, e a sua própria verdade é o passo decisivo; porém, é também o terceiro e difícil passo no caminho da individuação.

Importantes Grupos de Doze=

Signos do Zodíaco: Áries ; Touro ; Gêmeos ; Câncer ; Leão ; Virgem ; Libra ; Escorpião ; Sagitário ; Capricórnio ; Aquário ; Peixes

Apóstolos: Pedro ; André ; Tiago maior ; João ; Tomé ; Tiago menor ; Filipe ; Bartolomeu ; Simão ; Mateus ; Judas Tadeu ; Matias

Tribos de Israel: Rúben ; Simeão ; Judá ; Issacar ; Zebulão ; Benjamin ; Dã ; Naftali ; Gade ; Aser ; Manasses ; Efraim

Deuses do Olimpo: Zeus/Júpiter ; Hera/Juno ; Posêidon/Netuno ; Deméter/Ceres ; Apolon/Apolo ; Artemis/Diana ; Ares/Marte ; Afrodite/Vênus ; Hermes/Mercúrio ; Atenas/Minerva / Hefesto/Vulcano ; Héstia/Vesta

Cavaleiros da Távola Redonda: Lancelote ; Galahad ; Boors ; Percival ; Gauvain ; Tristan ; Lamorak ; Tor ; Kay ; Gareth ; Bedivere ; Mordred


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13 ) TREZE : O número tabu =

O 13 é tido como a dúzia do diabo e o número do azar. A sexta-feira 13 é considerada simplesmente um dia ruim. Encontramos explicação para essa má fase na Bíblia. Nela, o fim do mundo começa no capítulo 13 do Apocalipse; sobretudo, também, Jesus era o décimo terceiro em meio aos seus discípulos e morreu numa sexta-feira. Como por trás de todo tabu esconde-se algo sagrado, encontramos também por trás desse número de azar desprezado um significado profundo. Esse significado torna-se claro se imaginarmos o 12 como uma roda com doze raios ilustrando o decorrer do ano no Zodíaco e os discípulos de Jesus. O 13 seria, então, o centro, o ponto mais importante e que a tudo une, o lugar que Cristo ocupa. Se esse ponto for percebido, compreendido e a ele for dada a devida atenção, ele simboliza a força transformadora, que por meio do sacrifício de um, possibilita a salvação do todo. Para isso é necessário olhar para o centro de si mesmo e encarar a morte de maneira consciente. Na medida em que nos afastamos da morte e a reprimimos, o 13 passa a ser um símbolo de algo desagradável. Nós nos afastamos de nós mesmos e não olhamos mais para o centro do círculo. Com isso, o número perde a sua força unificadora e salvadora, o centro parte-se, e suas mil partículas parecem – em linguagem figurativa – um holograma, repetido por toda parte como a posição extremamente desagradável de décima terceira, na qual se encontram os infelizes e rejeitados, os azarados e os menosprezados da sociedade. Certamente, eles também se sacrificam involuntariamente pelo bem do todo, mas isso não é compreendido nem por eles mesmos, nem pela sociedade, e muito menos reconhecido, valorizado ou apreciado. Embora se afirme ocasionalmente que o significado negativo do 13 tenha surgido apenas no século passado, existem pistas do seu papel infausto desde a Antiguidade. Os babilônicos já chamavam o décimo terceiro mês dos anos bissextos de “corvo de mau augúrio” e os chineses o chamavam de “o senhor da aflição”. O 13 possui, também nos contos de fadas, um significado de perigo: a intrusa décima terceira fada, ou a décima terceira porta, que não deve ser aberta de maneira alguma. Também o fato de a décima terceira carta dos Arcanos Maiores no Tarô ser A Morte, é um sinal de uma velha ligação entre esses dois temas. E a sexta-feira? Esse dia é consagrado a Freya ou, em sua correspondência romana, a Vênus. Por ambas serem personificações de uma feminilidade prazerosa, a sexta-feira 13 era, certamente, um dia de alegria nos tempos antigos, e somente depois, em culturas solares, passou a ser difamado como um dia de azar. A partir daí, passou-se a não mais considerar Cristo como o décimo terceiro no centro dos doze, mas a associar esse número nocivo a Judas, o traidor, fato que, por sua vez, tem um interessante paralelo no mundo dos deuses germânicos. Nele, o ladino Loki, o décimo terceiro deus, traiu Baldur, o deus da primavera, levando-o à morte. As pesquisas sobre o matriarcado partem do princípio de que 13 era inicialmente um número sagrado, que somente depois do surgimento dos valores do patriarcado foi condenado, difamado e temido. Uma confirmação disso são os indícios de que os antigos calendários eram calendários lunares, segundo os quais, até os dias de hoje, são calculadas a maioria das festas judaicas, cristãs e muçulmanas. No calendário lunar, contudo, o ano possui treze meses, e no último deles o sol “morre” no solstício de inverno. Em culturas que vivenciam o tempo de uma maneira cíclica, no constante ciclo do nascimento e morte, isso não oferece nenhum problema, pois o jovem Sol renasce no dia seguinte. A partir do momento em que a consciência linear se impõe nas culturas patriarcais, onde há um começo e um fim absoluto, esse final é, obviamente, vivenciado a cada vez como uma coisa terrível. E, pelo fato de as culturas patriarcais preferirem o princípio constante do Sol à instável Lua, a morte aparente do astro principal torna-se uma catástrofe. Com a introdução do calendário solar, o 12 torna-se um número sagrado e o 13, juntamente com todos os outros valores sagrados da antiga cultura, são amaldiçoados. Isso se dá de maneira mais eficiente quando se passa a associar o que era sagrado ao mau augúrio. Desde então, a Lua, a noite e o 13 formam o grupo simbólico feminino reprimido, inconsciente e, não raras vezes, amaldiçoado, enquanto a tríade masculina é composta pelo Sol, o dia e o 12. Que o 13 desempenha um papel-chave como número mágico em círculos ocultos, e não representa necessariamente um mau augúrio para os que o trazem consigo, pode ser observado no emblema nacional dos Estados Unidos da América: o “Grande Selo”, que pode ser visto em toda nota de 1 dólar. Ele mostra uma águia que com a sua garra esquerda segura treze flechas e com a direita treze folhas, enquanto treze estrelas brilham por sobre sua cabeça em forma de um pentagrama, e seu escudo é ornamentado por treze listras. A pirâmide no lado de trás do Grande Selo possui treze degraus. Supostamente, tudo isso tem relação com os treze estados fundadores. Essa tentativa de explicação, contudo, não faz jus ao simbolismo maçônico. Por ninguém mais querer ficar no décimo terceiro lugar, esse número é deixado de fora até mesmo nos tempos esclarecidos de hoje. Hotéis não têm o décimo terceiro quarto, muito menos o décimo terceiro andar; trens não têm o vagão número 13 e aviões não possuem fila de assentos com esse número. Somente quando se trata de dinheiro é que a superstição atinge rapidamente um limite. Eu não conheço ninguém que tenha se recusado a receber o seu décimo terceiro salário.


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14 ) QUATORZE : O número do auxílio, da bondade e da misericórdia =

O número 14 é um símbolo do auxílio e da cura. Na mitologia egípcia, já se contava que Ísis rejuntou o seu esposo que estava partido em quatorze pedaços e o ressuscitou para uma nova vida com a força do seu amor. Quatorze dias é uma noção de tempo que tem sua origem num mundo antigo, no qual ainda se contava em noites, como podemos ver no seu correspondente em inglês “fortnight”. São as quatorze noites que ajudam a Lua no decorrer da metade de um mês (do calendário lunar) a chegar ao seu trono como Lua cheia. Certamente, por essa razão, os antigos sumérios já diziam que era 14 o número dos ajudantes que escoltavam Nergal, o deus do submundo, para o seu trono. Esse número simbólico é, porém, muito mais conhecido por meio dos Quatorze Santos Auxiliadores, uma ideia que surgiu no século XIV, uma época atormentada por guerras, crises e pragas. Nessa época, surgiu primeiramente nas dioceses de Bamberg e Regensburg, a imagem de quatorze santos que auxiliavam em todas as situações de aflição. Essa crença espalhou-se rapidamente por todo o sul da Alemanha até a Hungria e a Itália. Embora nem sempre fossem os mesmos quatorze santos, pois uma parte deles era substituída por padroeiros locais, eles eram sempre quatorze. Eles são conhecidos até hoje por causa das inúmeras igrejas, capelas e hospitais dos “Quatorze Santos Auxiliadores”, mas sobretudo, por uma das mais esplendorosas igrejas barrocas, a Basílica Vierzehnheiligen (dos Quatorze Santos) próxima a Bamberg, construída por Balthasar Neumann.

O Tarô traz um anjo na décima quarta carta dos Arcanos Maiores, que personifica a virtude cardeal, a Temperança. Ela representa a mistura certa que efetua a cura, o meio certo que nos conduz ao nosso centro. Este encontra-se no equilíbrio entre forças que atuam umas contra as outras, como dentro e fora, a evolução e a involução. Assim como a Lua depois de quatorze dias de crescimento volta a minguar, para depois, novamente voltar a nascer e morrer, o anjo derrama nesse ponto de retorno o conteúdo de um cálice para o outro. Vista sob um prisma arquétipo, reconhecemos nessa carta o anjo da guarda e condutor das almas, que guia os homens por todas as passagens difíceis para um novo nascimento, que é simbolizado pelo Sol no final do caminho. Como trilha suntuosa, após diversos retornos finalmente conduz ao meio curador, o caminho da vida mostra-se nos labirintos que existiam ou ainda podem ser encontrados em muitas catedrais góticas. Na sua forma típica, como ainda pode ser visto no chão da Catedral de Chartres: são duas vezes quatorze retornos que conduzem o peregrino ao seu centro, no qual floresce uma rosa de seis pétalas. A associação do 14 a um trajeto é familiar a todo católico devoto por meio das quatorze estações do caminho das procissões ou da Via Crucis. Mas o 14 também desempenha um papel importante como um espaço de tempo. No início do Novo testamento, o evangelista Mateus relata a árvore genealógica de Jesus Cristo três vezes quatorze gerações: de Abraão a Davi, de Davi até o cativeiro na Babilônia, e do cativeiro na Babilônia até Jesus. Por isso, 14 é considerado o número de Davi, assim como o número de Cristo. Na Basílica da Natividade, uma estrela de quatorze pontas marca o lugar no qual, segundo relatos, Jesus nasceu. Já no antigo Egito, o 14 possuía um simbolismo que fortalecia o Faraó. Onde quer que ele aparecesse numa procissão, quatorze carregadores levavam estandartes de seus quatorze antepassados, símbolos de suas almas imortais. Esse costume não demonstrava apenas simbolicamente que os seus antepassados o apoiavam, mas também, segundo o simbolismo desse número, que eles o haviam ajudado a chegar até o trono. O simbolismo protetor e curativo do 14 é certamente mais conhecido na benção da noite de uma oração para crianças que diz: “...e à noite quando eu me deitar, quatorze anjinhos venham me rodear.”

Os Quatorze Santos Auxiliadores=

1 : Acácio ( chamado em momentos de medo mortal e dúvida )

2 : Egídio ( chamado para fazer uma boa confissão )

3 : Bárbara ( padroeira dos moribundos )

4 : Brás ( chamado contra males da garganta )

5 : Cristóvão ( chamado contra a morte inesperada )

6 : Ciríaco ( chamado contra contestação na hora da morte )

7 : Dionísio ( chamado contra problemas de dor de cabeça )

8 : Erasmo 9 chamado contra as dores do corpo )

9 : Eustáquio ( chamado em todas as situações difíceis na vida )

10 : Jorge (chamado contra pragas dos animais domésticos )

11 : Catarina ( chamada contra os males da língua e dificuldades da fala )

12 : Margarida ( padroeira das parturientes )

13 : Pantaleão ( padroeiro dos médicos )

14 : São Vito ( chamado contra a epilepsia )


As Quatorze Estações da Via Crucis=

1- Jesus é condenado à morte , 2- Jesus carrega a cruz nas costas , 3-Jesus cai pela primeira vez , 4-Jesus encontra a sua mãe , 5- Simão Cireneu ajuda Jesus a carregar a cruz , 6- Verônica enxuga o rosto de Jesus , 7- Jesus cai pela segunda vez , 8- Jesus encontra as mulheres de Jerusalém , 9- Jesus cai pela terceira vez , 10- Jesus é despojado de suas vestes , 11-Jesus é crucificado , 12-Jesus morre na cruz , 13-Jesus é retirado da cruz e colocado no colo de sua mãe , 14- O corpo de Jesus é sepultado


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15 ) QUINZE : O número da Lua cheia =

O 15 é o número da Lua cheia, pois em um mês sinódico de 29 dias, no décimo quinto dia é Lua cheia. Em culturas antigas e matriarcais, que concediam à Lua a maior honraria, o ápice de sua floração e brilho era um bom motivo para se comemorar, talvez até um dia sagrado, e o 15, um número sagrado. Assim, ele era considerado na Suméria e na Babilônia o número da deusa do amor e rainha dos céus, Inanna (Ishtar). Na medida em que os valores solares emergentes suplantaram os lunares, antes sagrados, todos os atributos da noite foram taxados de nebulosos e nocivos, e o maior corpo celestial foi maldito. Por isso, não nos surpreende encontrar no Tarô o 15 como o número do Diabo. Ele também representa o número de desejos pecaminosos da carne que Paulo enumerou em sua carta aos gálatas (Gal. 5:19-21). Uma interpretação esclarecedora vê na famosa Tabuada da Bruxa de Goethe (Fausto I, Cozinha da Bruxa), que está no Museu de Fausto em Knittlingen, instruções para se formar um quadrado mágico com esse número 15 demoníaco na soma transversal. Pelo fato de o 15 ser a soma dos cinco primeiros números ( 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 ), e ser assim um “grande cinco”, não surpreende que ele assuma também a ambivalência do número 5. Assim como a estrela de cinco pontas pode representar tanto algo bom quanto ruim, o 15 possui também um polo claro e um escuro. O lado claro desse número simboliza que se alcançou o ponto máximo, que se escalou um pico. Assim, a décima quinta estação da Via Sacra é a ressurreição, para qual não se precisa de nenhuma ilustração. O caminho para o Templo de Jerusalém passava por quinze degraus. Cada degrau correspondia a um dos quinze salmos dos degraus ou ascensão (salmos 120-134), que os devotos cantavam ao subir degrau por degrau em sua peregrinação para Jerusalém. Esse simbolismo torna-se mais evidente no caminho de Maria para o templo. Segundo o Evangelho apócrifo de Tiago, Maria foi levada ao templo por seus pais Joaquim e Ana quando tinha 3 anos, e lá permaneceu durante nove anos até o seu noivado com José. Nas pinturas sacras existem inúmeras ilustrações sobre esse tema, que mostram como a pequena Maria subiu os quinze degraus do templo para se dedicar à grande tarefa que tinha pela frente. Ao subir esses degraus ela se torna, de certa maneira, a Lua cheia, o símbolo da mulher e mãe totalmente desabrochada, pois, como Mãe de Deus, ela mesma passa a ser mais tarde um emblema do templo (Mãe Igreja), que traz o Divino para o mundo. Por Maria reunir em si, sob diversos aspectos, o simbolismo lunar das grandes rainhas celestes dos tempos antigos, não é de se estranhar que o número da Lua cheia esteja relacionado com essa consagração. Como 3 x 5 = 14, também faz a ligação entre o 3 divino e o 5, o número dos homens. Essa ligação encontra-se nos quinze mistérios do rosário, que o fiel reza dez vezes, e que o faz recordar os 150 salmos. A maturidade que a Lua cheia atinge no décimo quinto dia, assim como o fato de ela depois minguar e desaparecer, é evocada no conto de fadas “A Bela Adormecida”, que no seu aniversário de 15 anos encontra a chave para a porta proibida. Contudo, passam-se cem anos até que a Bela Adormecida seja beijada e acorde. A Lua, entretanto, surge novamente já no décimo sétimo dia depois da Lua cheia.


A Tabuada da Bruxa =


Um quadrado com 3 x 3 campos possui 9 lugares que são preenchidos dessa forma:

1 / 2 / 2

4 / 5 / 6

7 / 8 / 9


Precisareis entender! Do um, dez fareis,

( O campo 1 vira 10 e o 1 desaparece.)

10 / 2 / 3

4 / 5 / 6

7 / 8 / 9


O dois deixareis, o três igualareis, e assim já sois rico.

( O 2 passa para o campo seguinte, assim como o 3. Eles empurram consigo todos os outros números. )

10 / - / 2

3 / 4 / 5

6 / 7 / 8


Lançar quatro fora!

( O campo 4 agora também está vazio. )

10 / - / 2

3 / - / 5

6 / 7 / 8


Dos cinco e dos seis assim diz a bruxa, sete e oito fareis,

( 5 e 6 são substituídos por 7 e 8 )

10 / - / 2

3 / - / 7

8 / - / -


E assim está encerrada: E os nove são um, e os dez são nenhum.

( O 1 vai para o nono campo, e o 10 é cortado. )

- / - / 2

3 / - / 7

8 / 1 / -


Essa é a tabuada da bruxa!

( Com o “valioso” conhecimento, que o 15 é a soma de cada linha, pode-se facilmente completar os números que foram “perdidos”. )

4 / 9 / 2

3 / 5 / 7

8 / 1 / 6

A soma de qualquer coluna, também de qualquer fileira e qualquer diagonal completa é sempre 15.

( A soma dos números 10, 2 e 3 resulta em 15, informação valiosa, por esse ser o número do quadrado mágico. )


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Akin Lan Feng
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Numerologia pt 4

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:08 pm

16 ) DEZESSEIS : O número da divisão sutil ou da fragmentação =

Dezesseis é o número da perfeição, pois ele reflete a sutil estrutura da realidade. Segundo ensinamentos da Antiguidade, toda a criação foi formada pelos quatro elementos: fogo, terra, ar e água, que se subdividem em dezesseis subelementos. Como o fogo do fogo, água do fogo, ar do fogo, terra do fogo, e assim por diante, eles desempenham um papel importante sobretudo no conceito de mundo da magia e foram introduzidos no Tarô por Aleister Crowley. Em suas cartas, A Carruagem, em cujo dossel pode-se ler o famoso Abracadabra, é puxada por quatro esfinges singulares. A esfinge clássica tem a cabeça de um homem, as asas de uma águia, o corpo de um touro, e a cauda e as patas de um leão. Contudo, nesses animais que puxam a carruagem, as “peças elementares” foram trocadas entre si, como em um quebra-cabeças de empurrar as peças, mostrando as dezesseis possibilidades com as quais os quatro elementos se deixam combinar. As dezesseis Cartas da Corte, que simbolizam pessoas no Tarô de Crowley, são também categorizadas segundo esse princípio. Nelas, o cavaleiro de Bastões representa o fogo do fogo, e é, assim, a representação da forma mais pura da energia do fogo; a Rainha dos Bastões, por sua vez, simboliza a água do fogo; o Príncipe, o ar do fogo; e a Princesa, a terra do fogo. As energias mais puras são personificadas por conseguinte pela Rainha de Copas (água da água), Príncipe de Espadas (ar do ar) e a Princesa de Discos (terra da terra). Quando equiparamos fogo com vontade, água com sentimentos, ar com pensamento e terra com sensualidade, obtemos dezesseis nuances.

Cavaleiro = Bastões (Fogo do Fogo , Vontade Pura) ; Copas (Fogo da Água , Sentimentos acentuados pela vontade) ; Espadas (Fogo do Ar , Pensamento acentuado pela vontade) ; Discos (Fogo da Terra , Sensualidade acentuada pela vontade)

Rainha = Bastões (Água do Fogo , Vontade acentuada pelos sentimentos) ; Copas (Água da Água , Puros sentimentos) ; Espadas (Água do Ar , Pensamento acentuado pelos sentimentos) ; Discos (Água da Terra , Sensualidade acentuada pelos sentimentos)

Príncipe = Bastões (Ar do Fogo , Vontade acentuada pela razão) ; Copas (Ar da Água , Sentimentos assinalados pela razão) ; Espadas (Ar do Ar , Pura razão) ; Discos (Ar da Terra , Sensualidade pura)

Princesa = Bastões (Terra do Fogo , Vontade com um toque de sensualidade) ; Copas (Terra da Água , Sentimentos com um toque de sensualidade) ; Espadas (Terra do Ar , Pensamento com um toque de sensualidade) ; Discos (Terra da Terra , Sensualidade pura)


O 16 como expressão da multiplicidade harmônica, da divisão sutil, que é o resultado da potencialização do 4 terreno, também é encontrado na arte sacra. A cúpula da famosa Mesquita Azul, em Istanbul, é formada por dezesseis segmentos que se unem no centro. O Cristianismo interpretava esse número, além disso, como a soma dos doze apóstolos aos quatro Evangelhos que anunciaram. Por isso, não é de admirar que a mais importante casa de Deus no mundo católico, a Basílica de São Pedro, em Roma, tenha uma cúpula com dezesseis painéis com imagens. O simbolismo desse número possui também um lado problemático. Como potencialização do 4 terreno, ele pode conter em si uma concentração enorme de energia material. Na Antroposofia existe o conceito dos dezesseis caminhos da decomposição como polo oposto aos oito caminhos da salvação dos budistas. Com base nisso, Rudolf Steiner alertou sobre o perigo de o homem ligar-se muito profundamente a cada uma das suas encarnações. Se o fizer dezesseis vezes seguidas, ele sai da cadeia de encarnações que o levam adiante e precisará encarar, em sua próxima encarnação, em condições consideravelmente mais difíceis. O outro lado da moeda da perfeição surge também, tão logo a força purificadora saia do centro. Então o 16 torna-se o número da fragmentação. O Tarô mostra esse difícil aspecto na carta A Torre. Ela desaba, pois a sua coroa, o símbolo da força central, é atingida por um raio e é derrubada. Em Tarôs mais antigos, como o de Marselha, essa carta é chamada estranhamente de “A casa de Deus”. Será que temos aqui uma alusão à “cúpula” da Igreja cristã, que se fragmenta, porque a força unificadora do centro se rompe?


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17 ) DEZESSETE : O número da nova esperança =

No fim do seu ciclo, a meia-lua minguante pode ser vista uma última vez, ao leste, um pouco antes do nascer do Sol. Depois, seguem-se três noites sem Lua, antes de a fina meia-lua crescente surgir novamente no horizonte oeste anunciando o início de uma nova fase. Esse fenômeno foi evidentemente o exemplo celeste para os rituais de nascimento e morte das religiões de mistérios, nas quais a ressurreição sempre ocorre no terceiro dia. Nós encontramos esse mesmo tema também em histórias que nos relatam viagens de três dias pela escuridão. Assim, a deusa suméria Inanna desceu ao submundo por três dias e três noites para encontrar-se com sua irmã das trevas, a deusa da morte Ereschkigal; a nona praga trouxe três dias de escuridão sobre o Egito (Êxodo 10:21); Jonas foi engolido pela baleia para depois de três dias e três noites ser cuspido para fora (Jonas 2:1); por meio do que aconteceu em Damasco, Saulo tornou-se Paulo, depois de três dias de cegueira (Ap 9:1-29), e a Bíblia relata que Cristo ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. Contando a partir da última Lua cheia, o quarto crescente da próxima Lua nova surge no décimo sétimo dia, passando a ser um símbolo de uma nova esperança e um novo futuro. A luz no fim do túnel, ou a fonte da juventude são analogias a esse número, que também anunciou o fim da mais terrível das enchentes: como consta na Bíblia, a arca de Noé parou no Monte Ararat no décimo sétimo dia do sétimo mês do dilúvio. O número 17 também representa o instante em que a Fênix ressuscita das cinzas. Levando em consideração que no simbolismo ocidental o pavão corresponde à Fênix, compreendemos por que numa representação de um pavão da idade Média a sua cauda possui dezessete penas e olhos.

A décima sétima carta do Tarô, A Estrela, mostra a água da vida, da qual podemos tirar esperança de um futuro novo e feliz, juntamente com outros símbolos que indicam o futuro. Diz-se que a estrela principal de oito pontas, no meio das outras sete menores, representa Sofia, cercada pelas sete colunas da sabedoria. Naturalmente, as estrelas representam também o olhar para o futuro que a Astrologia nos possibilita e, do mesmo modo, como uma estrela-guia, nos proporciona orientação, objetivos e visões. O mesmo vale para o pássaro que vemos na árvore. Entre os deuses e deusas da Antiguidade, aqueles que podiam enxergar o futuro eram acompanhados por um pássaro. Eles eram: Íbis, equivalente a Thot, o deus egípcio da sabedoria; Hugin e Munin, os corvos que acompanhavam o germânico Odin; e os grous que eram considerados sagrados por Apolo, o senhor do famoso Oráculo de Delfos. Nós encontramos esse número cósmico em uma das construções mais famosas do mundo, o Templo Partenon na Acrópole em Atenas. Olhando o templo de lado, vemos dezessete colunas e de frente vemos oito. Dessa maneira, esse templo consagrado à padroeira da cidade, Palas Atena, reúne o número da justiça (Cool ao número da visão e da ordem cósmica (17). Nós encontramos o dezessete como semente do novo também na história da vida de Jesus. O último relato sobre a sua infância nos Evangelhos é de quando ele entra no templo aos 12 anos; depois disso, ele somente volta a ser citado dezessete anos mais tarde no seu batismo no Rio Jordão, que é o início da sua atuação. Também o milagre de Pentecostes, com o qual o Cristianismo começa a se expandir, foi testemunhado, segundo a Bíblia, por pessoas de dezessete povos. Como símbolo de esperança também encontramos esse número oculto no Santo Rosário completo, onde a Ave Maria é rezada 153 vezes, sendo 153 a soma dos números de 1 até 17, e também nove vezes 17.


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18 ) DEZOITO : O número da escuridão e do limiar para a luz =

O 18 é um número ambivalente, cujos significados claros e sombrios possuem uma equivalência celestial. A cada 180 dias, aproximadamente, ocorre um solstício seguinte, no início da metade escura. A ambivalência mostra-se também no fato de 18 ser o resultado de 3 x 6. Isso o torna um símbolo na forma tríplice da estrela de seis pontas, mas, por outro lado, nos lembra também do tríplice seis, o número da Besta do Apocalipse, 666, cuja soma transversal resulta em 18. Na Antiguidade, o 18 era considerado sagrado e representava a totalidade. Os celtas, por exemplo, tinham um alfabeto de dezoito runas, formado por treze consoantes e cinco vogais. Esses caracteres não eram “meras” letras, mas sim caracteres sagrados –hiero (=sagrados) –glifos (= caracteres). Portanto, a sua quantidade não foi determinada aleatoriamente, tampouco por razões funcionais, mas sim muito bem calculada. Essas dezoito runas personificavam a totalidade sagrada não apenas como peças da linguagem, mas serviam ao mesmo tempo como um calendário das árvores. As treze consoantes representavam os cinco marcos no decorrer do ano solar: o dia mais longo, o dia mais curto, os dois dias de equinócio e o dia do ano-novo, dia em que o Sol renascia. Cada runa correspondia a uma árvore, cujo nome começava com essa runa, representando uma consoante e um mês, ou uma vogal e um dia. As runas, propriamente, eram esculpidas apenas em galhos (“Stäbchen” em alemão) da madeira da faia (“Buche” em alemão), que juntas formaram a palavra “Buchenstäbchen” – galhos de faia. Que mais tarde passaram a ser chamados de “Buchstaben”, que significa “letras” em alemão. Os druidas celtas atribuíam a esses hieróglifos poderes mágicos, por isso as runas eram usadas originalmente como oráculo. Com essa finalidade os druidas jogavam as runas e liam, então seu significado isolado. Dessa leitura dos galhos de faia, desenvolveu-se o que hoje é a leitura das letras. Os germânicos diziam que o seu deus da sabedoria, Odin, sabia dezoito coisas. Segundo a tradição, Odin descobriu as dezoito runas depois de ter ficado pendurado por nove dias na árvore do mundo, Yggdrasil. O número 9 é conhecido como um típico número iniciático mas ele é também 3 x 3, o número sagrado da tríplice Deusa da Lua e isso vale também para o 18, como 9 duplo. Diante do seu forte simbolismo matriarcal-lunar, não é de surpreender que o 18 também apreça relacionado a Maria. Conta-se que ela apareceu dezoito vezes em Lourdes em 1858, e segundo as visões da Irmã Maria de Agreda, dezoito serafins cercaram Maria na sua Assunção. Esses anjos do supremo amor divino a carregam desde então em algumas pinturas na sua Assunção ao Paraíso. O 18 desempenha também um papel importante nos ritos iniciáticos de sociedades secretas, como pode ser visto na “Flauta Mágica” de Mozart, que é notoriamente repleta de símbolos maçônicos. Nessa opera, o misterioso mágico Sarastro canta dezoito vezes, e o seu nome é pronunciado e cantado também dezoito vezes, e o seu nome é pronunciado e cantado também dezoito vezes. Como sumo sacerdote, ele é cercado por dezoito iniciados, que, em três grupos de seis formam um triângulo, enquanto cantam o coro número 18 “Oh, Ísis e Osíris”. O lado escuro do dezoito aparece relacionado sobretudo com todos os eclipses solar e lunar, que se repetem a cada dezoito anos na mesma sequência. Os sacerdotes que estudavam as estrelas previam os eclipses com a ajuda de círculos de pedras, como o Stonehenge. Esse fenômeno, que foi descoberto pelos caldeus há cinco mil anos, é chamado de Séries de Saros (do babilônio “sar” = universo, repetição), ou também de Período Caldeu. Depois de uma Série de Saros de dezoito anos, onze dias sete horas e 42 minutos (= 6585 1/3 dias) todos os eclipses repetem-se na mesma sequência. Contudo, eles não são exatamente idênticos, apenas se parecem, pois não acontecem no mesmo local, e sim movem-se um pouco mais adiante a cada vez. É necessário que passem de 1200 a 1400 anos para que um eclipse ocorra exatamente no mesmo local. Esse intervalo de tempo completo é chamado de Ciclo de Saros. Na mística numérica cristã, o 18 representa tanto o tempo de sofrimento quanto a cura, pois o evangelho de Lucas conta como Jesus curou uma mulher de sua paralisia, que já durava dezoito anos. De um certo modo, esse simbolismo reflete-se no tarô. Nele, a Lua, a décima oitava carta dos Arcanos Maiores, representa o limiar atrás do qual podemos encontrar a meta, a luz e a cura. O caminho até lá equivale a uma trilha na beira do abismo, que tanto pode dar certo como contém o perigo do fracasso.


O Alfabeto Celta da Árvore=

Runa B = Nome: Beth / Árvore Correspondente: Bétula / Época do ano correspondente: de 24.12 até 20.01

Runa L = Nome: Luis / Árvore Correspondente: Tramazeira / Época do ano correspondente: de 21.01 até 17.02

Runa N = Nome: Nion / Árvore Correspondente: Freixo / Época do ano correspondente: de 18.02 até 17.03

Runa F = Nome: Fearn / Árvore Correspondente: Amieiro / Época do ano correspondente: de 18.03 até 14.04

Runa S = Nome: Saille / Árvore Correspondente: Salgueiro / Época do ano correspondente: de 15.04 até 12.05

Runa H = Nome: Uath / Árvore Correspondente: Piriteiro / Época do ano correspondente: de 13.05 até 09.06

Runa D = Nome: Duir / Árvore Correspondente: Carvalho / Época do ano correspondente: de 10.06 até 07.07

Runa T = Nome: Tinne / Árvore Correspondente: Azevinho / Época do ano correspondente: de 08.07 até 04.08

Runa C = Nome: Coll / Árvore Correspondente: Aveleira / Época do ano correspondente: de 05.08 até 01.09

Runa M = Nome: Muin / Árvore Correspondente: Videira / Época do ano correspondente: de 02.09 até 29.09

Runa G = Nome: Gort / Árvore Correspondente: Hera / Época do ano correspondente: de 30.09 até 27.10

Runa NG = Nome: Ngetal / Árvore Correspondente: Junco / Época do ano correspondente: de 28.10 até 24.11

Runa R = Nome: Ruis / Árvore Correspondente: Sabugueiro / Época do ano correspondente: de 25.11 até 22.12

Runa A = Nome: Ailm / Árvore Correspondente: Abeto / Época do ano correspondente: 21.12

Runa O = Nome: Onn / Árvore Correspondente: Tojo / Época do ano correspondente: 21.03

Runa U = Nome: Ura / Árvore Correspondente: Urze / Época do ano correspondente: 21.06

Runa E = Nome: Eadha / Árvore Correspondente: Choupo / Época do ano correspondente: 23.09

Runa I = Nome: Idho / Árvore Correspondente: Teixo / Época do ano correspondente: Noite do solstício de inverno.

As runas também servem de calendário.


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19 ) DEZENOVE : O número áureo =

Desde o ano 325, todo o mundo cristão celebra a Páscoa no domingo seguinte à primeira Lua cheia de primavera. Se na ocasião do primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, as partes que discutiam o assunto já tiveram dificuldade em tomar uma resolução, o cálculo exato dessa data teria causado muito mais dores de cabeça em um mundo sem calculadoras ou computadores, pois, como se sabe, o ciclo lunar não corresponde exatamente ao decorrer do ano solar. Contudo, por sorte, o matemático e astrônomo grego, Meton, já havia feito, muito antes, uma descoberta importante. Em 342 a.C ele descobriu que 235 meses lunares correspondem exatamente a dezenove anos. Por essa razão, depois de dezenove anos todas as fases lunares caem exatamente no mesmo dia do nosso calendário. Se, por exemplo, em um ano o dia 1° de janeiro tiver Lua cheia, então, dezenove anos depois será assim também. Por isso, se diz que o 19° é o número do sol vitorioso, pois, depois desse intervalo de tempo, a Lua se “submete” à ordem solar. O intervalo de tempo de dezenove anos é chamado de ciclo Metônico, em homenagem ao seu descobridor. O 19 é a base do calendário judaico, e tornou-se o número áureo no cálculo da festa da Páscoa cristã. Para isso divide-se o número do ano, cuja festa da Páscoa se queira encontrar por 19, e encontra-se então a primeira Lua cheia da primavera no ano com base nesse resultado e a ajuda de tabelas. O ciclo metônico corresponde astrologicamente ao movimento do eixo dos nódulos lunares, que dá uma volta completa pelo horóscopo no decorrer de dezenove anos, dividindo a nossa vida em quatro fases: a alvorada, a manhã, a tarde e a noite. O 19 aparece, sobretudo no Islã, nas posições e lugares mais sagrados. Dezenove portais conduzem ao pátio interno que cerca a Caaba. A famosa Mesquita de Córdoba, que já foi a segunda maior do mundo, também possui dezenove portais de entrada. Um arco de dezenove partes com imagens da Árvore da Vida, fica na entrada do Mihrab, o nicho de oração octogonal que simboliza a presença do profeta Maomé, e o Mimbar, o púlpito do Imã, tem dezenove degraus. O Alcorão sagrado compreende 114 Suras ( = 6 x 19 ) ; todas começam com a introdução “Em nome de deus (Alá), O Clemente, O Misericordioso”, que em árabe possui dezenove caracteres (Bismillahir Rahmanir Rahim). Alá é mencionado 2.698 vezes no Alcorão, quer dizer, 142 x 19. E na Sura 74, verso 30, está escrito (a depender da tradução): “sobre ele/eles”, ou “acima são dezenove”, ou também “dezenove foram colocados sobre eles”. Talvez, trate-se, nessa frase, que é considerada muito difícil de ser interpretada, de uma analogia ao significado cósmico do 19. Assim como o ano tem doze meses e a semana sete dias, nos céus existem doze signos e sete planetas. Por essa razão, na Idade Média, via-se a soma dezenove um símbolo de totalidade cósmica.

No Tarô, o cosmos e o número áureo são mostrados na décima nona carta, O Sol. Essa carta representa, sobretudo no baralho de Aleister Crowley, no qual o simbolismo alquímico desempenha um papel importante, a grande obra bem-sucedida, o ouro alquímico e, no plano humano, a totalidade alcançada. Enquanto o Sol gira e passa seus raios pelos signos do Zodíaco, as duas crianças flutuam em direção ao cume da experiência mística da totalidade, que se encontra dentro dos muros do paraíso, que não podem ser ultrapassados pela consciência polarizada. 19 x 19 resulta em 361, um número a mais do que os 360 graus do círculo. O um seria, então, símbolo do impulso criador divino, o ponto no seu centro, como o símbolo do Sol é conhecido na Astrologia. Com tanta coisa boa associada a esse número, não é de surpreender que o simbolismo do 19 também possua um polo contrário. Algumas pessoas veem nele o número da imperfeição, aquele ao qual algo falta, o divino que conduz à salvação, que por sua vez é simbolizado pelo 20.


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20 ) VINTE : O número da lei e da misericórdia =

O 20 é considerado o número gêmeo do 10 e o seu complemento no simbolismo numérico. Ele é o símbolo da união deste mundo com o além, já que ele complementa o 10, que representa a criação (a Árvore Sephirótica), com o mundo paralelo invisível, a realidade por trás da realidade. Como produto de 5 x 4 = 20, ele é, além disso, um símbolo da lei e da misericórdia. Nesse caso, o 5 representa o Velho Testamento, que começa com os cinco livros de Moisés, aquele que, com os Dez Mandamentos, mantiveram a lei da Antiga Aliança. O 4 simboliza, por sua vez, o Novo testamento, no qual os quatro Evangelhos iniciais anunciam a mensagem da misericórdia. A interpretação relatada nos quatro Evangelhos que o homem peca com seus cinco sentidos, podendo ser apenas redimido pela história da salvação, também contribuiu para tornar o 20 o número da salvação. Esse significado já existia na antiga Israel. Como a Bíblia relata, o Templo de Salomão tinha três vezes 20 côvados de comprimento e 20 côvados de largura. Na sua frente encontrava-se o altar dos sacrifícios de 20 côvados de largura e comprimento, e o Santo dos Santos era uma sala no Templo, que tinha 20 côvados de comprimento, 20 de largura e 20 de altura. Dentro dela era guardada a Arca da Aliança, com as tábuas dos Dez Mandamentos e também um pote com maná e o cajado de Aarão. Sobre a Arca, dois enormes querubins a guardavam, cujas asas tinham uma envergadura de 20 côvados. Apenas uma pessoa podia entrar, uma vez ao ano, nessa sala sagrada. No dia da Expiação (Yom Kippur em hebraico) o Sumo Sacerdote de Israel transpunha o véu e derramava o sangue de um carneiro sacrificado por sobre a Arca. Dessa maneira já se tinha aqui uma ligação entre a lei (os Dez Mandamentos dentro da Arca), e a misericórdia, que era dada ao povo em forma de perdão e reconciliação.

A vigésima carta dos Arcanos Maiores no Tarô é um símbolo de misericórdia e salvação. Ela mostra a ressurreição dos mortos no Juízo Final. A bandeira da ressurreição, na trombeta do Arcanjo Gabriel, também anuncia o fim da Quaresma, e a chegada da hora da salvação. Sob o prisma do simbolismo numérico, também é interessante observar que em representações mais antigas do Tarô havia nessa carta três pessoas que ressuscitavam de um túmulo quadrado. Dessa maneira, o divino (o número 3) é liberado do terreno (o número 4), como no final dos contos de fadas, onde o príncipe ou a princesa é libertado da sua forma encantada. Mesmo com a duplicação desse simbolismo no Tarô de Rider, onde agora se veem dois grupos de três pessoas, esse significado original de salvação é mantido. O sistema decimal, amplamente difundido entre nós, surgiu por fazermos contas com os dez dedos. Somados aos dez dedos dos pés, temos vinte como medida do homem – medida essa bastante difundida nos tempos antigos. Os maias e outras culturas antigas da Mesoamérica, faziam contas com um sistema numérico vigesimal. Em algumas línguas europeias, também existem referências ao vinte como medida. Não é somente no francês que o número 80 é formado por 4 x 20 (quatre-vingts), também no gaulês e no dinamarquês encontramos essa forma de expressão. Os bascos fazem contas até hoje com um sistema vigesimal. No inglês existe uma palavra empregada especialmente para designar o vinte: “score”. Carlos Magno instituiu um sistema monetário que foi empregado durante toda a Idade Mádia, no qual uma libra valia 20 sólidos (francês sous ; inglês shilling) ou 240 denários, um sistema que foi substituído na Inglaterra, pelo decimal apenas no ano de 1971.


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21 ) VINTE E UM : O número da integridade =

O 21 simboliza a perfeição, a plenitude e a totalidade maior. Associamos esse número sobretudo à maioridade tradicional. No Tarô, ele é o maior dos Arcanos Maiores, pois a vigésima segunda carta, O Louco, não tem normalmente uma numeração, ou então, tem a cifra zero. As 21 cartas numeradas são consideradas símbolos do caminho de vida dos homens, e a vigésima primeira estação representa o alvo que se quer atingir. Na vivência exterior ela representa o lugar ao qual pertencemos, que é o nosso verdadeiro lar. Como experiência íntima, ela representa a totalidade, a meta no processo de individualização, como C.G, Jung chamou o caminho para a autorrealização. Em vista dessa riqueza de significados, seria de esperar uma quantidade grande de analogias ao 21, mas há apenas algumas poucas. Se o 7, como soma do 3 divino e do 4 terreno, já era um símbolo da totalidade, principalmente de uma parte de um caminho, de um completo intervalo de tempo, o 21, sendo 3 x 7, é um símbolo da totalidade maior. Da mesma maneira, como é necessário dizer algo três vezes nos contos de fadas para que esse algo valha, o 21, sendo 3 x 7, representa três vezes a totalidade, o que poderia ser chamado de “totalmente completo”. A totalidade como fruto do processo de individuação pode ser vista também no casamento sagrado, o arquétipo da união madura e bem-sucedida do interior de um homem e uma mulher. Para os alquimistas, o hermafrodita era o símbolo dessa união perfeita que o número 21 espelha, pois, visualmente, o 2 feminino está do lado esquerdo – o lado feminino -, à mesma altura e ao lado do 1 masculino, que está do lado direito – o lado masculino -, ambos unidos na totalidade maior do 21. A união bem-sucedida já foi tema da estrela de seis pontas e, com isso, do número 6. Como soma dos seis primeiros números ( 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 = 21 ), e também de todos os lados de um dado numérico, o 21 simboliza, por sua vez, a união, porém em um plano maior, mais abrangente e mais elevado. A Bíblia menciona esse número em apenas um contexto importante. No livro da Sabedoria (7:22:23) são enumerados 21 atributos da sabedoria: espírito inteligente ; santo ; único ; múltiplo ; sutil ; ágil ; perspicaz ; sem mancha ; límpido ; invulnerável ; amante do bem ; penetrante ; incoercível ; benfazejo ; amigo dos homens ; constante ; seguro ; sem inquietações ; que tudo pode ; que tudo supervisiona ; que penetra todos os espíritos. Aquele que interioriza esses 21 atributos atinge, certamente, a maioridade no plano espiritual.


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22 ) VINTE E DOIS : O número dos caminhos =

O número 22 é um número significativo sobretudo no Judaísmo. A Bíblia dos hebreus consiste em 22 livros que, como o Velho testamento, são o início da Bíblia cristã. A Menorá, o candelabro de sete braços, é adornado desde os tempos de Moisés por 22 flores de amendoeira. Segundo a tradição judaica, houve 22 gerações de Adão a Jacó, o patriarca das doze tribos de Israel. O alfabeto hebraico consiste em 22 letras que também podem ser lidas como números e, além disso, possuem um valor simbólico próprio. Elas são consideradas elementos constitutivos do universo. Essas 22 letras correspondem a 22 caminhos, que ligam as dez Sephiroth (centros de força divina) na Árvore da Vida da Cabala. Vinte e dois também é a quantidade de cartas dos Arcanos Maiores do Tarô, que descrevem o caminho da vida do homem em três vezes sete fazes. Vinte e dois dividido por sete é igual a Pi, o número misterioso que na matemática é tido como irracional e transcendente 3,1415926535..., a chave para o cálculo do círculo. O círculo ou o zero são, por sua vez, o símbolo do Louco, a vigésima segunda carta, que se encontra no início e no fim desse caminho.



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OUTROS NÚMEROS ENTRE 24 E 1001



24 ) VINTE E QUATRO =
É um símbolo da totalidade, por ser o número das horas do dia, dias dúzias, e a quantidade de dias do calendário do Advento. Pelo fato de o alfabeto grego possuir 24 letras, os pitagóricos já enxergavam nesse número um símbolo da plenitude. Também o ouro puro possui 24 quilates.
25 ) VINTE E CINCO =
É um número significativo no mundo da magia, por ser a soma dos primeiros cinco números masculinos 1 + 3 + 5 + 7 + 9, e também o quadrado do número do pentagrama, o cinco ( 5 x 5 ).
26 ) VINTE E SEIS =
Valor numérico do Tetragramaton, as quatro consoantes com as quais o nome de Deus, em hebraico, Jeová, ou Javé é escrito: JHVH
27 ) VINTE E SETE =
Número lunar, pois a Lua percorre o Zodíaco em pouco mais de 27 dias. Por 3 ser o número sagrado da tríplice Deusa da Lua, 3 x 3 x 3 = 27 é considerado, naturalmente, também sagrado.
28 ) VINTE E OITO =
Número do ciclo e da perfeição. Quantidade das falanges dos dedos de ambas as mãos. Quantidade das estações da Lua, que completa o seu ciclo no vigésimo oitavo dia, da mesma maneira que o ciclo menstrual, que tem, em média, 28 dias. Por essa razão, esse número é também um símbolo de um longo caminho que conduz de volta ao princípio. Assim, a Bíblia narra as 28 estações dos judeus no seu caminho do Egito para o Sinai; e na Catedral de Freiburg, 28 figuras simbolizam o caminho para Deus. 28 também é a soma dos sete primeiros números ( 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 ) e é considerado, juntamente com o 6, o segundo número perfeito, por ele ser o resultado da soma dos números pelos quais ele pode ser dividido sem deixar resto: 1 – 2 – 4 – 7 – 14. Na Idade Média, os números 6 e 28 eram considerados elementos constitutivos do universo. A Terra foi criada em seis dias, e a Lua circunda a Terra em 28 dias. Por esses números serem tão perfeitos, na opinião do filósofo e teólogo da Igreja, Agostinho, eles não precisaram ser criados por Deus, e puderam ser usados diretamente. Os gregos conheciam outros dois números perfeitos: 496 e 8.128. O quinto, e até agora o último, foi descoberto apenas na Idade Moderna: 33.550.336.
32 ) TRINTA E DOIS =
Número perfeito na Cabala, que é o resultado da soma das Dez Sephiroth e dos 22 caminhos da Árvore da Vida. É a quantidade de das peças do xadrez, e das cartas do Skat e de outros jogos.
33 ) TRINTA E TRÊS =
É um símbolo da perfeição por ser o número dos anos de vida de Jesus. Segundo os relatos dos evangelistas, é também a quantidade dos milagres que Jesus realizou. Por esse motivo, Antonio Gaudí colocou um quadrado mágico com a soma 33 junto à escultura do beijo de Judas na Catedral da Sagrada Família em Barcelona.
1 / 14 / 14 / 4
11 / 7 / 6 / 9
8 / 10 / 10 / 5
13 / 2 / 3 / 15
Na mística bizantina existe uma escada mística com 33 degraus, que vão da Terra para o Céu, e na Maçonaria existem 33 graus iniciáticos. Diz-se que eles estão representados por 33 figuras de pedra na Catedral de Metz.
40 ) QUARENTA =
Limite de tempo significativo. Soma das 28 estações da Lua e dos doze signos zodiacais. A chuva que caiu durante quarenta dias e noites trouxe o dilúvio. Segundo a mitologia hebraica, Deus abriu as comportas do céu, tirando uma das Plêiades do firmamento como se fosse uma tampa. Certamente, essa imagem surgiu originalmente do fato de a constelação das Plêiades “desaparecer” dos céus do Oriente próximo anualmente durante quarenta dias e nessa época chover fortemente. A partir dessa descoberta, quarenta passa a ser o número da fuga, do refúgio, o número da expectativa, do jejum e da preparação. O povo de Israel peregrinou quarenta anos pelo deserto. Moisés esperou quarenta dias no Monte Sinai pelos Dez Mandamentos, e Elias viajou durante quarenta dias para o Monte Horebe. Jesus jejuou quarenta dias no deserto; ficou quarenta horas sepultado, e entre a sua ressurreição e a sua ascensão passaram-se quarenta dias. O luto em algumas sociedades demora quarenta dias, e também o tempo de limpeza, a quarentena, que vem do quarenta (40) italiano. Diz-se que Deus amassou a lama da qual ele criou Adão durante quarenta dias. Quarenta também é um número muito usado no mundo islâmico para arredondar quantias, conhecido entre nós por meio de “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”.
49 ) QUARENTA E NOVA =
Número da conclusão: 7 x 7. Pentecostes é celebrado 49 dias depois da Páscoa. A palavra Pentecostes vem do grego, Pentekoste, que significa cinquenta, pois na antiguidade um intervalo de tempo incluía também o primeiro e o último dias.
50 ) CINQUENTA =
O número do júbilo. Símbolo do descanso de Deus, 7 x 7 + 1, o grande sabá da criação. Na antiga Israel, a cada cinquenta anos era festejado o ano jubilar, no qual não se semeava nem se fazia colheita, e era iniciado com o toque de uma trombeta de chifre de carneiro. Nesses anos especiais, os escravos recebiam a liberdade, as dívidas eram perdoadas e as terras restituídas aos seus proprietários originais.
52 ) CINQUENTA E DOIS =
Quantidade de semanas de um ano.
60 ) SESSENTA =
O número sagrado dos babilônicos, que até hoje é a base do cálculo do círculo (360°) e das horas (60 segundos e minutos).
64 ) SESSENTA E QUATRO =
Número da sorte e da totalidade, conhecido sobretudo na Ásia, 8 x 8. O tabuleiro de xadrez, originário da Índia, tem 64 casas e o Kamasutra mostra 64 posições. O I Ching é constituído por 64 hexagramas, que correspondem às 64 possibilidades de combinações dos tripletos, as menores unidades do código genético que formam o nosso DNA.
66 ) SESSENTA E SEIS =
A soma de 1 a 11. O valor numérico árabe para o nome de Deus: “Alá”.
70 ) SETENTA =
Número usado na Bíblia para arredondar, por ser igual a dez vezes o sete sagrado. Intervalo de tempo simbólico para a duração de uma vida. Também é o número da dignidade, pois o Sinédrio era constituído por setenta membros dignos.
72 ) SETENTA E DOIS =
Número do nome Divino. A Cabala ensina que o nome de Deus tem 72 letras ou Deus tem 72 nomes, que dão nome aos 72 anjos. Segundo a Bíblia, esse também era a quantidade dos povos e línguas do mundo, na época em que foi escrita. A cada 72 anos o Zodíaco Sideral desloca-se um grau (precessão0.
78 ) SETENTA E OITO =
Soma de todos os números de 1 a 12. Por doze simbolizar a totalidade, a soma de suas partes representa o “grande doze”, e com isso a totalidade maior. O 78 tem o mesmo significado por ser a soma de todas as cartas do Tarô.
114 ) CENTO E QUATORZE =
6 x 19. Resultado da multiplicação do 6 perfeito pelo 19, número rico em simbolismo, sobretudo no Islamismo. Quantidade das Suras no Alcorão. O Evangelho gnóstico de Tomé compreende 114 ditos ou ensinamentos de Jesus (Logia).
144 ) CENTO E QUARENTA E QUATRO =
12 x 12 chamado no alemão de a “dúzia gorda”. A palavra grosa (doze dúzias) para uma quantidade de 144 unidades, originou-se da expressão francesa “la grosse douzaine”. Segundo o Apocalipse, essa é a medida dos muros de Jerusalém celeste, e 144 mil é a quantidade dos que serão eleitos e salvos. Com isso, é um símbolo da perfeição e estabilidade.
153 ) CENTO E CINQUENTA E TRÊS =
Número do Papa, pois, segundo a Bíblia (Jo 21:11), Pedro, o primeiro Papa, pescou 153 peixes. O 153 é profundamente ligado ao 17, o número da nova esperança, pois ele é tanto o resultado de 9 x 17, como também a soma de todos os números de 1 a 17. Além disso, ele é a soma dos números cúbicos de suas partes = 1³ + 5³ + 3³ = 1 x 1 x 1 + 5 x 5 x 5 + 3 x 3 x 3 = 153
354 ) TREZENTOS E CINQUENTA E QUATRO =
Quantidade dos dias de um ano lunar.


666 ) SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS =
Esse número é um enigma de quase dois mil anos, e até os dias de hoje ainda não foi desvendado satisfatoriamente. Desde que João, o evangelista, escreveu a sua dramática visão do fim do mundo iminente, por volta do fim do primeiro século, esse número tornou-se a própria representação do mal. No Apocalipse, o último livro da Bíblia, está escrito que ele é o símbolo da Besta, do Anticristo, que irá tiranizar s homens com o seu reinado de horror no final dos tempos. Desde então, não existiu mais nenhuma geração no ocidente cristão que não tenha encontrado a sua interpretação convincente e inequívoca desse número, uma vez que na Bíblia está escrito que esse é o número do nome de uma pessoa. Em todas as épocas esse número foi associado ao conceito vigente do que seria o inimigo: aos imperadores romanos, principalmente Nero e Calígula; aos Papas malquistos e naturalmente também a Maomé, Martinho Lutero e, obviamente, Hitler. E o que não faltam são novas interpretações. Certamente, nos últimos tempos, ele já deve ter sido associado a Osama Bin Laden. Já existe também um livro que aponta a Internet como a verdadeira obra do diabo, pois supostamente, por trás da abreviatura “www” esconde-se, nada mais, nada menos, que o número 666. Quem procura o mal dessa maneira geralmente não se incomoda se o resultado não se encaixa perfeitamente. Com um pouco de imaginação, ele tem sido até agora constantemente adaptado. Para atribuir o número a Hitler, por exemplo, é necessário pegar as letras na sequência do nosso alfabeto atribuindo o valor 100 à primeira letra: a = 100 , b = 101, c = 102, etc. Desse modo, obtém-se H = 107 , I = 108, T = 119, L = 111, E = 104, R = 117 e obviamente, o resultado da soma desses números é 666. Algumas pessoas quiseram deduzir até o momento do fim do mundo baseado nesse número. Contudo, tivemos a sorte de sobreviver sem maiores danos ao ano de 1998, apesar de esse número ser o resultado de 3 x 666, mesmo sabendo que algo passa a valer quando o dizemos ou fazemos três vezes. Essa máxima, que conhecemos dos contos de fadas, nos fornece uma explicação simples sobre o misterioso número 666. Se o seis é considerado mau, então três vezes seis é evidentemente maligno, e por assim dizer, profundamente nocivo. Existem, naturalmente, diversas interpretações interessantes sobre esse número, mesmo que sejam especulações. Uma delas diz respeito a um quadrado mágico muito apreciado, tanto na Antiguidade, quanto depois, na Renascença. Trata-se de fileiras de números que possuem sempre o mesmo resultado, tanto na horizontal quanto na vertical.
6 / 32 / 3 / 34 / 35 / 1 = 111
7 / 11 / 27 / 28 / 8/ 30 = 111
24 / 14 / 16 / 15 / 23 / 19 = 111
13 / 20 / 22 / 21 / 17 / 18 = 111
25 / 29 / 10 / 9 / 26 / 12 = 111
36 / 5 / 33 / 4 / 2 / 31 = 111
== 666
Como a soma de todas as fileiras desse quadrado resulta em três números 1, via-se nele, na Antiguidade, um símbolo do Sol. Ele era também um símbolo do culto de Mitras, um culto de mistério muito popular entre os soldados romanos. Como a soma dos resultados de todas as fileiras do quadrado resulta em 666, João, ao anunciar a sua visão apocalíptica, pode ter tido em mente esse culto, que era uma forte corrente religiosa, comparada com o jovem Cristianismo. E dessa maneira, então, ele teria difamado a “concorrência”.
888 ) OITOCENTOS E OITENTA E OITO =
Valor numérico da palavra grega para Jesus: Iota = 10, Eta = 8, Sigma = 200, Omikron = 70, Ypsilon = 400, Sigma = 200. Já que o 8 é, notoriamente, um número de Cristo, o 8 triplo é considerado também, naturalmente, um símbolo seu.
1000 ) MIL =
Número simbólico de uma longa duração, uma pequena eternidade ou uma quantidade incontável, como, por exemplo, o reino de mil anos no nazismo, que na verdade durou “apenas” doze anos. Na verdade, essa figura de linguagem tem origem no Apocalipse. Nesse último livro da Bíblia, João descreve a sua visão de um reino de mil anos, que estará livre do todo o mal.
1001 ) MIL E UM =
Número do infinito. Se 1000 já é uma eternidade, o 1001 simboliza o incomensurável, como a eternidade e mais um dia.

Akin Lan Feng
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Numerologia pt 5

Mensagem  Akin Lan Feng em Dom Set 24, 2017 9:08 pm

SIGNIFICADO DOS NÚMEROS NO EGITO ANTIGO (Do Livro: COSMOLOGIA EGÍPCIA – O UNIVERSO ANIMADO , De: Moustafa Gadalla ; Editora MADRAS)

1 = Para os egípcios, Um não é um número, mas a essência do princípio fundamental do número, e todos os outros números são feitos a partir dele. Plutarco observou que Um não é um número ímpar quando escreveu que três é o primeiro número ímpar perfeito. O Um representa a unidade: o Absoluto como energia não polarizada. O Um não é ímpar nem par, mas ambos, pois se somado a um número ímpar, transforma-se em par, e vice-versa. Por isso ele combina os opostos, par e ímpar, e todos os outros opostos do Universo. A unidade é uma consciência perfeita, eterna e não-diferenciada.

2 = A Natureza Dualística – Para os antigos egípcios, o estado da pré-criação é formado por quatro pares de gêmeos primitivos de gênero dualista.
Os egípcios viam o Universo como um dualismo entre Maat- Verdade e Ordem – e a desordem, Amen-Renef convocou o Cosmo a partir do caos não-diferenciado ao distinguir ambos, dando voz ao ideal da Verdade. Maat, como visto aqui, é normalmente retratado no formato duplo – Maat.
O princípio dualista no estado da criação foi expresso pelo par Shu e Tefnut. O par formado por marido e mulher é o modo egípcio característico de expressar a dualidade e a polaridade. Esta natureza dualista manifestava-se nos textos e tradições do Antigo Egito, conforme mostram as descobertas arqueológicas. Mesmo os textos mais antigos do Antigo Reinado, conhecidos como “Textos das Pirâmides 1652”, expressam a natureza dualista: “ e cuspiste como Shu e cuspiste como Tefnut.”
Outra forma de expressar a intenção da natureza dualista está presente no texto do Antigo Egito conhecido como “Papiro de Bremner-Rhind”: “Fui anterior aos Dois Anteriores que criei, pois tinha prioridade sobre os Dois Anteriores que criei, visto que meu nome é anterior ao deles, porque criei-os antes dos Dois Anteriores.”
Neheb Kau – que significa o provedor das formas/atributos – era o nome dado à serpente que representa a primordial no Antigo Egito, Neheb Kau é retratado como uma serpente de duas cabeças, indicando a natureza dualista espiral do Universo.
O faraó egípcio sempre era chamado de “Senhor das Duas Terras”. Isso pode ser tanto por causa do Alto e Baixo Egito, quanto por causa da crença dos antigos egípcios em que um gêmeo idêntico de cada um vive também em outro lugar, e ambos passam por experiências semelhantes, até que se reúnem no momento da morte. Os Enumeradores Egípcios Baladi, em suas lamentações, depois da morte de uma pessoa, descrevem como o falecido é preparado para unir-se ao seu sósia (*do sexo oposto), como se fosse uma cerimônia de casamento.
O ciclo perpétuo da existência – o de vida e de morte – é simbolizado por Ra (Re) e Ausar (Osíris). Ra é o neter vivo que desce à morte para tornar-se Ausar (Osíris) – o neter dos mortos. Ausar ascende e volta à vida como Ra. No Mundo dos Mortos, as almas de Ausar e Ra encontram-se, e unem-se para formar uma entidade, descrita eloquentemente no Papiro de Ani: “Sou suas Duas Almas em Seus Gêmeos”
Os eternos opostos, Set (Seth) e Heru (Hórus), têm papeis semelhantes nas representações de ritos simbólicos relacionados à cerimonia da “União das Duas Terras”, retratados nos relevos das pedras em Lisht, perto de Men-Nefer (Mênfis). O simbolismo é poderoso, pois os dois opostos são o Um em um estado polarizado, no qual Set personifica o desejo não desenvolvido e Heru, o desejo em desenvolvimento.
Tanto Heru (Hórus) quanto Tehuti (Toth) são mostrados em diversas ilustrações nos templos do Antigo Egito realizando a simbólica “União das Duas Terras”. Heru personifica a consciência, a mente, o intelecto e é identificado com o coração, Tehuti personifica a manifestação e a entrega e é identificado com a língua. Pensamos com o coração e agimos com a língua. Essas exigências complementares foram descritas na Estela de Shabaka (716-701 a.C): “O Coração pensa em que desejas e a Língua realiza o que desejas.”
Um dos títulos do rei egípcio era “Senhor da Diadema do Abutre e da Serpente”. O diadema é o símbolo terreno do homem divino, o rei, e é formado pela serpente (símbolo da função intelectual divina) e o abutre (símbolo da função reconciliatória). A serpente representa o intelecto, a facilidade, por meio da qual o homem divide o todo em partes constitutivas, como a serpente que engole a presa inteira, e faz a digestão ao dividi-la em partes digeríveis. O homem divino consegue distinguir e reconciliar. Já que essas duas forças dualistas residem no cérebro dele, o formato do corpo da serpente (no diadema) segue as suturas fisiológicas do cérebro, onde essas faculdades especificamente humanas se encontram. Esta função dualista do cérebro é vivida em ambos os lados. A parte do diadema que fica no meio da testa representa o terceiro olho, com todas as suas faculdades intelectuais.

3 = A Triangulação da Criação - O papel metafísico do Três era reconhecido no Antigo Egito, pois cada unidade é uma força tripla e tem a natureza dupla. Isto era eloquentemente ilustrado em seus textos e tradições, onde o neter (deus) autoconcebido, Atum, cuspiu Shu e Tefnut, colocou seus braços ao redor deles e seu ka os penetrou, para tornar-se Um novamente. É o Três que é Dois que é Um. Esta ação deu origem à Primeira Trindade, a primeira fundação, o que está claro no Papiro Bremner-Rhind: “Depois de me tornar um neter (deus), havia (então) três neteru (deuses) além de mim (isto é, Atum, Shu e Tefnut)”.
Nos textos do Antigo Egito, Shu e Tefnut são descritos como os ancestrais de todos os neteru (deuses/deusas) que conceberam todos os seres do Universo. Esse triângulo formado por Atum-Shu-Tefnut possibilitou um relacionamento contínuo entre o Criador e tudo o que foi subsequentemente criado. O conceito de trindade no Antigo Egito também é encontrado nos seguintes exemplos:
A estrofe 300 do Papiro de Lenden menciona a unidade em um Ser dos três princípios, Amen, Ra e Ptah, dizendo: “Todos os neteru são três: Amen, Ra e Ptah.... seu nome secreto é Amen. Ra pertence a ele como seu rosto e Ptah é seu corpo.”
Um exemplo claro de uma Santíssima Trindade.
Outros exemplos comuns das tríades no Antigo Egito incluem:
Amen – Mut – Khonsu
Ausar (Osíris) – Auset (Ísis) – Heru (Hórus)
Ptah – Sekhmet – Nefertum
Ptah – Sokar – Ausar (Osíris)
O santuário triplo é a atração principal na maioria dos templos egípcios, para guardar o poder triplo (três neteru) de cada templo.
Cada pequena localidade do Antigo Egito tinha sua própria tríade de neteru, isto é, uma fundação identificável. Estas tríades locais não entravam em conflito entre si – eram as fundações metafísicas de cada localidade.
Para os antigos egípcios, as Tríades/Trios/Trindades/Triângulos são uma e a mesma. Não havia diferenças funcionais entre triângulos geométricos, tríades musicais u entre as muitas trindades do Antigo Egito. O exemplo mais claro foi explicado por Plutarco com relação ao triângulo 3:4:5, na Moralia, vol. V: “Os egípcios têm em grande honra o mais bonito dos triângulos, já que admiram a natureza do Universo mais próxima a ele...”
Em outras palavras, as diferentes formas dos triângulos representam as diferentes naturezas do Universo.

4 = A Estabilidade do Quatro - Quatro é o número que simboliza a solidez e a estabilidade. O significado do número 4 é mostrado nos seguintes exemplos:
Os textos egípcios afirmam que o caos anterior à Criação possuía características que se identificam com quatro pares de forças/poderes primordiais. Cada par representa os gêmeos primitivos de gênero dualistas – o aspecto masculino/feminino. Os quatro pares equivalem às quatro forças do Universo (a força fraca, a força forte, a gravidade e o eletromagnetismo).
Os antigos egípcios possuíam quatro centros de ensino cosmológico principais: Onnu (Heliópolis), Men-Nefer (Mênfis), Ta-Apet (Tebas) e Khmunu (Hermópolis). Cada centro revelava uma das principais fases ou aspectos da gênese.
Os quatro pares anteriores à Criação são um tema constante nestes quatro centros.
Atualmente o Egito possui quatro Modos de Ensino Sufi que foram criados no século XI EC, para manter as tradições do Antigo Egito sob a lei islâmica.
Os egípcios utilizavam os quatro fenômenos simples (fogo, ar, terra e água) para descrever os papéis funcionais dos quatro elementos necessários à matéria. A água é a soma – o princípio que compõe o fogo, a terra e o ar. A água também é uma subtância acima das outras.
Estes conceitos foram expressos nos textos do Antigo Egito como Nu/Nun, a água (líquido) primitiva que contém todos os elementos do Universo. Em Moralia, vol. V, Plutarco confirmou: “Pois a natureza da água, sendo a fonte e origem de todas as coisas, criou, a partir de si mesma, três substâncias materiais primevos: terra, ar e fogo.”
A estrofe 40 do Papiro Leiden introduziu a “Criação” falando sobre o Artesão Divino do Universo, simbolizando Ptah, O Manifestador das Formas.
O pilar Tet (Djed), símbolo da criação, é composto por quatro elementos.
Outros exemplos incluem: os quatro filhos do neter (deus) Geb (a terra), os quatro pontos cardeais, as quatro regiões do céu, os quatro pilares do céu (apoio material do reino do espírito), os quatro filhos de Herus, os quatro vasos canopos, nos quais os quatro órgãos eram depositados após a morte.

5 = A Quinta Estrela – O significado e a função do número cinco no Antigo Egito é indicado pela forma na qual era escrito, como dois sobre três, ou como a estrela de cinco pontas. Em outras palavras, o número cinco é o resultado da relação entre o número 2 e o número 3. O Dois simboliza o poder da multiciplicidade, o feminino, o receptor, mutável, enquanto que o Três simboliza o masculino. Esta era a “música das esferas”, as harmonias universais representadas entre os dois símbolos primitivos universais masculino e feminino, Ausar (Osíris) e Auset (ísis), cujo casamento sagrado gerou o filho, Heru (Hórus). Em Moralia, vol. V, Plutarco confirmou este conhecimento egípcio: Três (Osíris) é o primeiro número ímpar perfeito; quatro é um quadrado, cujo lado é o número par dois (ísis), porém, de certa forma, o cinco (Hórus) é como seu pai e de outra forma, sua mãe, pois é feito de dois e três. E panta (tudo) é derivado de pente (cinco) e falam em contar numerando de cinco em cinco.”
O cinco incorpora os princípios da polaridade (II) e da reconciliação (III). Todos os fenômenos, sem exceção, são polares por natureza, triplo por princípio. Portanto o cinco é a chave para a compreensão do Universo manifesto, segundo Plutarco sobre o pensamento egípcio:
“E panta (tudo) é derivado de penta (cinco).”
As estrofes 50 e 500 do Papiro Leiden começam com a palavra dua, que significa, ao mesmo tempo, “cinco” e “adorar”, e são formadas por cânticos de adoração exaltando as maravilhas da Criação.
No Antigo Egito, o símbolo da estrela era desenhado com cinco pontas e representava tanto o destino quanto o número cinco. As estrelas de cinco pontas são os lares das almas que se foram bem-sucedidas, como mencionado nos “Textos Funerários de Unas (conhecidos como textos das Pirâmides), linha 904: “seja uma alma como uma estrela viva...”
Heru (Hórus) é a personificação de objetivo de todos os ensinamentos iniciais e, portanto, está associado ao número cinco, pois é o quinto, depois de Ausar, Auset, Set e Nebt-Het. Heru também é o número cinco no triângulo retângulo 3:4:5, como confirmado por Plutarco.

6 = O Sexto Cúbico – A estrofe 6 do Papiro Leiden é a primeira que permaneceu intacta da série de unidades dos números 1-9. Devido às seis direções, seis é o número do espaço, volume e tempo por excelência e, sendo assim, essa estrofe fala de todas as regiões sob o domínio de Amen-Ra. Seis é o número cósmico do mundo material e, por isso, os egípcios o escolheram para simbolizar tanto o tempo quanto o espaço. O tempo e o espaço são dois lados da mesma moeda, que é perfeitamente representada na ciência da astronomia e em sua aplicação – a astrologia. Atualmente, os cientistas, concordam que há uma conexão próxima entre tempo e espaço – tão próxima que a existência de um sem o outro é impossível.
Tempo – Para o Antigo Egito todas as coisas relacionadas à contagem de tempo eram e são baseadas no número seis, ou seus múltiplos. O dia completo era/é formado por 24 (6x4) horas, sendo 12 (2x6) horas diurnas e 12 (2x6) horas noturnas. A hora era/é formada por 60 (6x10) minutos, e o minuto é formado por 60 (6x10) segundos. O mês tem 30 (6x5) dias. O ano tem 12 (2x6) meses. O Grande Ano Zodiacal contem 12 Eras Zodiacais (signos).
Espaço (volume) – para defini-lo são necessárias seis direções: acima e abaixo, anterior e posterior e esquerda e direita. O cubo, a figura perfeita de seis lados, era usado no Egito para simbolizar o espaço (volume).
Os egípcios eram muito conscientes da estrutura, em forma de caixa, que é o modelo da terra ou do mundo material. O formato das esculturas chamadas de estátuas de cubo prevalece desde o Médio Reinado (2040-1783 a.C), onde o ser integrava-se à forma cúbica da pedra. Nestas estátuas cúbicas há uma forte sensação de que o ser emerge da prisão do cubo e seu significado simbólico é que o princípio espiritual emerge do mundo material. A pessoa terrena é inequivocadamente posicionada na existência material.
A pessoa divina é retratada sentada em um cubo, ou seja, mente sobre matéria.
Outras tradições, como a Platônica ou a Pitagórica, adotaram o mesmo conceito da representação cúbica egípcia do mundo material.
Portanto, o simbolismo de “ampliar os horizontes” ou “ver além daquilo que lhe é apresentado” (nas performances teatrais) é, originalmente egípcia.

7 = O Sete Cíclico – O significado e a função do número7 no Antigo Egito são demonstrados através do modo pelo qual o número era escrito. O 7 significava a união entre espírito (Três) e matéria (Quatro). Umas das formas que tradicionalmente expressam o significado do 7 é a pirâmide, que combina a base quadrada, simbolizando os quatro elementos, e os lados triangulares, que simbolizam os três tipos do espírito.
No processo de Criação, Ausar (Osíris) é o sétimo: Nun, Atum, Shu, Tefnut, Geb, Nut e Ausar. Ausar é o primeiro a nascer da união entre céu (Nut) e terra (Geb), isto é, da união entre espírito (Nut) e matéria (Geb). Por esta razão, Ausar está associado ao número 7 e seus múltiplos. Sete é o número do processo, do crescimento e dos aspectos cíclicos básicos do Universo. Sete elementos, normalmente, formam um conjunto completo – os sete dias da semana, as sete cores do espectro, as sete notas da escala musical, etc. As células do corpo humano são totalmente renovadas a cada sete anos.
A íntima relação entre Ausar e o 7 é refletida em alguns exemplos do templo de Ausar em Abtu (Abidos):
É o único templo com sete capelas. Existem sete formas espirituais de Ausar. Existem sete barcos de Ausar. 42 (7x6) é o número de assessores/jurados no Dia do Juízo, que é presidido por Ausar.
42 (7x6) é o número de passos necessários para se entrar no templo.
O pilar de Tet (Djed), que é o símbolo sagrado de Ausar, tem 7 degraus, o que lembra a doutrina dos chakras do sistema de yoga kundalini da Índia. Os chakras são pontos centrais da estrutura psicofísica do homem que correspondem aos 7 pontos constituintes, junto com a ligação que os une, a chamada espinha humana.
Os 7 centros de Tet representam os 7 degraus metafóricos da escada que leva da matéria ao espírito. Já que o homem é um microcosmo do padrão cósmico, Tet representa um microcosmo da cosmologia universal.
É difícil separar o número 7 e Ausar, e o 7 marca o fim de um ciclo.

8 = A Oitava – O 7 marca o fim de um ciclo e o oito, o início de um novo ciclo – uma oitava.
Os antigos egípcios e os Baladi acreditam que o Universo é composto por nove mundos (sete céus e duas terras/solos). Nossa existência terrena ocorre no oitavo mundo (a primeira terra/solo).
No número 8, encontramos o ser humano sendo criado à imagem de Deus, o Primeiro Princípio. Nossa existência terrena no oitavo mundo é uma réplica, e não uma duplicação – uma oitava. A oitava é o estado futuro do passado. A continuidade da criação é uma série de réplicas – oitavas.
No Egito, o conhecido texto “Sarcofago de Petamon” (Museu do Cairo, item 1160) afirma: “Sou o Um que se transforma em Dois, que se transforma em Quatro, que se transforma em Oito, e então sou o Um novamente.”
Esta nova unidade (Um novamente) não é idêntica, mas análoga à primeira unidade (Sou o Um). A antiga unidade não existe mais, e uma nova unidade ocupa seu lugar: “O Rei está morto, vida longa ao Rei.” É uma renovação da auto-réplica. Para provar o princípio da auto-réplica, são necessários 8 termos.
Musicalmente, o tema de renovação de 8 termos corresponde à oitava, pois atravessa os 8 intervalos da escala (as 8 teclas brancas do teclado). Por exemplo, uma oitava pode ser dois Dós sucessivos em uma escala musical, Oito é o número de Tehuti e, Khmunu (Hermópolis), Tehuti (Hérmes para os gregos e Mercúrio para os romanos) é chamado de “Senhor da Cidade do Oito”. Tehuti dá ao homem acesso aos mistérios do mundo, que eram simbolizados pelo número 8. A manifestação da Criação surgiu através da palavra (ondas sonoras) de Ra por Tehuti.
A estrofe 80 do Papiro de Leiden retrata a criação de acordo com o que é contado em Khmunu (Hermópolis), mencionando a Octóade – o Oito Primordial – que era formado pela primeira metamorfose de Amen-Ra, o misterioso, o escondido, que era conhecido em Men-Nefer (Mênfis) como Ta-Tenen e em Ta-Apet (Tebas) como Ka-Mut-f, mas que permanecia sendo o Um.
Portanto, a manifestação da Criação em oito termos está presente nos quatro centros cosmológicos do Antigo Egito.
Em Men-Nefer (Mênfis), Ptah, em suas 8 formas, criou o Universo.
Em Onnum *Heliópolis), Atum criou os 8 seres divinos.
Em Khmunu (Hermópolis), 9 neteru primitivos – a Octóade – criaram o Universo. Eram a personificação das águas primitivos.
Em Ta-Apet (Tebas), Amun/Aman/Amen depois de criar a si mesmo em segredo, criou a Octóade.
A manifestação da Criação através de 8 termos também reflete-se no processo místico de enquadrar o círculo.

9 = A Grande Enéade, os Nove Círculos – A propriadamente, a nona estrofe do papiro de Leiden do Antigo Egito fala sobre a Grande Enéade – as nove primeiras entidades que surgiram a partir de Nun.
O primeiro na Grande Enéade é Atum, que surgiu a partir de Nun – o oceano cósmico. Atum cuspiu os gêmeos Shu e Tefnut, que deram à luz Nut e Geb, cuja união produziu Ausar (Osíris), Auset (ísis), set (Seth) e Nebt-Het (Néftis).
Os nove aspectos da Grande Enéade emanam, e estão incunscritos, no Absoluto. Não são uma sequência, mas uma unidade – interpenetrando, interagindo e encadeada. São a origem de toda a criação, simbolizada por Heru (Hórius), que, de acordo com a estrofe 50 do Papiro de Leiden, é: “o resultado da unidade-vezes-nove dos neteru.”
Já que o ser humano é uma réplica do Universo, uma criança humana normalmente é concebida, formada, e nasce em nove meses. O número 9 marca o fim da gestação e o fim de cada série de números.
Heru (Hórus) também é associado ao número 5. Cinco é o número dos sólidos cósmicos (poliedros): tetraedro, cubo, octaedro, dodecaedro e icosaedro, que são formados em 9 círculos concêntricos, em que cada sólido toca na esfera que circunscreve o sólido seguinte. Estes nove círculos representam os nove – a unidade da Grande Enéade, a origem de toda a criação representada por estes sólidos cósmicos.
Na “Litania de Ra”, Ra é descrito como “Aquele com o Gato e O Grande Gato”. Os nove mundos do Universo manifestam-se no gato, pois o mesmo termo em egípcio antigo, b.st, representa tanto o gato como a Grande Enéade (que significa a unidade-vezes-nove). Esta relação acabou sendo transportada para a cultura Ocidental, na qual se diz que o “gato tem nove vidas”. Os antigos egípcios e os Baladi adoram o Gato e o que ele representa.

(continua)

Akin Lan Feng
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